O cofre do banco contém apenas dinheiro; frusta-se quem pensar que lá encontrará riqueza. ~ Carlos Drummond de Andrade
Um banco é um estabelecimento que nos empresta um guarda-chuva num dia de sol e nos pede de volta quando começa a chover. ~ Desconhecido
O que é roubar um banco comparado a fundar um banco? ~ Bertolt Brecht
Dê uma arma a um homem e ele pode roubar um banco; dê um banco a um homem e ele pode roubar o mundo. ~ Mr Robot.
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01 novembro, 2022
16 fevereiro, 2022
Valores a receber
A tênue linha vertical representa os que têm valores a receber.
Não tendo esses valores esquecidos no sistema bancário, o BCB avisa: "Que bom que o encontramos!"
16 junho, 2021
À sombra das laranjeiras
Os bancos neste parque estão instalados em trilhos a fim de que possam ser movidos para a sombra. E embalar o sem-teto para dormir - - quando for o caso.
17 abril, 2019
O banco de Camden
Segundo o site Futility Closet, o bairro londrino de Camden desaprovou de uma forma consagradora este banco de concreto. Ele foi projetado em 2012 pelos designers da Factory Furniture para impedir o sono, o skate, o tráfico de drogas, o graffiti e o roubo.
Sua superfície desencoraja qualquer atividade (exceto sentar-se), repele a tinta, não contém fendas ou esconderijos, e ele pesa duas toneladas.
O resultado foi chamado de uma "obra-prima do design desagradável", um "anti-objeto perfeito", definido "muito mais pelo que não é do que pelo que é", um "exemplo de arquitetura hostil" e, como se isso tudo não bastasse, "opressiva para os sem-tetos".
Se desencoraja os skatistas é discutível.
Sua superfície desencoraja qualquer atividade (exceto sentar-se), repele a tinta, não contém fendas ou esconderijos, e ele pesa duas toneladas.
O resultado foi chamado de uma "obra-prima do design desagradável", um "anti-objeto perfeito", definido "muito mais pelo que não é do que pelo que é", um "exemplo de arquitetura hostil" e, como se isso tudo não bastasse, "opressiva para os sem-tetos".
Se desencoraja os skatistas é discutível.
19 fevereiro, 2019
NOTA DO CORECON-CE EM DEFESA DO BANCO DO NORDESTE
As últimas notícias veiculadas nos periódicos regionais, deixam senões acerca do futuro de um dos maiores bancos de desenvolvimento da América Latina, o BANCO DO NORDESTE DO BRASIL (BNB).
O BNB foi criado pela Lei nº1.640 DE 19.07.1952, sediado em Fortaleza, com missão diferenciada das demais instituições financeiras que desde sua fundação a cumpre - "Atuar como Banco de Desenvolvimento da Região Nordeste".
Para efetivar seu papel de agente indutor do desenvolvimento regional conta com a capilaridade de 280 Agências, localizadas nas cidades nordestinas, norte de Minas e parte do Espírito Santo, das quais algumas situadas nos mais distantes rincões do semi-árido nordestino. O Banco conta ainda em sua estrutura com o ETENE cuja missão é “ Elaborar, promover e difundir estudos, pesquisas e informações socioeconômicas e avaliar políticas e programas do Banco do Nordeste, subsidiando a ação do BNB e da sociedade na busca do desenvolvimento regional sustentável.
Concordamos com posição espelhada em artigo publicado em janeiro de 2019 pela AFBNB-Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste, "O BNB exerce um protagonismo econômico junto a diferentes setores da economia – agricultura, indústria, comércio, serviços, turismo, infraestrutura etc. – sendo o principal braço do Estado, enquanto instituição de fomento na região em que atua. Sua expertise, de quase 67 anos, promovendo o desenvolvimento regional o credencia, enquanto empresa séria que, ao contrário de ser ignorada deve ser reconhecida.
Os resultados positivos apresentados pelo Banco ao longo dos anos, seriam ainda mais eficazes se houvesse uma política macroeconômica de desenvolvimento nacional, com o suporte de um arcabouço institucional pensado para de fato superar as desigualdades entre as regiões e estimular as potencialidades locais. Não custa lembrar que órgãos que poderiam construir essa rede foram sucateados e/ou esvaziados de sua missão ao longo do tempo, a exemplo da Sudene, do DNOCs e da Codevasf."
