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06 julho, 2020

Poluição do ar e incidência de raios

Brasil, o país em que mais caem raios no mundo
77,8 milhões de descargas elétricas despencam todos os anos no Brasil. Somos campeões mundiais no quesito. Uma consequência da localização e do tamanho de nosso território. O Brasil é o maior país tropical do planeta, e os trópicos têm o clima mais suscetível a tempestades. No mínimo 300 brasileiros são atingidos todos os anos por raios. Um em cada três acidentes é fatal: entre 2000 e 2019, raios foram responsáveis por 110 mortes por ano, em média. Foram 2.194 óbitos em duas décadas.
[de um relatório feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), à Super Iinteressante]
A quarentena provocou um efeito inédito no céu brasileiro: a diminuição da quantidade de raios
Até os pesquisadores do Inpe estão intrigados com isso. Eles acreditam que a menor incidência de raios está ligada à menor poluição.
Compararam a quantidade de descargas elétricas que chegaram ao solo na capital paulista, entre 20 de março e 2 de abril deste ano, com a do mesmo período em anos anteriores. O resultado impressionou: apenas 4% atingiram o chão em 2020. Em outros anos, este percentual ficava entre 40 e 60%.
Osmar Pinto Júnior (Elat, Inpe):
"Confirma-se claramente que a poluição, nos grandes centros urbanos, tem um reflexo importante sobre as tempestades. E que temos de continuar estudando para compreender melhor como acontece esse fenômeno."
"Gráficos do relógio" que mostram os dias da semana favorecidos pelas chuvas e raios em cada verão de 1998 a 2009, no sudeste dos Estados Unidos
Este gráfico, criado pelo meteorologista Thomas Bell, mostra que as chuvas e os raios raramente atingem o pico no fim de semana no sudeste dos Estados Unidos. De fato, relâmpagos não atingiram o pico em um fim de semana em nenhum ano desde 1998, Bell mostrou isto após vasculhar dados meteorológicos de 1998 a 2009. Depois de publicar vários artigos científicos sobre o assunto, explica o porquê: a poluição do ar (que está em seus níveis mais altos no meio da semana e nos níveis mais baixos no fim de semana) pode fortalecer tempestades, principalmente no ar instável e úmido do sudeste dos Estados Unidos.


Fontes
http://www.inpe.br/webelat/homepage/#
http://super.abril.com.br/especiais/brasil-o-pais-dos-raios/
http://globoplay.globo.com/v/8645155/
http://blogs.nasa.gov/whatonearth/2010/02/20/post_1266609787812/

24 março, 2019

Híbridos

Imagine uma época em um futuro próximo, quando os oceanos ficam tão sobrecarregados com nossos detritos, que algum tipo de evolução bizarra toma lugar. Uma evolução que funde os habitantes dos oceanos com o lixo tecnológico que descartamos. Se você se dispuser a imaginar, então você poderá ver algo assim.

06 novembro, 2018

A tragédia de Mariana: três anos depois

A tragédia de Mariana é o maior acidente da história em volume de material despejado por barragens de rejeitos de mineração. Os 62 milhões de metros cúbicos de lama que vazaram dos depósitos da Samarco, no dia 5 de novembro de 1915, representam uma quantidade duas vezes e meia maior que o segundo pior acidente do gênero, ocorrido em 4 de agosto de 2014, na mina canadense de Mount Polley, na Colúmbia Britânica.



