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23 julho, 2023

Avanços em robôs que descascam bananas

As ciências robóticas estão avançando uma barbaridade e, nestes tempos, cientistas malucos da Universidade de Tóquio inventaram braços robóticos capazes de descascar bananas sem destruí-las durante o processo. Aparentemente, manusear materiais delicados, neste caso uma fruta macia, é algo fora do alcance de muitos dispositivos robóticos devido à dificuldade de calibrar a força com que devem segurar, pressionar e rasgar os materiais.
Claro que a invenção, mesmo sendo um aparente avanço tecnológico, ainda não é grande coisa: leva 3 minutos para descascar uma banana e só o faz corretamente seis em dez vezes; nas outras vezes, a banana acaba virando mingau. Eles dizem que pelo menos conseguiram entender como é o processo de "aprendizado por imitação", reduzindo para 13 horas o treinamento em descascar bananas, que, de outra forma, seriam milhares de horas de cálculos de GPU (sigla em inglês para "Unidade de Processamento Gráfico").


Por humildade e ignorância também, devem ter sido levados a perceber que estão descascando as bananas da maneira errada. Ao invés de começar pela parte dura e pontiaguda, sabe-se que é muito mais fácil descascar as bananas abrindo-as por outro lado. Isso é algo que às vezes é atribuído aos macacos – que supostamente sabem muito mais sobre comer bananas do que os humanos – mas outro grupo de especialistas diz que, na realidade, os macacos na natureza não comem tantas bananas quando estão em seu habitat natural. Eles apenas as mastigam com casca e tudo.

http://www.microsiervos.com/archivo/robots/avances-robots-pelar-platanos.html
http://youtu.be/P8svUCSuMS4

LINK INT: A história parabólica dos macacos e das bananas, sempre apropriada

09 dezembro, 2022

Macacos e bananas

Um grupo de cientistas trancou cinco macacos em uma jaula, no centro da qual colocaram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um dos macacos subiu na escada para pegar as bananas, os cientistas lançaram um jato de água fria sobre os que ficaram no chão.

Depois de algum tempo, os macacos aprenderam a relação entre a escada e a água, de modo que quando um macaco ia subir na escada, os outros batiam nele com paus.

Depois de ter repetido a experiência várias vezes, nenhum macaco se atreveu a subir a escada, apesar da tentação das bananas.

Assim, os cientistas substituíram um dos macacos por um novato.

A primeira coisa que o macaco novato fez, assim que viu as bananas, foi subir na escada. Os outros rapidamente o colocaram no chão e o espancaram antes que a água fria caísse sobre eles.

Depois de algumas surras, o novo membro do grupo nunca mais subiu na escada.

Um segundo macaco foi substituído, e a mesma coisa aconteceu com o que entrou em seu lugar.

O primeiro suplente participou com especial entusiasmo na surra do segundo.

Um terceiro foi alterado, e o evento foi repetido.

O quarto e, finalmente, o quinto dos macacos originais também foram substituídos por novos.

Os cientistas ficaram com um grupo de cinco macacos que, apesar de nunca terem recebido banho frio, continuaram a bater naquele que tentava alcançar as bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles por que acertou com tanta força aquele que subiu pelas bananas, essa certamente seria a resposta: "Não sei. Aqui as coisas sempre foram feitas assim".

17 outubro, 2018

Macacos trabalhando

YouTube está fora do ar em todo o mundo; possível instabilidade de serviço
Usuários do YouTube estão com dificuldades para acessar a plataforma de vídeo durante a noite desta terça-feira (16). Ainda não há informações sobre os motivos da instabilidade, porém, tanto o aplicativo quanto a versão desktop estão inacessíveis — apenas com poucos elementos da página sendo exibidos.
Até o momento, é possível notar relatos de usuários em diversas localizações do mundo pelo Twitter:
— O YouTube caiu e ralou o joelho.
— Me fez lembrar da famosa frase "só se dá valor quando se perde".
— Antes o YouTube que o Xvideos, que alívio!
— O ano é 2050, faz 32 que o Youtube caiu e nunca mais voltou! O Cyber Ciborgue Overlord Bolsonaro Supremo reina a Terra, conquistando o mundo através das correntes do Whatsapp.
Mas a instabilidade não se refere apenas ao Brasil. YouTube já comentou que investiga o problema: "A team of highly trained monkeys has been dispatched" (Uma equipe de macacos altamente treinados foi enviada). Isto, em seu "500 Internal Server Error", equivale a dizer que o problema foi colocado nas mãos de seus agentes mais capazes.


