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06 dezembro, 2025

Coexistência ou contraste?

Esta ilustração mostra um pombo-correio com um ramo de oliveira no bico. Símbolo de paz e da esperança, ele está a voar em meio a uma formação de drones.


Coexistência ou contraste entre um elemento natural representativo da paz e a moderna tecnologia da guerra?

24 novembro, 2025

O último navio de guerra dos Papas

O Bispo de Roma tinha poder temporal significativo pelo menos desde o Papa Milcíades, uma tendência que geralmente se acelerou (com interrupções, bizantinas e outras) até que os domínios papais reuniram sua própria marinha para combater invasores muçulmanos em 849. Os papas mantiveram intermitentemente forças navais, além de exércitos, nos séculos seguintes.
A partir da década de 1840, a unificação gradual da Itália oprimiu os Estados Pontifícios e suas forças armadas. O último navio de guerra a servir na Marinha Pontifícia (Marina Pontifica) foi uma corveta a hélice construída pelos britânicos em 1859 e batizada de Immacolata Concezione. De acordo com um artigo de 1963 publicado nos Anais do Instituto Naval dos EUA, ela possuía 8 canhões de 18 libras e uma cabine muito confortável, construída com as viagens do Papa em mente. A tripulação de 46 pessoas, porém, tinha como principal missão proteger os direitos de pesca dos Estados Pontifícios.
Em 1870, o Reino da Itália invadiu os Estados Pontifícios e, digamos, convenceu o Papa Pio IX de que o poder temporal dos Bispos de Roma havia chegado ao fim. A Immacolata Concezione foi integrada à Marinha Real Italiana. Posteriormente, entrou em serviço na França. O destino exato da embarcação é incerto, mas foi definitivamente o último navio de guerra a navegar sob a bandeira papal.

12 maio, 2025

O jogo dos drones

Elena Gold, Quora
Recentemente, a Ucrânia começou a recompensar com pontos em um sistema "gamificado" os soldados que eliminam os agressores russos, disse o ministro digital Fedorov.
Os operadores de drones obtêm:
  • 20 pontos por danificar um tanque;
  • 40 pontos por destruir um tanque;
  • 50 pontos por atingir sistemas de foguetes;
  • 6 pontos por soldado russo eliminado.
A unidade pode então comprar drones e equipamentos com os pontos acumulados.
O novo sistema de incentivos está funcionando: a unidade de drones "Magyar's Birds" ganhou 16.298 pontos, o que é suficiente para comprar 500 drones diurnos, 500 drones noturnos, 100 drones Vampiros e 40 drones de reconhecimento.
Agora 90% das unidades de drones da Ucrânia participam do sistema de pontuação.
Os operadores de drones enviam imagens de acertos confirmados para o sistema Delta, a plataforma de comando digital da Ucrânia. Os acertos são verificados e os pontos são atribuídos — e o número de perdas da Rússia é adicionado automaticamente aos registros.
Para comprar equipamentos com pontos, as unidades usam o "Brave 1 Market", um centro de suprimentos militares on-line, inspirado na Amazon.
Por exemplo, o drone "Vampire" custa 43 pontos — após o pedido, a mercadoria é entregue na frente de batalha em até uma semana. Os pedidos são pagos pelo governo ucraniano.
De acordo com Fedorov, com o sistema de pontos, as unidades começaram a liquidar o equipamento e o pessoal russo tão rapidamente que a logística ficou sobrecarregada com entregas de novos drones para as unidades bem-sucedidas.
Além disso, o programa "Bônus do Exército de Drones" transformou as tarefas militares em um jogo competitivo e levou a uma reformulação da logística para acompanhar o ritmo.
O sistema de pontos molda a estratégia do campo de batalha, não é apenas uma ferramenta de motivação.
É claro que o principal ponto de motivação dos soldados ucranianos é o fato de que eles estão defendendo suas famílias e seus lares.
Extraído de: What keeps Ukrainian soldiers motivated to fight?