Três anos de lama
Ontem, fez três anos que a barragem de Fundão se rompeu, varrendo do mapa o distrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município de Mariana (MG). A poluição de terrenos e rios ao longo de 600 quilômetros entre Mariana e o Oceano Atlântico, que se seguiu ao acidente, faz deste o maior acidente ambiental do Brasil.
Morreram 19 pessoas nesta tragédia. Muitas outras perderam seus bens e ficaram desabrigadas. O rompimento da barragem acarretou problemas para pelo menos 500 mil pessoas em Minas Gerais e Espírito Santo (Fonte: Ministério Público Federal).
Ao todo, 21 réus estão sendo julgados pelos crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual. Ninguém foi preso.
Na área foram encontradas níveis de sódio, oriundo do hidróxido de sódio (utilizado na separação do minério de ferro), até 20 vezes acima do padrão de solo da Mata Atlântica. Experimentos com fungos e bactérias podem ajudar no reflorestamento de 2.200 hectares da mata devastada pela lama. E abre-se a possibilidade de que essa mesma técnica possa também ajudar na recuperação de lavouras (centenas de fazendas e sítios foram atingidos pelo rompimento da barragem)..
As multas do Ibama somam 350 milhões de reais. Mas a empresa recorreu e ainda não pagou nenhuma. Das 28 multas aplicadas pelo governo do Estado de Minas, a empresa só começou a pagar uma delas (Fonte: TV Globo, Jornal Hoje).

Mariana (pela Samarco), Barcarena (pela Hydro) ...
Qual será o próximo local? Meu palpite: costa brasileira, na área do pré-sal.

08 junho, 2018

Poseidon e o homem na praia

"Se não mudarmos o nosso comportamento, podemos acabar com mais plástico do que peixe nos oceanos."
O vídeo abaixo é uma curta de animação produzida por The Animation Workshop para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de preservar os oceanos da poluição.
Segundo dados divulgados pela ONU:
"Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos a cada ano, afetando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção."



Oito de junho é Dia Mundial dos Oceanos.

11 maio, 2018

Em louvor do ar: uma poesia catalítica

Em 2014, a Universidade de Sheffield, na Inglaterra, expôs "o primeiro poema de purificação do ar no mundo". In Praise of Air (foto), quatro estrofes do professor de literatura Simon Armitage, que foram impressas em um painel de 10 por 20 metros, revestido com partículas de dióxido de titânio que usam a luz solar e o oxigênio para limpar o ar de um poluente, o óxido de nitrogênio.


"Esta é uma colaboração divertida entre a ciência e as artes para destacar uma questão muito séria, a da má qualidade do ar em nossas cidades", disse o professor de ciência Tony Ryan, que colaborou no projeto. "Este poema sozinho irá erradicar a poluição de óxido de nitrogênio criada por cerca de 20 carros todos os dias".

24 fevereiro, 2018

Mariana, Barcarena...

Além de um vazamento de restos tóxicos de mineração, que contaminou diversas comunidades de Barcarena, no Pará, a gigante norueguesa Hydro Alunorte usou uma tubulação clandestina de lançamento de efluentes não tratados em um conjunto de nascentes do rio Muripi, aponta um laudo divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Evandro Chagas.
Segundo o especialista (Marcelo de Oliveira Lima, que assina o laudo oficial), "a população usa estas águas para recreação, consumo e captura de peixes", o que poderia levar a poluição também para o solo e o organismo dos moradores. Resultados de testes feitos no cabelo e pele dos vizinhos à barragem devem ser divulgados nas próximas semanas.
O laudo do Instituto Evandro Chagas aponta que a concentração de elementos tóxicos (alumínio, chumbo, soda cáustica etc.) nos rios da região extrapolaram os limites estipulados pelo Ministério da Saúde. Os níveis de alumínio nos rios estavam 25 vezes mais altos que os estabelecidos pela legislação e o pH registrado nas águas foi 10  extremamente alcalino, em decorrência do derrame de soda cáustica, usada no processo de beneficiamento da bauxita, matéria-prima do alumínio.
Ler esta notícia na íntegra no site BBC Brasil.

Mariana (pela Samarco), Barcarena (pela Hydro)...
Qual será o próximo local? Meu palpite: costa brasileira, na área do pré-sal.

