Migração humana é o movimento de pessoas de um lugar para outro com a intenção de se fixar em novo lugar. Se não ocorrer fixação é viagem, passeio, piquenique, giro, volta, rolê, essas coisas.
Conforme hipótese de Naruya Saito, professor do Instituto Nacional de Genética, no Japão, a espécie humana utilizou-se de uma rota bastante complicada (a falta que a falta do Google Maps fez) para migrar da África até o Brasil.
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14 agosto, 2021
24 novembro, 2019
Lucy, a estrela primitiva
Pequeno guia para entender os hominídeos
Em primeiro lugar, vamos nos situar no plano taxonômico. O gênero Homo sapiens é parte da ordem dos primatas, que se caracterizam, entre outros aspectos, por ter mãos e pés com cinco dedos, o polegar como dedo oponente (exceto no pé, em que perdeu essa capacitação), unhas em vez de garras, visão estereoscópica e um volume craniano maior. Dentro da ordem dos primatas, estamos na superfamília Hominoidea, que é dividido em Hominidae (a nossa família) e a família Pongidae, na qual estão os orangotangos, gorilas e chimpanzés.
O elo perdido
Embora o termo "elo perdido" esteja agora em desuso, reflete bem essa busca do homem para encontrar o primeiro hominídeo, aquele ancestral comum entre humanos e chimpanzés. Sabemos que a nossa linhagem se separou entre 5 e 7 milhões de anos atrás, e há vários aspirantes a ocupar a posição do hominídeo mais antigo.
Durante muito tempo, a comunidade científica considerou que o extinto gênero Australopithecus poderia ser o tão esperado elo perdido. Hoje sabemos que, embora sejam filogeneticamente relacionados aos seres humanos, eles não são o ancestral comum, o qual remonta no tempo quase duas vezes mais do que o lapso que separa os humanos e australopitecos.
Renasce uma estrela
A espécie mais famosa é, sem dúvida, o Australopithecus afarensis, e sua estrela é Lucy, encontrada no ano de 1974 no deserto de Afar, na Etiópia. A importância deste fóssil é a de que Lucy apresentava características que a tornavam muito diferente de tudo que havia sido escavado até então, e, naquela época, era o mais antigo esqueleto conhecido. Seus descobridores, sabendo que haviam encontrado algo importante, comemoraram tudo em voz alta, e disseram que a música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, soava repetidamente durante a celebração.
Como já mencionado, sabemos hoje que Lucy não é o "elo perdido", mas certamente é o mais conhecido resto fóssil do mundo, uma espécie de estrela primitiva.
24/11/2019 - 45.º aniversário da descoberta do fóssil Lucy
Em primeiro lugar, vamos nos situar no plano taxonômico. O gênero Homo sapiens é parte da ordem dos primatas, que se caracterizam, entre outros aspectos, por ter mãos e pés com cinco dedos, o polegar como dedo oponente (exceto no pé, em que perdeu essa capacitação), unhas em vez de garras, visão estereoscópica e um volume craniano maior. Dentro da ordem dos primatas, estamos na superfamília Hominoidea, que é dividido em Hominidae (a nossa família) e a família Pongidae, na qual estão os orangotangos, gorilas e chimpanzés.
O elo perdido
Embora o termo "elo perdido" esteja agora em desuso, reflete bem essa busca do homem para encontrar o primeiro hominídeo, aquele ancestral comum entre humanos e chimpanzés. Sabemos que a nossa linhagem se separou entre 5 e 7 milhões de anos atrás, e há vários aspirantes a ocupar a posição do hominídeo mais antigo.
Durante muito tempo, a comunidade científica considerou que o extinto gênero Australopithecus poderia ser o tão esperado elo perdido. Hoje sabemos que, embora sejam filogeneticamente relacionados aos seres humanos, eles não são o ancestral comum, o qual remonta no tempo quase duas vezes mais do que o lapso que separa os humanos e australopitecos.
Renasce uma estrela
A espécie mais famosa é, sem dúvida, o Australopithecus afarensis, e sua estrela é Lucy, encontrada no ano de 1974 no deserto de Afar, na Etiópia. A importância deste fóssil é a de que Lucy apresentava características que a tornavam muito diferente de tudo que havia sido escavado até então, e, naquela época, era o mais antigo esqueleto conhecido. Seus descobridores, sabendo que haviam encontrado algo importante, comemoraram tudo em voz alta, e disseram que a música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, soava repetidamente durante a celebração.
