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30 julho, 2025

Estátuas equestres

A posição das patas do cavalo numa estátua equestre indicaria a forma como o cavaleiro morreu? 
Como, por exemplo:
  • Se o cavalo tiver as duas patas dianteiras no ar, a pessoa morreu em combate.
  • Se o cavalo tiver uma das patas dianteiras no ar, a pessoa morreu por causa das feridas recebidas em combate.
  • Se o cavalo tiver as quatro patas no chão, a pessoa morreu de causas naturais.
Em seu artigo O mito das estátuas equestres, a blogueira Cristina Pacino, de Blogueiros de Língua Portuguesa em Madrid, refuta essas ideias. Acrescentando que se trata tudo de uma lenda urbana.
Mostr exemplos:
Carlos III, na Puerta del Sol, em Madrid
Cavaleiro com postura altiva e cavalo com uma pata levantada: Carlos morreu por causa de uma ferida em combate?
Não. O monarca mais tranquilo da dinastia dos Bourbons faleceu em 1788, aos 72 anos. De pneumonia, possivelmente.
Simon Bolivar, no Parque del Oeste, em Madrid
El Libertador, que era venezuelano, faleceu em 1830 na Colômbia, tentando vir para a Europa. Seu cavalo tem uma pata no ar, então morreu de alguma ferida em combate? 
Não. Ele faleceu depois de meses e meses sofrendo e não querendo tomar os remédios que os médicos lhe ofereciam. De tuberculose pulmonar.
E de outros.




Sem a presença do cavalo
Na placa afixada no pedestal da estátua de Simon Bolivar, da que se encontra na praça principal de Santa Elena de Uiarén, na Venezuela, asseguro que li: 
Libertador da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Panamá e fundador da Bolívia. 
Não muda a causa mortis. (PGCS)


04 julho, 2024

Elefantes têm medo de ratos?


