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10 dezembro, 2025

A economia (de uma forma econômica)

É uma disciplina complexa e controversa. Desentendimentos acalorados entre economistas já inspiraram a seguinte observação:
Economia é o único campo em que duas pessoas podem dividir um Prêmio Nobel por dizerem coisas opostas.
Os prêmios de 1972 concedidos a Myrdal e Hayek vêm à mente, assim como os prêmios de 2013 a Fama e Shiller.
Um gráfico do Pixabay:
https://quoteinvestigator.com/2025/07/08/economics-opposite/

28 dezembro, 2020

Energias renováveis

Por que as energias renováveis se tornaram tão baratas tão rápido? E o que podemos fazer para usar essa oportunidade global de crescimento verde?
por Max Roser, Our World in Data
RESUMO
01/12/2010 - Para que o mundo faça a transição para a eletricidade de baixo carbono (low-carbon), a energia dessas fontes precisa ser mais barata do que a eletricidade proveniente de combustíveis fósseis.
Os combustíveis fósseis dominam o fornecimento global de energia porque, até muito recentemente, a eletricidade proveniente de combustíveis fósseis era muito mais barata do que a eletricidade proveniente de fontes renováveis. Isso mudou dramaticamente na última década. Na maioria dos lugares do mundo, a energia de novas fontes renováveis é agora mais barata do que a energia de novos combustíveis fósseis.
O driver fundamental dessa mudança é que as tecnologias de energia renovável seguem curvas de aprendizado, o que significa que, a cada duplicação da capacidade instalada cumulativa, o preço cai na mesma fração. O preço da eletricidade proveniente de fontes de combustível fóssil, entretanto, não segue as curvas de aprendizado, de modo que devemos esperar que a diferença de preço entre os combustíveis fósseis caros e as renováveis baratas se torne ainda maior no futuro.


Este é um argumento para grandes investimentos na ampliação de tecnologias renováveis na atualidade. O aumento da capacidade instalada tem a conseqüência positiva extremamente importante de baixar o preço e, assim, tornar as fontes de energia renováveis mais atraentes, ainda mais cedo. Nos próximos anos, a maior parte da demanda adicional por nova eletricidade virá de países de baixa e média renda; temos a oportunidade agora de garantir que grande parte do novo fornecimento de energia será fornecido por fontes de baixo carbono.
A queda dos preços da energia também significa que a renda real das pessoas aumenta. Os investimentos para aumentar a produção de energia com energia elétrica barata de fontes renováveis são, portanto, não apenas uma oportunidade para reduzir as emissões, mas também para alcançar mais crescimento econômico - especialmente para os lugares mais pobres do mundo.

Grato a Nelson José Cunha que me sugeriu a leitura deste trabalho (de republicação livre).

21 março, 2020

A desigualdade de riqueza entre os caracóis

A economia dos caracóis - especificamente, o que se poderia chamar de "a economia do jogo de conchas" - fornece alguns dados e reflexões em um novo estudo.

"A Comparison of Wealth Inequality in Humans and Non-Humans" (Uma comparação da desigualdade de riqueza em humanos e não humanos), Ivan D. Chase , Raphael Douady e Dianna K. Padilla, Physica A: Statistical Mechanics and its Applications, 2019, 122962.

Os autores, da Stony Brook University, explicam :
"A desigualdade na distribuição de recursos materiais (riqueza) ocorre amplamente entre grupos humanos…. Apresentamos aqui a primeira descrição da desigualdade de recursos materiais em uma população animal: a distribuição de conchas gastrópodes (caracóis) habitadas pelo ermitão Pagurus longicarpus. Descobrimos que a distribuição dessas conchas entre os caranguejos se assemelha fortemente à forma característica de distribuição de riqueza em grupos humanos. A quantidade de desigualdade nos caranguejos é maior do que a de alguns grupos humanos de pequena escala, porém menor do que a das nações."

http://doi.org/10.1016/j.physa.2019.122962
http://www.improbable.com/2019/10/02/wealth-inequality-among-snails/
vídeo: http://youtu.be/NFqy7cwATP8

O velho Acordo Caracu EUA-Brasil (em que o Tio Sam entrou com a cara e o Brasil, com a segunda parte).

25 novembro, 2019

Quase aprendendo

A novidade / que tem no Brejo da Cruz / é a criançada / se alimentar de luz.
~ Chico Buarque
A desigualdade de renda no Brasil alcançou patamar recorde em 2018, dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A metade mais pobre da população, quase 104 milhões de brasileiros, vivia com apenas R$ 413 mensais, considerando todas as fontes de renda.
No outro extremo, o 1% mais rico - somente 2,1 milhões de pessoas - tinha renda média de R$ 16.297 por pessoa. Ou seja, essa pequena fatia mais abastada da população ganhava quase 40 vezes mais que a metade da base da pirâmide populacional.
O que acontece com a metade mais pobre da população brasileira não é nem pobreza. É miséria mesmo.
Dizer à la Guedes que "o modelo liberal começa a dar certo", como deu no Chile, só se for como se viu na história do cavalo do inglês. Aquela em que, para economizar, o inglês (*) deixou de alimentar o animal para que este aprendesse a viver sem comer. Aí, quando o cavalo já estava "quase aprendendo", morreu.
(*) Alguns preferem colocar nesta história o escocês, que tem a fama de mais avarento.

