06 fevereiro, 2014

O robô Curiosidade (2)





Aqui tendes:

UMA VERSÃO RETRÔ-FUTURISTA 

DO ROBÔ CURIOSIDADE.



Morenice brasileira

por Nelson José Cunha, de João Monlevade - MG
Nasceram morenos, rechonchudos e com leite a escorrer-lhes das faces sadias. Foram esperados com paciência, anos a fio, para finalmente se apresentarem com essa cara de brasileiros.
Alguns, mais pessimistas, diziam que não iam vingar porque aqui não é o Ceará. Não temos o clima, faz frio e eles não resistiriam.
Insisti e fui premiado com um lote deles, todos rajados e durinhos.
Minha vingança agora é apresentar aos incrédulos essa preciosidade que tem a cor do Brasil e das vestes franciscanas.
Os vizinhos vieram, em fila, vê-los. Acho que duvidaram da notícia que correu rua abaixo: nasceram uns morenos na casa 1014.
Estão agora no ninho que lhes preparei. É assim que se parecem, aninhados depois da arrumação meticulosa.
Trata-se da minha primeira safra de sapotis, expostos à visitação em lugar nobre da cozinha. Não estão maduros ainda, fazem-se esperar como uma noiva antes da apresentação. Precisam agora de calor e carinho para retribuírem com a doçura e o perfume da fruta madura.
Só me resta fotografá-los, dividí-los em punhados menores e deixar que a vizinhança partilhe do banquete.


Manilkara zapota, gratus in hanc domum acciperis! (Sapoti, seja bem vindo a esta casa!)

Nelson,
Ao lado do melão, mamão e peras, os sapotis costumam fazer parte do nosso café matinal. Para asco dos filhos, que não entendem a inclusão dos sapotis no cardápio dos pais.
Parodiando James Carville: É o sabor, estúpidos!
"Se sapoti fosse bom, estava no café da manhã dos hotéis", argumentam.
"Ora, sapoti custa caro, uns 10 reais o quilo", justifico sob o olhar de aprovação da mulher. "Além disso, exige um rígido controle diário do lote para identificar quais deles já estão no ponto".
Estar no ponto é o estado da arte da fruta. Aquilo que só os morcegos manjam.
PGCS

Paulo,
Quando vou ao Ceará, procuro por eles e nem sempre os encontro comestíveis. Acho que não há plantação comercial, daí seu alto preço e raridade. Deve ser fruta de quintal e os que escapam da gula dos moradores, fogem mirrados para o mercado.
Mais fácil achar seu irmão de côr, o kiwi. Fruta da Oceania e menos saborosa. É o que diz meu paladar e o seu. A que se deve o desprezo por essa fruta tão saborosa. Ela tem todos as qualidades de uma boa fruta: pouca casca, pequena semente, muita polpa, resistente ao transporte, árvore produtiva e frondosa, invulnerável à mosca da fruta por sua secreção leitosa, doçura e textura exatas.
Assim como a banana, ele tem o "design" inteligente.
Plantem sapoti, plantem!
Nelson

Tratamento para soluços

A poucos sintomas, além destes, ofertam-se tantos tratamentos. Efetivos? Nem sempre. A bem dizer: em se tratando de soluços, abundância terapêutica equivale a penúria.
Dentre as manobras caseiras para o tratamento dos soluços, destacam-se:
- engulir uma porção de açúcar cristal (uma colher de chá), miolo de pão ou gelo moído;
- chupar uma fatia de limão;
- respirar repetidamente dentro de um saco de papel; O ÚNICO MÉTODO VALIDADO NO BLOG ENTREMENTES
- fazer gargarejos com água;
- puxar a língua para provocar reações de vômito;
- coçar o céu da boca com um cotonete de algodão;
- suspender a úvula (campainha da garganta) com uma colher de chá;
- erguer os joelhos até o peito e inclinar-se sobre eles.
Isto afora os recursos que já existem no arsenal médico para o tratamento dos singultos (como chamamos os soluços) mais obstinados. A descrição destas medidas heroicas fica para outra oportunidade.