Ainda segundo artigo da AFBNB, "os números mostram a força do BNB e a sua relevância para a política de desenvolvimento do País. Isto confirma ser a Instituição uma das mais relevantes para a superação das desigualdades regionais, devendo, portanto, ser fortalecida e reconhecida como tal, desconstruindo qualquer equívoco de privatização, incorporação, fusão ou qualquer outra medida que implique em seu desmonte."
Vale registrar que o BNB em 2018 atingiu a marca histórica de R$ 41,4 bilhões emprestados com recursos do FNE – sendo R$ 30 bilhões do próprio FNE e o restante do CrediAmigo e AgroAmigo – microcrédito urbano e rural, respectivamente.
O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste-FNE, foi criado em 1988 (artigo 159, inciso I, alínea "c" da Constituição da República Federativa do Brasil e artigo 34 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) e regulamentado em 1989 (Lei nº 7.827, de 27/09/1989). O FNE é um instrumento de políticas públicas no âmbito federal viabilizado pelos diversos programas de financiamento aos setores produtivos, cujos recursos não são contingenciados em orçamento da União,
Os que representam o CORECON-CE entendem que todos os segmentos da sociedade precisam se imbuir de uma causa comum, “Defender a Valorização e Manutenção do BNB”, enquanto braço do Governo Federal na efetivação, dentre outras missões, a constitucional, via operacionalização dos recursos do FNE. FNE.
O BNB foi criado pela Lei nº1.640 DE 19.07.1952, sediado em Fortaleza, com missão diferenciada das demais instituições financeiras que desde sua fundação a cumpre - "Atuar como Banco de Desenvolvimento da Região Nordeste".
Para efetivar seu papel de agente indutor do desenvolvimento regional conta com a capilaridade de 280 Agências, localizadas nas cidades nordestinas, norte de Minas e parte do Espírito Santo, das quais algumas situadas nos mais distantes rincões do semi-árido nordestino. O Banco conta ainda em sua estrutura com o ETENE cuja missão é “ Elaborar, promover e difundir estudos, pesquisas e informações socioeconômicas e avaliar políticas e programas do Banco do Nordeste, subsidiando a ação do BNB e da sociedade na busca do desenvolvimento regional sustentável.
Concordamos com posição espelhada em artigo publicado em janeiro de 2019 pela AFBNB-Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste, "O BNB exerce um protagonismo econômico junto a diferentes setores da economia – agricultura, indústria, comércio, serviços, turismo, infraestrutura etc. – sendo o principal braço do Estado, enquanto instituição de fomento na região em que atua. Sua expertise, de quase 67 anos, promovendo o desenvolvimento regional o credencia, enquanto empresa séria que, ao contrário de ser ignorada deve ser reconhecida.
Os resultados positivos apresentados pelo Banco ao longo dos anos, seriam ainda mais eficazes se houvesse uma política macroeconômica de desenvolvimento nacional, com o suporte de um arcabouço institucional pensado para de fato superar as desigualdades entre as regiões e estimular as potencialidades locais. Não custa lembrar que órgãos que poderiam construir essa rede foram sucateados e/ou esvaziados de sua missão ao longo do tempo, a exemplo da Sudene, do DNOCs e da Codevasf."
Ainda segundo artigo da AFBNB, "os números mostram a força do BNB e a sua relevância para a política de desenvolvimento do País. Isto confirma ser a Instituição uma das mais relevantes para a superação das desigualdades regionais, devendo, portanto, ser fortalecida e reconhecida como tal, desconstruindo qualquer equívoco de privatização, incorporação, fusão ou qualquer outra medida que implique em seu desmonte."
Vale registrar que o BNB em 2018 atingiu a marca histórica de R$ 41,4 bilhões emprestados com recursos do FNE – sendo R$ 30 bilhões do próprio FNE e o restante do CrediAmigo e AgroAmigo – microcrédito urbano e rural, respectivamente.
O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste-FNE, foi criado em 1988 (artigo 159, inciso I, alínea "c" da Constituição da República Federativa do Brasil e artigo 34 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) e regulamentado em 1989 (Lei nº 7.827, de 27/09/1989). O FNE é um instrumento de políticas públicas no âmbito federal viabilizado pelos diversos programas de financiamento aos setores produtivos, cujos recursos não são contingenciados em orçamento da União,
Os que representam o CORECON-CE entendem que todos os segmentos da sociedade precisam se imbuir de uma causa comum, “Defender a Valorização e Manutenção do BNB”, enquanto braço do Governo Federal na efetivação, dentre outras missões, a constitucional, via operacionalização dos recursos do FNE. FNE.
