19 setembro, 2011

Sobrevivência na residência

Existem coisas que, em caso de fim do mundo ou algo parecido, você pode encontrar em sua residência para comer e dessa maneira tentar sobreviver à catástrofe. O Survival Food fez um levantamento completo a respeito:
  1. Comida para animais - A sobrevivência é garantida!
  2. Restos alimentares - O ruim é onde você vai encontrá-los. As datas de validade devem ser ignoradas mas os sentidos precisam estar apurados.
  3. Plantas de casa - Cuidado. Algumas delas são venenosas (por que você acha que a "comigo-ninguém-pode" tem este nome?).
  4. Couro - Um produto de origem animal, porém difícil de mastigar. Não se meta com o couro sintético.
  5. Gordura do forno - Pode usar para fazer as frituras.
  6. Pasta de dentes - É quase uma comida de astronauta. Só pode ser consumida em pequenas quantidades por conta de seu efeito laxativo. Não causa cáries.
  7. Papelão e papel - Como está o seu aparelho digestivo para atuar no ramo da celulose?
  8. Sabão - É fabricado com óleos vegetais. Efeitos laxativo e espumante.
  9. Ar - Se não estiver poluído, é o que basta para os "respiratorianos". www.breatharian.com
Chaplin comendo uma bota em "A Corrida do Ouro"

18 setembro, 2011

Penso, logo cito - 26

Jean Cocteau, oceanógrafo francês:

"Existem verdades que a gente só pode dizer 
depois de ter conquistado o direito de dizê-las."

Toulouse Lautrec
+ frases de Jean Cocteau. Aqui.
+ frases sobre a verdade. Aqui.

Um relógio carnívoro

Este é o protótipo de um relógio "alimentado" por moscas. Nele, uma esteira de papel pegajoso, que é movimentada por cilindros, transporta as moscas capturadas até uma célula de digestão. Com isso, obtém a energia necessária para acionar os cilindros e fazer funcionar o relógio digital.
Obviamente, os inventores deste relógio, os britânicos James Auger e Jimmy Loizeau, foram buscar inspiração para o projeto na Natureza: nas plantas carnívoras.

17 setembro, 2011

A estilista da internet

Inspirada nos ícones dos principais browsers (navegadores) da internet, a artista Moie Preisenburger, que mora em Brisbane, capital de Queensland, Austrália, criou estes modelos:

Atrás da cerca

Nem tudo é o que você pensa.

Homens marcantes na vida das mulheres

· Tire a roupa... médico
· Agora deite e relaxe... psicanalista
· Fique de costas, agora... massagista
· Está doendo? A cabeça incomoda?... farmacêutico
· Abra um pouco mais... dentista
· Quando estiver tudo dentro você vai gostar... decorador
· Vem... Vem... Assim... Assim... flanelinha
· A senhora quer que coloque lubrificante?... frentista
· Pode segurar, mas não pode apertar... vendedor de frutas
· Vamos fazer uma coisa diferente?... cabeleireiro
· Vai querer tudo ou só a metade?... peixeiro
· Isso, assim, mexe um pouco mais, agora... professor de culinária
· Sim. Está quentinho! Como a senhora gosta... padeiro
· Gostoso, não é? Pode experimentar outra vez... feirante
· Hoje? Outra vez? Assim não há quem agüente!... marido

Germano Gurgel enviou por i-1/2

16 setembro, 2011

"O Deserto dos Tártaros"

São muitos os livros que tratam da existência humana de forma figurada. Uns tentam mostrar o valor do ser humano. Outros, sua inutilidade.
Em “O Deserto dos Tártaros”, Dino Buzzati, construiu uma bela metáfora onde podemos intuir os dois lados da moeda. O autor situa a trama em um forte fronteiriço ao deserto. Deserto de onde seria provável a ocorrência de um ataque inimigo. Vê-se, depois, que isto serve apenas para justificar a existência do forte e das pessoas que o habitam.
Ali, isolados, mesmo que as suas cidades lhes sejam acessíveis facilmente, vemos as diversas atitudes do ser humano em busca de sentido para suas realizações pessoais e, por consequência, coletivas. Que finda apenas com a morte.
Como o universo dos acontecimentos humanos são captados apenas por fragmentos, mesmo a morte de um dos confinados não significa nada ante as probabilidades que surgem aos olhos das buscas, anseios e ambições dos que ficam.
E a existência se consome nesse contínuo esperar por algo que nunca vem e, quando vem, não podemos mais usufruir, seja pela idade, saúde ou vontade. Por isso, são poucos os que podem dizer da sua vida: “Estou aqui apenas para ser feliz!”
Assim, no isolamento do forte, os soldados passam os dias se matando, se odiando, se tolerando, se encantando, se deprimindo, se enaltecendo, se regozijando, mas, como todos nós, sempre à espera dos Tártaros, de Godot, dos Bárbaros, de Deus ou de outra vida, enquanto nos esquecemos de construir de forma prazerosa a vida que temos.

