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19 janeiro, 2023

Os filhos de Albert Einstein herdaram seu QI?

Einstein teve três filhos.
O mais velho deles era uma garota chamada Lieserl. O mundo ignorou sua existência até que um lote de cartas entre Einstein e sua primeira esposa foi descoberto em 1986. Nas cartas, havia menção a uma filha nascida por volta de 1902. O destino dessa criança é desconhecido, mas ela provavelmente morreu muito jovem.
O segundo filho de Einstein foi Hans (pai, filho e neto na foto), que obteve um doutorado em engenharia e se tornou um professor universitário e um reconhecido especialista em hidráulica. Ele era obviamente muito inteligente, embora aparentemente não tivesse a inteligência no nível do pai.


A sedimentologia fluvial moderna teve uma grande contribuição de Hans Albert Einstein. Sobre o relacionamento com o pai, ele declarou ao New York Times, em 1973:
"Provavelmente o único projeto do qual ele desistiu fui eu. Ele tentou me dar conselhos, mas logo descobriu que eu era cabeça-dura demais e que ele estava apenas perdendo tempo."
Um dos conselhos do pai foi para que ele desistisse de estudar os fenômenos de transporte sólido nos rios e se dedicasse à física quântica, "pois este era assunto menos complicado do que a sedimentologia dos rios".
O terceiro filho também era um filho, Eduard, que se mostrou promissor, mas foi atingido pela esquizofrenia aos 21 anos. Ele passou o resto de sua vida ficando tempos em estabelecimentos psiquiátricos.

http://fr.quora.com/Est-ce-que-les-enfants-dAlbert-Einstein-ont-h%C3%A9rit%C3%A9-de-son-QI
http://blogdopg.blogspot.com/2018/03/segunda-geracao.html

16 novembro, 2022

O significado einsteiniano de sonhar com vacas

Enquanto muitos sonhos são simplesmente estranhos, outros mostram a capacidade da mente para resolver problemas enquanto dormimos profundamente. Isso levou a sonhos que mudaram o mundo, proporcionando a descoberta do que os cientistas estavam exatamente precisando para solucionar um dado problema.
A Teoria da Relatividade de Einstein veio a ele em um sonho (lúcido) com vacas. Ele sonhou que estava andando por uma fazenda, quando deu de cara com algumas vacas perto de uma cerca elétrica. Ele então viu as vacas pularem ao mesmo tempo em que a cerca lhes deu um choque elétrico. Mas um fazendeiro, que estava parado do outro lado do campo, viu-as pularem uma a uma, como uma "ola" - uma onda mexicana. Einstein percebeu então que suas opiniões sobre o mesmo evento eram diferentes. Isso levou à Teoria da Relatividade, a ideia de que os eventos parecem diferentes dependendo de onde você está, por causa do tempo que a luz leva para atingir seus olhos.

Ler também: http://blogdopg.blogspot.com/2018/10/dos-sonhos.html

31 outubro, 2022

Doces ou travessuras

Albert Einstein mudou-se para os Estados Unidos em 17 de outubro de 1933. Duas semanas depois, chegou o Halloween. Quando um grupo de garotas bateu em sua porta naquela noite e gritou "Doces ou travessuras", Einstein foi até a varanda e tocou violino para elas.

29 maio, 2022

A confirmação da Teoria da Relatividade Geral

Em 1919, Sobral, no Estado do Ceará, Brasil, junto com a Ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, foram palcos de uma importante confirmação da física. A Expedição Britânica do Eclipse Solar, liderada por Arthur Eddington, se deslocou para os dois lugares a fim de comprovar (graças ao eclipse solar de 29 de maio de 1919) a distorção que a luz sofre para chegar ao planeta Terra. Com tal confirmação, Albert Einstein pôde ver comprovada sua Teoria da Relatividade.
No dia do eclipse, a Ilha do Príncipe apresentou mau tempo, o que prejudicou e muito o trabalho. O céu estava bastante nublado, fazendo com que apenas duas das várias fotografias efetuadas apresentassem imagens de estrelas. Já em Sobral as condições meteorológicas foram muito melhores. Nesta cidade, foram obtidas sete boas imagens do fenômeno.
Como lembrança de tal fato, foi construído na praça da Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio um monumento e, posteriormente, um museu, chamado de Museu do Eclipse, que homenageia a cidade e os físicos e astrônomos que participaram da descoberta.


