O lugar mais seco da Terra. Em algumas partes deste deserto nunca foi registada uma única chuva.
Nunca.
Mas é exatamente por isso que o Atacama é o melhor arquivo do planeta. O que vem para aqui fica para sempre.
Neste vídeo — 10 segredos do deserto de Atacama:
a maior mina de cobre do mundo sobre milénios de história pré-colombiana que as escavadoras perfuraram de lado a lado;
o oásis comercial de San Pedro, com 2000 anos de povoamento contínuo e ligações com a metade do continente;
o Vale da Lua, onde a NASA testou os rovers marcianos;
uma explosão cósmica há 12.000 anos que derreteu a superfície do deserto;
Tiwanaku, com blocos de 130 toneladas transportados sem rodas a 4.000 metros de altitude;
o Gigante de Atacama — a maior figura humana pré-colombiana com 86 metros de altura;
o florescimento do deserto uma vez a cada 7 anos e sementes com um relógio molecular que para o tempo;
um rio que corre pelo deserto mais seco do mundo alimentando-se apenas de águas subterrâneas;
um complexo ritual inca no topo de um vulcão a 6.739 metros conservado como novo;
e a maior concentração de observatórios do mundo (do Atacama vê-se o Universo melhor do que de qualquer outro lugar na Terra).
As primeiras descobertas arqueológicas do Brasil datam da chegada dos portugueses à costa brasileira, embora não tivessem o chamado de olhar arqueológico, já que a arqueologia enquanto ciência só data do século XVIII. Existe documentação histórica onde é possível identificar menções à cultura material indígena, o que ajudou arqueólogos a unir essas descobertas a culturas que só podem ser conhecidas por esses registros arqueológicos. Uma dessas descobertas arqueológicas foram as casas subterrâneas dos guaianases, que aparecem na obra Tratado Descritivo do Brasil, de Gabriel Soares de Sousa. Outro exemplo das descobertas arqueológicas desse período são os sambaquis encontrados pelo jesuíta Fernão Cardim. Segundo a pesquisadora Cristiana Barreto, não havia grande interesse em estudar essas descobertas naquele período histórico, e estes objetos acabavam em alguma coleção particular, exceto por alguns esforços dos jesuítas, que buscavam estudar as diferentes culturas indígenas naquele momento. Com a expulsão dos jesuítas no ano de 1759, estes estudos foram interrompidos. Entre a segunda metade do século XVIII e o começo do XIX, muitos naturalistas viajantes estrangeiros também contribuíram para as pesquisas arqueológicas no Brasil e sobre o Brasil. Essas investigações tinham bastante ligação com o propósito recorrente à época de estudar a etnologia e a cultura material, principalmente direcionadas territorialmente à Amazônia. Alguns naturalistas famosos deste período são Franz Keller-Leusinger e Alexandre Rodrigues Ferreira. Destaca-se, neste primeiro período da Arqueologia brasileira, a fundação do Museu Real em 1808, que viria depois a ser reformulado como o Museu Nacional. Seu perfil era próximo de um museu de história natural, servindo como uma base para os estrangeiros viajantes e em expedição. Um dos objetivos do museu era o incentivo à pesquisa zoológica e botânica, mas ele serviu também como um repositório para os artefatos encontrados por pesquisadores diversos, a título de "curiosidades". Um arqueólogo que se destacou bastante neste período foi o dinamarquês Peter Wilhem Lund, um naturalista que teve seus primeiros contatos com o Brasil em 1825, e mais tarde fixou residência em Lagoa Santa, Minas Gerais, em 1834. Lund tinha trabalho focado em zoologia e paleontologia, tendo pesquisado mais de 800 cavernas, documentando e coletando vestígios arqueológicos de animais extintos. Destaca-se a descoberta de Lund de vestígios de ossos humanos na Lapa do Sumidouro, junto a sinais de animais pleistocênicos, o que estabeleceu uma teoria sobre a presença de seres humanos contemporâneos àqueles animais. Essa descoberta foi importantíssima, pois na época não havia nenhuma evidência que sustentasse a presença humana num período tão antigo, de modo que houve muitos debates sobre as possibilidades dessa hipótese de existência humana. Lund defendeu fervorosamente sua tese, que ficou conhecida como a questão do homem de Lagoa Santa
"O que me encanta na arqueologia é o fato de que a gente pode recontar a história de populações que de outra maneira nunca seriam conhecidas." (Walter Alves Neves)
Esta famosa empresa nasceu como uma pequena divisão de som quando George Lucas a fundou em 1975, embora ainda se chamasse Sprocket Systems; agora pertence a The Walt Disney Company, é claro.