17 março, 2025

Como um soldado lidou com suas doenças na guerra

Roland Bartetzko
ex-membro do Exército de Libertação de Kosovo
Quando cruzei as montanhas entre Kosovo e Albânia, tive uma gripe forte. Não conseguia dormir, estava totalmente congestionado e até tive um pouco de febre.
Não havia médico nem paramédico, mas não importava. Nunca teria passado pela minha cabeça pedir ajuda médica a alguém.
Estávamos em uma pequena trilha na montanha onde pessoas que já haviam passado por ali haviam sido emboscadas ou pisado em minas antipessoais.
Eu estava preocupado em levar um tiro, e não com a febre,  a dor de cabeça ou com o ranho no nariz.
Uma vez em Kosovo, tive um caso muito ruim de diarreia. Eu não estava acostumado com a comida de lá e meu estômago se revoltou. Por quase dois meses, não consegui defecar normalmente; tudo o que saía do meu traseiro era um fluxo aquoso.
Foi tão ruim que senti inveja quando via que alguém havia deixado um dejeto "de verdade" no vaso sanitário. Fiquei pensando: "Será que algum dia conseguirei produzir algo firme e saudável como esse 'torpedo' marrom?"
Ficar com ciúmes das fezes dos outros, era assim que eu me sentia!
Eu fui ao médico? Claro que não. Eu me sentia mal, mas estava vivo. Eu não estava morrendo. Tentei me manter hidratado e, eventualmente, melhorei.
Outros soldados tiveram problemas semelhantes, alguns deles estavam até piores do que eu. Éramos todos jovens e geralmente em boa forma física, e pensávamos que a diarreia não nos mataria.
Estávamos certos. Todos nós sobrevivemos às nossas pequenas doenças, mas alguns de nós não sobreviveram à luta.
Afinal, havia uma guerra acontecendo! Enquanto não houver nada quebrado ou você estiver sangrando muito, você se cala e continua.
O Blog EM não se responsabiliza pelos autocuidados de um correspondente de guerra.

14 outubro, 2024

McLean e a Guerra

Em 1861, um merceeiro americano chamado Wilmer McLean teve o azar de haver construído sua casa muito perto do local em que aconteceu o primeiro combate da Guerra Civil Americana. Um projétil de canhão atravessou a lareira e um pedaço de granada passou pelo telhado, destruindo a mesa de jantar.
Perturbado, McLean decidiu livrar-se de sua casa. Vendeu-a, e mudou-se para mais longe (foto) no campo, tentando afastar-se da guerra e para proteger sua família e seus bens. A nova residência era num lugar chamado "Appomattox Court House"
Em 8 de abril de 1864, um mensageiro enviado pelo general do Sul, Robert E. Lee, bateu à porta de McLean. Ele pedia para se encontrar com o general do Norte, Ulysses S. Grant, em sua casa. McLean concordou, relutantemente.
E Lee rendeu-se a Grant no salão de frente da casa de McLean, pondo assim fim à Guerra Civil.
"A guerra começou em meu quintal e acabou em minha sala de estar", disse Wilmer McLean. Uma distinção muito invulgar e uma das mais estranhas coincidências da história.
N. do E.
Uma guerra a gente sabe onde começa? E onde acaba?

21 junho, 2024

A Guerra do Futebol

Foi um conflito armado entre El Salvador e Honduras que durou quatro dias (de 14 a 18 de julho de 1969).
Os dois países, que na época já demonstravam uma relação política instável, tiveram seus níveis de hostilidade aumentados drasticamente em junho de 1969, após uma série de três partidas de futebol entre as seleções das duas nações, que disputavam uma vaga para a Copa do Mundo FIFA de 1970. Durante as partidas (em especial a segunda, realizada em San Salvador), jogadores, torcedores e imigrantes nos dois países foram expulsos, perseguidos e assassinados, levando os dois países a romperem relações diplomáticas no fim do mesmo mês.
As partidas foram:
PlacarDataLocal da partida
Honduras Honduras 1–0 El Salvador El Salvador8 de junho de 1969Tegucigalpa
El Salvador El Salvador 3–0 Honduras Honduras15 de junho de 1969San Salvador
El Salvador El Salvador 3–2 Honduras Honduras27 de junho de 1969Cidade do México

Foram 2 100 as baixas dessa guerra, na maioria civis.As forças armadas envolvidas na guerra foram: por El Salvador 20 000 homens do exército e 1 000 da força aérea, enquanto pelo lado hondurenho havia 12 000 homens do exército e 1 200 da força aérea.
A guerra, que terminou sem vencedores, foi solucionada após a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA), que negociou o cessar-fogo. Apesar disso, mais de uma década se passou até que um tratado de paz definitivo fosse assinado.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Futebol
https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=17501

10 junho, 2024

Guerra

Este desenho tem mais de 80 anos. E, ainda assim, você não precisa mudar nada do que vê nele. Cada detalhe é hoje tão relevante quanto era no dia em que foi desenhado.