Após a guerra, Eddington partiu para São Tomé e Príncipe, onde um eclipse solar total seria visível em 29 de maio de 1919. Segundo a relatividade geral, uma estrela visível nas proximidades do Sol deveria aparecer em uma posição ligeiramente mais afastada deste porque sua luz deveria ser ligeiramente desviada pela ação da gravidade do Sol. Esse efeito somente pode ser observado durante um eclipse total do Sol, pois senão a luminosidade do Sol impede a visibilidade da estrela em questão. A relatividade geral predizia um desvio duas vezes maior do que o predito pela gravitação newtoniana.
As condições meteorológicas não eram boas na Ilha do Príncipe, e as placas fotográficas revelaram-se de péssima qualidade e difíceis de medir. Mesmo assim, Eddington anotou em seu caderno:
… uma placa que medi confirmava as predições de Einstein.
Porém, uma outra equipe da expedição que estava na cidade de Sobral, no Brasil, liderada pelo astrônomo britânico Andrew Crommelin, pôde observar o eclipse sob boas condições meteorológicas. As placas fotográficas registradas por essa equipe permitiram a Eddington medir uma deflexão da luz de 1,98".
Esse resultado, cuja exatidão foi discutida posteriormente, foi aclamado como uma prova conclusiva da Relatividade Geral sobre o modelo newtoniano; a notícia foi publicada em jornais em todo o mundo como uma importante descoberta. Ela também é a origem da história de que somente três pessoas entendiam a Relatividade; quando perguntado por um repórter que sugeriu isso, Eddington replicou brincando "Oh, who's the third?" (Oh, quem é a terceira?). Outra história conta que Einstein, ao ser questionado por um repórter sobre o que ele teria feito se as medidas efetuadas por Eddington não estivessem de acordo com as predições da teoria Geral da Relatividade, teria respondido: "Eu diria que o bom Deus está enganado".

26 maio, 2022

A ciência funcionando como deve funcionar (2)

Gretchen (para Fausto):
(cantando) Minha massa em repouso é zero.
Minha carga é a mesma.
Você é meu herói.
Neutrino é meu nome.
A paródia de Fausto em Copenhague
Os neutrinos no Cassino da Urca

Um empate é possível para os neutrinos. Desde que os fótons lhes ofereçam alguma vantagem (handicap quântico).
Por que é impossível ultrapassar a velocidade da luz?

A equação famosa de Einstein tem uma parte "menos lembrada", que descreve como a massa de um objeto muda em função do movimento. Na verdade, a equação completa é E² = (mc²)² + (pc)². A parte final é a que descreve como a massa do objeto muda quando há movimento envolvido. Se até os links e os provérbios podem ser encurtados.
Vídeo:



A ciência funcionando como deve funcionar (1)

04 março, 2022

O Grande Relógio

"As ciências e as artes têm muito a dizer umas às outras."~ Alan Lightman

Sobrecarregado de trabalho e fervilhando de ideias, o jovem Einstein adormece em sua mesa de escritório de patentes, em uma série de noites naquela primavera fértil de 1905, para sonhar com mundos em que cada época funciona de maneira diferente. Cada uma indica uma manifestação particular de nossa ansiedade pelo tempo, aquela ansiedade definidora de nossas vidas - cada uma uma tapeçaria particular de nossas esperanças, medos e outros voos da única realidade que temos e do único lugar que realmente habitamos: o presente. Esse é o predicado do romance esguio e poético de 1992, "Einstein's Dreams" ("Sonhos de Einstein"), do físico Alan Lightman - um livro sobre o tempo e os truques que usamos para suportar nossa transitoriedade.

Ele escreve:
"Muito tempo atrás, antes do Grande Relógio, o tempo era medido por mudanças nos corpos celestes: a lenta varredura das estrelas no céu noturno, o arco do sol e a variação da luz, o aumento e a diminuição da lua, marés, estações. O tempo era medido também pelos batimentos cardíacos, pelos ritmos da sonolência e do sono, pela recorrência da fome, pelos ciclos menstruais das mulheres, pela duração da solidão. Então, em uma pequena cidade na Itália, o primeiro relógio mecânico foi construído. As pessoas ficaram fascinadas. Mais tarde, eles ficaram horrorizados. Aqui estava uma invenção humana que quantificou a passagem do tempo, que estabeleceu régua e compasso para a extensão do desejo, que mediu exatamente os momentos de uma vida. Era mágico, era insuportável, estava fora da lei natural. No entanto, o relógio não pode ser ignorado. Teria que ser adorado. O inventor foi persuadido a construir o Grande Relógio. Posteriormente, ele foi morto e todos os outros relógios foram destruídos. Então as peregrinações começaram."
Einstein's-dreams do físico Alan Lightman, The Marginalian
Science and art merge in 'Einstein's Dreams' (imagem)

