Fundada na Califórnia em 2024, a Pioner Labs tem o seguinte lema:
CRIAMOS MICRÓBIOS PARA MARTE.
Trata=se de uma startup de pesquisa sem fins lucrativos, com sede na Califórnia, cujo objetivo é desenvolver microrganismos resistentes para ajudar a terraformar o Planeta Vermelho.
Dado que semear micróbios, após modificá-los para converter recursos marcianos — como CO2, água e solo tóxico rico em perclorato — em suprimentos vitais, incluindo oxigênio, água, energia e materiais de construção, constitui o primeiro passo para a terraformação de Marte.
"Aos 80 anos, você já aprendeu tudo. Só precisa se lembrar."
George Burns
Nascido Nathan Birnbaum (20 de janeiro de 1896 – 9 de março de 1996), George Burns foi um ator, comediante, escritor e cantor americano, e um dos poucos artistas cuja carreira abrangeu com sucesso o vaudeville, o rádio, o cinema e a televisão. Sua sobrancelha arqueada e a inseparável companhiade um charuto tornaram-se suas marcas registradas. Ele e sua esposa, Gracie Allen, apareceram no rádio, na televisão e no cinema como a dupla cômica Burns e Allen.
No início de sua carreira artística, criou com os irmãos o "Quarteto Pee-Wee".
"Começamos cantando em balsas, bares, bordéis e esquinas. Deixávamos nossos chapéus no chão para receber doações. Às vezes, os clientes jogavam algo nos chapéus. Às vezes, tiravam algo dos chapéus. Às vezes, levavam os chapéus."
Oito anos antes de sua morte, Burns admitiu publicamente que, uma vez durante o casamento, na década de 1950, havia traído Allen. Sentindo-se culpado pelo caso de uma noite, Burns deu a Allen um anel de diamante de US$ 10.000 e um arranjo de mesa de prata de US$ 750. Allen soube do caso, mas nunca contou a Burns que sabia, e o casal nunca discutiu o assunto.
Anos depois, ele descobriu que a esposa havia revelado a uma amiga o episódio em que fora infiel, concluindo assim:
"Sabe, eu realmente gostaria de que George me traísse de novo, pois estou precisando de um novo arranjo de mesa."
A madrugada foi, para mim, uma novidade. Menino, eu nunca passara uma noite inteira sem dormir. O silêncio era vasto, e só se ouvia o bonde, rangendo na Rua Santa Catarina, esfregando os trilhos de longe em longe.
Duas horas antes do combinado, bati de leve na porta do quarto dos meus pais. Bati outra vez.
O táxi, um Buick negro e solene, encostou na calçada e deu um trinado curto. Começava aí uma guinada na vida.
Meu pai era cearense; minha mãe, ouro-pretana. Os dois deixavam Belo Horizonte para sempre, rumo a Fortaleza, e eu só entendia que ia andar de trem.
O Vera Cruz era o trem de luxo. Minha mãe usava o tailleur azul-marinho, o melhor que tinha. Meu pai, calça e camisa bege, sem um vinco fora do lugar. Nas redes de bagagem, chapéus. No banco da frente, um homem de gravata dormia sentado.
Não levávamos móveis: tudo fora vendido nas semanas anteriores, e nos restavam as malas de mão, com roupas e o que era pessoal.
Colei o rosto no vidro até a testa ficar marcada. Os laranjais corriam ao lado dos trilhos, quilômetros deles, e em cada estação o trem parava para que a vida acontecesse.
Alguém corria, outro chorava, lenços brancos subiam e desciam, e os acenos iam ficando pequenos na fuligem. O mundo me parecia maior do que o atlas da escola mostrava, e muito mais interessante.
No Rio, Tia Eurídice, irmã do meu pai, nos esperava na plataforma, com Tio Esmerino, jornalista de "A Noite". Dormimos uma única noite em São Cristóvão, numa casa cheia de vozes que eu ainda não sabia distinguir. Eram os primos cariocas.
No dia seguinte, o chão ficou para trás. Era um daqueles Lockheed Constellation da Panair do Brasil, quatro motores, o corpo de alumínio feito de placas rebitadas que, para um menino, pareciam frágeis demais para sustentar aquele gigante.
Hoje, um quadrimotor daqueles pareceria brinquedo de lata. Para o menino, era um gigante. O ronco entrava pelos ouvidos e ficava nos ossos, e a cabine cheirava a comida.
Deixaram-me visitar a cabine de comando. Diante de tantos relógios e manetes, olhei os dois pilotos e fiz uma das primeiras perguntas idiotas da minha vida: "Esse avião cai?"
Não preciso dizer que a resposta foi um riso geral.
Voar exigia postura, elegância e, naquele tempo, o serviço de bordo era farto e delicado. O gigante partiu para fazer escala em Salvador, depois em Recife, costurando a costa, até que, na minha janela, se abriu Fortaleza: o mar em faixas de verde, azul e espuma branca. Competiam entre si.
Iria viver ali quinze anos.
Na chegada, virei atração entre as crianças da família e os vizinhos. Rodeavam-me e pediam:
"Fala de novo!"
Eu falava, e elas riam da curva das minhas vogais. Eu não entendia a graça.
Em Belo Horizonte, eu não tinha parente nenhum. Em Ouro Preto, duas tias solteiras. Em Juiz de Fora, a única casada. Em Fortaleza, de repente, um exército de tios e primos, que eu nem suspeitava existir.
Gente que eu adoro e que continuo frequentando quando a saudade bate e vou vê-los. Minha família é o meu tesouro, e os cearenses sabem fazer você se sentir acarinhado.
Saí do Ceará já homem feito, levando a cultura nordestina entranhada.
O sotaque, com as décadas e os regressos, foi se gastando pelo caminho. Hoje, falo mineirês com toques nordestinos. Assim, confundo e me divirto.
Nelson José Cunha
A Panair do Brasil S.A. foi uma das companhias aéreas pioneiras do Brasil e, por décadas, dominou o setor de aviação nacional. Lembro-me de que meu tio Edson Gurgel Coelho, 90, por algum tempo trabalhou em Fortaleza nesta companhia.
Como as demais empresas aéreas que possuíam sócios estrangeiros nos anos 1950 e 1960, ela sofreu pressões do governo, iniciadas na gestão do Presidente João Goulart, para que suas ações ficassem totalmente em mãos brasileiras.
Entretanto, em seu apogeu acabou por ter suas operações aéreas abruptamente encerradas em 10 de fevereiro de 1965, devido a um decreto do governo militar, que suspendeu suas linhas. A opção pela suspensão, ao invés da cassação, foi um mero artifício técnico encontrado pelo governo militar. Assim as operações poderiam ser, na prática, paralisadas de imediato, sem o decurso dos prazos legais de uma cassação.
O fechamento total da empresa pela ditadura militar, só se deu definitivamente em 1969, através de outro ato também inédito na história do direito empresarial brasileiro, um "decreto de falência" baixado pelo Poder Executivo, durante o governo do General Costa e Silva. O principal beneficiário deste processo foi Ruben Berta, proprietário da VARIG, que era apoiador do regime militar e amigo pessoal de diversos militares de alta patente, que acabou recebendo as concessões de linhas aéreas internacionais da Panair do Brasil e incorporou parte dos qualificados funcionários da empresa sem custo algum.
Fonte: http://cronicasmacaenses.com/2013/12/12/o-lockheed-l-049-constellation-da-panair-do-brasil-no-museu-tam/
Elegante e poderoso (para a época), o Lockheed Constellation estabeleceu alguns recordes na aviação mundial. Em 1.º de outubro de 1957, um L1649A voou de Londres para São Francisco em 23 horas e 19 minutos, velocidade média de 369,2 km/h. Este foi o recorde de duração de voo sem escalas de passageiros, até a chegada do Boeing 777.
Ao redor do mundo encontram-se ainda exemplares do Lockheed Constellation, alguns em tão bom estado de conservação que ainda podem voar. Há um exemplar no Brasil, pintado nas cores da extinta Panair do Brasil, no Museu TAM, ligado à TAM. Localizado na cidade de Itu, no interior do Estado de São Paulo, já foi o maior museu de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea privada até ser desativado em 2016.
Vídeo do filme: "Panair do Brasil - Uma história de glamour e conspiração"
Título de uma escultura satírica feita pelo artista dinamarquês Jens Galschiøt.
A peça retata o Presidente Trump, nu e sentado nas costas de um homem de aparência fágil.
