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11 fevereiro, 2024

Baixo Leblon

O Baixo Leblon fica entre a Avenida Ataulfo de Paiva, a Rua Dias Ferreira e a Rua Aristides Espínola. A partir dos anos 1970, se firmou como ponto de encontro de intelectuais e artistas radicados no Rio de Janeiro. O termo "baixo" tem origem carioca, sendo uma definição informal para a concentração de bares em determinada área geográfica, formando um "itinerário etílico".
Um dia, o Baixo Leblon entrou para a marcha carnavalesca "Turma do Funil" (1956), de Mirabeau Pinheiro, Milton de Oliveira e Urgel de Castro. Foi quando os compositores Tom Jobim e Chico Buarque criaram uma introdução com título ("No Baixo Leblon") e letra para o relançamento (1980) da famosa marcha, com a participação da Miúcha.

No Baixo Leblon
Quando é tão densa a fumaça
Que o tempo não passa
E a porta do bar já fechou
Quando ninguém mais tem dono
O garçom tá com sono
E a primeira edição circulou
Quando não há mais saudade
Nem felicidade
Nem sede, nem nada, nem dor
Quando não tem mais cadeira
Tomo uma besteira de pé no balcão
E eis que da porta do fundo
Do oco do mundo desponta um cordão.


Do Gabinete da Paródia do Blog EntreMentes: Turma do Poire (2015)

10 novembro, 2023

Guerra e Paz

Marcha "Canção do soldado" [1]
Autores: Ulisses Sarmento e Cícero Gomes Braga
Intérprete: Silvio Caldas
Disco Victor 80-0013 B
Estribilho
Amo tanto, estremeço esta terra
quero tanto ao meu vasto país
que se um dia partir para a guerra
eu irei bem contente e feliz.
Ponderação
Partir para a guerra
Contente e feliz?
Me tira dessa terra.
(PGCS)

Gravação original de Bahiano, por volta de 1919. "Canção do soldado" já pertencia ao cancioneiro escolar quando Sílvio Caldas fez esta regravação, na Victor, em 1942. (Samuel Machado)
... a sua segunda parte, é horripilante -- quase incantável. Talvez por esta razão, ela foi pouco tocada nas rádios em sua época! E quase não teve vida ativa; abafada que foi, pelo já estrondoso sucesso, da verdadeira e imortal "Canção do soldado" (Capitão Caçulo) [2] -- gravação de Vicente Celestino - Odeon/1918. Esta, sim, foi cantada pela boca-do-povo; por militares; nas escolas públicas e, acreditem, até nos inferninhos da época! (Texto e pesquisa: Prof. Walmir Dantas)
A paz queremos com fervor
A guerra só nos causa dor
Porém, se a pátria amada
For agora ultrajada
Lutaremos com fervor.
O dobrado intitulado "Capitão Caçulo", de autoria do paraense Teófilo de Magalhães, composto por volta de 1907, em homenagem ao capitão Caçulo de Melo, da Polícia Militar do Pará, então oficial de gabinete do governador daquele Estado. Com os versos do Segundo-Sargento Alberto Augusto Martins, também paraense, ganhou o título ou subtítulo de "Canção do soldado" ou "Canção do Exército". (Samuel Machado)

21 novembro, 2021

O passo de ganso

O passo de ganso é um estilo de marcha desenvolvido originalmente no século 18 pelo comandante prussiano Leopoldo I, Príncipe de Anhalt-Desau (1676 - 1746). Mas este estilo de marcha não foi usado somente pelos alemães. No século 19, o exército britânico também usou uma variação do passo em desfiles militares.
Estudos mostram que atividades harmonizadas em grupo, fortalecem a lealdade do individuo para com o grupo. Talvez sabendo disso, os líderes nazistas promoveram marchas, com o passo de ganso e com cantos rítmicos. A ideia era criar uma cultura que promovesse os ideais do grupo sobre os interesses do próprio indivíduo.
De qualquer maneira, marchar no estilo passo de ganso equivale a caracterizar um exército como seguidor da linha nazista. Um artificio inclusive utilizado em filmes como, por exemplo, em "Se Preparem", uma cena do Rei Leão:



www.kidbentinho.com (link inativo)

15 maio, 2019

O estudo dos quinze pontos

Qual é a menor quantidade de informação que nos permitirá reconhecer uma forma animada como humana?