22 abril, 2024

Aldeia Potemkin

Putler está a pagar um alto preço pela aldeia Potemkin que construiu em torno dele.
Todos em sua volta (seus generais, principalmente) tinham tanto medo de suas reações, que somente lhe ofereceram uma "verdade melhorada" em favor da Rússia.
E, com base nessas falsas suposições, Putler estabeleceu sua estratégia. Na qual, ele tinha apenas um plano: uma guerra relâmpago para tomar a Ucrânia em questão de semanas.
Putler já se imaginava marchando em Kiev no dia 9 de maio de 2022, o Dia da Vitória na Rússia.
No final, vemos que o isolamento dos ditadores (em que ele imergiu) vem conduzindo Putler a um tipo de situação, que o levará inexoravelmente à queda.
Cedo ou tarde!
Syvain Saurel, in Quora (excerto).


Uma aldeia Potemkin é, em política e economia, qualquer construção, literal ou figurativa, cujo único objetivo é proporcionar uma fachada externa a um país que está a se dar mal, fazendo as pessoas acreditarem que o país está melhor, em desacordo com o mundo real.
O termo tem origem em relatos de uma falsa aldeia construída exclusivamente para impressionar a Imperatriz Catarina, a Grande por seu amante Gregório Alexandrovich Potemkin, durante a sua viagem à Crimeia em 1787. Embora os historiadores modernos afirmem que os relatos desta aldeia sejam exagerados, segundo o relato original Potemkin havia erguido assentamentos portáteis falsos ao longo das margens do rio Dnieper, a fim de impressionar a Imperatriz russa. Essas estruturas eram desmontadas assim que ela passasse, e remontadas mais adiante ao longo de sua rota, para que fossem vistas novamente como se fossem outras aldeias. (Wikipédia)

10 novembro, 2023

Guerra e Paz

Marcha "Canção do soldado" [1]
Autores: Ulisses Sarmento e Cícero Gomes Braga
Intérprete: Silvio Caldas
Disco Victor 80-0013 B
Estribilho
Amo tanto, estremeço esta terra
quero tanto ao meu vasto país
que se um dia partir para a guerra
eu irei bem contente e feliz.
Ponderação
Partir para a guerra
Contente e feliz?
Me tira dessa terra.
(PGCS)

Gravação original de Bahiano, por volta de 1919. "Canção do soldado" já pertencia ao cancioneiro escolar quando Sílvio Caldas fez esta regravação, na Victor, em 1942. (Samuel Machado)
... a sua segunda parte, é horripilante -- quase incantável. Talvez por esta razão, ela foi pouco tocada nas rádios em sua época! E quase não teve vida ativa; abafada que foi, pelo já estrondoso sucesso, da verdadeira e imortal "Canção do soldado" (Capitão Caçulo) [2] -- gravação de Vicente Celestino - Odeon/1918. Esta, sim, foi cantada pela boca-do-povo; por militares; nas escolas públicas e, acreditem, até nos inferninhos da época! (Texto e pesquisa: Prof. Walmir Dantas)
A paz queremos com fervor
A guerra só nos causa dor
Porém, se a pátria amada
For agora ultrajada
Lutaremos com fervor.
O dobrado intitulado "Capitão Caçulo", de autoria do paraense Teófilo de Magalhães, composto por volta de 1907, em homenagem ao capitão Caçulo de Melo, da Polícia Militar do Pará, então oficial de gabinete do governador daquele Estado. Com os versos do Segundo-Sargento Alberto Augusto Martins, também paraense, ganhou o título ou subtítulo de "Canção do soldado" ou "Canção do Exército". (Samuel Machado)