Foi instalada no corredor do Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França. Anteriormente, a obra e miniaturas dela também passaram por outras cidades europeias e pela COP30, realizada em Belém do Pará, em 2023.
Na base da peça há esta inscrição:
ESTOU SENTADO NAS COSTAS DE UM HOMEM. ELE ESTÁ AFUNDANDO SOB MEU PESO E FAREI QUALQUER COISA PARA AJUDÁ-LO. EXCETO SAIR DE SUAS COSTAS.
Neste exato momento, neutrinos estão atravessando seu corpo. Na verdade, dezenas de trilhões de neutrinos passam por nós a cada segundo, originários principalmente do Sol. Mas, por serem tão pequenos, raramente interagem com os tecidos do nosso corpo (ou com qualquer outra coisa). Assim como as ondas eletromagnéticas fora do espectro visível, não conseguimos ver os neutrinos a olho nu. Os cientistas ainda têm muito a aprender sobre essas chamadas partículas fantasmas. E eles irão até os confins da Terra para isso.
Os astrônomos de neutrinos trabalham em laboratórios subterrâneos porque os neutrinos interagem de forma extremamente fraca com a matéria, o que permite que eles atravessem o planeta Terra com facilidade.
E a tirinha faz piada com essa diferença fundamental entre a astronomia convencional e a de neutrinos.
A imagem ao lado mostra uma representação da famosa obra de arte conceitual "Comedian", do artista italiano Maurizio Cattelan, criada em 2019 e que consiste em uma banana presa à parede com fita adesiva.
Já gerou um enorme debate global sobre o valor da arte contemporânea.
Consumida diversas vezes por adquirentes em leilões que alcançaram até 120 mil dólares, a banana sempre foi reposta ao acervo do museu.
O termo "Gaveta de Cartas" refere-se a uma seção da histórica revista satírica Careta (que circulou entre 1908 e 1960). Nela, a redação respondia a correspondências enviadas pelos leitores, com o humor ácido e irônico característico da publicação. Atualizei a ortografia
Satanaz Junior (S. Paulo)
Seus sonetos, apesar de satânicos, são de tal sorte errados que, não obstante toda a boa vontade que nos animava, impossível nos foi evitar-lhes a condenação.
Mlle Santuzza (Ro)
Diz a senhorita: Ai quem me dera ver a nuvem rósea cair sobre a cabeça da montanha / E descambando aos poucos, peneirando / Pousar por sobre mim! / Ai quem me dera ver o raio aéreo dourado, cintilante, azul de Phebo / Aquecer as camadas da atmosfera /
Banhando-me de luz!
Pois Exma. a nuvem caiu, mas foi sobre as nossas cabeças, pesando-nos horrivelmente. Os raios aéreos penetraram-nos de tal sorte que ficamos todos em crivo, com uma atmosfera tão superaquecida que equivaleu a um legítimo banho de vaрог: esperamos que a poetisa não se esqueça de mandar lestas (sic).
Salles (Barbacena).
Não há necessidade de procurar padrinhos Se o que escreveu for bom deveras, será publicado. Se não prestar, não há padrinho que lhe valha.
Caricio Velloso (Florianópolis).
Não entraremos na apreciação de semelhantes fatos que escapam à nossa competência. Constatamos, mas não discutimos.
Cleudro de Lores (Ouro Preto)
Pode remeter sem susto. Aqui não há compadresco.
L. Pernalta (Manaus).
Aí vão:
Na amplidão celeste / Onde paira tu'alma / Triste doce e calma / Sem igual conteste / Senão a beleza / De quem existiu / No Mundo! / Partiu / Levando a tristeza / De uma vida ingrata / Pois nunca amou! / E quando deitou / No caixão de prata / Seu corpo virgem / De imaculada / Tinha a cor dourada d'estrelas / Lá no Horizonte / O romper d'Aurоrа / E contudo embora / Via-se na fronte / E na face em flor / Deste anjo em fuga / A sinistra nuga / Nuvem de vapor!
Lindos versos! O Sr. Pernalta naturalmente os concebeu e ejaculou em uma hora de inspiração divina. Por isso mesmo os publicamos para que todos os conheçam e o amigo chegue ao Parnaso.
Euvaldo Ruiz (Paraná)
O "Conto Mystico" é por demais tétrico. Os versos são aleijados. A fantasia é plágio. O amigo Euvaldo é caipora.