A inserção dos macacos na mensagem de erro é uma tentativa de o YouTube fazer humor com o problema. É um "500 Error" genuíno.
O "500 Internal Server Error" é um código de status HTTP que significa que não pode ser mais específico sobre qual é o problema exato. No entanto, que é um erro relacionado ao servidor lá isso é, sendo um problema no próprio YouTube.

P.S. Às 23h40 de ontem, a situação do site normalizou. E o leitor pode conferir essa volta à normalidade assistindo ao "Olho Cósmico" (vídeo da postagem anterior do blog EM).

03 setembro, 2018

Macacos escrevendo livros


No episódio Last Exit to Springfield (Última saída para Springfield), de 1993, Homer é eleito presidente do sindicato da central nuclear de Springfield. O senhor Burns, proprietário da usina atômica, convida Homer à sua mansão para conquistar seu apoio. No casarão, Homer vê um quarto com mil macacos batendo em mil máquinas de escrever. Burns lhe explica que os animais vão escrever o melhor romance da história.
O argumento faz referência a uma antiga questão abordada no cálculo das probabilidades. Um de seus enunciados mais conhecidos é: se um milhão de macacos teclassem ao acaso em um milhão de máquinas de escrever depois de um milhão de anos eles teriam escrito todas as obras de Shakespeare. Matematicamente é correto, e nada impede de acontecer a qualquer momento. Nada a não ser a probabilidade, claro.

Se e quando acontecer, eu gostaria de cumprimentar o macaco que bateu na máquina a palavra honorificabilitudinitatibus.

Recomendado:
Macacos escrevendo livros, EL PAÍS
A ciência oculta nos Simpsons, vídeo TEDxRosario c/ Claudio Sanchez

09 janeiro, 2017

Cobra e macacos em Química Orgânica

O químico alemão August Kekulé (1829-1896), durante uma noite do ano de 1865, após uma década pesquisando as ligações dos átomos de carbono, adormeceu defronte a lareira sonhando com uma cobra que mordia o próprio rabo, a Ouroboros. Essa visão onírica serviu-lhe de inspiração para o entendimento da estrutura molecular do hidrocarboneto benzeno.

Figura 1
Em uma edição do humorístico Berichte der Deutschen Gesellschaft Chemischen,em 1886, sobre a constituição de benzeno, FW descobriu que "a zoologia era capaz de esclarecer o comportamento do átomo de carbono":
Da mesma forma que o átomo de carbono, que tem afinidades com quatro ligações, existem membros de famílias de animais que possuem quatro mãos, e com as quais agarram objetos e podem agarrar-se entre si. Se, pensarmos em um grupo de seis membros do Macacus cynocephalus, por exemplo, formaríamos um anel em que eles oferecem um ao outro, alternadamente, uma e duas mãos, e assim chegaríamos a uma analogia completa com o hexágono do benzeno (figura 2).
Como, no entanto, o supracitado Macacus cynocephalus, além das suas quatro mãos, possui também um órgão de preensão na forma de um apêndice caudal, ao levarmos isso em conta, torna-se possível ligar os seis indivíduos do anel de outra maneira. Deste modo, chega-se então a uma segunda representação (figura 3). E esta sendo, obviamente, diferente da primeira, fará com que a molécula do benzeno se comporte de forma diferente.

        Figura 2                                                  Figura 3        

–John Read, Humour and Humanism in Chemistry, 1947.

09 janeiro, 2016

Macacos performáticos

NÃO MEU CIRCO, NÃO MEUS MACACOS...
NÃO MEU PROBLEMA.

Macacos performáticos não me mordam! Nie mój cyrk, nie moj malpy só um provérbio polonês).

14 novembro, 2015

Enquanto o ser humano existir...