27 abril, 2019

O Economista

por Fernando Gurgel Filho
O País está assim por culpa de quem ousou implantar políticas públicas de inclusão e justiça social nas barbas do obscurantismo nacional reinante. Isso não se faz impunemente. Ainda mais considerando que a nossa douta classe média, com diploma universitário, Mestrado ou Doutorado, é analfabeta funcional. Não sabe distinguir políticas públicas e justiça social de ideologias que também não sabem sequer o que sejam, misturando tudo como lunáticos dentro de um hospício. Ou, melhor ainda, como "O Alienista", do genial Machado de Assis.
Apenas um pequeno exemplo:
Domingo passado, estava em um aniversário e fui apresentado a um amigo do dono da casa. Este apresentou-se como Economista de uma determinada instituição estatal. Papo vai, papo vem, ele começou a elogiar a condução da economia do que passou a chamar de "governo atual". Ingênuo, perguntei: "Que condução? O País está sem rumo!". O nosso Economista começou a justificar, a gesticular e a babar. Saí de perto e fui tomar minha cervejinha junto aos meus amigos que estavam presentes na festa. Mais divertido e mais saudável.
Mas, minha sina é ser escolhido para discutir - diga-se de passagem, ouvir, pois essa "tchurma" só quer "discutir" - com pessoas que veem apenas um lado da discussão, o delas. Então, de vez em quando, lá vinha o tal Economista a me encher a paciência. Em uma dessas investidas, tive a oportunidade de elogiar alguns países, como a Dinamarca e o Canadá, tentando mostrar ao Economista como esses países tinham uma qualidade de vida excelente. E ele concordou com tudo. Porém, plunct, plact, zum... Quando falei da quase igualdade de renda nesses países, quase apanhei. E não é força de expressão, não. O nosso Economista, de dedo espetado em meu espantado focinho, babando e com cara de boneco assassino, quase gritou: "Isso é mentira! Esses países nunca foram COMUNISTAS!". Pausa pequena... E o dedinho quase no meu nariz: "Entendeu? Nunnnnca foram COMUNISTAS!".
Não, não entendi. Nem falei de comunismo! Falei apenas em sociedades mais justas e socialmente muito melhores e mais seguras que a nossa.
O fato é que nem tentei explicar-lhe o que seria aquilo que ele chama - grita - de COMUNISMO. Dei-lhe um tapinha amistoso - como se faz com um cachorrinho, acalmando-o -, dando a entender que não queria mais conversa. Ainda bem que, daí em diante, o tal Economista foi parar bem longe de mim.
Concluindo:
Se uma pessoa que se diz Economista é totalmente analfabeta em matéria de economia, imagina o resto da população que, mesmo com Mestrado/Doutorado, sofre de analfabetismo funcional em tudo que diz respeito ao País.

19 fevereiro, 2019

NOTA DO CORECON-CE EM DEFESA DO BANCO DO NORDESTE

As últimas notícias veiculadas nos periódicos regionais, deixam senões acerca do futuro de um dos maiores bancos de desenvolvimento da América Latina, o BANCO DO NORDESTE DO BRASIL (BNB).
O BNB foi criado pela Lei nº1.640 DE 19.07.1952, sediado em Fortaleza, com missão diferenciada das demais instituições financeiras que desde sua fundação a cumpre - "Atuar como Banco de Desenvolvimento da Região Nordeste".
Para efetivar seu papel de agente indutor do desenvolvimento regional conta com a capilaridade de 280 Agências, localizadas nas cidades nordestinas, norte de Minas e parte do Espírito Santo, das quais algumas situadas nos mais distantes rincões do semi-árido nordestino. O Banco conta ainda em sua estrutura com o ETENE cuja missão é “ Elaborar, promover e difundir estudos, pesquisas e informações socioeconômicas e avaliar políticas e programas do Banco do Nordeste, subsidiando a ação do BNB e da sociedade na busca do desenvolvimento regional sustentável.
Concordamos com posição espelhada em artigo publicado em janeiro de 2019 pela AFBNB-Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste, "O BNB exerce um protagonismo econômico junto a diferentes setores da economia – agricultura, indústria, comércio, serviços, turismo, infraestrutura etc. – sendo o principal braço do Estado, enquanto instituição de fomento na região em que atua. Sua expertise, de quase 67 anos, promovendo o desenvolvimento regional o credencia, enquanto empresa séria que, ao contrário de ser ignorada deve ser reconhecida.
Os resultados positivos apresentados pelo Banco ao longo dos anos, seriam ainda mais eficazes se houvesse uma política macroeconômica de desenvolvimento nacional, com o suporte de um arcabouço institucional pensado para de fato superar as desigualdades entre as regiões e estimular as potencialidades locais. Não custa lembrar que órgãos que poderiam construir essa rede foram sucateados e/ou esvaziados de sua missão ao longo do tempo, a exemplo da Sudene, do DNOCs e da Codevasf."
Ainda segundo artigo da AFBNB, "os números mostram a força do BNB e a sua relevância para a política de desenvolvimento do País. Isto confirma ser a Instituição uma das mais relevantes para a superação das desigualdades regionais, devendo, portanto, ser fortalecida e reconhecida como tal, desconstruindo qualquer equívoco de privatização, incorporação, fusão ou qualquer outra medida que implique em seu desmonte."
Vale registrar que o BNB em 2018 atingiu a marca histórica de R$ 41,4 bilhões emprestados com recursos do FNE – sendo R$ 30 bilhões do próprio FNE e o restante do CrediAmigo e AgroAmigo – microcrédito urbano e rural, respectivamente.
O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste-FNE, foi criado em 1988 (artigo 159, inciso I, alínea "c" da Constituição da República Federativa do Brasil e artigo 34 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) e regulamentado em 1989 (Lei nº 7.827, de 27/09/1989). O FNE é um instrumento de políticas públicas no âmbito federal viabilizado pelos diversos programas de financiamento aos setores produtivos, cujos recursos não são contingenciados em orçamento da União,
Os que representam o CORECON-CE entendem que todos os segmentos da sociedade precisam se imbuir de uma causa comum, “Defender a Valorização e Manutenção do BNB”, enquanto braço do Governo Federal na efetivação, dentre outras missões, a constitucional, via operacionalização dos recursos do FNE. FNE.