Desde os desenhos animados até às fábulas antigas, uma das imagens mais emblemáticas é a de um elefante que se encolhe diante de um rato. Esta imagem é frequentemente utilizada como uma alegoria para os mais pequenos, mas será que existe alguma verdade?
Um mito antigo: de onde veio a ideia de que os elefantes têm medo dos ratos?
Não se sabe ao certo onde ou quando surgiu o primeiro mito do "elefante assustado por um rato". Uma versão remonta a Plínio, o Velho – que, depois de Aristóteles, deve ter sido o acadêmico mais influente da Antiguidade. Segundo o ZME Science, Plínio foi o primeiro a dizer que "o elefante odeia o rato acima de todas as outras criaturas" e, por ser tão influente e conceituado, esta história acabou por se impor, e não apenas entre os romanos. Esta anedota entrou depois no folclore, mais tarde infiltrou-se nos livros infantis e até chegou aos desenhos animados, especialmente à série "Tom e Jerry".
Lembre-se, os elefantes não viviam no chamado mundo ocidental "civilizado". Por isso, tal como outras espécies exóticas, o seu aspeto e comportamento eram deixados à imaginação. Basta ver como as pessoas pensavam que eram os elefantes na Idade Média – totalmente hilariante.
Mas à medida que o mito se espalhou, algumas pessoas instruídas começaram a aperceber-se do ridículo de um animal de três toneladas ficar petrificado por um ratinho. Entre esses pensadores críticos encontrava-se Allen Moulin, um médico irlandês de 1600.
Moulin, que não estava de todo familiarizado com os elefantes, mas pelo menos tinha algum conhecimento da sua anatomia através dos limitados trabalhos acadêmicos do seu tempo, ofereceu uma explicação aparentemente sensata. Ele argumentou que, uma vez que os elefantes não têm epiglote – uma cartilagem que protege a traqueia durante a deglutição – poder-se-ia supor que uma criatura tão grande poderia ter medo de uma tão pequena, se esta última pudesse rastejar pela tromba do elefante e sufocá-lo.
Infelizmente, tal como Plínio antes dele, Moulin não estava realmente a fazer nada. No entanto, perpetuou uma explicação aparentemente científica para o fato de o maior mamífero terrestre do mundo ter medo de ratos.
Como qualquer biólogo da vida selvagem lhe dirá atualmente, os elefantes têm, de fato, aquela cartilagem que protege suas traqueias. Mesmo que um rato, um inseto ou qualquer tipo de "detrito" acabasse na tromba, o elefante só precisa de soprar. De fato, "é assim que fazem na maior parte das vezes quando sentem que a tromba está a ficar entupida".
Perguntemos aos “Caçadores de Mitos”
Em 2006, num episódio de "Os Caçadores de Mitos", Adam Savage e Jamie Hyneman descobriram que o mito era "plausível". Na experiência, um elefante caminhava ao longo de um determinado percurso. A equipe havia introduzido um rato ao longo do percurso, escondido debaixo de um monte de estrume. Quando o elefante se aproximava do monte, o rato era libertado.
Quando os elefantes repararam nos pequenos animais, recuaram e até começaram a deslocar-se no sentido oposto.
No entanto, o elefante não mostrava sinais de medo ou angústia. Pelo contrário, o elefante parecia mostrar-se cauteloso, evitando uma potencial perturbação no seu passeio calmo.
O site explica que esta foi uma experiência pequena e informal. O mesmo pode ser dito sobre o mesmo segmento feito noutro programa de televisão popular, o 20/20 da ABC. O apresentador do 20/20 contatou um circo local onde Troy Metzler, um treinador de elefantes certificado, deixou a equipe de produção mostrar a um dos seus elefantes um rato branco. O pequeno roedor foi depois mostrado a outros elefantes, nenhum dos quais pareceu reparar no rato.
De acordo com John Hutchinson, do Royal Veterinary College, em Londres, os elefantes em estado selvagem ficam nervosos sempre que um animal pequeno, mas rápido, surge inopinadamente. Isto significa que não são apenas os ratos que podem perturbá-los, mas também cães, gatos e praticamente tudo o que seja ágil.
Os elefantes em cativeiro, como os dos jardins zoológicos ou dos circos, são frequentemente vistos a dormir com roedores mesmo em cima deles. A maior parte dos tratadores de jardins zoológicos dirão que não se importam muito com eles.
Assim, em vez de terem medo dos ratos propriamente ditos, os elefantes parecem assustar-se com os movimentos frenéticos. Mas, na verdade, o mesmo pode ser dito sobre qualquer animal que viva em estado selvagem.
Os elefantes, apesar do seu imenso tamanho, são seres gentis e cautelosos. São conhecidos por evitarem pisar em criaturas pequenas e podem até sair do seu caminho para não as perturbar.
"À luz das provas científicas e dos conhecimentos dos especialistas, é seguro concluir que os elefantes não têm um medo inerente dos ratos. Este mito antigo teve provavelmente origem no fato de a natureza cautelosa e empática dos elefantes ter sido mal interpretada como medo", conclui o ZME Science.
https://www.quora.com/Is-it-true-that-elephants-are-afraid-of-mice-or-is-that-just-a-myth
https://greensavers.sapo.pt/os-elefantes-tem-mesmo-medo-de-ratos/

