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16 outubro, 2021

Versos livres

Poemas escritos em versos livres não precisam seguir uma métrica regular ou um esquema de rimas.
"Escrever versos livres é como jogar tênis sem rede", disse Robert Frost, um poeta estadunidense. Ele mesmo tinha um fraseamento variável sobre o assunto. Por vezes, comparando o ato de fazer versos sem um padrão definido "a jogar tênis com a rede abaixada" ou "a jogar wallball sem a parede".
GK Chesterton o apoiou, dizendo: "O verso livre é como o amor livre; é uma contradição de termos".
Mas não Eleanor Vance, que disse: "Não apenas joguei tênis sem rede, como também usei as estrelas para fazer bolas de tênis". Acrescentando em seguida este comentário de Carl Sandburg sobre a rima:
"Se você escreve rimando, não consegue dizer o que quer. Quando você chega ao fim da linha, em vez de dizer o que começou a dizer, você tem que dizer o que rima."
Em 1959, Frost participou de uma discussão sobre essas demandas estruturais de métrica e rima na poesia. Ele reafirmou que "achava as restrições úteis ao elaborar poesia. Pois sempre que seu humor se opusesse às restrições, ele poderia simplesmente se comunicar por meio da prosa".

(https://quoteinvestigator.com/2021/05/24/poem-tennis/)

N. do E. Importante destacar que os textos poéticos que apresentam os versos livres, não deixam de reunir a principal característica das poesias: a musicalidade.

06 junho, 2018

Gentileza gera gentileza

13 de novembro: Kindness Act Day

"Nenhum ato de gentileza, não importa quão pequeno seja, é desperdiçado." - Esopo

José Datrino, mais conhecido como Profeta Gentileza (Cafelândia, 11 de abril de 1917 – Mirandópolis, 29 de maio de 1996), foi uma personalidade urbana carioca, espécie de pregador, que se tornou conhecido por fazer inscrições peculiares sob um viaduto situado na Avenida Brasil, na zona portuária do Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.
"Gentileza gera gentileza" é sua frase mais conhecida.
Controvérsias
Um artigo de autoria da professora Luiza Petersen e do jornalista e escritor Marcelo Câmara, que conviveram com Datrino ("Jornal do Brasil" de 21/02/2010), e rebatido por outro artigo publicado no Jornal do Brasil, afirma que ele, apesar de falar em gentileza como um mantra, era "agressivo, moralista e desbocado [...] Vociferava, ofendia e ameaçava espancar transeuntes ao ponto de às vezes ser necessário chamar a polícia para acalmá-lo". A maioria da população, especialmente as mulheres e crianças, fugia dele". A imagem que se criou dele após sua morte, segundo os autores, não corresponde às lembranças dos que conviveram com ele durante os anos 1960 e 1970.

08/06/2018 - Fernando Gurgel disse...
Marisa Monte tem uma música a respeito do Gentileza:



Em outro vídeo ela conta a história desta música. Marisa Monte também gera Gentileza, Fernando.

16 março, 2018

Um discurso [não comprometedor] sobre um assunto controverso

Num discurso em 1952, perante a casa de representantes do Mississipi, o legislador Noah S. Sweat abordou a questão de saber se o Estado deveria continuar a proibir bebidas alcoólicas:
Meus amigos,
Eu não tinha a intenção de discutir este assunto controverso neste momento em particular. No entanto, eu quero que vocês saibam que eu não evito a controvérsia. Pelo contrário, eu tomarei minha posição sobre qualquer assunto e a qualquer momento, independentemente de quão cheio de controvérsia possa ser o assunto. Você me perguntou como me sinto sobre o uísque. Tudo bem, aqui está o que eu sinto sobre o uísque:
Se você ao dizer uísque, você quer dizer a bebida do diabo, o flagelo venenoso, o monstro sangrento, que contamina a inocência, destrona a razão, destrói a casa, cria miséria e pobreza, sim, literalmente tira o pão da boca de crianças... se você quer dizer a bebida maléfica que derruba o cristão e a mulher no auge de uma vida justa e graciosa no poço sem fundo da degradação e do desespero, da vergonha, da impotência e da desesperança, então certamente eu sou contra.
Mas, se você ao dizer uísque, você quer dizer o óleo da conversa, o vinho filosófico, a cerveja que é consumida quando bons companheiros se reúnem, que coloca uma canção em seus corações e um riso em seus lábios, e o brilho ardente do contentamento em seus olhos... se você quer dizer a alegria do Natal... se você quer dizer a bebida estimulante que coloca a primavera no passo do velho cavalheiro em uma manhã gelada... se você quer dizer a bebida que permite ao homem magnificar sua alegria e sua felicidade e esquecer, ainda que por pouco tempo, as grandes tragédias da vida, as mágoas e as dores... se você quer dizer aquela bebida, cuja venda derrama em nossos tesouros incalculáveis ​​milhões de dólares, que são usados ​​para cuidar com ternura dos nossos pequenos aleijados, nossos cegos, nossos surdos, nossos mudos, nossos idosos e enfermos, e para construir rodovias, hospitais e escolas... Esta é a minha posição. Não vou me afastar disso. Não vou me comprometer.
https://www.futilitycloset.com/2017/05/14/in-a-word-567/

06 janeiro, 2018

Quem inventou o telefone?

