19 julho, 2026
Miguel de Vasconcelos (c.1590 - 1640)
Miguel foi a primeira vítima do golpe de estado de 1.º de dezembro de 1640.
Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram-no, mas dele nem sinal. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro — e nada.
Defenestração
Acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário. E o escondido, ao remexer-se para mudar de posição, haver provocado uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela do Paço Real de Lisboa.
O corpo caiu no Terreiro do Paço, no meio de uma multidão enfurecida, que descarregou sobre o mesmo todo o ódio acumulado, cometendo verdadeiras atrocidades. E o cadáver permaneceu no mesmo local para ser lambido pelos cães, configurando uma verdadeira profanação.
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Sabemos bem o que é perder a própria soberania e viver sujeito aos interesses de outro país. Nos quase nove séculos de sua história, Portugal perdeu sua independência por 60 anos. De 1680 a 1740, ao viver sob as ordens de Castela, começando um ciclo histórico de decadência económica com consequências irreversíveis, e perder muito sangue, de 1740 a 1768, no conflito com a Espanha para restaurar a sua independência. QUEM TOMA POSIÇÃO AO LADO DE UM PAÍS ESTRANGEIRO CONTRA SEU PRÓPRIO PAÍS É UM TRAIDOR DA PÁTRIA, que, em tempo de guerra, enquanto os seus compatriotas militares dão a vida para a salvar e defender o país invadido, deve ser considerado como traidor e merecedor da condenação à morte. Esta é, para exemplificar, A ÚNICA EXCEÇÃO EM QUE OS PAÍSES MAIS CIVILIZADOS ADMITEM UNANIMAMENTE A PENA DE MORTE (traição à Pátria em tempo de guerra na vigência da Lei Marcial).
12 janeiro, 2026
Museu Calouste Gulbenkian
Em 1956, com a criação da Fundação que leva o seu nome, o desejo de Gulbenkian – que as obras de arte que reunira ao longo de quatro décadas como colecionador fossem mantidas sob o mesmo teto – foi concretizado.
O Museu Calouste Gulbenkian, situado no recinto do Parque de Santa Gertrudes, é um marco da arquitetura museológica em Portugal. Com inúmeras aberturas para o exterior, o edifício oferece aos visitantes um diálogo contínuo entre a Natureza e a Arte.
As galerias de exposição permanente encontram-se no primeiro piso, distribuídas por dois pátios. Cada galeria liga-se à sua sucessora segundo um sistema de classificação cronológica e geográfica, resultando em dois itinerários independentes dentro do circuito geral do museu.
Gulbenkian interessava-se especialmente pela arte oriental (talvez devido às suas próprias origens) e as numerosas cerâmicas, tapetes, tapeçarias, iluminuras, encadernações de livros e candeeiros de mesquita do Oriente da coleção são uma ilustração desse interesse. Estas exposições traçam as várias tendências artísticas da Pérsia, Turquia, Síria, Cáucaso, Arménia e Índia, do século XII ao XVIII, e estão em exposição na Galeria Oriental-Islâmica.
28 abril, 2025
Tristão da Cunha (arquipélago)
O Arquipélago de Tristão da Cunha é o território habitado mais remoto do mundo, sendo que a ilha principal do arquipélago (Ilha de Tristão da Cunha) é rodeada por penhascos com mais de 600 metros de altura.
No continente, a cidade mais próxima de Tristão da Cunha é a Cidade do Cabo, na África do Sul, que fica localizada a 2 800 km ao leste.
O arquipélago foi descoberto em 1506 pelo navegador português Tristão da Cunha, que deu o seu nome à ilha, mas que não pôde atracar devido aos penhascos. Tristão da Cunha foi mais tarde anglicizado para Tristan da Cunha, nome oficial da ilha em todas as línguas, excetuando-se o português.
Em 1815, os britânicos anexaram as ilhas, sobretudo como medida para assegurar que os franceses não as usassem como base para uma operação de resgate a Napoleão Bonaparte de sua prisão em Santa Helena.
A população de 251 cidadãos da ilha de Tristão da Cunha partilha de apenas nove sobrenomes, constituindo no total 80 famílias. Existem alguns problemas de saúde devido à endogamia, como consequência do casamento entre casais com grau de parentesco próximo.