16 dezembro, 2017
As primeiras cédulas no estilo moderno
As primeiras cédulas em estilo moderno foram introduzidas na Europa pelo Banco de Estocolmo, em 1661. Informalmente conhecidas como Palmstruchers, as cédulas eram impressas em papel com marcas d'água grossas e brancas com a a data da emissão, o selo do banco e oito assinaturas lideradas pela assinatura de Palmstruch, como garantia de confiabilidade. Além do registro dos valores nominais a serem pagos ao portador, é claro.
Quanto ao Banco de Estocolmo, foi criado em 1657 por Johan Palmstruch, em estreita colaboração com o governo real que ficava com a metade dos lucros. Foi também Palmstruch quem sugeriu a criação da Kreditivsedlar (as primeiras notas de crédito da Europa, v. imagem) como uma alternativa bem-vinda às maciças moedas de cobre da Suécia, que eram pesadas e desajeitadas.
Banknotes, Museum
Quanto ao Banco de Estocolmo, foi criado em 1657 por Johan Palmstruch, em estreita colaboração com o governo real que ficava com a metade dos lucros. Foi também Palmstruch quem sugeriu a criação da Kreditivsedlar (as primeiras notas de crédito da Europa, v. imagem) como uma alternativa bem-vinda às maciças moedas de cobre da Suécia, que eram pesadas e desajeitadas.
Banknotes, Museum
08 dezembro, 2016
O dinheiro não se come
Talvez.
Uma petição que conta com mais de 70 mil assinaturas deverá ser entregue ao Banco da Inglaterra. Vegans e vegetarianos consideram inaceitável que o Banco continue a usar o sebo na produção das cédulas de 5 libras.
O Banco da Inglaterra ainda não se pronunciou sobre a petição. A questão veio à tona quando o Banco, respondendo a uma pergunta no Twitter, confirmou que os grânulos dos polímeros usados na fabricação dessas cédulas continham vestígios de sebo.
A gordura animal é também usada para fabricar velas (inclusive a vela de libra, que nada tem a ver com a moeda inglesa) e sabão.
Uma petição que conta com mais de 70 mil assinaturas deverá ser entregue ao Banco da Inglaterra. Vegans e vegetarianos consideram inaceitável que o Banco continue a usar o sebo na produção das cédulas de 5 libras.
O Banco da Inglaterra ainda não se pronunciou sobre a petição. A questão veio à tona quando o Banco, respondendo a uma pergunta no Twitter, confirmou que os grânulos dos polímeros usados na fabricação dessas cédulas continham vestígios de sebo.
A gordura animal é também usada para fabricar velas (inclusive a vela de libra, que nada tem a ver com a moeda inglesa) e sabão.
12 setembro, 2015
Standard & Poor's
A credibilidade e os conflitos de interesses de uma agência de classificação de riscos
A agência Standard and Poor's baixou a nota do Brasil de BBB- para BB+, tirando seu grau de investimento (espécie de selo de bom pagador). Esta decisão da agência, em sua avaliação sobre os riscos do país, poderá custar bilhões à economia do Brasil pela potencial fuga de investimentos, isto é possível.
Há alguns meses, no entanto, quem se via sob fogo cerrado era a própria instituição: a Standard and Poor's foi ré em um processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, que acusou a agência de ter mascarado o grau de risco de investimentos nos chamados papéis subprime, os vilões da crise financeira desencadeada em 2008.
Segundo as acusações, a empresa teria propositalmente ocultado chances de prejuízos.
Em um acordo extrajudicial, anunciado em 3 de fevereiro, a Standard and Poor's concordou em pagar ao Tesouro americano o equivalente a quase US$ 1,4 bilhão (R$ 5,4 bilhões, na cotação atual). O episódio reacendeu o debate sobre a credibilidade das agências de classificação de risco e os possíveis conflitos de interesses envolvendo suas atividades.
Usados como referência para chancelar investimentos seguros em todo o mundo, os ratings da Standard and Poor's foram criticados por sua atuação em várias situações, colocando em xeque a sua credibilidade de classificação de risco. O caso mais notório foi quando a "agência de risco" classificou o banco de investimento estadunidense Lehman Brothers com a nota AAA (grau de investimento seguro), até a manhã em que ele quebrou em 15 de setembro de 2008, detonando a crise financeira global daquele ano.