O Study for Fifteen Points, de arte colaborativa da Random International, com sede em Londres, baseia-se nas descobertas do psicólogo sueco da percepção Gunnar Johansson para afirmar que meros 15 pontos móveis podem sugerir uma pessoa andando.



— 15? Só consigo contar 14 LEDs.

18 novembro, 2018

American Fotoplayer

Nos primórdios do cinema mudo, grandes salas de cinema dispunham de orquestras para criar uma sonoridade condizente com as cenas dos filmes. Salas modestas, que não tinham dinheiro ou espaço suficiente, podiam usar uma máquina chamada American Fotoplayer. Além da música, elas eram capazes de fornecer uma enorme gama de efeitos sonoros.
A maior completa delas foi a Fotoplayer Style 50, das quais apenas uma ainda está em condições operacionais. Era capaz de recriar o volume de uma orquestra completa, além de produzir uma incrível variedade de efeitos sonoros como o mugido de bois, o toque do telefone, ruídos do trânsito na rua e dos cascos de animais, a crepitação de chamas, a quebra de madeira, tiros de rifles, pistolas e metralhadoras, até mesmo o som de um canhão francês de 75 mm!


Neste vídeo: Joe Rinaudo apresenta ao American Fotoplayer "The Stars and Stripes Forever", de John Philip Sousa (6 de novembro de 1854 - 6 de março de 1932).

Sousa foi um compositor norte-americano e maestro da era romântica tardia, conhecida principalmente por marchas militares e patrióticas americanas. Por causa de seu domínio da composição da marcha, ele é conhecido como "O Rei da Marcha" ou o "Rei da Marcha Americana", devido a seu colega britânico, Kenneth J. Alford, também ser conhecido como "O Rei da Marcha". Em sua autobiografia, "Marching Along", Sousa escreveu que ele compôs esta marcha no dia de Natal de 1896. Ele estava em um transatlântico a caminho de casa, retornando de férias com sua esposa na Europa, e tinha acabado de saber da recente morte de David Blakely, o gerente da Banda Sousa. Então, Ele compôs a marcha mentalmente e entregou as anotações aos jornais na chegada aos Estados Unidos. Apresentada pela primeira vez na Filadélfia em 14 de maio de 1897, ela foi imediatamente recebida com entusiasmo.

16 novembro, 2017

A marcha dos lobos

Os 3 primeiros são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contato com a alcateia. Em caso de emboscada, darão a vida em sacrifício pelos mais jovens. Eles são seguidos pelos 5 mais fortes que os defenderão em um ataque surpresa. No centro, seguem os demais membros da alcateia e, no final do grupo, seguem os outros 5 mais fortes que protegerão o grupo. Por último, sozinho, segue o lobo alfa, o líder da alcateia. Nessa posição, ele consegue controlar os demais, decidir a direção mais segura que o grupo deve seguir e antecipar os ataques dos predadores.
Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciões e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo, não deixando ninguém para trás.

Ver também: Filosofia com lobos

18 outubro, 2016

A marcha com prazer


"Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal."
- Albert Einstein

05 julho, 2015

A espiral da morte

Estas formigas são cegas. Elas seguem as trilhas do feromônio que umas vão deixando para as outras.
Isso as torna vulneráveis ​​à formação de uma "espiral da morte", em que as formigas inadvertidamente formam uma espiral que gira continuamente. Nessa curiosa formação, cada formiga segue as que estão à frente e são seguidas pelas que estão atrás.
Uma vez que isso acontece não há nenhuma maneira de quebrar o ciclo; as formigas vão marchar até morrerem de exaustão.
O naturalista norte-americano William Beebe, observou uma dessas espirais – com 365 metros de circunferência – na selva da Guiana Inglesa. "As formigas acreditavam totalmente que estavam a caminho de uma casa nova, pois a maioria carregava ovos, larvas e alimentos, descreveu Beebe, em seu livro de 1921, "Edge of the Jungle". E calculou que, naquela marcha insana pela floresta, cada formiga levava duas horas e meia para fazer um circuito.