10 setembro, 2021

Marco histórico

Esta casa em estilo chalé fica na rua Mercer 112, em Princeton, New Jersey. 
Embora não apresente nenhum marcador externo de sua importância, é um National Historic Landmark (Marco Histórico Nacional) dos Estados Unidos.
Foi o lar de três ganhadores do Nobel: Albert Einstein, que viveu lá de 1935 a 1955; o físico Frank Wilczek, entre 1989 e 2001; e o economista Eric Maskin, até 2012.
Via FC

22 março, 2021

O mito da estupidez juvenil de Einstein

No final do século 20, a revista Time escolheu Albert Einstein como "Homem do Século". Albert Einstein, nascido na cidade de Ulm, Alemanha, em 14 de março de 1879, é realmente conhecido como um dos cientistas mais geniais de sua época. Einstein ganhou muitos prêmios por seu trabalho científico, incluindo o Prêmio Nobel de Física de 1921.
Por outro lado, muitos acreditam que Einstein era um garoto estúpido na escola. Em qualquer artigo que lista todos os idiotas que tiveram sucesso, é quase certo que o nome de Einstein esteja incluído. Para não esquecer: os motivadores em seus seminários motivacionais também costumam alegar que Einstein era um aluno retardado.
Na verdade, Einstein não era nada disso, pelo contrário, era conhecido como um aluno inteligente e talentoso, principalmente nas áreas da Matemática e da Física.
Um ano depois de seu nascimento, os pais de Einstein decidiram se mudar da cidade de Ulm para Munique, na Alemanha. Aos 7 anos, Einstein começou a estudar. Na idade de 9, ele entrou no Luitpold-Gymnasium. Aos 12 anos começou a estudar cálculo, o que é bastante incomum porque, em geral, as crianças na Alemanha começam a aprender cálculo aos 15 anos. Einstein se interessou muito por ciências exatas, principalmente Física e Matemática e sempre tirou boas notas nas duas disciplinas.
Como o sistema educacional alemão do século 19 era muito rígido e estrito, ele quase nunca teve a oportunidade de desenvolver qualquer um de seus outros talentos em campos não exatos (como história, línguas, música, geografia etc.).
Em 1895, Einstein fez o exame de admissão na prestigiosa Swiss Federal Polytechnic, em Zurique, Suíça. Einstein tinha 16 anos na época, dois anos mais jovem do que a idade média dos outros examinandos. Einstein tirou notas muito boas nos exames de Matemática e Física, mas foi reprovado nas áreas não exatas, principalmente em francês, por isso não foi aceito na escola. 
Depois de ser reprovado no exame, a conselho da direção da Politécnica Federal, Einstein continuou seus estudos na Escola Cantonal Aargau, em Aarau, Suíça. Nesta escola, Einstein foi estudioso e também tirou boas notas. E, no ano seguinte, ele tentou novamente o vestibular da Escola Politécnica Federal, e dessa vez foi aprovado.
O mito de que ele era estúpido inicia-se provavelmente nessa reprovação de Einstein nos exames de admissão na Politécnica Federal, o que na verdade não é algo fora do comum (aqueles de vocês que foram reprovados no exame de um ITA no primeiro ano e só foram aprovados no ano seguinte podem entender o que quero dizer).
Mas, o mais importante para o surgimento desse mito foi causado por diferenças no sistema de notas que se aplica às escolas na Alemanha e na Suíça. Em ambos os países, as pontuações dos alunos são medidas nos números de 1 a 6, mas na ordem inversa. Na Alemanha, a pontuação 1 é a pontuação mais alta (excelente) e a pontuação 6 é a pontuação mais baixa. Enquanto isso, na Suíça, por outro lado, o valor de 1 é o valor mais baixo e o valor de 6 é o mais alto.
E o boletim final das notas de Albert Einstein na Escola Cantonal (imagem) mostra que ele pontua principalmente em torno dos 5 e 6 pontos, que é uma pontuação alta. Se você olhar para o padrão de valores usados ​​na Alemanha (porque Albert Einstein era alemão), não é surpreendente que ele foi considerado um fracasso, porque na Alemanha, o 6 é o valor mais baixo.

