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23 julho, 2026

Recuperando poços

Sayan Hazra / Nature Briefing

O engenheiro civil Vishwanath Srikantaiah trabalha com comunidades locais para revitalizar poços históricos, que antes corriam o risco de serem aterrados e cobertos por novas construções.
"Nesta foto, estou visitando um poço que antes estava abandonado, conhecido como Poço das Três Árvores, ao norte de Bengaluru, na Índia", conta ele. O trabalho da população local "foi recompensado com a reconexão do poço ao aquífero subterrâneo, trazendo água novamente para a comunidade. Esta é uma história de sucesso, e precisamos de mais casos como esse."

24 janeiro, 2025

Sermão do Bom Ladrão

No “Sermão do Bom Ladrão”, proferido na Igreja da Misericórdia de Lisboa perante D. João IV e sua corte, Padre Antônio Vieira valeu-se dos modos verbais para discorrer sobre um problema muito persistente:

“Encomendou el-rei D. João III a São Francisco de Xavier o informasse do estado da Índia; e o que o santo escreveu de lá, sem nomear ofícios nem pessoas, foi que o verbo ‘𝘳𝘢𝘱𝘪𝘰’ [roubar] na Índia se conjugava por todos os modos…

“Tanto que lá chegam, começam a furtar pelo modo indicativo, porque a primeira informação que pedem aos práticos é que lhes indiquem caminhos por onde podem abarcar tudo. Furtam pelo modo imperativo, porque, como têm o império, aplicam-no despoticamente às execuções da rapina.

“Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam quanto lhes mandam, e, para que mandem todos, os que não mandam não são aceitos. Furtam pelo modo optativo, porque desejam quanto lhes parece bem e, gabando as coisas desejadas aos donos delas, por cortesia, sem vontade, as fazem suas.

“Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu pouco cabedal com o daqueles que manejam muito, e basta só que ajuntem a sua graça, para serem quando menos meeiros na ganância. Furtam pelo modo potencial, porque, sem pretexto nem cerimônia, usam de potência.

“Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem. Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos.” — Padre Antônio Vieira, Sermão do Bom Ladrão (1655)

30 novembro, 2021

pira vs. forca


Durante o domínio colonial britânico do subcontinente indiano, a antiga tradição Sati do Hinduismo ainda era praticada: a queima de viúvas vivas nas piras funerárias de seus maridos mortos.
Os britânicos - horrorizados com essas práticas bárbaras - aprovaram lei proibindo essa tradição Sati. Isso enfureceu sacerdotes hindus, que reuniram uma grande multidão para protestar contra a interferência em sua religião.
Então, Sir Charles Napier disse:
Vocês dizem que é seu costume incinerar as viúvas. Pois muito bem. Nós também temos um costume: quando homens queimam uma mulher viva, passamos uma corda em volta do pescoço deles e os enforcamos. Construam sua pira funerária; pois ao lado dela meus carpinteiros construirão um patíbulo. Vocês podem seguir seu costume. E nós seguiremos o nosso.
– Sir Charles James Napier, Comandante das forças britânicas na Índia, 1843–1847.

03 novembro, 2021

O milagre de Purun Baghat

Escrito em maio de 1894, enquanto Kipling estava de férias em Vermont, morando perto de seus pais em Tisbury, Wiltshire. Publicado no Pall Mall Gazette e no Pall Mall Budget, em 18 de outubro de 1894, e no New York World em 14 de outubro, com o título "Um milagre dos dias atuais". Na publicação em Pall Mall a história tinha ilustrações de Cecil Aldin.

Purun Dass é um brâmane de alta casta, altamente educado e uma figura poderosa como primeiro-ministro de um dos Estados nativos semi-independentes. Então, no auge de sua carreira, ele deixa de lado todas as posses, pega um cajado e uma tigela de mendicância e se torna um santo homem errante, "Purun Bhagat", dependendo da caridade para viver. Por fim, ele chega ao alto Himalaia, de onde seu povo tinha vindo, e encontra um santuário deserto  numa aldeia da montanha, onde passa a morar. Por muitos anos ele viveu lá, alimentado pelos devotos aldeões, fazendo amizade com as criaturas selvagens ao redor, macacos, veados e ursos, e ponderando sobre o significado da existência.
Então, um ano vêm semanas e semanas de chuva, e uma noite ele é acordado pelas criaturas selvagens e vê que a montanha está prestes a deslizar. Ele desce rapidamente a encosta na chuva gelada. Com toda a autoridade de sua vida de antes, ele acorda os aldeões adormecidos e os incita a deixarem o vale. Eles fazem isso bem a tempo, antes que um grande deslizamento de terra aconteça. As pessoas agora estão seguras em um terreno elevado, mas o Baghat, extenuado por seus esforços, está morto. Eles constroem um santuário em sua memória, mesmo não sabendo que, anteriormente, ele foi o brâmane Sir Purun Dass.
Comentários: http://www.kiplingsociety.co.uk/rg_purun1.htm

