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31 julho, 2020

"A Gripe do Pasquim"

A famosa "Gripe" que assolou o Pasquim aconteceu de 1.º de novembro a 31 de dezembro de 1970. Nesse período, nove jornalistas do semanário estiveram encarcerados. Era a época do governo Médici, o período mais duro do regime militar (em que tudo podia acontecer aos presos políticos, inclusive o desaparecimento físico).
Foram presos Paulo Francis, Jaguar, Ziraldo, Luiz Carlos Maciel, Paulo Garcez, Flavio Rangel, Sérgio Cabral, Tarso de Castro e Fortuna.
Durante o período em que estiveram de cana, o jornal manteve-se em circulação editado por Millôr Fernandes, Henfil e Martha Alencar. E colaboraram com "O Pasquim", entre outros, Chico Buarque, Antônio Callado, Odete Lara, Jô Soares e Glauber Rocha.
A prisão ficou conhecida como "A Gripe", pois era com esta ironia que justificavam no jornal a ausência da maior parte da equipe. Além de fazer seus desenhos, Henfil também fez cartuns imitando o estilo de cartunistas presos, o que deixava os militares intrigados. "Pô!", diziam, "saiu um desenho do Fortuna. Mas o Fortuna não está aqui preso?".
Essa cana foi motivada por uma paródia do quadro "Independência do Brasil", que foi considerada "extremamente desrespeitosa" pela repressão. O cartunista Jaguar reproduziu o quadro de Pedro Américo no Pasquim, apresentando D. Pedro, com a espada erguida, gritando: — Eu quero mocotó!
Vejam…..


Fonte: http://bndigital.bn.gov.br/dossies/o-pasquim/memorias/

http://blogdopg.blogspot.com/2019/12/girias-do-pasquim.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/12/a-censura-previa-no-pasquim.html
http://blogdopg.blogspot.com/2019/04/eu-quero-mocoto.html
http://blogdopg.blogspot.com/2017/11/falou-e-disse.html
http://blogdopg.blogspot.com/2008/09/o-pasquim-e-mpb.html
http://blogdopg.blogspot.com/2007/10/geek-geek-net-net.html

10 maio, 2020

Dona Elzita

Uma saga de 45 anos que envolve pistas falsas no Brasil e no exterior, visitas a quartéis, cemitérios e manicômio judicial, interpelações a torturadores, súplicas a autoridades da República e pedidos de ajuda a organizações internacionais.
A história de Elzita Ramos de Oliveira Santa Cruz, que carregou como bandeira e razão de vida uma pergunta sem resposta, que repetiu enquanto teve voz, sobre o paradeiro do seu filho Fernando.
Ela morreu no ano passado, aos 105 anos, sem conseguir enterrar Fernando Santa Cruz, desaparecido em fevereiro de 1974, após ser preso por órgãos de repressão da ditadura militar, em uma esquina de Copacana, no Rio de Janeiro.
Fernando foi vítima de "morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro".
Dona Elzita costumava recitar uma poesia que, dizia ela, aprendeu quando criança. Familiares, no entanto, confirmam ser de sua autoria:
"Passam-se os anos, e o véu do esquecimento / Baixando sobre as coisas, tudo se apaga / Menos da mãe, no triste isolamento, / a saudade que o coração lhe esmaga."

30 novembro, 2011

O policial "Pimenta"

A cena de um policial jogando spray de pimenta contra um grupo de estudantes na Universidade da Califórnia acabou virando paródia em sites e redes sociais na internet. Os estudantes se manifestavam (18/11/11) em apoio ao movimento Occupy Wall Street, de Nova Iorque, que pede a mudança do atual sistema financeiro dos EUA.


A árvore da liberdade deve ser de vez em quando regada com a aplicação do spray de pimenta. Pensamento de Thomas Jefferson, modificado pela práxis do Tenente John Pike.

Antiácidos líquidos parecem ser a melhor maneira de aliviar os efeitos do spray de pimenta. Talvez seja a hora de estocar hidróxido de alumínio. Fonte