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15 julho, 2026

Catão vs. Públio

Ao longo do ano de 147 a.C., os senadores romanos acostumaram-se a assistir a um duelo dos clichês com os quais dois oponentes políticos obstinados sempre concluíam seus discursos. Um deles era Catão, o Velho, defensor dos valores mais tradicionais, que sistematicamente terminava seus discursos exclamando “Carthago delenda est” (Cartago deve ser destruída). O outro, Públio Cornélio, genro do famoso Cipião Africano, fazia o oposto, afirmando: “Carthago servanda est” (Cartago deve ser salva).
Catão era um ultraconservador, levava uma vida simples e havia lutado contra os cartagineses na invasão por Aníbal. E Cornélio acreditava que os romanos precisavam de um inimigo externo permanente para mantê-los unidos e obedientes à autoridade, sob o risco de relaxarem seus costumes.
Ambas as frases eram incorporadas ao final de qualquer discurso proferido, independentemente do tema, mesmo que não tivesse relação com o contexto original. Serviam como uma espécie de assinatura para seus respectivos oradores, que representavam posições políticas opostas em relação à decisão a ser tomada diante da alarmante recuperação de Cartago após sua derrota nas duas Guerras Púnicas.
Catão, com a Terceira Guerra Púnica, venceu o longo debate, e sua previsão tornou-se realidade.

Nani Humor:

14 outubro, 2019

Da invenção da pólvora ao uso dos canhões

Alexandre da Macedônia, general de extraordinária habilidade, talvez um dos melhores estrategistas de todos os tempos, revolucionou a arte da guerra no seu tempo, tornando as suas falanges mais agressivas com lanças de 4 metros e diminuindo as suas armaduras, o que permitia aumentar a mobilidade dos seus homens, e utilizando pela primeira vez a cavalaria, reforçada por armaduras, com lanças e espadas, que envolvendo os seus opositores pelos flancos os posicionava ao alcance das suas falanges apeadas.
Mas as táticas e a mestria de Alexandre, usadas como referência durante vários séculos, tornaram-se completamente obsoletas no século XIV, quando a pólvora começou a encher os campos de batalha de fumo. Com a introdução e utilização da pólvora ao serviço dos exércitos, as táticas forçosamente tiveram de se adaptar às novas circunstâncias e danos, agora infligidos à distância. As armaduras, outrora tão úteis, tornaram-se completamente devassáveis e portanto inúteis para fazer face ao novo poder de destruição resultante da aplicação da pólvora.
O aparecimento da pólvora e das primeiras armas de fogo
A descoberta da pólvora tem sido consensualmente aceite na comunidade científica como originária da China no século IX. Descoberta pelos alquimistas chineses na busca do elixir da imortalidade, a pólvora resultou de séculos de experimentação. A palavra chinesa para "pólvora" significa “fogo da Medicina”, estando a primeira referência às propriedades incendiárias da pólvora descrita num texto "taoista" (真元妙道要略) de meados do século IX:
"... aquecidos juntos, enxofre, realgar (derivado do ácido sulfúrico) e salitre com mel originaram chamas e fumo, de tal forma que as suas mãos e rostos foram queimados, e até mesmo toda a casa ardeu."
Nos séculos que se seguiram, foram descritos uma variedade de objetos propulsores criados pelos chineses, incluindo lança-chamas a pólvora, foguetes, bombas, entre outros. Os primeiros projéteis apareceram por volta de 904-906 – "flying fires".


