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21 abril, 2024

Adoniran e Peteleco

O compositor paulista João Rubinato tinha o nome artístico de Adoniran Barbosa, que surgiu a partir do aproveitamento do nome Adoniran, do amigo Adoniran Alves, colega de boemia, e Barbosa, do cantor e compositor Luiz Barbosa, o pai do samba de breque. E, na rádio Record, o radioator Rubinato fazia sucesso interpretando o Charutinho, um personagem do programa "Histórias das Malocas, que Osvaldo Moles criou especialmente para ele.
Como Adoniran Barbosa, ele compôs "Trem das Onze", "Saudosa Maloca", "Tiro ao Álvaro", "Iracema", "Samba do Arnesto", "Bom dia, Tristeza" e outras canções de sucesso. E, como Charutinho, ele gravou algumas marchinhas despretensiosas, tais como "Deus te abençõe" (de Adoniran e Peteleco), "Onde vai, leão?" (de Peteleco), "No morro do piolho" (de Jacob de Brito, Carlos Silva e Peteleco) e "Olha a polícia" (de Arlindo Pinto e Peteleco).


Na vida real, ele gostava de levar aos locais que frequentava o seu cãozinho de estimação, o Peteleco, ao qual chegou a transferir a autoria de algumas de suas músicas.
Uma delas, porém, resultou em imbróglio. Foi o samba "Mãe, eu juro" ("Mãe, eu juro / pela luz que me alumia / se eu continuar com ele / não me chamo mais Maria."), de Peteleco (sic) em parceria com (Mario de Souza) Marques Filho, que era como Noite Ilustrada assinava suas músicas.
Noite convidou Adoniran para terminar o samba, que aceitou. Mas, ao registrar a canção, colocou o  nome de Peteleco. E os dois sambistas nunca mais se falaram.
https://youtu.be/m2K93abWsO4
https://youtu.be/Hy6Umc5dKXY
https://youtu.be/Cd0kCE-1fsw
https://youtu.be/orvbvQvstqE
https://youtu.be/qhm4DBJED0I
Na entrada do Bar Brahma, na esquina da Ipiranga com a São João, em São Paulo, há uma estátua de Adoniran Barbosa com outra de seu inseparável Peteleco.

https://gurgel-carlos.blogspot.com/2023/06/sao-paulo-segunda-parte.html

07 fevereiro, 2024

Pega Peão

Já ouviram falar da tal chuva Pega Peão?

Dica: Patrimônio Cultural de São Paulo. 

É a que chove nos dias úteis por volta das 18 horas.

25 janeiro, 2024

Aniversário de São Paulo

Bom para 25/01/2024 (470 anos de fundação da cidade)

1917 Rapaziada do Brás
Valsa do regente e radialista Alberto Marino, inicialmente apenas instrumental. Mais de 40 anos depois, querendo fazer um registro vocal, o cantor Carlos Galhardo solicitou a criação de uma letra. Que foi escrita em 1960 por Alberto Marino Jr., filho do autor da música.
Lembrar, deixe-me lembrar / Meus tempos de rapaz no Brás.
http://youtu.be/mgXDkfMCDdU

1951 Ronda
Composta por Paulo Vanzolini em 1951. Teve sua primeira gravação em 1953, por Inezita Barroso.
E nesse dia então / Vai dar na primeira edição / Cena de sangue num bar / Da avenida São João.
http://radiobatuta.ims.com.br/colecao-do-zuza/inezita-barroso-e-evandro-e-seu-regional (áudio 1)

1954 IV Centenário
Dobrado composto para as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo pelo sanfoneiro Mario Zan.
https://youtu.be/QCqDYNkvrqk?si=MIpEPZZs8hE3rST0

1954 São Paulo Quatrocentão
Dobrado de Garoto (n. SP) e Chiquinho do Acordeom, com letra (sofrível) de Avaré e interpretação (idem) de Hebe Camargo.
http://radiobatuta.ims.com.br/programas/ouve-essa/sao-paulo-quatrocentao (áudio)

1958 Lampião de Gás
Valsa de Zica Bérgamo. Gravada por Inezita Barroso, pelo maestro Enrique Simonetti e orquestra em "É disco que eu gosto" e por outros.
Lampião de gás, Lampião de gás / Quanta saudade você me traz.
http://youtu.be/PuVcg58SfOs

