Fundado em 1825 e reconhecido como o jornal diário em circulação mais antigo da América Latina, o Diario de Pernambuco enfrentava dificuldades para preencher seus espaços editoriais devido ao corte sistemático de matérias pelos censores. Então, em dezembro de 1975, começou a publicar uma série de matérias relatando o suposto aparecimento de uma "perna fantasma" no bairro de Tiúma.
A criatura era descrita como uma perna humana decepada, coberta por pelos escuros e espessos, que se movia autonomamente pelas ruas da cidade, atacando transeuntes com rasteiras e chutes durante a noite. Considerada uma das lendas urbanas mais conhecidas do imaginário recifense, foi reapropriada ao longo das décadas em diversas adaptações culturais, inclusive no filme "O Agente Secreto" (2025), que a incorporou como um elemento narrativo central.
Ao terminar a censura prévia a que estavam submetidos, os editores do semanário O Pasquim adotaram o recurso de inserir na publicação um selo com a seguinte mensagem:
ENQUANTO VOCÊ ENCONTRAR
ESTE SELO
O PASQUIM CONTINUA
SEM CENSURA PRÉVIA
Era uma forma de avisar seus leitores de que estaria havendo o recrudescimento da censura.
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