12 fevereiro, 2020

O mistério do número 6174


Este número parece a princípio não ter nada de especial, mas ele intriga matemáticos e entusiastas da teoria dos números, desde 1949. Por quê?
É conhecido como a Constante Kaprekar, batizada em homenagem àquele que descobriu a misteriosa beleza do número 6174 e a apresentou na Conferência Matemática de Madras em 1949, o matemático Dattatreya Ramchandra Kaprekar (1905-1986), um viciado confesso na teoria dos números.
"Um bêbado quer continuar bebendo vinho para se manter naquele estado agradável. O mesmo vale para mim quando se trata de números", ele costumava dizer.
Kaprekar era um professor de uma pequeno povoado indiano e era frequentemente convidado a falar em outras escolas sobre seus métodos únicos e observações numéricas fascinantes. No entanto, vários matemáticos indianos riam de suas ideias, chamando-as de triviais.
Demonstração
Escolher um número de quatro algarismos em que nenhum esteja repetido. Por exemplo, o número 8523.
A seguir, reordenar os quatro algarismos para se obter o maior e o menor número possíveis.
Subtrair um do outro. No caso: 8532 - 2358 = 6174
Sempre se chega a 6174. Se não for na primeira conta, chega-se em sete vezes no máximo (em três, na média).
Talvez sejam: é fato que, apesar de a Constante de Kaprekar ser surpreendente e nos levar a suspeitar por trás dela esteja um grande teorema, pelo menos até agora nunca revelou nada.
Mas nem tudo tem que ser útil para ser divertido e interessante. Kaprekar se tornou conhecido dentro e fora da Índia, porque muitos outros matemáticos acharam suas ideias intrigantes. E, como ele, continuaram brincando com os números.
Yutaka Nishiyama, da Universidade de Economia de Osaka, no Japão, por exemplo, que usou um computador para ver se havia um número limitado de etapas para alcançar 6174. Ele estabeleceu assim que o número máximo de passos é 7, ou seja, se você não alcançar 6174 após usar a operação sete vezes, você terá cometido um erro nos seus cálculos e deverá tentar novamente.
(https://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades)
A Constante de Kaprekar e Testando a Constante

17 agosto, 2019

Um crime em família

Deu no hindustantimes:

A SEGUNDA ESPOSA DE UM HOMEM ASSASSINA A TERCEIRA ESPOSA COM A AJUDA DE DUAS FILHAS DA PRIMEIRA ESPOSA E DO NAMORADO DE UMA DAS FILHAS

Eu posso estar errado, mas eu suspeito de que este é um relacionamento polígamo (comum em algumas partes do mundo).
Parece que o homem de Mumbai é (foi?) casado com três mulheres, havendo geração de filhas em seu primeiro casamento. Isto em si não é um problema (numa sociedade poligâmica).
A questão é que depois que ele casou com a esposa 3, ele essencialmente negligenciou a esposa 2 - de uma perspectiva de relacionamento e de uma perspectiva financeira. Suspeito (por não estar afirmado diretamente no artigo) de que ele, de maneira semelhante, tenha também negligenciado a esposa 1, e é por isso que as duas filhas se envolveram no crime. Quanto à participação do namorado de uma destas, é provável que ele estivesse querendo ganhar pontos para ser aceito como agregado.
Conclusão
Dentro das sociedades poligâmicas, o homem deve tratar todas as esposas igualmente.

20 julho, 2017

Santosh Park

Vista aérea do bairro Santosh Park, área de Uttam Nagar, em Deli, Índia:


Muitos de seus moradores provavelmente nunca viram uma árvore.
Lembra um subúrbio de Coruscant, a capital da República, em Star Wars. O planeta inteiro é uma única cidade da qual os seres humanos partiram para povoar a Galáxia. Seus oceanos foram drenados para gigantescas cavernas subterrâneas e o planeta, felizmente, tem placas tectônicas bem comportadas.