22 março, 2021

O mito da estupidez juvenil de Einstein

No final do século 20, a revista Time escolheu Albert Einstein como "Homem do Século". Albert Einstein, nascido na cidade de Ulm, Alemanha, em 14 de março de 1879, é realmente conhecido como um dos cientistas mais geniais de sua época. Einstein ganhou muitos prêmios por seu trabalho científico, incluindo o Prêmio Nobel de Física de 1921.
Por outro lado, muitos acreditam que Einstein era um garoto estúpido na escola. Em qualquer artigo que lista todos os idiotas que tiveram sucesso, é quase certo que o nome de Einstein esteja incluído. Para não esquecer: os motivadores em seus seminários motivacionais também costumam alegar que Einstein era um aluno retardado.
Na verdade, Einstein não era nada disso, pelo contrário, era conhecido como um aluno inteligente e talentoso, principalmente nas áreas da Matemática e da Física.
Um ano depois de seu nascimento, os pais de Einstein decidiram se mudar da cidade de Ulm para Munique, na Alemanha. Aos 7 anos, Einstein começou a estudar. Na idade de 9, ele entrou no Luitpold-Gymnasium. Aos 12 anos começou a estudar cálculo, o que é bastante incomum porque, em geral, as crianças na Alemanha começam a aprender cálculo aos 15 anos. Einstein se interessou muito por ciências exatas, principalmente Física e Matemática e sempre tirou boas notas nas duas disciplinas.
Como o sistema educacional alemão do século 19 era muito rígido e estrito, ele quase nunca teve a oportunidade de desenvolver qualquer um de seus outros talentos em campos não exatos (como história, línguas, música, geografia etc.).
Em 1895, Einstein fez o exame de admissão na prestigiosa Swiss Federal Polytechnic, em Zurique, Suíça. Einstein tinha 16 anos na época, dois anos mais jovem do que a idade média dos outros examinandos. Einstein tirou notas muito boas nos exames de Matemática e Física, mas foi reprovado nas áreas não exatas, principalmente em francês, por isso não foi aceito na escola. 
Depois de ser reprovado no exame, a conselho da direção da Politécnica Federal, Einstein continuou seus estudos na Escola Cantonal Aargau, em Aarau, Suíça. Nesta escola, Einstein foi estudioso e também tirou boas notas. E, no ano seguinte, ele tentou novamente o vestibular da Escola Politécnica Federal, e dessa vez foi aprovado.
O mito de que ele era estúpido inicia-se provavelmente nessa reprovação de Einstein nos exames de admissão na Politécnica Federal, o que na verdade não é algo fora do comum (aqueles de vocês que foram reprovados no exame de um ITA no primeiro ano e só foram aprovados no ano seguinte podem entender o que quero dizer).
Mas, o mais importante para o surgimento desse mito foi causado por diferenças no sistema de notas que se aplica às escolas na Alemanha e na Suíça. Em ambos os países, as pontuações dos alunos são medidas nos números de 1 a 6, mas na ordem inversa. Na Alemanha, a pontuação 1 é a pontuação mais alta (excelente) e a pontuação 6 é a pontuação mais baixa. Enquanto isso, na Suíça, por outro lado, o valor de 1 é o valor mais baixo e o valor de 6 é o mais alto.
E o boletim final das notas de Albert Einstein na Escola Cantonal (imagem) mostra que ele pontua principalmente em torno dos 5 e 6 pontos, que é uma pontuação alta. Se você olhar para o padrão de valores usados ​​na Alemanha (porque Albert Einstein era alemão), não é surpreendente que ele foi considerado um fracasso, porque na Alemanha, o 6 é o valor mais baixo.

26 agosto, 2020

A mítica Cockaigne

O prêmio da cidade mais mítica e ridícula vai para o povo medieval que criou Cockaigne, (*) uma cidade utópica abundante em comida, liberdade sexual e embriaguez perpétua. Este paraíso ficcional foi formado por camponeses na Idade Média e é frequentemente considerado uma paródia do paraíso.
Os primeiros registros de Cockaigne, pronunciados exatamente como a droga favorita de tantas celebridades, você adivinhou, a cocaína, remonta ao final do século XII e é descrita como uma terra onde casas são feitas de bolos, chuvas de comida do céu e rios são feitos de vinho.
Uma das representações mais famosas desta terra de fantasia pertence ao famoso artista holandês Pieter Bruegel, o Velho, onde ele mostra pessoas deitadas na grama cercadas por alimentos prontamente disponíveis, como um porco assado e um ovo com talheres na perspectiva de serem comidos.