01 março, 2021

Bandeira da Califórnia

Por que está escrito CALIFORNIA REPUBLIC na bandeira do Estado da Califórnia?
Um velho truque ianque. A Califórnia era uma das províncias do México. Os ianques chegaram lá, declararam a independência e aderiram aos Estados Unidos da América.
Datas
• 14 de Junho de 1846: Independência do México
• 9 de Julho de 1846: Adesão aos Estados Unidos da América
Ao final da guerra Mexicano-Americana (1846 - 1848), o México foi obrigado a ceder grandes regiões do norte do país para os Estados Unidos. As regiões conquistadas compreendem inteiramente os atuais estados de Califórnia, Nevada, Texas e Utah, inteiramente o Estado de Novo México (antes da Compra de Gadsden), e áreas dos Estados de Arizona, Colorado e Wyoming.

"Pobre do México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos."

O conflito foi um dos grandes fatores que precipitaram a Guerra Civil dos Estados Unidos. A constituição mexicana não admitia escravidão. Portanto, os novos territórios incorporados aos Estados Unidos eram estados livres. Isso perturbou o frágil equilíbrio de poder existente no congresso entre os estados escravagistas e os livres, e foi um dos fatores determinantes que impulsionaram o sul dos EUA para a sua frustrada busca da independência.

Bandeira atual do Estado da Califórnia, EUA

I TOOK PANAMA
Assisti a essa peça de teatro em Bogotá, Colômbia, no ano de 1975. Tinha como enredo a intervenção militar de Roosevelt em apoio aos rebeldes panamenhos em sua revolta contra os senhores colombianos. Por haver ajudado o Panamá a tornar-se independente da Colômbia (3 de novembro de 1903), os EUA receberam concessões financeiras e jurídicas importantes em suas negociações para a construção, a manutenção e a exploração comercial do Canal.
http://blogdopg.blogspot.com/2014/03/o-beijo-dos-oceanos.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/02/roosevelt-e-o-canal-do-panama.html

02 março, 2020

Lembrem-se de Sun Tzu (2)

Em vez de ficar articulando quarteladas ou puxando o saco de um "capitão do mato no velho estilo" e de ficar falando bobagens nas redes sociais da INTERNET, nosso Generais de Pijama, ou não, deveriam estar cuidando de seus ofícios que custaram tão caro aos contribuintes brasileiros.
Sugiro lerem e refletirem sobre esta obra-prima do século IV AC. (Jaime Nogueira)


Em 2015, o livro inspirou este documentário do History Channel.

08 maio, 2019

Lembrem-se de Sun Tzu

"A Arte da Guerra" é sem dúvida a Bíblia da estratégia, sendo hoje amplamente utilizada, até no mundo dos negócios para conquistar pessoas e mercados. Não nos surpreende vê-la citada e constantemente aplicada para solucionar os mais recentes conflitos do nosso dia-a-dia. Este tratado militar de treze capítulos, escrito no século IV a.C. pelo filósofo e guerreiro Sun Tzu, é um dos maiores ícones da estratégia dos últimos 2500 anos.
Em 2015, o livro inspirou um documentário do History Channel.



Esqueçam que eu escrevi Esqueçam Sun Tzu. PGCS

29 janeiro, 2016

Espada para abordagem

Até o final do século 16, a guerra naval em grande parte consistia de abalroar o navio inimigo, em seguida capturá-lo em um renhido combate corpo-a-corpo.
Esta espada (foto) é um dos poucos exemplos conhecidos de uma arma desenvolvida especificamente para a abordagem. O seu comprimento curto era adequado a esse tipo de luta, o seu perfil plano, ao armazenamento em um baú de bordo, e a sua borda em dente de serra, ao uso contra linhas e cabos grossos.
A ponta reforçada garantia a eficácia da espada contra a leve armadura de corpo que o inimigo usava quando embarcado.