04 março, 2021

Autodepreciação

A educação matemática do jovem físico [Albert Einstein] não era muito sólida, o que estou em uma boa posição para avaliar, pois ele a obteve de mim em Zurique, há algum tempo.
~ Hermann Minkowski

O GATO E A BARATA
A baratinha velha subiu pelo pé do copo quase cheio de vinho, que tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância, que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este.
Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, no alto do copo.
– Gatinho, meu gatinho – pediu ela –, me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
– Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
– Me saaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.
O gato virou o copo com uma patada, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada.
– Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixava eu comer você inteira.
– Ah, ah, ah! – ria então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
Moral da História:
Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.
Millôr Fernandes

18 novembro, 2020

Gênio Real

E aqui está uma foto de Albert Einstein nos degraus de sua casa em Princeton, usando chinelos felpudos. Claramente a inspiração para os chinelos de Val Kilmer em Real Genius.
Foto http://boingboing.net/2012/08/16/einsteins-slippers.html

Quando um grupo de gênios loucos da faculdade une suas cabeças quase tudo pode acontecer. Dê uma olhada em quantas travessuras um grupo de QI alto pode inventar. Chris (Val Kilmer) é o cérebro superior que só quer festejar, Mitch (Gabe Jarret) é um garoto de 16 anos e Lazlo (Jonathan Gries), o cérebro número um dos Estados Unidos que literalmente vive em um mundo próprio ... o armário do Chris. Supostamente trabalhando duro em um projeto de laboratório, eles ainda encontram tempo para transformar o dormitório em uma pista de patinação no gelo, desmontar o carro de um nerd e montá-lo em seu quarto, e dar uma festa de praia no auditório da escola. Um dia, esses gênios descobrem que seu inescrupuloso mentor, Prof. Hathaway (William Atherton), os fez trabalhar em uma arma secreta para os militares, então planejam uma vingança. O plano deles culmina com um esquema incrível que supera os militares e convence o professor de que não vale a pena brincar com um Gênio Real!

Slideshow ÁLBUM EINSTEIN

16 maio, 2020

A história por trás da mais conhecida imagem de Einstein


Esta fotografia, que se tornou uma das mais famosas de Albert Einstein, foi tirada em 14 de março de 1951, enquanto o físico ganhador do Prêmio Nobel estava saindo de um evento em homenagem a seu aniversário de 72 anos em Princeton, Nova Jersey. Alguns repórteres seguiram Einstein na saída, tentando tirar uma boa foto. Artur Sasse, o homem por trás da famosa imagem, esperou até a maioria deles se dispersar, depois caminhou até o carro esperando o cientista e sua equipe e disse: "Sim, professor, sorria para sua foto de aniversário, Ya?". Em vez de sorrir, Einstein estendeu a língua. Ele não achava que Sasse seria rápido o suficiente para capturar o momento.
Alguns dos editores relutaram em publicar a foto, mas ela acabou sendo aprovada e passou a fazer história. Einstein já tinha reputação de ser um pouco bizarro, e a imagem divertida estabeleceu ainda mais na opinião pública como um professor aloprado e encantador. O próprio Einstein gostou tanto da imagem que solicitou à UPI que lhe enviasse 9 cópias para uso pessoal, uma das quais assinou para um repórter. Em 2009, a cópia original assinada foi vendida em leilão por US $ 74.324.

