Mostrando postagens com marcador deuses. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deuses. Mostrar todas as postagens

19 abril, 2021

Deuses da mitologia indígena brasileira

À época da chegada dos colonizadores europeus, os mais de mil povos indígenas que viviam por aqui já tinham um rico e variado panteão de divindades, todas em estreita ligação com as forças da natureza. 
Alguns deuses tupi-guaranis:
TUPÃ
Chamado de O Espírito do Trovão, Tupã é o grande criador dos céus, da terra e dos mares, assim como do mundo animal e vegetal. Além de ensinar aos homens a agricultura, o artesanato e a caça, concedeu aos pajés o conhecimento das plantas medicinais e dos rituais mágicos de cura.
GUARACI
Filho de Tupã, o deus Sol auxiliou o pai na criação de todos os seres vivos. Irmão-marido de Jaci, a deusa Lua, Guaraci é o guardião das criaturas durante o dia. Na passagem da noite para o dia – o encontro entre Jaci e Guaraci –, as esposas pedem proteção para os maridos que vão caçar.
JACI
É a deusa Lua e guardiã da noite. Protetora dos amantes e da reprodução, um de seus papéis é despertar a saudade no coração dos guerreiros e caçadores, apressando a volta para suas esposas. Filha de Tupã, Jaci é irmã-esposa de Guaraci, o deus Sol.
CEUCI
Protetora das lavouras e das moradias indígenas, Ceuci foi comparada pelos colonizadores católicos à Virgem Maria, por ter dado à luz de maneira milagrosa: seu filho, Jurupari – espírito guia e guardião –, nasceu do fruto da cucura-purumã (árvore que representa o bem e o mal na mitologia tupi).
ANHANGÁ
Inimigo de Tupã, Anhangá é o deus das regiões infernais, um espírito andarilho que pode tomar a forma de vários animais da selva. Apesar de ser considerado protetor dos animais e dos caçadores, é associado ao mal. Se aparece para alguém, é sinal de desgraça e mau agouro.
SUMÉ
Responsável por manter as leis e as regras, Sumé também trouxe conhecimentos como o cozimento da mandioca e suas aplicações. Em virtude da desobediência dos indígenas, Sumé um dia partiu – saiu caminhando sobre o oceano Atlântico, prometendo voltar para disciplinar os índios.
Além dos tupis e dos guaranis – dois dos grupos mais importantes –, outros povos indígenas deixaram um legado mitológico que permanece vivo até hoje entre os mais de 450 mil índios que habitam nosso território.

Em 13/02/2019, Twitter publicou esta thread de @cacocardassi: Você conhece os deuses da mitologia indígena brasileira?

04 junho, 2019

As profissões dos deuses egípcios

Um deus egípcio podia ter uma segunda ocupação. E se eles, na verdade, foram também vidraceiros?

06 abril, 2016

Zeus é fiel

"O preço da fidelidade é a eterna vigilância." Millôr

Zeus teve muitos amores e filhos. Muitas vezes, Zeus se relacionava com mortais gerando semideuses e heróis.
com Métis (Sabedoria) sua primeira esposa:
- Atena (deusa da sabedoria, da justiça, das batalhas, da vitória; nascida das têmporas de Zeus, depois que este engoliu Métis grávida, com medo de que a filha fosse mais poderosa que ele, mesmo assim, depois de algum tempo Atena nasceu).
com Têmis (Equidade, das leis):
- Horas
- Moiras
com Eurínome (Beleza e Alegria de Viver):
- Cárites
com Mnemósine (Domínio das Artes):
- As 9 Musas
com Leto (Dia e Noite) os gêmeos:
- Apolo (deus do Sol, da luz e dos oráculos e mânticos, também da música, da poesia e da profecia além de protetor das musas; um deus muito belo, que personificava o ideal grego de beleza masculina).
- Ártemis (deusa da Lua e da caça, da castidade, dos animais selvagens; permaneceu eternamente virgem).
com Deméter (deusa da Fecundidade):
- Perséfone (deusa relacionada à fecundidade da terra, esposa de Hades; passava quatro meses do ano com o marido causando o outono/inverno, pois sua mãe Deméter entrava de luto e a terra não produzia; no restante do ano, ela voltava ao Olimpo e ficava com mãe sua causando a primavera/verão).
com Hera (Hierogamia - o Grande Casamento):
- Hebe (Deusa da Juventude).
- Ilitia (Deusa do Parto).
- Ares (Deus da Guerra, das batalhas. Seu símbolo era o cão ou o abutre. Pai de Rômulo e Remo, fundadores de Roma).
- Hefesto (Deus dos Ferreiros, dos metais, da metalurgia, do fogo, criador das Tecnologias. Suas forjas depois de derrubado do Olimpo por Zeus foram colocadas no monte Etna, onde era auxiliado pelos Ciclopes).
com Maia (Conhecimento do Visível e do Invisível):
- Hermes (mensageiro dos deuses, deus do comércio; o seu símbolo era o caduceu - hoje alguns acham que é o símbolo da medicina, mas erroneamente, pois o símbolo da medicina é o cajado de Asclépio, que se difere principalmente no fato de ter apenas uma serpente, diferente do cetro de Hermes que possui duas), também era o protetor dos ladrões, viajantes e mercadores.
com a mortal Alcmena (Força e Destemor):
- Héracles (O Grande Herói), depois da sua morte foi divinizado, indo para o Olimpo onde se casou com a deusa Hebe (Juventude).
com a mortal Dânae (Inteligência e Poder):
- Perseu, o herói matador da medusa Górgona e libertador da princesa Andrômeda com quem se casou;ao morrer foi colocado nos céus entre as estrelas.
com a mortal Sêmele (Vinho e Alegria)
- Dionísio (Deus do vinho, das festas, da loucura, da embriaguez e das orgias. Era servido por mulheres, as Ménades, e pelos Sátiros, seus irmãos adotivos). As festas do mundo greco-romano aconteciam, geralmente, em sua homenagem. Seus símbolos são as uvas, as parreiras, o vinho e a pele de leopardo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Genealogia_dos_deuses_gregos