Armas perdidas | A evolução das armas

07 agosto, 2015

Combatendo o mau combate

Tudo que você realmente precisa para ser contra a guerra é ter um bom senso de história. Guerras raramente terminam bem. Na verdade, a maioria acaba mal para um lado, para o outro lado, e, por vezes, para ambos os lados e para todos os outros ao redor. Guerra é uma merda. No entanto, cada vez que nos viramos, há alguém por aí que acha que devemos ir correndo para salvar alguém da morte certa. O céu está caindo, mais uma vez, e só a América pode resolver isso.
Como isso tem funcionado?
A intervenção para acabar com todas as intervenções foi no Vietnã. Ficamos lá até que 58 mil norte-americanos fossem mortos. Afora os 1.500 que nunca foram contabilizados e que estão presumivelmente mortos, exceto para aquelas pessoas que ouvem rádio e acreditam que eles ainda estão sendo mantidos em cativeiro.
Fomos para o Vietnã para ajudar a sustentar um governo impopular e, com o passar dos anos, as coisas foram ficando terríveis. Oh, meu deus, por que não podíamos simplesmente sair, pouco nos importando com o que aconteceria depois com aquelas pessoas?
Em 1962, o presidente Kennedy, o secretário de Defesa McNamara e seus conselheiros militares decidiram ficar no Vietnã, não porque era a coisa certa a fazer, mas porque simplesmente não se conseguia encontrar uma maneira de sair. E, naquela época, menos de trezentos norte-americanos haviam morrido por lá.
Mas, então houve o Iraque 1 e, em seguida, o Iraque 2, e depois houve o Afeganistão, versão 399,76 (porque, em um ponto ou outro do tempo, todos na Terra já invadiram aquele país).
Acaba mal. Portanto, fique fora disso!
Mas... estávamos certos de que a Tempestade no Deserto, a Primeira Guerra do Golfo, também estava certo. Ela acabou bem, não foi? Só que, outro Bush depois, lá estávamos nós de volta ao Iraque.
Então, o que aconteceu de novo depois que saímos do Vietnã? Houve um banho de sangue e um monte de pessoas foram mortas. Deixamos o Iraque, mas o sangue continua a fluir. Que, diabos, queremos mais que aconteça? Pegamos o décimo mais forte militar do mundo e, após tirá-lo do governo, o substituímos por algumas pessoas que fizeram negócios com a gente. Mas as pessoas que seguiam as nossas regras não continuaram sendo as pessoas que levariam outras pessoas a segui-las, Hei, isso se parece com o "Nã", não é?
Quando você entra em um país e mata algumas pessoas, e explode coisas, tem que se perguntar se pretende permanecer no lugar, como fizemos aqui na América. É assim que as guerras são vencidas. Se você não está interessado em que seja assim, o que, diabos você está fazendo? É como chutar na porta de alguém, não pegar o que tem e lhe dizer que você é amigo porque não pegou nada.
Nosso governo não tem a menor ideia de como conduzir uma guerra nem de por que as guerras são travadas.
Devemos apenas sair. E, antes de estarmos de volta, nós devemos dizer às pessoas "Lamentamos, mas vocês agora é que vão lutar suas guerras. Quando nós mesmos lutamos os resultados nunca são o que esperamos."
Mike, Bits and Pieces. Tradução: PGCS

02 junho, 2014

O diário de Tanya

Em agosto de 1942, uma brigada de enfermeiros descobriu Tanya Savicheva, 12, abatida pela fome e vivendo sozinha em um apartamento em Leningrado, cidade cercada pelas tropas de Hitler desde setembro de 1941.
Ela escreveu este diário:
  • Zhenya morreu em 18 de dezembro de 1941, ao meio-dia.
  • Vovó morreu em 25 de janeiro de 1942, às três da tarde.
  • Leka morreu em 17 de março de 1942, às cinco horas da manhã.
  • Tio Vasya morreu em 13 de abril de 1942, às duas horas da madrugada.
  • Tio Lesha morreu em 10 de Maio de 1942, às quatro horas da tarde.
  • Mamãe morreu em 13 de maio de 1942, às sete e meia da manhã.
  • Os Savichevas estão mortos.
  • Todo mundo está morto.
  • Apenas resta Tanya.
Os enfermeiros evacuaram-na por uma passagem que tinha sido aberta pelo exército soviético, naquele verão, e a colocaram em um orfanato de uma vila próxima, onde ela morreu, provavelmente de disenteria crônica, em julho de 1944.
O diário encontra-se no Museu de História de São Petersburgo.


