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14 abril, 2026

O navio porta-drones

É um tipo de navio, seja civil ou militar, concebido para servir de base móvel para operar, principalmente, veículos não tripulados, podendo estes serem aquáticos, subaquáticos e aéreos.
Em termos práticos, provavelmente nenhuma marinha iria arriscar avançar o NRP D. Joao II sozinho – particularmente porque este, que se saiba, não costuma ter um sistema de defesa instalado. Contudo, não deixa de ser revolucionário ao permitir operações múltiplas, a partir de um único navio, sendo a maior valia a sua utilização em conflitos de baixa e média intensidade.
Porta-drones atuais
  • China: O Zhu Hai Yun, desde 2022. Realiza pesquisas oceanográficas e de economia marinha.
  • Turquia: A Marinha Turca opera, desde 2023, o TCG Anadolu, um navio de assalto anfíbio. Este é considerado o primeiro da categoria (Plataforma Naval Multifuncional) para fins militares.
  • Portugal: a Marinha Portuguesa prevê, para o segundo semestre de 2026, a entrega do NRP D. João II pelo estaleiro Damen (Romênia). Será capaz de operar drones aéreos, aquáticos e subaquáticos, e ainda helicópteros médios e pesados.
  • Irã: tenta a construção do seu porta-dones Shahid Bagheri.

19 maio, 2025

Fedor a bordo

Os marujos navegavam há meses, não tomavam banho nem trocavam de roupa, o que não era novidade na Marinha Mercante Britânica.
O navio fedia!
O Capitão chama o Imediato:
– Sr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa!
– Sim, senhor!
E o Imediato reúne os homens, dizendo:
– Marinheiros, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa.
E assim prossegue:
- David troque a camisa com John, John troque a sua com Peter, Peter troque a sua com Alfred, Alfred troque a sua com Jonathan...
Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele volta ao Capitão e diz:
– Senhor, todos já trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda então prosseguir a viagem…

Há uma versão na internet com a Marinha Mercante Portuguesa.

25 outubro, 2023

O trem que viaja de navio

Entre Rødby, na Dinamarca, e Putgarten, na Alemanha, o trem da Eurocity usa a balsa (ferryboat) para atravessar o mar. A travessia dura quarenta e cinco minutos, e este vídeo com os melhores momentos, sete e meio.

16 fevereiro, 2022

Ninho de corvo

Nos antigos navios, o ninho de corvo era simplesmente um barril ou uma cesta amarrada ao mastro mais alto. Acomodava um vigia com o encargo de ver, a olho nu ou com o uso de uma luneta, o que acontecia em alto mar. Mais tarde, passou a ser uma plataforma especialmente projetada com grade de proteção. 
Foi o melhor recurso para esse fim até a invenção do radar.


A tripulação do Titanic poderia ter visto o iceberg, se não fosse por um de seus oficiais. David Blair foi substituído e levou consigo a chave da sala (isto é, do "ninho do corvo") onde ficavam todos os binóculos.

30 julho, 2021

Falsos horizontes


Crédito da fotografia: Davis Morris. Ele captou esta imagem durante um passeio na costa da Cornualha. 
O periódico The Guardian interpretou a imagem do petroleiro como sendo uma "miragem superior", um tipo de ilusão de óptica que se atribui a um fenômeno meteorológico chamado inversão de temperatura.
Mas.
Imagens perfeitas de barcos pairando no céu em geral não são miragens. Miragens distorcem e invertem imagens. Mesmo os efeitos de uma refração não-miragem tampouco criariam esse efeito (visto que elevariam a água e também o navio). 
Usando um simulador de refração para checar a que se deve a imagem acima, Mick West  concluiu que não se trata de uma miragem. É um caso de falso horizonte (vídeo). A superfície da água está apenas assumindo a cor do céu por causa de uma combinação de iluminação, nuvens, a superfície calma da água e um pouco de neblina.