1964 Trem das Onze
Samba de Adoniran Barbosa. Gravado e popularizado pelo Demônios da Garoa
Moro em Jaçanã / se eu perder esse trem / Que sai agora às onze horas / Só amanhã de manhã.
http://youtu.be/le0YjCD_l9Q

1978 Sampa
De Caetano Veloso
Ainda não havia para mim Rita Lee / A tua mais completa tradução / Alguma coisa acontece em meu coração / Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João.
http://youtu.be/t4pl079t548

2014 Paulistana - Retrato de uma Cidade
De Billy Blanco
Começou um novo dia / Já volta quem ia / O tempo é de chegar.

20 novembro, 2022

Tiro ao Álvaro

1960 "Tiro ao Álvaro" foi composta por Adoniran e seu produtor Oswaldo Moles.

1973 Junto com outras canções de Adoniran, "Tiro ao Álvaro" foi censurada. A Censura expressou-se assim: "Letras com palavras incorretas e que brincam com a oralidade de São Paulo". Para que pussese ser aprovada tinha que virar "Tiro ao Alvo" e as palavras "tauba", "automorve" e "revorve" deveriam ser corrigidas. Adoniran, que fazia os sambas para o povo - e era desse jeito, coloquialmente, que o povo se expressava-, preferiu guardar suas canções a ter de adequá-las.

1978 "Tiro ao Álvaro" voltou à cena. Desta vez, no histórico encontro de Adoniran Barbosa com Elis Regina no Bar da Carmela, no Bixiga, em São Paulo. Adoniran elogiou a cantora, dizendo: "Não é por que o samba é meu mas você canta como eu quero, você leva a sério as coisas e não fica fazendo gracinha, e não tem graça o samba, é um drama, é um drama..."

1990 O grupo Demônios da Garoa grava pela Copacabana "Tiro ao Álvaro" no LP "Esses Divinos Demônios da Garoa".

Transcrito de: "Censura na Música Brasileira", vídeo por Badi Assad, com inclusão de outras fontes.


O Dona Carmela não existe mais. Junto com imóveis vizinhos, foi demolido, cedendo espaço para um grande estacionamento. Pois, então. São Paulo não tem um personagem mais amado, em sua história, do que Adoniran Barbosa. A gaúcha Elis Regina projetou-se, a partir de São Paulo, como a maior cantora brasileira de todos os tempos. O cantinho deles deveria ter sido guardado, como algo quase sagrado, como as fotografias de nossos mais queridos antepassados.

25 setembro, 2022

De túmulo a cúmulo do samba

Caetano Veloso compôs a canção "Sampa" em 1978, durante as comemorações do aniversário da cidade de São Paulo. Nestes 44 anos de existência, a composição ganhou o coração dos paulistanos. Ainda hoje, não só estes usam a designação carinhosa para se referir à cidade que os Novos Baianos passeiam em sua garoa.



Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços / Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva / Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba / Mais possível novo quilombo de Zumbi.

Relendo a entrevista que Antônio Maria fez com Vinicius de Moraes para a revista "Senhor", entende-se que, ao lançar sua famosa blague, o Poetinha não estava chamando São Paulo de "túmulo do samba". 
Maria: Em que regime político você gostaria de viver: na democracia ou no socialismo?
Vinicius: No socialismo. Mas, com samba. Essa seria a mais linda solução para o Brasil. A reforma agrária tem de vir, mas é preciso que Ciro Monteiro, João Gilberto, AC Jobim e você venham juntos.
Vinicius estava a defender a ideia de um socialismo - com samba!
A cidade de Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Vadico, Anibal Augusto Sardinha (o Garoto, precursor da bossa nova), Carlinhos Vergueiro, Germano Mathias, Eduardo Gudin, Demônios da Garoa e do segundo maior carnaval de escolas de samba no Brasil estaria mais para "cúmulo do samba", não é mesmo?

http://twitter.com/rbressane/status/1479863667629899782
http://www.carlinhosvergueiro.com.br/
http://catracalivre.com.br/arquivo/conheca-6-simbolos-do-samba-paulistano/