17 agosto, 2017

"O homem que matou 1 bilhão de pessoas"

Thomas Midgley Junior (18 de maio de 1889 — 2 de novembro de 1944), engenheiro mecânico e químico estadunidense.
Midgely foi uma figura chave na equipe de químicos, liderados por Charles Kettering, que desenvolveu o chumbo tetraetila, um aditivo para a gasolina, bem como alguns dos clorofluorocarbonos (CFCs).
Ao longo de sua carreira, foi concedida a Midgely mais de uma centena de patentes. Apesar de elogiado por suas contribuições científicas (Priestley Medal, 1941), os impactos ambientais negativos de algumas das inovações de Midgley mancharam seu legado, a ponto de ser conhecido, na cultura popular, como "O homem que matou 1 bilhão de pessoas".
Midgley morreu três décadas antes dos efeitos do CFC na camada de ozônio da atmosfera se tornarem amplamente conhecidos.
Outro efeito negativo do trabalho Midgely foi a liberação de grandes quantidades de chumbo na atmosfera, como resultado da combustão em larga escala de gasolina com chumbo em todo o mundo. Altos níveis de chumbo na atmosfera tem sido associada com sérios problemas de saúde, uma vez que o chumbo se acumula no corpo humano (estima-se que um estadunidense tenha em seu sangue hoje 625 vezes mais chumbo do que uma pessoa que tenha vivido antes de 1923 - data do início da adição de chumbo à gasolina).
J.R McNeill, um historiador do ambiente, observou que Midgley "teve mais impacto na atmosfera do que qualquer outro organismo na história da Terra".
Wikipedia


Em 1940, com a idade de 51, Midgley contraiu poliomielite, que o deixou gravemente incapacitado. 
Isso o levou a inventar um elaborado sistema de cordas e roldanas para ajudar os outros a levantá-lo da cama. Este sistema foi a provável causa de sua própria morte, ao enredá-lo em suas cordas e matá-lo por estrangulamento, com a idade de 55 anos. O chumbo tetraetila e os CFCs foram colocados na ilegalidade, mas não há nenhuma informação de que o invento que o matou foi depois banido.

09 março, 2016

As bituqueiras de Floripa

Em parceria com a Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) a empresa Eco Prática está instalando em Florianópolis 276 bituqueiras. O equipamento, que tem o objetivo de coletar os resíduos do cigarro, está sendo disponibilizado no centro e nas praias da Capital. O convênio, assinado no final de janeiro, prevê que o projeto "Floripa sem Bituca – Apague seu rastro na natureza" seja executado durante a temporada de verão. Se aprovado, deverá dar origem a um processo licitatório para garantir a continuidade do serviço.
O convênio atenderá inicialmente a área central de Florianópolis com 190 bituqueiras e 81 espalhadas pelas praias da Joaquina, Barra da Lagoa, Canasvieiras, Praia Mole, Ingleses, Lagoa da Conceição, Jurerê Internacional e Praia do Forte. Outras cinco serão instaladas no Open Shopping de Jurerê Internacional.
Para o diretor presidente da Comcap, Antônio Marius Bagnatti, a bituca de cigarro (bagana) tem se tornado um grande problema de limpeza pública. "Primeiro, porque dá trabalho. As nossas margaridas que varrem as ruas tem de ir com a pazinha e a vassoura, bituca por bituca, para retirá-las da rua. Segundo, por ser um problema ambiental. Essas bitucas, quando não são deixadas em cinzeiros (porque é proibido fumar em locais fechados), são atiradas no chão, em vasos de plantas, ou, o que é pior, nas áreas de drenagem, obstruindo as tubulações e causando inundações urbanas".
Aqui, o texto da lei municipal nº 8.900, de 27 de março de 2012, que estabelece a instalação de bituqueiras no âmbito do município de Florianópolis.

O ideal seria não fumar. Mas...

