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03 julho, 2026

Geólogos na tela do cinema

Um grupo de geólogos suecos vem monitorando como os geólogos são retratados no cinema. Você pode pensar que a profissão é rara, e relativamente pode ser, mas eles compilaram uma lista de 141 filmes com 202 geólogos entre 1919 e 2023. Eles aparecem em todos os gêneros, mas com mais frequência em filmes de aventura. Esses papéis são classificados por idade, sexo, raça, época, se são "os mocinhos" e até mesmo como se vestem.
No entanto, os geólogos morrem em filmes em uma taxa alarmante, 34,2%, e frequentemente no início da história. Assassinato é a causa mais provável. Isso pode ser porque a função de um geólogo muitas vezes é dar más notícias científicas e preparar o terreno para a aventura, depois da qual eles se tornam supérfluos. 
E os trocadilhos surgem facilmente: Morto e enterrado. Explorado por seu valor sedimentar. Um geólogo deveria entrar para uma banda porque eles arrasam. Gnaisse. Foi culpa deles.
Os dados mostram que ser um "vilão" aumenta o risco de morte de um geólogo no cinema para 77%. Ainda não está claro como a sobrevivência de geólogos em filmes se compara à de outras profissões, mas este artigo foi escrito por geólogos para geólogos na revista Geology Today.

05 agosto, 2018

A partida à manivela

Ao girá-la, após ter sido conectada na parte da frente do carro, a manivela fazia o papel do que hoje chamamos de motor de arranque. Até 1915, ano da criação dos acumuladores de energia - as primeiras baterias -, era necessário que o motorista suasse a camisa girando essa manivela para dar a partida do veículo. O funcionamento desse sistema era muito simples. Além do acelerador no pedal, havia um segundo, manual, que mantinha uma aceleração previamente determinada para que o motor não morresse quando começasse a funcionar. A manivela era conectada na ponta do virabrequim, que, ao girar, produzia a faísca necessária para dar início à combustão e ao funcionamento do motor. Apesar de em 1915 os carros já saírem de fábrica com motor de arranque, todos os modelos fabricados até o final da década de 20 ainda vinham equipados com a manivela, mas já como uma ferramenta auxiliar. Isso para economizar a bateria, a qual era poupada para os casos de emergência.


Este processo era inconveniente e, às vezes, perigoso:
1 - Se o carro não estivesse com a alavanca de transmissão em ponto morto, situação em que podia atropelar o motorista.
2 - Se a manivela após o motor ligar não se soltasse facilmente do virabrequim, situação em que podia fraturar o polegar, o pulso ou o antebraço do motorista, o que principalmente ocorria se ele estivesse segurando a manivela de um modo não recomendado. Não era sem razão que a fratura do osso radial era chamada de "fratura do chauffer".

10 maio, 2018

A inalação de hélio (se você não é Deus nem Morgan Freeman)

O hélio não muda o tom de sua voz - muda o timbre
Timbre é a qualidade do som. Você pode ter dois sons que têm o mesmo tom e volume, mas ainda podem parecer diferentes - é o timbre.
O professor Joe Wolfe, da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, explica :
O tom é determinado pelas frequências dos harmônicos e estes não mudaram. A fala, no entanto, soa como a fala do Pato Donald. Há menos potência em baixas frequências, de modo que o som é fino e discreto. Essa alteração no timbre altera as vogais de forma espetacular.
Quando você fala, algumas partes de sua fala (em frequências baixas e altas) ressoam, o que a torna mais potente. Quando você fala através do hélio, as de frequências baixas são deslocadas para uma parte superior do espectro de frequência - então, você perde completamente a ressonância nas baixas frequências.
Você reduz efetivamente o volume nas partes mais profundas da sua voz.
A densidade de hélio e a rapidez com que as ondas de som passam por ele são culpadas por isso.
O hélio é menos denso do que o ar (que é composto de nitrogênio e oxigênio). Por isso, as ondas sonoras viajam quase três vezes mais rapidamente através do hélio do que viajariam pelo ar.
Mas antes de testar isso por si mesmo, você deve saber que a inalação de hélio pode ser perigosa.
Ao inalar o hélio de um balão, você está se privando de oxigênio, então você está em risco de asfixiar-se. O mais seguro é tomar uma pequena respiração (suficiente para produzir o efeito) e depois respirar o ar ambiente por pelo menos alguns minutos. Também é melhor sentar-se para não cair e se machucar.
Nunca inalar o hélio de uma garrafa inteira de gás - se você fizer isso pode danificar seus pulmões e morrer de sangramento interno, o que definitivamente colocaria um ponto final em sua festa.
https://www.buzzfeed.com/kellyoakes/this-is-what-actually-happens-when-you-inhale-helium?utm_term=.cqyOJR03E#.airqypGv2

