Mostrando postagens com marcador circo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador circo. Mostrar todas as postagens

24 setembro, 2025

Panis et Circenses


OS ENGENHEIROS DO CAOS - Giuliano Da Empoli 
"Governar criando factoides a cada minuto não parece uma boa ideia. Mesmo quando o eleito não tem a mínima ideia de como usar um cargo tão importante. 
Ainda mais em um país que pretende governar o mundo. Periga repetir a estória do palhaço que saiu no palco gritando para todos correrem 
que o circo estava pegando fogo 🔥. 
Ninguém acreditou. Todo mundo pensou que era apenas mais uma palhaçada 
e todos morreram queimados".

PANIS ET CIRCENSES - Fernando Gurgel Filho
O Circo precisa da patuleia
Precisa de nós, cidadãos e palhaços
Se divertindo, no palco e na plateia
Cidadãos alegres, humilhados e catequizados
E o Circo, mesmo caro, ainda é grátis
Entra em todas as casas sem pedir licença
Pelo ar, nos noticiários, pelas ruas, nos "ridículos tiranos"
Precisamos apenas de Circo?
Nós, palhaços, também precisamos de Pão
Precisamos de Pão e Circo,
E o Circo não nos falta:
Malabarismos, sangue no palco, mentiras...
Tudo grátis, diversão da patuleia
Se o Pão falta na mesa da plateia
É porque dá mais trabalho
E não há tempo a perder
Dando o Pão, se o trigo é caro
Então, divirtam-se aplaudindo o Circo
Para esquecer a fome, aquecer do frio.

06 maio, 2020

Todo mundo vai ao circo

O circo chegou
Jorge Ben Jor, o alquimista da música brasileira, executando a versão acústica de "O Circo Chegou", do disco "Ben" de 1972, com letra e arranjo criativos.
Olha que o circo chegou
Não custa nada você ir até lá.

http://youtu.be/en-Esw5QsjU

Todo mundo vai ao circo
Batatinha (autor) c/ Dona Ivone Lara
Todo mundo vai ao circo,
Menos eu, menos eu
Como pagar ingresso,
se eu não tenho nada,
Fico de fora escutando a gargalhada.

http://youtu.be/yufvDSvsCKw

O circo (propriamente dito)
Sidney Miller (autor)
Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro de qualidade

http://youtu.be/EwIcHJleS5A
http://youtu.be/huPhWmvZvUM c/ Nara Leão



Na carreira (O Grande Circo Místico)
Edu e Chico
Poema, balé, teatro e cinema
Ir deixando a pele em cada palco e não olhar pra trás
E nem jamais, jamais dizer
Adeus.

http://youtu.be/CGyBCHJ0E0E


16 novembro, 2018

POEMA. O Grande Circo Místico

Jorge de Lima (1893 - 1953). In: "A Túnica Inconsútil" (1938)

O médico de câmara da imperatriz Teresa - Frederico Knieps -
resolveu que seu filho também fosse médico,
mas o rapaz fazendo relações com a equilibrista Agnes,
com ela se casou, fundando a dinastia de circo Knieps
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown,
de que nasceram Marie e Oto.
E Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora
que tinha no ventre um santo tatuado.
A filha de Lily Braun - a tatuada no ventre
quis entrar para um convento,
mas Oto Frederico Knieps não atendeu,
e Margarete continuou a dinastia do circo
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Então, Margarete tatuou o corpo
sofrendo muito por amor de Deus,
pois gravou em sua pele rósea
a Via-Sacra do Senhor dos Passos.
E nenhum tigre a ofendeu jamais;
e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos,
quando ela entrava nua pela jaula adentro,
chorava como um recém-nascido.
Seu esposo - o trapezista Ludwig - nunca mais a pôde amar,
pois as gravuras sagradas afastavam
a pele dela o desejo dele.
Então, o boxeur Rudolf que era ateu
e era homem fera derrubou Margarete e a violou.
Quando acabou, o ateu se converteu, morreu.
Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps.
Mas o maior milagre são as suas virgindades
em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado;
são as suas levitações que a plateia pensa ser truque;
é a sua pureza em que ninguém acredita;
são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo;
mas as crianças creem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos.
Marie e Helene se apresentam nuas,
dançam no arame e deslocam de tal forma os membros
que parece que os membros não são delas.
A plateia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos.
Marie e Helene se repartem todas,
se distribuem pelos homens cínicos,
mas ninguém vê as almas que elas conservam puras.
E quando atiram os membros para a visão dos homens,
atiram a alma para a visão de Deus.
Com a verdadeira história do grande circo Knieps
muito pouco se tem ocupado a imprensa.

DO POEMA AO ÁLBUM
A partir do tema, Chico Buarque e Edu Lobo criaram a trilha sonora para a apresentação do balé Guaíra, contando musicalmente, a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knieps e do amor entre um aristocrata e uma acrobata, que vagavam de cidade em cidade, apresentando os seus números circenses. O sucesso do espetáculo musical originou uma longa turnê e um álbum clássico e imprescindível da MPB, reunindo grandes cantores como Gal Costa, Gilberto Gil, Simone, Tim Maia, Jane Duboc, Zizi Possi, Chico Buarque e Edu Lobo. Lançado em 1983 pela Som Livre, o álbum trazia 11 canções; mais tarde, quando lançado em CD, Edu Lobo acrescentou mais duas canções instrumentais, “Oremus” e “O Tatuador”, que pelo condicionamento do formato em vinil, ficaram de fora na época.