+ vídeos
Um formigueiro gigante |  Formigas melíferas |  A passeata das formigas | Formigas como fluidos |  O que acontece quando você derrama alumínio derretido em um formigueiro?

13 fevereiro, 2015

♪No Baixo Leblon♪

A marcha carnavalesca "Turma do Funil" (1956), de Mirabeau Pinheiro, Milton de Oliveira e Urgel de Castro, tem uma bela introdução. Também pudera! Foram os experientes compositores Tom Jobim e Chico Buarque que a fizeram para o relançamento da marcha (com a participação da Miúcha) em 1980.
É uma introdução com música, letra e... título alternativo.
No Baixo Leblon
Quando é tão densa a fumaça
Que o tempo não passa
E a porta do bar já fechou.
Quando ninguém mais tem dono
O garçom tá com sono
E a primeira edição circulou.
Quando não há mais saudade, nem felicidade
Nem sede, nem nada, nem dor.
Quando não tem mais cadeira
Tomo um besteira de pé no balcão
E eis que da porta do fundo
Do oco do mundo
Desponta o cordão:
Chegou a turma do funil...
www.vagalume.com.br

Paródia
A Turma do Poire

17 julho, 2014

Besouros que galopam

A maioria dos insetos anda em uma marcha que mantém três patas no chão enquanto as outras avançam. Mas, em algum momento ao longo da linha evolutiva, três espécies de besouro decidiram romper com essa regra, desenvolvendo uma espécie de galope: o Pachysoma endroedyi, o P. hippocrates e o P. glentoni, que movem cada par de pernas em sincronia. Como um coelho saltando ou um cavalo a galopar.
Porque exatamente esses besouros aderiram ao galope é motivo de especulação. É muito ineficiente. Nesse tipo de marcha, os insetos usam as patas dianteiras e do meio, enquanto as patas traseiras em nada contribuem para a propulsão deles.


23 março, 2014

A Marcha da Família em 2014

Foi um retumbante sucesso em todo o país:
No Rio de Janeiro, cerca de 150 pessoas caminharam da Candelária à Cinelândia, no centro da cidade. Carregando cartazes, os manifestantes pediram a volta dos militares ao poder.
Em São Paulo, os adeptos do movimento se reuniram na Praça da República com o objetivo de relembrar a marcha anticomunista e de apoio ao golpe militar em 1964.
Já em Belo Horizonte, cerca de 50 pessoas se concentraram na porta da 4ª. Companhia de Polícia do Exército, na rua Juiz de Fora, no Santo Agostinho, pedindo a volta da ditadura.


Os números acima divulgados sobre a Marcha da Família em 2014 devem ser considerados parciais. Até o momento em que publicamos esta notícia ainda não havíamos recebido os dados de Borá (SP), Serra da Saudade (MG) e Anhanguera (GO).

23 junho, 2013

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade

Foi o nome de uma série de manifestações públicas organizadas em março e abril de 1964 por setores conservadores da sociedade brasileira, nos Estados de São Paulo e da Guanabara, em reação ao anúncio do programa de reformas de base do presidente João Goulart.
A Marcha 2.0
A pauta das reivindicações difusas dos manifestantes também inclui temas "democráticos" como a volta dos anos de chumbo:


