Mostrando postagens com marcador funeral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador funeral. Mostrar todas as postagens

31 março, 2024

Na maior fossa

David Penfold
https://mastodon.social/@davep@infosec.exchange
Como violinista faço muitos espectáculos. Recentemente, um agente funerário pediu-me para tocar na cerimónia fúnebre de um sem-teto. Ele não tinha família nem amigos, pelo que a cerimónia teria lugar num cemitério de pobres no interior de Dorset.
Como não estava familiarizado com as estradas rurais, perdi-me e, sendo um homem típico, não parei para pedir informações.
Cheguei finalmente com uma hora de atraso e vi que os agentes funerários tinham ido embora e que o carro funerário não estava à vista. Só restavam os escavadores que estavam a almoçar.
Senti-me mal e pedi desculpa aos homens por ter chegado atrasado. Fui para o lado da campa e olhei para baixo e a tampa do jazigo já estava no local. Não sabendo mais o que fazer, comecei a tocar.
Os trabalhadores pararam o almoço e juntaram-se para escutar. 
Toquei com o meu coração e com a minha alma por este homem sem família nem amigos. Toquei para este sem-teto como nunca havia tocado antes.
E enquanto eu tocava "Amazing Grace" (vídeo), os trabalhadores começaram a chorar. Eles choraram, eu chorei, choramos todos juntos. Quando terminei, peguei no meu violino e dirigi-me para o meu carro. Embora a minha cabeça estivesse baixa, o meu coração estava cheio.
Quando abri a porta do meu carro, ouvi um dos trabalhadores dizer: "Nunca vi nada igual nesses vinte anos em que construo fossas sépticas."

13 setembro, 2022

Um funeral incomum

Um homem estava saindo de uma loja de conveniência quando percebeu um cortejo fúnebre muito incomum se aproximando de um cemitério próximo.
Um carro funerário preto era seguido, a uma curta distância, por um segundo carro funerário preto. Atrás do segundo carro, estava um homem conduzindo um cachorro na coleira. Atrás dele, também a uma curta distância, estavam cerca de duzentos homens caminhando em fila única.
O homem não aguentou a curiosidade, aproximou-se respeitosamente do homem que conduzia o cachorro e disse: Sinto muito por sua perda, e pode ser uma hora ruim, mas nunca vi um funeral como este. De quem é o funeral?
Minha esposa. O que aconteceu com ela? Ela gritou comigo e meu cachorro a atacou e matou.
Ele perguntou mais: Mas quem está no segundo carro funerário?
O homem respondeu: Minha sogra. Ela estava tentando ajudar minha esposa quando o cachorro se voltou contra ela.
Um momento de silêncio se passou entre os dois homens.
Posso pegar seu cachorro emprestado?
O homem respondeu: Entre na fila.

04 fevereiro, 2022

O grande segredo


Por apenas $500 virei a seu funeral para chorar sua partida. Na ocasião, estarei usando um vestido sensual preto e uma sombrinha preta (não interessa a estação do ano). Seus amigos e parentes imaginarão que você lhes ocultou seu grande segredo - - até ir para o outro mundo! Para pedir, ligue 050 777 399 05.

04 maio, 2021

Funerais de um gaio

Quando um gaio selvagem descobre o corpo de um gaio morto, ele convoca outros pássaros a gritarem sobre o corpo por até meia hora. Não está claro por que eles fazem isso - estes pássaros são territoriais e normalmente não sociais. Possivelmente, é uma forma de compartilhar notícias de perigo, concentrar a atenção para encontrar um predador ou ensinar aos jovens sobre os perigos do meio ambiente.