Necrológio
Vamos sentir muita falta (incluam-me fora disso) do Dr. Francis M. Fesmire (foto), que faleceu na sexta-feira passada (30). Ele, que foi um dos vencedores do Prêmio Ig Nobel de Medicina, em 2006, com o seu estudo médico Termination of Intractable Hiccups with Digital Rectal Massage (Interrupção de soluços incuráveis com massagem retal digital), e que foi também, em 2008, agraciado com o prêmio Herói de Medicina de Emergência, do American College of Emergency Physicians. Dr. Fesmire gostava de comparecer nas solenidades de premiação do Ig Nobel, desde o ano em que ele ganhou o seu galardão. Ah, o bom e não tão velho Dr. Fesmire, com a sua mão enluvada e o caridoso estoque de gel KY, sempre se oferecendo para aplicar a sua técnica, gratuitamente, a qualquer membro da plateia que estivesse em necessidade!

Arquivo
Uma solução à texana para soluços

05 fevereiro, 2014

Explosão vulcânica e raios

O fotógrafo Martin Rietze viajou recentemente para o Japão, onde ele teve a oportunidade de fotografar o vulcão Sakurajima, no sul de Kyushu, quando o vulcão vomitava fumaça, fogo e lavas. Como se isso não fosse suficiente, o Sakurajima serviu de palco a um show de raios que durou mais de 20 segundos, dando tempo ao fotógrafo para se posicionar e tomar uma série de incríveis fotografias.

Você pode ver as imagens da série aqui.

Uma discussão sobre o bacon

Dave Pacheco: Parece tão injusto que nós só podemos fazer bacon de um dos animais.
Dan Eastwood: Ah, mas nós podemos!
Dave Pacheco: Abominável!
John Walkenbach: Para não falar de bacon de peru. Estou achando que Dave não estava pensando claramente quando ele postou isso. Talvez ele estivesse bêbado.
Richard Holmes: Eu estou especulando que ele poderia estar sóbrio.
John Walkenbach: Além disso, você pode fazer o bacon fora do nosso país (EUA). Já ouviu falar do bacon canadense?
Richard Holmes: Isso é feito a partir de canadenses.
[...]
Dave Pacheco: Eu me recuso a reconhecê-los como exemplos de "bacon".

Poderá também gostar de ...
Para o dia morrer feliz, The "Eatles" e SUÍNOS. O odor dos machos

O pior dos pesadelos

Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes,
A gente sonha e baba na fronha
E se urina toda e já não tem paz.
Pois eu sonhei contigo e caí da cama.
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!
Chico Buarque


04 fevereiro, 2014

A vida vertiginosa de um rola-bosta


Life
Sometimes you roll the shit, sometimes the shit rolls you.

Senado Federal: impeachment de JB

Por que isto é importante
A OAB aprovou documento assinado por todos os seus conselheiros federais cobrando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma investigação sobre a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma medida inédita da entidade. Algo que demonstra o quanto o atual presidente do Supremo extrapolou todos os limites do jogo democrático. Um dos maiores e mais renomados juristas do Brasil, Celso Bandeira de Mello, professor de direito da PUC-SP, criticou as decisões tomadas por Joaquim Barbosa sobre a prisão dos condenados do chamado “mensalão”. “Cabem providências jurídicas contra ele, entre elas o impeachment". Enquanto isso cresce o movimento pelo impeachment do presidente do STF. O ex-governador de São Paulo, e um dos juristas mais respeitados do país, o conservador Claudio Lembo, concedeu uma entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, que promete incendiar o debate sobre os abusos cometidos por Barbosa.“Nunca houve impeachment de um presidente do STF. Mas pode haver, está na Constituição. Bases legais, há. Foi constrangedor, um linchamento. O poder judiciário não pode ser instrumento de vendetta”, diz o ex-governador paulista. Já foi lançado um manifesto de repúdio ao que chamam de prisões ilegais de parte dos condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, assinado por juristas, intelectuais da sociedade civil. Joaquim Barbosa mentiu ao defender o sigilo do Inquérito 2474 pois está atuando claramente a favor dos interesses dos magnatas da mídia brasileira, onde inclusive seu filho trabalha. Para quem não sabe, este inquérito tem as provas de que todo o mensalão foi uma imensa farsa sustentada pela mídia e pela oposição, para derrubar o Partido dos Trabalhadores e criar as bases de um golpe de estado através do impeachment de Lula. Não conseguiram derrubar Lula, mas conseguiram iludir, desinformar e colocar boa parte dos brasileiros contra o PT. A Rede Globo, a Revista Veja, e o Jornal Folha de SP ajudaram durante anos a sustentar a mentira, pois o PT planejava democratizar a mídia, que no Brasil é dominada por 7 famílias de bilionários.
Acesse AQUI a petição coletiva online criada por François Brasil, publicada no site Avaaz, a ser entregue no Senado Federal..

