Luiz Carlos Barreto, cearense de Sobral - Ceará, nasceu em 20 de maio de 1928. Foi repórter e fotógrafo da revista "O Cruzeiro", nos anos 1950 até 1963, e diretor de cinema.
Começou no cinema em 1961, como co-autor do roteiro e co-produtor do filme "Assalto ao Trem Pagador", dirigido por Roberto Farias. Essa película obteve um enorme sucesso, tanto no Brasil, como no exterior. A partir de então começou uma série de grande produções cinematográficas, divididas com uma importante atividade política e cultural.
Conhecido como "Barretão", ele esteve por trás de clássicos do Cinema Novo ("O Padre e a Moça", "Terra em Transe"), de adaptações literárias consagradas ("A hora e a vez de Augusto Matraga", "Dona Flor e seus dois maridos", "Luzia Homem") e de filmes que levaram o Brasil ao Oscar, consolidando uma trajetória de mais de seis décadas dedicada à produção cinematográfica.
Além dos filmes que marcam sua carreira como produtor, foi pai de Bruno Barreto e Fábio Barreto - dois diretores da geração pós-Cinema Novo - e de Paula Barreto, formada em Comunicação Social.
Internado no Hospital Copa Star para tratar de uma infecção pulmonar, Barreto morreu em 22 de julho de 2026, aos 98 anos, no Rio de Janeiro.
Ele era militante do Partido dos Trabalhadores.
"Em reconhecimento à sua obra e à sua contribuição para a cultura brasileira, decreto luto oficial de três dias", escreveu o presidente Lula em sua rede social. Destacando a atuação de Barreto desde o Cinema Novo, movimento que ganhou força nos anos 1960 e do qual o produtor participou com obras como "Vidas Secas" e "Terra em Transe".
O presidente afirmou que Barreto teve um papel central na produção cinematográfica brasileira e ajudou a revelar talentos e viabilizar produções que marcaram época. E também citou filmes como "Dona Flor e seus dois maridos", "O Quatrilho" e "O que é isso, companheiro?", produções associadas à trajetória profissional de Barretão.
Os dois últimos levaram o Brasil à disputa do Oscar de melhor filme internacional.
Segundo o presidente, o produtor LC Barreto também se destacou pela defesa do audiovisual brasileiro e por atuar em favor de políticas públicas para o setor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário