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07 outubro, 2022

O sexto oceano

Um novo estudo dá novas provas à teoria de que o planeta Terra tem um sexto oceano, além do Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico, e que ele se encontra abaixo de nossos pés.
Publicado na revista Nature Geoscience, o artigo afirma que esse oceano abrange todo o globo em uma camada entre o manto superior e o inferior da Terra, a cerca de 650 quilômetros de profundidade. Em comparação, a crosta terrestre tem uma profundidade média de 8 a 40 quilômetros.
Os geólogos já vinham acumulando há algum tempo evidências de que existe uma grande quantidade de água no manto da Terra, mantida em minerais porosos, e não como um grande corpo de água, como acontece na superfície. Em 2014, um estudo sugeriu que essa zona de transição pudesse contar até 1% de seu peso em água, com base em amostras de um mineral chamado de ringwoodite, (*) encontrado em um diamante extraído no Brasil.
Em 2017, um dos pesquisadores de um estudo semelhante publicado na revista Science disse à New Scientist que a zona de transição poderia conter tanta água quanto todos os oceanos da superfície do planeta.
O novo estudo também examinou um diamante, este extraído em Botswana, e descobriu que provavelmente se formou a cerca de 660 quilômetros de profundidade associada à zona de transição. Estudando a ringwoodite encontrada no diamante e com base na condição desse mineral, os pesquisadores agora acreditam que a região aquosa se estende um pouco abaixo da zona de transição e no manto inferior do planeta.
br.noticias.yahoo.com/ (matéria enviada por Jaime Nogueira)
(*) N. do E.
Até recentemente, os cientistas nunca tinham visto ringwoodita de dentro da Terra. Para estudar o mineral, eles tiveram que sintetizá -lo em um laboratório ou extraí-lo de meteoritos. Em 2014, uma pequena amostra do mineral foi extraída da Terra pela primeira vez. Um grão foi encontrado dentro de um diamante extraído no Brasil. O pequeno fragmento tinha menos de 40 micrômetros de comprimento. O diamante veio originalmente da zona de transição do manto da Terra . A zona de transição está localizada várias centenas de quilômetros abaixo da superfície. É aí que altas temperaturas e pressões criam ringwoodita a partir da olivina , outro mineral. Na zona de transição, a olivina foi aquecida e comprimida em ringwoodita. Eventualmente, um diamante se formou ao redor do ringwoodita. Então, um vulcão trouxe o diamante para a superfície.Ringwoodite pode absorver água. Mas não pode absorver água na forma líquida, sólida ou gasosa! Altas temperaturas e pressões não apenas transformam a olivina em ringwoodita. Eles também fazem com que as moléculas de água se dividam. Isso cria radicais hidroxila (-OH) . Os poros da ringwoodita absorvem os radicais hidroxila. Isso prende a água quebrada dentro da estrutura molecular do mineral. Havia radicais hidroxila na ringwoodita aprisionada no diamante brasileiro. O peso da água foi cerca de 1% do peso total da amostra. Os cientistas compararam isso com a quantidade total de ringwoodita estimada no manto da Terra. Ao que tudo indica, a quantidade de água nas profundezas da superfície do planeta é aproximadamente igual à quantidade nos oceanos

08 junho, 2017

Homo sapiens é 100 mil anos mais velho do que se acreditava

AFP - Fósseis de Homo sapiens com 300 mil a 350 mil anos de idade, descobertos no Marrocos, fizeram recuar em mais de 100 mil anos a data da origem de nossa espécie, segundo dois estudos publicados nesta quarta-feira (7) na revista "Nature".
"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100 quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de animais e ferramentas de pedra. Originalmente, estes fósseis foram datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente colocaram em dúvida estas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária - similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos.
Agence France Presse
Doi : 10.1038 / nature.2017.22114