O documentário abaixo tem cerca de 15 minutos tão informativo quanto interessante, pois revela alguns fatos e segredos curiosos. Pode-se dizer que é um vídeo que é um terço homenagem, um terço publicidade e um terço "porque eu valho a pena".
O arquivo desta sonoteca, a Skywalker Sound Library, atualmente tem cerca de 720.000 efeitos sonoros, portanto, por mais curtos que durem, deve ser difícil encontrar tempo para ouvir todos eles.
"Passarim quis pousar, não deu, voou Porque o tiro partiu mas não pegou Passarinho me conta então me diz Porque que eu também não fui feliz Me diz o que eu faço da paixão..." Que me devora o coração…"
(da canção "Passarim")
Música e Natureza. Visionário e adiantado a seu tempo Tom Jobim falou muito apropriadamente sobre a questão do mato contínuo (a transformação da Amazônia e da Mata Atlântica em "Ilhas de Mato" cercadas por destruição e monoculturas). Quando se chega a esse ponto a Floresta fica muito vulnerável a ataques e investidas, e muito perto da total destruição - de seu ponto de não retorno.
"Eu sempre tive essa vontade de encontrar os bichos, as árvores… Já está na hora da gente plantar mato, de reconstruir um pouco da nossa floresta Atlântica, que é a coisa mais linda do mundo com sua variedade de bichos, de plantas, de tudo."
Trechos selecionados do documentário "Visão do Paraíso" (postado no YouTube em cinco partes), onde o maestro soberano expõe o seu conhecimento e toda a sua admiração pela Mata Atlântica, uma de suas grandes fontes de inspiração.
27 de maio - Dia Nacional da Mata Atlântica
Esta data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade de proteger e recuperar a Mata Atlântica brasileira, um dos biomas mais antigos do Brasil, originada há aproximadamente 70 milhões de anos e da qual, estima-se, que exista atualmente apenas 7% dessa Mata. O dia 27 de maio foi escolhido em memória da famosa "Carta de São Vicente", em que o Padre Anchieta teria descrito pela primeira vez as belezas das florestas tropicais do Brasil, em 1560.
Este documentário de 2021 mostra como Davi Lopes, um brigadista que atuou no combate às chamas do Museu Nacional, transformou madeiras carbonizadas do museu em instrumentos musicais.
Parabéns! Ressignificar!
Padrinhos: Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Hamilton de Holanda e outros.
O café chegou ao Brasil no século XVIII, graças à viagem de um homem à Guiana Francesa: Francisco de Mello Palheta, nascido no Norte, em Vigia (PA).
Seguindo ordens do governador do Estado do Maranhão e do Grão-Pará, o sargento-mor Palheta vai à Guiana em 1721 com uma dupla missão: 1) localizar os marcos de terra na foz do Oiapoque que indicavam os limites entre o territórios português e francês; 2) trazer mudas ou sementes férteis do café cultivado em Caiena para o Brasil.
Esta segunda parte da missão era ultrassecreta, já que havia uma severa proibição local de fornecer mudas e grãos da planta aos portugueses. Sendo a hipótese mais plausível de como ele alcançou este objetivo: Palheta entrou em um jogo de sedução com a bela Marie Claude de Pontgibaud (Madame d'Orvilliers), mulher do governador de Caiena, a qual, antes de seu amante retornar ao Pará, decidiu retribuir-lhe os afetos com um punhado de sementes férteis do café.