Fernando Gurgel Filho
O livro "O Macaco Nu" (The Naked Ape), de Desmond Morris, faz uma bela narrativa da trajetória deste ramo simiesco até se tornar o Homo sapiens que queríamos ser e ainda não o somos.
Ainda somos macacos.
Saímos da selva, mas a selva não saiu de nós.
Diversos mecanismos cerebrais ainda estão associados aos instintos básicos de sobrevivência, que se resumem basicamente em comer e evitar ser comido.
Assim, grosso modo, esses mecanismos cerebrais mais atuantes no nosso dia-a-dia ainda estão relacionados com identificação do tipo: "confiável" / "não confiável".
Ao longo do tempo, o ser humano criou algumas gradações e introduziu algumas condicionantes básicas na identificação dos que podem fazer parte de sua "tribo" e dos que devem ser evitados. Algo como a regra matemática "pertence" / "não pertence". E isso é feito nos aspectos visual, olfativo, sonoro, mais do que em qualquer outro identificador. Muito animalesco, ainda. Daí o preconceito. Daí a pouca probabilidade de alguém se integrar a grupos diferentes - sem um elemento identificador característico do grupo. Repito, muito, muito simiesco, ainda.
Uma pessoa pode não ter qualquer preconceito em relação à aparência e aceitar os outros como estes se mostram. Essas pessoas estão, normalmente, nos raros ambientes em que a aparência não importa muito. Mas pode ser intolerante ou apenas muito reticente ao aproximar-se de pessoas que não têm o mesmo padrão de linguagem, seja na construção das palavras e frases, seja no modo como manifestam esses símbolos.
O cérebro logo avisa: aquele ser humano fala de uma forma que parece agressiva, não foi polido/domesticado pelo ensino acadêmico, então a convivência com ele pode ser difícil ou muito perigosa. Sabe-se lá qual será sua reação dentro do grupo?
Ou seja, o cérebro, sem dar qualquer chance aos nossos melhores sentimentos, acende imediatamente uma luz de alerta. A ansiedade aparece e o afastamento é inevitável.
Ou seja, a identificação simiesca mostra apenas que aquele ser humano que fala de uma forma diferente de mim, ainda não foi enfiado na camisa de força de um modo de falar que, certamente, me mostraria que ali está alguém que não vai me agredir se eu o contrariar, ou algo assim.
Somente deixaremos de ser macacos quando a amígdala cerebral deixar de atuar de forma tão ditatorial em nossas construções mentais. Aí, não sentiremos mais medos, não mais identificaremos quaisquer sinais de perigo, reais ou não, e todo mundo e o mundo todo se nos apresentará como um agradável e manso jardim japonês. Mesmo em locais sabidamente cheios de jacarés, cobras venenosas e ariranhas.
Conclusão: enquanto o ser humano existir, ainda seremos macacos.
(comentário do colaborador FGF à postagem Os quinze ajustes que nos tornaram humanos)

18 agosto, 2015

Coçar e comer é só questão de começar

Por que os macacos comem piolhos?
Eles são muito nojentos. Tanto os macacos quanto os piolhos. ~ Natsumi Yagami, Yahoo! Respostas


Não são apenas eles.
"Existe, também a bicharia que nasce sobre os homens, como grandes piolhos vermelhos que têm por vezes na cabeça. Apanham-nos com tamanho desdém, quando mordidos ou picados, que se vingam deles com risadas. Conversando com esses bárbaros, via, certas ocasiões, as mulheres que catavam os insetos na cabeça de suas filhas e demais crianças, tantos quanto podiam encontrar, e os comiam em seguida, além de zombarem de mim quando me punha a rir de tal vilania."
THEVET, André (1502-1590). A cosmografia universal de André Thevet, cosmógrafo do Rei. Coleção Franceses no Brasil – Séculos XVI e XVII, vol. II. Rio de Janeiro, Batel; Fundação Darci Ribeiro. 2009, 186p.