06 dezembro, 2021

O uso de formigas como personagens de presépios


Resumo
Encontrados no Brasil desde os primórdios da colonização portuguesa, os presépios logo tiveram de adaptar-se à realidade local, circunstância muito propícia ao aparecimento de concepções heterodoxas e ao emprego de elementos exóticos da fauna e flora de cada região. Como registros envolvendo insetos são muito pouco comuns, chama a atenção que fêmeas de saúva, Atta sp. (Hymenoptera, Formicidae), tenham sido aproveitadas na composição de presépios no estado de São Paulo. Tendo subsistido pelo menos até a década 1960, os "presépios de formigas" existentes em cidades como Embu das Artes poderiam estar relacionados às "formigas vestidas" criadas por Jules Martin, curiosa manufatura paulistana do último quartel do século XIX.
Título: Insetos em presépios e as "formigas vestidas" de Jules Martin (1832-1906): uma curiosa manufatura paulistana do final do século XIX
AA: Dante Martins Teixeira, Nelson Papavero e Miguel Angel Monné
http://doi.org/10.1590/S0101-47142008000200004
(https://www.improbable.com/2021/03/01/the-use-of-woodcutting-ants-as-characters-in-brazilian-nativity-scenes-study/)

22 maio, 2021

A Cortina do Abraço

A fotografia abaixo de Mads Nissen, intitulada "O Primeiro Abraço", foi eleita a Foto do Ano pela World Press Photo Foundation.


Na página do Instagram de Nissen:
Rosa Luzia Lunardi, 85 anos, é abraçada pela enfermeira Adriana Silva da Costa Souza, o primeiro abraço que ela recebe em cinco meses. Em março (de 2020), asilos em todo o país fecharam suas portas para os visitantes, impedindo milhões de brasileiros de visitar seus parentes idosos, enquanto os cuidadores foram obrigados a limitar todo contato físico com os vulneráveis ​​ao mínimo absoluto. Mas, no "Viva Bem", um asilo para idosos em São Paulo, foi criada uma invenção bem simples, "A Cortina do Abraço", que permitiu que as pessoas se vissem e se abraçassem sem arriscarem a vida. E para quem não tem visitantes, voluntários e funcionários estão prontos para intervir - porque, como dizem no "Viva Bem": "Todo mundo merece um bom abraço".
O efeito de um abraço através da cortina: "asas de anjo", é o que parece.

06 fevereiro, 2021

Camas de faquir

"Vergonha: a cidade mais rica do Brasil, no Estado mais rico do Brasil, cria camas de faquir para o povo que já vive como faquir." -  Fernando Brito, "Tijolaço"


Quem é?
O padre Júlio Lancelotti, com a marreta que usou para arrancar as pedras mandadas botar (e depois, pela repercussão, também mandadas tirar) pela Prefeitura de São Paulo, sob um viaduto do bairro do Tatuapé.

Outro exemplo de arquitetura hostil: O banco de Camden

06 julho, 2020

Poluição do ar e incidência de raios

Brasil, o país em que mais caem raios no mundo
77,8 milhões de descargas elétricas despencam todos os anos no Brasil. Somos campeões mundiais no quesito. Uma consequência da localização e do tamanho de nosso território. O Brasil é o maior país tropical do planeta, e os trópicos têm o clima mais suscetível a tempestades. No mínimo 300 brasileiros são atingidos todos os anos por raios. Um em cada três acidentes é fatal: entre 2000 e 2019, raios foram responsáveis por 110 mortes por ano, em média. Foram 2.194 óbitos em duas décadas.
[de um relatório feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), à Super Iinteressante]
A quarentena provocou um efeito inédito no céu brasileiro: a diminuição da quantidade de raios
Até os pesquisadores do Inpe estão intrigados com isso. Eles acreditam que a menor incidência de raios está ligada à menor poluição.
Compararam a quantidade de descargas elétricas que chegaram ao solo na capital paulista, entre 20 de março e 2 de abril deste ano, com a do mesmo período em anos anteriores. O resultado impressionou: apenas 4% atingiram o chão em 2020. Em outros anos, este percentual ficava entre 40 e 60%.
Osmar Pinto Júnior (Elat, Inpe):
"Confirma-se claramente que a poluição, nos grandes centros urbanos, tem um reflexo importante sobre as tempestades. E que temos de continuar estudando para compreender melhor como acontece esse fenômeno."
"Gráficos do relógio" que mostram os dias da semana favorecidos pelas chuvas e raios em cada verão de 1998 a 2009, no sudeste dos Estados Unidos
Este gráfico, criado pelo meteorologista Thomas Bell, mostra que as chuvas e os raios raramente atingem o pico no fim de semana no sudeste dos Estados Unidos. De fato, relâmpagos não atingiram o pico em um fim de semana em nenhum ano desde 1998, Bell mostrou isto após vasculhar dados meteorológicos de 1998 a 2009. Depois de publicar vários artigos científicos sobre o assunto, explica o porquê: a poluição do ar (que está em seus níveis mais altos no meio da semana e nos níveis mais baixos no fim de semana) pode fortalecer tempestades, principalmente no ar instável e úmido do sudeste dos Estados Unidos.