It's All True
É um filme estadunidense não finalizado, de 1942, dirigido por Orson Welles. "It's All True" (É tudo verdade) foi considerado um filme perdido, até que, em 1985, os negativos de "Four Men on a Raft" foram descobertos num depósito da Paramount e cuidadosamente recuperados graças à colaboração de instituições de diversos países. A produção inacabada foi o tema de um documentário de 1993, "É tudo verdade – Um filme inacabado de Orson Welles". Jangadeiros
Um artigo na edição de 8 de dezembro de 1941 da revista Time, intitulado "Four Men on a Raft", inspirou a terceira parte do filme. Ele contava a história de quatro pescadores cearenses que navegaram em uma jangada de Fortaleza ao Rio de Janeiro, em setembro de 1941, para protestar contra a exploração econômica que sofriam, obrigados a pagar metade de seus ganhos aos donos das jangadas para poder trabalhar. Os quatro homens chegaram à então capital brasileira para apresentar suas queixas diretamente ao presidente Getúlio Vargas. O resultado foi um projeto de lei que foi assinado como lei pelo Presidente Vargas, que deu direito aos jangadeiros aos mesmos benefícios concedidos a todos os trabalhadores sindicalizados - fundos de aposentadoria, pensões para viúvas e crianças, moradia, educação e assistência médica.
Chamou de "pirralha" a jovem Greta Thunberg, que foi escolhida como "Personalidade do Ano" pela revista Time.
Ricardo Galvão (Inpe), cujas denúncias sobre as queimadas na Amazônia foram por ele contestadas, foi considerado um dos "Dez cientistas do ano" pela Nature. Chico Buarque, seu desafeto de sempre, ganhou o Prêmio Camões (o mais importante da língua portuguesa) do ano de 2019.
Em momentos de desmonte da Ancine, "Bacurau", dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, venceu o prêmio de Melhor Filme do Festival de Cinema de Munique e "Democracia em Vertigem", documentário em que a cineasta Petra Costa conta a história cínica do Brasil recente, está sendo indicado para o Oscar.
Lula, Dilma e Leonardo DiCaprio preparem seus trajes de gala. Este ano vem coisa boa para vocês.
"Me he comprado un DeLorean a plazos, mañana pagué la primera letra."
(Comprei um DeLorean a prazo, amanhã paguei a primeira prestação.)
El Conde Chico
Segundo o site Microsiervos, deverá estrear em junho "Framing John DeLorean", um filme-documentário "dramatizado" sobre o lendário John Zachary DeLorean (1925-2005), o fundador da DeLorean Motor Company, cuja criação mais reconhecível e popular é sem dúvida o DeLorean DMC-12, mais conhecido por ser a máquina do tempo da trilogia "Back to the Future".
A biografia do personagem é instigante (Wikipedia: John DeLorean), e tudo pode ser esperado do filme. Para uns, DeLorean entrou para a história como um renegado da indústria; mas, para outros, ele foi um vigarista perfeito.
Então, vamos ver se o documentário esclarece um pouco as coisas.
"Vamos, vamos. O cliente quer a campanha para ontem."
(entreouvido numa agência de publicidade em Detroit.)
"A Arte da Guerra" é sem dúvida a Bíblia da estratégia, sendo hoje amplamente utilizada, até no mundo dos negócios para conquistar pessoas e mercados. Não nos surpreende vê-la citada e constantemente aplicada para solucionar os mais recentes conflitos do nosso dia-a-dia. Este tratado militar de treze capítulos, escrito no século IV a.C. pelo filósofo e guerreiro Sun Tzu, é um dos maiores ícones da estratégia dos últimos 2500 anos.
Em 2015, o livro inspirou um documentário do History Channel.