Ver também:
Fernando e seus piolhos

29 agosto, 2014

Silêncio, funeral



Apesar da péssima fama de como se comportam em uma loja de louças, os macacos são muito respeitosos quando um deles morre.
Nada de dar caráter festivo ao acontecimento. Eles não soltam fogos, não fazem mimimi nem tiram selfies.
Macacos me mordam, se estes, ao invés daquele barulho de sempre, não guardam um minuto de silêncio em homenagem ao que morreu. Sim, um minuto e... até mais. O tempo que for necessário para realizar o sepultamento.
Vejam, para confirmar o que digo, como foi O enterro de Dorothy.

Já os pinguins quando morrem...

16 agosto, 2014

As máscaras do preconceito

Durante as filmagens de "Planet of the Apes" (O Planeta dos Macacos), em 1967, Charlton Heston notou "uma segregação instintiva no set. Os macacos não comiam todos juntos, mas os chimpanzés comiam com os chimpanzés, os gorilas comiam com os gorilas, os orangotangos comiam com os orangotangos, e os humanos comiam fora. Foi muito assustador."
James Franciscus notou a mesma coisa nas filmagens de "Beneath the Planet of the Apes" (de Volta ao Planeta dos Macacos), em 1969. "Durante o almoço, eu olhei em torno e percebi: 'Meu Deus, aqui é o universo'. Porque em uma mesa estavam os orangotangos a comer, em outra mesa, outros macacos, e os seres humanos tinham sua própria mesa. Os personagens de uma espécie não se misturavam com os de outra espécie para comer juntos".
"Lembro-me de ter dito: 'Olhe ao redor - você nota o que está acontecendo aqui? Isto é um microcosmo isolado do que, provavelmente, incomoda o mundo todo. Chame de preconceito ou do que você quiser chamar. O que é diferente é para ser evitado, é assustador e assim por diante'. Ninguém ali estava se misturando e, por trás das máscaras, eram todos seres humanos. As máscaras foram suficientes para que aflorassem as nossas próprias pequenas naturezas genéticas de medo e preconceito. Foi surpreendente."

Joe Russo e Larry Landsman, Planet of the Apes Revisited, de 2001

10 fevereiro, 2010

O enterro de Dorothy

Quando Dorothy, uma chimpanzé muito estimada pelo bando morreu, o seu enterro foi assistido pelos demais chimpanzés da reserva animal em que ela vivia, nos Camarões.
Monica Szczupider, 30, de Sanaga - Chimpanzé Yong Rescue Center, onde o sepultamento de Dorothy aconteceu, fez este comentário:
"Chimpanzés não são silenciosos. São animais ruidosos e só prestam atenção a algo por um tempo muito curto. Mas eles não conseguiam tirar os olhos de Dorothy e o silêncio deles, mais do que tudo, falava alto."

05 dezembro, 2007

O planeta dos homens e dos macacos

Um hospital de Boston buscando economizar recursos humanos passou a empregar macacos na assistência aos pacientes inválidos. Treinados pela Dra. Mary Williard, uma entusiasta do método, os símios executam para os enfermos um sem-número de atividades, desde apanhar objetos pessoais até pôr um disco na vitrola.

Um disco na vitrola? É que isto foi escrito ainda no início dos anos 80, com base numa reportagem que li na época. É o começo de uma crônica que publiquei no livro "Encontram-se", a qual acabo de colocá-la também no Preblog onde o leitor poderá ler o texto na íntegra. Aqui.

04 dezembro, 2007

Não ouve, não vê, não fala

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É bastante conhecida esta cena dos três macacos: um não ouve, outro não vê e um terceiro não fala. Às vezes, há a participação de um quarto símio cujas mãos escondem a genitália.
Agora, que tal darmos uma olhada num slideshow em que outros trios de seres, reais e imaginários, imitam os macacos da famosa cena?
Com imagens que obtive na net, eu montei esta seqüência através do slide.com.

Aviso - Com a autoexclusão (nome bonito para saída) do site www.slide.com da internet este slideshow deixou de estar disponível. Uma pena! Era um servidor que tinha recursos interessantes. Contudo, as imagens que faziam parte do slideshow ainda podem ser vistas como álbum no Google+.

Aviso - O Google+ não está mais disponível para contas pessoais e de marca. A equipe do Google+ agradece a todos que tornaram o Google+ tão especial.

Aviso (em bom mineirês) - Oncovô?