TudoPorEmail

Ver também: Einstones

29 maio, 2019

Centenário do Eclipse de Sobral

"O mundo moderno começou em 29 de maio de 1919, quando fotografias de um eclipse solar, tiradas na Ilha do Príncipe, na África Ocidental, e em Sobral, no Brasil, confirmaram a veracidade da nova teoria do universo." (Paul Johnson, historiador inglês, autor do livro "Modern Times: The World from the Twenties to the Nineties").
A cidade entrou para o cenário mundial como palco da descoberta mais importante da Física: a Teoria da Relatividade. Um marco que se estendeu para todas as áreas do conhecimento. O absolutismo de Newton deu lugar ao relativismo de Einstein.
Anunciada em 1905, a Teoria da Relatividade de Albert Einstein afirmava que a massa dos corpos deforma o espaço próximo a eles, de modo que um raio luminoso é desviado pela deformação. Esta "curvatura da luz" só poderia ser observada através de um eclipse total do Sol, ou seja, quando a lua fica entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra em parte da Terra. Com o eclipse, a luz ofuscante do Sol desaparece e se pode ver o brilho das estrelas próximas.
Para confirmar a "curvatura da luz", e consequentemente, comprovar a Teoria da Relatividade, algumas expedições científicas foram organizadas. Seguindo as previsões de eclipses, os cientistas rumaram para locais específicos. Mas suas tentativas foram frustadas. Uma expedição alemã de 1914, por exemplo, foi impedida por questões políticas. O mau tempo atrapalhou outra, de origem argentina, criada em 1916.
Para o dia 29 de maio de 1919, houve a previsão de um novo eclipse. Os estudiosos realizaram uma busca por locais que oferecessem as melhores condições geográficas para se observar o fenômeno. A cidade de Sobral, no Ceará, e a Ilha do Príncipe, na costa ocidental da África, eram os lugares ideais. Duas expedições foram enviadas. Aquela destinada à Sobral era composta por cientistas norte-americanos, brasileiros e ingleses do Observatório de Greenwich.
As experiências na Ilha do Príncipe não foram muito bem sucedidas. Houve uma tempestade. Nuvens ficaram à frente dos astros. As de Sobral, no entanto, puderam ser consideradas um sucesso.
O método de observação era simples. No momento em que a Lua cobriu o Sol, várias chapas fotográficas, de câmeras acopladas a telescópios, foram tiradas em sucessão, para registrar a posição das estrelas que estivessem visualmente próximas da coroa solar. Depois, estas fotos foram comparadas a chapas parecidas, tiradas três meses depois, durante a noite. A conclusão foi a de que Einstein estava certo. A luz faz realmente uma curvatura.
O dia que virou noite
Sobral viveu em 29 de maio de 1919 um de seus mais peculiares dias. No início daquela manhã, a população foi às ruas. Os sobralenses misturaram-se a vizinhos de outras localidades para conferir o anunciado fenômeno que tomaria conta dos céus. Para uns, o "fim do mundo". Para outros, "um milagre". Os mais esclarecidos sabiam que se tratava de um eclipse total do Sol.
Os sobralenses espantaram-se com os visitantes estrangeiros, que utilizavam toda a sua parafernália de equipamentos, instalados em plena praça, na frente da Igreja do Patrocínio. Os cientistas estavam extremamente ansiosos pois o dia amanhecera nublado. Mas as nuvens, que pareciam tentar esconder o eclipse, logo se afastaram.
No ápice do fenômeno, às oito horas e 56 segundos, o dia escureceu. Confusos, os galos cantaram como se fosse noite. Nos rostos da população, a estampa do medo. Ouvia-se a cacofonia de vozes assustadas, murmurando preces tão desesperadas que nem sempre podiam ser compreendidas. As orações misturavam-se ao estalar de pernas na correria em direção à proteção da Igreja.
No entanto, as faces dos cientistas expressavam sorrisos admirados e satisfeitos. A visão da coroa solar, por si só, já os deslumbrava. E as estrelas, sempre ofuscadas pelo Sol, puderam ser vistas e fotografadas. O eclipse durou cinco minutos e 28 segundos. O dia clareou. Os galos se calaram. A Teoria da Relatividade estava comprovada. Existia uma nova teoria do Universo.
Há um século, portanto.
http://www.fisica.net/relatividade/o-eclipse-de-1919.php
http://centenarioeclipse.sobral.ce.gov.br
Em 1999, em comemoração aos 80 anos do fenômeno que ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade, a Prefeitura Municipal de Sobral criou o Museu do Eclipse (foto). Situado no local em que a expedição científica realizou suas observações astronômicas, sua arquitetura arrojada, com projeto do sobralense Antenor Coelho, tem a forma de duas meias luas. Elas ficam parcialmente no subsolo, não agredindo o projeto urbanístico da praça. Em sua exposição permanente, o Museu exibe painéis com mapas e fotos de Sobral (na época do eclipse), dos integrantes da expedição e dos instrumentos por eles utilizados. Uma luneta que pertenceu a Henrique Morize, o astrônomo que chefiou a comitiva brasileira de 1919 em Sobral e diretor do Observatório Nacional na época, também está no museu, além de jornais de novembro do mesmo ano, com os resultados das observações do eclipse em que se comprovou a teoria de Einstein.

01 abril, 2019

Ajustes na equação de Einstein

Em 1960, o New York Times comentou uma reportagem da Associated Press sobre uma igreja católica perto de Colônia, na Alemanha, que decidiu dar um toque moderno ao novo sino da igreja. Então, eles solicitaram que a famosa equação de Einstein fosse gravada no sino.
Infelizmente, alguém errou ao gravar a equação, substituindo o C pelo R.
Quando a história foi publicada no NYT, outro ajuste na famosa equação do Professor ocorreu.
Leia você.

09 fevereiro, 2019

Fonte Einstein


Ulm, na Alemanha, erigiu monumentos em homenagem a seu filho mais famoso, Albert Einstein, que nasceu na cidade em 1879. Mas nenhum é tão bizarro quanto essa fonte. Um foguete dispara água ao fundo, formando a base da fonte. É coroado por uma grande concha de caracol coberta pelo que parece ser um mapa cósmico e terrestre. A cabeça de Einstein sai da concha, de olhos arregalados e, como era do estilo do cientista, mostrando a língua.