21 outubro, 2018

Dilema da ignorância

por André Araújo
Os jornalistas “partiu pra cima” da nova ultra direita apresentam o seguinte dilema, se você não aceita todos os ditames do ultra neoliberalismo, desses que querem vender o Brasil de porteira fechada ou então você quer uma economia como a da Venezuela. Não há alternativa, ou é Goldman Sachs ou é Maduro, o analfabetismo político-econômico gerou essa necrosia intelectual, a vida é binaria, ou é branco ou é preto, não existe o azul, o cinza, o turquesa.
Nunca ouviram falar de Lord Keynes, um aristocrata inglês do mais refinado cérebro, ligado às artes e à literatura que não adotava o discurso do mercado e salvou a economia mundial com fórmulas que hoje seriam consideradas pelos ultra direitas como “comunistas”.
A carta que Keynes enviou ao Presidente Roosevelt, outro comunista, em 30 de Maio de 1933 pedia ao Presidente dos EUA que usasse o Estado para tirar os EUA da Depressão, que fez um quarto dos americanos ficarem desempregados. Roosevelt seguiu Keynes contra o “mercado “que queria curar a Depressão com “ajustes” como os neoliberais brasileiros de hoje querem fazer e que jamais dará certo porque o ajuste é necessário mas não é o remédio pata tirar o Pais da recessão. Ao contrário, o ajuste aprofunda a recessão enquanto promete resultados no longo prazo, esquecendo a frase celebre de Keynes “No longo prazo todos estaremos mortos”.
Os desempregados precisam comer no curto prazo e isso só será possível com um plano de emergência para reativar a economia, o que é da lógica da realidade, mas não da lógica do mercado financeiro, que pode funcionar desligado da economia da produção e dos empregos.
A chamada “escola neoliberal” é página virada na sua própria “alma mater”, a Universidade de Chicago, os legatários de Friedman tiveram que sair de Chicago e foram para a Carnegie Mellon University em Pittsburgh. O Estado americano salvou o mercado em 2008, com isso enterrando o credo neoliberal que partia do principio de que o “mercado se autoajusta”.
Apesar dessa evidência seguem se apresentando no Brasil certos personagens com a etiqueta de “ultraneoliberal”, porque sequer sabem que essa escola está em um ciclo findo.
Como estudaram nas faculdades de economia há 30 anos, guardam uma cartilha mental embolorada e completamente defasada e não tem a capacidade intelectual de reciclar aquilo que aprenderam, o que é típico de cérebros apostilados limitados e medíocres.
A operação da politica econômica se faz em todo lugar pela combinação de instrumentos e não com um cardápio fixo imutável, a famosa “lição de casa” do antigo FMI, até o FMI mudou muito desde os anos 90, a ponto de ser critico do ajuste excessivo na Grécia.
Politica econômica é uma arte de combinação de instrumentos sem regras fixas que variam a cada ciclo e circunstancia, é essencialmente arte e não matemática pura, aliás o estudo de ciência econômica que começou na França e na Inglaterra sempre foi tratado como da área da politica, foram os americanos que introduziram formulas fixas e matemáticas no estudo da economia, formulas originadas de seu modelo econômico e que raramente dão certo em outros países e contextos, é preciso tratar a economia como arte e não como experimento de laboratório como alguns cérebros mofados ainda querem operar na base de “tripés”. [...]

Siga lendo este artigo em Fora de Pauta, Jornal GGN

03 setembro, 2016

"O Homem que Roubou Portugal"

A história do maior golpe financeiro de todos os tempos
O Brasil parece insuperável no quesito de burlar a lei. Atualmente, podemos até suspeitar de um lado "B" da economia que tem pavor da CPMF.
Explicamos:
O livro "O Homem que Roubou Portugal" (V. resenha) conta a história de um ilustre falsificador português que, em 1924, emitiu quase 3% do PIB de Portugal e causou um impacto de grandes proporções na economia do País.
Ele contou, além de sua inteligência e habilidade, com o auxílio da sorte, de amigos e conhecidos que acreditavam no conto do "bilhete premiado" e, principalmente, com a ganância da empresa que prestava serviços de impressão do dinheiro português.
Apesar da imensa logística envolvida para entrar com o dinheiro impresso em Portugal e, consequentemente, faze-lo circular sem levantar suspeita, acabou sendo descoberto porque alguém suspeitou que a liquidez da economia estava além do normal.
Atualmente, por mais simples que seja o sistema financeiro de um País, creio que a tecnologia e os meios de controle tornam este tipo de crime quase impossível de acontecer.
Mas a moeda, em determinadas circunstâncias, pode descolar da economia real. Principalmente quando a economia subterrânea - difícil de mensurar - atinge níveis muito altos.
A economia do Patropi parece que está navegando, há muito tempo, dentro de uma bolha de liquidez difícil de controlar. Entretanto, como já foi dito, é praticamente impossível acreditar em circulação de moeda falsa, nos moldes do que fez o falsificador português.
Mas ficam diversas perguntas: de onde vem tamanha liquidez? De onde vem essa montanha de dinheiro em circulação que parece haver sempre um problema estrutural grave entre oferta e procura. Aquela, sempre insuficiente, esta, sempre acima das expectativas?
Fernando Gurgel Filho
Resenha
Autor: Murray Teigh Bloom
Organização e prefácio; Gustavo Franco
Jorge Zahar Editor, 2008 - 362 páginas
Em 1924, Artur Virgilio Alves Reis, um comerciante português falido, trama sozinho o maior golpe financeiro de todos os tempos. Em dois anos se tornaria o homem mais rico e poderoso de seu país. O que parecia um plano com pouca eficácia de um homem com muita imaginação, acabou causando problemas macroeconômicos. Desde o grande terremoto de 1755, Portugal não sofria abalo econômico tão profundo. O autor narra, com ares de romance policial, desde o momento da elaboração do golpe até o julgamento dos réus, em 1930. Nas audiências finais, Alves Reis contou ainda com uma presença ilustre entre os ouvintes da plateia: o poeta Fernando Pessoa, curioso em assistir a sua defesa. Traz, em anexo, a transcrição das anotações de Fernando Pessoa no último dia do julgamento.
Ver uma prévia deste livro no Google Books.