Algumas das cenas mais memoráveis de "White Wilderness", documentário da Disney sobre a vida selvagem na parte norte do continente norte-americano, vencedor da premiação do Oscar de 1958, foram as que mostravam a morte de lêmingues que se afogavam no mar depois de saltar de um penhasco. O público vê o que parece ser uma horda de roedores pulando de penhascos e caindo no mar Ártico, e também correndo por praias cobertas de rochas para entrar na água da costa, onde todos acabam se afogando, porque eles supostamente confundiram a vasta extensão do mar Ártico com um lago e presumiram que há uma costa alcançável do outro lado da água.
No geral, a narração sugere fortemente que o comportamento mostrado no filme é uma forma de marcha irracional e compulsiva para morte, com a qual os lêmingues periodicamente se envolvem.
Nada do que é mostrado no vídeo acima foi um comportamento realista dos lêmingues. As cenas foram gravadas na província canadense de Alberta, que não é um habitat nativo para os lêmingues e não tem saída para o mar. Para o documentário, os cineastas tiveram que importar lêmingues para Alberta (comprando-os de crianças Inuit que os tinham apanhado noutras províncias).
Lêmingues não se lançam periodicamente dos penhascos para o mar. Explosões cíclicas na população ocasionalmente induzem esses roedores a migrar para áreas de menor densidade populacional, e quando tais migrações ocorrem, alguns lêmingues morrem caindo de penhascos ou se afogando em lagos ou rios. Essas mortes não são nem atos de "suicídio", nem o resultado de um comportamento compulsivo irracional: são mortes acidentais resultantes de eles se aventurarem em busca de alcançar um novo território.
Então, os cineastas tiveram que usar vários truques de câmera para capturar cenas deles supostamente mergulhando para a morte. Através de câmaras cuidadosamente controladas, ângulos e edição, os cineastas fizeram não mais do que algumas dúzias de lêmingues parecerem um número muito maior reunidos em um penhasco e caindo na água (que era realmente o rio Bow, e não o mar Ártico).
As cenas mostradas no documentário foram encenadas a fim de replicar supostos comportamentos reais de lêmingues que não podiam ser capturados no filme, e assim a Disney ajudou a perpetuar a lenda dos periódicos e inexplicáveis suicídios em massa cometidos por lêmingues que morrem atirando-se dos penhascos.
Faltou este aviso: Nenhum lêmingue saiu ferido nesta filmagem. Apenas morreram depois de lançados no abismo por uma mesa giratória.
Certamente você viu O Jardim das Delícias Terrenas, de Hieronymus Bosch, a famosa pintura a óleo do tríptico do final do século XV. Eu vi!
Mas você conhece o significado por trás de todas as figuras fantásticas e horríveis de Bosch na pintura?
Vá até este documentário interativo online. Junte-se a esta excursão audiovisual de O Jardim das Delícias Terrenas, narrada por Redmond O'Hanlon, ou explore livremente e clique nos vários ícones para ler e ouvir a história por trás de uma parte específica da pintura.
Como ouvinte do documentário / participante da excursão terá uma melhor compreensão de como era viver na Baixa Idade Média e da importância que a religião tinha na vida cotidiana.
As forças geradas pela dinâmica interna do planeta Terra movimentam as placas tectônicas, principais responsáveis pelo desenvolvimento de terremotos e vulcões. Os terremotos e vulcões geralmente aparecem nas áreas de encontro das placas. Note no vídeo os limites das placas. No interior das placas continentais a rigidez das rochas da crosta continental não permitem com facilidade o aparecimento de terremotos e/ou vulcões. Essa é a razão por que o território brasileiro, totalmente localizado no interior da Placa Sul Americana, não tem vulcões ativos e seus terremotos são de pequena intensidade. Essa é uma regra planetária. Entretanto, no limite das placas a instabilidade crustal é a regra. Os continentes, basicamente são formados por rochas de composição granítica; o assoalho dos mares e oceanos, por rochas de composição basáltica. Pronto, esse comportamento e essa compartimentação resumem o conhecimento que o homem tem sobre o interior da Terra. O vídeo abaixo mostra como se deu a formação do Continente Europeu.
para Fernando Gurgel Filho, filho adotivo da cidade
Guimarães Rosa, Jackson do Pandeiro, Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes, Renato Russo e diversos outros nomes viram na cidade a inspiração para criação de obras conhecidas por diversas gerações.