26 dezembro, 2018

O planeta que não era

Vulcano, nome dado ao planeta hipotético, é o deus romano do fogo.
Crédito: Wellcome Images
Apesar de até ter recebido um nome - Vulcano -, o "planeta escondido" permaneceu sendo um dos mais desconcertantes fenômenos do Sistema Solar. Procurado por 56 anos, tornou-se um planeta hipotético, até que o físico alemão Albert Einstein o "expulsou do céu" com sua Teoria da Relatividade.
"É um planeta, ou se preferir, um grupo de planetas menores que circulam na proximidade da órbita de Mercúrio", propôs em 1859 Urbain Joseph Le Verrier, o mais famoso astrônomo do mundo à época e diretor do Observatório de Paris. Ele dizia que só um planeta "seria capaz de produzir a perturbação anômala sentida por Mercúrio".
Foi a sólida reputação de Le Verrier que deu peso à hipótese sobre a existência de Vulcano. Treze anos antes de indicar a existência de Vulcano, La Verrier já havia apresentado à academia francesa a proposta de que um planeta perturbava a órbita de Urano. Ele apontou para sua existência através de cálculos matemáticos.
Assim como Mercúrio, Urano também mostrava uma pequena discrepância em sua órbita que não podia ser explicada pela força da gravidade dos outros planetas e do Sol. No entanto, a partir da lei da gravitação universal - formulada por Isaac Newton em 1687 - e supondo a presença e o movimento de um corpo celestial mais distante do que Urano, Le Verrier conseguiu não só descobrir um novo planeta como também se consagrou na posição de "astro" da ciência.
Mercúrio nunca estava onde indicavam as projeções, baseadas nos conhecimentos da época. A solução para o enigma deveria ser, como aconteceu no caso de Urano, a presença de um outro planeta, no caso, Vulcano. Só faltava encontrá-lo para provar sua existência.
Vulcano parecia ser um dos últimos enigmas do Sistema Solar e tornou-se um dos corpos celestes mais procurados da astronomia. Ao longo dos anos, astrônomos - profissionais e amadores - anunciaram ter avistado Vulcano. Mas a existência do planeta foi confirmada e negada várias vezes. A mídia divulgou a notícia de sua presença mais de uma vez e a especulação persistiu até o século 20.
Mais precisamente até novembro de 1915.
Pouco antes de apresentar a teoria, Einstein usou-a para explicar a discrepância na órbita de Mercúrio. Einstein não só disse: "Meus cálculos são melhores". Ele disse: "Precisam mudar completamente a ideia que têm das características da realidade".
O cerne da Teoria da Relatividade de Einstein é que o espaço e o tempo não são estáticos. Para justificar quão peculiar é a órbita de Mercúrio, Einstein argumentou que um objeto maciço, no caso o Sol, foi capaz de dobrar o espaço e o tempo e ainda alterar o caminho da luz, de modo que um raio, ao passar próximo ao Sol, viajaria por um caminho curvo. Com seus cálculos, Einstein demonstrou que a relatividade geral predizia a diferença observada no periélio mercuriano.
Negar a existência de Vulcano foi central para Einstein, porque mostrou que essa ideia estranha e radicalmente nova, a de que espaço e tempo fluem é realmente o caminho certo para ver o Universo. Mercúrio, de acordo com a teoria de Einstein, não estava tendo a órbita alterada por nenhum outro objeto. Simplesmente, ele se moveu por um espaço-tempo distorcido.
Assim, "Vulcano foi expulso do céu astronômico para sempre", escreveu o autor Isaac Asimov em seu ensaio científico "O Planeta Que Não Era", de 1975.

Extraído de:  https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-41304844, BBC Brasil

14 novembro, 2018

A carta em que Einstein prevê os tempos obscuros do nazismo

"Aqui estão sendo gestados tempos obscuros, econômica e politicamente, por isso estou contente de poder ficar longe de tudo isso durante um semestre."
Foi esse o relato do físico Albert Einstein para sua irmã mais nova, Maja, em uma carta escrita em 1922, apenas dois anos depois da fundação do partido nazista. O documento acaba de se tornar público.
Na mensagem, o físico previa o terror que se avizinhava da Alemanha. Seu amigo Walther Rathenau, de origem judia e então ministro de Assuntos Exteriores alemão, havia sido assassinado pouco tempo antes por alemães antissemitas. O próprio Einstein havia sido advertido pela polícia de que sua vida corria perigo.
O cientista se viu, então, obrigado a sair de Berlim. Acabou se mudando para Kiel, no norte da Alemanha - onde, acredita-se, teria escrito a carta para a irmã.
Na mensagem, o físico ainda escreveu sobre o perigoso caminho que a Alemanha estava seguindo. Naquela altura, já estavam plantadas as sementes do antissemitismo como política de Estado. "Estou muito bem, apesar de haver antissemitas entre meus colegas alemães", disse para Maja.
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-46187774
https://www.dn.pt/mundo/interior/carta-de-einstein-sobre-antissemitismo-alemao-vendida-por-mais-de-28-mil-euros-10174891.html


A carta manuscrita foi leiloada por 28 mil euros (32 mil dólares) na última terça-feira, 13, em Jerusalém. O que há de especial nela é que Einstein realmente previu - ele percebeu com 10 anos de antecedência - o que aconteceria na Alemanha. Isso torna esta carta particularmente significativa.