07 agosto, 2016

Uma equação matemática suspeita

Um economista italiano acabou fazendo com que a decolagem de um voo fosse temporariamente suspensa, depois que outra passageira na mesma aeronave o viu trabalhando em uma equação matemática e, preocupada, alertou a tripulação.
Guido Menzio foi retirado do avião. Interrogado por agentes policiais, o economista mostrou a eles a equação diferencial que estava escrevendo, e o voo acabou decolando – com mais de duas horas de atraso.


Ele é professor da Universidade da Pensilvânia e havia embarcado no voo para ir de Syracuse, no Estado da Filadélfia, a Ontario, no Canadá, onde daria uma palestra.
Menzio disse ao jornal The Washington Post que o piloto demonstrou ter ficado envergonhado com toda a situação.

Um professor terrorista

02 junho, 2016

Biosfera x economia


"Há algumas coisas no mundo que não podemos mudar – a gravidade, a entropia, a velocidade da luz, e nossa natureza biológica que requer ar limpo, água limpa, solo limpo, energia limpa e biodiversidade para a nossa saúde e bem-estar. Proteger a biosfera deve ser a nossa maior prioridade, ou, então, nós adoecemos e morremos. Outras coisas, como o capitalismo, a livre iniciativa, a economia, a moeda e o mercado, não são forças da natureza, nós inventamo-las. Elas não são imutáveis ​​e nós podemos mudá-las. Não faz nenhum sentido elevar a economia acima da biosfera." ~ David Suzuki, Ph.D

Ver também: Gaia

16 abril, 2016

A loucura de Seward

Em 1867, os Estados Unidos compraram o Alasca da Rússia por US $ 7,2 milhões. Na época, a aquisição foi popularmente considerada uma "loucura de Seward" (do Secretário de Estado William Henry Seward), por ser aquela terra congelada tida como de valor desprezível.
A descoberta de seus recursos naturais, no entanto, levou a sabedoria convencional a considerar que a compra do Alasca foi um grande negócio.
Com este cheque (reprodução) o Alasca foi comprado:


É o Treasury Warrant # 927. Com ele, o governo dos Estados Unidos comprou o Alasca do Czar da Rússia, em 30 de março de 1867. O documento instrui o Tesouro a dar a Edouard de Stoeckl, o representante do Czar, US $ 7,2 milhões. Este pagamento, de acordo com o tratado, era para ser feito em ouro.
Por cerca de 2 centavos de dólar por acre, era um espetacular negócio de terras. Mas, como já observado anteriormente, nem todos os economistas pensavam que aquele "deserto congelado" realmente valesse o custo.
A exemplo do economista David Barker que argumenta que os EUA experimentaram uma perda líquida, como resultado da compra, e que teria sido melhor se o Canadá tivesse economicamente absorvido o Alasca.
"Já, assim foi dito, fomos sobrecarregados com um território sem termos uma população para ocupá-lo. O preço de compra foi pequeno, mas as despesas anuais de administração, civil e militar, são grandes e contínuas. O território incluído na cessão proposta não é contíguo ao domínio nacional. Fica longe, a uma distância inconveniente e perigosa. O tratado foi secretamente preparado, assinado e impingido ao país à uma hora da manhã. Foi um ato escuro feito na noite. O New York World disse ter sido um 'laranja chupada'. O Alasca não continha então nada de valor, apenas animais peludos, e estes tinham sido caçados e já estavam quase extintos. Exceto pelas ilhas Aleutas e por uma estreita faixa de terra que se estende ao longo de sua costa sul, não valia a pena nem como presente. E até o ouro ser encontrado no território, muito tempo iria decorrer para ele ser abençoado com as prensas de impressão Hoe, as capelas metodistas e uma polícia metropolitana. É um deserto congelado."

Check #927, TYWKIWDBI ("Tai-Wiki-Widbee")

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Inserido em 27 setembro, 2019
Por que a Rússia vendeu o Alasca por tão pouco dinheiro?, Quora
Autor: Eugene Frolov (texto original)
Tradutor: Juliano Righetto

23 julho, 2015

Quanto custa ser mordido de cobra nos EUA?