Pieter Bruegel, o Velho: Luilekkerland ("A Terra de Cockaigne") 
Óleo sobre painel (1567, Alte Pinakothek, Munique


http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15385

(*) O termo surgiu em francês, Cocagne, Coquaigne, logo traduzido em inglês, Cockaigne, em italiano Cuccagna, em espanhol Cucaña.
http://en.wikipedia.org/wiki/Cockaigne

24 fevereiro, 2020

Mantendo a ilusão

Pois bem, um flatearther está prestes a embarcar num foguete artesanal para pôr tudo em discos limpos. Na verdade, eles não acreditam mais naquela história que envolve elefantes e tartaruga. Para eles, o Sol e a Lua movem-se em órbitas circulares acima da superfície da Terra Plana. Como abutres em torno da comida (não gosto desta imagem).

O que aconteceu com o companheiro da Terra Plana que seria lançado ao espaço?
Robert Komarek, traduzido por Cesar A. K. Grossmann
Em 25 de março de 2018, "Mad" Mike Hughes conseguiu lançar-se em seu foguete e sobreviver. Uma proeza incrível, considerando que o foguete foi feito de forma bem precária.
Ele voou até uma altitude de 570 metros sobre o deserto do Mojave, EUA, e retornou em segurança de para-quedas. Hughes disse que nunca quis voar alto o suficiente para discernir se a Terra era plana ou não.
Uma das interpretações disso é que ele tinha que manter a ilusão.
Noutra interpretação, menos cínica, é que não é fácil chegar a 10.000 metros com um foguete caseiro, que é o quanto você precisa subir para ver a curvatura da Terra.
Claro, só é preciso viajar em um avião comercial para ver a curvatura da Terra (a altitude de voo normal é de cerca de 10.000 metros).


ESTA NOTA ESTAVA PROGRAMADA PARA PUBLICAÇÃO EM 04/04/2020. CONTUDO, FOI PUBLICADA HOJE: MIKE HUGHES ENCONTROU A MORTE NA QUEDA DO FOGUETE CASEIRO EM QUE TENTAVA IR AO ESPAÇO PARA MANTER SUA ILUSÃO DE QUE A TERRA É PLANA. PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA COBERTURA

28 março, 2019

Cabo Hitler

A propaganda nazista sempre vendeu Adolf Hitler como um sujeito de atitudes irrepreensíveis durante a Primeira Guerra Mundial. No conflito que convulsionou o mundo entre 1914 e 1918, o austríaco voluntariamente alistado no 1.º Regimento de Infantaria da Bavária (Baviera) foi apenas um cabo mensageiro, encarregado de entregar recados aos oficiais. Mesmo assim, teria sido um herói – pelo menos, segundo a versão oficial. Um rapaz tão corajoso e abnegado que acabou recebendo duas condecorações por bravura.
Mas essa ideia vem sendo desmontada com a ajuda de documentos que só recentemente começaram a vir a público. Vários pesquisadores acreditam que a imagem de um combatente heroico na Primeira Guerra nunca passou de uma invenção da máquina de propaganda nazista. (1) Um desses estudiosos é o alemão Thomas Weber, professor de História Moderna da Universidade de Aberdeen, na Escócia, e autor de Hitler’s First War ("A Primeira Guerra de Hitler", inédito no Brasil). Segundo Weber, o cabo Hitler da vida real foi pouco mais que um mensageiro de retaguarda durante o conflito. Algo como um ajudante de ordens – ou, como ele mesmo gosta de chamá-lo, o "garoto do chá". (2)
Ler o artigo completo em Superinteressante.

N. do E.
(1) Em matéria de "mito" começamos no Brasil alguns furos acima.
(2) Ler também Um chá a desoras.

24 setembro, 2018

Fenômeno das "mãos quentes": um mito?