VÍDEO: Assista no YouTube

05 dezembro, 2016

Explicações reconfortantes

1
Um estudo, divulgado na publicação científica Journal of Topics in Cognitive Science, contradiz a opinião de que as conexões cerebrais são prejudicadas com o avanço da idade.
"O cérebro humano funciona mais devagar com a idade", afirma Michael Ramscar, responsável pelo estudo, "mas somente porque nós acumulamos mais informação com o passar do tempo."
O cérebro dos mais velhos funciona como se fosse um "disco rígido de computador" que, repleto de dados, demora mais tempo para acessar suas informações.
Portanto, essa lentidão não está associada a um declínio do processo cognitivo.
"Imagine alguém que saiba as datas de aniversário de duas pessoas diferentes e consiga lembrar-se delas de maneira quase perfeita.Você realmente diria que essa pessoa (que se lembra do aniversário de duas pessoas) tem memória melhor do que outra que sabe o aniversário de 2 mil pessoas, mas só consegue dizer a data certa uma vez a cada dez tentativas?", questiona Ramscar.
"Os cérebros das pessoas mais velhas não ficam mais fracos. Pelo contrário, eles simplesmente sabem mais.".
2
Sobre um conhecido teste de cognição que requer dos envolvidos lembrar-se de um par de palavras não relacionadas como, por exemplo: "gravata" e "biscoito":
Os jovens têm melhor desempenho nesse teste, mas pesquisadores acreditam que os mais velhos apresentam dificuldades em lembrar-se de pares de palavras não relacionados – como "gravata" e "biscoito" – porque eles aprenderam que essas palavras não estão associadas.
Para o professor Harald Baayen, que lidera o grupo de pesquisa Alexander von Humboldt Quantitative Linguistics, onde a pesquisa foi feita, "o fato de que os mais velhos acham difícil memorizar pares de palavras não relacionados do que jovens adultos demonstra simplesmente que os mais velhos têm um melhor entendimento da linguagem."
"Eles têm de fazer mais esforço para aprender pares de palavras não associados porque, diferentemente dos mais jovens, eles sabem muito mais sobre os critérios de associação entre palavras."
3
Mesmo quando as pessoas mais velhas se esquecem do que iam fazer em outra dependência da casa, esse esquecimento não é um problema de memória mas apenas uma forma que a Natureza encontrou para obrigá-las a fazer mais exercício físico. É isso!
Eu sei que tenho amigos a quem deveria mandar essas explicações reconfortantes mas, no momento, não consigo recordar os seus nomes. Por isso, agradeço a quem as envie a seus próprios amigos. Quem sabe eles também sejam os meus amigos.
Fonte: BBC Brasil, com modificação

01 junho, 2016

Sistemas informatizados de classificação de sexo

Você pode dizer o sexo de uma pessoa a partir de apenas um vislumbre de suas sobrancelhas? Poderia um sistema informatizado fazer o mesmo?
Para descobrir isso, um estudo foi realizado por Yujie Dong (da Universidade de Clemson) e Damon L. Woodard (da Universidade da Flórida) em 2011. Usando algoritmos sobre oito características de reconhecimento biométrico em imagens de sobrancelhas, eles foram capazes de determinar o sexo de uma pessoa com uma precisão média de acerto de 96 por cento.


Mas as sobrancelhas não são, de maneira alguma, a única opção disponível para os sistemas informatizados de classificação de sexo. Já estão documentadas outras possibilidades, que incluem: corpo, forma das mãos, unhas, marcha, gesto, penteado, calçados, voz, estilo de blogue etc.
Em estilo de blogue a acurácia é 88,5 por cento.

Slideshow SOBRE SOBRANCELHAS

Ver também: Sexadores de pintos e de cochinilhas (que são sistemas não informatizados)

14 maio, 2016

Uma fantástica maneira de navegar

Se você é um escaravelho, você deve passar uma boa parte de sua vida dançando por aí sobre o topo de uma bola – uma bola de cocô que, com alguma sorte, acabará por se tornar o jantar. Mas os pesquisadores que dedicam suas vidas ao estudo dessas criaturas da coprofagia dizem que eles adquiriram uma adaptação surpreendente.
De acordo com um estudo publicado na revista Current Biology, escaravelhos podem tirar "snapshots" (instantâneos) de seus arredores e usá-los para navegar. Os cientistas acreditam que eles navegam à noite, orientando-se pela parte visível da Via Láctea – aquele pálio aberto que cintila nos céus dos locais onde não há poluição luminosa.


Ora (direis) olhar estrelas! Certo, perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto, que os escaravelhos olham para as estrelas. E que, por conta dessa aptidão, já foram homenageados em outro estudo que deu o prêmio Ig Nobel à bióloga Marie Dacke.

A bola e o besouro | A vida vertiginosa de um rola-bosta | Rola-bostas

10 setembro, 2014

Cães e gatos: são destros ou canhotos?

De acordo com dois estudos, a resposta é sim. Assim como os seres humanos, cães e gatos podem ser destros ou canhotos (e também ambidestros).
Um estudo realizado em 1991 por pesquisadores da Universidade de Ataturk, na Turquia, mostrou que 50 por cento dos gatos domésticos são destros, 10 por cento são ambidestros e os restantes 40 por cento são canhotos. Mas os cães, de acordo com outro estudo realizado em 2006 na Universidade de Manchester, tendem a ser mais bem divididos: 50 por cento são destros, 50 por cento são canhotos e um número estatisticamente insignificante deles é ambidestro.
Determinar se um cão ou um gato é destro, canhoto ou ambidestro não é tão simples. Como se faz com uma criança, por exemplo, oferecendo-lhe um brinquedo para ver que mão ela mobiliza. Isto porque a preferência neles, ao contrário da preferência nos seres humanos, (*) é muitas vezes fracamente expressa. A fim de determinar com precisão o lado dominante em cães e gatos, você precisa executar os testes muitas vezes para avaliar as tendências.
Siga lendo no mental_floss.

(*) Cerca de 90 por cento dos seres humanos são destros e 10 por cento são canhotos.

