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07 abril, 2026

Qual é o país mais redondo?

Em 2016, Gonzalo Ciruelos, estudante de ciência da computação da Universidade de Buenos Aires, calculou que o país mais redondo do mundo é Serra Leoa. Com um índice de circularidade de 0,934 em uma escala de 0 a 1.
Ele se inspirou em David Barry, que descobriu que o país mais retangular do mundo é o Egito. Com 0,955 na mesma escala.
Suponho que cada país tenha seu motivo para ser famoso.

Gonzalo Ciruelos, “What is the roundest country?”, Math Horizons

20 março, 2024

O Ranking Mundial da Felicidade em 2024

Os brasileiros estão (um pouco) mais felizes – essa foi a constatação do World Happiness Report de 2024, estudo anual que classifica a felicidade global em 143 nações ao redor do mundo. Em comparação com o ano passado, o Brasil subiu cinco posições e foi do 49º ao 44º lugar.

Supervisionado pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o relatório é lançado todos os anos em homenagem ao Dia Internacional da Felicidade, comemorado sempre em 20 de março.

Em 2024, o top 10 da lista é bem semelhante às classificações dos últimos cinco anos (mesmo antes da pandemia), com os mesmos países nórdicos ocupando os primeiros lugares. A Finlândia (imagem) encabeça o ranking pela sétima vez consecutiva.

Várias razões justificam a liderança da Finlândia no relatório, como a alta recompensas de altos impostos e planejamento urbano que fazem as pessoas se sentirem saudáveis ​​e seguras.

Entre as mudanças mais significativas na edição, essa é a primeira vez que os Estados Unidos não estão no top 20 desde que o relatório começou a ser publicado, em 2012.

Já o Afeganistão continua na parte inferior do ranking geral, como a nação “mais infeliz” do mundo.

Leia mais em: Forbes 

26 fevereiro, 2024

Grupos Globais

O G7 (Grupo dos Sete) e o G20 (Grupo dos Vinte) são dois fóruns internacionais compostos por diferentes países. Abaixo estão listados os países membros de cada grupo:

G7 (Grupo dos Sete):
Canadá
França
Alemanha
Itália
Japão
Reino Unido
Estados Unidos
O G7 é composto pelas sete economias mais avançadas do mundo e tem como objetivo discutir questões econômicas e políticas globais.

G20 (Grupo dos Vinte):
África do Sul
Alemanha
Arábia Saudita
Argentina
Austrália
Brasil
Canadá
China
Coreia do Sul
Estados Unidos
França
Índia
Indonésia
Itália
Japão
México
Reino Unido
Rússia
Turquia
União Europeia (representada por seus membros)
O G20 é composto por 19 países, incluindo a União Europeia, além de convidados especiais. É um fórum mais abrangente que inclui economias desenvolvidas e em desenvolvimento e tem como objetivo promover a cooperação econômica global e abordar desafios financeiros e políticos.

12 outubro, 2022

O corredor de Neum

A Iugoslávia se desintegrou em 6 nações e a Bósnia Herzegovina ficou sem acesso ao Mar Adriático.
Trocou uma faixa de seu território com a Croácia e assim obteve acesso ao mar.
A faixa anexada que corta a Croácia por aproximadamente 9 km é chamada de corredor de Neum, a cidade litorânea bósnia. Para os turistas com orçamento apertado, Neum é uma ótima opção de parada: hotéis, refeições e passeios costumam ser mais baratos que nos países vizinhos e a beleza do local é imperdível.


Pode ser uma solução entre Bolívia e Chile?

20 fevereiro, 2021

Países com nomes terminados em "istão"

Quem colocou o "istão" no Afeganistão?
Não sei sobre o primeiro, mas podemos agradecer aos proto-indo-europeus que o fizeram por último. Essas pessoas falavam o idioma proto-indo-europeu (PIE), um idioma pré-histórico eurasiano que os linguistas reconstruíram.
A raiz PIE, st?-, ou "stand" ("ficar"), encontrou seu caminho em muitas palavras nos vários descendentes linguísticos. Em russo, -stan significa "assentamento" e outras línguas eslavas o usam para significar "apartamento" ou "estado". Em inglês, a raiz foi emprestada para fazer "stand", "state", "stay" e outras palavras. Os antigos povos indo-iranianos - descendentes de proto-indo-europeus que se mudaram para o leste e o sul da estepe eurasiana - usavam-no para significar "lugar" ou "lugar de". É esse significado que é usado para os nomes dos países modernos com "istão", que o obtiveram por descendência linguística (Urdu e Pashto, as respectivas línguas oficiais do Paquistão e do Afeganistão, ambos descendem da língua indo-iraniana) ou por adoção (como nos países ex-soviéticos com "istão", que são historica e etnicamente turcos e falam línguas da família turca).
Portanto:
Leia a íntegra do artigo em Why do so many countries end in "-stan"?

