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16 fevereiro, 2020

O enterro mais doido da história do mundo

por LUIZ ANTONIO SIMAS
1- Thread (*) sobre o enterro mais doido da história do mundo, que descrevi no meu livro "Coisas Nossas". O cantor Blecaute, um dos maiores intérpretes de marchinhas e sambas de Carnaval de todos os tempos, morreu no dia 9 de fevereiro de 1983 . O velório foi uma fuzarca das boas.
2- Em certo momento um corneteiro solou, em andamento lento, o samba General da Banda, maior sucesso do falecido, com a solenidade exigida pela ocasião. Logo depois o da corneta se animou, atacou de Maria Candelária, a alta funcionária que saltou de paraquedas e caiu na letra ó.
3 - O corneteiro emendou com Maria Escandalosa, outro sucesso do cantor, e transformou o cemitério em um salão dos mais animados. À exceção do próprio Blecaute, todos os presentes, numa reação em cadeia, levantaram os dedinhos e caíram no sassarico.
4- O lance mais inusitado, entretanto, não foi o fabuloso baile no cemitério. Acontece que o enterro foi no São João Batista e um fã mais afoito, disposto a se despedir do ídolo, encheu a cara, errou de cemitério e parou no Caju, ao lado de dois companheiros de copo.
5- Os três, pra lá de Bagdá, chegaram ao concorrido velório de um capitão do Exército e, apostando que aquele mar de gente só podia estar ali para se despedir do Blecaute, invadiram a capela mandando no gogó: Chegou General da Banda, ê ê / Chegou General da Banda, ê a...
6- Para horror da família do capitão, com direito a siricoticos da esposa e crise nervosa de uma amante discretíssima, alguns dos presentes, mesmo não entendendo bulhufas do que ocorria, acharam que era melhor cantar também.
7- Na hora em que os bebuns, no embalo do General da Banda, puxaram Pedreiro Waldemar, um familiar do morto deu o basta, foi tirar satisfações com os cachaças e o pau comeu.
8- Em meio a cenas de pugilato, a amante do defunto incorporou uma cigana e passou a dar consultas no cemitério, ao lado do túmulo do Barão do Rio Branco. A esposa deu uma de viúva das histórias do Nelson Rodrigues e desmaiou.
9- Os pinguços, quando perceberam a dimensão da encrenca, saíram em busca de alguma birosca. A turma cantando para o defunto errado foi, no fundo, uma tremenda homenagem ao grande Blecaute. Não imagino prova de popularidade mais contundente.
(*) https://twitter.com/simas_luiz/status/1112884894542299136
10 - A família do milico, cá entre nós, não deveria ter se ofendido com o gurufim. O homem subiu de patente: viveu como capitão do Exército e virou, depois de morto, o General da Banda.
https://odia.ig.com.br/_conteudo/diversao/carnaval/2014-02-08/luiz-antonio-simas-o-gurufim-do-blecaute.html

05 outubro, 2018

A canção dos caramujos que vão ao enterro

Jacques Prévert
Ao enterro de uma folha morta
Dois caramujos se dirigem
Suas conchas vestem luto
E um véu negro cobre as antenas
Prosseguem noite adentro
Uma linda noite de outono
Mas quando finalmente chegam
Já é primavera
As folhas que estavam mortas
Ressuscitaram todas
E os dois caramujos
Ficam bem desapontados
Mas o sol brilha
O sol que lhes diz
Façam, façam o favor
O favor de sentar
Peçam um copo de cerveja
Se disso é que têm vontade
Ou tomem se preferirem
Um ônibus para Paris
Vai sair um hoje à noite
Vocês verão que beleza
Mas se livrem desse luto
Sou eu que lhes digo
Escurece o branco do olho
E além do mais enfeia

Essas histórias de enterro
São tão tristes e amargas
Recuperem suas cores
As cores da vida
Então todos os animais
As árvores e as plantas
Começaram a cantar
A cantar alucinados
A canção real da vida
A canção do verão
E todo mundo a beber
E todo mundo a brindar
Naquela noite tão linda
Linda noite de verão
E os dois caramujos
Rumam de volta para casa
Vão muito emocionados
Vão muito felizes
Depois de tanto beberem
É claro que cambaleiam
Mas no céu bem lá no alto
A lua vela por eles.
Tradução: Carlito Azevedo

Os poemas de Jacques Prévert são populares nas escolas francesas. Aqui Kuriositas postou uma curta de animação de sua Canção dos caracóis que vão ao enterro. Sim, em francês, mesmo para os falantes de outras línguas, pois seria criminoso dublar esse vídeo (como diz Kuriositas), tal é o talento vocal gaulês nele incluído.
No blog EM, Prévert é citado em Carapuça e no post scriptum de Meia-noite em Paris.