09 junho, 2017

Continue, PG Wodehouse

Boas notícias da Índia
Minha agência de clipping me enviou o recorte de uma coluna de um jornal indiano com a notícia de que uma vaca entrou no bangalô de um tal Verrier Elwyn, que vive em Patengarth, Mandla District, e comeu um exemplar de "Carry On, Jeeves".
A vaca selecionou-o em uma prateleira que continha, entre outras obras, livros de Shakespeare, Thomas Hardy e Henry Fielding.
Um tributo impressionante é como eu vejo isso.

- PG Wodehouse para William Townend, em 3 de setembro de 1929

PG Wodehouse foi um prolífero escritor inglês que teve enorme sucesso de público em uma carreira que durou mais de setenta anos. Uma de seus livros foi "Carry On, Jeeves", de 1925, uma coleção de dez contos.

25 julho, 2016

A provável quebra do recorde de plantação de árvores em um só dia

Centenas de milhares de estudantes, funcionários governamentais e voluntários reuniram-se no estado mais populoso da Índia, Uttar Pradesh (UP), em 11 de julho, para quebrar o recorde mundial do Guinness em plantação de árvores.
Eles acreditam ter plantado 50 milhões de mudas em florestas e ao longo de vias férreas e estradas do país, em 24 horas, e quebrado o recorde anterior do Departamento Florestal de Sindh, no Paquistão, das relativamente insignificantes 847.275 árvores plantadas em 24 horas, em 2012.
Na Conferência sobre Mudanças Climáticas em Paris, o governo indiano comprometeu-se a aumentar a cobertura florestal em 95 milhões de hectares até 2030, e para a qual o governo reservou US $ 6,2 bilhões.
"Este evento de plantação em massa é um grande passo para atingir tal objetivo". disse Akhilesh Yadav, ministro-chefe de UP, aos participantes do evento, "O mundo se deu conta de que são necessários esforços sérios para reduzir as emissões de carbono e mitigar seus efeitos sobre a mudança climática global".
Conforme o oficial florestal sênior Sanjeev Saran, os locais de plantação de árvores serão monitorados através de fotografias aéreas, em intervalos regulares, para acompanhar as taxas de sobrevivência das mudas.
As contas do Guinness World Records também controlam com precisão esses números. "Estamos tentando manter a total transparência. Eles estão no campo e estão supervisionando as unidades do plantio", confirma Saran. "Não sabemos quem são nem onde estão em qualquer momento. Eles estão trabalhando incógnitos, e isso nos convém."
Pode levar até dois meses para que o Guinness Book of World Records e seus incógnitos auditores verifiquem e declarem o novo recorde mundial.

Indian State Planted Guinness World Record-Breaking 50 Million Trees in One Day, por Nidhi Goyal. In: www.industrytap.com
(matéria enviada por Jaime Nogueira)

03 fevereiro, 2016

O carro Zica

Zica, o mais recente carro hatch da Tata Motors, está no centro de uma discussão.
A Tata Motors, que é a maior montadora de veículos da Índia, está prestes a lançar este novo modelo de automóvel. E, para apresentá-lo ao público, providenciou uma grande campanha publicitária que tem como protagonista o craque argentino Leonel Messi.
Mas as coisas foram ficando embaraçosas, quando o vírus Zika, originário de uma floresta de Uganda, começou a fazer manchetes em todo o mundo. No Brasil, onde muitos casos da doença pelo vírus vem acontecendo, foi descoberto que ele, entre outros problemas, causava microcefalia em recém-nascidos. E a ONU, sem demora, declarou que o Zika era responsável por "uma emergência de saúde pública de âmbito internacional".
Os nomes do carro e do vírus são muito parecidos. Essa homofonia é preocupante. Poderia o nome comprometer as vendas do veículo? Em vista disso, os gestores da montadora em Nova Deli e Bombaim se reuniram para discutir sobre "o que fazer".
Foi proposto mudar o nome do carro, mas essa mudança não foi decidida. Ainda avaliam a situação.