08 maio, 2014

O rio mais sujo do mundo

O Rio Citarum, na Indonésia, é sem dúvida o rio mais sujo do mundo. Ele ocupa o topo de quase todas as listas de rios sujos que você encontra no Google.
Ele desempenha um papel vital para os quase 5 milhões de habitantes que vivem na região da bacia do rio. Além de ser a principal fonte de água para os ribeirinhos, o Citarum também é importante para a agricultura, a pesca, o transporte de pessoas e a geração de energia elétrica da região.

samuel-warde.com
Não se nauseie apenas com os detritos (visíveis) que aparece na foto acima. Mais de 2 mil indústrias também poluem o Citarum com resíduos tóxicos (invisíveis) como chumbo, mercúrio, arsênico etc., o que torna a vida muito arriscada para os vírus e bactérias que vivem nele.

Crianças de Jacarta

22 setembro, 2013

Jelly Jeff

De vez em quando, um personagem de desenho animado causa uma favorável impressão no público - e eu acho que pode ser o caso de Jelly Jeff. Ele é bonito, é laranja e ele é uma água-viva. Mas ele também é, coitado, meio infeliz e é constantemente incomodado por uma série de eventos, a maioria dos quais causados direta ou indiretamente por nós, humanos.
Este desenho de animação apresentando Jelly Jeff foi criado por Jacob Frey para o Festival Internacional de Stuttgart Trickfilm, como parte de seu trabalho de graduação na Filmakademie na mesma cidade, um das mais prestigiadas escolas de cinema e mídia na Alemanha, e que também goza de uma excelente reputação internacional.
Em vez de fazer um trailer único, ele optou por fazer uma série de vinhetas, inserindo entre elas mensagens de cunho ecológico.


08 novembro, 2012

Os deuses poluem?

Cientistas estão preocupados com a poluição das águas na Índia causada pela imersão de ídolos em lagos e rios e suas consequências para a saúde pública. Eles esperam, talvez orando, que possam harmonizar suas preocupações médicas com as prioridades religiosas da maioria dos hindus.
A maior parte de suas investigações tem incidido sobre as imagens do Senhor Ganesh, o deus com cabeça de elefante, principalmente diante do que acontece no Ganesh Chaturthi, uma celebração anual a este deus, que envolve grandes festas públicas em muitas partes do país.


Os pesquisadores também olham, com muito interesse, os efeitos da imersão de outros ídolos como, por exemplo, os que representam a deusa Durga.
As estátuas multicoloridas dos deuses contribuem para os altos níveis de metais pesados que são encontrados nas águas em que foram imersas. E os autores de um estudo gostariam de "educar os fabricantes de ídolos para que fizessem ídolos pequenos, de argila não cozida e de rápida dissolução, e com pigmentos naturais utilizados em produtos alimentares".

11 novembro, 2010

Verde que não te quero verde

A cor verde é adotada pela Ecologia. São muitos os artigos e produtos a ela relacionados em que esta cor é ressaltada para lembrar a questão do meio ambiente. No entanto, num comunicado ao New York Times, o químico alemão Michael Braungart disse que tingir plástico de verde ou imprimir tinta verde sobre papel são atividades poluidoras.
O coautor do livro Cradle to Cradle, Braungart, explicou que o verde é uma cor difícil de ser obtida; muitas vezes, substâncias tóxicas têm de ser usadas para estabilizá-la. E que plástico e papéis verdes não podem ser reciclados de forma segura, pois poluem tudo com que estejam em contato.
O Pigmento Verde 7, o tipo de verde mais usado, é um pigmento orgânico, porém contém cloro; o Pigmento Verde 36 inclui átomos de cloro e bromo enquanto o Pigmento Verde 50 tem cobalto, titânio, níquel e zinco.
Muitas tintas, populares nos séculos 18 e 19, continham arsênio. Aparentemente, uma delas, o Verde de Scheele, criado na Suécia na década de 1770, é considerada por alguns historiadores como a causa da morte de Napoleão Bonaparte, em 1821. Um papel com o Verde de Scheele revestia sua úmida cela na ilha de Santa Helena. E outra das vítimas dessa cor foi o próprio Scheele, falecido aos 44 anos, sem suspeitar de que a sua tinta fosse tóxica.