Fernando Gurgel Filho, de Brasília

Dr. Asdrúbal e a dicotomia na medicina

O refinado Dr. Asdrúbal, em se tratando de erguer o moral de um paciente, tem uma técnica infalível. Costuma aplicá-la em quem, receoso de estar apresentando uma grave patologia, ameaça entrar em estado de pânico.
Ele, simplesmente, convida o paciente a acompanhá-lo em um raciocínio de clareza solar.
- Ainda não formei o diagnóstico, quanto a isto vou recorrer a exames complementares. Mas já se vê que estamos diante de duas possibilidades: higidez ou doença. Se for a primeira, ótimo, você não tem nada, mas se for a segunda possibilidade, nem assim haverá motivo para se desesperar. Porque poderá ter uma doença simples, auto-limitada, para a qual nem sequer prescreverei medicamentos. Com também poderá ter a alternativa, qual seja, estar você portando uma doença realmente séria. Calma aí. A medicina hodierna já consegue curar muita doença com esse rótulo, o que poderá acontecer perfeitamente no seu caso. Ou não, caso esteja a apresentar uma doença considerada atualmente incurável. E daí?! Se, aliviado dos sintomas por conta de um tratamento paliativo, você ainda poderá ter, daqui para frente, uma qualidade de vida razoável. Se bem que eu não possa descartar a outra opção que aqui se coloca: estarmos lidando com uma moléstia que, além de grave e incurável, é inteiramente refratária a qualquer medida de alívio. Bem, você tem religião? Ah, é cristão!... Porque agora vai ser das duas, uma: você, logo que morrer, irá para o Céu ou... para o Inferno. Ir para o Céu será ótimo, já que é a suprema aspiração de quem se diz cristão.
Segundo sei, Dr. Asdrúbal sempre para neste ponto. Por considerar uma redundância mandar para o Inferno quem já apresenta uma doença grave, incurável e de grande padecimento.
O Barão de Itararé não racionalizaria melhor. PGCS

15 setembro, 2011

Não mudou

LukeSurlComics. Tradução: PGCS
Postagem relacionada: + Uma.

Vias respiratórias robóticas

À direita, acha-se reproduzida uma das ilustrações de E. Benyaminson para o livro "Alô, Eu sou um Robô!", de Stanislav Zigunenko (Russia, 1989).
Vias respiratórias superiores são bastante complexas nos seres humanos. Ao recriá-las para um robô, Benyaminson exala uma simplicidade inocente, afinal essa gravura é para um livro destinado a crianças.

ajourneyroundmyskull

14 setembro, 2011

Quem veio primeiro?

O ovo ou a galinha?
Para conciliar as duas respostas possíveis Peter Wut criou esta imagem:


Gastou doze dúzias de ovos.

ALIMENTOS. O semelhante cura o semelhante?

Bem, encontramos dez alimentos que espelham as partes do corpo a que fornecem nutrientes como, por exemplo, a noz, a qual é realmente muito parecida com o cérebro. Coincidência? Talvez.
Embora esses alimentos possam ser saudáveis para o corpo todo, a lista a seguir é um lembrete divertido do que comer para beneficiar áreas específicas.

13 setembro, 2011

As vantagens do helicóptero

Germano Gurgel, por e-mail
Quando comparado com o avião tradicional (de asa fixa), o helicóptero apresenta vantagens e desvantagens. Dentre as suas vantagens estão:
- pairar
- ir para trás e para os lados
- voar em áreas congestionadas
- operar em baixa velocidade
- usar pequenas áreas para as aterrissagens
- e PRINCIPALMENTE...