Lembre-se: você não é Deus nem Morgan Freeman, o que dá no mesmo.

27 julho, 2017

Mortífero ar

Existem lugares no mundo onde a Mãe Natureza realmente pode matar. De tempestades mortais a erupções vulcânicas, há ameaças em toda parte.
E, de todas as zonas de perigo da Terra, qual é a mais mortal?
Ella Davies divide a Terra em seus quatro elementos (água, ar, terra e fogo) para descrever suas zonas de perigo.
Ar
Uma série de "lagos assassinos" foram encontrados na África, mas não é a água que é a preocupação.
No lago Nyos, na República dos Camarões, e no Lago Kivu, na fronteira da República Democrática do Congo e do Ruanda, há um perigo invisível. Estes lagos sentam-se em áreas de atividade vulcânica onde o dióxido de carbono escapa de abaixo do solo.
Durante uma "erupção línica", o dióxido de carbono explode do fundo do lago para formar uma nuvem. Porque o gás é mais pesado que o ar, ele desce, afastando o oxigênio e sufocando qualquer vida na área. Depois de duas erupções na década de 1980, que mataram mais de 1.700 pessoas e 3.500 animais em Camarões, especialistas desenvolveram métodos para aliviar com segurança o Nyos de seu gás, usando tubos e sifões.
Um desastre em potencial foi revertido no lago Kivu, onde há também o gás metano que escapa da Terra. Um projeto foi estabelecido para usar o gás sifonado de modo a obter energia e levar eletricidade para milhões de pessoas.
Mas não são apenas os gases que podem matar. O próprio ar pode provocar um castigo mortal quando os ventos se tornam brutais.
O Cabo Denison na Antártida é, em uma média anual, o lugar mais ventoso na Terra. Sem surpresa, é desabitado.
No entanto, as tempestades sazonais causam devastação em áreas povoadas em todo o mundo.
As tempestades mais fortes se formam sobre oceanos quentes ao norte e ao sul do equador. Aqui, os ventos alísios são impulsionados pela mudança de pressão e girados pelo efeito Coriolis, criando sistemas meteorológicos rotativos conhecidos como furacões, ciclones e tufões.
Quando se trata dessas tempestades, o Haiti é considerado a ilha mais vulnerável do Caribe. Não só se encontra em uma estrada de furacão, mas o país atingido pela pobreza carece de resiliência. Os assentamentos são construídos em planícies de inundação, suas defesas naturais como as florestas foram degradadas, e a economia não é suficiente para financiar sistemas de alerta.
Isso explica por que as tempestades mais intensas não são necessariamente as mais mortíferas.
Jörn Birkmann é especialista em riscos de desastres naturais na Universidade de Stuttgart, na Alemanha. Ele diz que os ciclones são perigosos porque são difíceis de prever.
"É importante mencionar que as pistas ciclônicas mais prováveis ​​mudarão seu padrão espacial", diz ele. "Isso significa que os ciclones ocorrerão em algumas regiões que não viram ciclones antes ou apenas muito poucos. Portanto, estas regiões estão altamente em risco, já que as pessoas e as comunidades não têm ou têm muito pouco conhecimento sobre como se preparar para ciclones".
Birkmann faz parte da equipe que compila anualmente o Relatório Mundial dos Riscos, publicado pela Universidade das Nações Unidas. O relatório destaca os países mais vulneráveis ​​às catástrofes naturais, tendo em conta tanto a sua exposição como a sua resiliência, com a intenção de concentrar os esforços globais em sua proteção.
Em 2016, Vanuatu encabeçou a lista. Mais de um terço da população da ilha é afetada por desastres naturais a cada ano. Em 2015, um terremoto, uma erupção vulcânica e um severo ciclone incidiram na ilha em apenas algumas semanas e 11 pessoas foram oficialmente consideradas mortas.
Este número de mortes relativamente baixo é um testemunho dos esforços globais para proteger as pessoas de desastres naturais: tanto durante, com infra-estrutura melhorada, como depois, com melhores esforços de ajuda. Para comparação, as piores perdas de vidas devido a um ciclone aconteceram em novembro de 1970, quando Bangladesh foi atingido pelo ciclone Bhola. Quase 500 mil pessoas morreram.