Bônus
"Na verdade, estou escrevendo um conto sobre um fotógrafo que enlouqueceu tentando tirar uma foto em close do horizonte."
― Steven Wright, comediante

26 junho, 2020

O navio de Teseu

A vida de Kepler é um testemunho de como a ciência faz pela realidade o experimento mental de Plutarco conhecido como "o navio de Teseu" faz para o eu.
Na alegoria grega antiga, Teseu - o rei fundador de Atenas - navegou triunfantemente de volta à grande cidade depois de matar o mítico Minotauro em Creta. Por mil anos, seu navio foi mantido no porto de Atenas como um troféu vivo e foi navegado anualmente para Creta para reencenar a viagem vitoriosa. Quando o tempo começou a corroer a embarcação, seus componentes foram substituídos um por um - novas pranchas, remos, velas - até que nenhuma peça original permanecesse. Plutarco pergunta então que era o mesmo navio? Não existe um eu estático e sólido. Ao longo da vida, nossos hábitos, crenças e ideias evoluem além do reconhecimento. Nossos ambientes físicos e sociais mudam. Quase todas as nossas células são substituídas. No entanto, permanecemos, para nós mesmos, "quem" "nós" "somos".
Assim, com a ciência: pouco a pouco, as descobertas reconfiguram nossa compreensão da realidade. Essa realidade nos é revelada apenas em fragmentos. Quanto mais fragmentos percebemos e analisamos, mais realista é o mosaico que fazemos deles. Mas ainda é um mosaico, uma representação - imperfeita e incompleta, por mais bela que seja, e sujeita a uma transfiguração interminável. Três séculos depois de Kepler, Lord Kelvin subiu ao pódio na Associação Britânica de Ciências, em 1900, e declarou: "Não há nada novo a ser descoberto na física agora. Tudo o que resta é uma medição cada vez mais precisa". No mesmo momento, em Zurique, o jovem Albert Einstein está incubando as idéias que convergiriam para sua concepção revolucionária de espaço-tempo, transfigurando irreversivelmente nossa compreensão elementar da realidade.

Extraído do ensaio How Kepler Invented Science Fiction and Defended His Mother in a Witchcraft Trial While Revolutionizing Our Understanding of the Universe, de Maria Popova. Brain Pickings

Relacionado: Mudança e identidade

19 fevereiro, 2020

Calafate

A profissão de calafate era exercida tanto em terra quanto em água. Era, neste último caso, numa definição possível, "um oficial de guarnição de navios antigos de madeira que tinha a seu cargo o casco do navio, o leme, as bombas e o calafeto". Por seu turno, o calafeto, a arte em que se especializavam estes homens, "consistia em tapar as fendas, junturas ou buracos do tabuado dos pavimentos com estopa alcatroada bem calcada e cobri-la com breu a fim de preservar a chapa da umidade da água".

(Brochura da exposição "Calafates e outras profissões ligadas à atividade marítima", 14 de setembro a 23 de novembro de 2019, Galeria Municipal do 11 | Setúbal - Portugal)


Numa visita que fiz ao Memorial Amazônico da Navegação, em Belém, deparei-me com estes versos num dos pôsteres do museu:

Mestre Calafate
(Beka)

Um quarteirão de tabaco
Quartilho e meio de gás
Duzentas gramas de massa
Alvaiade de água raz

Rema Mestre Calafate
Pro porto que Deus te deu
Carece chegar em tempo
Que o tempo vai virar breu

A íntegra da letra da canção com Beka e o Grupo Ver-O-Peso:


09 janeiro, 2020

Ratos que fogem de casas, navios etc.