VÍDEO

17 janeiro, 2016

Palavras de despedida

O funeral de Amir Vehabović, em 2007, foi mal prestigiado – 46 pessoas haviam sido convidadas para a cerimônia, mas apenas sua mãe compareceu.
Os outros 45 receberam depois esta carta:
Para todos os meus queridos "amigos", 
Alguns de vocês eu conheci mais cedo, desde os tempos de escola. Outros, porém, do cultivo de um relacionamento nos últimos anos. Até o meu "funeral", eu considerava todos vocês meus amigos íntimos. Assim, foi com choque e, admito, com tristeza e raiva, que eu percebi que nenhum de vocês conseguiu encontrar tempo para vir e me dizer adeus, ao saber que eu estava para ser enterrado. Eu teria entendido se apenas alguns tivessem vindo, trazendo flores e palavras de desculpas em nome dos outros que não puderam fazê-lo. Mas nenhum. Nem um único de vocês veio para me render as últimas homenagens. Eu vivi por nossas amizades. Elas significavam tanto para mim quanto a própria vida. Mas como foi fácil, a vocês todos, esquecer as promessas de amizade eterna dos quais eu ouvi em tantas ocasiões. Quão diferentes nossas idéias de amizade parecem ser. Eu pago um monte de dinheiro para obter um atestado de óbito falso e para subornar agentes funerários a lidar com um caixão vazio. Eu pensei que meu "funeral" seria uma boa piada – o tipo de brincadeira que, às vezes, fazemos uns com os outros. Agora, eu tenho apenas uma última mensagem para vocês: meu "funeral" pode ter sido encenado, mas vocês podem me considerar morto, porque eu não tenho interesse em ver nenhum de vocês novamente.
Parting Words, Futility Closet

19 abril, 2013

A Dama era de Ouro

por Fernando Gurgel Filho
Nesta semana, descobri o que é exatamente pertencer a um País insignificante. Paísinho do terceiro mundo, mesmo.
Espero que nossos políticos, produtores de eventos e assemelhados tenham aprendido a lição milenar de um Reino acima de qualquer suspeita.
Ora, gastar R$ 33 milhões em um enterro não é pra qualquer um, não.
Tudo bem, por lá não deve ter essa coisa chata de licitação, prestação de contas ou partidos da oposição para encher o saco, mas não teve sequer uma banda de axé. Nem sertanejo.
E, nessa seara, eles tinham muito com que justificar os R$ 33 milhões. Bastava a presença, ao piano, de um Sir Paul McCartney, de um Sir Elton John ou mesmo dos Rolling Stones, menos apropriados para o evento, mas que justificariam ainda mais a gastança, pois a banda é grande. Podiam até contratar uma atração internacional como o Andrè Rieu, por exemplo.
O restante da dinheirama diluir-se-ia facilmente em desculpas esfarrapadas sobre a carruagem, o caixão - que está pela hora da morte (esta é velha, mas não resisti) -, umas coroas de flores vistosas, uns penachos nos cavalinhos e um provável coquetel para os convidados e chefes de Estado estrangeiros.
Mas, como os ingleses são muito cuidadosos e britânicos (hehehehe), não duvido que tenham recoberto a Dama com uma espessa camada de ouro e/ou colocado alguns diamantes em locais estratégicos, pois a Dama era de ferro e assim se evitaria a ferrugem, os vazamentos indesejáveis...
Enfim, os R$ 33 milhões devem ter sido bem aplicados. E, repito, espero que nossos compatriotas tenham aprendido como se faz um evento acima de qualquer suspeita.

N. do E.
Pinochet acompanhou em espírito o cortejo.

07 setembro, 2012

TAPS - O toque de silêncio

Vinte e quatro notas. É uma melodia simples, de 150 anos, que pode expressar a nossa gratidão quando as palavras falham.

Taps-Funeral Militar



Grato à médica oftalmologista Maria Célia Ciarlini Teixeira que me trouxe à lembrança a história desta música.

06 dezembro, 2008

Funeral blues

O filme "Quatro casamentos e um funeral" contribuiu para tornar mundialmente conhecido este poema de W. H. Auden. Ao ser incluído nesta cena (vídeo) em que foi declamado pelo ator escocês John Hannah.



No Brasil, o poeta e jornalista Nelson Ascher realizou uma primorosa tradução do "Funeral blues" para:
BLUES FÚNEBRE

Detenham-se os relógios, cale o telefone,
jogue-se um osso para o cão não ladrar mais,
façam silêncio os pianos e o tambor sancione
o féretro que sai com seu cortejo atrás.

Aviões acima, circulando em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.
Pombas de luto ostentem crepe no pescoço
e os guardas ponham luvas negras como breu.

Ele era norte, sul, leste, oeste meus e tanto
meus dias úteis quanto o meu fim-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, fala e canto.
Julguei o amor eterno: quem o faz se engana.

Apaguem as estrelas: já nenhuma presta.
Guardem a lua; e o sol também foi o bastante.
Recolham logo o oceano e varram a floresta.
Pois tudo mais acabará mal de hoje em diante.