Como já mencionado, sabemos hoje que Lucy não é o "elo perdido", mas certamente é o mais conhecido resto fóssil do mundo, uma espécie de estrela primitiva.
24/11/2019 - 45.º aniversário da descoberta do fóssil Lucy
28 setembro, 2017
Quantas pessoas viveram e vivem na Terra?
De acordo com várias fontes, o total de pessoas que viveram / vivem na Terra, nos últimos 52.000 anos (o tempo em que existe o Homo sapiens moderno), seria de cerca de 106 bilhões.
Leitura complementar
http://anthro.palomar.edu/homo2/mod_homo_4.htm
http://www.nytimes.com/2002/02/26/science/when-humans-became-human.html
https://www.historytoday.com/ole-j-benedictow/black-death-greatest-catastrophe-ever
http://www.livescience.com/18336-human-population-dead-living-infographic.html
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1...
- Há 11.000 anos cerca de 5 milhões de pessoas povoavam a Terra.
- Nos tempos da dominação romana, o número de pessoas alcançou os 300 milhões.
- Em 1300, esse número subiu para 500 milhões e permaneceu aproximadamente o mesmo até 1650 (causa: a Peste Negra).
- Apenas em 1800 excedeu o 1 bilhão e, atualmente, habitam a Terra mais de 7 bilhões de pessoas.
- Aqueles que estão vivos representam 6 por cento de todas as pessoas que em algum momento viveram na Terra.
Leitura complementar
http://anthro.palomar.edu/homo2/mod_homo_4.htm
http://www.nytimes.com/2002/02/26/science/when-humans-became-human.html
https://www.historytoday.com/ole-j-benedictow/black-death-greatest-catastrophe-ever
http://www.livescience.com/18336-human-population-dead-living-infographic.html
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1...
08 junho, 2017
Homo sapiens é 100 mil anos mais velho do que se acreditava
AFP - Fósseis de Homo sapiens com 300 mil a 350 mil anos de idade, descobertos no Marrocos, fizeram recuar em mais de 100 mil anos a data da origem de nossa espécie, segundo dois estudos publicados nesta quarta-feira (7) na revista "Nature".
"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100 quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de animais e ferramentas de pedra. Originalmente, estes fósseis foram datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente colocaram em dúvida estas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária - similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos.
VÍDEO: Assista no YouTube
"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100 quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de animais e ferramentas de pedra. Originalmente, estes fósseis foram datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente colocaram em dúvida estas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária - similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos.
Agence France Presse
Doi : 10.1038 / nature.2017.22114
Doi : 10.1038 / nature.2017.22114
VÍDEO: Assista no YouTube
Cronologia da evolução humana do Australopitecos até o Homo sapiens @AFPgraphics Por: @CicaGamboa #AFP #homosapiens pic.twitter.com/errT0GO4LP— AFP Brasil (@AFPBrasil) 7 de junho de 2017
31 dezembro, 2015
O queixo exclusivo da espécie humana
Por que os seres humanos modernos são a única espécie que têm queixo? Os pesquisadores dizem que não é devido a forças mecânicas, tais como mastigação, mas que essa exclusividade se deve a uma adaptação evolucionária. Como nossos rostos ficaram menores. em nossa evolução de humanos arcaicos para a espécie a que hoje pertencemos, isso exigiu uma "reformulação do crânio", a qual, com a progressão, expôs a proeminência óssea que existe na parte mais baixa de nossas cabeças.
Leia-se: queixo.
Na figura abaixo, observe-se: um crânio do Homo sapiens (à esquerda) e um crânio do Homem de Neandertal (à direita). Só o crânio do Homo sapiens, cujo rosto é cerca de 15% menor, é que apresenta o queixo.
O "crescimento" do queixo, portanto, teria a ver com a forma como o rosto se adaptou às mudanças nas dimensões do crânio. Meio parecido ao que precisaríamos fazer para encaixar as peças em um quebra-cabeças tridimensional.
Referências
N. E. Holton, L. L. Bonner, J. E. Scott, S. D. Marshall, R. G. Franciscus, T. E. Southard. The ontogeny of the chin: an analysis of allometric and biomechanical scaling. Journal of Anatomy, 2015; DOI: 10.1111/joa.12307
University of Iowa. Why we have chins: Our chin comes from evolution, not mechanical forces. ScienceDaily. ScienceDaily, 13 April 2015.
Bônus
Dicas para reduzir o queixo duplo.