Já houve outros desastres na escolha de nomes para carros, tanto na Índia quanto no exterior: Skoda Laura, que na Índia(?) significa pênis, Pajero, da Mitsubishi, que significa punheteiro em espanhol, Creta, da Hyundai, que é gíria para a genitália feminina, pelo menos na República Dominicana, e Nova, da General Motors, que em espanhol quer dizer "Não vá".
Como veem, mudar o nome não virou regra. Mas não apostem nisso.

16 março, 2015

Casamentos interrompidos na Índia

1
Uma noiva indiana abandonou a cerimônia de casamento depois que o noivo não conseguiu resolver um problema de matemática.
Eis a questão que ela perguntou para testar o noivo em habilidades matemáticas: Quanto é 15 + 6?
E a resposta dele: 17.
O incidente ocorreu no dia 11, na vila Rasulabad, perto da cidade industrial de Kanpur, no norte do estado de Uttar Pradesh.
A família do noivo tentou convencer a noiva a voltar para a cerimônia, mas ela recusou. Ela disse que o noivo lhe tinha enganado sobre a educação. "A família do noivo nos manteve nas trevas sobre a sua péssima educação", disse Mohar Singh, o pai da noiva. "Mesmo um aluno de primeira série sabe responder isso."
A polícia local mediou o conflito entre as duas famílias. Inclusive a devolução dos presentes que haviam sido trocados antes do casamento.
2
No mês passado, uma outra noiva em Uttar Pradesh casou-se com um convidado depois que o noivo original teve uma convulsão e desmaiou no local do casamento.
A família do noivo não lhe tinha revelado que o noivo era epiléptico. Enquanto o noivo era levado às pressas para um hospital na cidade de Rampur, a noiva pediu a um dos convidados do casamento para ocupar o cargo vago e se casou com ele.
Muitos dos casamentos na Índia são arranjados pelas famílias da noiva e do noivo. Com exceção de breves encontros, o casal fica a se conhecer muito pouco antes das núpcias.

24 fevereiro, 2015

Uma partilha em Mumbai

Um homem no leito de morte, em um hospital de Mumbai, tendo ao lado a esposa, três filhos e uma enfermeira.
Diz o homem: (ao filho mais velho) Você fica com os 15 bangalôs em Borivali... (à filha): Você fica com os 8 bangalôs em Juhu... (ao filho caçula): Você fica com os 20 escritórios em Nariman Point... (à esposa): Minha doce Kavita, você fica com os 11 apartamentos do nosso prédio em Lokhandwala...
Bastante impressionada com o que ouve, diz a enfermeira: (à esposa): Você tem sorte de ter um marido, que é tão rico e que está lhe deixando tantas propriedades.
Responde a esposa: Que rico, que nada!  Ele está distribuindo as responsabilidades com a entrega do leite para seus clientes a partir de amanhã.

25 janeiro, 2015

O maior turbante do mundo

Avtar Singh Mauni, de Punjab, na Índia, é o orgulhoso proprietário do maior turbante do mundo. Um turbante de não menos de 645 metros de tecido, pesando 100 quilos e que levou um período de 16 anos para ele montar.
Ele precisa de seis horas apenas para colocá-lo na cabeça.
O devoto sikh, de 60 anos, é bastante orgulhoso de seu incomum turbante multicolorido. Ele declarou que vai usá-lo até não mais poder.
"Eu não considero isso um fardo. Eu sou mais feliz ao usá-lo", explicou.
A maioria das pessoas que seguem o sikhismo usam turbantes, mas de um comprimento mais gerenciável - entre 5 e 7 metros. Mesmo o que foi anteriormente o mais longo turbante do mundo se conteve na razoabilidade dos 400 metros.
Em sua estratégia para quebrar o recorde, Avtar Singh optou por encompridar o seu turbante por etapas.


Digamos que foi assim: pano com pano num desenho mágico.

13 janeiro, 2015

Pontes de raízes - 2

Você vê esta ponte que está sendo atravessada por crianças?

Mawsynram, Meghalaya, na Índia

A ponte está viva. Como as chuvas logo apodrecem a estrutura de madeira das pontes, os moradores do lugar desenvolveram, ao longo dos séculos, a capacidade de moldar e tecer pontes a partir de árvores vivas. Neste exemplo, raízes de seringueiras foram "treinadas" para crescer sobre o rio, em substituição à estrutura de madeira da ponte, a qual apodrece em poucos anos.
O estado de Meghalaya, na Índia, é supostamente o lugar mais chuvoso da Terra. A aldeia de Mawsynram em Meghalaya recebe cerca de 4.670 milímetros de chuva por ano. E os operários que trabalham ao ar livre usam, muitas vezes, guarda-chuvas de corpo inteiro feitos de bambu e folhas de bananeira.
O fotógrafo Amos Chapple visitou Mawsynram. Ele publicou 18 de suas fotos em The Atlantic. Você pode vê-las todas aqui.