Fontes
http://www.inpe.br/webelat/homepage/#
http://super.abril.com.br/especiais/brasil-o-pais-dos-raios/
http://globoplay.globo.com/v/8645155/
http://blogs.nasa.gov/whatonearth/2010/02/20/post_1266609787812/

25 junho, 2019

Museu, Doce Museu

Depois de nascer com o nome de "The Sweet Art Museum" e ter três meses de lotação esgotada em Portugal, chegou a São Paulo "O Museu Mais Doce do Mundo".
Instalado em um casarão no Jardim América, este museu itinerante apresenta 15 ambientes repletos de doces.
Imagine visitar um museu onde se pode entrar em uma piscina de marshmallows, atravessar um donut gigante, pular numa grande batedeira e acompanhar uma esteira de cookies saindo do forno.
Há espaço nele para a degustação?
Sim, mas não para provar das "guloseimas" que o museu mostra em escala gigante.

Não é um museu que proibe fotografias. Aliás, tudo por lá é "instagramável".

A exposição fica em São Paulo, de 20 de junho a 18 de agosto, e depois segue para o Rio de Janeiro.
+ informações

05 janeiro, 2019

Como driblar um carro de assaltantes

Está circulando nas redes sociais um vídeo que mostra um homem fugindo de assaltantes, na noite do dia 1°. O caso teria acontecido, por volta das 20 h, na cidade de Poá, em São Paulo.
No vídeo, o homem é abordado por assaltantes, que estavam em um carro e sai correndo.



Contei 3 dribles: em 0:12, 0:16 e 0:20 (tendo a ajuda, no último drible, de um "carro do bem" que fez o corta-luz).

17 agosto, 2018

De Liberdade para Japão Liberdade

07/08/18 - Governador de São Paulo trocou o nome da estação do metrô Liberdade para Japão Liberdade
A ignorância histórica de nossos dirigentes causa muitos dissabores. Vejam o governador de São Paulo, Marcio França: na madrugada passada trocou o nome da estação do metrô Liberdade para Japão Liberdade. Uma apropriação cultural!... O bairro Liberdade é originalmente um bairro de negros, muito antes da chegada da comunidade japonesa. Chamava-se Largo da Forca, pois era palco de execução de negros fugitivos e condenados à morte... Aliás, foi por causa do soldado negro Chaguinha, condenado à morte por liderar rebelião por pagamento de soldo, que a praça e o bairro foram chamados de Liberdade... Em 1821, Chaguinha sobreviveu a dois enforcamentos, ao que o público atribuía a um milagre e passava a gritar "liberdade" - só foi morto após o carrasco usar um laço de vaqueiro... Chaguinha, então, se tornou santo padroeiro do bairro e protetor da Capela dos Aflitos, onde esteve antes de ser levado à forca, e da Igreja Santa Cruz dos Enforcados, construída décadas mais tarde em frente à praça... Para consertar sua gafe, o governador terá que fazer novo decreto e naturalizar, post-mortem, o Chaguinha, como imigrante japonês...
Colunistas / Hildegard Angel - Jornal do Brasil
(notícia enviada por Jaime Nogueira)