Esta expressão idiomática - como ratos fugindo de um navio afundando (like rats fleeing a sinking ship), remonta a séculos na língua inglesa. Usada em referência a pessoas que abandonam um empreendimento, uma vez que parece provável que o mesmo vai fracassar, demonstrou grande tenacidade linguística, tendo estado em uso regular por mais de quatrocentos anos.
No entanto, a forma e a formulação desta expressão mudaram um pouco ao longo dos séculos.
O cenário original para os ratos fugitivos era uma casa decrépita, que estava prestes a cair (like rats that quit the house before it falls). Tanto ratos quanto camundongos teriam essa capacidade de saber quando uma estrutura estava à beira do colapso e, consequentemente, de quando deveriam abandoná-la antes do seu desmoronamento.
A substituição desta metáfora para "como ratos fugindo de um navio afundando", com suas variantes ("deixando", "abandonando", "desertando" etc.), parece ter começado em meados do século 19. Embora haja considerável variação do verbo empregado para descrever o que os ratos estão fazendo, há menos variação das situações às quais as expressões tem sido aplicadas.
Quase todos os novos usos são referentes a escândalos políticos.
Dado que a ocorrência de ratos e políticas fracassadas tendem a continuar, existe uma forte probabilidade de que essa expressão continue a habitar a nossa língua pelos séculos vindouros.

Fonte: Merriam-Webster

10 setembro, 2018

Da HQ à vida real

Em 14 de setembro de 1964, um cargueiro do Kuwait que transportava uma carga de ovelhas afundou. Para resgatar o navio, o inventor dinamarquês Karl Krøyer propôs usar um tubo para preenchê-lo com bolas flutuantes. Consequentemente, 27 milhões de bolas de plástico foram trazidas de Berlim e bombadas para o compartimento de carga do navio e, em 31 de dezembro, o cargueiro emergiu, economizando quase US $ 2 milhões à companhia de seguros.
Krøyer patenteou sua técnica no Reino Unido e na Alemanha, mas o pedido de patente foi rejeitado na Holanda porque um funcionário local descobriu um número da revista Pato Donald, de 1949, em que Donald e seus sobrinhos fizeram flutuar um iate afundado, preenchendo-o com bolas de pingue-pongue.
As bolas de pingue-pongue são flutuantes, e os patos usaram um tubo para colocá-las no iate. Então, o escritório holandês determinou que a HQ tirava a originalidade da invenção de Krøyer. Era apenas uma revista de histórias em quadrinhos, mas esta tornou a ideia pública 15 anos antes de Krøyer tentar reivindicá-la.


Ninguém confirma se o problema foi exatamente este. Krøyer, seu advogado de patentes e o funcionário holandês já faleceram, a documentação foi destruída há anos e os motivos para a rejeição na Holanda não são claros. Mas ainda é um exemplo vívido para a advocacia da propriedade intelectual.

Prior Art, Futility Closet

22 junho, 2018

Mudança e identidade


Sobre isso nos fez refletir o historiador, biógrafo e filósofo grego Plutarco (46 - 120 d.C.) durante quase 2.000 anos com o paradoxo do navio de Teseu, o mítico rei fundador de Atenas, filho de Etra e Eseo, ou, segundo outras lendas, de Poseidon.
"O navio em que Teseu e os jovens de Atenas retornaram de Creta tinha trinta remos e foi conservado pelos atenienses até o tempo de Demétrio de Falero. Suas tábuas antigas foram removidas à medida em que introduziram madeiras novas e mais resistentes em seu lugar, de modo que o navio se tornou um exemplo permanente entre filósofos para discutir a questão lógica das coisas que sofrem mudanças. Um lado sustenta que o navio permanece o mesmo, e o outro diz que não".
Se o navio fosse preservado pelos atenienses até o tempo de Demétrio de Falero, isso significaria cerca de 300 anos.
Com tantas reformas, o navio era o mesmo?
E foi-se além. Se com a madeira velha construíssem outro barco idêntico, qual dos dois seria o original: aquele com as tábuas originais ou aquele que foi restaurado?

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-42613187 (reescrito)
https://mundoestranho.abril.com.br/curiosidades/o-que-e-o-paradoxo-do-navio-de-teseu/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Navio_de_Teseu

09 maio, 2017

Isso deve ter doído

A impressão deixada por um avião kamikaze, da classe "Sonia", no casco do HMS Sussex.
A bomba não explodiu, mas isso deve ter doído.