22 junho, 2010

18 junho, 2010

Como se obtém o petróleo?


É um processo complexo:
  1. As companhias extraem o petróleo do leito dos oceanos.
  2. Elas depositam esse petróleo nas águas do mar.
  3. Milhões de barris de petróleo são conduzidos pelas correntes marítimas até o país produtor.
  4. Nas praias os trabalhadores recolhem o petróleo com baldes.

A propósito das últimas postagens.

17 junho, 2010

A falência de uma "cidade"


Nelson José Cunha, oftalmologista em João Monlevade - MG

Não há forma mais efetiva de divulgação científica do que fazer analogias. Aqui farei uma. Compare seu corpo a uma cidade com infinidade de ruas que levam a lojas, escolas, oficinas, restaurantes, hospitais, quartéis etc. Imagine um estreitamento delas por veículos estacionados em fila dupla. De repente, uma quadrilha se apossa de um edifício e começa o assaltá-lo.
É o caos, mas pode ser uma invasão bacteriana.
O quartel é avisado, mas a polícia não chega a tempo. Feridos graves ficam sem atendimento porque a ambulância não comparece. A quadrilha sente-se estimulada a praticar assaltos repetidos e o ataque se espalha incontrolavelmente.
É o caos, mas pode ser uma infecção num corpo indefeso.
Vejam agora o restaurante. Cheio de clientes famintos, mas as cozinheiras não chegaram ainda. O supermercado não entregou os cereais, os canos estouraram, falta água e a energia elétrica é claudicante. O esgoto está entupido e o lixo se acumula.
É o caos, mas pode ser o olho de um diabético.
Chegam a essa “cidade” dez mil caminhões carregados de cigarros, doces, lingüiças e biscoitos que vêm atender ao “stress” da população angustiada com tantos problemas. Os caminhões entopem de vez as ruas restantes.
É o caos, mas pode ser o corpo de um fumante, hipertenso ou diabético.
A população aflita começa a queimar os cigarros, a fumaça polui ainda mais o ambiente, o oxigênio vai rareando e as janelas das casas vão se abrindo, mas é pouco. Tudo é muito sufocante. As paredes enfraquecidas são arrombadas por falta de manutenção. As casas e apartamentos vão ficando irreconhecíveis, tal o número de buracos. É a ruína total.
É o caos, mas pode ser o pulmão de um fumante.
A tragédia em uma cidade assim não estaria completa sem os tratores de esteira circulando impunemente. Levam o que resta do pavimento e calçadas, entulhando as ruas até sua completa obstrução.
É o caos, mas pode ser o cérebro ou o coração enfartado.
O rio que um dia foi majestoso está assoreado e suas margens repletas de detritos. Todo o veneno lançado nele durante anos fez seu efeito: o rio não consegue mais levar suas águas para o mar e a inundação toma conta de tudo.
É o caos, mas pode ser o rim de um hipertenso não controlado.
As pessoas vão ficando sem ânimo para enfrentar essa enorme quantidade de problemas produzida pela falta de circulação de mercadorias e serviços. A cidade começa a parar. Ninguém sai de casa, os amigos e parentes não se visitam, desaparece a alegria e a vida vai se esfarelando.
É o fim, mas pode ser a velhice numa cadeira de rodas e um cérebro tomado por placas amilóides: Alzheimer.
O olho é particularmente sensível a todos os males produzidos por dificuldades na circulação. Seus vasos são extremamente delicados e miniaturizados e por isso mesmo são os primeiros a sentirem os efeitos da má circulação de nutrientes e eliminação dos seus resíduos. Os oftalmologistas veem frequentemente na clínica diária os danos de organismos assim envenenados. Isso é muito típico no paciente diabético ou hipertenso. O cigarro funciona nestes pacientes como a pá de cal do coveiro. Nos fumantes, o que preocupa não é o olho vermelho pela irritação da fumaça, mas os efeitos dos venenos inalados. As grandes causas de cegueira no mundo são agravadas pelo pernicioso e anti-social hábito de fumar. São elas: A Retinopatia Diabética, a Degeneração Macular Relacionada à Idade ( DMRI ), o Glaucoma e a Neuropatia Óptica Isquêmica. Todas INCURÁVEIS. O fundamento dessas doenças tem um parente comum: o congestionamento das “ruas” do nosso corpo.
E se posso dar um conselho:
Tire os caminhões da Souza Cruz e da Sadia de suas ruas. A Secretaria da Saúde agradece.