– Ora, não sejamos tão exigentes. Qualquer "agência de risco" está sujeita a confundir um banco de investimento com uma pilha palito. (PGCS)
A agência Standard and Poor's baixou a nota do Brasil de BBB- para BB+, tirando seu grau de investimento (espécie de selo de bom pagador). Esta decisão da agência, em sua avaliação sobre os riscos do país, poderá custar bilhões à economia do Brasil pela potencial fuga de investimentos, isto é possível.
Há alguns meses, no entanto, quem se via sob fogo cerrado era a própria instituição: a Standard and Poor's foi ré em um processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, que acusou a agência de ter mascarado o grau de risco de investimentos nos chamados papéis subprime, os vilões da crise financeira desencadeada em 2008.
Segundo as acusações, a empresa teria propositalmente ocultado chances de prejuízos.
Em um acordo extrajudicial, anunciado em 3 de fevereiro, a Standard and Poor's concordou em pagar ao Tesouro americano o equivalente a quase US$ 1,4 bilhão (R$ 5,4 bilhões, na cotação atual). O episódio reacendeu o debate sobre a credibilidade das agências de classificação de risco e os possíveis conflitos de interesses envolvendo suas atividades.
Usados como referência para chancelar investimentos seguros em todo o mundo, os ratings da Standard and Poor's foram criticados por sua atuação em várias situações, colocando em xeque a sua credibilidade de classificação de risco. O caso mais notório foi quando a "agência de risco" classificou o banco de investimento estadunidense Lehman Brothers com a nota AAA (grau de investimento seguro), até a manhã em que ele quebrou em 15 de setembro de 2008, detonando a crise financeira global daquele ano.
Fontes: BBC Brasil e Wikipedia
N. do E.– Ora, não sejamos tão exigentes. Qualquer "agência de risco" está sujeita a confundir um banco de investimento com uma pilha palito. (PGCS)
28 setembro, 2014
Marinada - 2
Marina Silva deu mais um exemplo de que não sabe como funciona o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: em entrevista ao Bom Dia Brasil, a candidata do PSB à presidência voltou a afirmar que o BNDES dá dinheiro a “meia dúzia de empresários falidos”.
Meia dúzia de empresários falidos?
O banco financia empresas brasileiras (a propósito, ver Porto Mariel: dinheiro para Cuba?), não pessoas, como suporte para que as organizações se fortaleçam, a economia aqueça e mais empregos sejam gerados. Fórmula que vem dando certo, diga-se de passagem. Porém, aparentemente, Marina ainda não compreendeu a importância dos bancos públicos no crescimento do país. Então, vamos trazer mais dados e aprofundar a questão.
Primeiro: não são “meia dúzia” as empresas que têm relação com o BNDES. Das 500 maiores empresas do país, 480 (96%) são clientes do banco, de acordo com Fábio Kerche, assessor da presidência da instituição. Kerche se prestou a rebater as críticas de Marina, explicando um a um os equívocos divulgados por ela. Ele relatou ainda que 97% das operações do banco (em 2013 o banco realizou mais de um milhão de operações) são voltadas a micro, pequenas ou médias empresas. “Nada mais falso que afirmar que o BNDES empresta para meia dúzia”, escreveu Kerche.
O BNDES dá dinheiro?
Aí outro equívoco de Marina: presumir que o BNDES "dá" dinheiro. Nenhum banco dá nada para ninguém - eles emprestam, e o BNDES também. A única diferença é que os juros aplicados pelos bancos públicos não são abusivos, o que apenas ressalta o papel essencial que desempenham na economia nacional. A própria presidente Dilma Rousseff já explicou que o investimento maciço em infraestrutura que vem sendo feito hoje no Brasil só é possível graças ao financiamento dos bancos públicos: "Essas obras, todas elas, só são viáveis porque o BNDES e a Caixa são os agentes de financiamento e dão condições especiais. Se não houver essas condições, as obras não saem".
Enfim, Marina, isso tudo significa que o dinheiro investido pelo BNDES fomenta a economia nacional e volta para o banco, acrescido de juros. É bom ressaltar que a taxa de inadimplência na instituição é de 0,07% sobre o total da carteira de crédito – “a mais baixa de todo o sistema bancário no Brasil, público e privado”, informa Kerche. Não podemos deixar de citar ainda que o lucro do banco no primeiro semestre de 2014, foi o mais alto da sua história: R$ 5,47 bilhões. Os próprios economistas da equipe de Marina são financiados pelo BNDES... portanto, deveriam saber melhor como funciona a instituição. Não à toa, o presidente do banco, Luciano Coutinho, aconselhou a equipe da Marina a “estudar um pouco mais”.