13/10/2016 - Atualizando ...
The enduring puzzle of the human chin, Wiley Online Library
Leia-se: queixo.
Na figura abaixo, observe-se: um crânio do Homo sapiens (à esquerda) e um crânio do Homem de Neandertal (à direita). Só o crânio do Homo sapiens, cujo rosto é cerca de 15% menor, é que apresenta o queixo.
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| Crédito: Tim Schoon, Universidade de Iowa |
Referências
N. E. Holton, L. L. Bonner, J. E. Scott, S. D. Marshall, R. G. Franciscus, T. E. Southard. The ontogeny of the chin: an analysis of allometric and biomechanical scaling. Journal of Anatomy, 2015; DOI: 10.1111/joa.12307
University of Iowa. Why we have chins: Our chin comes from evolution, not mechanical forces. ScienceDaily. ScienceDaily, 13 April 2015.
Bônus
Dicas para reduzir o queixo duplo.
13/10/2016 - Atualizando ...
The enduring puzzle of the human chin, Wiley Online Library
14 novembro, 2015
Enquanto o ser humano existir...
Fernando Gurgel Filho
O livro "O Macaco Nu" (The Naked Ape), de Desmond Morris, faz uma bela narrativa da trajetória deste ramo simiesco até se tornar o Homo sapiens que queríamos ser e ainda não o somos.Ainda somos macacos.
Saímos da selva, mas a selva não saiu de nós.
Diversos mecanismos cerebrais ainda estão associados aos instintos básicos de sobrevivência, que se resumem basicamente em comer e evitar ser comido.
Assim, grosso modo, esses mecanismos cerebrais mais atuantes no nosso dia-a-dia ainda estão relacionados com identificação do tipo: "confiável" / "não confiável".
Ao longo do tempo, o ser humano criou algumas gradações e introduziu algumas condicionantes básicas na identificação dos que podem fazer parte de sua "tribo" e dos que devem ser evitados. Algo como a regra matemática "pertence" / "não pertence". E isso é feito nos aspectos visual, olfativo, sonoro, mais do que em qualquer outro identificador. Muito animalesco, ainda. Daí o preconceito. Daí a pouca probabilidade de alguém se integrar a grupos diferentes - sem um elemento identificador característico do grupo. Repito, muito, muito simiesco, ainda.
Uma pessoa pode não ter qualquer preconceito em relação à aparência e aceitar os outros como estes se mostram. Essas pessoas estão, normalmente, nos raros ambientes em que a aparência não importa muito. Mas pode ser intolerante ou apenas muito reticente ao aproximar-se de pessoas que não têm o mesmo padrão de linguagem, seja na construção das palavras e frases, seja no modo como manifestam esses símbolos.
O cérebro logo avisa: aquele ser humano fala de uma forma que parece agressiva, não foi polido/domesticado pelo ensino acadêmico, então a convivência com ele pode ser difícil ou muito perigosa. Sabe-se lá qual será sua reação dentro do grupo?
Ou seja, o cérebro, sem dar qualquer chance aos nossos melhores sentimentos, acende imediatamente uma luz de alerta. A ansiedade aparece e o afastamento é inevitável.
Ou seja, a identificação simiesca mostra apenas que aquele ser humano que fala de uma forma diferente de mim, ainda não foi enfiado na camisa de força de um modo de falar que, certamente, me mostraria que ali está alguém que não vai me agredir se eu o contrariar, ou algo assim.
Somente deixaremos de ser macacos quando a amígdala cerebral deixar de atuar de forma tão ditatorial em nossas construções mentais. Aí, não sentiremos mais medos, não mais identificaremos quaisquer sinais de perigo, reais ou não, e todo mundo e o mundo todo se nos apresentará como um agradável e manso jardim japonês. Mesmo em locais sabidamente cheios de jacarés, cobras venenosas e ariranhas.
Conclusão: enquanto o ser humano existir, ainda seremos macacos.
(comentário do colaborador FGF à postagem Os quinze ajustes que nos tornaram humanos)
12 novembro, 2015
Os quinze ajustes que nos tornaram humanos
Os seres humanos são, possivelmente, as espécies mais estranhas que vivem na Terra. Temos grandes cérebros que nos permitem construir engenhocas complicadas, compreender conceitos abstratos e usar a linguagem para nos comunicarmos. Nós também estamos quase sem pelos, com mandíbulas fracas, e lutamos para dar à luz. Como tal bizarra criatura evoluiu?
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