28 setembro, 2020

Mercator - com inserção do tamanho real dos países


Há diversas projeções cartográficas (Mollweide, Narukawa etc.) para representar a Terra, sendo a mais famosa delas a projeção de Mercator, que é mostrada acima.
Amplamente usada nas cartas marítimas, o problema da projeção de Mercator é que ela distorce o tamanho dos países. Perto do Equador, está tudo ok, mas, quando você começa a se aproximar dos polos, tudo fica distorcido.
A Groenlândia, por exemplo, parece maior do que a América do Sul, onde estão o Brasil e mais onze países.
O mapa abaixo insere o tamanho real dos países na projeção de Mercator:


06 abril, 2020

Inventário de armas nucleares

No alvorecer da era nuclear, os Estados Unidos esperavam manter o monopólio de sua nova arma, mas os segredos e a tecnologia para fabricar armas nucleares logo se espalharam. Os Estados Unidos realizaram sua primeira explosão de testes nucleares em julho de 1945 e lançaram duas bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945.
Apenas quatro anos depois, a União Soviética realizou sua primeira explosão de testes nucleares. O Reino Unido (1952), França (1960) e China (1964) vieram em seguida. Buscando evitar que as armas nucleares se expandissem ainda mais, os Estados Unidos e outros estados de pensamento semelhante negociaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em 1968 e o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT, em inglês) em 1996.
Índia, Israel e Paquistão nunca assinaram o TNP e possuem arsenais nucleares. O Iraque iniciou um programa nuclear secreto sob Saddam Hussein antes da Guerra do Golfo Pérsico em 1991. A Coréia do Norte anunciou sua retirada do TNP em janeiro de 2003 e testa dispositivos nucleares desde aquela época. O Irã e a Líbia têm perseguido atividades nucleares secretas em violação dos termos do tratado, e a Síria é suspeita de ter feito o mesmo.


Em 2018, o estoque mundial de armas nucleares foi estimado em 15.000. Cerca de 13.000 (90%), entre os Estados Unidos e a Rússia, e o restante distribuído entre outros sete países: França, China, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte. Destas armas, 5.000 foram consideradas ativas e as demais estavam "em fase de desmantelamento".

11 junho, 2018

O mapa dos endônimos

Um endônimo (endonym) é o nome de um lugar, site ou local no idioma das pessoas que moram lá. Esses nomes podem ser oficialmente designados pelo governo local ou podem simplesmente ser amplamente utilizados.
Este mapa descreve endônimos dos países do mundo em suas línguas oficiais ou nacionais. Nos casos em que um país tem mais de uma língua nacional ou oficial, a linguagem mais usada pela população local é mostrada.
Alguns fatos de linguagem mundial:
A língua oficial ou nacional mais comum do mundo é o inglês, com 86 países ou territórios. Essas jurisdições representam aproximadamente um terço do número de países totais e aproximadamente 30% da área terrestre do planeta.
Após o inglês, as línguas oficiais mais comuns são o francês, o espanhol e o árabe.
Combinados, estas quatro línguas são usadas em suas formas oficiais em 157 países, cerca de dois terços de todos os países.

26 junho, 2017

As marcas mais valiosas do mundo

Segundo dados da consultoria Brand Finance, o Google desbancou a Apple como a marca mais valiosa do mundo. O valor de marca da fabricante do iPhone caiu para USD 107,1 bilhões, enquanto o do Google subiu para USD 109,5 bilhões.
Utilizando os dados desta mesma consultoria, o site HowMuch.net selecionou as marcas mais valiosas de determinados países e as transformou em um mapa. Observe que o tamanho de cada país reflete o valor de sua maior marca. Confira abaixo:

Clique aqui para ver a imagem ampliada.

Assim, depois do Google, a marca nacional mais valiosa é a da Coréia do Sul – a Samsung, avaliada em USD 66,2 bilhões. Em terceiro lugar, vem o banco chinês ICBC e, na sequência, a Toyota, do Japão, e a BMW, da Alemanha.
Na Ásia, é o conglomerado indiano Tata, que vale USD 12,9 bilhões. Na América Latina, a nº 1 é a mexicana Pemex, avaliada em USD 8,5 bilhões. Se o Brasil fosse representado por sua marca mais valiosa, seria o Itaú, com valor estimado de USD 6,9 bilhões. Nenhuma marca africana aparece no mapa.