O Detran adverte

Tristan Bronkhorst


NUNCA DIRIJA MAIS RÁPIDO 
DO QUE O SEU ANJO DA GUARDA
CONSEGUE VOAR.

12 setembro, 2011

O planking já era?

Os novos comportamentos propagados pela internet não duram muito. O planking, no qual o praticante fica emborcado numa superfície plana, de preferência pouco confortável, enquanto outra pessoa tira uma fotografia (a ser publicada na internet, claro), mal começou a ganhar adeptos e já está sendo substituído pelo owling.
O owling (traduza isso por "corujando"), por sua vez, consiste em ficar de cócoras - que nem uma coruja pousada em seu toco - para ser fotografado com vistas ao grande público.
Na internet é tudo tão dinâmico que, por vezes, os estilos se sobrepõem. Como o leitor pode ver na fotografia abaixo, que tem a felicidade de congregar dois praticantes: um, de planking, e outro, de owling.

artsyspot.com

Além dos estilos já descritos, acaba de surgir outro: o batmanning. Eis uma demonstração de como é este último através de seu fundador:
Desenho de  Jesus Castañeda

¡opunɯ oɐ opıʇuǝs oʌou ɯn oãp ǝnb sɐssǝ oɯoɔ sǝɔuɐɯɹoɟɹǝd oãs 'ǝʇuǝɯɐʇɹǝɔ

O espelho do futuro

Trata-se do Cybertecture Mirror, um espelho que causaria inveja a uma personagem do passado: a rainha do conto da Branca de Neve.
Ele vem com funções de correio eletrônico, previsão do tempo, conexão a redes sociais, controle de peso, exercícios de fitness, gestão de perfis de uso, tudo através de um software especialmente desenvolvido para o espelho.
Além de fazer o básico, que é refletir a imagem do usuário.
Mas esse atendimento de uma vaidade, combinado com os recursos tecnológicos do espelho, tem um preço. Algo em torno de 5.500 euros ou 12.700 reais, vai dar para encarar?

11 setembro, 2011

♪Tocando em frente♪

Conta-se que Almir Sater estava em São Paulo para uma temporada de shows e desceu do seu apartamento para tomar um cafezinho num mercado ali perto.
Chegando ao destino, encontrou Renato Teixeira que o convidou para experimentar uma viola nova que acabara de comprar.
Enquanto tomavam café, Almir Sater dedilhou a viola e soltou...
"Ando devagar" ... ao que Renato emendou... "porque já tive pressa".
E eles disseram que essa maravilha de música ficou pronta ali, bem rapidinho.


Vídeo inDICAdo por Winston Graça

Dez anos atrás

Nova Iorque, 11 de setembro de 2001, às 7 da manhã...

WTC
a teoria conspiratória
na nota de 20 dólares
O sujeito despede-se da esposa e vai para o seu escritório no 85º andar de uma das torres do World Trade Center. No caminho resolve mudar os planos e segue direto para a casa de sua amante...
Chegando lá, desliga o seu celular, despe-se, e vai com ela para a cama.
Às 11h, já satisfeito e bem disposto, resolve ir para o escritório. Veste-se, liga o seu celular...
Que toca na mesma hora, Priiiii Priiiii Priiii..., era sua mulher gritando em pânico e aos prantos:
- Graças a Deus!!! Querido... Onde você está???
- Estou aqui no escritório, querida... Tomando um cafezinho... Aconteceu alguma coisa???

Repassada por Fernando Gurgel Filho

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10 setembro, 2011

Nunca vem só

Um homem respondia na justiça a dois processos. O primeiro, movido pela esposa, acusando-o de impotente e requerendo o divórcio. O segundo, da parte de uma amante, para que ele fosse reconhecido como pai de uma criança.
Dizia o coitado:
"Pelo menos um dos processos eu ganharei. Porque, se sou impotente não posso ter o filho com a amante. E, se a criança é reconhecida como sendo meu filho, então é porque não sou impotente."
Perdeu ambas as causas. Porque foram julgadas uma depois da outra e em tribunais diferentes.
Acórdão do blog
Na justiça uma desgraça nunca vem só.

Leitura complementar: Eu já sabia, Processos bizarros, Furto de mel, Assimetrias, Pau no nome, O crime do malaio, Suicídio ou homicídio? e Stella Awards.

