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18 abril, 2024

MMMCMXCIX razões para usar os algarismos romanos

Em aula anterior demonstramos as XII razões para usar os algarismos romanos.

Para cifras elevadas, utiliza-se um travessão por cima da letra, que representa sua multiplicação por 1000. Assim, C corresponde ao valor 100 000 (100 x 1 000) e M corresponde ao valor 1 000 000 (1 000 x 1 000). Desta forma, o maior número que podemos escrever é 3 999 000, que em algarismos romanos corresponde a:

MMMCMXCIX
.

Vale lembrar que esse sistema não permite escrever números superiores a 3 999 que não terminem em 000.

Atenção, Blogger. Não conseguimos colocar os travessões em MMMCMXCIX no título da postagem. Nem copiando e colando.

01 abril, 2024

XII razões para usar os algarismos romanos


E aí, patrícios? Temos colossais XII razões pelas quais deveríamos ignorar esses algarismos arábicos modernos e continuarmos usando o I, I, III de nossos antepassados. Então, sem mais delongas, vamos mergulhar neste assunto. [Tempo de leitura: IV minutos]
I. O que são algarismos arábicos?
2? 3? 54? O que são esses símbolos estúpidos? Tudo bastante confuso. I, V, X e L, por outro lado, são familiares. Muito legal.
II. Adição é uma coisa fácil.
Para aqueles que argumentam que adicionar algarismos romanos é difícil: você são uns tolos. Querem  combinar X e V? Apenas junte-os. Quão difícil foi isso? Quanto a números mais longos, como o XLV, também é fácil. Basta proceder de acordo com as tabelas fornecidas pelo procônsul local.
III. Multiplicação e divisão longas.
Multiplicar o quê? Dividir o quê? Quem precisa dessas fórmulas sofisticadas, afinal? Talvez vocês, perdedores, devessem gastar menos tempo brincando com números e mais tempo debulhando grãos e/ou esculpindo mármore.
V. Elegância na escrita.
"Nossos ganhos trimestrais de linho aumentaram em LXVI por cento, caindo em XIV em relação a MDXXVII." Limpo, claro, profissional.
VI. Quanto maior o número, mais longo ele é.
4.708 soa pequeno. Fraco, mesmo. Mas MMMCMXCIX? Isso me mostra o quão grande é esse número. Talvez o maior?
VII. Sem decimais irritantes.
Decimais são para escribas que não têm nada melhor para fazer do que inventar coisas como 7,5 aquedutos ou 3,25 guerras. Mas, se você é um general, senador ou magistrado, como a maioria de nós, isso é exagerar um pouco.
VIII. A ordem informa se você deve adicionar ou subtrair.
VI é V+I enquanto IV é V-I. Agora tente isso numa matemática estúpida. 21 é... 2+1? Não! 12 é 1-2? Falso! Veja, simplesmente não funciona. 
IX. Zero é facilmente a coisa mais estúpida de que já ouvi falar.
“Ei, pessoal, vocês sabem o que estamos perdendo? Um número que representa a ausência de números. Absolutamente nada.
X. Sete letras.  
I, V, X, L, C, D, M. Vê? Isso é tudo que você precisa para criar todos os números sob o sol (até MMMMDCCVIII).
XI. O fator plágio.
As pessoas pensam que esses dígitos rabiscados são originais. Mas dê uma olhada mais de perto e você verá a boa e velha engenhosidade romana em ação. 1? Claramente uma cópia de I. 3? O "E" ao contrário. 5? Sim, isso é um "S" tentando cobrir seus rastros. Eles até enganam! Vire um 6 de cabeça para baixo e você terá todas as evidências de que precisa.
XII. Números são letras e letras são números. Fim da história.
Já temos o alfabeto. Dá-nos tudo o que precisamos. Mas não - não é bom o suficiente para esses matemáticos extravagantes que precisam de seu próprio conjunto de caracteres apenas para se sentirem especiais. O que vem a seguir, o sinal = que significa "igual a"?
Conclusão:
Abandone a moda, pessoal. Roma sempre vence. (Eli Burnstein)

14 junho, 2021

O sábio que introduziu os numerais indo-arábicos no Ocidente

Segundo historiadores, o principal legado do grande matemático italiano Leonardo Pisano, mais conhecido como Fibonacci, foi ajudar a Europa a abandonar o antigo sistema de algarismos romanos e adotar os numerais indo-arábicos. Isso consta de seu Liber Abaci ("Livro de Cálculo"), que escreveu em 1202 após estudar com um professor árabe.
Na mesma obra, há uma referência a um texto anterior chamado Modum algebre et almuchabale, e na margem está escrito Maumeht, que é a versão em latim do nome Mohamed.
No caso, a referência é especificamente para Abu Ja'far Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi, conhecido como Al-Khuarismi, que viveu aproximadamente entre os anos 780 e 850.