O americano Todd Fassler foi mordido por uma cascavel em San Diego, Califórnia.
Não seria notícia, porque há entre sete e oito mil ataques de cobras peçonhentas a seres humanos nos Estados Unidos, anualmente.
Mas virou, ao ser divulgada quanto custou a "mordida" do hospital que atendeu Fassler: US$ 153.000 (ou R$ 483 mil, em moeda brasileira).
O repórter Dan Haggerty compartilhou no Twitter uma foto que resume essa conta.
Como diz o título da reportagem do Washington Post sobre o assunto: "Esta mordida de cascavel de $ 153,000 é tudo de errado com os serviços de saúde (norte) americanos".
No Brasil
Aqui, é claro, não custaria nada, porque o Brasil trata o ofidismo como um problema de saúde pública. E construiu, com esforço, uma rede de produção e distribuição de soros – pelos quais cobraram US$ 83 mil ao americano – que, no dizer de Fernando Brito, do site Tijolaço, dão o sentido de heroísmo ao trabalho de gente como Vital Brazil, o grande nome que tivemos nessa luta.
A descoberta do médico sanitarista e pesquisador Vital Brazil sobre a especificidade dos soros antipeçonhentos estabeleceu um novo conceito na imunologia, e seu trabalho sobre a dosagem dos soros antiofídicos gerou tecnologia inédita. A criação dos soros antipeçonhentos específicos e o antiofídico polivalente ofereceu à Medicina, pela primeira vez, um produto realmente eficaz no tratamento do acidente ofídico que, sem substituto, permanece salvando centenas de vidas nos últimos cem anos.

03 janeiro, 2015

Piketty e a Legião de Honra

O economista francês Thomas Piketty (foto), autor do livro "O Capital no Século 21", rejeitou nesta quinta-feira a nomeação para a mais alta distinção de seu país, a de cavaleiro da Legião de Honra (Legion D'Honneur).
Piketty, de 42 anos, é professor na Escola de Economia de Paris. A tese central de seu festejado livro — cujo título é uma alusão a "O Capital", de Karl Marx — é que a desigualdade não é um acidente, mas uma característica do capitalismo e os excessos só podem ser alterados por meio da intervenção estatal.
"Eu recuso esta nomeação porque eu acho que não é papel de um governo decidir quem é honrado”, justificou ele à agência de notícias France Presse.
Para ele, o governo francês"faria bem em se concentrar em estimular o crescimento da França e da Europa", em vez de distribuir essas premiações. A condecoração foi concedida a um total de 691 pessoas, que tiveram os nomes publicados no Diário Oficial francês desta quinta-feira.
Outras personalidades, como Pierre e Marie Currie, Claude Monet, Albert Camus, Brigitte Bardot, Jean-Paul Sartre e Jacques Tardi, também dispensaram o prêmio, por razões diversas.
Criada por Napoleão Bonaparte, em 1802, a Legião de Honra atualmente conta com 92.000 membros condecorados por seus "méritos a serviço da França", a título civil ou militar.

03 dezembro, 2014

O mealheiro

Como criar uma grande empresa praticamente do nada
1 – Poupe. Guarde cada moeda que conseguir economizar.
2 – Analise as tendências do mercado em seus parâmetros clássicos: curto, médio e longo prazo.
3 – Selecione uma área de atividade que combine com suas aptidões administrativas.
4 – Doe algum para uma igreja evangélica. O diabo está nos pequenos detalhes.
4 – Aplique no processo de criação da empresa o dinheiro economizado, excluindo do montante aplicado o dinheiro da cola maluca.


5 – Retorne à etapa inicial de ora em diante designada por broken piggy. (PGCS)

Slideshows do PG - Apresentação347

14 outubro, 2014

Ah, é sim!

