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16 novembro, 2023

Argônio, o preguiçoso

Os principais elementos químicos que compõem o ar da Terra são o nitrogênio e o oxigênio. O primeiro ocupa 78% da atmosfera e o segundo, 21%. O restante é ocupado pelo gás carbônico (1%) e pelos gases nobres (0,03%), compreendidos estes pelos elementos argônio, criptônio, hélio, neônio, radônio e xenônio.

Em 1785, Henry Cavendish, ao analisar a composição do ar, percebeu a existência de um gás cujas propriedades eram parecidas com as do nitrogênio (gás descoberto em 1772, por Rutherford). No entanto, esse gás apresentava uma densidade maior e tampouco era reativo, o que o fez suspeitar de que se tratava de um novo elemento.
Mesmo sendo descoberto por Cavendish, o crédito dessa descoberta foi dado a Sir William Ramsay e Lord Rayleigh, que, no ano de 1894, conseguiram isolar o gás argônio através da destilação do ar líquido. Em 1904, o primeiro recebeu o Prêmio Nobel de Química e o segundo, o Prêmio Nobel de Física.
Por ser um gás inerte, ele recebeu o nome de argônio, que deriva do grego “argos”, que quer dizer preguiçoso.

22 abril, 2020

Novas maneiras de avaliar a hidrosfera e a atmosfera

Esta ilustração mostra o volume de toda a água líquida do mundo se colocada na forma de uma esfera (verde) e o volume da atmosfera (rosa) se todo o ar estivesse ao nível do mar.
Adam Nieman, Science Photo Library


Recentemente, tomei consciência dos fascinantes esforços de Adam Nieman para ajudar a sociedade a apreciar os desafios ambientais de maneiras novas, visualizando volumes que, de outra forma, são abstrações. Em 2003, ele criou a imagem acima, ilustrando o volume dos oceanos e da atmosfera do mundo, tornando-os esferas próximas à Terra, em vez de se espalharem pela superfície.
Aos meus olhos, isso ajuda a transmitir poderosamente a natureza finita destes ativos globais compartilhados. Em geral, acho que há grande mérito em conceber e testar novas maneiras de se comunicar visualmente sobre os problemas fundamentais deste planeta (energia e clima, população e consumo, a relação entre os seres humanos e outras formas de vida).
Ultimamente, Adam Nieman está focado no problema do dióxido de carbono, desenvolvendo uma variedade de maneiras de visualizar os cerca de 80 milhões de toneladas de gases do efeito estufa emitidos diariamente por atividades humanas.

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22/04/2020
O Google celebra o Dia da Terra com um doodle interativo em que mostra o poder das abelhas e como elas, através da polinização, ajudam nosso ecossistema a sobreviver.

17 agosto, 2017

"O homem que matou 1 bilhão de pessoas"

Thomas Midgley Junior (18 de maio de 1889 — 2 de novembro de 1944), engenheiro mecânico e químico estadunidense.
Midgely foi uma figura chave na equipe de químicos, liderados por Charles Kettering, que desenvolveu o chumbo tetraetila, um aditivo para a gasolina, bem como alguns dos clorofluorocarbonos (CFCs).
Ao longo de sua carreira, foi concedida a Midgely mais de uma centena de patentes. Apesar de elogiado por suas contribuições científicas (Priestley Medal, 1941), os impactos ambientais negativos de algumas das inovações de Midgley mancharam seu legado, a ponto de ser conhecido, na cultura popular, como "O homem que matou 1 bilhão de pessoas".
Midgley morreu três décadas antes dos efeitos do CFC na camada de ozônio da atmosfera se tornarem amplamente conhecidos.
Outro efeito negativo do trabalho Midgely foi a liberação de grandes quantidades de chumbo na atmosfera, como resultado da combustão em larga escala de gasolina com chumbo em todo o mundo. Altos níveis de chumbo na atmosfera tem sido associada com sérios problemas de saúde, uma vez que o chumbo se acumula no corpo humano (estima-se que um estadunidense tenha em seu sangue hoje 625 vezes mais chumbo do que uma pessoa que tenha vivido antes de 1923 - data do início da adição de chumbo à gasolina).
J.R McNeill, um historiador do ambiente, observou que Midgley "teve mais impacto na atmosfera do que qualquer outro organismo na história da Terra".
Wikipedia


Em 1940, com a idade de 51, Midgley contraiu poliomielite, que o deixou gravemente incapacitado. 
Isso o levou a inventar um elaborado sistema de cordas e roldanas para ajudar os outros a levantá-lo da cama. Este sistema foi a provável causa de sua própria morte, ao enredá-lo em suas cordas e matá-lo por estrangulamento, com a idade de 55 anos. O chumbo tetraetila e os CFCs foram colocados na ilegalidade, mas não há nenhuma informação de que o invento que o matou foi depois banido.

