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23 setembro, 2024

A máquina de escrever de quatorze toneladas

Em 1915, na Exposição Internacional Pan Pacific, em São Francisco, a Underwood Typewriter Company apresentou uma enorme máquina de escrever de quatorze toneladas. Com quase seis metros e meio de largura e quase cinco metros e meio de altura, esta Underwood tornou-se um prodígio da engenharia, um feito inesquecível na história das máquinas de escrever. Não é de surpreender que os planos para construir a máquina levaram um ano para serem desenvolvidos, e mais um ano se passou até que ela fosse construída.
As pessoas fotografadas na exposição parecem liliputianas ao lado da imensa engenhoca.


Eram necessários um papel medindo três metros por três metros e meio e uma fita de trinta metros de comprimento para escrever uma mensagem para os espectadores. E, de acordo com a revista Printer's Ink, a máquina funcionava com a energia gerada por três motores de um único cavalo.
O destino dessa máquina de escrever é incerto. Parece que, durante a Segunda Guerra Mundial, a Unverwood foi vendido como sucata ao Exército dos Estados Unidos, embora não haja nenhuma evidência confiável para provar isso. De forma que o destino final deste colosso da engenharia, que se tornou parte da cultura popular, permanece, até hoje, um mistério.

Extraído de: https://lapiedradesisifo.com/2023/05/18/que-fue-de-la-maquina-de-escribir-de-catorce-toneladas/

01 outubro, 2023

Cinetismo

Estas pinturas cinéticas foram feitas pelo pintor Sergi Cadenas, natural de Girona, Catalunha. Apresentam como principal característica o efeito gerado pela produção de dois retratos em uma única tela. Cada retrato é uma obra independente (jovem vs. idoso, dependendo do ângulo com que observamos a tela). No centro, as características físicas das imagens se fundem numa espécie de terceira pintura. 

02 junho, 2022

Sem tempo para morrer

No time to die: An in-depth analysis of James Bond's exposure to infectious agents
doi.org/10.1016/j.tmaid.2021.102175
Considere onde James Bond, agente 007, esteve. Sua ocupação como agente secreto do MI6 o leva a locais exóticos em todo o mundo, muitas vezes em um piscar de olhos. Nós, plebeus, sabemos que as viagens internacionais exigem um planejamento extenso, muitas vezes incluindo exames de saúde e vacinas para obter vistos e dicas para evitar doenças. Bond não tem tempo para nada disso.
Artigo científico na revista Travel Medicine and Infectious Disease analisa em profundidade os perigos que Bond enfrenta ao viajar pelo mundo, matar pessoas e levar mulheres para a cama. As evidências são recolhidas a partir de 25 filmes produzidos pela Eon de 1962 a 2021, nos quais Bond vai a 47 países identificáveis em 86 viagens. Eles consideram segurança alimentar, saúde sexual, doenças transmitidas pelo ar, doenças transmitidas por artrópodes e doenças tropicais. De sua introdução:
Descobrimos uma atividade sexual acima da média, muitas vezes sem tempo suficiente para um diálogo na história sexual, com uma mortalidade notavelmente alta entre os parceiros sexuais de Bond (27,1; intervalo de confiança de 95% 16,4–40,3). Dado o quão inoportuno um ataque de diarreia seria no meio de uma ação para salvar o mundo, é impressionante que Bond seja visto lavando as mãos apenas em duas ocasiões, apesar das inúmeras exposições a patógenos de origem alimentar. Nossa hipótese é que sua coragem imprudente, às vezes provocando propositadamente situações de risco de vida, pode até ser uma consequência da toxoplasmose (*). A abordagem de Bond em relação às doenças transmitidas por vetores e às doenças tropicais negligenciadas é errática, às vezes seguindo os conselhos de viagem ao pé da letra, mas, na maioria das vezes, permanecendo do lado da completa ignorância. Dado o tempo limitado que Bond recebe para se preparar para as missões, pedimos urgentemente ao seu empregador MI6 que leve a sério a sua responsabilidade. Vive-se apenas uma vez.
(*) Em camundongos, a toxoplasmose foi associada à perda de medo de gatos [20]; uma manipulação inteligente pelo parasita para aumentar a probabilidade de transmissão por ingestão . Embora especulativa, a toxoplasmose pode explicar a coragem muitas vezes temerária de Bond em face do perigo que ameaça a vida.

Os três autores do artigo "perderam suas horas noturnas examinando os filmes", que totalizaram 3113 minutos por autor. Você pode ler o artigo completo em ScienceDirect.

Poderá também gostar de ver:

25 novembro, 2020

O drible da vaca - 2

🐮
Do ponto de vista da vaca é melhor o leiteiro ladrão do que o açougueiro honesto.