"A ignorância é que atravanca o progresso." ~ Odorico Paraguassu

07 março, 2018

O biscoito fino de Oswald na Alemanha

Quando o poeta paulistano Oswald de Andrade morreu, em 1954, seu trabalho estava praticamente esquecido, e o autor se tornara uma figura marginal dentro do próprio movimento artístico que ajudara a criar. Isso começou a mudar pouco depois, quando em 1956 os poetas paulistanos do Movimento da Poesia Concreta o elegeram um de seus guias e, uma década mais tarde, o mesmo ocorreu com os artistas da Tropicália. O próprio Oswald de Andrade profetizara que um dia as massas comeriam seu biscoito fino.
Oswald de Andrade também falou de uma poesia brasileira de exportação. Após levar as massas a comerem seu biscoito fino em território nacional, talvez tenha chegado a hora desta segunda profecia se realizar. Ao menos, na Alemanha. Onde, na última quinta-feira (dia 1º), em Kassel (cidade na região central da Alemanha), a exposição "Tupi or not tupi" abriu espaço para artistas textuais alemães se expressarem a partir do conceito de antropofagia cultural, criado pelo poeta paulistano.

Fonte: Ricardo Domeneck, DW
http://p.dw.com/p/2tQGH

O biscoito fino de Oswald no blog EM
Duas traquinagens poéticas, Perífrase e O Grupo dos Cinco

13 fevereiro, 2018

O Grupo dos Cinco

Formado por Anita Malfatti, Tarsila do Amaral (pintoras), Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade e Mário de Andrade (escritores), o Grupo dos Cinco foi responsável, junto com outros artistas, pelo referencial ideológico e artístico da Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo.

Reprodução fotográfica de Rômulo Fialdini

Ficha Técnica
Data de criação: 1922
Autor: Anita Malfatti
Técnica: tinta de caneta e lápis de cor sobre papel
Local de assinatura: c.i.d.
Dimensões: 26.50 x 36.50 cm
Acervo: Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros - USP (São Paulo, SP)
O Grupo dos Cinco. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra1397/o-grupo-dos-cinco. Acesso em: 13 de Fev. 2018. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7

15 setembro, 2017

Solo de urinol em "MPEE3"

Este urinol permite aos usuários de banheiros masculinos tocarem seus próprios solos de guitarra enquanto se aliviam. É o resultado de um projeto que foi desenvolvido por uma agência brasileira de propaganda, e alguns deles já estão instalados em bares da cidade de São Paulo.
O urinol tem cordas com sensores conectadas a um alto-falante. Cada corda ao ser vibrada pelo jorro de urina toca uma nota diferente.


Após a descarga, aparece um número sequencial que corresponde à micção realizada. E os usuários podem baixar o "MPEE3" do solo para seus dispositivos móveis.

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Blog EM, 14/08/2007 - Agora, a respeito do piss screen, um jogo eletrônico movido a pipi, que foi implantado com sucesso num banheiro masculino de Frankfurt:
O invento pode haver surgido na Europa, mas, aqui no Brasil, já eram conhecidos os fundamentos do jogo. Sempre que os brasileiros se aliviam nas toaletes dos bares e, com as forças de seus jorros, se divertem movimentando as bolinhas de naftalina deixadas na calha coletora para disfarçar os maus odores.
O que faltou, no Brasil, foi alguém que adaptasse o brinquedo de mecânico para eletrônico.

03 fevereiro, 2017

Tempos cinzentos

São Paulo – O grafiteiro Mauro Neri foi detido por policiais militares na sexta-feira passada, 27, quando tentava apagar a tinta com que a Prefeitura encobriu um grafite que ele mesmo havia feito, com aval da gestão anterior, em uma pilastra do complexo viário João Jorge Saad (Cebolinha), em Moema, na zona sul de São Paulo.
Acusado de crime ambiental, ele assinou um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) no distrito policial da área e foi liberado.

Uma das obras de Mauro Neri

22/04/2017 - Atualizando ...
Os grafites estão de volta em São Paulo. E não pelas mãos dos grafiteiros. Apagados há menos de três meses por ordem do prefeito, pintar os muros de cinza está na relação dos seus erros. Uma pesquisa apontou que 61% dos paulistanos reprovaram a ação.
Em diversos pontos da cidade, a tinta que cobria os grafites está descascando por ação do sol e das chuvas, deixando transparecer os desenhos que estavam ali. Isto é possível porque a tinta utilizada para apagar os desenhos é composta por uma proporção maior de cal e menor de corante e aglutinante.