20 julho, 2015

As atmosferas dos planetas do Sistema Solar

Planeta – Gás dominante
Mercúrio: oxigênio 42%
Vênus: gás carbônico 96%
Terra: nitrogênio 78%
Marte: gás carbônico 95%
Júpiter: hidrogênio 90%
Saturno: hidrogênio 96%
Urano: hidrogênio 83%
Netuno: hidrogênio 80%

Andy Brunning, um professor de química no Reino Unido, criou este gráfico sobre a composição das atmosferas dos planetas em nosso sistema solar. O gráfico também diferencia os "planetas terrestres" dos  "gigantes gasosos" e informa a pressão atmosférica de cada um.

Clique aqui para vê-lo na versão ampliada.

Brunnig edita um blog chamado Compound Interest (Juros Compostos).

10 julho, 2007

Poluição atmosférica rural

Considera-se que há poluição atmosférica quando substâncias estranhas se acumulam no ar como resultado de atividades humanas ou de processos naturais (explosões vulcânicas, por exemplo). Se as concentrações dessas substâncias alcançam determinados níveis no ar, essas substâncias, ditas poluidoras, ao serem respiradas podem comprometer o bem-estar e a saúde dos seres vivos.
Uma dessas fontes de poluição atmosférica é a queima da biomassa, intencional ou acidentalmente. Biomassa é qualquer material derivado de plantas ou animais cuja combustão é produtora de energia. Se, nos centros urbanos, os combustíveis fósseis (utilizados nas fábricas, siderúrgicas, usinas de energia e veículos automotores) são os principais responsáveis pela poluição atmosférica, no meio rural é a queima da biomassa.
Uma queima que pode acontecer em ambientes fechados, sendo exemplos o uso domiciliar da lenha e o trabalho nas carvoarias, ou em ambientes abertos como nas queimadas. No Brasil, as grandes responsáveis pela poluição atmosférica rural são as queimadas. Feitas sob as mais diversas motivações: limpeza de terreno para plantio, renovação de pastagens, eliminação de pragas, supressão de detritos, como técnica de caça e, ultimamente, para a retirada das palhas dos canaviais.
Quando e por quais motivos é queimado um canavial? Na fase de pré-colheita e por razões de segurança e de produtividade. Aliás, a cana-de-açúcar é a única planta que é queimada para depois ser colhida. Do que resulta, nas regiões em que essa prática ocorre, um ônus sanitário representado pelo aumento da poluição atmosférica local. No período de safra da cana-de-açúcar, a média de material particulado alcança 88 microgramas por metro cúbico de ar (o padrão de qualidade é de até 50).
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Cria-se um desafio. De um lado, existem os trabalhos científicos que apontam para um significativo aumento da morbidade respiratória na população rural exposta à queima da biomassa (como acontece com a população urbana ao se expor à queima dos combustíveis fósseis). De outro, encontra-se em forte expansão no Brasil a indústria sucro-alcooleira, a qual requer grandes áreas dedicadas ao cultivo da cana-de-açúcar. Mas há a solução técnica que passa pela progressiva mecanização de sua colheita.
Felizmente, as medidas de controle que estão sendo tomadas (inclusive a regulamentação do setor) movem-se nesse bom sentido.

No Scribd, veja o material de minha palestra POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E MORBIDADE CARDIORRESPIRATÓRIA. Aqui.

13 junho, 2007

Poluição atmosférica urbana

A degradação do ar pela poluição influi, de forma negativa, na qualidade de vida dos habitantes das cidades. Em ocasiões, quando principalmente se associa a condições climáticas críticas, pode inclusive assumir aspectos dramáticos. Por aumentar o adoecimento e a mortalidade relacionadas com enfermidades cardiorrespiratórias, naqueles que estão expostos à poluição atmosférica urbana.
Eis os exemplos mais conhecidos:
Em dezembro de 1930, no Vale do Meuse, uma região da Bélgica, onde havia uma grande concentração de indústrias que utilizavam fornos de carvão e gasogênio, em um período de cinco dias sob condições climáticas desfavoráveis para a dispersão dos poluentes atmosféricos, aconteceu um grande aumento de doenças e mortes por patologias respiratórias. Estas últimas se situaram num patamar dez vezes maior em relação ao dos anos anteriores.
Em janeiro de 1931, em Manchester, Inglaterra, durante nove dias de condições climáticas desfavoráveis, morreram 592 pessoas. Um número também muito superior ao da média histórica da cidade.
Em 1948, em Donora, EUA, uma pequena cidade com grande número de siderúrgicas e fábricas de produtos químicos, uma inversão térmica que produziu uma alta concentração de poluentes sobre a cidade, ocasionou sintomas de doenças cardiorrespiratórias na metade da população local. Registraram-se também 20 mortes, durante os seis dias em que aconteceu esse fenômeno de inversão térmica.
Em dezembro de 1952, em Londres, Inglaterra, ocorreu o mais grave episódio de efeitos nocivos da poluição aérea. A queima de grande quantidade de carvão nos lares londrinos, para enfrentar uma onda de frio de cinco dias, associada a uma inversão térmica, produziu localmente uma densa névoa de material particulado e enxofre. E isso ocasionou um aumento de quatro mil mortes, com relação à média de óbitos em períodos semelhantes, sendo a maioria delas em portadores de bronquite crônica, enfisema pulmonar e doença cardíaca.