01 novembro, 2018

Besso, um cientista amigo de Einstein

Michele Angelo Besso (Riesbach, 25 de maio de 1873 - Genebra, 15 de março de 1955) foi um engenheiro suíço/italiano.
Angelo Besso nasceu em Riesbach de uma família de ascendência judaica italiana (sefardita). Ele foi um amigo próximo de Albert Einstein durante seus anos no Instituto Politécnico Federal em Zurique  (hoje o ETH Zurique), e depois no escritório de patentes em Berna, onde Einstein o ajudou a conseguir um emprego. Besso é creditado com a introdução de Einstein para os trabalhos de Ernst Mach, o crítico cético da física que influenciou a abordagem de Einstein à disciplina. Einstein chamou Besso de "a melhor caixa de ressonância da Europa" para as idéias científicas.
No artigo original de Einstein sobre a Relatividade Especial, ele terminou o artigo afirmando:
"Concluindo, gostaria de dizer que, ao trabalhar com o problema aqui tratado, tive a leal assistência de meu amigo e colega M. Besso, e que estou em dívida com ele por várias sugestões valiosas."
Besso morreu em Genebra, aos 81 anos. Em uma carta de condolências à família Besso, Albert Einstein escreveu:
"Agora ele partiu para esse mundo estranho um pouco à minha frente. Isso não significa nada. Pessoas como nós, que acreditam na física, sabem que a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente." 
Einstein morreu trinta e três dias depois de seu amigo, em 18 de abril de 1955.

Web TV Culture: Einstein et Besso, deux génies au service de la science (vídeo 2;50)

31 março, 2018

Segunda geração

por Jaime Nogueira
Muito interessante o caprichoso gingado (ou caminho de bêbado?) dos cursos d'água em solos sedimentares. Define muito bem aquilo que tanto xingavam os barqueiros do Rio Pindaré (*) em seu curso S-N, referindo-se à chatice de "navegar numa porcaria de um rio que não anda" (sic). A sedimentologia fluvial moderna teve uma contribuição enorme de Hans Albert Einstein, o segundo filho do físico Albert Einstein e da matemática Mileva Marić.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Albert_Einstein
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mileva_Mari%C4%87
Sobre o relacionamento com o pai, Albert Einstein, Hans declarou ao New York Times, em 1973: "Provavelmente o único projeto do qual ele desistiu fui eu. Ele tentou me dar conselhos, mas logo descobriu que eu era cabeça-dura demais e que ele estava apenas perdendo tempo." Um dos conselhos do pai foi para que ele desistisse de estudar os fenômenos de transporte sólido nos rios e se dedicasse à física quântica, "pois este era assunto menos complicado do que a sedimentologia dos rios".
Alguns hidráulicos brasileiros trabalharam com modelos físicos de sedimentologia em Laboratórios de Hidráulica Fluvial, entre os quais Díocles Rondon, Jorge Paes Rios e Alfredo Ribeiro da Costa.

(*) O rio Pindaré, um dos mais importantes rios do estado do Maranhão, está seriamente assoreado e com suas margens destruídas, em consequência do desenfreado desmatamento que, aos poucos vai destruindo a grande Amazônia Brasileira. Em suas margens estão as cidades de Açailândia, Bom Jesus das Selvas (servindo de divisa entre os mesmos), Alto Alegre do Pindaré, Santa Inês, Pindaré Mirim, Bom Jardim, Monção e dezenas de povoados. A Estrada de Ferro Carajás, acompanha seu percurso desde as proximidades da cidade de Bom Jesus das Selvas, até a cidade de Santa Inês, em um trecho de mais de 200 km.



O serpentear dos rios
Corrigendum: onde se lê Albert Einstein, leia-se Hans Albert Einstein.

