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22 maio, 2025

Morcegos de um ponto de vista diferente

Os morcegos são assustadores porque voam no escuro e você não os vê chegando até que eles o assustem com uma sensação de movimento pelo canto do olho. Há algo estranho nos mamíferos que voam e descansam pendurados de cabeça para baixo. Mas eles têm seu lugar no ecossistema, pois alguns morcegos comem milhares de mosquitos todas as noites, enquanto outros polinizam as plantações. No Bat World Sanctuary, no Texas, morcegos feridos ou órfãos podem ser abrigados e depois soltos de volta à natureza e morcegos resgatados de laboratórios e zoológicos podem encontrar um lar permanente. Eles sabem como fazer os morcegos parecerem menos alienígenas apenas virando a câmera de cabeça para baixo! Então, eles são apenas animais lidando com uma estranha gravidade.

11 fevereiro, 2023

A competição dos morcegos


O morcego estava presidindo uma competição entre seus três filhos para ver quem obtinha sangue mais rápido. O filho mais velho sai voando e volta em 60 segundos com a boca suja de sangue. O pai pergunta:
— Onde você obteve esse sangue?
— Está vendo aquele boi ali?
— Estou.
— Foi dele.
O segundo filho sai voando e volta em 30 segundos com a boca suja de sangue. O pai pergunta:
— Onde você obteve esse sangue?
— Está vendo aquela mulher ali?
— Estou.
— Foi dela.
O filho mais novo sai voando e volta em 15 segundos com a boca suja de sangue. Novamente, o pai pergunta:
— Onde você obteve esse sangue?
— Está vendo aquela parede ali?
— Estou.
— Eu não vi...

13 outubro, 2022

Vão-se as caudas, ficam os corpos

Formas adultas da espécie Actias luna que voam à noite, coletivamente referidas como "mariposas da lua", têm longas caudas nas asas posteriores. A cinemática de voo delas sugere que suas caudas têm um papel mínimo no desempenho do voo do inseto.
Uma hipótese de "falso alvo" sustenta que suas caudas evoluíram como um meio de reduzir o risco de predação por morcegos, que usam a ecolocalização para capturar as presas.


Um experimento foi conduzido com as mariposas Luna - com asas intactas vs. com as caudas removidas. Com as asas intactas, a maioria dos morcegos atacantes contatou as caudas das asas (que não são essenciais) em vez do corpo da mariposa. Assim, apenas 35% das mariposas intactas foram capturadas contra 81% daquelas em que as caudas foram previamente cortadas. Os resultados do experimento realizado sustentam que este tipo de distorção da ecolocalização se trata de uma contramedida eficaz.

DOI: 10.1073 / pnas.1421926112

27 janeiro, 2020

Cobras, morcegos e o coronavírus chinês

A sopa de morcegos frugívoros
Em partes subtropicais da África, na Ásia e ilhas da região do Pacífico, a sopa de morcego é um prato popular. Estes mamíferos voadores, no entanto, podem albergar mais de 60 tipos de vírus zoonóticos que podem infectar os seres humanos (o que é muito mais do que qualquer outro animal o faz) e, por isso, eles se tornam perigosos de serem comidos.
http://blogdopg.blogspot.com/2016/04/a-sopa-de-morcegos-frugivoros.html