26 maio, 2017

E se os maiores países tivessem as maiores populações?

Um exercício de reordenação mundial levado a cabo por Frank Jacobs em que os países territorialmente maiores passam a ser feudos dos países mais populosos.
Nessa mudança global, os chineses passariam a ocupar a Rússia, cuja população ocuparia o Cazaquistão. Os indianos iriam viver no Canadá e os indonésios, na China desocupada.
Os Estados Unidos e o Brasil continuariam beneficiados pela prescrição aquisitiva.

Versão em alta resolução: http://imgur.com/c6Agr

Ver também: O mapa-múndi da população online


18 abril, 2017

As liberdades do ar

No âmbito do Direito Aeronáutico, as liberdades do ar são uma série de direitos relativos à aviação comercial que garantem as linhas aéreas de um Estado entrar no espaço aéreo de outro Estado. Diferenciam-se em liberdades técnicas, liberdades comerciais e outras liberdades, perfazendo um total de nove. WIKIPÉDIA
Na prática, apenas cinco são (quase) universalmente reconhecidas. Coisas como poder voar do país A para o país B, sobrevoando o espaço aéreo de C sem aterrissar ou ou aterrissar por razões técnicas etc. Por desgraça, as coisas não são sempre assim tão idílicas: há linhas aéreas ou tipos de aviões proibidos em muitas zonas, há zonas em que é proibido voar (no-fly zones) por guerra ou por motivos políticos (assim esteve a União Soviética durante décadas) e locais em que não se permite aterrissar (ou decolar) sem uma boa desculpa.
É interessante que, ainda que se possa sobrevoar a maioria dos países, não está claro qual é o limite do espaço aéreo ou onde começa o espaço (que se supõe «internacional», ainda que haja também quem creia que ele não exista). Alguns órgãos usam as mesmas 12 milhas náuticas (12 km) das águas territoriais; outros dizem que o espaço aéreo sobre cada país é até 30 km (altitude do globo aerostático); outros, que é até a linha de Kármán (100 km) ou até 160 km (a dos satélites em órbita baixa). Curiosamente, os Estados Unidos chamam de «astronauta» a qualquer um que passe dos 80 km, de modo que se supõe que, para eles, é esse o limite do espaço.
(http://www.microsiervos.com/archivo/aerotrastorno/cinco-libertades-aviacion-comercial.html)

Quem é dono do ar?

23 novembro, 2016

O mapa onomástico da Europa

A onomástica é a área da linguística que estuda a origem e a história dos nomes próprios.
O mapa de hoje é de caráter onomástico. Vamos dar uma olhada em quais são os sobrenomes mais comuns nos países europeus.
As cores do mapa abaixo baseiam-se no esquema seguinte:
  • vermelho - nomes baseados em um propriedade (exemplos: como ser grande ou novo)
  • marrom - nomes baseados em uma profissão (geralmente do pai)
  • azul - nomes baseados no primeiro nome do pai
  • ciano - nomes baseados no local de origem
  • verde - nomes baseados em um objeto natural

A CONVENÇÃO DA FAMÍLIA SILVA

21 novembro, 2016

Percepções da perfeição. Parte II: homens

Como é a aparência do homem ideal? 
A resposta vai depender do país em que ele mora.
Nós todos sabemos que o bem-estar físico, mental e social, isto é, a saúde é mais importante do que a aparência.
Mas...
A busca de um corpo perfeito, no padrão considerado atraente pela cultura de cada país, não dá sinal de que vai desistir.
A fim de entender melhor os problemas que existem com a imagem corporal, o site OnlineDoctor.Superdrug pediu a 19 designers gráficos - 11 mulheres e 8 homens, de 19 países diferentes - que elaborassem com o Photoshop a versão de um homem atraente em cada país.
(Um fotógrafo de Nova Iorque forneceu corajosamente o seu autorretrato para a experiência.) ►
Instruções mínimas foram passadas aos designers gráficos, e quer saber o que aconteceu? É difícil acreditar que todas as imagens obtidas representem a mesma pessoa.
Aqui estão as surpreendentes apresentações mundo afora:
Na Austrália, conservou a forma original; na China, Macedônia e Reino Unido, ficou mais esbelto;  na Indonésia e em Portugal, estreitaram-lhe o rosto, e no Egito, Nigéria e África do Sul, adquiriu uma cor morena. Alguns toques são intrigantes: nos Estados Unidos, ganhou uma barriga de tanquinho, além de muito gel no cabelo; na Mãe Rússia, uma juba dourada; na Sérvia, uma tatuagem meia-manga, e em Bangladesh, trocaram-lhe o calção.
Ninguém teve o atrevimento de lhe raspar a barba.