por Flávio Aguiar, para a Rede Brasil Atual, publicado em 12/10/2014, 

[...] Aqui está uma lista do que o Brasil vai perder caso Aécio Neves seja eleito presidente, com Armínio Fraga como seu braço direito na economia.
1) Empregos – Aécio e Armínio costumam falar coisas vagas, imprecisas. Mas nisto Armínio foi muito claro: mais desemprego não faria mal ao país. Por quê? Porque na visão deste tipo de economista o desemprego ajuda a comprimir os salários para baixo, e isto torna o Brasil "mais competitivo". Ou seja, eles pensam no modelo que está devastando as economias europeias, levando-as à recessão prolongada e atingido sobretudo os mais jovens.
2) Salários – Esqueça qualquer política de valorização do salário mínimo, dos salários em geral, das pensões e aposentadorias, da participação dos assalariados na renda nacional. As políticas sociais serão reduzidas, no mínimo. Tudo isto, que hoje faz o Brasil ser considerado um sucesso internacional, é condenável do ponto de vista desta visão econômica ortodoxa.
3) Poder aquisitivo – Em consequência, o poder aquisitivo da população é rebaixado. A economia entra em recessão para quem tem menos, embora possa até "melhorar" para quem já tem mais. É como o tipo de política que os conservadores estão mantendo e anunciando o aprofundamento na Inglaterra: compressão dos créditos, da disponibilidade monetária e da ajuda social para os mais pobres (pronunciamento do chanceler econômico inglês, George Osborne, que pode ser lido em The Guardian). Tudo em nome da “austeridade”.
Sim: "austeridade" para quem já leva uma vida austera; abono para quem já desfruta de uma vida abonada.
4) Investimentos produtivos – A prometida e esperada política de juros elevados se destina a favorecer e manipular a especulação com os títulos da dívida pública. Assim foi no governo FHC (que também "desfrutou" de uma altíssima taxa de desemprego, por exemplo, 25% em Salvador, atingindo também sobretudo os mais jovens).
Portanto, o ideal deste tipo de economia é tornar o Brasil atraente para os capitais especulativos – aqueles que se volatilizam e vão embora assim que surge a menor contrariedade ou aparecem praças mais atraentes. Como aconteceu na Irlanda, na Islândia, em Chipre e outros países que se tornaram momentaneamente as meninas dos olhos deste tipo de especulação.
Já os investimentos em setores produtivos exigem um controle e uma orientação dada pelo Estado e sinalizada (apoiada e garantida) pelos bancos públicos, justamente o setor que o tipo de política prevista por Aécio e Armínio quer restringir e coibir.
5) Infraestrutura – Esqueça. Este tipo de investimento, absolutamente necessário para garantir a dinâmica da economia e da vida brasileiras depende desta capacidade de garantir sua continuidade e orientação pelo setor público.
O Brasil necessita de estradas, portos, aeroportos, rede ferroviária, transporte urbano, saneamento, hidrovias, energia, revitalização do seu setor industrial. Isto só é possível se houver um projeto claro e de longo prazo para o país. Para visões como as de Aécio e Armínio, o Brasil não é um projeto: é uma praça, um mercado a ser explorado.
6) Mobilidade – Este foi um dos grandes temas das manifestações de junho. Sem investimentos adequados em infraestrutura, não vai haver melhor transporte nem melhor circulação urbana, nada disso. Mas “mobilidade” não significa apenas transporte: significa também mobilidade social, investimento em educação, em acesso a ela, à universidade, programas de apoio a ela em todos os níveis simultaneamente. Se o programa dos candidatos Aécio e Armínio preveem a diminuição do poder de intervenção do Estado, adeus tais investimentos.
7) Reforma política – Que reforma política poderá fazer um partido cuja aliança histórica principal foi com o DEM, ex-PFL, o velho coronelismo travestido de liberalismo, que manietava o Nordeste quase inteiro. Aliás, este é um tema interessante: para um certo tipo de pensamento preconceituoso, nordestino não sabe votar quando passa a votar em frentes populares; quando votava no PFL, era a gema das eleições brasileiras.
8) Luta contra a corrupção - Quem precisa de total autonomia não é o Banco Central, mas sim a Polícia Federal, como tem acontecido nos últimos anos. Nunca a Polícia Federal foi tão ativa em levantamentos de casos de corrupção e dos chamados crimes do colarinho branco.
Já nos tempos de FHC a dinâmica da PF era muito menor, vivíamos sob o programa do "Engavetador Geral da República", lembra-se? Aliás, o número de CPI engavetadas pelas maiorias do PSDB e seus aliados em São Paulo e Minas é inigualável.
9) Segurança – Se você acha que aumentar a segurança é baixar a idade penal, pode tirar ou pôr o cavalo na chuva. Aumento de segurança se consegue com políticas de pleno emprego, educação, reforma das polícias militares e estaduais, tudo aquilo que empodera e revê os padrões policiais do país. Nosso sistema carcerário e judicial precisa de reformas profundas. Já temos as chamadas universidades do crime nas penitenciárias, para adultos. Com os mais jovens, vamos criar também as escolas médias para a criminalidade.
10) Soberania – O Brasil é um dos únicos países que tem relações diplomáticas com todos os países da ONU. Sua aposta em fóruns multilaterais e na diversificação de sua política externa tem dado resultados muito bons para om país, ajudando a dinamizar relações comerciais e portanto a impulsionar nossa economia num momento de recessão mundial.
A visão do PSDB acusa a política externa de nosso país de ser "ideologizada", mas "ideologizada" será a deles, que querem arrefecer o Mercosul e a integração com os BRICS em nome de “se reaproximar” – leia-se, nos reatrelar de modo subalterno – àquilo que de mais recessivo existe hoje no mundo – as políticas periclitantes dos EUA e da Zona do Euro, nos reintegrando a um clima ideológico herdeiro dos tempos da Guerra Fria.[...]
É tudo isto que o Brasil perderá, se o candidato Aécio e seu cardeal econômico, Armínio Fraga, forem sufragados.
Cartum: Conversa Afiada

28 setembro, 2014

Marinada - 2

Marina Silva deu mais um exemplo de que não sabe como funciona o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: em entrevista ao Bom Dia Brasil, a candidata do PSB à presidência voltou a afirmar que o BNDES dá dinheiro a “meia dúzia de empresários falidos”.
Meia dúzia de empresários falidos?
O banco financia empresas brasileiras (a propósito, ver Porto Mariel: dinheiro para Cuba?), não pessoas, como suporte para que as organizações se fortaleçam, a economia aqueça e mais empregos sejam gerados. Fórmula que vem dando certo, diga-se de passagem. Porém, aparentemente, Marina ainda não compreendeu a importância dos bancos públicos no crescimento do país. Então, vamos trazer mais dados e aprofundar a questão.
Primeiro: não são “meia dúzia” as empresas que têm relação com o BNDES. Das 500 maiores empresas do país, 480 (96%) são clientes do banco, de acordo com Fábio Kerche, assessor da presidência da instituição. Kerche se prestou a rebater as críticas de Marina, explicando um a um os equívocos divulgados por ela. Ele relatou ainda que 97% das operações do banco (em 2013 o banco realizou mais de um milhão de operações) são voltadas a micro, pequenas ou médias empresas. “Nada mais falso que afirmar que o BNDES empresta para meia dúzia”, escreveu Kerche.
O BNDES dá dinheiro?
Aí outro equívoco de Marina: presumir que o BNDES "dá" dinheiro. Nenhum banco dá nada para ninguém - eles emprestam, e o BNDES também. A única diferença é que os juros aplicados pelos bancos públicos não são abusivos, o que apenas ressalta o papel essencial que desempenham na economia nacional. A própria presidente Dilma Rousseff já explicou que o investimento maciço em infraestrutura que vem sendo feito hoje no Brasil só é possível graças ao financiamento dos bancos públicos: "Essas obras, todas elas, só são viáveis porque o BNDES e a Caixa são os agentes de financiamento e dão condições especiais. Se não houver essas condições, as obras não saem".
Enfim, Marina, isso tudo significa que o dinheiro investido pelo BNDES fomenta a economia nacional e volta para o banco, acrescido de juros. É bom ressaltar que a taxa de inadimplência na instituição é de 0,07% sobre o total da carteira de crédito – “a mais baixa de todo o sistema bancário no Brasil, público e privado”, informa Kerche. Não podemos deixar de citar ainda que o lucro do banco no primeiro semestre de 2014, foi o mais alto da sua história: R$ 5,47 bilhões. Os próprios economistas da equipe de Marina são financiados pelo BNDES... portanto, deveriam saber melhor como funciona a instituição. Não à toa, o presidente do banco, Luciano Coutinho, aconselhou a equipe da Marina a “estudar um pouco mais”.
O pessoal do Muda Mais até fez um desenho como contribuição para o entendimento.