Em "As Margens da Alegria", Guimarães Rosa revela um menino que desbrava paisagens em uma viagem de avião para a casa de um tio em uma cidade em construção. https://www.revistaprosaversoearte.com/as-margens-da-alegria-joao-guimaraes-rosa/
Jackson do Pandeiro, em "Rojão de Brasília", conta sobre o sonho que virou realidade com a construção da nova capital. https://www.letras.mus.br/jackson-do-pandeiro/1862487/
Tom Jobim e Vinícius de Morais descrevem o ermo inicial de onde seria construída Brasília. Falam sobre os candangos, o trabalho e a construção em "Brasília, Sinfonia da Alvorada". https://www.letras.mus.br/vinicius-de-moraes/87259/
Em "Eduardo e Mônica", a Legião Urbana apresenta o casal que se encontra no Parque da Cidade, o maior parque da América Latina e um dos maiores do mundo. E, ainda, a história de um faroeste caboclo que vai para o Planalto Central e fica bestificado com a cidade e virou até filme. https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/
Em 1981, o cineasta e documentarista Vladimir Carvalho lançou o longa metragem "Conterrâneos Velhos de Guerra", que contava a história da construção. https://pt.wikipedia.org/wiki/Conterr%C3%A2neos_Velhos_de_Guerra
Muitas são as manifestações artísticas em torno de Brasília. Suas construções são obras de arte reconhecidas mundialmente. Em 1987, a UNESCO declarou a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, e é o único bem contemporâneo a ostentar esse título.
A capital carioca será a meca do cinema internacional até 14 de outubro, com a exibição de 250 filmes de 60 países. Abrindo o Festival de Cinema do Rio, estreia hoje (01/10/2015) o documentário "Chico – Artista Brasileiro", de Miguel Faria Jr.
O filme mostra momentos importantes da vida e da obra de Chico Buarque, contados pelo próprio artista. O sucesso, a censura, a literatura – e o momento em que Chico, pela primeira vez, vê um vídeo do irmão por parte de pai, que era alemão. O filme tem participação de grandes artistas da MPB, cantando sucessos de Chico – e também de três netos, cantando e tocando com ele.
No site Tijolaço, em sua nota "Chico Buarque e o tempo da delicadeza", Fernando Brito escreveu:
"Pode parecer estranho aos jovens, mas o Brasil já viveu um tempo de delicadeza, mesmo em meio a uma realidade opressiva e sangrenta como aquela da ditadura em que vivi minha infância e adolescência.
Porque a crueldade e a burrice eram as oficiais, mas as pessoas – a imensa maioria – eram gentis, algo que parece estar demodê.
Vendo pedacinhos do documentário, senti vontade de agradecer a Chico ter sido um dos que proporcionou a minha (e a várias) gerações este privilégio.
Não perco tempo em falar sobre sua obra, a poesia, o ritmo, a coerência, a combatividade que lhe valeu um exílio, a brasilidade e tudo o que todos aprendemos a ver nele.
Fixo-me no que mais precisamos agora, do que nos faz tanta falta, o tempo de delicadeza que sempre está presente nele e tão ausente de nós, hoje, na vida brasileira."
Ver também:
Documentário sobre Chico Buarque abre Festival de Cinema do Rio (VÍDEO), Fantástico, edição de 27/09/2015
Você consegue imaginar como seria se qualquer som que você ouvisse fosse uma nota musical? Um despertador pode soar em Dó, um gato miar em Si bemol e um telefone tocar em Sol sustenido. Esta rara habilidade faz parte do universo de indivíduos com ouvido absoluto (OA). Mas quais as razões disso acontecer? Como vivem estas pessoas? É doença?