O pessoal do Muda Mais até fez um desenho como contribuição para o entendimento.
Porto de Mariel: dinheiro para Cuba?
Divulgue a verdade
Meia dúzia de empresários falidos?
O banco financia empresas brasileiras (a propósito, ver Porto Mariel: dinheiro para Cuba?), não pessoas, como suporte para que as organizações se fortaleçam, a economia aqueça e mais empregos sejam gerados. Fórmula que vem dando certo, diga-se de passagem. Porém, aparentemente, Marina ainda não compreendeu a importância dos bancos públicos no crescimento do país. Então, vamos trazer mais dados e aprofundar a questão.
Primeiro: não são “meia dúzia” as empresas que têm relação com o BNDES. Das 500 maiores empresas do país, 480 (96%) são clientes do banco, de acordo com Fábio Kerche, assessor da presidência da instituição. Kerche se prestou a rebater as críticas de Marina, explicando um a um os equívocos divulgados por ela. Ele relatou ainda que 97% das operações do banco (em 2013 o banco realizou mais de um milhão de operações) são voltadas a micro, pequenas ou médias empresas. “Nada mais falso que afirmar que o BNDES empresta para meia dúzia”, escreveu Kerche.
O BNDES dá dinheiro?
Aí outro equívoco de Marina: presumir que o BNDES "dá" dinheiro. Nenhum banco dá nada para ninguém - eles emprestam, e o BNDES também. A única diferença é que os juros aplicados pelos bancos públicos não são abusivos, o que apenas ressalta o papel essencial que desempenham na economia nacional. A própria presidente Dilma Rousseff já explicou que o investimento maciço em infraestrutura que vem sendo feito hoje no Brasil só é possível graças ao financiamento dos bancos públicos: "Essas obras, todas elas, só são viáveis porque o BNDES e a Caixa são os agentes de financiamento e dão condições especiais. Se não houver essas condições, as obras não saem".
Enfim, Marina, isso tudo significa que o dinheiro investido pelo BNDES fomenta a economia nacional e volta para o banco, acrescido de juros. É bom ressaltar que a taxa de inadimplência na instituição é de 0,07% sobre o total da carteira de crédito – “a mais baixa de todo o sistema bancário no Brasil, público e privado”, informa Kerche. Não podemos deixar de citar ainda que o lucro do banco no primeiro semestre de 2014, foi o mais alto da sua história: R$ 5,47 bilhões. Os próprios economistas da equipe de Marina são financiados pelo BNDES... portanto, deveriam saber melhor como funciona a instituição. Não à toa, o presidente do banco, Luciano Coutinho, aconselhou a equipe da Marina a “estudar um pouco mais”.
O pessoal do Muda Mais até fez um desenho como contribuição para o entendimento.
Porto de Mariel: dinheiro para Cuba?
(a propósito)
Não. O BNDES financia empresas brasileiras e não países. Foi normal a operação de financiamento do Porto de Mariel, em Cuba. Passou por todas as aprovações, teve todas as garantias e o banco recebe em dia o pagamento pelos empréstimos. As obras custaram US$ 957 milhões e receberam um aporte de US$ 682 milhões do BNDES. Não houve empréstimo ao governo cubano e sim para uma empresa brasileira, no caso, o Grupo Odebrecht. O BNDES é impedido, por lei, de emprestar dinheiro para empresas estrangeiras. O BNDES libera recursos apenas para empresas brasileiras que tenham sido encarregadas de realizar um serviço no exterior. O investimento foi feito na exportação de serviços de engenharia, um tipo de mercado que é muito disputado. Hoje, na América Latina, o Brasil responde por quase 18% da exportação de serviços de engenharia para a região, perdendo apenas para a Espanha (e à frente dos Estados Unidos e da China). O investimento no porto de Cuba foi uma oportunidade para mais de 400 empresas brasileiras, grandes, médias e pequenas, exportarem equipamentos, serviços e engenharia. Nenhum centavo foi aplicado lá fora. Todo o recurso do banco foi aplicado no Brasil. Foram desembolsados reais para financiar os exportadores brasileiros de equipamentos e serviços, e que serão pagos a prazo – em moeda forte. E o banco também disponibilizou R$ 14,8 bilhões para investimentos em portos no Brasil. Agência BrasilDivulgue a verdade
11 julho, 2014
VI Cúpula do BRICS em Fortaleza
Depois de ter sido uma das cidades-sede da Copa Mundial de Futebol de 2014, Fortaleza se prepara para sediar a VI Cúpula do BRICS, bloco econômico composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O encontro acontecerá neste mês de julho, nos dias 14 e 15, no Centro de Eventos do Ceará, com a presença dos chefes de Estado, ministros, diplomatas e delegações dos países-membros. Além de 750 pessoas que integram as comitivas oficiais, são esperados para a VI Cúpula cerca de mil empresários e 1.200 jornalistas de todas as partes do mundo.