O arquipélago não possui aeroporto, possuindo apenas um pequeno porto pesqueiro.
A economia de Tristão da Cunha baseia-se na tradicional agricultura de subsistência e pesca para fornecer aos ilhéus sua própria alimentação. Lucros estrangeiros vêm da pesca da lagosta e da venda de selos e moedas. (Wikipédia)
No final do século XX, o atual rei Charles do Reino Unido (então, principe de Gales), por ocasiãoo da inauguração da Ponte Vasco da Gama em Lisboa, visitou uma pequena Capela nas imediações da ponte em Alcochete, onde estão depositados os restos mortais dos ancestrais de Tristão da Cunha, a fim de homenagear o notável navegador do século XVI, muito admirado pelo povo britânico.
15 março, 2025
O mapa alternativo de Portugal pelos portugueses
Jardim da Europa à beira-mar plantado
"Jardim da Europa à beira-mar plantado
De louros e de acácias olorosas,
De fontes e de arroios serpeado,
Rasgado por torrentes alterosas,
Onde num cerro erguido e requeimado
Se casam em festões jasmins e rosas;
Balsa virente de eternal magia
Onde as aves gorjeiam noite e dia."
23 agosto, 2024
Cantiga
Comigo me desavim,Como viveu entre fins do século XV e meados do XVI, o poeta Sá de Miranda foi contemporâneo de Camões, ao menos durante a juventude do autor d’ "Os Lusíadas". E naturalmente, a imensa fama de Camões ofuscou bastante a de Sá de Miranda, embora o primor da trova que apresentamos acima seja reconhecido unanimemente. Não se trata apenas da métrica, isto é, da sua fluente e musical cadência. Existe também a visão interior, pois o poeta se percebe duplo, antagônico, contraditório.
Sou posto em todo perigo.
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
01 janeiro, 2024
Dia do Domínio Público
25 abril, 2023
24 abril, 2023
Valeu a pena esperar
O cantor, compositor, escritor, dramaturgo e inspirador de memes Chico Buarque, de 78 anos, recebeu o prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa, em uma cerimônia no Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, Portugal, nesta segunda-feira (24).
Chico Buarque (ferino):
"Reconforta-me lembrar que o ex-presidente teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula."
Marcelo Rebelo (presidente de Portugal):
"Eu assinei, depois houve a recusa de assinar, então eu disse: não há mais nenhum Prêmio até ser assinado este. E nós iríamos para quatro, cinco, seis, sete anos. Não foi preciso irmos para tanto, foram só quatro (risos)."
21 fevereiro, 2023
Titulatura régia portuguesa
O título oficial dos monarcas portugueses desde D. Maria II (1842) com D. Fernando II, passando por D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I até D. Manuel II, ao fim da monarquia (1910), era:
«Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc.»
Fonte: Titulatura régia portuguesa
Sim, o «etc.» fazia parte do auto-engrandecimento de Sua Majestade Fidelíssima (SMF). Por que, segundo o quorista Fernando Gouveia, nada como um «etc.» para vincar bem: «Ui, nem queiram saber o que mais poderia eu listar, se não estivesse com pressa!…»
(Outros: sultão Solimão, egomaníaco Idi Amin, generalíssimo Franco)
27 janeiro, 2023
O cartão branco no futebol
A iniciativa do cartão branco não tem como objetivo punir atletas ou membros da comissão técnica, como acontece com o amarelo e o vermelho. Pelo contrário, o branco é "do bem".
Esse cartão tem como objetivo reconhecer o fair play.
No futebol atual, o fair play é adotado por meio da Fair Play Campaign (também chamada de FIFA Fair Play), que é uma campanha criada pela entidade máxima do futebol (FIFA) visando a incentivar o cumprimento das regras, o bom senso e o respeito a jogadores, árbitros, adversários e torcedores. A campanha começou na Copa do Mundo FIFA de 1986, após o famoso gol de mão de Diego Maradona.
24 novembro, 2022
Ondas gigantes de Nazaré
A NASA divulgou uma imagem impressionante da costa de Portugal, mostrando o imenso poder de ondas gigantescas de sete andares de altura enquanto se chocavam com a costa. A imagem, tirada em 2020, foi capturada no mesmo dia em que um surfista de 18 anos supostamente surfou uma onda recorde de 30,9 metros na área.