O abismo entre a ciência e os esportes pode nunca ser mais amplo do que no caso das mãos quentes.
Aqueles que jogam, treinam ou seguem o basquete acreditam, quase que universalmente, que um jogador que tenha feito seu último arrremesso com sucesso - um jogador com mãos quentes - é mais provável ter sucesso em seu próximo lance. Uma análise estatística exaustiva conduzida por um psicólogo da Universidade de Stanford, examinando milhares de arremessos em jogos reais, descobriu o contrário: a probabilidade de um arremesso bem-sucedido não depende em absoluto dos resultados anteriores.
Para o psicólogo Amos Tversky, a discrepância entre a realidade e a crença realça as diferenças extraordinárias entre eventos aleatórios e eventos que as pessoas percebem como aleatórios. Quando os eventos vêm em clusters (grupos) e streaks (períodos em que só se ganha/perde), as pessoas procuram explicações; eles se recusam a acreditar que são aleatórios, embora clusters e streaks ocorram em dados aleatórios.
"Muitas vezes, a busca por explicações nos assuntos humanos é uma rejeição da aleatoriedade", diz Tversky.
Para entender as atitudes sobre o streakiness no basquete, Dr. Tversky e seus pesquisadores entrevistaram muitos "verdadeiros especialistas" do esporte, assim como jogadores e estatísticos de basquete. Quanto mais intimamente seus sujeitos conheciam o jogo, mais firmemente eles acreditavam em mãos quentes.
Para testar a teoria, os pesquisadores obtiveram os registros de todas as fotos tiradas do campo pelo Philadelphia 76ers durante uma temporada e meia. Quando eles olhavam para cada sequência de dois arremessos do mesmo jogador - acerto-acerto, acerto-erro, erro-acerto ou erro-erro - eles descobriram que um acerto seguido por um erro era na verdade um pouquinho mais provável do que um acerto seguido por um acerto.

https://www.nytimes.com/1988/04/19/science/hot-hands-phenomenon-a-myth.html (arquivos de 1988)

11 maio, 2018

Terra: o planeta e o mito

Desde que o mito da Terra Plana foi desacreditado pelo matemático Eratóstenes, [1] [2] pelas circum-navegações  náuticas, pelos voos aeronáuticos, pelas viagens espaciais e pelas pesquisas da Estação Espacial Internacional, os terraplanistas foram ficando sem chão.
Resta-lhes agora o argumento de que se a Terra fosse redonda seria uma "redondeta" e não um planeta. Vamos e venhamos, é muito pouco para a STP, uma sociedade que ainda tem uma grande número de adeptos ao redor da Terra. [3]
En seu favor, a Sociedade da Terra Plana também dispõe desta imagem de um eclipse lunar em que a Terra projeta sua sombra na Lua. A sombra de um disco.


Além disso, a foto mostra que a Terra é sustentada por elefantes, e estes, por sua vez, vivem sobre o casco de uma enorme tartaruga, como descreviam os antigos.
O que estaria a pensar este quelônio?
"Por que, sendo eu uma criatura do espaço, tenho patas para nadar? Por que há elefantes em minhas costas e mais esta rocha monstruosa? Preciso me acasalar, onde é que estão as outras tartarugas do espaço?"
Do outro lado, o que estariam a pensar os terraplanistas?
Será que alguns deles, depois de uma passagem pela Terra Oca, já embarcaram na hipótese da Terra Cúbica? [4]
Pois bem, um flatearther está prestes a embarcar num foguete artesanal para pôr tudo em discos limpos. Na verdade, eles não acreditam mais naquela história que envolve elefantes e tartaruga. Para eles, o Sol e a Lua movem-se em órbitas circulares acima da superfície da Terra Plana. Como abutres em torno da comida (não gosto desta imagem).
Para eles, o Polo Norte fica no centro da Terra Plana e o Polo Sul é a sua borda de catupiry. Assim como está no brasão da ONU.
Gente,
Por falar em ONU, precisamos acabar com essa guerra milenar contra os terrraplanistas.
Você conhece um deles? Então, dê-lhe as boas vindas ao "realvorecer da Idade da Pedra" e estenda a mão para ele. Que mal pode haver nisso?

08 maio, 2013

Triscaidecafobia

É o medo irracional ao número 13. O termo foi usado pela primeira vez por Isador Coriat em "Abnormal Psychology".
Há um programa de 12 passos para o tratamento dos portadores desta fobia.
O último deles diz:
Se até aqui você não curou, então desista.
Mito
A mais antiga referência ao 13 como um número de má sorte estaria no Código de Hamurabi, de 1780 a.C., onde o artigo 13 foi omitido. Na verdade, o código original de Hamurabi não tem numeração. A tradução de LW King, de 1910, editada por Richard Hooker, é que omitiu o artigo. No entanto, outras traduções do Código incluiram o artigo 13. Como, por exemplo, a tradução de Robert Francis Harper.