O girocóptero ou autogiro funciona como um meio-termo entre o avião e o helicóptero, utilizando um rotor superior livre (asa rotativa) e um motor traseiro com hélice. Portanto, ele funciona como um meio-termo entre o avião e o helicóptero, utilizando um rotor superior livre que gera sustentação através da pressão do vento e um motor traseiro com hélice que empurra a aeronave para a frente.
Diferentemente do helicóptero, ele não decola na vertical. Precisa de uma pequena espaço para correr no chão até o ar passar pelo rotor, fazê-lo girar rápido e erguer a máquina. Como o rotor gira livremente por autorrotação, se o motor falhar no ar, a aeronave não cai; ela continua planando para baixo de forma segura com o rotor girando (atuando como um paraquedas controlado).
A segurança do girocóptero "Entre os objetos que voam (afora os OVNIs de que não sabemos), o girocóptero é o mais seguro do mundo. O mais perigoso, por incrível que pareça, é o balão."
~ Comandante Waldonys, acordeonista, cantor e piloto acrobático
Na única viagem de navio que fiz na vida - ainda solteiro, voltando da Europa para o Brasil -, dividi a cabine com um professor português de literatura na Universidade de Munique. Tinha seus 60 anos.
Aproximei-me dele com uma dúvida: de onde vem esse som anasalado do "ão", tão indigesto para os estrangeiros e tão natural para nós?
A resposta dele foi surpreendente:
- Esse ditongo é celta. Celta antigo.
Por razões antes geográficas que históricas, a Galícia teve a sorte de ver seu litoral banhado por correntes quentes vindas do Caribe. Com elas, chegam sedimentos marinhos que fartam a vida marinha daquela costa.
Somos, em grande medida, descendentes daqueles pescadores celtas. Herdamos deles o DNA e o "ão" - ou seja, tudo de bão!
É um prêmio literário sueco que é concedido anualmente, desde 1901, a um autor de qualquer país que, nas palavras da vontade do industrial sueco Alfred Nobel, "den som inom litteraturen har producerat det utmärktaste i idealisk riktning" (produziu no campo da literatura o trabalho mais notável em uma direção ideal).
Embora os trabalhos individuais sejam às vezes citados como particularmente dignos de nota, o prêmio é baseado no conjunto da obra de um autor como um todo. A Academia Sueca é responsável por escolher o ganhador do prêmio e anunciar os nomes dos laureados, no início de outubro.
Não há necessidade de o(a) autor(a) ser traduzido(a) para dezenas de países, nem vender muito, nem ser publicado por grandes editoras ou ser famoso. O importante é ser reconhecido no país, respeitado, celebrado e traduzido para alguns idiomas acessíveis, em especial o inglês.
Há uma preocupação enorme com o sigilo. Eles não revelam quem já foi indicado e nem quem indicou por 50 anos.
A Academia não gosta de autores-estrela ou que se veem como celebridade, aqueles em que o seu nome na capa é o grande destaque, maior que o título da obra. É um jeito de pensar a literatura que é premiada.
Os candidatos devem ser escritores vivos e – em princípio – ter publicado no ano da indicação.
65 anos é a idade média dos laureados.
72% dos prêmios foram dados a europeus e 12,5% foram destinados a mulheres (fala-se que a academia busca corrigir isso).
A ideia de que a idade traz apenas declínio é um mito! Muitas coisas, de fato, amadurecem e melhoram com o tempo.
Aqui está uma lista de 7 aspectos que tendem a evoluir positivamente:
1. Autoconhecimento e clareza pessoal
Você se conhece melhor: sabe do que gosta, o que não tolera, quais são seus valores reais e onde estão seus limites.
Menos necessidade de agradar: a aprovação dos outros perde importância em favor da sua própria autenticidade.
Clareza sobre prioridades: você distingue melhor o que é essencial do que é superficial.
2. Inteligência emocional e relacionamentos
Maior empatia e paciência: experiências vividas ajudam a entender as lutas alheias.
Relacionamentos mais profundos e seletivos: cultivam-se as amizades verdadeiras.
Melhor gestão de conflitos: menos reatividade, mais habilidade para dialogar e resolver problemas.