Ler na íntegra em The places on Earth where nature is most likely to kill you, BBC.

08 dezembro, 2016

Selfies, tubarões e perigos estatísticos

Tirar selfies é mais perigoso do que mergulhar em água com tubarões?
Este ano, por exemplo, houve mais mortes relacionadas com selfies (12) do que com tubarões (8).
É uma comparação engraçada, no entanto apresenta um erro básico. Pois não leva em consideração as frequências nesse par de situações.
Para calcular a probabilidade de morrer tirando uma selfie precisaríamos do resultado do número de selfies tiradas (imenso!) dividido por 12. Em seguida,  compará-lo com o resultado do número de mergulhos em águas infestadas por tubarões (não tanto!) dividido por 8.
Assim por diante, se queremos comparar o risco de morte por selfies com o de outras atividades consideradas "darwinianas". Como engolir espadas.

09 abril, 2016

O gás de buzina

São dois gases derivados do petróleo - o butano e o propano - misturados na proporção de 70 para 30 por cento, respectivamente. Assim é que o frasco padrão, com 300 ml de gás de buzina, contém 210 ml de butano e 90 ml de propano.
Pressionando-se a válvula do frasco, os gases são liberados e fazem soar uma corneta que integra o conjunto.
É esse barulho estridente da corneta que popularizou o gás de buzina em bailes de formatura, eventos esportivos, manifestações políticas e festas de condomínio.
Quando inalado, o gás de buzina provoca alucinações e euforia pelo comprometimento da oxigenação cerebral, o que leva muitos jovens desavisados a usá-lo exatamente em busca desses efeitos. E, como essas sensações são fugazes (pois duram apenas cerca de 10 segundos), os usuários tendem a consumir o gás repetidamente.
Mas o gás, que sai do frasco a uma temperatura de - 20º C, também causa lesões pulmonares e cardíacas, por vezes fulminantes. No Brasil, já há registro de vários casos de morte pelo gás de buzina.
Além disso, o consumo crônico do gás causa danos cerebrais com consequências conhecidas como a diminuição da memória e da capacidade de aprendizado.

24 fevereiro, 2016

Em jogo de sapo...

Em 1981, a SEGA criou o videogame Frogger em parceria com a Konami,.
O jogo era bastante simples. Com o tempo limitado, o jogador devia controlar um sapo atravessando uma estrada movimentada e um rio cheio de obstáculos até chegar a seu refúgio. A cada cinco travessias bem sucedidas o jogo progredia para uma nova fase de crescente dificuldade.
Tentando jogar um versão real desse jogo, um homem de 23 anos residente em Clemson, na Carolina do Sul, não foi feliz.
Segundo a polícia, ele estava jogando o Frogger com amigos e se envolveu em uma discussão. Então, gritou "go" e saiu correndo para uma estrada de quatro pistas onde foi atropelado.
A fase seguinte do jogo foi no hospital.

Alguns riscos associados a videogames
Em tela |  Casar é jogar |  Wiiite

Importante
Videogames não tornam as crianças violentas. Proibi-las de jogar, sim.