A tempestade

(um conto erótico da internet)
Eles estavam juntos na casa. Apenas os dois.
Era uma noite fria, escura e chuvosa.
A tempestade tinha chegado de repente e, cada vez que um trovão ecoava, ele observava o seu pulo.
Ela olhou através da sala e admirou sua força aparente... e desejou que ele pudesse pegá-la em seus braços, confortá-la e protegê-la da tempestade.
De repente, com um estouro, a energia se foi… ela gritou...
Ele correu ao sofá onde ela se encolhia de medo.
Ele não hesitou e a colocou em seus braços.
Ele sabia que era uma união proibida e tinha a expectativa de que ela o empurrasse de volta.
Ele ficou surpreso quando ela não resistiu e o agarrou.
A tempestade passou.
Eles sabiam que estavam errados. Suas famílias nunca entenderiam.
Tão consumidos estavam em seus medos que não ouviram nenhuma porta se abrindo.
Apenas o clique seco de uma câmera....
(e o clique de seu mouse)

09 setembro, 2011

Dividindo a cama...

... com um tigre de Bengala.
... com um velho de bengala.

Dr. Asdrúbal e o cliente com "aquilo roxo"

Já está fora de moda falar atualmente em "aquilo roxo". A expressão entre aspas remonta aos tempos da República das Alagoas, quando o presidente Collor, em momento de destempero verbal, usou-a para designar os seus "países baixos".
No entanto, em sua pujante vida profissional, Dr. Asdrúbal chegou a assistir um paciente que tinha "aquilo roxo". Literalmente falando.
Era um cidadão, aí pelos cinquenta anos, que compareceu em seu consultório acompanhado da esposa. Ele veio muito preocupado... por estar apresentando a genitália com a cor modificada: roxa! Sem que o cidadão estivesse a apresentar sintomas e outros sinais que fizessem suspeitar de estar acometido por alguma doença conhecida.
O Dr. Asdrúbal examinou-o, num primeiro momento considerando se achar diante de um grande desafio diagnóstico. Pois essas situações de desconforto, mais do que as grandes doenças, costumam ter uma elucidação diagnóstica mais difícil.
Após examinar o paciente, verificou, porém, que... um pouco da coloração arroxeada tinha passado às suas mãos! Dr. Asdrúbal valorizou esse detalhe. E, virando-se para a esposa do paciente, fez uma série de perguntas que mostravam toda a sua percuciência.
- A senhora vem usando algum método contraceptivo?
- Sim, doutor. O diafragma.
- Somente isso?
- Acrescento uma geleia espermicida.
- Sabor uva, não é?

08 setembro, 2011

2ª aula de html


Revisar: Aula de html - 1.

Um ano com Mercúrio!

Na Guerra Civil norte-americana, o exército da União documentou 100 mil casos de gonorreia num período de dois anos. Durante a I Guerra Mundial, o exército perdeu 7 milhões de pessoas-dia e teve mais de 10 mil baixas por Doenças Sexualmente Transmitidas (DST) em suas fileiras.
Nos meados dos anos 1940, tais infecções começaram a ser tratadas pela penicilina. Mas, por uma questão de segurança nacional, as forças armadas dos EUA mantiveram, como medidas de controle das DST, o marketing impactante e a política de distribuição de preservativos. Dando assim continuidade a uma guerra de décadas contra as DST.
Com o título The Enemy in Your Pants, o site Mother Jones mostra 20 pôsteres dessa luta.


O cartaz diz:
Um minuto com Vênus... Um ano com Mercúrio!

Explicação
Os mercuriais eram o tratamento padrão da sífilis antes da descoberta da penicilina.

07 setembro, 2011

Por um rabo-de-cavalo

Numa disputa da final do salto em distância entre mulheres, Nastassia Mironchyk-Ivanova fez aquele que poderia ser apontado como o melhor salto de sua carreira, porém um rabo-de-cavalo lhe tirou a medalha de ouro do Campeonato Mundial de Atletismo de 2011.
Saiu consagrada dessa competição a norte-americana Brittney Reese, com o primeiro lugar, depois de cravar 6m82 em seu melhor salto. Entretanto, o jornal La Gazetta dello Sport (Quando l' oro sfuma per un capello) exibiu uma imagem curiosa, retirada da transmissão da rede de televisão RAI: Natassia teria superado a campeã com um salto de 6m90, não fosse o seu rabo-de-cavalo.
A atleta de Belarus fez o melhor salto do Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, mas pelas regras da competição, o seu salto foi prejudicado pela parte mais recuada do corpo a tocar na areia. No caso, o seu rabo-de-cavalo. E o salto de Natassia ficou registrado como 6m74, o suficiente apenas para alcançar o quarto lugar.