Tanya, Futility Closet

Outros diários
Só a verdade, Diário de bordo, O que os pets escrevem em seus diários e O Dever Diário de Anne Frank

29 novembro, 2013

O tanque de um homem só

Durante a Primeira Guerra Mundial, uma das funções no exército francês era a de batedor (olheiro). Encarregado de cortar os fios do inimigo, de modo a criar-lhes situações embaraçosas, era também uma das piores funções. O batedor operava, muitas vezes, sem proteção e em posições expostas ao fogo inimigo.
Para aumentar suas chances de sobrevivência, o exército francês introduziu este tanque de um homem só.


De Popular Science Monthly , de maio de 1917:
O dispositivo é feito para se parecer com um canhão e espera-se que venha a ser assim considerado pelo inimigo. Ele é equipado com fendas e aberturas de bom tamanho, através das quais o ar penetra em seu interior e o olheiro pode ver o que se passa lá fora. As rodas, embora aparentemente enferrujadas e velhas, possibilitam um funcionamento bom e silencioso. Propulsionado pelas pernas do operador, o conjunto se move, cautelosamente, a uma velocidade de meia polegada por minuto. 
Grunt Work, Futility Closet

25 novembro, 2013

O lobo solitário de Saipan

O marine Guy Louis Gabaldon tinha 18 anos quando participou da invasão de Saipan, nas Ilhas Marianas, em junho de 1944. A fim de garantir a posse da ilha, Gabaldon começou a agir como um "lobo solitário", em missões de "convencimento" aos civis e às tropas inimigas - para que se entregassem!
"Imediatamente após o desembarque em Saipan, eu decidi que iria entrar em território inimigo para lutar na guerra, como eu bem entendesse", escreveu ele em seu livro de memórias, "Saipan: Suicide Island". "Eu sempre trabalhei sozinho, geralmente à noite no mato. Eu devo ter visto muitos filmes de John Wayne, porque o que eu estava fazendo era suicídio."
Gabaldon usava seus conhecimentos da língua japonesa.
"Meu plano, que parecia impossível, era chegar perto dos japoneses em bunkers ou cavernas, dizer-lhes que havia muitos marines comigo e que estávamos prontos para matá-los se eles não se rendessem. Prometia-lhes ainda que seriam tratados com dignidade e levados de volta ao Japão após a guerra."
Ele deve ter sido estupendamente persuasivo, porque capturou 1.500 japonês sozinho - incluindo 800 em um único dia em julho.
"Quando eu comecei a fazer prisioneiros, isso se tornou um vício", escreveu ele. "Descobri que eu não podia parar - eu estava viciado."
Ele foi homenageado com a Cruz de Marinha por seus esforços e sua história foi transportada para as telas do cinema ("Hell to Eternity", um filme de 1960).

II Guerra Mundial, Saipan
Gabaldon - com alguns de seus prisioneiros

07 setembro, 2013

O raio da morte de Arquimedes

Luz solar refletida por edifício derrete carro
Um homem se queixou de que um arranha-céu londrino recém-construído derreteu partes de seu Jaguar (VÍDEO), o qual estava estacionado em uma rua próxima. Aparentemente, o problema foi causado pela luz solar ao ser refletida do edifício para o carro. De acordo com a  BBC News, a construtora prometeu pagar os reparos no veículo e a prefeitura da cidade, como medida de precaução, interditou três vagas de estacionamento enquanto aguarda as conclusões da investigação.
Será que isso é verdade mesmo?
Eis aqui qual foi a conclusão do E-FARSAS.