Porto de Mariel: dinheiro para Cuba?
(a propósito)
Não. O BNDES financia empresas brasileiras e não países. Foi normal a operação de financiamento do Porto de Mariel, em Cuba. Passou por todas as aprovações, teve todas as garantias e o banco recebe em dia o pagamento pelos empréstimos. As obras custaram US$ 957 milhões e receberam um aporte de US$ 682 milhões do BNDES. Não houve empréstimo ao governo cubano e sim para uma empresa brasileira, no caso, o Grupo Odebrecht. O BNDES é impedido, por lei, de emprestar dinheiro para empresas estrangeiras. O BNDES libera recursos apenas para empresas brasileiras que tenham sido encarregadas de realizar um serviço no exterior. O investimento foi feito na exportação de serviços de engenharia, um tipo de mercado que é muito disputado. Hoje, na América Latina, o Brasil responde por quase 18% da exportação de serviços de engenharia para a região, perdendo apenas para a Espanha (e à frente dos Estados Unidos e da China). O investimento no porto de Cuba foi uma oportunidade para mais de 400 empresas brasileiras, grandes, médias e pequenas, exportarem equipamentos, serviços e engenharia. Nenhum centavo foi aplicado lá fora. Todo o recurso do banco foi aplicado no Brasil. Foram desembolsados reais para financiar os exportadores brasileiros de equipamentos e serviços, e que serão pagos a prazo – em moeda forte. E o banco também disponibilizou R$ 14,8 bilhões para investimentos em portos no Brasil. Agência Brasil
Divulgue a verdade

04 agosto, 2014

A sensação de bem-estar social no Brasil

Segundo o economista Antônio Delfim Netto, apesar do pessimismo interno com relação ao crescimento de 2014, segue em alta a sensação de bem-estar da pessoa comum, “que é mais sensível à segurança do seu emprego, à capacidade de compra do seu salário real, e à diminuição das desigualdades de rendas”. Para Delfim Netto, o cidadão médio pouco sofisticado em matéria financeira, concentrado em ganhar a vida honestamente para si e sua família, "sente" apenas que continua subindo a escada do "bem-estar" com degraus de alturas diferentes, mas sempre subindo. É essa expectativa que parece determinar o resultado de uma eleição.

Fonte
Os números por trás da sensação de bem-estar social em alta no Brasil
Aumento do PIB
- de 1995 a 2002: 2,3% a.a
- de 2003 a 2013: 3,5% a.a
Aumento do IPCA (inflação)
- de 1995 a 2002: 9,3% a.a
- de 2003 a 2013: 5,9% a.a
Índice de bem-estar social (este índice é calculado multiplicando-se o PIB per capita por 1 - coeficiente de Gini, com 1995 = 100)
- de 1995 a 2002: de 100 a 104
- de 2003 a 2013: de 104 a 154

Blog Linha do Tempo:
UNIVERSIDADES BRASILEIRAS NA LISTA DAS MELHORES DO MUNDO

28 fevereiro, 2014

Nostradamus tupiniquins

Parabéns aos comentaristas econômicos, políticos e afins.
Disseram que o País estava quebrado, o Brasil foi um dos que mais cresceram (entre as 20 grandes economias do mundo) em 2013.


Apostaram na volta da inflação, os preços continuam em queda.
Fizeram tudo quanto é previsão catastrófica: o emprego aumentou, a produção agrícola aumentou, a renda do trabalhador aumentou, a vida de todos os brasileiros melhorou, o atendimento médico melhorou, as rodovias estão sendo mantidas adequadamente... Está tudo melhorando.
A chuva chegou... Que mais? Devo ter esquecido um monte de notíciais boas. Dessas que não saem na mídia.
Repito:
Parabéns aos urubus de plantão. Continuem assim. Não, por favor, piorem as previsões. Assim, o Brasil melhora mais ainda.
E um bom Carnaval para todos.
Fernando Gurgel, de Brasília

06 janeiro, 2014

No túnel do contratempo

Tradução: Nhenhenhém
“O ano que termina não foi dos melhores para o país: nuvens pesadas rondam a economia, contas públicas se complicam, inflação perigosa. Felizmente, a massa salarial não caiu nem o desemprego voltou a assustar. Mas, até quando?
Há, entretanto, sinais alentadores: a população tomou as ruas para exigir melhor qualidade de vida, demonstrando inconformidade com a patifaria política e com a corrupção. E o Supremo Tribunal Federal mostrou que mesmo os poderosos têm de obedecer às leis, pagando os desvios de comportamento com o preço da liberdade. Sopra, pois, a esperança.
Meus votos para 2014, além dos relativos ao bem estar das pessoas e ao aumento da solidariedade entre nós, são de que o início de despertar do povo brasileiro encontre eco em lideranças responsáveis, capazes de abrir caminhos novos, mais seguros. Líderes que ofereçam prosperidade duradoura e garantam as liberdades individuais e coletivas. Ano eleitoral é sempre ano de expectativas de mudanças. Que elas venham e nos levem a um futuro melhor."
FHC