16 março, 2013

O ataque dos ventiladores assassinos

You Encounter a Monster
Uma crença amplamente difundida na Coreia do Sul é a de que um ventilador elétrico pode sair correndo à noite em uma sala fechada e matar quem estiver lá dentro. Ventiladores vendidos no país são equipados com um temporizador que os desliga, após um determinado número de minutos, quando os usuários vão dormir com ventiladores ligados. Ninguém parece saber por que essa crença persiste, dado que a sua existência como uma condição médica é duvidosa. Existe alguma especulação de que a crença tem suas origens em 1970, nos esforços do governo sul-coreano para conter o consumo de energia. A tendência natural é a de considerá-la como uma espécie de crença de maluco.

Opinião dos Mythbusters (Caçadores de Mitos)
"Você espera seriamente que alguém faça um programa de TV para determinar se as inúmeras gerações endogâmicas na Península Coreana resultaram em um defeito genético bizarro que faz o portador morrer diante de uma ligeira brisa em seu rosto e que este defeito somente veio a se manifestar depois da invenção do ventilador elétrico?"

13 novembro, 2011

Elvis não morreu

Postada na internet mais uma prova de que o pai da Priscilla Presley ainda está vivo.
Por ocasião de uma expedição numa floresta de Cingapura, o fotógrafo amador Winston Jansen obteve este flagrante fotográfico que vai reabrir as discussões sobre o assunto.

The Telegraph
Bem, é só um inseto. Mas que a camuflagem dele lembra o rosto do cantor, ah, lembra sim!

09 dezembro, 2010

Vagina dentata

blogdopg - 
Esta expressão latina significa vagina com dentes. Várias culturas têm lendas populares sobre mulheres que possuem vaginas com dentes, contadas como histórias de moral e que avisam sobre os perigos do sexo com mulheres desconhecidas.
O mito sintetiza a ameaça que as relações sexuais representam para os homens que, apesar de entrarem triunfalmente, saem delas sempre "cabisbaixos".
A vagina dentata provou ser também um tema interessante para alguns escritores, particularmente aqueles de obras surrealistas ou sobre a psicanálise.
Em 2005, Sonette Ehlers criou o Rapex, um preservativo feminino anti-violação que é inserido no canal vaginal, tal como um diafragma. Este produto apresenta farpas que o prendem ao pênis do violador, e do qual só pode ser removido cirurgicamente. Num artigo sobre o Rapex, Ehlers comentou que foi inspirada a inventar o aparelho depois de um encontro com uma vítima que lhe disse: "Se eu tivesse dentes aqui em baixo...." PGCS

17 julho, 2010

OlhO gOrdO

Circula pela internet, na categoria das curiosidades, a "informação" de que o olho humano é um órgão que não cresce após o nascimento. Assim, de recém-nato a adulto, os olhos de uma pessoa teriam, em situação de normalidade, as mesmas dimensões. Resolvi provocar o colega Nelson José Cunha, médico oftalmologista em João Monlevade - MG, sobre a veracidade disso. E o texto que ele me enviou é uma aula, além de ser bem divertido. Está sendo aqui publicado - com umas notas minhas no "rodapost".