29/08/2020 - Um leitor do SAS, onde uma foto destas foi postada, achou difícil acreditar que o avião ao impactar no navio tenha deixado uma impressão tão nítida e tão detalhada de sua seção transversal.
A menos que fosse um "milagre", comparável ao do Sudário de Turim.

24 abril, 2017

O Guerreiro do Arco-íris no Brasil

No final de semana do dia 29 de abril até o feriado de 1 de maio, o Rainbow Warrior estará aberto para a visitação no Rio de Janeiro.
É o mais emblemático barco do Greenpeace, que vem ao Brasil no momento em que a organização completa 25 anos de suas atividades em nosso país.
Caso não possa comparecer nestas datas, o Rainbow Warrior estará aberto também de 4 a 6 de maio, antes de partir para sua próxima missão.
A visitação é gratuita, basta você registrar seu interesse aqui.


Corais da Amazônia, um tesouro nacional

17 novembro, 2016

À prova de naufrágio

Para bloquear Martinica em 1803, o comodoro Sir Samuel Hood cobriu uma rocha com armas e, em seguida, declarou-a um saveiro de guerra. Instaladas a 175 metros acima do mar, as armas negaram qualquer entrada para Fort-de-France, principal porto da ilha, durante 17 meses.
A Marinha Real britânica ainda considera a "HMS Diamond Rock" como sendo uma de suas atuais embarcações. Ao passar pela ilha, os marinheiros de seus navios assumem posição de sentido e saúdam a rocha.


HMS = His (or Her) Majesty's Ship
(http://www.futilitycloset.com/2016/03/05/unsinkable)

06 julho, 2016

Ação de prático evita desastre na Baía de Guanabara

Navio Tanque muito próximo à Fortaleza de Santa Cruz (Foto: Praticagem do Brasil)
Há um mês dos Jogos Olímpicos, a iniciativa e preparo técnico do prático Diogo Weberszpil, do Rio de Janeiro, evitou o que poderia ter sido o maior desastre ambiental marítimo no Brasil. Por volta das 6 horas da manhã, desta quinta-feira, 30 de junho, o profissional de praticagem embarcou no navio tanque Golar Spirit com a tarefa de conduzi-lo para as proximidades do terminal de Gás Natural da Petrobras.
Uma falha técnica no navio – construído em 1979 e considerado muito antigo para viagens de longo curso – fez com que o leme da embarcação travasse impedindo qualquer manobra. O prático prontamente percebeu que o timoneiro não estava conseguindo governar, pois o leme estava travado do lado direito fazendo com que o navio se aproximasse rapidamente da Fortaleza de Santa Cruz.
Diogo Weberszpil, que passou por diversos treinamentos de emergência no exterior, rapidamente tomou todas as medidas para evitar a colisão iminente. O risco da manobra deste tipo de navio é tão alto que a Atalaia sempre interrompe e desvia todo o tráfego de embarcações nas proximidades da Baía. Na sequência, tomou a decisão acertada de lançar a âncora em conjunto com outras técnicas para parar o navio.
“Felizmente, consegui afastar o navio das pedras e conduzi-lo para águas seguras até que a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro avalie quando este navio terá condições de entrar novamente no Porto”, narrou o prático Diogo Weberszpil.
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20 abril, 2016

Navios de concreto

Imagem: Ted Silvera, The Presurfer
Talvez o material mais bizarro escolhido para se construir um navio tenha sido o concreto. Durante séculos, os navios foram feitos de madeira, a qual, mais tarde, deu lugar a materiais mais resistentes como o aço. Mas o aço, além de caro, não era facilmente disponível, o que se tornou uma questão importante durante as Guerras Mundiais, quando houve uma aguda escassez deste material.
Muito antes da guerra, em 1848, Joseph-Louis Lambot, o inventor de concreto armado, tentou – com sucesso – construir um pequeno barco de ferrocimento. Em pouco tempo, barcaças de ferrocimento estavam cruzando regularmente os canais da Europa, e, assim que o século chegou ao fim, um engenheiro italiano fez o primeiro navio de concreto.