Percepções da perfeição. Parte I: mulheres

23 junho, 2016

Como você escreve a data?

Depende de onde você mora. Na maioria dos países do mundo (na América Latina, por exemplo) escreve-se primeiro o dia, depois o mês e, por fim, o ano.
(dd/mm/aaaa)
O blog EM foi configurado para estar em conformidade.
Em poucos países coloca-se o ano em primeiro lugar, que é como os programadores de computador preferem, e por favor não abreviem o ano. 
Na China, Japão e três outros países, a sequência é toda invertida. E seus habitantes estão no padrão ISO 8601, que é usado para as transferências bancárias internacionais.
(aaaa/mm/dd)
Nos EUA, só parcialmente, Lá, escreve-se o mês antes do dia e o ano, por último.
(mm/dd/aaaa)
Agora, no Canadá, escreve-se do jeito que a pessoa quiser. Os canadenses não têm nenhuma maneira padrão de como anotar os dias. Segundo Miss Cellania, do Neatorama, o país está tentando padronizar o formato da data, mas isso vai levar tempo.

Ler + em Atlas Obscura.

N. do E.
Justiça seja feita. Nenhum país aderiu a um formato da data em que o ano fica no meio. Acho que esta observação vale também para o Canadá.

04 agosto, 2015

A escravidão 2.0

De uma conversa em Paris, na École Normale Supérieure, entre David Graeber e Thomas Piketty, publicada na revista Mediapart e traduzida do francês para o site The Baffler.
.
Piketty: "Um dos pontos que eu mais aprecio no livro de David Graeber é o elo que ele mostra entre a escravidão e a dívida pública. A forma mais extrema de dívida, diz ele, é a escravidão: os escravos sempre pertencem a outras pessoas e o mesmo, potencialmente, acontece a seus filhos. Em princípio, um dos grandes avanços da civilização tem sido a abolição da escravatura.
Como Graeber explica, a transmissão intergeracional da dívida que a escravidão reencarnada encontrou foi a moderna forma no crescimento da dívida pública, o que permite a transferência de endividamento de uma geração para a seguinte. É possível imaginar um exemplo extremo disso, com uma quantidade infinita de dívida pública no valor de não apenas um, mas de dez ou vinte anos de PIB, um fato que cria, para todos os efeitos, uma sociedade escravista, em que toda a produção e toda a criação de riqueza são dedicados ao pagamento da dívida.
Dessa forma, a maioria seria escravizada pela minoria, o que implica uma reversão para os primórdios da nossa história.
Na realidade, ainda não estamos nesse ponto. Há ainda uma abundância de capital para compensar as dívidas. Mas essa forma de olhar para as coisas nos ajuda a entender a nossa estranha situação, em que somos considerados culpados e estamos continuamente assaltados pela afirmação de que cada um de nós é o "dono" de trinta a quarenta mil euros de dívida pública do país."
[...]
Piketty [ao final]: "Quando os governos ocidentais querem enviar um milhão de soldados para o Kuwait para impedir que o petróleo do Kuwait seja apreendido pelo Iraque, eles fazem isso. Vamos ser sérios: Se eles não têm medo de um Iraque, eles não têm razão para temer as Bahamas ou Nova Jersey. Cobrança de impostos progressivos sobre a riqueza e o capital não apresentam problemas técnicos. É uma questão de vontade política.

31 maio, 2015

Migingo como dói

É difícil acreditar que um pedaço de terra que cobre apenas metade de um acre seja um tema de muita controvérsia, mas Migingo, uma pequena ilha de pesca no Lago Vitória, na África Oriental, é exatamente isso.
Quênia e Uganda reclamam que a ilha está dentro de seus territórios, o que provoca muita tensão entre os pescadores de cada país, pois todos acreditam ter o direito de usá-la para pescar.
A Ilha Migingo é apenas um pontinho no mapa, mas (de perto) como dói.


