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12 fevereiro, 2020

O mistério do número 6174


Este número parece a princípio não ter nada de especial, mas ele intriga matemáticos e entusiastas da teoria dos números, desde 1949. Por quê?
É conhecido como a Constante Kaprekar, batizada em homenagem àquele que descobriu a misteriosa beleza do número 6174 e a apresentou na Conferência Matemática de Madras em 1949, o matemático Dattatreya Ramchandra Kaprekar (1905-1986), um viciado confesso na teoria dos números.
"Um bêbado quer continuar bebendo vinho para se manter naquele estado agradável. O mesmo vale para mim quando se trata de números", ele costumava dizer.
Kaprekar era um professor de uma pequeno povoado indiano e era frequentemente convidado a falar em outras escolas sobre seus métodos únicos e observações numéricas fascinantes. No entanto, vários matemáticos indianos riam de suas ideias, chamando-as de triviais.
Demonstração
Escolher um número de quatro algarismos em que nenhum esteja repetido. Por exemplo, o número 8523.
A seguir, reordenar os quatro algarismos para se obter o maior e o menor número possíveis.
Subtrair um do outro. No caso: 8532 - 2358 = 6174
Sempre se chega a 6174. Se não for na primeira conta, chega-se em sete vezes no máximo (em três, na média).
Talvez sejam: é fato que, apesar de a Constante de Kaprekar ser surpreendente e nos levar a suspeitar por trás dela esteja um grande teorema, pelo menos até agora nunca revelou nada.
Mas nem tudo tem que ser útil para ser divertido e interessante. Kaprekar se tornou conhecido dentro e fora da Índia, porque muitos outros matemáticos acharam suas ideias intrigantes. E, como ele, continuaram brincando com os números.
Yutaka Nishiyama, da Universidade de Economia de Osaka, no Japão, por exemplo, que usou um computador para ver se havia um número limitado de etapas para alcançar 6174. Ele estabeleceu assim que o número máximo de passos é 7, ou seja, se você não alcançar 6174 após usar a operação sete vezes, você terá cometido um erro nos seus cálculos e deverá tentar novamente.
(https://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades)
A Constante de Kaprekar e Testando a Constante

18 março, 2018

Um mistério nas revistas médicas

Por que há tão poucos artigos em revistas médicas sobre ferimentos causados por cancelas de estacionamento?
Tais ferimentos - que acontecem quando uma cancela de estacionamento encontra um corpo humano - são considerados bastante frequentes. No entanto, o PubMed, um banco de dados preeminente de estudos médicos, quase não inclui trabalhos científicos relacionados com estes acidentes. Por quê? Temos sido negligentes com eles? Ou, então, suas lesões são tão simples de serem tratadas que nenhum profissional médico julga que valha a pena escrever?
Este vídeo mostra um destes (muitos, ao que se presume) acidentes:



O mistério de por que há tão poucos artigos nas revistas médicas se estende, também, à questão das lesões sofridas quando um motorista de automóvel tem uma relação fisicamente infeliz com uma máquina de coleta automática de bilhetes de estacionamento.

http://www.improbable.com/2017/05/03/medical-journals-mystery-what-about-those-parking-gate-injuries/

Ver também: Na batuta

05 agosto, 2016

Sidney Paget, o ilustrador de Sherlock Holmes

Sidney Edward Paget (1860 — 1908) foi um ilustrador britânico da era vitoriana que fez muitos trabalhos para a revista The Strand Magazine.
É conhecido como o criador das mais populares ilustrações de Sherlock Holmes. Ele foi inadvertidamente contratado para ilustrar "As Aventuras de Sherlock Holmes", uma série de doze contos publicados entre 1891 e 1892, quando os editores acidentalmente mandaram-lhe um contrato de trabalho, ao invés de mandar a seu irmão Walter que também era ilustrador.
Em tons predominantemente escuros para refletir o espírito lúgubre dos textos, as ilustrações de Paget influenciaram os filmes estadunidenses de detetives, o cinema noir e, com certeza, todo e cada filme com Sherlock Holmes.
Ele publicou cerca de 356 ilustrações das séries e, depois de sua morte, outros ilustradores descobriram que tinham que copiar o estilo de Paget quando desenhavam Sherlock Holmes.
Sidney Paget fez de Sherlock Holmes o que John Tenniel fez de Alice de Lewis Carroll: definiu a aparência de um personagem realmente bom e original.
Um conjunto das revistas The Strand com as histórias ilustradas de Sherlock Holmes é um dos itens mais raros e caros na história das publicações para seus colecionadores. Um original de Paget, de Holmes e Moriarty em "Mortal Combat at the Edge of the Reichenbach Falls", por exemplo, foi vendido em 2004 por 220.800 dólares.