Ver também: 
O menino Zeus

17 novembro, 2015

Os loucos estão deuses

Fernando Gurgel Filho
Ah, esses deuses tão seletivos
Que matam e vingam outros deuses, outras ideias, outros ideais...
Ah, esses deuses que não têm família e amigos para chorar
E, se os tivesse, não lamentariam suas dores
Porque, sendo deuses, podem ser psicóticos e muito perigosos
Justificando os fins, quaisquer meios empregados
Porque, sendo deuses, podem agir como o ser humano que os criou
Justificando, enfim, quaisquer atos e assassinatos.

20 setembro, 2014

Uma cena mítica da Mesopotâmia

Provavelmente é uma cena mítica, uma vez que diversos símbolos divinos ocorrem no desenho:
A estrela de oito pontas indica a deusa da estrela Vênus Inana/Ishtar; a lua crescente, o deus Nanna-Sin; o disco solar sobre ele, o deus do sol Utu; e o peixe, provavelmente, o deus das águas doces da sabedoria En-ki. Uma figura entronizada, provavelmente do sexo feminino, compartilha uma jarra de cerveja com uma figura masculina. Outra figura parece segurar um jarro com intenção de verter para o frasco. A cena poderia ser da "Epopéia de Gilgamesh", quando Gilgamesh encontrou o taberneiro Siduri no final da terra, em uma região montanhosa, daí o cabrito montês acima do frasco de cerveja. Siduri seria, então, a figura sentada e em vestido de babados a beber com Gilgamesh. A imagem é emoldurada em um dos lados por cobras enroladas.
Mesopotâmia, segundo milênio a.C. Matrifocus
Entenderam ou querem que eu dê fim a esse desenho?

09 março, 2013

A Deusa do Telefone

Na década de 1940, Alonzo Earl Foringer (1878-1948), um ilustrador de New Jersey, USA,  retratou a Deusa do Telefone.
Um ser de estonteante beleza, uma divindade que, à época, de fato existia.
Foi o telemarketing que a transformou numa inexpressiva figura da mitologia do século 20.


O telemarketing e alguns usuários inconvenientes da companhia telefônica!
Quem vocês pensam que estava no outro lado do fio na última vez em que ela foi vista?
Eu tenho uma ideia.

08 novembro, 2012

Os deuses poluem?

Cientistas estão preocupados com a poluição das águas na Índia causada pela imersão de ídolos em lagos e rios e suas consequências para a saúde pública. Eles esperam, talvez orando, que possam harmonizar suas preocupações médicas com as prioridades religiosas da maioria dos hindus.
A maior parte de suas investigações tem incidido sobre as imagens do Senhor Ganesh, o deus com cabeça de elefante, principalmente diante do que acontece no Ganesh Chaturthi, uma celebração anual a este deus, que envolve grandes festas públicas em muitas partes do país.


Os pesquisadores também olham, com muito interesse, os efeitos da imersão de outros ídolos como, por exemplo, os que representam a deusa Durga.
As estátuas multicoloridas dos deuses contribuem para os altos níveis de metais pesados que são encontrados nas águas em que foram imersas. E os autores de um estudo gostariam de "educar os fabricantes de ídolos para que fizessem ídolos pequenos, de argila não cozida e de rápida dissolução, e com pigmentos naturais utilizados em produtos alimentares".

14 junho, 2011

Os deuses gregos



Que tempos, meus deuses! Caos organizando seu próprio caminho, os Titãs à solta por aí e Zeus (na gravura, com Hera), o mulherengo, traçando todas em sua época...
La Historia con Mapas tenta explicar visualmente como se formou a intrincada família dos deuses gregos. Com a apresentação dos três quatro mapas genealógicos possíveis.

12 junho, 2008

Trovoada

Será que os trovões da madrugada de 06/06/08 foram para assinalar a sua chegada aos 60?
(De Marcelo para Paulo Gurgel)

Questionou-me o meu irmão Marcelo se a trovoada das primeiras horas do dia 6 estava a assinalar a minha chegada aos 60 anos.
Claro que não.
Desconheço como as forças da Natureza possam se reunir para a produção de raios e trovões. E se, quando o fazem, alguma vez têm esse propósito de render homenagens a alguém.
É o tipo da manifestação que, em campo aberto, pode até fulminar o homenageado.
Por essa e outras, não tive nem coragem de ir à varanda do apartamento para dar uma espiada no grande espetáculo. Seria confiar demais na eficiência do para-raios do meu edifício. E permaneci deitado, enquanto durou o evento, a bem dizer aterrorizado com tantos clarões e ribombos.
O que aconteceu em Fortaleza na madrugada do dia 6 teve proporções bíblicas, faltando apenas que abrissem as comportas do céu para termos o Dilúvio 2.
Acredito inclusive que possa ter havido uma conjuração desta turma: Zeus, com suas faíscas, Thor, com seu martelo bumerangue, Quetzacoatl, com seu nome impronunciável, e também o nosso deus Tupã. Este último, porém, como uma forma de reabilitação.
Uma força que os companheiros deram para que ele voltasse a ser o deus brasileiro do trovão. Um nome respeitado por todos, como nos velhos tempos em que aqui se falava a Língua Geral. E não um mero nome que hoje os pobres gostam de botar em seus cachorros.