13 setembro, 2018

O Grande Circo Místico

🎪Foi criado originalmente para o balé do Teatro Guaíra, de Curitiba.
Naum Alves de Souza roteirizou o poema homônimo de Jorge de Lima (de sua obra "A Túnica Inconsútil").
Edu Lobo e Chico Buarque compuseram a trilha sonora. Disso resultou um dos melhores álbuns musicais já produzidos no Brasil.
"O Grande Circo Místico" mescla música, balé, ópera, circo, teatro e poesia.
Tamanho o sucesso apresentado que originou uma turnê de dois anos pelo país. O espetáculo foi assistido por mais de 200 mil pessoas, em quase 200 apresentações, havendo lotado o Maracanãzinho e o Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Agora é filme dirigido por Cacá Diegues. Vai representar o Brasil no Oscar.



Do chão ao céu: Beatriz
A nota mais grave da melodia corresponde à palavra "chão"; a mais aguda, à palavra "céu".

09 janeiro, 2016

Macacos performáticos

NÃO MEU CIRCO, NÃO MEUS MACACOS...
NÃO MEU PROBLEMA.

Macacos performáticos não me mordam! Nie mój cyrk, nie moj malpy só um provérbio polonês).

01 julho, 2013

O enforcamento de Maria

Em 13 de setembro de 1916, Maria, uma gigantesca elefanta asiática de cinco toneladas, foi executada na forca.
Era estrela de um show circense e, de uma forma extremamente cruel, matara um homem na pequena cidade de Erwin, Tenessee. Por isso, ela teve que morrer.
Dar tiros nos pontos fracos de sua cabeça seria difícil e perigoso (sic). Ela não iria comer veneno. E a cidade não tinha energia suficiente para eletrocutá-la.
Então, ela foi enforcada em um guindaste de 100 toneladas de propriedade da ferrovia Clinchfield.

06 maio, 2012

Um circo de pulgas da vida real

Filmado em Paris em 1949, este circo de pulgas devia ser na época o menor show da Terra. Amarradas por finos arames, as mais ou menos amestradas pulgas puxavam carroças de miniatura sobre uma mesa. No geral, o espetáculo dava a impressão de uma corrida maluca.
Pagava-se 10 francos para assistir (estando sujeito a comichões) o que agora você vê de graça.

11 abril, 2008

Pão, circo & companhia

São cinco anos de circo, beirando os seis. Eu entro logo depois que as irmãs Desilu e Dida concluem o número dos pratos. Mas... antes eu espero que toquem o meu prefixo musical... aí, enquanto o apresentador me anuncia, eu me posiciono no interior do canhão. Em seguida, me concentro e enrijeço os músculos do corpo todo, tentando ser um bloco compacto. Disparam e... lá vou eu!... Cumprindo uma trajetória curva que me leva até a rede de proteção. Depois, é fazer umas tantas mesuras em agradecimento ao público que está a aplaudir. O público, por sinal, gosta muito do que faço e eu procuro melhorar a cada função.
Já deu para entender que eu sou o homem-bala de um circo. Inicialmente, trabalhei algum tempo no Grande Circo Mirífico, fazendo parte da trupe de equilibristas. Eu fazia com a turma uma pirâmide humana de difícil estabilidade. A prova é que um dia ela desabou feio, me causando uma fratura. Baixei ao hospital e quando me recuperei o circo tinha-se mandado do lugar. Não me comunicando a partida, eu concluí que não mais me queriam. Talvez por julgarem que eu ia ficar com algum tipo de limitação.
Ora, eu fiquei de fato foi na pindaíba, me equilibrando por outros meios para sobreviver. Até que, um dia, me surgiu na frente o Gran Circo Portunhol, que estava precisando de um homem-bala. Aceitei na bucha o emprego oferecido. Estava a fim de me livrar da pecha de pé-frio (e alguém pode imaginar emprego mais adequado para isso?)... Também estava a fim de subir na vida, o salário era razoável... E eu logo aprendi a conviver com o canhão, metal e carne na maior harmonia, se completando... E, com pouco tempo de treinamento, já fazia parte do espetáculo.
Essa loucura que é o circo. O sujeito está aqui, no mês seguinte numa outra cidade... A menos que seja com alguém do próprio circo, não dá para levar vida sentimental. Eu acabei me envolvendo, me apaixonando mesmo por Lili, a contorcionista. Dotada de um corpo exato, no esplendor dos seus dezoitos anos, ela também correspondeu ao meu amor. Seis meses após, estávamos juntos como marido e mulher. O dono do circo, pela importância que tínhamos no picadeiro, nos arrumou um trailer privativo, o nosso ninho de amor. E, nos braços de Lili, eu era incansável. Nem o leão Nero a mim se igualava (mesmo estando ele no período do cio). Ah, não queira o amigo saber do que uma contorcionista é capaz na alcova!...

Continue a ler este conto no Preblog.