20 fevereiro, 2018

Zé da Kombi







Esta foi a última fotografia dele.
O enterro foi de caixão fechado porque o estrago foi grande.

Ver também: O avô e sua neta

26 julho, 2014

A vingança que não será cumprida

Um homem e uma mulher foram casados ​​por muitos anos. Sempre que havia uma discussão em casa, gritos podiam ser ouvidos por muitas horas na vizinhança.
O velho gritava: "Quando eu morrer, vou cavar meu caminho para cima e para fora da sepultura e vou voltar para assombrá-la pelo resto de sua vida!"
Os vizinhos temiam. E o velho gostava do fato de ser temido.
Para alívio de todos, ele morreu de um ataque do coração aos 98 anos. Durante todo o funeral, a viúva manteve o caixão fechado.
Após o enterro, seus vizinhos, preocupados com a segurança dela, perguntaram: "Você não tem medo de que ele possa realmente ser capaz de cavar seu caminho para fora da sepultura e vir assombrá-la pelo resto de sua vida?"
A viúva respondeu: "Deixe-o cavar. Eu o enterrei emborcado. E sei que ele não vai parar para pedir informação."

De morte

23 junho, 2014

O último ponto

Quando os navios tinham necrotérios refrigerados era comum enterrar os mortos em viagens marítimas no próprio mar. O corpo – com pesos (balas de canhão, por exemplo) – de um marinheiro falecido era posto dentro de uma rede. E seus companheiros terminavam a indispensável tarefa de costurar o "pacote", dando o último ponto através do nariz do homem morto – para ter a certeza de que ele estava realmente morto.
Aqui está uma descrição fornecida por um marinheiro de suas experiências na década de 1960.
Como havia a possibilidade de o marinheiros ou o passageiro haver sido erroneamente declarado morto era este ponto o teste final.


Os pinguins quando morrem e "Não morri para você bailar"

26 março, 2013

Caixões projetados

Crimes acontecem. Um dia você está andando por aí, alimentando os pombos. Próximo a você, vagueia um psicopata que odeia aves, especialmente pombos, e...

ianbrooks.me

Os caixões projetados são para que você possa ser enterrado do jeito como conheceu o fim.

15 janeiro, 2012

Convite Enterro

A esposa, filhos e netos de Luiz Severo Ribas, proprietário do cinema de nosso bairro, cumpre o doloso dever de comunicar o seu falecimento, ocorrido hoje, e convida amigos e parentes para a cerimônia de seu sepultamento, a ser realizada amanhã, às 14h, 15h45, 17h30, 19h15 e 21h no Cemitério Paraíso.


Comentário
Não teria sido uma morte cataléptica, quando o cara morre e "desmorre", morre e "desmorre"... e no fim acaba morrendo mesmo?
Resposta
Eu pensaria numa morte cinematográfica. Mas... sem ter o final feliz?

13 abril, 2010

"Não morri para você bailar"

Samuel Baldwin (de Hampshire, Inglaterra) deixou instruções precisas sobre o destino de seu corpo após falecer.
A 20 de maio de 1736, um dia após sua morte, um barco lançou ao mar perto de Lymington o corpo do previdente inglês.
Por acaso, era ele um marinheiro?
Não.
Um apaixonado pelo mar, talvez?
Também não.
Baldwin quis ser "enterrado" no mar porque sua esposa, em várias discussões que tiveram, havia assegurado que, se sobrevivesse a ele, iria se vingar de suas infidelidades conjugais "dançando sobre a sua sepultura".
E isso era algo que Baldwin não podia permitir.


10 fevereiro, 2010

O enterro de Dorothy

Quando Dorothy, uma chimpanzé muito estimada pelo bando morreu, o seu enterro foi assistido pelos demais chimpanzés da reserva animal em que ela vivia, nos Camarões.
Monica Szczupider, 30, de Sanaga - Chimpanzé Yong Rescue Center, onde o sepultamento de Dorothy aconteceu, fez este comentário:
"Chimpanzés não são silenciosos. São animais ruidosos e só prestam atenção a algo por um tempo muito curto. Mas eles não conseguiam tirar os olhos de Dorothy e o silêncio deles, mais do que tudo, falava alto."