3. Sabedoria e perspectiva
Visão de contexto: você percebe que "isso também vai passar" e que os problemas raramente são o fim do mundo.
Capacidade de tomar decisões: a experiência acumulada oferece um "banco de dados" interno para escolhas mais sábias.
Apreciação pelo presente: com a consciência da finitude, há uma maior valorização dos momentos simples.
4. Confiança e autenticidade
Confiança interior: a insegurança da juventude (em muitos aspectos) diminui, substituída por uma sensação de que "consigo lidar com isso".
Liberdade para ser você mesmo: a pressão para se encaixar em moldes sociais perde a força.
Orgulho da própria história: as cicatrizes e conquistas formam uma narrativa da qual você é o autor.
5. Habilidades e competências profissionais
Julgamento e experiência: em muitas carreiras, a capacidade de prever problemas e conectar pontos é inestimável.
Credibilidade e rede de contatos: anos de trabalho consolidam uma reputação e uma rede de confiança.
Mentoria: a capacidade de guiar e inspirar os mais jovens torna-se uma fonte de grande satisfação.
6. Apreciação estética e prazeres
Gosto refinado: na música, arte, vinho, comida etc. - a exposição ao longo do tempo desenvolve essa percepção.
Prazer em coisas simples: um café tranquilo, uma caminhada, uma boa conversa ganham um novo valor.
Aprofundamento de hobbies: passatempos se tornam fontes de conhecimento e satisfação.
7. Paz interior e aceitação
Menos comparação: A corrida pela "vida perfeita" perde urgência.
Aceitação de imperfeições: em si mesmo, nos outros e na vida.
Gratidão: a habilidade de reconhecer e celebrar o que se tem, em vez de focar apenas no que falta.
Um paradoxo importante
A idade muitas vezes traz a liberdade de ser mais você mesmo – com menos filtros, menos desculpas e mais convicção. É como se a essência, que na juventude era uma pedra bruta, fosse sendo polida e lapidada pela experiência, revelando suas cores e veios únicos.
Claro, o envelhecimento também tem seus desafios físicos e sociais, mas focar apenas nisso é ignorar um universo de ganhos profundos e duradouros. Envelhecer não é sobre perder a juventude, mas sobre ganhar camadas de significado. (DeepSeek)
Os despojos de Galileu Galilei tiveram um destino curioso após sua morte, em 1642. Décadas depois, em 1737, durante a transferência de seus restos mortais para a Basílica de Santa Croce, admiradores removeram partes de seu corpo como forma de preservar sua memória. Entre esses fragmentos, o dedo médio acabou se tornando o mais emblemático, atravessando os séculos como uma relíquia singular.
O gesto ganhou um significado simbólico poderoso ao longo do tempo. Galileu foi um dos principais defensores do modelo heliocêntrico, que afirmava que a Terra gira em torno do Sol, ideia que enfrentou forte resistência da Igreja na época. Por isso, o dedo preservado passou a ser interpretado como um símbolo de resistência intelectual, representando a coragem de questionar crenças estabelecidas e defender a ciência mesmo diante da censura.
Atualmente, essa relíquia está exposta no Museo Galileo (em Florença, na Toscana, Itália), onde atrai visitantes de todo o mundo. Mais do que uma curiosidade histórica, o dedo médio de Galileu se transformou em um lembrete duradouro do impacto de suas ideias e da importância da liberdade científica, mantendo vivo o legado de um homem que ajudou a transformar nossa compreensão do universo.
É o medo irracional de agulhas (de alfinetes, seringas e assim por diante). De 3 a 10 por cento das pessoas sofrem com esse problema.
Muitas vezes está associada à hemofobia, o medo exagerado de sangue.
Um banquinho fechado (Closet Stool) era um tipo primitivo de banheiro portátil, feito em formato de caixa na altura de uma pessoa sentada, com uma abertura na parte superior. Internamente continha um penico de barro, estanho ou prata para receber os excrementos e a urina do usuário real, quando este se sentava. Era normalmente coberto (fechado) por uma tampa dobrável.
Os registros da corte inglesa mencionam esses banquinhos e detalham sua construção. Na Escócia, bancos próximos equivalentes aparecem em inventários e, às vezes, eram chamados de "bancos de conforto". Os bancos de conforto de Jaime V da Escócia e sua filha Maria, rainha dos escoceses, possuíam dosséis de seda que eram suspensos do teto sobre o banco.