Uma das ilustrações criadas por Sidney Paget para The Adventure of the Speckled Band, um conto policial de Sir Arthur Conan Doyle protagonizado por Sherlock Holmes e Dr. Watson, publicado pela primeira vez na Strand Magazine, em fevereiro de 1892, com 9 ilustrações de Sidney Paget.

11 março, 2016

A víbora de Russell

No artigo "How Snakes Move", na revista Scientific American de 1970, Carl Gans aponta um disparate em um dos contos policiais de Sir Arthur Conan Doyle protagonizado por Sherlock Holmes e Dr. Watson.
No conto The Adventure of the Speckled Band, Sherlock Holmes resolve um mistério de assassinato, mostrando que a vítima fora morta por uma cobra venenosa (Daboia russelii) que subira pela corda de um sino. O que Holmes não sabia era que a víbora de Russell não é uma cobra constrictora. Essa cobra, portanto, seria incapaz de realizar "movimentos de concertina" e não poderia ter escalado a corda. Ou, se a cobra atingiu sua vítima de alguma outra forma, o caso continua em aberto.
Isso é, de fato, desconcertante. Se não é pelo fato que víboras podem subir cordas, então como é que Holmes resolveu o caso? Se as víboras podem subir cordas no mundo de Holmes, mas não no nosso, então como podemos seguir o seu raciocínio em outros assuntos? Que outros recursos do mundo de Holmes  são diferentes do nosso?
Uma saída: "a história não diz que Holmes estava certo de que a cobra subiu pela corda", observa o filósofo David Lewis. Por isso, talvez a cobra chegou a sua vítima de alguma outra maneira, e Holmes então estava simplesmente errado.
David Lewis, "Truth in Fiction", American Philosophical Quarterly, janeiro de 1978

22 agosto, 2014

O Rohonc Codex


A história registrada do Rohonc Codex remonta a 1838, quando o Conde Gusztáv Batthyány doou o livro, como parte de sua biblioteca, para a Academia de Ciências da Hungria. O idioma em que foi escrito tem uma semelhança passageira com o velho húngaro (*) e com alguma língua diferente, tudo junto. Tal como o Manuscrito Voynich, ninguém até hoje decifrou com êxito o seu texto. Popularmente, acredita-se que a obra tenha sido uma fraude perpetrada pelo falsificador e nacionalista húngaro Sámuel Literáti Nemes, mas mesmo essa ardilosa autoria, de uma maneira ou de outra, nunca foi confirmada.

15 Weird and Mysterious Books, Business Pundit

(*) Na volta de um congresso de autores anônimos, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade título do romance, o que desencadeia uma série de eventos que constituem o centro da trama: casado com a apresentadora de telejornais Vanda, Costa conhece Kriska na Hungria, que o apelida de Zsoze Kósta e com quem aprende húngaro - segundo o narrador, "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita". Entre as diversas idas e vindas entre Budapeste e o Rio de Janeiro, a trama se alterna entre o seu enfeitiçamento pela língua húngara e o seu fascínio em ver seus escritos publicados por outros, bem como o seu envolvimento amoroso com Vanda e Kriska. (Do enredo do romance "Budapeste", de Chico Buarque.)

24 novembro, 2013

Foto mistério

Ela está sendo arrastada pelos cabelos (no melhor estilo mulher das cavernas) para o quarto. Mas ainda tenta uma cartada final com a ajuda do telefone.


- ATENDA ESTE TELEFONEMA DO PAPAI. ELE QUER LHE FALAR DO RIFLE NOVO QUE COMPROU.

28 outubro, 2011

O carro sem placas de Steve Jobs

Enfim, o mistério resolvido
Muito já se especulou sobre a tal Mercedes prata de Steve Jobs que circulava pelas ruas de Palo Alto sem placas - quase uma espécie de lenda urbana. Será que ele pagava multa toda vez que era pego pela polícia? Teria ele uma permissão especial? Nada disso. Na verdade, não estamos falando de um carro, e sim de vários. Segundo Jon Callas, ex-funcionário da Apple, Steve descobriu que a legislação da Califórnia permitia que um carro novo circulasse sem placas durante 6 meses. Então, o que ele fazia? A cada 6 meses, trocava sua Mercedes por outra idêntica. Meio ano depois, trocava de novo, e assim sucessivamente.
The Next Web, via Blue Bus.

01 fevereiro, 2010

O mistério da seta


Você sabe o que faz a seta se mover na tela do computador quando o mouse é manuseado?
Esse mistério, que só aparentemente é tecnológico, está agora desvendado. Graças à poderosa lente de aumento do 1-click Award, o site responsável pela revelação da verdadeira natureza do fenômeno.
Pode levar algum tempo para a página do site ser carregada, mas a espera vale a pena. E o melhor é o que acontece com a seta quando você clica no mouse.

Itapiúna - CE