A atual grande preocupação de autoridades de saúde no mundo
É um coronavírus, o vírus chinês originário na cidade de Wuhan que já matou 17 pessoas e infectou pelo menos outras 500 em cinco países diferentes.
O primeiro caso da doença aconteceu em dezembro do ano passado na cidade de Wuhan, e desde então ela tem se espalhado rapidamente por outras regiões da China e até outros países. O tipo coronavírus torna o agente viral uma espécie de "parente" de outros dois vírus que também já causaram pânico nas décadas passadas: o da SARS (Sindrome Respiratória Aguda Grave) e o da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), mas por ser um vírus totalmente diferente desses dois (ainda que pertencendo à mesma família), qualquer remédio ou tratamento desenvolvido para eles não funciona com eficácia para o coronavírus chinês.
E exatamente por ser um coronavírus, que é um tipo intimamente ligado a animais como morcegos, cobras e pássaros, muita gente começou a divulgar na internet que o morcego teria sido o grande causador da doença. Isso porque o animal foi o responsável pelo surgimento do SARS e da MERS, e uma das iguarias culinárias da região de Wuhan é uma sopa feita de morcegos, que é cozida e servida com animais quase inteiros — apenas sem as vísceras do abdome.
Mas, apesar de tabloides sensacionalistas britânicos terem começado a divulgar essa história da sopa de morcego ter sido a causadora da epidemia, não há ainda comprovação científica que ligue esse prato à doença. Além disso, sopas de morcego não são exclusivas da região de Wuhan, e também são pratos existentes na África (em países como Serra Leoa e Guiné), na Oceania e até mesmo na própria Europa (apesar de o costume ter sido deixado de lado, a sopa de morcego foi durante muito tempo uma iguaria da província de Vicenza, na Itália).
Culpar um prato comum em diversas regiões do mundo por uma doença que se originou numa cidade em específico parece um tanto exagerado. Além disso, mesmo que o morcego tenha sido o responsável por outras duas doenças parecidas, em ambas a transmissão ocorreu após os humanos terem contato com o morcego vivo, e não com a ingestão do bicho em uma sopa ou qualquer outra "delícia" em que exista a cocção do animal.
A origem seria a cobra
Então, nada de morcego: de acordo com os cientistas que estão estudando o vírus, a maior probabilidade é de que ele tenha se originado de algumas cobras, mais precisamente o krait chinês e a naja atra, comuns na região de Wuhan.
Usando amostras do vírus que foram isoladas de qualquer contato com células dos pacientes, cientistas chineses conseguiram fazer a leitura do código genético do coronavírus e tirar fotos da carga genética deles. Em um primeiro momento, o resultado encontrado até tinha familiaridades com o DNA de morcego, mas ao estudá-lo mais a fundo os cientistas descobriram que as proteínas que compõem o vírus tem uma maior similaridade com as encontradas no DNA do krait chinês e da naja atra, ambas espécies que podiam ser encontradas para venda no "mercadão" de onde surgiram os primeiros casos de pessoas infectadas com o vírus. E, assim como ocorreu em outras epidemias, os trabalhadores que foram os primeiros infectados teriam tido contato direto com essas cobras ainda vivas.
Por enquanto, ainda é cedo para se cravar que o vírus tenha surgido exatamente da cobra ou de outro animal, mas como os morcegos fazem parte da alimentação dessas cobras, uma teoria é de que, assim como no SARS e no MERS, o coronavírus tenha se desenvolvido dentro de morcegos que foram devorados por cobras, e então teria passado por mutações no corpo do réptil. Isso teria ajudado-o a se tornar mais nocivo para os humanos, mas ainda é uma hipotése que precisa ser comprovada por novos estudos.
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/jmv.25682
http://canaltech.com.br/saude/boletim-atualizado-coronavirus-viria-da-cobra-nao-do-morcego-dizem-cientistas-159467/

14 abril, 2016

Pousando com estilo

Morcegos, patinadores e "skatistas" têm algo especial em comum. Usam a inércia em seus truques para rodar, o que, no caso dos morcegos, é um procedimento que estes não podem dispensar para pousar de cabeça para baixo.



Bergou AJ, Swartz SM, Vejdani H, Riskin
DK, Reimnitz L, Taubin G, et al. (2015) Falling with
Style: Bats Perform Complex Aerial Rotations by
Adjusting Wing Inertia. PLoS Biol 13(11): e1002297

07 abril, 2016

A sopa de morcegos frugívoros

Já se disse que "as nossas diferenças fazem o mundo girar", e essa noção é reforçada aqui. Neatorama

Em partes subtropicais da África, Ásia e ilhas da região do Pacífico, a sopa de morcego é um prato popular.
Saiba aqui como é preparada a sopa na maneira tradicional da Micronésia.
Estes mamíferos voadores, no entanto, podem albergar mais de 60 tipos de vírus zoonóticos que podem infectar os seres humanos (o que é muito mais do que qualquer outro animal faz) e, por isso, eles se tornam perigosos de serem comidos.
O primeiro caso conhecido de Ebola foi documentado em 1976. Em 2014, houve uma epidemia que tirou a vida de mais de 11.000 pessoas, de acordo com o CDC. E especialistas acreditam que a epidemia de Ebola pôde ser rastreada até os seres humanos que entraram em contato com morcegos infectados.
Embora os vírus possam ser mortos quando os morcegos são cozidos por tempo suficiente e em altas temperaturas, qualquer pessoa envolvida na caça, na esfola, ou em outra forma de lidar com o animal antes de ser bem cozido está em risco de contrair uma infecção.
Em 2014, sopa de morcego foi proibida na Guiné, país da África Oriental, em seu esforço para evitar a propagação de Ebola.
A razão pela qual a carne morcego estava na demanda nesta área não foi por causa de crenças tradicionais e práticas médicas, mas porque é localmente considerado um alimento "de luxo", bem como uma fonte importante de proteína animal. E muitos até então desconheciam que o prato favorito local poderia estar repleto de patógenos virais.

