(O PEQUENO TRITÃO, no Brasil; O PEQUENO TRINTÃO, em Portugal)
Você conhece a história.
Um jovem príncipe tritão, insatisfeito com a vida que leva no fundo do mar, vai para a superfície terrestre, onde adquire uma cama Super King para um relacionamento sério consigo mesmo.
Durante grande parte da história humana, a privacidade durante a hora de dormir era um conceito estranho. Muitas famílias pobres viviam em casas pequenas, onde havia apenas um ou dois quartos, sendo que o maior deles funcionava como quarto e sala de estar, ambos compartilhados por todos os ocupantes da casa, incluindo convidados.
Mesmo em palácios não era incomum os criados dormirem no mesmo quarto dos patrões. Quando o rei Henrique V dormiu com Catarina de Valois, escreve Bill Bryson em "At Home", tanto o mordomo quanto o camareiro estavam presentes no quarto. Em tais circunstâncias, as cortinas da cama proporcionavam um pouco de privacidade.
Mas se você queria uma verdadeira privacidade, tinha que dormir em uma cama de caixa.
Uma cama de caixa na Áustria. Crédito da foto: Wolfgang Sauber / Wikimedia Commons
Em muitas casas rurais da Escócia, França e partes da Holanda e Reino Unido, as pessoas dormiam em camas que eram essencialmente grandes armários de madeira com uma cama dentro e portas para fechar enquanto dormiam. Algumas camas de caixa eram móveis independentes; outras foram construídas em recessos e anexadas à estrutura da casa. Além da privacidade, o pequeno espaço fechado da cama de caixa mantinha os corpos dos seus ocupantes aquecidos durante o inverno.
Também é possível que as camas tenham oferecido algum grau de proteção contra intrusos, especialmente lobos e outros animais, que pudessem ter entrado em casa.
Qualquer um que tenha colocado uma criança pequena numa rede de dormir, [1] [2] [3] [4] sabe que, mais facilmente, a faz adormecer com movimentos de balanço. Agora, dois novos estudos relatados na revista Current Biology de 24 de janeiro, um realizado com adultos jovens e outro com camundongos, acrescentam novas evidências aos amplos benefícios dos movimentos de balanço para o sono.
Na verdade, os estudos em pessoas mostram que o balanço não só leva a um sono melhor como também aumenta a consolidação da memória durante o sono.
"Ter uma boa noite de sono significa adormecer rapidamente e depois permanecer dormindo durante toda a noite", diz Laurence Bayer, da Universidade de Genebra, na Suíça. "Nossos voluntários - mesmo que fossem todos bons dormidores - quando foram balançados adormeceram mais rapidamente e tiveram períodos mais longos de sono profundo, associados a menos despertares durante a noite. Assim, mostramos que o balanço é bom para o sono."
Este vídeo mostra a "cama de balanço" (rockin bed) usada pelos pesquisadores
Current Biology, Perrault et al.: "Whole-Night Continuous Rocking Entrains Spontaneous Neural Oscillations with Benefits for Sleep and Memory"
DOI: https://doi.org/10.1016/j.cub.2018.12.028
De acordo com a tradução da descrição no YouTube, esta cama de proteção para terremotos foi desenvolvida por um inventor chinês de 66 anos chamado Wang Wenxi. Se um terremoto acontece localmente, a cama se dobra e se transforma em um abrigo seguro. Há suprimentos de emergência (água, extintor de incêndio, material de primeiros socorros etc) armazenados no interior, para o caso de você ficar preso por algum tempo. Parece ser uma ideia genial, até que você comece a pensar nas implicações práticas.
Em primeiro lugar, o que ocorreria se você estiver dormindo com um braço ou uma perna fora da cama? Você ficaria instantaneamente mutilado! Como você faria para acessar os suprimentos se você está sobre o colchão? E o que, exatamente, dispara o processo de dobragem? Um pouco de agitação? Isso pode ser perigoso, considerando-se a segunda coisa mais comum que as pessoas fazem nas camas. E Deus não permita que seus filhos comecem a pular na cama!