No entanto, o primeiro registo do uso da pólvora ao serviço de um exército como propulsora de lanças foi descrito em 1232 na batalha de Kai-Keng entre a China e a Mongólia. Os mongóis após o combate criaram os seu próprios modelos e pensa-se terem sido uns dos responsáveis por sua disseminação pela Europa, a par de Roger Bacon, que importou e melhorou a formula da pólvora – descrita no seu livro "De nullitate magiæ" publicado em 1216 .
Os primeiros objetos propulsores de projéteis eram constituídos por um tubo de bambu preenchido por pedras ou outros objetos de arremesso onde uma mistura de salitre, enxofre e carvão em contato com o fogo criava um escape de gases responsável por expelir os objetos. Os dispositivos que utilizavam as propriedades propulsoras e explosivas do novo composto são mencionados pela primeira vez num manuscrito datado de 1326, em que se descreve um canhão em forma de vaso, capaz de disparar um projétil de ferro em forma de seta.
A introdução da pólvora na Europa rapidamente se fez acompanhar da sua utilização para fins bélicos. No século XIV surgiram os primeiros canhões de bronze e a sua consequente evolução deu origem a armas cada vez mais pequenas, capazes de serem transportadas e utilizadas por um só homem, as chamadas armas de fogo de roda de mecha – arcabuzes e mosquetes – que vieram revolucionar toda a tática militar de então.
A primeira arma de fogo individual usada na Europa teve origem na Hungria, com o nome de arcabuz, sendo que um em cada três soldados do exército austro-húngaro possuía um arcabuz. No final do século XV as armas de fogo eram apenas um complemento aos besteiros, mas em 1550 a sua importância estratégica tinha suplantado o uso da besta como arma principal de guerra, quer nos campos de batalha europeus quer nos do Novo Mundo. O mosquete, que sucedeu ao arcabuz, foi uma das primeiras armas de fogo usadas em larga escala pelos soldados de infantaria entre os séculos XVI e XVIII. A arma era carregada pela boca com pólvora e por aí era igualmente colocado o projétil. O sistema de disparo consistia em mechas incendiárias. O alcance máximo que um mosquete poderia alcançar era de cerca 90 a 100 metros.
A Batalha de Crécy – 26 de agosto de 1346
Segundo relatos da época, os canhões foram usados pela primeira vez na Europa, nos campos de Crécy, pelas tropas inglesas durante a Guerra dos Cem anos. A Batalha de Crécy teve lugar a 26 de Agosto de 1346 e foi o primeiro grande confronto da Guerra dos Cem Anos, entre os exércitos de Filipe VI, da França, e Eduardo III, da Inglaterra, que terminou com a vitória dos ingleses.

Extraído de: "As Primeiras Lesões por Armas de Fogo – novo paradigma para o cirurgião militar – Ambroise Paré"
Autores: Miguel Onofre Domingues Madalena Esperança Pina
Rev. Port. Cir. no.23 Lisboa dez. 2012
http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-69182012000400013

22 junho, 2019

Sem memorial de guerra

A comuna de Thierville, na Normandia, não perdeu nenhum habitante nos campos de batalha das últimas cinco guerras em que a França esteve envolvida - a guerra franco-prussiana de 1870, as duas guerras mundiais, a Guerra da Indochina e a Guerra da Argélia.
Sem mortos a lembrar, nenhum memorial de guerra foi erguido na cidade.

13 dezembro, 2015

O galeão San José

Durante a Guerra da Sucessão Espanhola (1702–1714), a Marinha Real da Inglaterra tentou degradar ao máximo a capacidade da Espanha para travar guerras, ora capturando ora afundando as naus espanholas que traziam ouro, prata e pedras preciosas para Espanha, a partir de suas colônias nas Américas.
O almirante Sir Charles Wager comandou, em 1708, um esquadrão que atacou uma grande frota ao largo da costa da Colômbia. Durante a batalha, o galeão espanhol San José foi afundado no mar do Caribe com uma carga valiosíssima – para nunca mais ser encontrado.
Até agora.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou recentemente que os mergulhadores encontraram o San José.
Caçadores de tesouros marítimos se referem ao San José como o "Santo Graal" dos navios perdidos. Isso é por uma boa razão. O tesouro que ele tem a bordo pode chegar ao valor de 1 bilhão de dólares.
Fifty to fifty
A empresa de salvamento americano que descobriu o San José vai ficar com a metade do tesouro. E o governo colombiano, com a outra metade, já que o galeão descoberto se encontra em águas colombianas.

04 janeiro, 2015

Casacos vermelhos

Durante o casamento real, milhões de pessoas em todo o mundo viram o príncipe William usando um uniforme militar, o famoso red coat (casaco vermelho) .
Muitas gente tem perguntado:
"Por que os britânicos usam casacos vermelhos nas batalhas?"