06 outubro, 2015

A aversão ao risco

por Alvy, Microsiervos
A aversão ao risco é a forma como economistas, matemáticos e psicólogos explicam um fenômeno muito comum que, de certo modo, desafia a lógica. É mais ou menos assim: quando atuamos em economia ou em jogos de azar, tendemos a evitar as situações de risco, ainda que os benefícios previstos possam ser maiores do que as perdas, inclusive em longo prazo.
Derek, de Veritasium, explica isso com um exemplo simples: com o jogo de cara e coroa.
Quase ninguém aceita pagar 10 dólares ao perder, ainda que receba 12 dólares ao ganhar, não obstante a margem de benefício ser de 20 por cento.
Os psicólogos acreditam que, de fato, o sofrimento da perda supera a alegria do ganho.
Somente quando a aposta alcança um valor entre 30 e 50 dólares por jogo ganho, frente a 10 dólares por jogo perdido (o que já dá uma margem de benefício entre 300 e 500 por cento), é que a maioria das pessoas aceita apostar.
La gente simplemente no quiere perder y ni siquiera prometerles que pueden jugar muchas veces para que el efecto sea más palpable sirve de nada.
O paradoxo dentro do paradoxo
Apesar dessa singular aversão ao risco, aqui temos o paradoxo dentro do paradoxo. Quase todo mundo parece aceitar fórmulas seguras de perder como nas loterias, cassinos e sobretudo na Lotería de Navidad.

12 setembro, 2015

Standard & Poor's

A credibilidade e os conflitos de interesses de uma agência de classificação de riscos
A agência Standard and Poor's baixou a nota do Brasil de BBB- para BB+, tirando seu grau de investimento (espécie de selo de bom pagador). Esta decisão da agência, em sua avaliação sobre os riscos do país, poderá custar bilhões à economia do Brasil pela potencial fuga de investimentos, isto é possível.
Há alguns meses, no entanto, quem se via sob fogo cerrado era a própria instituição: a Standard and Poor's foi ré em um processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, que acusou a agência de ter mascarado o grau de risco de investimentos nos chamados papéis subprime, os vilões da crise financeira desencadeada em 2008.
Segundo as acusações, a empresa teria propositalmente ocultado chances de prejuízos.
Em um acordo extrajudicial, anunciado em 3 de fevereiro, a Standard and Poor's concordou em pagar ao Tesouro americano o equivalente a quase US$ 1,4 bilhão (R$ 5,4 bilhões, na cotação atual). O episódio reacendeu o debate sobre a credibilidade das agências de classificação de risco e os possíveis conflitos de interesses envolvendo suas atividades.
Usados como referência para chancelar investimentos seguros em todo o mundo, os ratings da Standard and Poor's foram criticados por sua atuação em várias situações, colocando em xeque a sua credibilidade de classificação de risco. O caso mais notório foi quando a "agência de risco" classificou o banco de investimento estadunidense Lehman Brothers com a nota AAA (grau de investimento seguro), até a manhã em que ele quebrou em 15 de setembro de 2008, detonando a crise financeira global daquele ano.
N. do E.
– Ora, não sejamos tão exigentes. Qualquer "agência de risco" está sujeita a confundir um banco de investimento com uma pilha palito. (PGCS)

08 junho, 2015

Riscos do campo magnético

Há alguma intensidade no campo magnético em que este apresente riscos à vida?
Vejamos: o campo magnético da Terra mede entre 30 e 60 µT (microteslas), e uma pessoa pode receber 10.000 vezes mais em um exame de ressonância magnética nuclear (RMN) sem que isso lhe cause problemas.
Mas a física impõe seus limites. Entre 10.000 y 100.000 teslas, os átomos se deformam e uma pessoa submetida a esse campo magnético se desintegra – provavelmente, em algum tipo de "derretimento" visível e pouco agradável.
Por sorte, ainda somos incapazes de gerar além de 10 ou 100 teslas, mesmo no LHC (Large Hadron Collider) ou em outros grandes equipamentos científicos. Então, aqui na Terra, estamos bastante seguros. Contanto que não nos aproximemos da estrela magnética SGR 1806-20 que, com seu poderio magnético de 100.000.000.000 teslas (10 GT), é uma autêntica máquina de destroçar átomos.
SGR 1806-20
É um tipo particular de estrela de nêutrons que existe na Via Láctea. Tem um diâmetro não maior do que 20 quilômetros, está a 50.000 anos-luz da Terra e completa uma rotação sobre seu eixo vertical em cada 7,5 segundos  Em 25 de dezembro de 2005, foi registrada uma fortíssima emissão de raios gama por essa estrela magnética. Na opinião de astrônomos, se isso tivesse acontecido a 10 anos-luz da Terra (a distância que nos separa de algumas estrelas mais próximas) haveria trazido um sério perigo à continuidade da vida em nosso planeta.  Essa energia liberada, nos dois centésimos de segundos que durou a explosão, foi superior a toda a energia produzida pelo Sol nos últimos 250.000 anos.

