Foi o nome de uma série de manifestações públicas organizadas em março e abril de 1964 por setores conservadores da sociedade brasileira, nos Estados de São Paulo e da Guanabara, em reação ao anúncio do programa de reformas de base do presidente João Goulart.
A Marcha 2.0
A pauta das reivindicações difusas dos manifestantes também inclui temas "democráticos" como a volta dos anos de chumbo:
A verdade sobre a corrupção no Brasil
[...]Esses meninos, que passaram os melhores anos de sua infância e pré-adolescência eliminando monstros alienígenas no videogame e "tcl msg" (teclando mensagens) nas redes sociais, de repente se deram conta de que "nesse governo" há corrupção. Coisa nova para eles, que decerto creem ser algo nunca antes havido na história deste país, e de país algum. Não identificam a qual governo se referem, se federal, estaduais ou municipais, mas é de se supor que sua artilharia esteja voltada para o da presidente Dilma, por ser o mais visível de todos.
O que não sabem esses valorosos meninos e meninas, valentes guerreiros dispostos sinceramente a mudar o Brasil (o vandalismo é coisa de um pequeno grupo, sabemos), que dizem ter acordado agora para a dura realidade, é que desde o governo do presidente Lula a Polícia Federal vem combatendo duramente a corrupção. Toda semana, praticamente, há notícias de operações que levam legiões de corruptos e sonegadores de impostos para a cadeia.[...]
Não devem saber esses garotos, também, até porque não tinham idade para isso, que desde sua criação até a posse de Lula a Polícia Federal vivia numa letargia profunda, desaparelhada e mal remunerada. Mal se ouvia falar da corporação. Basta ver que, no primeiro ano do mandato do ex-presidente (2003), a PF realizou apenas 9 operações, que resultaram em 223 prisões. Não bastava, porém, aparelhar a Polícia Federal e inspirar-lhe a vontade política para passar a agir. Foi necessário primeiro higienizar a corporação. Naquele primeiro ano, foram presos 39 policiais federais, entre 122 servidores públicos mandados para a cadeia.[...]
Desde então, os números só cresceram. Esses dados estatísticos (citados e a seguir) foram extraídos do
portal da Polícia Federal e, naturalmente, referem-se a outros crimes, além da corrupção e da sonegação fiscal. Há tráfico internacional de drogas e de pessoas, por exemplo.
O empenho da Polícia Federal continuou durante o governo de Dilma Rousseff. Em 260 operações realizadas em 2011, a PF prendeu 2089 pessoas, sendo 246 funcionários públicos, 4 deles policiais federais. Em 2012, foram 289 operações que resultaram em 1660 prisões (102 servidores públicos; 13 policiais federais).
Em 2013, a Polícia Federal já realizou até agora 94 operações e prendeu 561 acusados de corrupção, sonegação fiscal e outros crimes, sendo que 36 eram servidores públicos. Neste ano, nenhum policial federal foi preso.
É fácil assimilar manchetes de jornais e revistas, como as da rancorosa Veja, ou frases prontas que circulam pela internet, que atribuem casos de corrupção a este ou àquele governo - eles têm especial predileção pelo governo federal, do PT. Difícil é checar, aprofundar a pesquisa e conhecer a verdade.
Corrupção não se combate apenas com gritos de guerra em manifestações de rua. É preciso desenvolver técnicas especiais de investigação, ter vontade política e firmeza para executar as ações necessárias. Via de regra, é briga contra cachorro grande - afinal, os criminosos são políticos, governadores, prefeitos, secretários, empresários, advogados, gente graúda e influente. Feito o serviço de investigação e prisão, o resto será por conta do Judiciário, que é outro poder, que não se submete ao controle do Executivo.[...]
Manual de Ouro do Manifestante Idiota, Blue Bus