Na oportunidade, deverão ser anunciadas as criações de um banco de investimento, com o capital inicial de US$ 50 bilhões, e de um arranjo contingente de reservas, uma espécie de fundo ao qual os países do bloco podem recorrer em caso de dificuldades econômicas.
O BRICS, que nasceu com a demanda de uma reforma na governança global, considera essas medidas como uma maneira de mostrar claramente que, se as instituições atuais não se adaptam às novas fontes de poder, os países emergentes se encarregam de criar suas próprias instituições.
O encontro acontecerá neste mês de julho, nos dias 14 e 15, no Centro de Eventos do Ceará, com a presença dos chefes de Estado, ministros, diplomatas e delegações dos países-membros. Além de 750 pessoas que integram as comitivas oficiais, são esperados para a VI Cúpula cerca de mil empresários e 1.200 jornalistas de todas as partes do mundo.
Na oportunidade, deverão ser anunciadas as criações de um banco de investimento, com o capital inicial de US$ 50 bilhões, e de um arranjo contingente de reservas, uma espécie de fundo ao qual os países do bloco podem recorrer em caso de dificuldades econômicas.
O BRICS, que nasceu com a demanda de uma reforma na governança global, considera essas medidas como uma maneira de mostrar claramente que, se as instituições atuais não se adaptam às novas fontes de poder, os países emergentes se encarregam de criar suas próprias instituições.
15 março, 2014
Tributo a Leonard Ball
1 banco de jardim com 5 descansos para braços e 1 placa que diz:
Em memória de Leonard Ball, que odiava as pessoas gordas.
N. do E.
Apesar do sobrenome em comum, Leonard não foi parente de Lucille Ball, a atriz da série de TV I love Lucy.
21 fevereiro, 2013
Hacker de araque
Se não tivesse o caso ido a julgamento passaria por uma invencionice.
Em 2008, um cidadão francês acessou o Banco da França (Banque de France) através do Skype.
Sem identificá-lo, o sistema de segurança do banco permitiu o seu acesso com a senha... 123456.
Mas, não sabendo o que fazer, ele desligou o telefone e foi cuidar de seus negócios.
Descoberta a intrusão, o Banco da França paralisou seus serviços por 48 horas para checar o que tinha acontecido ao sistema. Imagino que, durante esse período, cabeças tenham rolado.
Só em 2010, é que a polícia francesa conseguiu identificar e localizar o tal "hacker". A demora foi causada por problemas enfrentados para receber os dados do intruso no Skype, cuja sede fica no "distante" Luxemburgo.
O fato é que o pobre homem foi preso e levado a julgamento, mas foi absolvido porque o tribunal não constatou nenhuma intenção malévola.
Em 2008, um cidadão francês acessou o Banco da França (Banque de France) através do Skype.
Sem identificá-lo, o sistema de segurança do banco permitiu o seu acesso com a senha... 123456.
Mas, não sabendo o que fazer, ele desligou o telefone e foi cuidar de seus negócios.
Descoberta a intrusão, o Banco da França paralisou seus serviços por 48 horas para checar o que tinha acontecido ao sistema. Imagino que, durante esse período, cabeças tenham rolado.
Só em 2010, é que a polícia francesa conseguiu identificar e localizar o tal "hacker". A demora foi causada por problemas enfrentados para receber os dados do intruso no Skype, cuja sede fica no "distante" Luxemburgo.
O fato é que o pobre homem foi preso e levado a julgamento, mas foi absolvido porque o tribunal não constatou nenhuma intenção malévola.
Entré par hasard sur un serveur de la Banque de France, Le Nouvel Observateur
Frase do dia
O corpo de um homem adulto é composto de 65% de água, 34% de café e 1% de senhas.
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