Num fórum, Fábio Zanon comentava outro dia que havia assistido a um conserto ótimo no Masp, mas que o ar condicionado soava um fá sustenido irritante.
Este documentário apresenta as opiniões de diferentes pessoas (músicos, pesquisadores e portadores do OA) a respeito do assunto.
[18:26–19:17] Maestro Cacique Robson Miguel:
"Uma vez, eu encontrei uma índia a quem perguntei:
– Qual o seu nome?
– We-e-e-na.
– Como?
– We-e-e-na.
– Qual é mesmo o seu nome?
– We-e-e-na.
– Mas por que você está cantando We-e-e-na? Mi, Si, Mi, Mi.
– Eu sou da etnia Tikuna que fica na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru. Nossa língua está sendo estudada porque somos os únicos índios na América com uma língua tonal. Meu pai é Boatecu, minha irmã é Jueena, e eu sou Weena.
– Que interessante! Uma índia que eu tenho de cantar para dizer o nome: We-e-e-na.
Então, começou um grande amor e agora estamos casados há oito anos."
Narração
Em 1938, quando o rádio era a Internet, o então roteirista e locutor Orson Welles (1915 - 1985) semeou o pânico entre milhares de ouvintes distraídos ao encenar uma versão de "Guerra dos Mundos", de H. G. Wells, como se fosse um programa de notícias ao vivo. Pura "trollagem" vintage.
Documentário
As imagens neste vídeo são de um documentário inacabado do Orson Welles chamado "Four Men on a Raft" (Quatro homens em uma balsa). É uma reconstrução de uma viagem numa jangada de vela, que quatro pescadores cearenses fizeram de Fortaleza para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, para apresentar pessoalmente as suas queixas ao presidente Getúlio Vargas.
Fundo musical: "Suíte dos Pescadores", de Dorival Caymmi.
Tenho lá meu conceito. Talvez seja a discrição, a modéstia, o falar baixo, as boas maneiras. Quem é prontamente notado não é elegante. O excesso de adornos e exuberância de gestos são mortais para quem quer ser elegante. Africanos pobres copiando fidalgos europeus é cômico antes de ser elegante. Ainda bem que o elemento cromático africano está presente nas vestimentas ou seria reles subordinação aos brancos. É um tipo de sincretismo: a adaptação das roupas dos salões europeus ao fascínio dos africanos pelas cores sólidas. Ser africano é cobrir de cores a pele sem luz. São africanos os fraques vermelhos e os sapatos azuis. Estão certos estes rapazes.
A melanina abundante protege do sol, entristece o semblante e exige roupa colorida para revelar a alegria que é o natural da gente dos trópicos.
Dentro do meu conceito, o africano não é elegante. E daí ? Que importância tem a elegância?
Prefiro o azul ao cinza, o amarelo ao cáqui, o vermelho ao pálido, a alegria africana à sisudez europeia.
Viváfrica!
- É uma menina!
Na Índia, China e várias outras partes do mundo, meninas são abortadas, mortas ou abandonadas simplesmente porque são meninas. As Nações Unidas estimam que atualmente cerca de 200 milhões de meninas inexistem no mundo por causa deste chamado "generocídio".
A guerra contra as meninas está enraizada numa tradição de séculos, sustentada por uma dinâmica cultural profundamente arraigada, que, em combinação com políticas governamentais perversas, contribuem para a eliminação das meninas.
Rodado em locações na Índia e na China, o filme-documentário "It's a girl!" ("É uma menina!") apresenta essa questão. E pergunta por que isso está acontecendo e por que tão pouco está sendo feito para salvá-las.
O trailler do filme: com a cena de uma mulher indiana que, incapaz de conter o riso, confessa ter matado oito filhas.