A Foquinha de Deus

Uma vez, eu ouvi um missionário descrever a grande dificuldade que ele teve em traduzir a Bíblia para os esquimós.
Era inútil falar de milho ou de vinho a um povo que não sabia mesmo o que essas palavras queriam dizer. Então, ele teve que usar termos e situações equivalentes que fossem compreensíveis para os esquimós.
Assim, na versão esquimó das Escrituras, o milagre de Caná, na Galileia, foi descrito como a transformação da água em gordura e o versículo 8 do capítulo 5 da Primeira Epístola de São Pedro foi modificado para "... vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, rugindo como um urso polar, buscando a quem possa tragar".
Da mesma forma, '"a terra que mana leite e mel" tornou-se "a terra que mana gordura de baleia", e, em todo o Novo Testamento, a palavra "Cordeiro de Deus" foi traduzida para "Foquinha de Deus", por ser o equivalente mais próximo possível.
O missionário acrescentou que seus convertidos não entenderam mesmo porque Jonas não utilizou as oportunidades excepcionais que teve para matar e comer a baleia.

Lord Frederic Hamiliton, The Days Before Yesterday, 1920

03 fevereiro, 2014

Não passarão!

Este vídeo é uma compilação de cães intimidados pelo gato da casa.



Ailurofobia é o medo irracional aos gatos. Entre as personalidades que tinham esta fobia estão Henrique III da França, Napoleão Bonaparte, Benito Mussolini e Adolf Hitler.
A ailurofobia pode não incluir o medo aos grandes felinos, o que torna esse medo ainda mais irracional. Ver artigo de Talita.

Amor à Novela

"É aqui que vão gravar o final da novela?"

A aranha VW

O realismo dos efeitos especiais em filmes modernos é sem precedentes. Com imagens de computador e orçamentos multimilionários - como devem ser feitos! Mas se deve apreciar a criatividade existente nos filmes "B" em que monstros, naves espaciais e gigantes são criados com um orçamento bem apertado. É preciso muita imaginação para rodar um filme em dez dias por 500 dólares, mesmo naqueles dias em que 500 dólares eram dinheiro.
A exemplo, Stephen King descreve como foi feita a aranha para o filme "A invasão das aranhas gigantes":
"Apesar do título, havia realmente apenas uma aranha gigante. Mas não me sinto enganado, porque era uma coisa especial. Um Volkswagen coberto com meia dúzia de tapetes de pele de urso e com quatro pares de pernas de aranha que eram operados por pessoas dentro do carro. É impossível ver os efeitos obtidos com um orçamento tão modesto, sem sentir uma onda de admiração."
Como se vê, King acertou. A aranha foi efetivamente montada sobre um fusca, com oito pessoas encarregadas de mover as patas a partir do interior do carro.
Richard Albain, que foi o homem que construiu a aranha VW, diz:
"Tínhamos que fazer fisicamente essa coisa dos movimentos, de modo que o caminho mais rápido e mais barato para isso foi usar um fusca. É baixo, com relação ao chão, e o motor fica na parte de trás. Fora do veículo, nós construímos os acessórios e, em seguida, soldamos tudo ao corpo. Além disso, mantendo as pernas em sincronia, também o usamos como meio de transporte."