Tempos atrás, França e Grã-Bretanha estavam em guerra. Durante uma batalha, os franceses capturaram um coronel britânico. Levaram-no para o posto de comando onde um general francês começou a interrogá-lo.
Ao final, como uma reflexão tardia, o general francês perguntou:
"Por que vocês oficiais britânicos usam esses casacos vermelhos? Não sabem que a cor vermelha faz de vocês alvos mais fáceis?"
O coronel britânico explicou que o uso do casaco vermelho tinha um motivo justo. Se um deles fosse ferido, o sangue não se destacaria no uniforme e os companheiros não entrariam em pânico.
É por isso que, daquele dia em diante, os oficiais do exército francês passaram a usar calças marrons.


04 maio, 2014

♪This Land is Mine♪

É uma pequena faixa de terra, mas se você chamá-la (ou alguma de suas partes) de Israel, Palestina, Canaã - ou por qualquer outro nome (que, sem dúvida, terá um sabor doce), então uma coisa é certa: vai acirrar os ânimos de muita gente que, por um tempo muito longo, engalfinha-se por ela.
Aqui Nina Paley nos dá uma pouco da história dessa terra tão disputada, pela qual lutaram homens das cavernas, cananeus, egípcios, assírios, hebreus, macedônios, romanos, árabes, cruzados, turcos e britânicos, e pela qual ainda lutam palestinos e israelitas - tudo mostrado ao som de "This Land is Mine" (Canção do Êxodo) cantada por Andy Williams.
Para ver a lista completa dos povos e civilizações envolvidas nessa interminável e sangrenta disputa, visite o blog de Nina Paley.


This land is mine, God gave this land to me
This brave and ancient land to me
And when the morning sun reveals her hills and plain
Then I see a land where children can run free
So take my hand and walk this land with me
And walk this lovely land with me
Though I am just a man, when you are by my side
With the help of God, I know I can be strong
Though I am just a man, when you are by my side
With the help of God, I know I can be strong
To make this land our home
If I must fight, I'll fight to make this land our own
Until I die, this land is mine

A letra de Canção do Êxodo é tendenciosa e põe mais lenha na fogueira. É do jeito que o Anjo da Morte gosta. PG

08 outubro, 2013

Like father, like son

REINO UNIDO

Segundo o My[confined]Space, onde encontrei o mapa acima, a Grã-Bretanha já invadiu quase todos os países do mundo. Faltam apenas 22 para completar a portentosa obra. God save the Queen.

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Em 2011, esta jovem e pacífica nação do Novo Mundo, em seus 235 anos de existência, já havia estado em guerra durante 209 anos. In God we trust. Fonte: www.cuantarazon.com

09 setembro, 2013

A camuflagem de navios

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os países envolvidos em ambos os conflitos também entraram em confronto no mar com suas forças navais. Na Primeira Guerra Mundial, as forças navais impunham ou quebravam bloqueios nas entradas dos portos e, durante a Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas navais escoltavam grandes comboios de suprimentos para a Inglaterra, procurando evitar o encontro com os submarinos alemães.
Assim como se usava a camuflagem para evitar ataques aéreos, as forças navais também utilizaram-se de técnicas de camuflagem para enganar os inimigos e fazer os navios passarem despercebidos.
Norman Wilkinson (24 de novembro de 1878 - 31 de maio de 1971) foi um pintor e ilustrador britânico que serviu na reserva da Marinha Real durante a Primeira Guerra Mundial. Embora seja difícil esconder um navio no mar, Wilkinson pensou que pelo menos alguma solução poderia ser buscada para confundir o inimigo.
Nascia a Dazzle Camouflage, uma técnica de pintura cubista que, de acordo com os fundamentos de Norman Wilkinson, ajudaria a esconder os navios:
"Para ocultar... não completamente, mas o suficiente para quebrar as suas formas e confundir o oficial de um submarino que estivesse a olhar através de um periscópio."


Ver (?) também: CAMUFLAGENS URBANAS

22 julho, 2013

O homem que gostava da guerra

O Tenente-General Sir Adrian Carton de Wiart (5 de maio de 1880 - 5 de junho de 1963) foi um oficial do exército britânico de ascendência belga e irlandesa. Ele lutou na Guerra dos Bôeres, Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial. Foi baleado no rosto, cabeça, estômago, tornozelo, perna, quadril e ouvido, sobreviveu a um acidente de avião, cavou um túnel para escapar de um campo de prisioneiros e arrancou seus dedos quando um médico se recusou a amputá-los.
É dele esta transfixante declaração:
"Francamente, eu gostei da guerra."
Sobreviveria Chuck Norris a tantos ferimentos? 
Não há como responder esta pergunta. Ninguém consegue ferir Chuck Norris.