18 novembro, 2015

Atirar primeiro e preservar depois

Vítima foi levada para o hospital em estado grave
publicado por Pedro Magalhães Ganem em Jus Brasil - 7 dias atrás
Um homem de 30 anos foi atingido por dois disparos e corre risco de morte após tentativa de suicídio em Itu, interior de São Paulo. O episódio ocorreu na tarde de quarta-feira (11).
A vítima ameaçava se matar com um facão, quando um soldado da PM efetuou os tiros. Um deles acabou atingindo o baço, e o homem teve de ser encaminhado para o Hospital São Camilo.
Para o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, houve precipitação do policial. "Parece-me que era possível ter aguardado um pouco, já que havia outros policiais naquele momento. Também não parece que havia um risco eminente de agressão", disse em entrevista à TV TEM, afiliada da Rede Globo.
O comando da Polícia Militar de Itu afirmou que a ação foi correta. Segundo o Capitão da PM Rogério Lima, "a intenção do policial foi preservar vidas".
A corregedoria da PM investiga o caso.
(matéria sugerida por Fernando Gurgel)

20 outubro, 2015

O sonho da casa própria em Miami

O dólar subiu um horror? Por conta disso, o sonho da casa própria em Miami subiu ao telhado?
Vem aí uma mudança na moeda do Tucanistão para acalmar a Zelite. É mais uma iniciativa de Geraldo, o Úmido.



– Bem. a liquidez não está em discussão.

A Zelite é uma sociedade secreta muito conhecida por conspirar contra o povo, fazer festas para cachorrinhos, não querer pagar impostos, queimar índios, disputar rachas em carrões de luxo importados e blindados, ser dona de bancos e emissoras de TV, favorecer os grandes produtores, fumar charutos cubanos, bater panelas na varanda gourmet dos edifícios residenciais, beber água mineral "Le Perrier" e champanhe francesa, colecionar relógios "Rolex", comer caviar (e arrotar caviar), contratar prostitutas de luxo (e pagar só a metade do michê combinado), e até exigir que Lula faça a barba, se alfabetize e, quem sabe, entrar numa faculdade, pois entraram nas melhores (com o gabarito comprado) e mesmo assim continuam dando murros em ponta de faca. – Pesquisado na Desciclopédia e aqui publicado com modificações

Turismo de liquidação

12 outubro, 2015

O protesto das mães lactantes

Em julho (4), cerca de 40 mães que amamentam se reuniram em frente ao Lobby Hobby, em Orem, Utah, para pressionar a loja a educar os funcionários sobre os direitos legais das mães que amamentam. Isso resultou de um incidente que Brenda Morgan, uma mãe lactante, teve com o gerente da loja.
Brenda perguntou ao gerente onde ficava o local em que ela podia amamentar o filho, quando o gerente lhe indicou o banheiro. Ela disse: "Você come no WC?". E o gerente respondeu que não. Então, ela disse: "Exatamente... e nem meu filho".
Brenda afirma que o funcionário ameaçou retirá-la da loja.
Ela quer um pedido de desculpas e que a loja passe a reconhecer os direitos das mães que amamentam. Hobby Lobby ainda não comentou sobre esse protesto das mães lactantes.

"When Nurture Calls" (Quando a Nutrição Chama)
Três cartazes de uma campanha feita por estudantes da University of North Texas, com o intuito de fazer aprovar um projeto de lei que tramita no Congresso dos EUA sobre a amamentação em locais públicos 

Em São Paulo, as mulheres têm o direito de amamentar em público garantido por lei. O prefeito Fernando Haddad sancionou, em 14 de abril de 2015, a lei que garante o aleitamento materno em qualquer estabelecimento de São Paulo. Quem constranger ou proibir a mãe de amamentar seu filho em público pagará multa de R$ 500. Em caso de reincidência, o valor dobra. O local não precisa ter área específica para amamentação.
"Todo estabelecimento localizado no município de São Paulo deve permitir o aleitamento materno em seu interior. Para fins desta lei, estabelecimento é um local, que pode ser fechado ou aberto, destinado à atividade de comércio, cultural, recreativa ou de prestação de serviço público ou privado", diz um trecho da lei.

O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e até os dois anos ou mais, em conjunto com outros alimentos, traz resultados fantásticos para a saúde da mãe e do bebê.