Banquinhos fechados foram usados desde a Idade Média (o Dicionário Oxford de Inglês cita a primeira menção em 1410) até a introdução do vaso sanitário com descarga.
Um servo íntimo da realeza (Groom of the Stool) era responsável por auxiliar o monarca no uso do "banquinho". Suas tarefas incluíam: assistir o rei no “banheiro”, conduzindo o banquinho para onde ele estivesse; esperar que ele usasse e depois limpar o rei com panos de linho, algodão ou lã; monitorar o que o comia e bebia; guardar suas roupas de baixo, camisolas e lençóis; administrar enemas, supositórios e purgantes. O Groom conhecia cada doença, cada verruga, cada hemorroida real.
Apesar das tarefas pouco glamorosas, era um cargo de alto prestígio e poder, ocupado por filhos de nobres devido ao acesso privilegiado que tinham ao rei.
Portanto, o Groom controlava 3 pilares do poder real:
1) O corpo do rei: Monitorava cada refeição porque a dieta afetava o trabalho dele. Administrava purgantes, enemas. Prisão de ventre do rei era crise de Estado, porque um rei com dor não governava.
2) O dinheiro do rei: Guardava a carteira pessoal do rei e o selo por ele usado para documentos secretos. Decidia quem recebia pensões e presentes.
3) Os segredos do rei: Sabia de cada amante, cada plano de divórcio e cada lista de execução antes de virar decreto. A informação era a moeda mais valiosa da corte.
Mas era também um cargo bastante perigoso. Proximidade com o rei significava que o servo caía junto com ele — ou por ele.
O que acontece quando uma melodia de violão das mais exigentes do mundo é tocada em um dos menores instrumentos?
Jia-Yi He transforma "Malagueña", de Ernesto Lecuona, em uma exibição deslumbrante de virtuosismo na gaita, apresentando-se ao lado de uma orquestra sinfônica ao vivo. Seu domínio de dinâmicas extremas, modulação de afinação, tremolo, pitch bending e passagens cromáticas rápidas faz com que a gaita soe quase por si só orquestral.
Nascido em Pequim, He começou a tocar gaita por volta dos 10 anos de idade, depois de ganhar uma delas de sua irmã mais velha. Décadas depois, ele se apresentou no Carnegie Hall e com grandes orquestras ao redor do mundo, e ganhou medalhas em competições internacionais de harmônica cromática (gaita).
Esta performance mostra exatamente por que ele é considerado um mestre do instrumento — transformando respiração, precisão e um extraordinário senso de expressão musical em algo que parece quase inacreditável.
Siga no @worldsgreatestperformance as melhores performances musicais no Instagram.
A saudação de Vulcano é um gesto popularizado pela série Star Trek, dos anos 1960. Consiste em uma mão levantada com a palma para a frente, enquanto os dedos estão separados entre o dedo médio e o anelar.
Foi criada pelo ator Leonard Nimoy quando interpretava o personagem Sr. Spock na série da televisão.
O gesto é considerado difícil de ser corretamente executado por pessoas sem a devida prática. Outros atores de Star Trek tinham de posicionar os dedos fora da cena para só então fazer a saudação.
Em preparação: As sobrancelhas arqueadas do Sr. Spock.
Nove países possuem a bomba atômica: EUA, Rússia, França, China, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte. Ao longo da sua história, o Brasil teve oportunidades de fazer parte desse seleto clube de países — mas nunca levou muito adiante a ideia.
Por que, afinal, o Brasil nunca desenvolveu armas nucleares — tido como instrumento importante de poder e dissuasão?
Ao longo da ditadura militar (1964 - 1985), o Brasil deu sinais ao mundo de que estaria aberto, em tese, a desenvolver suas próprias armas nucleares. Ao não aderir, no final dos anos 1960, ao recém-criado Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
Em 1979, os cientistas das Forças Armadas começaram a cooperar com centros de pesquisa civis, como o Instituto de Engenharia Nuclear do Rio de Janeiro e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo (USP). Essa cooperação tinha vários objetivos específicos para o Brasil desenvolver diferentes aspectos do desenvolvimento da energia nuclear. O Exército tentou construir um reator para produção de plutônio. Já a Aeronáutica buscou usar o método laser para enriquecer urânio. E a Marinha perseguiu a criação de um submarino nuclear.