A foto, que foi capturada pelo satélite Landsat 8 em 29 de outubro de 2020, mostra uma espessa faixa de espuma branca que foi deixada para trás pelas ondas enormes que quebravam ao longo da famosa Praia do Norte em Nazaré – amplamente considerada como um dos melhores locais do mundo para o surf de ondas gigantes.
Entretanto, a onda não foi reconhecida oficialmente pela Liga Mundial de Surfe (WSL) devido à forma usada para a análise da altura da onda. A WSL mede a altura das ondas em relação ao nível do mar, que pode ser feito por oficiais da costa ou atrás da onda quando ela quebra. No dia em que Laureano surfou sua maior onda, não havia nenhum oficial da WSL na praia. Dessa forma, o recorde continua permanecendo com o surfista brasileiro Rodrigo Koxa que surfou uma onda de 24,4 metros em 2017. - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt
12 agosto, 2022
Palavras japonesas de origem portuguesa
Portanto, foi inevitável que algumas palavras da língua japonesa tenham se originado do português. A maior parte destas palavras referem-se a produtos e costumes que chegaram pela primeira vez ao Japão através dos comerciantes portugueses. O número de palavras portuguesas no japonês é, segundo Fernando Venâncio Peixoto da Fonseca, mais de quatrocentas. No auge da influência portuguesa no Japão terão existido cerca de quatro mil palavras.
Não há registro de palavras da língua portuguesa que tenham chegado ao japonês devido à imigração japonesa no Brasil, entretanto o japonês falado no Brasil incorpora, como esperado, várias palavras do português falado no "Burajiru", digo, no Brasil.
16 julho, 2022
Títulos de dez filmes no Brasil e na terra do CR7
Um Corpo que Cai > A Mulher que Viveu Duas Vezes
Um Estranho no Ninho > Voando sobre um Ninho de Cucos
Curtindo a Vida Adoidado > O Rei dos Gazeteiros
Duro de Matar > Assalto ao Arranha-Céus
Onze homens e um Segredo > Façam as Vossas Apostas
Recém Casados > Casados de Fresco
Como se Fosse a Primeira Vez > A Minha Namorada Tem Amnésia
Bastardos Inglórios > Sacanas Sem Lei
A Garota no Trem > A Rapariga no Comboio
Minions > Mínimos
09 março, 2022
Padre Himalaia
Foi o inventor português que ganhou o grande prêmio da exposição universal de St. Louis, nos Estados Unidos. O seu sucesso foi de tal ordem, que, recusadas todas as tentativas de compra, o colossal aparelho acabou por ser roubado, para nunca mais aparecer. Hoje, poucos ouviram falar desta invenção e do seu criador.
Mas vamos por partes. A exposição universal de St. Louis, em 1904, foi a maior, mais dispendiosa e grandiosa delas até então. E, nessa mesma exposição, todas as atenções se centraram numa invenção portuguesa multipremiada. Essa invenção era o pirelióforo [do grego: pyros, "fogo" + helios, "sol" + pheros, "que traz"].
O aparelho era imponente: sua grande parábola refletora tinha 13 m de altura, uma distância focal média de 10 m e uma área refletora de 80 m², revestida por 6 117 espelhos cuidadosamente montados sobre a estrutura metálica. Cada espelho consistia de vidro plano recoberto por uma película de prata.
A estrutura óptica estava instalada sobre uma montagem equatorial que lhe permitia rodar sobre um eixo paralelo ao eixo de rotação da Terra. Um mecanismo de relojoaria mantinha o espelho apontado para o Sol, seguindo automaticamente e com grande precisão o seu movimento aparente. A radiação solar refletida era concentrada num círculo com 15 cm de diâmetro centrado no foco da parábola, o que correspondia a um fator geométrico de concentração de aproximadamente 4 500 vezes.
Utilizava-se da luz solar, concentrando-a e multiplicando-a de modo a atingir temperaturas elevadas, na ordem dos 3800ºC, sendo capaz de fundir metal ou rocha sem dispêndio de energia. O sistema era inovador, especialmente num contexto em que numerosos ramos da indústria procuravam opções por energias renováveis e limpas.