15 março, 2016

O navio que foi cortado ao meio

O navio de cruzeiro Crown Dinasty foi construído em 1993. Nos anos seguintes, o navio mudou de nome várias vezes. Em 2007, o navio foi conduzido a um estaleiro em Hamburgo, Alemanha, onde literalmente foi dividido ao meio.
Motivo: encompridar o casco em 30 pés.
A seguir, repintado e com um novo nome – Balmoral – o navio partiu... para outra turnê.


13 dezembro, 2015

O galeão San José

Durante a Guerra da Sucessão Espanhola (1702–1714), a Marinha Real da Inglaterra tentou degradar ao máximo a capacidade da Espanha para travar guerras, ora capturando ora afundando as naus espanholas que traziam ouro, prata e pedras preciosas para Espanha, a partir de suas colônias nas Américas.
O almirante Sir Charles Wager comandou, em 1708, um esquadrão que atacou uma grande frota ao largo da costa da Colômbia. Durante a batalha, o galeão espanhol San José foi afundado no mar do Caribe com uma carga valiosíssima – para nunca mais ser encontrado.
Até agora.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou recentemente que os mergulhadores encontraram o San José.
Caçadores de tesouros marítimos se referem ao San José como o "Santo Graal" dos navios perdidos. Isso é por uma boa razão. O tesouro que ele tem a bordo pode chegar ao valor de 1 bilhão de dólares.
Fifty to fifty
A empresa de salvamento americano que descobriu o San José vai ficar com a metade do tesouro. E o governo colombiano, com a outra metade, já que o galeão descoberto se encontra em águas colombianas.

25 janeiro, 2014

Icenic

Gelo e Aço foram feitos um para o outro.
Aço foi a fundo em sua paixão. Gelo derreteu-se por completo, pouco tempo depois.

17 setembro, 2013

Costa Concordia

Esta montagem de imagens aceleradas resume em 1 minuto a megaoperação de engenharia com 19 horas de duração que trouxe para a posição vertical o navio Costa Concordia, afundado parcialmente no litoral de Toscana, Itália, na noite de 13 de janeiro de 2012.



A Ilha de Giglio tem como principal fonte de receita o turismo. Após desastre do Costa Concordia, devido ao esvaziamento do movimento turístico, os habitantes da ilha passaram a viver um período de grandes dificuldades. Com o início do resgate do navio por esta operação, abre-se a perspectiva de que a situação econômica local também desencalhe. (PG)

Arquivos
Schettino legendado e Vada a bordo, Cazzo

09 setembro, 2013

A camuflagem de navios

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os países envolvidos em ambos os conflitos também entraram em confronto no mar com suas forças navais. Na Primeira Guerra Mundial, as forças navais impunham ou quebravam bloqueios nas entradas dos portos e, durante a Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas navais escoltavam grandes comboios de suprimentos para a Inglaterra, procurando evitar o encontro com os submarinos alemães.
Assim como se usava a camuflagem para evitar ataques aéreos, as forças navais também utilizaram-se de técnicas de camuflagem para enganar os inimigos e fazer os navios passarem despercebidos.
Norman Wilkinson (24 de novembro de 1878 - 31 de maio de 1971) foi um pintor e ilustrador britânico que serviu na reserva da Marinha Real durante a Primeira Guerra Mundial. Embora seja difícil esconder um navio no mar, Wilkinson pensou que pelo menos alguma solução poderia ser buscada para confundir o inimigo.
Nascia a Dazzle Camouflage, uma técnica de pintura cubista que, de acordo com os fundamentos de Norman Wilkinson, ajudaria a esconder os navios:
"Para ocultar... não completamente, mas o suficiente para quebrar as suas formas e confundir o oficial de um submarino que estivesse a olhar através de um periscópio."


Ver (?) também: CAMUFLAGENS URBANAS