Mas, nos projetos paralelos da ditadura militar, houve a intenção de construir uma bomba atômica brasileira? Como, por exemplo, no projeto secreto da Aeronáutica para desenvolver artefatos nucleares para uso pacífico — o de obter explosivos que seriam usados para abrir poços de petróleo ou desviar rios?
Uma das evidências da existência desse programa especial secreto foram os túneis construídos na Serra do Cachimbo, no Sul do Pará.
A existência desses poços de testes da Serra do Cachimbo era desconhecida do público e foi revelada pela Folha de SP em 1986, já após o fim da ditadura, durante o governo do presidente José Sarney.
Com o fim da ditadura militar e a redemocratização, o Brasil procurou mostrar ao mundo que não tinha intenção de desenvolver armas nucleares. Em 1990, o então presidente Fernando Collor foi à Serra do Cachimbo e enterrou os poços construídos pela Aeronáutica. Em uma imagem simbólica, Collor apareceu colocando uma pá de cal nos poços.
"Sou o único candidato a presidente que tem coragem de dizer que o Brasil precisa construir a bomba atômica. Só cinco países no mundo têm o monopólio do poder nuclear, impondo aos outros a humilhação de assinar tratados de não proliferação de armas nucleares. É preciso construir a bomba, não para jogar a bomba em ninguém, mas sim para evitar que alguém jogue a bomba aqui, como os EUA fizeram com o Japão em 1945. Se o Japão tivesse a bomba, eles não se atreveriam a ter destruído Hiroshima e Nagasaki. Meu nome é Enéas."
O trecho acima é parte da curta e folclórica propaganda eleitoral de 1994 de Enéas Carneiro, médico que fundou nos anos 80 o partido nacionalista e conservador Prona e concorreu diversas vezes à Presidência.
Em 1998, o Brasil assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, no qual assumiu o compromisso com o resto do mundo de não desenvolver armas do tipo.
No entanto, o projeto paralelo da Marinha, conduzido pelo almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi extremamente bem-sucedido. Com o objetivo inicial de desenvolver submarinos com propulsão nuclear, o projeto civil militar do Ipen e Marinha levou o Brasil a dominar a capacidade de enriquecer urânio através da tecnologia da ultracentrifugação. Em 1987 o Brasil anunciou esta capacidade ao mundo.
Mesmo não fazendo parte do restrito clube de nove países com bombas atômicas, o nosso país é hoje parte de outro seleto grupo.
"O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem jazidas de urânio e tem essa capacidade de produção de combustível nuclear", afirma Carlo Patti, historiador da Universidade de Pádova, na Itália.
Em 2022, a Fundação Getúlio Vargas fez uma pesquisa de opinião com 2 mil brasileiros sobre o apoio a uma bomba atômica do Brasil. Apenas 25% dos entrevistados se manifestaram em favor da bomba brasileira.
Em 1944, em Hobro, na Dinamarca, um agricultor inspirou-se na aparência de uma pedra que encontrou e começou pacientemente a construir um mapa-múndi em torno dela. O resultado foi o mapa-múndi do Lago Klejtrup (foto), uma ideia encantadora de um planisfério da Terra embutido na própria Terra.
O homem levou 25 anos para construí-la, com dimensões de 45 x 90 metros (aproximadamente na escala 1:400), sendo perfeitamente visível do ar e acessível por terra. De fato, chega a ser uma grande atração turística.
Além do charme e da atratividade inerentes ao mapa, de acordo com o Teorema do Ponto Fixo de Brouwer, (*) deve existir algum ponto no planisfério que coincida exatamente com o ponto na Terra onde ele está localizado.
Neste mapa específico, esse ponto está logicamente localizado na área de Klejtrup, na Dinamarca.
(*) Ele é o mesmo autor do teorema da bola cabeluda. Se uma bola cabeluda (ou peluda) for penteada com os cabelos sempre para o mesmo lado, tem de haver pelo menos um redemoinho, caso ela seja de dimensão ímpar. No entanto, se a bola for de dimensão par, pode ser penteada sem redemoinhos. Exemplo irrefutável: sua cabeça que, por ser uma bola com três dimensões, tem um redemoinho. Esse Brouwer...