11 março, 2013

Porcos em chamas

Elefantes já foram tanques de guerra. Suas peles duras e blindadas a flechas e seu tamanho gigante faziam deles instrumentos perfeitos para penetrar nas linhas inimigas. Em 331 aC, Alexandre, o Grande, andava tão nervoso com os paquidermes do exército persa que fez um sacrifício aos deuses na noite que precedeu uma batalha. A reputação do poder dos elefantes só aumentou quando, em 218 aC, Aníbal partiu para atacar Roma com uma armada de ferozes elefantes. A "elefantaria" parecia invencível. Se os elefantes foram os primeiros tanques do mundo, os porcos em chamas foram os primeiros mísseis anti-tanque do mundo. Banhados em alcatrão e ateados fogo, os suínos eram soltos para causar estragos ao inimigo. De acordo com o historiador romano Plínio, o Velho, a arma funcionava porque os "elefantes se assustam com os guinchos dos porcos". E há outros relatos de como os porcos flamejantes foram brilhantes. Em 266 aC, a cidade grega de Megara rechaçou os macedônios, sob o comando de Antígono, utilizando porcos em chamas após mergulhados em resina. Os elefantes de Antígono fugiram aterrorizados diante da "brigada bacon". A maioria das batalhas, no entanto, destacou os graves inconvenientes de tais churrascos táticos. Como o tempo de vida dos porcos flamejantes é muito curto, o seu alcance era inferior a 400 metros. Isso significava que o inimigo praticamente tinha que estar em cima para que os porcos pudessem fazer efeito. Os mísseis suínos também não tinham um bom sistema de orientação, o que lamentavelmente os deixava imprecisos. Apesar de dirigidos para as linhas inimigas, muitas vezes correndo ao bel-prazer (sic), eles provocavam incêndios no próprio lado.

26 janeiro, 2013

Soldado Universal


Em 1938, o coreano Yang Kyoungjong, 18, foi recrutado pelo exército japonês para lutar contra a União Soviética. Capturado pelo Exército Vermelho, foi colocado para lutar contra os nazistas na frente oriental.
Em 1943, ele foi capturado pelos alemães, que o obrigaram a lutar contra as tropas aliadas na Normandia. Lá, porém, ele foi capturado pelos paraquedistas americanos, em junho de 1944.
Isso significa que ele lutou por três exércitos diferentes, durante a Segunda Guerra Mundial, e que foi, em todas as vezes, capturado.
Yang morreu em Illinois, em 1992.

Extended Tour, Greg Ross. In: Futility Closet

04 julho, 2012

Cartas triangulares


Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados russos dobravam as cartas a serem enviadas assim.
Não necessitavam de envelopes e também facilitavam o trabalho dos censores que tinham de abrir e lê-las antes de enviá-las.
As famílias se alegravam em ver chegar aquelas cartas triangulares que traziam notícias de seus entes queridos.

06 junho, 2012

O Senhor dos Exércitos

E o Sol se deteve, e a Lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos...


O discurso de Cortés no México
Soldados de España.
Antes que todo, hay que pelear!
A los galeones, yo los hice hundir para sacar de vosotros la veleidad de volver.
Hay que pelear con las armas en la mano y, se vos la rompieren en recio combate, con puñetazos y puntapiés.
Y cuando vos rompieren los brazos y las piernas, hay que no olvidar los dientes.
Y, se habiendo hecho eso, la muerte llegar, que los de adelante, al caer, lo hagan de través, para que los otros usen sus cuerpos como anteparas.
Pero no habréis, con eso, dado toda la medida de la devoción que de vosotros espero por el-Rey y la Cristiandad.
Non! Hay más.
Lo que vuestra bravura y grandeza de vivos no haya conseguido, que, por lo menos, lo haga el mal olor de vuestros cadáveres, empestando el aire y haciendo daño a los enemigos de España.
Adelante, por Dios y Santiago!

