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04 fevereiro, 2024

Coro a bocca chiusa

Da ópera "Madame Butterfly" de Giacomo Puccini:



Bocca chiusa (pronuncia-se "boca quíusa" no Português brasileiro) é um termo em italiano, que significa cantar com a boca fechada. É uma técnica usada para o "aquecimento vocal", cantando-se as denominadas vocalizes diatônicas com o acompanhamento de um teclado ou uma orquestra, que toca a melodia da vocalize, sendo que o cantor ou os coralistas (nesse vídeo) por sua vez a reproduzem. Caracteriza-se por cantar com a boca fechada, transferindo a ressonância para a região nasal.

17 maio, 2023

O triângulo de Sierpinski

Este triângulo animado de Sierpinski é uma verdadeira maravilha capaz de hipnotizar qualquer pessoa. Qual o tamanho do triângulo? Por que nunca acaba? De onde vêm os diferentes componentes de uma forma geométrica tão curiosa?


O GIF animado é uma "virguería" sobre um dos fractais mais curiosos e fáceis de entender, o triângulo de Sierpinski, que é uma espécie de triângulo delimitado por triângulos construídos por triângulos delimitados por triângulos ... Essa é precisamente a maneira de construir muitas formas fractais: basta começar com um triângulo, marcar o ponto médio de cada um de seus lados e juntá-los para formar outro triângulo semelhante. Em seguida, o triângulo central é deixado em branco e a operação é repetida com os demais.
Quantas dimensões tem um triângulo de Sierpinski? Seu método de construção infinito e recursivo o torna um pouco menor do que uma forma 2-D, mas obviamente com um pouco "superfície" - maior do que uma linha 1-D. Mas não é 2-D ou 1-D. 
Então o que é? Pode-se calcular que é uma forma geométrica com dimensão 1,58496 (algo estranho de entender, mas comum no mundo dos fractais).
E qual é a sua superfície? Quanto a isso, se observarmos que os triângulos estão ficando cada vez menores chegamos a outra resposta estranha, mas correta: sua superfície é zero. Isso também é muito pouco intuitivo, mas é a resposta matematicamente correta.
http://www.microsiervos.com/archivo/ciencia/triangulo-de-sierpinski-animado.html
N.do T.
O termo "virguería" (castelhano) é frequentemente usado para destacar aquelas obras ou coisas que foram feitas com eficiência, com grande habilidade e destreza e cujo excelente resultado beira a perfeição.
A origem desse termo remonta ao tempo em que a virgindade da mulher era um bem precioso e indispensável tê-la à hora do casamento. Contudo, havia moças que a perdiam com quem desejavam, antes de serem prometidas por seus pais a outro homem que a queria como esposa.
Era comum os pais receberem um pagamento do noivo, mas essa gratificação/retribuição era perdida caso, na noite de núpcias, a moça não fosse virgem (além de correr o risco de ser repudiada).
Isso levou ao surgimento de uma série de profissionais dedicados a "recompor a virgem" para que a jovem se apresentasse pura e casta diante do marido. Como seria de esperar, este trabalho de reconstrução do hímen (himenoplastia) costumava ser feito de forma delicada e requintada, razão pela qual esta "virguería" (reconstrução da virgindade) tornou-se sinónimo de tudo o que se faz de forma delicada, requintada, com refinamento e habilidade.
Atualmente, graças aos avanços da cirurgia, a himenoplastia é um procedimento considerado simples.

10 junho, 2020

Pé-rapado

O termo "pé-rapado", segundo o dicionário, é sinônimo de pessoa de origem humilde, pobre. Já era conhecido por volta do século 17 e é usado até hoje. Designava o pobretão, principalmente da zona rural, que andava descalço e por isso era obrigado a raspar (ou rapar) os pés para lhes tirar a lama.
Mas você sabe como a expressão "pé-rapado" surgiu? Não se sabe ao certo quando, mas ela já aparece nos versos que Gregório de Matos (segundo lembra Câmara Cascudo) dedicou a uma mulata baiana que lhe havia pedido um cruzado para consertar os sapatos, na segunda metade do século XVII:
"Se tens o cruzado, Anica,
Manda tirar os sapatos,
E senão lembra-te o tempo
Que andaste de pé rapado."
No Brasil, na época do período colonial, as pessoas de boas condições financeiras andavam em cavalos, enquanto as mais pobres geralmente andavam a pé. Como o chão não era pavimentado, era comum haver lama, fazendo com que as pessoas mais humildes sujassem seus pés.
Para diminuir a sujeira de lama nos locais públicos, geralmente eram disponibilizados objetos de ferro, que serviam para que as pessoas esfregassem a sola de seus calçados a fim de retirar a lama.