02 fevereiro, 2014

Como se forma o arco-íris

myconfinedspace.com
AQUÉM DO ARCO-ÍRIS

De onde vem a chuva


Costumo repetir que, em viagem por essas estradas sem placas confiáveis, frentista de posto de gasolina tem que saber tudo de endereço de estradas, cidades, ruas, hotéis etc.
E quem trabalha em barraca de praia tem que saber tudo de meteorologia. Mas a turma da praia aprendeu a se defender.
Manhã de quase sol, no horizonte do mar sem fim se formou uma barra de nuvens pesadas. Carregadas de chuva. Se viesse em direção à praia, adeus banho de mar.
Fiz a pergunta inevitável para o rapaz que nos atendia na barraca:
- Será que vem nessa direção?
- Nem sempre. Tomara que fique por lá, mesmo.
- A chuva aqui normalmente vem do mar ou do continente?, insisti.
- O senhor mora onde, patrão?
- Moro em Brasília. Por quê?
- Lá deve de ser do mesmo jeitinho daqui. A chuva vem de cima.
Não demorou muito e o céu desabou torrencialmente. Preparou-se no leste e veio de cima. Bem feito.
Toin, toin...
Fernando Gurgel Filho

Sistemas de filtração

Físico
Vídeo feito para demonstrar o poder de filtração do OKO. Entra neste filtro uma escura Coca Cola e, do outro lado, sai um líquido transparente (tão ruim quanto, imagino).



Biológico
Há uns cinquenta anos que meus rins vem fazendo o mesmo com a Cuba Libre. E sem tecnologia NASA, hein!

01 fevereiro, 2014

Curvas de distribuição

-

O que seria do mundo se a curva normal nunca tivesse sido descoberta?
Das vacinas à internet, devemos muito à revolução probabilística, e toda grande revolução merece uma grande história!
Envie sua história para The Taming of Chance a fim de concorrer a $ 3.500 em prêmios em dinheiro.

O valor do ouro

A atitude da humanidade com relação ao ouro é bizarra. Quimicamente, o ouro é desinteressante - ele quase não reage com qualquer outro elemento. No entanto, de todos os 118 elementos da tabela periódica, o ouro é o que os seres humanos costumam usar como moeda. Por que não o ósmio, o cromo, o hélio ou, talvez, o seaborgium?
Da entrevista de Andrea Sella, professor de Química da Universidade de Londres, concedida a Justin Rowlatt, do BBC World Service, extraio (o termo é apropriado) o seguinte trecho em favor do ouro:
Estado físico
O ouro é sólido à temperatura ambiente. Este critério prontamente exclui os gases nobres e os halogênios. Um gás (que precisa ser transportado em frascos) nunca será ideal como moeda.
Resistência / Durabilidade
Muitos elementos são resistentes e duráveis, porém são difíceis de fundir como o titânio e o zircônio. O ponto de fusão relativamente baixo do ouro, que é resistente e durável, permite transformá-lo facilmente em moedas, lingotes e joias.
Estabilidade
Não ser corroído pela água nem oxidado pelo ar. Tomem-se os exemplos do ferro, do chumbo e do cobre que apresentam esses problemas. E da prata, o seu concorrente mais próximo, que se mancha. Ninguém prestigia uma moeda que se rebaixa por si própria. Se você fabricar um Jaguar de ouro pode estar confiante de que, mil anos depois, ele terá chance de ser encontrado na vitrine de um museu, ainda em bom estado.
Inércia química
Os metais alcalinos e terrosos são muito reativos. Uma moeda explosiva não é uma boa ideia.
Raridade
Há elementos que são mais raros do que o ouro. Só se se cunhassem minúsculas moedas com eles, fáceis de serem perdidas. Outros são difíceis de serem extraídos, fundidos etc. Outros só existem momentaneamente, fazendo parte de um experimento de laboratório (como o seaborgium, por exemplo). Se você recolhesse o ouro de todos as joias, de todas as coroas, de todas as estatuetas pré-colombianas e os vestígios de ouro de cada chip de computador, com o objetivo de derretê-lo, estima-se que você ficaria com apenas 20 metros cúbicos de ouro, por aí.
Biossegurança
Ser venenoso (como acontece com o arsênico e o mercúrio) não é uma boa qualidade para o meio circulante. Ser radioativo, idem. Você não vai querer um dinheiro que dá câncer. And last but not the least,
O ouro é dourado!
"Este é outro segredo do sucesso do ouro como moeda", diz Sella. "O ouro é incrivelmente bonito."