O raio da morte de Arquimedes
Luciano de Samósata, escritor do século II, escreveu que durante o cerco a Siracusa (214–212 a.C.), Arquimedes destruiu navios inimigos com fogo. Séculos depois, Antêmio de Trales menciona espelhos ustórios como a arma utilizada por Arquimedes. O dispositivo, chamado de "raio de calor de Arquimedes" , teria sido usado para concentrar a luz solar em navios que se aproximavam, levando-os a pegar fogo.
A credibilidade desta história tem sido objeto de debate desde o Renascimento. René Descartes a considerou falsa, enquanto pesquisadores modernos tentaram recriar o efeito, usando apenas os meios que estavam disponíveis a Arquimedes. Foi sugerido que uma grande quantidade de escudos bem polidos de bronze ou cobre atuando como espelhos poderiam ter sido utilizados para concentrar a luz solar em um navio. Poderia ter-se usado o princípio do refletor parabólico de maneira similar a um forno solar de alta temperatura.
Um teste do raio de calor de Arquimedes foi realizado em 1973 pelo cientista grego Ioannis Sakkas. O experimento foi realizado na base naval de Skaramangas nos arredores de Atenas. Nesta ocasião 70 espelhos foram usados, cada um com um revestimento de cobre e com um tamanho de aproximadamente 1,5 por 1 m. Os espelhos foram apontados para uma réplica de um navio romano, feito de madeira compensada, a uma distância de aproximadamente 50 metros. Quando os espelhos foram enfocados com precisão, o navio irrompeu em chamas em questão de poucos segundos. O navio de madeira compensada era revestido por tinta de betume, o que pode ter facilitado a combustão.
Em outubro de 2005, um grupo de estudantes do MIT conduziu um experimento com 127 espelhos quadrados com lados de 30 cm, focados em uma maquete de navio de madeira a uma distância de cerca de 30 m. Chamas surgiram em uma parte do navio, mas só depois de o céu estar sem nuvens e o navio ter permanecido estacionário por cerca de dez minutos. Concluiu-se que o dispositivo era uma arma viável nessas condições. O grupo do MIT repetiu a experiência para o programa de televisão MythBusters, utilizando um barco pesqueiro de madeira em São Francisco como o alvo. Novamente alguma carbonização ocorreu, juntamente com uma pequena quantidade de chamas. Para pegar fogo, a madeira precisa atingir a sua temperatura de autoignição, que é de cerca de 300 °C.
Quando os MythBusters transmitiram o resultado do experimento de São Francisco, em janeiro de 2006, a afirmação foi categorizada como mentira ("mito detonado") devido à duração do tempo e as condições climáticas ideais necessárias para a combustão ocorrer. Também foi salientado que, como Siracusa vê o mar a leste, a frota romana teria de ter atacado durante a manhã para um ótimo acúmulo de luz usando-se os espelhos. Os MythBusters também salientaram que um armamento convencional, como flechas em chamas ou, ainda, catapultas, seriam uma maneira mais fácil de incendiar um navio a curta distância.
Em dezembro de 2010, os MythBusters (VÍDEO) tentaram novamente reproduzir a história do raio de calor em uma edição especial, com Barack Obama em destaque, intitulada "President's Challenge" (O Desafio do Presidente).  Vários experimentos foram realizados, incluindo um teste em larga escala com 500 crianças escolares mirando espelhos em uma maquete de um barco romano a 120 m de distância. Em todos os experimentos, a vela não alcançou os 210 °C  necessários para que pegasse fogo, e o veredito foi novamente o de "detonado". O programa concluiu que o efeito mais provável dos espelhos teria sido: cegar, ofuscar, ou distrair a tripulação do navio.

24 julho, 2013

C****** e atirando

Aleksandr Georgievich Semenov patenteou um sistema para tanques de guerra que é eficiente e nojento. Usando o seu método, os soldados de um tanque blindado, sob condições de batalha, podem dispor dos resíduos biológicos produzidos de uma forma inusitada. Involucrando estes produtos, juntamente com explosivos e granadas de artilharia para, em seguida, dispará-los contra o inimigo.
Residente em São Petersburgo, Semenov é um inventor prolífico. Já criou cerca de 200 inventos. Como documento de patente, o deste sistema que ele inventou é de comprimento considerado modesto: 12 páginas, com apenas 2 desenhos técnicos.


30 junho, 2013

Estilhaços

Misturadas aos grãos de areia naturais das praias da Normandia, até 4 por cento dessa areia se deve à presença de pequeninas esferas de aço.


São fragmentos remanescentes das operações do Dia D na Segunda Guerra Mundial. Eles foram formados pelo resfriamento súbito em pleno ar de munições que explodiram.
As ondas, as tempestades e a ferrugem provavelmente levarão um prazo superior a cem anos para limpar a costa da Normandia desta incomum arqueologia microscópica.