UOL Esporte

Uma expressão relacionada
Crescer como rabo de cavalo = crescer para baixo, isto é, diminuir.

Burocratas

Um fotógrafo holandês viajou por Bolívia, China, França, Índia, Libéria, Rússia, Iêmen e Estados Unidos da América, tirando fotos de funcionários públicos sentados atrás de suas mesas de trabalho.

06 setembro, 2011

A terapia dos trilhos

Essas pessoas não estão protestando contra nada. Eles estão deitadas sobre uma ferrovia com a esperança de que essa medida cure suas doenças.
Na cidade indonésia de Rawa Buaya as pessoas acreditam que as ferrovias têm energia curativa.


REUTERS / Nuraheni Enny
Comentário
O certo é que a estupidez não conhece fronteiras, não distingue classes sociais e, se não é infinita como pensava Einstein, falta pouco para tanto.

Caminhadas sobre o gelo

A Patagônia é a região do planeta que tem a maior porcentagem de "pessoas" que vão a pé para o trabalho.


Originalmente, a notícia falava em Alasca. Mas não encontrei uma figura com ursos polares que fosse tão boa quanto essa. PG

Itapiúna - CE

05 setembro, 2011

Comendo o amanhã

“Se você correu, correu, correu tanto
E não chegou a lugar nenhum
Baby, oh Baby, bem vinda ao Século XXI”
Refrão de “Século XXI”, música do “Profeta” Raul Seixas, em disco de 1989.

Não adianta esconder o sol com a peneira: a Terra não aguenta o consumismo humano!
E, diga-se de passagem, consumismo de uma parte muito pequena da humanidade. Um mínimo de pessoas que consome o máximo que o mundo produz, enquanto a maior parte consome o mínimo que consegue obter, ou nada, apenas sobrevive.
O fato é que o crescimento industrial, por mais acelerado que seja, NUNCA conseguirá satisfazer a maioria dos seres humanos, nem lhes dar o básico de forma equânime. Muito menos, o básico acrescido do supérfluo. Supérfluo que, para muitas sociedades, se tornou o básico-do-básico, como automóveis, motos, televisões, telefones, computadores, armas... Sem contar o básico-profilático, como perfumes, sabonetes, cremes, desinfetantes, detergentes... Que dizer então do básico-enfeite de móveis, roupas, calçados e comidas?
Até quando o planeta aguenta o acréscimo de mais consumidores para esses produtos? Sem falar no básico-real que consiste em morar, vestir, comer e saciar a sede. Tudo com dignidade.
O acesso de uma Ásia inteira (China, Índia, Paquistão, Coréia do Norte etc.) ao mercado de consumo levará fatalmente ao colapso anunciado do planeta. Afinal de contas estamos falando de “apenas” metade da população do globo. E a população da África miserável? E da América Latina?
Creio que hoje assistimos ao maior dilema que a humanidade já enfrentou. A percepção de que o crescimento econômico mundial não levará a lugar nenhum, ou antes, levará à destruição da Terra, pode fazer com que o desespero dos Donos do Mundo leve-os a enfrentamentos graves neste século. Isto porque as nações desenvolvidas não se conformarão em abrir mão do seu quinhão de bem-estar e as em desenvolvimento também querem sua fatia.
E ninguém fala em tomar outro rumo como, por exemplo, ao invés de crescimento da produção, porque não diminuir o crescimento populacional? O máximo que aconteceria neste caso seria um aumento momentâneo do número de idosos em relação aos jovens, depois a coisa retomaria seu curso natural.
Mas não. Uns preferem colocar obstáculos ao crescimento dos outros. E deixam o mundo caminhar numa direção cada vez mais perigosa. Talvez apostando numa catástrofe natural ou num crescimento indefinido e artificial como hoje se observa, embalado por matanças, roubos e misérias.
A redução da atividade industrial e do crescimento populacional seria benéfica em todos os aspectos, principalmente em relação à violência pois, hoje, o sistema financeiro mundial e, consequentemente, o aumento de produção no mundo, mantém-se em pé graças ao que se chama eufemisticamente de economia informal, mas que, na realidade, trata-se de imensa teia de atividades subterrâneas ilegais, como tráfico de drogas, de gente, de órgãos, pirataria e incentivo à atividades relacionadas à guerra e à segurança (sic), além da imensa fatia de dinheiro oriunda do desvio de dinheiro público de todos os países.
O mundo já teve um padrão-ouro, passou para um padrão-fiducia e, atualmente, vive a era do padrão-ilegalidade, pois a fiducia se foi há muito tempo. E é a ilegalidade que explica a atual liquidez internacional e é o que impede a implosão dessa montanha de capitais que circula sem lastro e sem explicação.
A desaceleração do crescimento econômico, aliada a um rígido controle populacional, talvez seja a única alternativa que resta à humanidade. E as nações industrializadas deveriam começar justamente por estancar totalmente a produção/comercialização/utilização de artefatos bélicos, promovendo a paz entre todos os povos, o que as deixaria livres para atuar nos outros graves problemas que afligem a humanidade, inclusive os relacionados ao meio-ambiente.
Isso exige, no mínimo, sabedoria e esta é a matéria-prima mais rara do mundo, principalmente entre os que mandam nele.
Enquanto isso, vamos continuar comendo o amanhã.