O problema com o ouro
Sua oferta não tem qualquer relação com as necessidades da economia. A oferta de ouro (como de qualquer outro elemento químico) depende do que pode ser extraído. E a demanda por ele pode também variar muito, o que, com uma fonte fixa, pode levar a oscilações igualmente selvagens em seu preço. Esse não é o comportamento de um armazenamento estável de valor.
Assim, parafraseando Churchill, entre todos os elementos que existem, o ouro é a pior moeda possível. Além de todos os outros.

A Lei de Murphy do churrasco

Bits and Pieces

Sísifo
Conheci-o casualmente num churrasco. Era o sujeito que abanava o carvão molhado. (PG)

Descrição de um churrasco, O sonho e o pesadelo e Churrasco de rico.

31 janeiro, 2014

Cada ponto se move em linha reta

Each dot is moving in a straight line. Funsubstance

Espinafrando...

O marinheiro Popeye, personagem de histórias em quadrinhos e desenho animado, é retratado como tendo uma forte afinidade pelo espinafre, tornando-se fisicamente mais forte após consumi-lo.
A versão mais comumente aceita afirma que este retrato baseou-se em cálculos errôneos do teor de ferro no espinafre. Nessa versão, o cientista alemão Emil von Wolff, em 1870, aumentou um ponto decimal na medição do teor de ferro, obtendo um valor de ferro dez vezes maior no espinafre.
A medição defeituosa não foi notada até os anos 1930. Quando já se generalizara a crença popular de que o espinafre era rico em ferro, o que tornaria o corpo humano mais forte.
Mike Sutton, em artigo no Journal of Internet Criminology, alega que a relação da força de Popeye com o conteúdo de ferro no espinafre é um longo mito. O espinafre foi escolhido para Popeye, na verdade, por seu teor de vitamina A.

O Livro de Soyga

John Dee foi matemático, astrólogo, ocultista e alquimista. Era também consultor da corte da rainha Elizabeth e - ainda mais impressionante - à época, ele era o proprietário da maior biblioteca da Inglaterra, com cerca de 3.000 volumes.
Dee acreditava que o Livro de Soyga, também chamado de Aldaraia, fora revelado pelos anjos a Adão, no Jardim do Éden.
Mas...
O livro em si era um tratado do século 16 sobre a magia, e tão provavelmente de origem celestial como este artigo o é (dica: não é).


O mistério deste livro realmente começa depois da morte de Dee. Depois de ver sua fantástica biblioteca reiteradamente saqueada, ele foi forçado a vender a maior parte dos volumes restantes para poder se sustentar no final de sua vida. E o Livro de Soyga presumia-se estar perdido... até 1994, quando o estudioso Harkness Deborah descobriu dois exemplares em locais obviamente embaraçosos: a Biblioteca Britânica, em Londres, e a Biblioteca Bodleian, em Oxford.

Mysterious Books, Business Pundit

30 janeiro, 2014

Falcão na Bíblia das Celebridades

segundo David Butter


"O profeta deixou a fortaleza e disse: ‘A partir de hoje, chamem-me Falcão, pois por cima comerei’. Falcão vestia uma túnica da cor do sol. Do seu peito saía um girassol do vale de Zebulom e dos seus olhos, uma luz sem sombra. Sua palavra era cristalina como o espelho de um açude na hora mais clara: ‘Varão é varão. Rebento é rebento. Sodomita é sodomita’. Às mães de Israel dedicou um poema: ‘Minha mãe, sois a mulher de meu pai’."