Foi graças a ele que os intelectuais europeus souberam da existência dos numerais indo-arábicos.
A obra de Al-Khuarismi aborda um aspecto crucial de toda nossa vida.
Por causa dela, o mundo europeu percebeu que sua maneira de fazer conta — ainda essencialmente baseada em algarismos romanos — era irremediavelmente ineficiente e atrapalhada.
Em seu "Livro de Adição e Subtração", de acordo com o cálculo hindu, Al-Khuarismi descreveu uma ideia revolucionária: a possibilidade de representar qualquer número com apenas 10 símbolos simples.
Essa ideia de usar apenas dez símbolos — os dígitos de 1 a 9, além do símbolo 0 — para representar todos os números de um ao infinito, foi desenvolvida por matemáticos hindus por volta do século 6, e sua importância é inestimável.
Ao combinar a intuição geométrica com a precisão aritmética, imagens gregas e símbolos hindus, ele inspirou uma nova forma de pensamento matemático que hoje chamamos de álgebra.
Al-Khuarismi foi tão importante para a matemática no ocidente que a própria palavra "algarismo" tem origem em seu nome.
Esse tipo de conhecimento é poderoso. Os números arábicos e a álgebra foram uma contribuição inestimátivel para a ciência ocidental, que permitiu desde a ida do homem à lua ao desenvolvimento do dispositivo com o qual você está lendo esta nota.

Jim Al-Khalili, BBC (resumo)

Arquivo
O NÃO da maioria dos americanos (56%) na pesquisa "As escolas americanas deveriam ensinar numerais arábicos como parte do seu currículo?"

29 janeiro, 2021

NÃO aos algarismos arábicos

A maioria dos americanos (56%) NÂO quer que os algarismos árabes sejam ensinados nas escolas dos EUA.
O CEO da Civic Science, John Dick, se referiu no Twitter aos resultados da pesquisa "As escolas americanas deveriam ensinar numerais arábicos como parte de seu currículo?" como "o mais triste e engraçado testemunho do preconceito americano que já vimos em nossos dados".


Os respondentes da pesquisa também foram questionados sobre sua identificação política. 72% dos entrevistados republicanos responderam que algarismos arábicos não deveriam ser ensinados nas escolas dos Estados Unidos. Em comparação, 34% dos entrevistados democratas e 57% dos entrevistados independentes responderam o mesmo. Tuíte de @jdcivicscience
Nada a ver com intolerância, tudo a ver com estupidez. A palavra "árabe" aqui fez as pessoas pensarem que era um sistema de numeração estrangeiro, o que se fosse verdade, não seria intolerante dizer que não precisamos ensinar isso nas escolas. Essa ignorância não é automaticamente = preconceito. Réplica de @pigybank

Os EUA não são o único país que questiona os algarismos arábicos. Otfried Best, um membro do NPD (partido de extrema direita da Alemanha), que estava concorrendo à prefeitura de Volklingen, também teve problemas com o sistema de numeração, de acordo com o The Jerusalem Post. Ao ser perguntado por um membro do Die Partei, um partido satírico, como ele iria "agir" contra a "rastejante infiltração estrangeira" de algarismos arábicos, Best respondeu, em meio a uma multidão risonha, que eles deveriam apenas "esperar até que eu seja prefeito. Vou mudar isso. Em seguida, haverá números normais".

O sistema de numeração árabe ou hindu-arábico (1, 2, 3, 4 etc.) é o sistema de numeração usado em quase todos o mundo. originário da Índia, foi introduzido pelos árabes na Europa por volta do século XII. Um site aparentemente satírico chamado Freedom Numerals defende o uso dos numerais romanos (I, II, IV etc), dos numerais maias (um sistema que usa representação visual) e até mesmo das varetas de contagem chinesas no lugar dos algarismos arábicos.

21 maio, 2018

A matemática estagnada

"A introdução do algarismo zero ou do conceito de grupo era também um absurdo geral, e a matemática esteve mais ou menos estagnada por milhares de anos, porque ninguém estava por perto para dar passos tão infantis...".

~ Alexander Grothendieck, em uma carta em 1982 a Ronald Brown.

O caçula dos algarismos