Este prodígio foi criado por Manuel António Gomes [1868 - 1933]. A sua elevada estatura levou a que os colegas de seminário lhe dessem a alcunha de Himalaia, que ele adotou informalmente, passando a utilizá-la como se fora parte do seu nome. Por essa razão, Manuel António Gomes passaria à posteridade como o «Padre Himalaia», o «Padre Himalaya» na grafia da época.
A sua participação na exposição universal só foi possível graças ao apoio de mecenas que ele angariou, já que o Estado Português decidiu contribuir apenas com “apoio moral”. O júri internacional atribuiu o primeiro lugar ao seu invento, bem como duas medalhas de ouro e uma de prata aos financiadores do projeto. A notícia foi destaque nos jornais dos Estados Unidos, e o padre Himalaia passou ainda longos meses nos Estados Unidos, divulgando suas descobertas em palestras.
Diz-se que, ainda durante a exposição, o inventor rejeitou várias ofertas por seu invento, como os japoneses que chegarem a lhe oferecer 350 contos pelo aparelho. Mal o invento tinha acabado de ser montado, e já um "sindicato de capitalistas" queria construir uma vedação à volta deste, de modo a obrigar quem quisesse vê-lo a pagar bilhete, algo que o padre Himalaia também recusou. Pensa-se que o sucesso do aparelho e a recusa do inventor em vendê-lo levaram a seu roubo, apesar das suas dimensões.
Depois de tantos anos de pesquisa, o desaparecimento do pirelióforo deve ter sido um golpe de peso para o inventor, que nunca mais se dedicou ao invento. Não muitos anos depois, começaram a surgir, nos Estados Unidos, réplicas de pequena dimensão da máquina criada pelo padre Himalaia, com o mesmo funcionamento, mas usadas para fins distintos.
Matéria originalmente postada no Quora por Rúben Marquês, que mora em Portugal. Aqui o texto foi acrescido de algumas passagens da Wikipedia.
21 janeiro, 2022
O galeão Botafogo
A partir de então, a tática do combate naval é completamente alterada e a abordagem é substituída pelo duelo de artilharia. A superioridade da artilharia naval torna possível aos portugueses derrotar forças numericamente muito superiores, com isso obtendo o domínio dos mares do Oriente e conquistando possessões na Ásia.
Foi o esporão do Botafogo que conseguiu quebrar as correntes em La Goleta, que defendiam a entrada do porto, permitindo, então, à armada cristã que conquistasse a cidade de Tunes (gravura).
27 dezembro, 2021
Uma receita portuguesa
Como de costume, o marido da atriz Fernanda Lima, que é ator, modelo, apresentador e conhecido na internet por ser um homem multitarefas, acompanhou o preparo da comida típica portuguesa.
Anfitrião deste episódio, Armando, que é de uma família portuguesa do bairro da Penha, na zona norte do Rio, explicou que o nome do prato faz referência ao modo como é preparado, que usa os dois punhos para desfiar o bacalhau.
16 junho, 2021
À sombra das laranjeiras
06 janeiro, 2021
Carlos do Carmo, o Sinatra do fado
Carlos do Carmo nasceu em 21 de dezembro de 1939 em Lisboa. Filho da fadista Lucília do Carmo, seguiu os passos da matriarca e acabou se tornando um num dos maiores nomes do estilo musical, ganhando, inclusive, o título de "Sinatra do fado". (*)Carlos do Carmo não era só um notável fadista, que o público, a crítica e um Grammy consagraram. Um dos seus maiores contributos para a cultura portuguesa foi a forma como militantemente renovou o fado e o preparou para o futuro.
— António Costa (@antoniocostapm) January 1, 2021
A popularização do fado para além de Portugal muito se deve a Carlos do Carmo. Ele foi embaixador da candidatura do fado a Patrimônio Imaterial da Humanidade e rodou o mundo divulgando o estilo musical. Esteve algumas vezes no Brasil, onde conheceu grandes artistas da música brasileira, como Elis Regina e Ivan Lins.
Carlos do Carmo c/ Ivan Lins, em "Lisboa, menina e moça", que passou a ser a canção oficial da cidade.