230 - Acidentes com RMN |  Alinhamento magnético em cães

06 janeiro, 2015

Os riscos da cama elástica

A cama elástica (pula-pula) não é algo tão inofensivo como muita gente pensa. Descobre-se, ao navegar na internet, que os riscos relacionados com o uso desse brinquedo podem ser grandes.
Vão desde pequenas contusões e hematomas, até acidentes maiores como entorses, fraturas, plegias e traumatismos cranianos, inclusive a morte.
Como não quero aterrorizar os leitores, mostro abaixo apenas um acidente de pouca importância. O caso de uma pessoa que, ao brincar em uma cama elástica, acabou passando por um buraco negro.


Outros riscos
dos selfies | do gás metano das vacas | do aviador e do fabricante de explosivos | da RMN

09 fevereiro, 2014

Quem muito fala...

1
Não, eu não vou falar sobre o que esse cara está fazendo aí. ►
Quem muito fala dá bom dia a cavalo.

Mas... se ele soubesse o risco que corre!

2

21 outubro, 2012

Os perigos do balonismo

A vida é como um balão: quando nos deparamos com ventos fortes a solução não é lutarmos contra eles, mas procurar novas altitudes e novos ventos que nos levem na direção certa. Bertrand Piccard, psiquiatra, filósofo e balonista que deu a volta ao mundo em um balão

Um acidente, com consequências que podem ter sido fatais, ocorreu em Cannes no domingo passado.
Despleschin M., de Nice, tinha anunciado a sua intenção de fazer uma ascensão em um balão, e dois cavalheiros, M. Hardy, de Cannes, e MA de Sorr, um escritor de Paris, pediram para acompanhá-lo.
Estes dois senhores tinham já tomado os seus lugares na gôndola, M. Despleschin ainda não, quando uma pessoa no meio da multidão, ansiosa para ver o início da subida do balão, gritou:
- Vamos lá.
O homem que segurava as cordas, pensando que a ordem viera do aeronauta, obedeceu, e o balão subiu rapidamente às nuvens e desapareceu. Como M. Hardy e M. de Sorr são completamente ignorantes em manuseio de balão, teme-se que eles tenham sido levados para o mar.
Até o momento não há qualquer informação do paradeiro deles.

17 maio, 2012

A relação cintura-altura

Pessoas preocupadas com doenças cardíacas e diabetes devem tomar suas medidas de altura e cintura para avaliar seus riscos, dizem pesquisadores britânicos.
Idealmente, todos devem procurar manter a medida da cintura abaixo da metade da medida da altura. Isto significa que um homem com a altura de 182 cm deve ter a cintura com menos de 91 cm, enquanto uma mulher com 162 cm de altura deve manter a cintura abaixo de 81 cm.
A equipe de pesquisadores, que analisou a saúde de cerca de 300.000 pessoas, constatou que a relação cintura-altura era um melhor preditor de risco para hipertensão arterial, diabetes e eventos cardiovasculares como ataques cardíacos e derrames do que o índice de massa corporal (IMC).
Embora o IMC seja universalmente usado a maioria das pessoas não está familiarizada com ele, em parte por necessitar de um cálculo menos simples.O IMC é calculado tomando-se a massa em quilogramas de uma pessoa e dividindo-a pelo quadrado de sua altura em metros.
A Dra. Margaret Ashwell, diretora de ciências da ex-Fundação Britânica de Nutrição, e agora uma consultora independente, liderou este estudo a ser apresentado no próximo Congresso Europeu de Obesidade, em Lyon, França.
"Manter a circunferência de cintura em menos da metade da altura pode ajudar a aumentar as expectativas de vida das pessoas", disse ela.
E a relação também foi melhor do que apenas medir a cintura, acrescentou, uma vez que a relação leva em consideração as diferentes alturas dos indivíduos e grupos étnicos.
O IMC tem a limitação de não levar em conta a distribuição de gordura em todo o corpo. E a gordura do tipo abdominal, a que se distribui em torno do coração, fígado e rins, é reconhecidamente pior do que a gordura do tipo que se acumula nos quadris como causa de doenças cardíacas e diabetes.
A relação cintura-altura, concluiu Ashwell, é uma importante ferramenta de triagem.