Slideshows do PG – Apresentação 335

24 abril, 2014

Um dilema dos vegetarianos

Um vegetariano que cria um animal carnívoro pode viver um dilema. Como o que é descrito em um artigo da revista Appetite: "Uma questão de carne. Dieta do animal de estimação e dilema do vegetariano". RESUMO
O autor, Dr. Hank Rothgerber , da Faculdade de Psicologia da Universidade Belarmino, em Louisville, Kentucky, EUA, escreve:
"Focado especificamente no conflito entre ter de alimentar um animal de estimação com uma dieta à base de carne, que pode ser percebida como o que promove o bem-estar do animal, e a ameaça de degradação ambiental pela adoção de tais dietas, aqui se encontra o dilema do vegetariano."
Mas, além do dilema que se coloca para o dono do animal, é uma dieta vegetariana a longo prazo nutricionalmente adequada para uma criatura carnívora?
Vai depender do animal. Para um estudo de exemplo, veja: "Avaliação de gatos alimentados com dietas e atitudes de seus cuidadores vegetarianos ( J.Am.Vet Med Assoc 20 06; 229:70-73) Mas, para os chamados carnívoros "obrigatórios", como as cobras, isso pode ser problemático (apesar de que não há quaisquer estudos acadêmicos sobre cobras vegetarianas).

The Vegetarian’s Pet Dilemma, Improbable Research

02 abril, 2014

Homem com violão

"Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí." Zé Keti

Você, homem, está segurando um violão ou uma guitarra neste momento?
Se não está, você não está usando todo o potencial de um homem para atrair uma mulher.
De acordo com dois estudos, o primeiro, realizado em Israel, em 2012, e o segundo, no ano passado, na França, uma mulher se sente mais atraída por um homem que esteja com um violão.

N. do E.
1) Você não precisa provar que sabe tocar o instrumento, basta ir por aí...
2) As conclusões desses estudos não foram até o momento validadas para banjo, balalaica e ukulele.

15 abril, 2013

ALIANÇAS DE CASAMENTO. Dois estudos

As alianças de ouro simbolizam o ideal de longa duração de um casamento. Contudo, com o uso, uma parte do material de que elas são feitas pode desaparecer por desgaste abrasivo. Georg Steinhauser, um químico da Universidade Tecnológica de Viena, calculou o ritmo com que isso acontece.
Os Steinhauser se casaram. Uma semana depois, ele pesava o seu anel de casamento. Ele o pesava a cada semana, um ano inteiro. E o relatório com o gráfico de peso do anel mostrou que este apresentou uma perda média de cerca de 0,12 mg por semana.
Em seguida, Steinhauser estimou que, a cada ano, na cidade de Viena, onde vivem mais de 300.000 casais, ocorreria uma perda total de cerca de 2,2 quilos de ouro nos anéis de 18 quilates (75% Au - 15% Ag - 10% Cu), resultando desse fato um prejuízo em torno de 35.000 euros.
Diz Steinhauser: "Devido à abrasão de partículas de metal, dedos humanos usando anéis de ouro deixam um rastro de ouro em quase toda parte." Advertindo, ainda, seus colegas cientistas para "não usarem anéis de ouro em laboratórios analíticos que são dedicados à análise de traços de metais, porque um anel de ouro ou a pele que tenha estado em contato com o anel são possíveis fontes de contaminação".


Artigo relacionado
Um quarteto de medicos publicou este estudo (V. resumo) na revista Urology. "Pelo nosso conhecimento", escrevem eles, "este é o primeiro relato de um anel de casamento sendo usado como dispositivo de constrição."

Comercial
Um adúltero não poderá mais tirar temporariamente o anel e sair à caça. O anel de casamento de titânio deixará impresso no dedo do usuário as palavras "I'm married" (Eu sou casado).
Anti-Cheating Wedding Ring

Poderá também gostar de:
Pedidos de casamento

15 dezembro, 2011

A toxina da felicidade

:-)
A imagem veio daqui.

Polemizando...
A limitação da expressão das próprias emoções atrapalha na hora de reconhecer as emoções dos outros?
Sim, diz novo estudo.
Não é novidade que pode ser difícil saber o que os usuários de botox estão sentindo. Mas, aparentemente, aqueles com os rostos paralisados têm pouca ideia do que os outros estão sentindo também. Não, injeções de toxina botulínica, até onde se sabe, não afetam o cérebro. Mas, de acordo com um novo estudo, pessoas que usam toxina botulínica, por estarem fisicamente incapazes de reproduzir as emoções alheias, isso acaba afetando sua habilidade de também compreender os sentimentos dos outros. (...)
O texto veio daqui.

28 julho, 2009

Maçã x Pera

O Professor Jean Vague, da Universidade de Marselha, França, foi o primeiro a sugerir (em 1947) que as complicações da obesidade não dependiam apenas do excesso de gordura no corpo humano. Eram também uma consequência de como ela se distribuía no corpo das pessoas obesas. Assim, Vague cunhou os termo "androide" para a forma de obesidade mais observada em homens (em maçã), na qual o diabetes e a doença cardiovascular são complicações comuns, e o termo "ginoide" para a forma de obesidade mais observada em mulheres (em pera), na qual a gordura se deposita nas partes inferiores do corpo e que tem caráter menos maléfico.
As observações feitas por Vague não receberam uma imediata atenção da comunidade médica. Foram necessários mais de 35 anos para que fossem avalizadas por estudos epidemiológicos prospectivos.