O escocês Alexander Graham Bell patenteou o telefone nos Estados Unidos, no início de 1876. Por uma estranha coincidência, Elisha Gray requereu no mesmo dia uma outra patente do gênero. O transmissor de Gray, que se supõe ter sido inspirado num dispositivo muito antigo conhecido como "telefone dos amantes", no qual dois diafragmas são unidos por um fio esticado, e a voz é transmitida unicamente pela vibração mecânica do fio.
A patente de Bell foi contestada repetidamente e apareceu mais de um reivindicador para a honra e recompensa de ser o inventor original do telefone. O caso mais importante foi o de Antonio Meucci, um emigrante italiano, que demonstrou com forte evidência que, em 1849, em Havana, Cuba, tinha experimentado a transmissão de voz pela corrente elétrica. Continuando a sua pesquisa em 1852 e 1853, e subsequentemente nos Estados Unidos, em 1856 Meucci construiu um telefone eletromagnético para conectar o seu escritório ao quarto de dormir, localizado no segundo andar de sua casa, para socorrer a esposa que sofria de reumatismo.
Em 1860, ele delegou a um amigo que visitava a Europa que procurasse pessoas interessadas em sua invenção. Em 1871, Meucci entrou com um requerimento no Gabinete de Patentes dos Estados Unidos, e tentou convencer o Sr. Grant, presidente da Companhia Telegráfica de Nova Iorque, a experimentar o instrumento.
A doença, a pobreza e as consequências de um ferimento devido a uma explosão a bordo de um barco, retardaram suas experiências, e impediram que terminasse a sua patente. O instrumento experimental de Meucci foi exibido no exposição de Filadélfia de 1884 e atraiu muita atenção, mas o modelo demonstrado não estava completo. No pedido de patente de 1871, ele escreveu: "Eu me utilizo do bem conhecido efeito condutor dos condutores metálicos contínuos como meio para o som e aumento o efeito eletricamente, isolando o condutor e as partes que estão em comunicação. Isto dá forma a um telégrafo falador sem a necessidade de qualquer tubo oco". E, para iniciar a conexão telefônica, ele usou um alarme elétrico.
Com dificuldades financeiras, Meucci apenas conseguiu pagar a patente provisória de sua invenção. Acabou vendendo o protótipo do telefone a Alexander Graham Bell que, em 1876, patenteou a sua invenção. Meucci o processou, mas acabou falecendo no curso do julgamento e o caso foi encerrado. Assim, Graham Bell foi considerado durante muitos anos como o inventor do telefone.
O trabalho de Meucci foi reconhecido postumamente em 11 de junho de 2002, quando o Congresso dos Estados Unidos aprovou a resolução N°. 269, estabelecendo que o inventor do telefone fora, na realidade, Antonio Meucci e não Alexander Graham Bell.

31 maio, 2015

Migingo como dói

É difícil acreditar que um pedaço de terra que cobre apenas metade de um acre seja um tema de muita controvérsia, mas Migingo, uma pequena ilha de pesca no Lago Vitória, na África Oriental, é exatamente isso.
Quênia e Uganda reclamam que a ilha está dentro de seus territórios, o que provoca muita tensão entre os pescadores de cada país, pois todos acreditam ter o direito de usá-la para pescar.
A Ilha Migingo é apenas um pontinho no mapa, mas (de perto) como dói.


15 julho, 2010

Sobre a homeopatia

A homeopatia não funciona nos céticos
Estes, a fim de demonstrar a falta de efeito da homeopatia, já consumiram diante do público grandes quantidades de medicamentos homeopáticos. Alguns, como James Randi, Richard Saunders e Peter Bowditch consumiram caixas inteiras de pílulas homeopáticas para dormir no começo de suas palestras. E outros, como um grupo de céticos belgas, deram uma entrevista à imprensa, durante a qual tentaram cometer suicídio coletivo tomando diluições homeopáticas de veneno. Ninguém passou mal.
A homeopatia funciona nos crédulos
Como toda e qualquer crença.

Vídeo
O legendário cético James Randi toma em pleno palco 32 comprimidos de Calms Forte, uma medicação homeopática a que se atribui a propriedade de fazer dormir, e dá início a 17 minutos de fortes críticas e acusações às crenças irracionais.
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Para ler mais
No blog: Lembram-se de Uri Geller?