10 maio, 2010

Analisadores de gases para a SEMACE

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará, a SEMACE, recebeu dois analisadores de gases atmosféricos para efetuar o controle da qualidade do ar. Estes equipamentos de procedência alemã, e que foram adquiridos pelo mecanismo jurídico da compensação ambiental, funcionam com a tecnologia mais avançada da categoria.

Ver mais em Acta Pulmonale.

24 abril, 2010

Poluição em dobro?

Os cientistas neo-zelandeses Robert e Brenda Vale, em estudo publicado na revista "New Scientist" (outubro de 2009), chegaram à conclusão de que um cão pode poluir duas vezes mais do que um carro.
Memória do cálculo
Um cachorro de tamanho médio, que come 164 quilos de carne e 95 quilos de cereais por ano, o seu impacto no meio ambiente corresponde a uma superfície de 0,84 hectares.
Por outro lado, um veículo 4x4, que percorre 10.000 quilômetros anuais, levando-se em conta a energia necessária para sua fabricação e a utilizada para seus deslocamentos, tem um impacto ecológico de 0,41 hectares, duas vezes menos do que o cão.
Reação
Foi essa a reação apresentada por um dos defensores dos animais de estimação:
"Os cientistas, às vezes, gostam de se divertir, e aqui, visivelmente, se divertiram com os números..."
Comentário do blog
Polui em dobro, sim, quando o próprio cão pilota o carro (PG).

03 fevereiro, 2010

A poluição luminosa

O uso irracional dos sistemas de iluminação nas cidades é a grande causa da poluição luminosa. E esta forma de poluição apresenta fortes impactos biológicos, econômicos e astronômicos nas regiões em que acontece. Estima-se, como exemplo das suas consequências, que 1/5 da população mundial e 2/3 da população dos EUA já perderam a visibilidade a olho nu da Via Láctea.
Saulo Gargaglioni, do Laboratório Nacional de Astrofísica, em artigo a respeito da poluição luminosa, escreveu o seguinte:
"Tal fenômeno é o resultado do mau planejamento dos sistemas de iluminação. Uma das grandes vantagens da conscientização para o planejamento desses sistemas é a economia de energia elétrica, visto que existe grande desperdício de energia pela escolha inadequada da iluminação dos municípios. A visibilidade do céu noturno tem sido prejudicada não só pelas luminárias das vias públicas, mas também pela iluminação ineficiente de estádios de futebol, outdoors, monumentos e fachadas de prédios."
Fonte: Canadian Space Agency

Link para o seu artigo Poluição luminosa e a necessidade de uma legislação, publicado em Com Ciência, a revista eletrônica da SBPC.

27 agosto, 2007

Caminhando e aprendendo – 11

COM O MANTO VERDE
Nos últimos dias, o Cocó (em cujas margens eu costumo caminhar) mudou a sua cor. Salvo algum deslize óptico de minha parte, em seu trecho no Parque Ecológico, o rio exibe agora uma coloração verde esmeraldina.
Algo a ver com algas? Talvez. Sabe-se que estas proliferam de um modo incontrolável em águas poluídas de material orgânico.
Certamente a nova cor do rio não é pela aproximação da Semana da Pátria.