Forget BMI, just measure your waist and height, por Stephen Adams. In: The Telegraph
(publicado em 12/05/12 / acessado em 15/05/12)

Ler também...

03 abril, 2012

Piercing de língua

:-D
Uma moça fala de seus projetos não realizados e se despede do mundo após haver engolido um piercing de língua. O vídeo, encontrado em seu PC, foi tornado público - sem que ela inicialmente soubesse - por sua irmã.


Se a moça aspirou o piercing, ele terá de ser removido do pulmão através de uma broncoscopia. Se o engoliu, o que é mais provável, ele deverá sair de forma natural.

29 outubro, 2007

Tabagismo passivo

A inalação em ambientes fechados da fumaça do tabaco por indivíduos que convivem com fumantes é denominada de tabagismo passivo e os indivíduos que inalam essa fumaça são chamados de fumantes passivos.
Quanto aos efeitos do tabagismo passivo na saúde, em curto prazo os não-fumantes podem apresentar irritação nos olhos, sintomas nasais, tosse irritativa, dor de cabeça e, se forem portadores de asma, exacerbações desta enfermidade. Em longo prazo, os não-fumantes que convivem com os fumantes, entre outros problemas, elevam os riscos para o câncer de pulmão e os eventos cardíacos.
As crianças que convivem com pais que fumam em casa também apresentam mais episódios das doenças do aparelho respiratório. Segundo estudo divulgado pela OMS, as crianças adoecem em mais 70 por cento (se a mãe fuma) e em mais 30 por cento (se o pai fuma). Além disso, o risco de apresentarem a síndrome da morte súbita infantil é aumentado em até 150 por cento, se a mãe é fumante.
Trata-se de um truque no processo de videofilmagem, mas como você reagiria se a fumaça dos cigarros se apresentasse com este aspecto nos ambientes fechados?



10 abril, 2007

Formol não “alisa”: lesa

O título desta nota é uma alusão a fatos recentemente noticiados pela mídia. Sobre mulheres que, após se submeterem a escovas progressivas em salões de beleza, e em conseqüência disso apresentaram problemas com a saúde. Havendo inclusive um caso de morte, supostamente provocada pelo procedimento. Até o momento, estão sendo tais agravos atribuídos à presença de formol na composição de alguns alisantes capilares.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que normatiza a vigilância sanitária no Brasil, não autoriza a inclusão de formol na composição dos alisantes. Para os cosméticos em geral, só permite a adição de até 0,2% desta substância – na qualidade de conservante. E, para os agentes endurecedores de unhas, autoriza até o limite máximo de 5%. O nível de segurança da Anvisa não tem sido respeitado por alguns fabricantes clandestinos de alisantes.
Esta preocupação da parte da Anvisa é porque o formol (uma solução de formaldeído) oferece riscos de causar complicações na pele, nos olhos e no aparelho respiratório. Riscos para os clientes, e que são também extensivos aos profissionais que manipulam esta substância nos salões de beleza. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde, a exposição crônica ao formol é fator de risco para o câncer.
Conselhos
1) Observar no rótulo do alisante capilar qual é a fórmula, se tem a autorização da Anvisa para a fabricação, bem como se está no prazo de validade.
2) Se desconfiar que o profissional pretenda usar em seu cabelo um preparado que contenha formol, recusar o procedimento e avisar a vigilância sanitária local.
Contudo, preferível seria que as mulheres gostassem dos cabelos como eles já são naturalmente.
Para ler mais: www.opovo.com.br e www.anvisa.gov.br

20/03/2018 - Atualizando ...
Mulher de 48 anos morre após fazer escova progressiva em Pindamonhangaba. Fonte: G1