Fernando Gurgel Filho, de Brasília

O Titanic da Ásia

Todo mundo se lembra do RMS Titanic como cenário de uma das piores tragédias da história marítima. Após o  "inafundável" navio colidir com um iceberg, em 15 de abril de 1912, mais de 1.500 pessoas perderam as vidas. Infelizmente, já houve outras tragédias marítimas muito piores. Como a que aconteceu com o navio alemão Wilhelm Gustlof, bombardeado em 30 de janeiro de 1945 por um submarino soviético, que afundou no Mar Báltico causando a morte de 8.000 pessoas.
Em tempos de paz, a pior tragédia marítima ocorreu no choque do ferry filipino MV Doña Paz com o petroleiro MT Vector, em 20 de dezembro de 1987, no Estreito de Tablas, nas Filipinas (imagem ao lado). Produziu acima de 4.000 mortes. Apesar de ter a capacidade oficial de 1.500 passageiros, o Doña Paz estava sobrecarregado de pessoas que haviam comprado passagens de forma ilegal, como reconheceram depois os órgãos oficiais que apuraram as causas dessa tragédia.

Fonte
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Pós-escrito
Recebo do desenhista e tradutor Jesper, radicado em Fortaleza, uma correspondência em que ele discorda da ilustração da postagem. Para ele, a foto acima NÃO É do MV Doña Paz. Conferindo na internet, eu encontrei resultados conflitantes: alguns sites julgam ser de Doña Paz, outras, de Maria Carmela. Pelo material que Jesper me enviou, acho que ele tem razão. Mas, por via das dúvidas, mantenho a imagem anterior e acrescento outra. Esta (ao lado) é sem dúvida uma foto do MV Doña Paz (Fonte Wikipédia), que foi tirada três anos antes do sinistro. O navio está todo asseado e perfumado, esperando os visitantes de domingo.
O presidente Abraham Lincoln tinha razão quando dizia aos soldados da União para não acreditarem em tudo que vissem na internet.

04 setembro, 2011

On road

:-)

♪16 Tons♪

"Sixteen Tons" é uma canção sobre a vida de um mineiro de carvão. A sua primeira gravação foi em 1946, pelo cantor de musica country Merle Travis e, no ano seguinte, foi lançada em seu álbum Folk Songs of the Hills. Em 1955, Tennessee Ernie Ford fez uma versão que atingiu o topo da parada na Billboard.

Refrão
You load sixteen tons, what do you get?
Another day older and deeper in debt.
Saint Peter, don't you call me, 'cause I can't go.
I owe my soul to the company store.


Para ver a letra toda: Aqui.