"Uma rápida análise, parágrafo a parágrafo, mostra que o “rapaz” realmente está com problemas – no mínimo, de memória. “Nuvens pesadas” atormentaram a economia durante o seu triste reinado – com o Brasil de joelhos para o FMI, inflação em alta e desajustes das contas públicas em prol do capital financeiro. Na sua época, a “massa salarial” foi achatada e o desemprego bateu recorde. O agourento pergunta “até quando?”. Se depender do PSDB, basta o seu cambaleante candidato vencer a disputa presidencial para estas chagas voltarem!
Quanto à “inconformidade com a patifaria política e com a corrupção”, FHC devia tomar mais cuidado com o que escreve – mesmo que peça para esquecer depois. É só relembrar da compra de votos para a sua reeleição, da criminosa privatização das estatais (a famosa privataria tucana), do socorro amigo aos banqueiros (Proer) e de outras sujeiras. Pena que o STF e a mídia nunca investigaram estes casos escabrosos – e há dúvidas se investigarão o mensalão tucano de Minas Gerais ou o “trensalão” tucano de São Paulo. Isto talvez explique o seu “sopro de esperança”.
Já no último parágrafo, FHC expressa seus “votos para 2014” ao desejar que o “povo brasileiro encontre eco em lideranças responsáveis, capazes de abrir caminhos novos, mais seguros”. Não cita Aécio Neves talvez porque nem ele acredite seriamente nesta candidatura tão cambaleante. Na prática, FHC prega o retorno ao reinado neoliberal de desmonte do Estado, da nação e do trabalho. Ou seja: é uma mensagem de péssimo 2014! A nossa sorte é que o ex-presidente é um dos mais rejeitados e odiados da história do Brasil. Poucos darão muita atenção aos seus votos de ano novo!"
Altamiro Borges, em seu Blog
Vídeo
Em 1999, o então presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso foi à Florença (Itália) para um encontro de governantes dos países da chamada terceira via. O Brasil estava quebrado, pendurado no FMI. FHC fez o discurso da choradeira dos quebrados, pedindo aos líderes dos EUA e Europa, que criassem uma espécie de CPMF mundial para salvar o Brasil da fuga de capitais especulativos. Bill Clinton, Tony Blair, e Schroeder receberam mal a proposta. Clinton passou um verdadeiro sermão em FHC, sugerindo que faltava CONFIANÇA, HONESTIDADE, eficiência e boa governança sob FHC. Enquanto outros países haviam resolvido estes problemas, citando Chile e Uganda, como exemplos para FHC seguir. Clinton e os demais líderes agiram na defesa dos interesses de seus países, que eram os vencedores naquela ordem mundial. FHC agiu mal, com incompetência política, ao não se articular previamente para o encontro a fim de não passar esse vexame. E agiu pior, de forma humilhante e envergonhando o Brasil, ao não defender o país diante do sermão de Clinton (se é que tinha jeito, naquele governo submisso e dependente, sob intervenção do FMI).



17 outubro, 2013

Um gasto que vira investimento

Para quem tem urticária ao ler uma boa notícia sobre o Brasil, favor tomar um antidepressivo antes de ler esta ótima notícia:
PIB aumenta R$ 1,78 a cada R$ 1 investido no Bolsa Família, diz Ipea
"...um gasto adicional de 1% do PIB, no programa que privilegia as famílias mais pobres, gera aumento de 1,78% na atividade econômica – e de 2,40% sobre o consumo das famílias –, bem maior que o de transferências previdenciárias e trabalhistas crescentes de acordo com o salário do beneficiário", dizem os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em um trecho do livro Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania, que será lançado no próximo dia 30."
Fernando Gurgel Filho

ISSO não é tudo, Fernando:
Bolsa Família vence prêmio ISSA, o Nobel social
Fundada na Suíça, em 1927, e reconhecida por 157 países e 330 ONGs, a Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA) é a principal organização internacional voltada à promoção e ao desenvolvimento da seguridade social no mundo. A cada três anos, a Associação concede esse prêmio a instituições e programas que se destacam no aprimoramento de seus sistemas de proteção social. Atacado no Brasil, (1) (2) porém julgado pela ISSA como uma "experiência excepcional e pioneira na redução da pobreza", o Bolsa Família foi anunciado o vencedor do prêmio.
Atualmente, o programa beneficia 13,8 milhões de famílias, quase 50 milhões de pessoas. Em 2013, o orçamento previsto é R$ 24 bilhões, cerca de 0,46% do PIB.
PGCS

Pois é Dr. Paulo, até a Suíça já se rendeu ao Bolsa Família. Falta apenas o Brasil. Perdão, o Brasil, não, os que apostam no atraso do Brasil.
Inspirados no programa brasileiro, os suíços querem um Bolsa Família de R$ 6 mil, conforme a seguinte reportagem na revista Forum: Bolsa Família de R$ 6 mil vai a referendo na Suíça.
FGF

Fernando,
Chamo a atenção para esta informação na reportagem:
Apenas cerca de 522 mil famílias, das 6,5 milhões de famílias beneficiárias à época em que o programa começou (outubro de 2003), ainda continuam no Bolsa Família. E o programa atualmente beneficia quase 14 milhões de famílias.
O que significa isso?
Que o programa, ao contrário daquilo que seus inimigos apregoam, apresenta a sua porta de saída, representada pela evidente melhoria nas condições socioeconômicas e na qualidade de vida da população coberta pelo programa.
PGCS