Antigamente, as igrejas e os prédios públicos tinham à entrada 
objetos como este da foto para retirar a lama dos sapatos.

Como os mais ricos andavam a cavalo, eles não sujavam seus sapatos, mas os pobres acabavam pisando na lama e eram exatamente eles que acabavam tendo que "rapar os pés" nesses objetos.
Outra ocorrência da expressão foi registrada durante a Guerra dos Mascates, no início do século XVIII, em Pernambuco. A expressão "pés-rapados" foi usada de forma pejorativa para se referir ao exército de camponeses que andavam descalços e combatiam as tropas portuguesas que usavam botas e uniforme militar.
Os dicionários registram também o termo "pé-rachado", que possui o mesmo significado de "pé-rapado", embora faça analogia às rachaduras causadas nos pés devido ao fato de andar descalço, sem conforto algum.

SÓ Português

10 março, 2020

Origem do termo "meganha"

Matéria enviada por Jaime Nogueira:

👮 Em diversas partes do Brasil, meganha é um sinônimo informal (em geral com conotação depreciativa) para um policial. Originalmente, meganha designava especificamente os antigos "soldados de polícia", membros das guardas provinciais na época do Brasil Império, que ganhavam a metade dos soldos dos militares do Exército, de posição hierárquica equivalente – daí o nome de "meia-ganhas", que evoluiu para "meganha".
Com a extinção das antigas "forças públicas" e dos "soldados de polícia" e a criação da Polícia Militar nos Estados, o termo meganha teve seu sentido expandido até abranger todo e qualquer policial ou guarda (militar, civil, guarda municipal, agente de trânsito etc.).
Em São Paulo, é difundida a tese de que a palavra viria de "me ganha", do verbo “ganhar” – como numa frase supostamente dita por um delinquente: "me ganha" (no sentido de "me pega" (se conseguir).
No entanto, a palavra é muito anterior a esse sentido novo de “ganhar”, e muito mais espalhada geograficamente; "meganha", aplicada aos membros das antigas forças públicas, remonta aos tempos da Guerra do Paraguai (1864 a 1870), em que se permitiu aos membros dessas forças provinciais lutarem junto aos militares.
Ademais dos registros históricos que comprovam o uso de "meia ganha", já dois séculos atrás, nota-se, por fim, que o substantivo "meganha", com a pronúncia hoje observada no Brasil (em que o "e" tem som próprio, de "e", e não de "i") não poderia vir da expressão "me ganha", que obrigatoriamente teria entrado na língua informal dos brasileiras com a pronúncia "miganha", em consonância com a pronúncia geral do pronome "me" átono.

Extraído de: dicionarioegramatica.com.br

08 agosto, 2019

AQUECIMENTO GLOBAL. Origem do termo


Em seu sentido moderno, o termo aquecimento global foi provavelmente usado pela primeira vez, em 8 de agosto de 1975, em um artigo científico do geoquímico Wally Broecker na revista Science intitulado "Climatic change: are we on the brink of a pronunced global warning?" (Mudança climática: estamos à beira de um aquecimento global pronunciado?).
A escolha das palavras por Broecker era inusitada e representava um reconhecimento significativo de que o clima estava se aquecendo. Anteriormente, o fraseado usado pelos cientistas era "modificação climática inadvertida", porque, embora se reconhecesse que os humanos podiam mudar o clima, ninguém sabia ao certo para que direção estava indo.
A Academia Nacional de Ciências usou pela primeira vez o termo em um relatório de 1979 chamado "Charney Report", que diz: "se o dióxido de carbono continua a aumentar, não há razão para duvidar que as mudanças climáticas aconteçam e não há razão para acreditar que essas mudanças serão insignificantes".
O aquecimento global tornou-se mais popular após 23 de junho de 1988, quando o cientista do clima da Nasa, James Hansen, usou o termo em um depoimento ao Congresso dos EUA. Ele disse: "o aquecimento global atingiu um nível tal que podemos atribuir, com um alto grau de confiança, uma relação de causa e efeito entre o efeito estufa e o aquecimento observado". Seu testemunho foi muito divulgado e, depois disso, o termo aquecimento global foi comumente usado na mídia e no discurso público.

Leitura recomendada: Protocolo de Kyoto  Aquecimento Global

Slideshow O AQUECIMENTO GLOBAL (humor)

21 maio, 2013

Sheeple

Do inglês sheep (ovelha) + people (pessoas).
É um termo pejorativo que atribui o comportamento de rebanho de ovelhas a pessoas que simplesmente acreditam no que é dito, sem um estudo sério sobre o assunto, e principalmente se for veiculado pelos grandes canais de mídia. O termo é muito utilizado nos cenários político e religioso.