As cegonhas e os bebês

De acordo com uma lenda do norte europeu, a cegonha é responsável por trazer os bebês para os pais. A lenda é muito antiga, mas foi popularizada no século XIX pelo conto "As Cegonhas", de Hans Christian Andersen. O folclore alemão afirma que as cegonhas encontravam os bebês em cavernas e pântanos e traziam-nos para as famílias num cesto às costas ou pendurados no bico. Os bebês eram então dados às mães ou largados pela chaminé. As famílias teriam de notificar quando queriam crianças, colocando doces para a cegonha no parapeito da janela. A partir daí o folclore espalhou-se por todo o mundo.
A psicanálise sugere a natureza duradoura da fábula da cegonha e do recém-nascido por está ligada à  necessidade psicológica de aliviar o desconforto dos pais em discutir sexo e procriação com as crianças. As aves sempre  foram associadas a símbolos maternais (como Juno), e a cegonha pode ter sido escolhida para o papel pela sua plumagem (representação de pureza), tamanho (suficientemente grande para transportar um bebê) e voo a alta altitude (para voar entre a Terra e o Céu). WIKIPÉDIA
Parcialmente Nublado


Cegonha a jato

20/07/2014 - Desatualizando...
De onde vêm os bebês? In: SMBC por Zachweiner

Pesquisa. A impressão por jato de água

Pense o senhor na economia que o mundo faria em tintas de impressão. Atrevo-me a profetizar que, no futuro, os cartuchos de tinta estarão entre as coisas mais caras e inacessíveis. Poderá inclusive a humanidade sucumbir numa guerra dos pigmentos.
Dr. Carta Pácio, em uma carta que ele enviou para mim.
Segundo Will Water Be Your Next Printer Ink?, 40 por cento dos documentos impressos em escritórios são utilizados apenas uma vez, o que ocasiona enormes desperdícios de tinta de impressão e de papel.
Uma ideia, ora em desenvolvimento por pesquisadores chineses, consiste em substituir a tinta do cartucho da impressora convencional por água da torneira. Em contato com um papel especial que reage à umidade, a água imprime o documento programado.
Essa impressão permanece visível por um dia inteiro, e o papel pode ser utilizado em outras impressões por até 50 vezes.
A nova tecnologia fará o custo da impressão cair para cerca de um por cento.



O papel especial serve também para ser escrito por caneta esferográfica a água (e os estelionatários devem estar de olho nessa aplicação).

29 janeiro, 2014

Caipirinha x Cerveja

por Fernando Gurgel Filho
O dia amanheceu com um sol de rachar. Mar calmo, ondas quentinhas, areia branquinha... Só havia um porém: eu não podia beber. No dia anterior furei o pé em um prego. Tomei uma antitetânica e a enfermeira decretou 24 horas de abstinência total de álcool. Que obedeci, ainda que a contragosto.
Na barraca de praia, enquanto cumpria a sentença ditada pela vacina, ouvia o grande clássico do verão, PQP - http://youtu.be/IpSlphRPC1E (212 mil acessos) - que era cantado bem alto, "em mil autifalantes", para a distração de crianças, adolescentes, adultos, velhos e afins.
Em outra barraca tocava outro clássico que repetia o refrão: "enfia, enfia, enfia...". Não sei se enfiaram, mas depois tocou mais um grande clássico da praia. Que não vou repetir, quem quiser vá lá ouvir.
Terminada a abstinência, chamei o garçom.
- Por favor, pode trazer uma caip...
Temporada fraca, o garçom, apesar do bom humor, não deixou nem terminar o pedido. Creio que queria desabafar. Passou a contar a história de um turista, muito machão, zagueirão violento, batedor de baba - traduzindo: jogador de pelada de praia - e que gostava de tomar umas caipirinhas. Tomava muitas. O problema era que, a partir da quarta, o rapaz ficava literalmente de quatro e dava em cima de todos os homens que passavam por perto. Dai pra frente soltava a franga e os gritinhos histéricos. Bem ao ritmo das músicas que estavam no ar.
- O senhor queria o quê, mesmo?
- Ahn, uma cervejinha, por favor.
Melhor tomar esses sucos de milho que dizem ser cerveja. Sei lá se o problema não é com os limões da praia. Ou seria com a cachaça?
Daí pra frente a gozação foi total.
- Garçom, meu cunhado quer tomar umas quatro caipirinhas hoje.
- E aí, já tomou quantas caipirinhas hoje?