Paulo,
O olho de um recém-nascido mede 16 mm (axial) e o de um adulto emétrope 23 mm (axial) . Talvez daí venha o mito de que o olho não cresce porque as outras dimensões do corpo aumentam muito mais. As razões do pequeno crescimento são: limitação imposta pela órbita, necessidade de ajustar o foco do mundo exterior à retina com o conjunto óptico córnea-cristalino que tem limites. Observe que, nos míopes axiais, o olho ao crescer meros 2 -3 mm ocasiona uma queda drástica da visão - mais de 90% de perda para longe. Hoje, medimos obrigatoriamente as dimensões dos olhos nos pacientes que vão se operar de catarata, porque faz parte da fórmula do poder dióptico da lente que vai ser colocada no lugar do cristalino. Vemos a extrema semelhança dimensional dos olhos das pessoas. Não importa se são altas e fortes ou pequenas e frágeis. O mesmo acontece com o pênis (1). Felizmente, a minha especialidade me poupa do constrangimento de ter que medi-los. Nos casos dos olhos e do pênis o tamanho do dedo não revela o gigante.
Notamos grandes diferenças no "tamanho" dos olhos entre as pessoas, mas isso decorre da posição dos olhos dentro das órbitas e não do seu tamanho real. Uma órbita profunda com pouca gordura retro-orbitária dá a impressão de olho pequeno. O inverso também acontece e simula um olho grande. Somos inclinados a achar um olho grande quando é maior a fenda palpebral e mais esclera fica visível.
Entre os animais notamos grande desproporção entre o tamanho dos olhos e as dimensões gerais, especialmente daqueles de hábitos noturnos, porque precisam de um elevado número de células retinianas (bastonetes). Há um lêmure em que o volume dos dois olhos é maior do que o restante da cabeça (2). Não me lembro do nome da espécie (2).
Nesse pequenino e agilíssimo animal, os olhos estão 80 % fora da órbita.
Olho grande é figura poética e o é de uma conhecida minha que matou meu limoeiro com uma simples olhada seguida de elogio (3).
Nelson
rOdapOst
(1) Aqui começa o processo de esvaziamento de outro mito, não é?
(2) Seria o Maurice (na imagem ao lado), um aye-aye do filme Madagascar? Ele é da família Daubentoniidae.
(3) Daí a importância, Nelson, de a gente sempre olhar a folha corrida das pessoas. Essa sua conhecida talvez já fosse, desde a época em que ela militava no Partido Verde, uma seca-pimenteira da marca maior. PGCS

Post scriptum
Paulo,
O lêmure é um tarsier. Há muitas referências sobre ele na net. Digite "tarsier skull" e verá o tamanho de suas órbitas com relação à cabeça.
Nelson

12 julho, 2010

O ovo cósmico

O ovo simboliza o sol a nascer e o início da vida. Em mitos polinésios sobre a criação do mundo, um ovo cósmico é posto por um pássaro gigante em um oceano inicial e primitivo. Partindo-se ao meio, as metades desse ovo originam a Terra e o Céu. A partir de sua gema, forma-se o Sol. Na imagem abaixo, é a esfera incandescente sobre o oceano, da qual ainda flui uma espécie de matéria primordial.

Reprodução do quadro "Sunrise by the Ocean", do artista Vladimir Kush

11 março, 2010

Chuck Norris, 70

No dia 10 (ontem), Chuck Norris fez 70 anos. Mais do que um ator do cinema, onde representou sempre papéis de personagens durões, Chuck Norris se consagrou como um mito pop. Ganhando notoriedade na internet por façanhas fictícias e absurdas que internautas do mundo inteiro fabulam e creditam a ele. Como estas aqui:
"Chuck Norris dorme com um travesseiro embaixo de sua arma."
"Chuck Norris destruiu a Tabela periódica por só reconhecer o elemento surpresa."
"Chuck Norris pediu um Big Mac no Burguer King e foi atendido."
O mito já processou a editora Penguin Books por ter publicado uma compilação de seus "feitos" sob o título de "The Truth About Chuck Norris: 400 facts about the World's Greatest Human". Mas, para deleite dos fãs, Chuck Norris não costuma ficar ofendido com essas frases engraçadas. Inclusive tira proveito delas, gravando-as em camisas que comercializa através do website Chuck Norris Facts.


O blog EntreMentes, que já criou algumas frases (abaixo) sobre ele, espera participar de seus lucros.
Chuck Norris quando perde força vira tempestade tropical.
Chuck Norris não come mel, mastiga abelhas.
Chuck Norris não fica sem palitos para dentes. Põe abaixo um pé de eucalipto e se palita.