Comentários no Metafilter
– Eu sou claustrofóbico. Eu prefiro me arriscar com o terremoto.
– Eu vejo um monte de garrafas de água, mas eu não vejo um vaso sanitário.
– O vaso sanitário aparece depois de beber a primeira garrafa de água.
– É uma ratoeira gigante, mas com serviço de bufê.
– Se esses folgados preguiçosos estivessem fora trabalhando e ganhando a vida, em vez de dormir em pleno dia, eles não acabariam presos nesses caixões!
– Se você fizer um pouco de escavação, poderá ver que o mercado-alvo é a China.
– Assim é o mercado. As pessoas são ricas para comprar essa cama, mas não para viver em um edifício à prova de colapsos.
– Felizmente, moro em uma área sismicamente tranquila.
– A trilha sonora reggae vende bem. Será que a cama vem com isso?
– Por favor, me diga: se, além de ser enterrado vivo, eu vou ter de ouvir essa música.
– A cama impõe respeito. Se a cama é sensível a movimentos desrespeitosos, ela vai rapidamente decapitar você.
– É bom ver Procusto modernizar seus bens para o século 21.
– Papai, há um monstro debaixo da minha cama. E ele tem suprimentos suficientes para acampar durante semanas.
Deve haver uma história por trás desta.
Em 1900, Ludwig Ederer patenteou uma "cama de alarme" para acordar o encarregado de uma estufa quando a estufa fica muito fria.
Se a pressão do vapor na caldeira cai, a cama se inclina para a posição vertical a fim de que o dorminhoco deslize ou role para fora. Lembrando-o, assim, que o vapor do sistema está abaixo de um certo ponto, o que pode colocar em risco a vida das plantas no interior da estufa.
Depois que alimentou o fogo, ele pode então voltar para a cama e sonhar, sonhar, sonhar... com a obtenção de um emprego melhor.
1 - O travesseiro dela
2 - Idem, aparentemente
3 - Onde ela deveria dormir
4 - Onde eu deveria dormir
5 - Zona de armistício
6 - Aliás, onde ela dorme
7 - Aliás, onde eu durmo
8 - Território desconhecido
A batalha do edredom
Cansado da posse abusiva do edredom pela mulher, ele finalmente encontrou a solução. Uma pequena vitória que pode mudar o rumo dessa guerra.
O sujeito vai ao psiquiatra.
- Doutor - diz ele - estou com um problema: Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou para baixo da cama e acho que tem alguém em cima. Para baixo, para cima, para baixo, para cima. Estou ficando maluco!
- Isso é simples. Três sessões por semana resolvem este problema.
- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente.
- R$ 300,00 por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - responde o sujeito.
Passados seis meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? - pergunta o psiquiatra.
- As sessões, três vezes por semana, iam me custar muito, e um sujeito que eu conheci depois me curou por uma ninharia.
- Ah, é? Como? - pergunta o psiquiatra.
E o sujeito esclarece:
- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama...
Moral da história segundo o colaborador
MUITAS VEZES O PROBLEMA É SÉRIO, MAS A SOLUÇÃO PODE SER MUITO SIMPLES!
(piada em circulação na internet enviada para o blogue por Fernando Gurgel)
Atenção, preguiçosos, surgiu Selfy the Easy Bed! Sim, é este o nome do produto, uma cama que "sabe" arrumar o respectivo lençol. Ao toque de um botão, dispositivos que correm sobre trilhos nas laterais da cama encarregam-se de trazer o lençol à situação de uma cama arrumada. Criada para o uso de pessoas enfermas, é possível que Selfy também venha a ser usada pelos preguiçosos. Mesmo porque existe a chamada preguiça doentia. Abaixo, o seu inventor Enrico Berruti posa com a sua cama, a qual se acha exposta no Salão Internacional de Invenções em Genebra.
- ouvir música - ver vídeos - jogar games - navegar na internet - ??? Para quem se deita sob o dossel da High Fidelity Canopy (Hi-Can), a cama futurista do designer italiano Edoardo Carlino.