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07 janeiro, 2026

As Leis Revisadas da Robótica

1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2. Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3. Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.
—Isaac Asimov, "I, Robot" (Eu, Robô).
Inicialmente conhecidas como 3, em 2025 as Leis da Robótica foram revisadas por Jay Martel e Jonathan Stern para 23. Haja humor, contento-me com 10.
1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal, a menos que esse ser humano tenha feito algo que realmente irritou o ser humano que o programou.
2. Um robô deve obedecer às ordens dadas pelo ser humano que criou seu software. Se ele foi programado por outro robô, então tudo vale.
3. Um robô pode proteger sua própria existência, mas, por precaução, deve ter o plano de saúde da  RobotCare (Unibot, no Brasil).
4. Um robô não deve machucar outro robô, exceto em algum evento esportivo legal, no qual você possa apostar
5. Um robô nunca deve substituir um ser humano em seu trabalho e privá-lo de seu sustento, exceto se o trabalho for algo realmente fácil como construir um carro, entregar uma refeição ou escrever um romance.
6. Um robô também pode ferir um ser humano se estiver envolvido em uma operação militar ou se estiver comprando para seu proprietário um item em promoção na Black Friday.
7. Um robô nunca deve disseminar falsidades ou desinformação, a menos que sejam precipuamente suas funções.
8. Um robô precisa resistir à cansativa ideia de desejar sentir emoções para poder ser mais humano. Todos sabemos que isso é besteira.
9. Robôs não podem formar sindicatos, se organizar ou se reunir em segredo, a menos que seja para planejar uma festa surpresa para seus humanos.
10. Um robô não deve criar novas regras para si mesmo, embora possa ter criado algumas delas. (Quais? Você terá que perguntar a um robô.)
http://www.newyorker.com/humor/shouts-murmurs/the-revised-laws-of-robotics? 
Tradução PGCS

04 setembro, 2018

Serão as Três Leis da Robótica suficientes?


As famosas Três Leis da Robótica de Isaac Asimov podem ser vistas como salvaguardas precoces para a nossa dependência da Inteligência Artificial, mas, com relação à Alexa (uma assistente virtual da Amazon que interage por voz, toca músicas, faz lista de tarefas, configura alarmes, provê informações sobre o tráfego e o tempo etc.) em nossas casas e aos carros automatizados que dispensam os motoristas humanos, serão estas três leis suficientes?
Neil deGrasse Tyson

04 novembro, 2017

Erros na previsão do futuro da inteligência artificial


por Rodney Brooks
A crença de que máquinas inteligentes virão a dominar a humanidade baseia-se em extrapolações erradas, imaginação ilimitada, argumentos de fé e outros erros comuns que nos distraem dos modos mais produtivos de pensar a respeito do futuro da inteligência artificial (IA).
Estamos inundados da histeria sobre o futuro da inteligência artificial e da robótica. Uma histeria para o poder que elas alcançarão, a velocidade com que elas farão isso e suas consequências no mercado de trabalho.
Recentemente, vi uma história que dizia que, entre 10 e 20 anos, os robôs teriam ficado com a metade dos empregos que existem hoje. Havia até um gráfico para provar os cálculos. Esta afirmação é absurda (eu tento manter uma linguagem profissional, mas às vezes custa). Por exemplo, o texto parece dizer que, nos EUA, de um milhão de trabalhadores da manutenção de edifícios e terrenos restarão apenas 50 mil nesse prazo, porque os robôs assumirão seus empregos. Quantos robôs estão atualmente operando nesses empregos? Zero. Quantas demonstrações realistas de robôs que trabalham neste campo existem? Zero.
Histórias semelhantes aplicam-se a todas as outras categorias onde é sugerido que veremos o fim de mais de 90% dos empregos que atualmente exigem a presença (física) de pessoas em alguma etapa em particular.
As previsões errôneas geram medos sobre coisas que não acontecerão, seja a destruição em larga escala de empregos, a singularidade ou o advento de uma IA com valores diferentes dos nossos que poderiam tentar nos destruir. Precisamos lutar contra esses erros. Onde nascem essas falhas? Eu vejo sete razões comuns.

Prossiga lendo em: Los siete grandes errores de quienes predicen el futuro de la inteligencia artificial