20 março, 2012

Guerras Mundiais

Como a Primeira estourou às três da manhã, pegando muita gente de surpresa, talvez seja interessante você imaginar que isso possa acontecer outra vez. Mas saiba que, em caso de conflagrações mundiais, ainda existem países no mundo em que você pode ser deixado em paz.
Pensando em sua segurança, o Expatify montou a lista dos 10 melhores lugares para viver... longe dos conflitos mundiais.
Nova Zelândia e você
  1. Nova Zelândia
  2. Butão
  3. Islândia
  4. Tovalu
  5. Finlândia
  6. Seychelles
  7. Canadá
  8. Papua Nova Guiné
  9. Costa Rica
  10. Suíça

27 fevereiro, 2012

Tio Sam sobe no telhado (outra vez)

Pres'tenção a esta foto:
É de abril de 1975. Registra a cena do último helicóptero a abandonar a embaixada dos EUA em Saigon, Vietnã do Sul. E o desespero daqueles que não conseguem uma vaga no último voo de evacuação da embaixada. Naquele dia, os vietnamitas estavam tomando Saigon.


Agora, nem tudo anda azul em Cabul.
"Há dez anos, os norte-americanos invadiram o Afeganistão e celebraram a queda dos talibãs. Agora, nas ruas, a bandeira do Talibã reaparece, em várias manifestações de ódio aos invasores que urinam sobre os cadáveres do inimigo, colecionam dedos de rebeldes, lançam mísseis em festas de casamento, matam homens, mulheres e crianças. E o que funcionou como gota d’água: queimam o 'livro sagrado'. Foi assim que a revolta começou na semana passada: várias cópias do Corão foram encontradas, queimadas, no lixo da maior base militar norte-americana no país.
É apenas a confirmação da face tão conhecida do império. Depois de uma década em país alheio, a incapacidade de compreender a cultura e os costumes do outro mais uma vez traz problemas para a superpotência. A ideia de que apenas força militar bastaria para controlar outro país mais uma vez vai para o ralo, se juntar a tantas outras iniciativas historicamente desastradas."
Do artigo de Heloísa Villela, de Washington - www.viomundo.com.br

Subir no telhado
A expressão "subir no telhado" é bastante utilizada para referir-se (de forma irônica) a alguém que faleceu ou que deve falecer em breve ("Fulano subiu no telhado"). Também é utilizada, em menor escala, para falar sobre alguma outra coisa que provavelmente será destruída ou deixará de existir. Baseia-se na piada de um caseiro simplório que informa ao patrão em viagem que o gato de estimação da família morreu. Após censurar o empregado por sua falta de sensibilidade, o patrão lhe diz que notícias trágicas devem ser dadas de forma gradual, exemplificando, no caso do gato, de que o caseiro deveria ter começado por dizer que o gato subira no telhado. Ao terminar a advertência o patrão recebe de seu caseiro a notícia de que sua mãe acabara de subir no telhado.

05 dezembro, 2009

Guerras no mundo

Um vídeo de animação que mostra as mais importantes guerras pelo mundo nos últimos dez séculos. Os tamanhos das explosões são proporcionais aos números de baixas (de acordo com os dados da List of battles, um artigo da Wikipedia). Como fundo musical, ouve-se a "Cavalgada das Valquírias", da ópera de Richard Wagner.



26 janeiro, 2009

Duas guerras

Oficialmente, a guerra mais longa da história se deu entre os Países Baixos e as Ilhas Scilly (localizadas nos confins ocidentais do Canal da Mancha). Durou de 1651 a 1986 e não fez vítimas.
Já a guerra mais curta foi travada entre o Zanzibar e a Inglaterra, em 1896. Zanzibar rendeu-se após 45 minutos de refrega.
Fonte www.dailycognition.com

Comentário
Por essas e outras é que se diz: Uma guerra a gente sabe como começa, mas não sabe como acaba. Nem quando.

05 novembro, 2008

A Liga das Nações

A primeira organização mundial de países foi a Liga das Nações, fundada logo após a I Guerra Mundial, a Guerra para Acabar com Todas as Guerras (sim, ironicamente).
Tinha como objetivo principal evitar a repetição de uma guerra, como aquela que recém-terminara.
Benito Mussolini, quando era primeiro-ministro da Itália, declarou: "A Liga é muito boa quando o pardal chia, mas não é a mesma coisa quando a águia caça". Com pleno conhecimento de causa pois, apenas duas décadas após a criação da Liga, a humanidade entraria em outra grande guerra, a II Guerra Mundial.

www.neatorama.com
www.irancartoon.ir/gallery