Pontes de raízes - 1 (onde se lê que os recordes de chuvas conferidos pelo Guinness estão/estavam com Cherrapunji, também na Índia).

26 setembro, 2014

Índia coloca satélite orbitando Marte

O programa espacial da Índia conseguiu, na primeira tentativa, o que outros países tentam há anos: enviar uma missão operacional para Marte.
O satélite Mangalyaan foi confirmado na órbita do planeta vermelho na terça-feira. Um feito considerável.
A missão foi orçada em 4,5 bilhões de rúpias (cerca de US$ 74 milhões), o que, para os padrões ocidentais, é incrivelmente barato.
A sonda americana Maven, que chegou a Marte na segunda-feira, custou quase dez vezes mais.
E o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, aproveitou para dizer que uma "aventura na vida real" da Índia custava menos do que um filme de ficção de Hollywood. "Gravidade", por exemplo, foi orçado em US$ 100 milhões.

Mar(vellou)s!
Estudantes de Chennai saúdam os cientistas espaciais do país

Como a Índia fez isso?
Why India's Mars mission is so cheap - and thrilling, by Jonathan Amos. BBC News

30/09/2014 - Atualizando...
A primeira missão indiana interplanetária pode ser seguida no Twitter como Mars Orbiter. A Índia assim se junta aos Estados Unidos, Rússia e Europa, entre os países e agências espaciais que enviaram missões espaciais a Marte. No caso indiano, o sucesso foi conseguido na primeira tentativa.

18 agosto, 2014

Enclaves

Imagem: Wikimedia Commons
A Índia contém 92 enclaves bengalis e Bangladesh contém 106 enclaves indianos.
O caso mais exacerbado é o de Dahala Khagrabari: trata-se de um enclave indiano (de terceira ordem) em um enclave de Bangladesh (de segunda ordem) em um enclave indiano (de primeira ordem) inserido no território principal de Bangladesh.
Deve ser um pesadelo para a aduana de lá.

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Convite à imaginação



Tecnicamente: enclave x exclave
C é um exclave de B e enclave de A. Se C se tornar um país independente, continuaria sendo um enclave, mas deixaria de ser um exclave de B.

04 agosto, 2013

As três palavras mais mortais do mundo

- É uma menina!
Na Índia, China e várias outras partes do mundo, meninas são abortadas, mortas ou abandonadas simplesmente porque são meninas. As Nações Unidas estimam que atualmente cerca de 200 milhões de meninas inexistem no mundo por causa deste chamado "generocídio".
A guerra contra as meninas está enraizada numa tradição de séculos, sustentada por uma dinâmica cultural profundamente arraigada, que, em combinação com políticas governamentais perversas, contribuem para a eliminação das meninas.
Rodado em locações na Índia e na China, o filme-documentário "It's a girl!" ("É uma menina!") apresenta essa questão. E pergunta por que isso está acontecendo e por que tão pouco está sendo feito para salvá-las.


O trailler do filme: com a cena de uma mulher indiana que, incapaz de conter o riso, confessa ter matado oito filhas.

07 junho, 2013

Caminhadas coreografadas

Wagah (na Índia) ou Wahga (no Paquistão) é uma aldeia por onde passa a Linha Radcliffe, a polêmica linha que separa a Índia do Paquistão.
Em 1947, com a partição da Índia, a vila foi também dividida. A metade oriental da aldeia permaneceu na República da Índia, enquanto a metade ocidental ficou no Paquistão.
O local é particularmente conhecido por uma cerimônia que acontece no portão da fronteira, ao pôr do sol, diariamente.
O comediante Michael Palin assistiu à cerimônia e chamou-a de “um ato de desprezo laboriosamente coreografado”!
Grato a Germano Gurgel pela lembrança do assunto.



É inevitável a comparação dessa coreografia dos soldados indianos e paquistaneses com a dos personagens do esquete "O Ministério das Caminhadas Bobas", do grupo Monty Python.