28 dezembro, 2014

Morcegos incendiários

Em 7 de dezembro de 1941, um dentista de 60 anos, da Pensilvânia, Dr. Lytle S. Adams, estava dirigindo para casa, depois de um período de férias em Carlsbad, no Novo México. Horas antes, ele tinha testemunhado com espanto os milhões de morcegos que saíam das cavernas de Carlsbad. Ouvindo o rádio do carro em sua viagem de volta, ele ficou chocado ao saber que o Japão tinha acabado de atacar Pearl Harbor. Indignado com essa traição, Dr. Adams começou a construir mentalmente um plano de retaliação para os EUA. Quando seus pensamentos se voltaram para o número extraordinário de morcegos que ele tinha visto, ele criou um plano experimental: milhões destes pequenos mamíferos voadores poderiam ser conectados a minúsculas bombas incendiárias cronometradas e, em seguida, liberados para pousar sobre as estruturas construídas com bambu, papel e outros materiais inflamados que pontilhavam as cidades do Japão. Em poucos minutos, as bombas explodiriam e incendiariam as áreas urbanas. Ele postulou que uma grande quantidade dessas bombas, espalhando seus efeitos incendiários sobre muitas cidades japonesas resultariam em uma rápida rendição do inimigo.
Este artigo (Dr. Lytle Adams' incendiary "bat bomb" of World War II, PubMed) documenta os esforços inúteis de Dr. Adams, sua equipe e do governo dos EUA para desenvolver as bat bombs. O projeto, porém, foi tocado muito lentamente e, em seu lugar, optaram pela bomba atômica.

Leitura complementar
Bat Bombs, UC Santa Barbara Geography
Porcos em chamas, EntreMentes

08 julho, 2013

Batman themesong

O tema de Batman produzido a partir de sons feitos por morcegos
Até agora ninguém o havia produzido com sons emitidos por morcegos reais. Aqui está o tema extravagantemente tocado com instrumentos originais (além do emprego de um pouco de tecnologia):



Morcegos produzem sons que não são audíveis aos ouvidos humanos. Inicialmente, os sons foram digitalmente reduzidos a frequências audíveis. Em seguida, foram atribuídos a eles diferentes teclas de um teclado. E, neste teclado - um verdadeiro "Bat-Organ" -, Ulrich Seidel tocou o tema de Batman (Neal Hefti, 1966). Finalmente, o videoclipe foi compilado por Seuntjens Sándor, que utilizou filmagens de Batman (do filme de 1966), de Batman (da série animada para a televisão, de 1992 a 1995), e de material da National Geographic (natgeowild.com).

14 abril, 2013

Morcego e flor

Anoura fistulata é uma espécie de morcego que foi descrita em 2005. Desempenha um papel ativo na polinização de certas plantas nos Andes. Sua língua pode chegar a 8,5 centímetros ou uma vez e meia o comprimento de seu corpo. Como comparação, seria uma língua de 3 metros em um ser humano.
De acordo com Nathan Muchhala, da Universidade de Miami (Florida), que descreveu a espécie, a língua deste morcego é tão longa que começa a partir de uma cavidade localizada entre o coração e o esterno.
Anoura fistulata é um morcego que se alimenta de néctar. Parece que é o polinizador único da flor da Centropogon nigricans, cuja corola apresenta 8,5 centímetros de profundidade. É possível que o morcego e a planta tenham evoluído em paralelo, com um constantemente a se adaptar às alterações do outro.
A necessidade é a mãe da evolução!

06 dezembro, 2012

Um abrigo municipal para morcegos

Em 1914, a malária era endêmica na região de San Antonio, Texas.
E o Dr. Charles Campbell teve uma engenhosa ideia para reduzir a proliferação local de mosquitos: com morcegos!
Criou este abrigo para eles.

- E o que fazer quando houver morcegos em excesso?
- Ora, construir um grande poleiro para águias.

Postagens relacionadas
Preocupação de morcego e Dez milhões de morcegos!

18 janeiro, 2010

Dez milhões de morcegos!

O título realmente diz tudo. Sobre o maior ajuntamento de morcegos ao ar livre no mundo, esse que diariamente acontece em um remoto pântano da Zâmbia.
Para obter as fotografias do espetáculo, uma câmera da BBC percorreu a área (equivalente a dois ou três campos de futebol) transportada por um balão de ar quente. Um helicóptero não conseguiria voar no local durante a revoada de tantos morcegos.

- Santa Multidão, Batman!

Ver VÍDEO.

29 novembro, 2009

Preocupação de morcego

:-)
Ao me enviar o cartum, Nelson Cunha observou faltar a última fala:
- Não te preocupes, esfria a cabeça.

10 outubro, 2009