"... deu várias cores ao Fado, abrindo espaços para as novas gerações criarem diferentes formas de tocá-lo e cantá-lo. Foi um ativista pela democracia, pela liberdade, pela cultura de seu país. Homem afável, culto, inteligente, educado, foi um artista admirável e coerente. Um encantador de plateias, em qualquer parte do mundo. Portugal perde um herói. Portugal está de luto. Deixo meus sentimentos e minha solidariedade à sua família, em particular, sua guerreira esposa, Judite, mulher extraordinária, aos seus amigos e ao povo português. Foi um dos meus melhores amigos de sempre. Estou muito, muito triste.
Que Deus o tenha em bom lugar." ~ Ivan Lins
16 outubro, 2020
Código do Bom-Tom
Lilia Moritz Schwarcz (Org.)
Lançamento: 05/12/1997
ISBN: 9788571647343
Selo: Companhia das Letras
A partir de finais do século XVIII, mas sobretudo durante o século XIX, toma força um novo gênero literário consagrado às boas maneiras. Escritos de modo claro e didático, os guias de boa conduta dedicavam-se à "ciência da civilização" e introduziam seus leitores nas atividades que marcavam a vida de sociedade: bailes, reuniões, saraus e jantares.
No entanto, juntamente com a civilidade vinha o aumento do embaraço, que se traduzia, nesse casso, em regras de higiene. Os manuais aconselhavam a evacuação diária, banhos de quinze em quinze dias, além da troca de roupa-branca tão logo estivesse suja. A civilização leva sempre à restrição dos costumes, e a dificuldade está em evitar os gestos naturais. Reprimir o espirro, não coçar a cabeça e muito menos meter os dedos no nariz, não levar a mão à boca nem roer as unhas, nunca arrotar. Nesses manuais estão descritas atitudes e gestos que passam a ser obrigatórios.
VÍDEO imperdível.
Em LINHA DO TEMPO:
Recordo-me de que, na década de 1960, havia um exemplar do "Guia de Boas Maneiras" (imagem da capa) em minha casa.Antônio Marcelino de Carvalho (São Paulo, 1905 – 1978), o autor do livro (e de outros do gênero), foi jornalista, escritor, cronista e um mestre de etiqueta na década de 1950, tendo seus livros permanecido clássicos nas décadas seguintes.
Era filho de Antonio Marcelino de Carvalho e Brasília Machado de Carvalho.
Criador da "Crônica Social" no Brasil.
Seu "Guia de boas maneiras" aborda "as boas e corretas normas de conduta na vida em sociedade". Dividido em capítulos que se subdividem em apresentação, saudação, convites, recepções e tudo o que se refere à mesa (etiqueta, maneira de convidar, arrumação da mesa, entre outros), passando pelo casamento, nascimento, primeira comunhão, presentes e conversas.
20 maio, 2020
"Navegar é preciso, viver ..."
Quinze séculos após, substituindo "necessário" por "preciso", o poeta italiano Petrarca transformou a frase de Pompeu em "Navegar é preciso, viver não é preciso".
"Quero para mim o espírito dessa frase", escreveu depois Fernando Pessoa, confinando o seu sentido de vida à criação.
E, cantando a coragem navegante, Caetano Veloso compôs "Os Argonautas". Um fado brasileiro cujo final inacabado ("Navegar é preciso, viver …") lançou uma interrogação.
Navegar é preciso?
http://blogdopg.blogspot.com/2008/11/navegar-preciso-viver-no.html
Sim! Navegar é uma viagem exata. Fazia-se com bússolas e astrolábios. Hoje, faz-se com satélites, GPS e www’s.
Viver não é preciso?
Não! É uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições…
Mais de 2000 mil anos depois, interrogamo-nos:
Viver não é preciso?
Não, quando navegar é sonhar, ousar, planejar, arriscar, empreender, realizar…
Porque aí, navegar é viver!
Bem-vindo navegador!
A Universidade de Coimbra será sua companheira de navegação.
Neste momento de embarque, apresentamos-lhe uma página que o vai guiar numa viagem segura e aliciante. Parta à descoberta de uma experiência acadêmica sem igual... Porque viver é acima de tudo im[preciso].