04 março, 2018

Freud e o trauma do Nobel

por Gaël BRANCHEREAU, YAHOO!
AFP, 1º de outubro de 2017 - O Nobel não só ignorou Sigmund Freud, como o comitê que atribui o prestigioso prêmio deixou para a posteridade comentários devastadores sobre o pai da psicanálise.
Sua candidatura ao Nobel de Medicina ou Fisiologia foi apresentada em 1915 pelo neurologista americano William Alanson White. Freud (1856-1939) foi candidato no total 12 vezes, apresentado por diferentes personalidades até 1938, um ano antes de sua morte no exílio londrino.
Freud também foi candidato ao Nobel de Literatura.
Em 1937, nada menos que 14 cientistas - vários deles premiados com o Nobel - apadrinharam o médico vienense que não hesitava em se comparar a Copérnico e Darwin. Em vão.
Rapidamente, Freud "compreendeu que não podia alcançar um Nobel científico. A psicanálise não podia ser considerada uma ciência já naquela época. E isso o magoou", explica Elisabeth Roudinesco, autora de "Sigmund Freud na sua época e em nosso tempo".
Em 1929, o professor Henry Marcus, do Instituto Karolinska - que atribui o Nobel de Medicina -, resume cruelmente a desconfiança do mundo científico com as teorias freudianas.
"Toda a teoria psicanalítica de Freud, tal como a conhecemos, constitui uma hipótese", segundo a qual a neurose é consequência de um trauma sexual infantil, algo que não pôde ser demonstrado ainda em casos em que este trauma realmente existe", escreve Marcus em um documento recuperado em 2006 pelo universitário sueco Nils Wiklund. As deliberações dos comitês Nobel se mantiveram em sigilo durante meio século.
Elisabeth Roudinesco admite: "Seus críticos têm razão sobre o complexo de Édipo porque o transformou em dogma", mas descartar o conjunto da reflexão freudiana é um erro.
Antes de Freud, "todos os psiquiatras consideravam a mulher histérica como uma louca, o menino que se masturbava como um perverso e o homossexual como um degenerado", lembra a historiadora.
- Estilo muito bom -
Diante da indiferença dos comitês Nobel científicos, a princesa Marie Bonaparte, sua amiga e tradutora ao francês, mobiliza apoios para fazer atribuir o prêmio de Literatura ao então septuagenário, que sofre desde 1919 de um câncer de mandíbula.
Nobel de Literatura em 1916 (já que em 1915 ficou sem ganhador), foi o escritor francês Romain Rolland que solicitou a máxima recompensa dos poetas e romancistas para quem nunca publicou uma única linha de ficção em sua vida.
Em 20 de janeiro de 1936, o autor do romance "Jean-Christophe" escreve à Academia sueca para propor o nome de Sigmund Freud, com quem havia se correspondido.
Nesta carta, à qual a AFP teve acesso, o escritor propõe contrabalançar as reticências dos acadêmicos suecos: "Sei que à primeira vista o ilustre sábio pareceria estar destinado mais especialmente a um prêmio de medicina".
Em seguida, se entusiasma: "seus grandes trabalhos (...) abriram uma nova via à análise da vida emocional e intelectual, e há 30 anos a literatura recebeu sua profunda influência".
Rolland omitiria ressaltar que o amigo havia recebido em 1930 o prestigioso prêmio Goethe.
Hallström, secretário perpétuo da Academia sueca da época, reconheceu "a perspicácia, a fluidez e a clareza dialética" de Freud.
"Seu estilo literário também é indiscutivelmente bom", prosseguiu, antes de acrescentar uma nuance devastadora: "Salvo, talvez, 'A interpretação dos sonhos', obra sobre a qual está baseada toda a sua doutrina". Freud, conclui, "não merece os louros do poeta, embora como cientista tenha feito muita poesia".
Fim da discussão.
- Einstein, seu maior inimigo -
Oitenta anos depois, o diretor administrativo da Academia tenta aparar as arestas: "a concorrência era muito forte" naquele ano de 1936 que viu a consagração do dramaturgo americano Eugene O'Neill, lembra Odd Zsiedrich.
Ao contrário de Freud, com quem publicou "Por que a guerra?", em 1933, Albert Einstein (1879-1955) inscreveu seu nome na página de glórias do Nobel, atribuídos pela primeira vez em 1901. Proposto em 11 oportunidades, levou o prêmio de física em 1921.
Em 1928, Einstein se negou a apoiar a candidatura de Freud ao prêmio de medicina. Será que o médico vienense soube disso algum dia?
"Sou incapaz de formar uma opinião de fundo sobre as teorias freudianas e menos ainda a emitir um juízo autorizado", destacou Einstein naquela época.
Em 1939, após ler "O homem Moisés e a religião monoteísta", a última publicação de Freud, o pai da teoria da relatividade geral lhe fez um elogio bastante ambíguo: "admiro especialmente essa obra, assim como todas as outras", antes de acrescentar: "de um ponto de vista literário".