A verdade sobre a corrupção no Brasil
[...]Esses meninos, que passaram os melhores anos de sua infância e pré-adolescência eliminando monstros alienígenas no videogame e "tcl msg" (teclando mensagens) nas redes sociais, de repente se deram conta de que "nesse governo" há corrupção. Coisa nova para eles, que decerto creem ser algo nunca antes havido na história deste país, e de país algum. Não identificam a qual governo se referem, se federal, estaduais ou municipais, mas é de se supor que sua artilharia esteja voltada para o da presidente Dilma, por ser o mais visível de todos.
O que não sabem esses valorosos meninos e meninas, valentes guerreiros dispostos sinceramente a mudar o Brasil (o vandalismo é coisa de um pequeno grupo, sabemos), que dizem ter acordado agora para a dura realidade, é que desde o governo do presidente Lula a Polícia Federal vem combatendo duramente a corrupção. Toda semana, praticamente, há notícias de operações que levam legiões de corruptos e sonegadores de impostos para a cadeia.[...]
Não devem saber esses garotos, também, até porque não tinham idade para isso, que desde sua criação até a posse de Lula a Polícia Federal vivia numa letargia profunda, desaparelhada e mal remunerada. Mal se ouvia falar da corporação. Basta ver que, no primeiro ano do mandato do ex-presidente (2003), a PF realizou apenas 9 operações, que resultaram em 223 prisões. Não bastava, porém, aparelhar a Polícia Federal e inspirar-lhe a vontade política para passar a agir. Foi necessário primeiro higienizar a corporação. Naquele primeiro ano, foram presos 39 policiais federais, entre 122 servidores públicos mandados para a cadeia.[...]
Desde então, os números só cresceram. Esses dados estatísticos (citados e a seguir) foram extraídos do portal da Polícia Federal e, naturalmente, referem-se a outros crimes, além da corrupção e da sonegação fiscal. Há tráfico internacional de drogas e de pessoas, por exemplo.
O empenho da Polícia Federal continuou durante o governo de Dilma Rousseff. Em 260 operações realizadas em 2011, a PF prendeu 2089 pessoas, sendo 246 funcionários públicos, 4 deles policiais federais. Em 2012, foram 289 operações que resultaram em 1660 prisões (102 servidores públicos; 13 policiais federais).
Em 2013, a Polícia Federal já realizou até agora 94 operações e prendeu 561 acusados de corrupção, sonegação fiscal e outros crimes, sendo que 36 eram servidores públicos. Neste ano, nenhum policial federal foi preso.
É fácil assimilar manchetes de jornais e revistas, como as da rancorosa Veja, ou frases prontas que circulam pela internet, que atribuem casos de corrupção a este ou àquele governo - eles têm especial predileção pelo governo federal, do PT. Difícil é checar, aprofundar a pesquisa e conhecer a verdade.
Corrupção não se combate apenas com gritos de guerra em manifestações de rua. É preciso desenvolver técnicas especiais de investigação, ter vontade política e firmeza para executar as ações necessárias. Via de regra, é briga contra cachorro grande - afinal, os criminosos são políticos, governadores, prefeitos, secretários, empresários, advogados, gente graúda e influente. Feito o serviço de investigação e prisão, o resto será por conta do Judiciário, que é outro poder, que não se submete ao controle do Executivo.[...]

Manual de Ouro do Manifestante Idiota, Blue Bus

21 agosto, 2010

O Orgulho Zumbi

Hoje deve estar se realizando em Puebla, México, uma "Marcha do Orgulho Zumbi". Com centenas (ou milhares) de pessoas invadindo as ruas da cidade, maquiadas e vestidas à maneira dessas estranhas criaturas da noite.
Pepe Flores, que divulga o acontecimento, diz que os "zumbis" de Puebla não têm cérebro (como é de praxe). Mas têm bom coração. Assim é que vão gemer de uma forma assustadora para coletar gêneros alimentícios que serão doados a um asilo.
Outras marchas do gênero já aconteceram pelo mundo: em Sacramento, Seattle (a mais concorrida delas), Pittsburg, Madri, Barcelona, Santiago, Monterrey etc. A de Sacramento, Califórnia, de agosto de 2001, é considerada a mais antiga de todas as marchas. Foi realizada para promover o trash film Orgy.