Longevidade feminina - 6

Surge novo fato que ajuda a explicar porque as mulheres vivem mais do que os homens.
Este é o sexto da série.


Ver os anteriores: 1, 2, 3, 4 e 5.

Ésquilo



Incidente em Brighton

28 janeiro, 2014

Conjeturando...

Isso é que é uma mulher ocupada!
Tem quíntuplos, um cachorro para cuidar e o marido está atrás das grades!


Com tantas bocas para alimentar... o que aconteceu com ele?
Foi preso em flagrante por latrocínio? Entregou-se por outro crime há tempos cometido?
Prevalecendo a segunda hipótese, ele certamente não se entregou para aplacar a consciência. É que cinco bebês incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.

O Homem de Marlboro

Foi o personagem de uma das campanhas publicitárias mais bem sucedidas de todos os tempos.
Até os anos 50, o Marlboro era um cigarro para mulheres por causa do filtro. Em 1954, a Philip Morris contratou o publicitário Leo Burnett para executar o chamado reposicionamento da marca. No caso: a agência de Burnett organizaria uma campanha que fizesse da marca um produto também consumido pelos homens.
Com essa intenção o publicitário apelou para um personagem caubói. Antes de revelado o segredo de Brokeback Mountain, como observou Kiko Nogueira, nada era tão viril quanto um caubói. E a campanha, pelo impacto que teve sobre o imaginário masculino, elevou as vendas da marca a níveis inacreditáveis.
Nos anos 70, com a incorporação da música-tema "Mundo de Marlboro" aos filmes da capanha, o faturamento da marca de cigarro (que já era a mais vendida no mundo) cresceu ainda mais.
Parecia que apenas as evidências científicas dos danos à saúde causados pelo fumo estavam a atuar em sentido contrário.

A morte do Homem de Marlboro é o fim de uma era que nunca foi inocente. Kiko Nogueira, DCM
Epílogo
No último dia 10, morreu aos 72 anos Eric Lawson (foto), que encarnou o Homem de Marlboro nos anos 70. Ele foi apenas um entre muitos atores e modelos que, em tempos diferentes, desempenharam o papel.
Morreu Lawson de DPOC, uma doença pulmonar. Assim como também morreram, em decorrência de doenças pulmonares relacionadas ao hábito de fumar, outros colegas que o precederam: David Millar, Wayne McLaren, Davie McLean e Richard Hammer (*).

N. do E.
(*) Dos citados, o único que não fumava era Richard Hammer. Talvez se possa colocar o câncer pulmonar de Hammer  na conta de Tutancâmon.

Leia, persista e não desista

Sabe aqueles longos contratos de softwares que ninguém lê?
Longos, com letra miúda, e nos quais a gente acaba clicando: "li e estou de acordo com os termos de uso". Sem ter lido, é claro.
Essas licenças de uso são uma das mentiras da internet.
Leia o que disse (e fez) uma empresa de softwares:
"Como estávamos tão seguros de que ninguém lia as licenças, incluímos uma cláusula no texto de uma delas, dizendo que o primeiro a enviar um e-mail para o nosso endereço, reportando-se a essa cláusula, receberia US $ 1.000. Para provar que, pelo menos para essa pessoa, ler as licenças tinha compensado."
Cinco meses após, com 3 mil pacotes do software vendidos, foi que apareceu a avis rara que reivindicou o prêmio.
A empresa é chamado de PC Pitstop, faz softwares de segurança e, em seu página, conta essa história com detalhes.

