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05 agosto, 2018

A partida à manivela

Ao girá-la, após ter sido conectada na parte da frente do carro, a manivela fazia o papel do que hoje chamamos de motor de arranque. Até 1915, ano da criação dos acumuladores de energia - as primeiras baterias -, era necessário que o motorista suasse a camisa girando essa manivela para dar a partida do veículo. O funcionamento desse sistema era muito simples. Além do acelerador no pedal, havia um segundo, manual, que mantinha uma aceleração previamente determinada para que o motor não morresse quando começasse a funcionar. A manivela era conectada na ponta do virabrequim, que, ao girar, produzia a faísca necessária para dar início à combustão e ao funcionamento do motor. Apesar de em 1915 os carros já saírem de fábrica com motor de arranque, todos os modelos fabricados até o final da década de 20 ainda vinham equipados com a manivela, mas já como uma ferramenta auxiliar. Isso para economizar a bateria, a qual era poupada para os casos de emergência.


Este processo era inconveniente e, às vezes, perigoso:
1 - Se o carro não estivesse com a alavanca de transmissão em ponto morto, situação em que podia atropelar o motorista.
2 - Se a manivela após o motor ligar não se soltasse facilmente do virabrequim, situação em que podia fraturar o polegar, o pulso ou o antebraço do motorista, o que principalmente ocorria se ele estivesse segurando a manivela de um modo não recomendado. Não era sem razão que a fratura do osso radial era chamada de "fratura do chauffer".

01 agosto, 2016

Quem fratura um dedo fatura um amigo

Ellen Terry, aos 16 anos de idade
Em 1856, Ellen Terry, aos 10 anos de idade, estava prestes a dizer a fala final de Puck, em "Sonho de Uma Noite de Verão", de Shakespeare, quando um assistente de palco fechou um alçapão sobre seu pé, quebrando-lhe o hálux, vulgo dedo grande do pé. Ela gritou, e a gerente Ellen Kean ofereceu dobrar seu salário se ela terminasse a representação.
Assim, apoiada por Kean de um lado e por sua irmã Kate, por outro, ela recitou o monólogo.
"Como eu consegui, não sei!", escreveu Ellen em seu livro de memórias, de 1908. "Mas meu salário foi duplicado – de quinze xelins para trinta – e Mr. Skey, diretor do Bartolomew's Hospital, que estava por lá, naquela mesma noite foi até os bastidores para recolocar o meu dedo do pé no lugar certo. Ele ficou sendo meu amigo pela vida toda".
Fratura do hálux
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/109_fratura-halux.html
Por que nós ainda temos os dedos dos pés?
Sério, por quê? Eles são péssimos para pegar as coisas, quebram facilmente, e eles parecem, em um sentido puramente estético, meio estranhos.
Ler no Acta Obscura.
Nomenclatura
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/06/nomenclatura-para-os-dedos-do-pe.html