29 abril, 2015

República das Bananas

É um termo pejorativo para um país, normalmente latino-americano, politicamente instável e
submisso a um país rico, e frequentemente governado por um ditador corrupto e opressor. Sua economia é em grande parte dependente da exportação de um único produto, tal como bananas. Esse país tem classes sociais estratificadas, incluindo uma grande e empobrecida classe trabalhadora e uma plutocracia que compreende as elites de negócios, política e militares.
O termo (Banana Republic) foi cunhado por O. Henry (William Sidney Porter), um escritor estadunidense. Originalmente, se referia a Honduras e foi apresentado em seu livro de contos "Cabbages and Kings", de 1904, ambientados na América Central.
O termo fortaleceu-se devido à forte presença das empresas estadunidenses United Fruit Company e Standard Fruit, que dominavam a produção de frutas como bananas e abacaxis nos países do Caribe e América Central. As companhias tinham grande poder sobre a economia desses países, e quando eles não atendiam a seus interesses, utilizavam-se da força para garanti-los.
Exemplo disso foi quando, em 1910, um navio partiu de Nova Orleans para Honduras, com o objetivo de instalar um novo presidente em Honduras, pois o governo local recusara cortar os impostos de uma companhia. Empossado o novo presidente, a empresa ficou livre de pagar impostos durante 25 anos.
O conceito também foi explorado pelo cineasta Woody Allen no filme "Bananas", de 1971, que se passa na fictícia San Marcos.

16 março, 2015

Gêneros gramaticais

Nas línguas indo-europeias, o mais comum é haver três (masculino, feminino e neutro) ou dois gêneros (masculino e feminino), tal como ocorre na língua portuguesa.
Há, contudo, idiomas que chegam a ter 20 gêneros, como ocorre em dialetos bantu, e, no outro extremo, idiomas em que não há gênero algum, como ocorre nos idiomas basco e húngaro.
Em Dyirbal tradicional, uma língua aborígene da Austrália hoje falada por cinco pessoas, todas acima dos 60 anos de idade (dados de 2011), há quatro gêneros:

  • bayi: homens, cangurus, gambás, morcegos, a maioria das cobras, a maioria dos peixes, algumas aves, a maioria dos insetos, a lua, as tempestades, arco-íris, bumerangues, algumas lanças etc.
  • balan: mulheres, marsupiais, cães, ornitorrinco, Echidna, algumas cobras, alguns peixes, a maioria dos pássaros, vaga-lumes, escorpiões, grilos, qualquer coisa ligada com água ou fogo, o sol e as estrelas, escudos, algumas lanças, algumas árvores etc.
  • balam: todas as frutas comestíveis e as respectivas plantas, tubérculos, samambaias, mel, cigarros, vinho, bolo etc.
  • bala: partes do corpo, carne, abelhas, vento, algumas lanças, a maioria das árvores, grama, lama, pedras, ruídos e língua etc.

É preciso notar que a própria concepção de "gênero gramatical" varia de língua para língua. Quando se refere a seres vivos sexuados, o gênero é ligado ao sexo do indivíduo. Nos demais casos, a atribuição é aleatória, podendo um mesmo nome ser referido como masculino numa língua (ex.: le lit, em francês), feminino numa segunda (ex.: a cama, em português) e neutro numa terceira (ex.: das Bett, em alemão).
Da mesma forma, há variação, de idioma para idioma, das classes que variam ou não quanto ao gênero. Em países onde o movimento feminista logrou êxitos, algumas mudanças quanto ao gênero foram introduzidas nas respectivas normas gramaticais, tais como a criação de formas femininas para profissões tradicionalmente ocupadas apenas por homens (ex.: presidenta, no português do Brasil).

10 fevereiro, 2015

O grande país fora da curva

Este gráfico, de 1911, é interessante.
Relaciona o PIB per capita de várias nações com o percentual de aceitação da Teoria da Evolução por parte das respectivas populações adultas.
USA, para variar, o grande outlier.

Gráfico: veio daqui

Em Estatística, outlier, valor aberrante ou valor atípico, é uma observação que apresenta um grande afastamento das demais da série ou que é inconsistente. A existência de outliers implica, tipicamente, em prejuízos para a interpretação dos resultados dos testes estatísticos aplicados às amostras.

02 setembro, 2014

Os 10 países mais visitados do mundo

A Organização Mundial do Turismo divulgou os destinos turísticos mais visitados do mundo em 2013.
Talvez sem surpresa, a França levou o primeiro lugar.

França 84, 7
Estados Unidos 69,8
Espanha 60,7
China 55,7
Itália 47,7
Turquia 37,8
Alemanha 31,5
Reino Unido 31,2
Rússia, 28,4
Tailândia 26,5
(em milhões de visitantes)

UNWTO