No final da década de 1960, Noriel Vilela (aqui citado dois dias atrás) interpretou uma versão em português da música, denominada 16 Toneladas, em seu primeiro álbum-solo, "Eis o Ôme". Entretanto, a versão em português nada tem a ver com o canto de sofrimento dos trabalhadores explorados, mas sim com o ritmo do sambalanço, que fazia sucesso na época.

03 setembro, 2011

News of Brazil

Uma postagem de quinta-feira (01/09) do blog EntreMentes, Inventos malucos da medicina - 3, saiu também no Luis Nassif Online, onde recebeu comentários de vários leitores:
"Foi assim que a Veja nasceu?" Franklin
"Provavelmente." Eduardo Moreto
"A Veja foi ao contrário, a parturiente estava de costas e a saída foi por trás." Ivo G J
"Isso, isso, isso! Que o Milagroso nos livre de brincar com a desgraça alheia, mas foi assim e com hemorróidas, segundo veicularam outros "órgãos" do PIG. Não sei se a matéria foi baseada em fatos ou meros supositórios (oops!)." Marcos W.
(...)
Pois bem!
O último número dessa "filha de centrifugadora" mostra que ela, que não tem boa reputação, continua com o velho costume de atingir as reputações dos outros.
E o mote contra ela inclui ainda o trecho final deste artigo, Dirceu e o tribunal da Veja, de Washington Araújo, mestre em Comunicação pela UnB:
"Chega agosto, mês de desgosto para alguns, mês de tragédias nacionais na política brasileira (Getúlio Vargas, Jânio Quadros etc). E a revista Veja parece continuar impressionada com a saga de Mario Puzo, com o seu Don Corleone, de O Poderoso Chefão. A capa da edição de 31/8/2011 traz o rosto de José Dirceu, óculos escuros, meio-sorriso mafioso, bem versão Marlon Brando, vestindo o personagem de Puzo. O texto de capa é, muito provavelmente, o mais destoante entre uma chamada de capa e sua matéria interna: 'O Poderoso Chefão / O ex-ministro José Dirceu mantém um ‘gabinete’ num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e conspira contra o governo da presidente Dilma'.
O que merecia mesmo uma ampla reportagem é a metodologia adotada pela revista para cumprir sua pauta. Repórter se passando por companheiro de quarto de hotel de José Dirceu. Repórter tentando conseguir a chave do apartamento de José Dirceu com a camareira. Imagens citadas/retratadas na revista como se houvessem sido cedidas pela segurança do hotel – aliás, e isso parece inacreditável, o mesmo hotel que lavrou boletim de ocorrência em delegacia de polícia dando conta de hóspede suspeito querendo invadir um quarto. Etc., etc., etc. Os crimes lançados na 'reportagem' infelizmente, para a revista, não são tipificados no Código Penal brasileiro: receber visitas em seu quarto de hotel, visitas que tanto podem ser de entregadores de pizza ou comida chinesa, como de parlamentares ou mesmo ministros de Estado.
Não discorro mais sobre o assunto porque Ricardo Kotscho já disse tudo sobre esta última parte (ver 'Repórter não é polícia; imprensa não é justiça'). A pulga que tenho na orelha é saber se, por algum acaso, repórteres de Veja estagiaram recentemente no jornal News of the World do realmente mafioso midiático Rupert Murdoch. Caso tenham estagiado, pelo jeito não aprenderam bem as lições que somente uma imprensa criminosa poderia ensinar."

Por menos, muito menos o mafioso Rupert Mudoch teve que fechar o seu "jornal" no Reino Unido.

Hélio

NÃO ABUSE!

A sapiência de um tubarão

Dois tubarões brancos observam os sobreviventes de um navio afundado.
- Siga-me, filho, diz o tubarão pai para o filho.
E os dois nadam até os náufragos.
– Primeiro, vamos nadar em volta deles com apenas a ponta das nossas barbatanas aparecendo fora da água.
E assim eles fizeram.
- Muito bem, meu filho! Agora vamos nadar ao redor deles, algumas vezes, com nossas barbatanas inteiras aparecendo fora da água.
E assim eles fizeram.
- Agora nós podemos comer todos eles.
E assim eles fizeram.
Quando ambos estavam empanturrados, o filho perguntou:
- Pai, por que nós não os comemos logo de início? Por que ficamos nadando ao redor deles várias vezes?
O sábio e experiente pai respondeu:
- Porque o gosto deles fica melhor sem merda dentro!!!