27 janeiro, 2014

O pombo surfista

Parece que os pombos da cidade evoluíram a tal ponto que eles preferem pegar carona a voar. De uma perspectiva evolucionista, isso faz todo sentido.



E o leitor deve ter notado que as experiências de acionar o limpador de para-brisas (0:29 e 1:11) – o pombo surfista defeca para isso! – tampouco o desencorajam de praticar a carona não solidária.

Postagem relacionada
Não deixem o pombo dirigir o ônibus!

O mapa dos antípodas

Um antípoda de um ponto sobre a Terra é o local da superfície terrestre diametralmente oposto a esse ponto. Dois pontos são considerados antípodas quando se ligam por uma linha imaginária que passa pelo centro da Terra.
Este mapa (que aparece ampliado na Wikimedia Commons) permite você ver a situação geral dos antípodas. Como o nosso planeta é coberto por água em cerca de 71 por cento de sua superfície o resultado é o que se vê abaixo:


Aqueles que correspondem a terras aparecem na cor laranja.
Usando os recursos do Antipode Map, dado o seu nível de detalhamento, você pode saber até onde fica o antípoda de sua casa.

Fortalezense ao mar!

A origem dos robôs

Em 1921, o checo Karel Capek escreveu uma peça de teatro chamada R.U.R., iniciais de "Rossum's Universal Robots".
A peça conta a história de um cientista brilhante, chamado Rossum, que constrói humanoides (robôs), com o intuito de que sejam obedientes e realizem todo o trabalho físico.
A peça introduziu a palavra robô, que deslocou palavras mais antigas como "autômato"ou "androide", nas línguas ao redor do mundo. Em um artigo, que escreveu posteriormente, Karel Capek nomeou o seu irmão Josef, também escritor, como o verdadeiro inventor dessa palavra. Robô, ou robota como a palavra foi criada em checo, significa trabalho forçado ou escravo.
Para finalizar a nota, um trecho da R.U.R., de Karel Capek, que traduzi da versão inglesa:
DR. GALL: Você vê, tantos robôs estão sendo fabricados que as pessoas estão se tornando supérfluas; o homem é realmente um sobrevivente. Mas ele deve começar a morrer, depois de uns reles trinta anos de competição. Essa é a parte terrível! Você pode pensar que a natureza foi afetada com a fabricação dos robôs. Todas as universidades estão enviando petições para restringir sua produção. Caso contrário, dizem eles, a humanidade será extinta por falta de reprodução. Mas os acionistas da R.U.R., é claro, não vão ouvi-los. Todos os governos, por outro lado, estão clamando por um aumento na produção para elevar os padrões de seus exércitos. E todos os fabricantes do mundo está requisitando robôs como loucos.
HELENA: E não tem ninguém exigindo que a fabricação cesse por completo?
DR. GALL: Ninguém tem a coragem.
HELENA: Coragem!
DR. GALL: As pessoas iriam apedrejá-lo até a morte. Você vê, afinal, é mais conveniente contar com o trabalho feito pelos robôs.
HELENA: Ah, doutor, o que vai acontecer com as pessoas?
DR. GALL: Deus sabe, Helena. Parece-nos, a nós cientistas, com o fim!

08/02/2015 - Atualizando...
Vídeo ROBÔS NO CINEMA

26 janeiro, 2014

Privacidade

"La privacidad se ha convertido en una moneda de cambio. Pagamos por servicios «gratuitos» con nuestra información personal."
Linda Doyle

Gratuidades da internet

Banjo lunar



Este banjo era tocado por alguém do conjunto "Garotos da Lua" em suas apresentações?
Não.
(Formado por Jonas Silva, Acyr Bastos, Milton Silva, Alvinho Sena, Toninho Botelho e João Gilberto, o "Garotos da Lua" foi um grupo vocal brasileiro. Estreou em disco em 1946, gravando pela Continental.)

Slideshow BANJOS

Rodapost
Seja lá quem o tocasse, eu acho que o pessoal da Apple vai curtir muito esse banjo "com mordida"!