O drible da vaca - 1

Que é CowParade?
É uma exposição pública internacional de arte que já foi apresentada nas principais cidades do mundo. Esculturas de vacas em fibra de vidro são decoradas por artistas locais e distribuídas pela cidade, em locais públicos como estações de trem e metrô, parques e avenidas. Elas costumam apresentar detalhes específicos da cultura local.
Após a exposição em uma cidade, que pode durar vários meses, as estátuas são leiloadas e o valor arrecadado é doado para instituições de caridade.

19 fevereiro, 2020

Calafate

A profissão de calafate era exercida tanto em terra quanto em água. Era, neste último caso, numa definição possível, "um oficial de guarnição de navios antigos de madeira que tinha a seu cargo o casco do navio, o leme, as bombas e o calafeto". Por seu turno, o calafeto, a arte em que se especializavam estes homens, "consistia em tapar as fendas, junturas ou buracos do tabuado dos pavimentos com estopa alcatroada bem calcada e cobri-la com breu a fim de preservar a chapa da umidade da água".

(Brochura da exposição "Calafates e outras profissões ligadas à atividade marítima", 14 de setembro a 23 de novembro de 2019, Galeria Municipal do 11 | Setúbal - Portugal)


Numa visita que fiz ao Memorial Amazônico da Navegação, em Belém, deparei-me com estes versos num dos pôsteres do museu:

Mestre Calafate
(Beka)

Um quarteirão de tabaco
Quartilho e meio de gás
Duzentas gramas de massa
Alvaiade de água raz

Rema Mestre Calafate
Pro porto que Deus te deu
Carece chegar em tempo
Que o tempo vai virar breu

A íntegra da letra da canção com Beka e o Grupo Ver-O-Peso:


07 julho, 2019

Insetos Faber

É como são designados os insetos 4, 6 e 8 da série fotografada por Pascal Goet para seu projeto Pareidolias.

8: "Faber". Pachyrrhynchus gloriosus.

O nome Faber é uma alusão a Peter Carl Fabergé que, entre 1855 e 1917, projetou e produziu com uma equipe de assistentes os chamados ovos de Fabergé. Essas obras-primas da joalheria eram encomendadas a Fabergé e oferecidas, por ocasião da Páscoa, aos membros da família imperial da Rússia.

Slideshow: CADA MÁSCARA É UM INSETO (link futuro)

Vídeo: O mundo dos besouros

25 março, 2019

Museu Nacional Vive - Arqueologia do Resgate

No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro-RJ, está acontecendo desde 27 de fevereiro a exposição Museu Nacional Vive - Arqueologia do Resgate.
Trata-se de uma demonstração para o público do acervo do Museu Nacional recuperado após o incêndio de setembro de 2018. Das 170 peças exibidas na exposição, 103 estavam no edifício no dia em que ele pegou fogo. São coleções de antropologia, etnologia, entomologia, geologia, paleontologia ... Está ali, por exemplo, uma reprodução do famoso crânio de Luzia (foto), o esqueleto mais antigo descoberto na América.

O conhecido Bendegó, o maior meteorito já encontrado no Brasil, de cinco toneladas e que resistiu ao incêndio do Museu, não está na mostra.
O CCBB fica na rua Primeiro de Março, 66, no Centro do RJ, estando aberto à visitação de quarta à segunda, das 9 às 21 horas, até o dia 29 de abril. A entrada é franca.

12 fevereiro, 2017

Monóculos, câmeras lambe-lambe e fotopinturas

"Em um momento de mudança de tecnologia, em que a câmera digital começava a chegar com mais força, os dois percorreram lugares de romaria para levantar um acervo e registrar o trabalho dos fotógrafos que usavam técnicas que hoje praticamente desapareceram" conta a também curadora da mostra, Rosely Nakagawa. Graças ao trabalho de preservação dos dois, hoje essa exposição tem o registro físico de monóculos, pequenas peças de plástico em que se vê um slide contra a luz; de câmeras instantâneas lambe-lambe, criações caseiras de madeira que tinham um laboratório de revelação integrado; e da fotopintura, que mescla fotografia e pintura.

Retrato Popular - do vernáculo ao espetáculo. Curadoria de Rosely Nakagawa, Titus Riedl e e Valéria Laena
As memórias da família brasileira numa fotopintura na parede, por André de Oliveira. In: El País

Vídeo "Câmera Viajante"



(documentário de Joe Pimentel)

"Você sabe que o fotógrafo
pra ser fotógrafo artista
pra ser perfeito é preciso 
inteligência, um pouco de consciência
e também golpe de vista.
Tudo isso vai pra lista 
de quem é um veterano.
É mió vender abano
que é uma venda sem cabula.
Todo fotógrafo fula
se conhece pelo pano.
Se falta um propulsor
pra ter mió vantagem
pra caixa não ter montagem
pra carregar revelador
pro povo não dar valor.
Fca o fotógrafo sem prano
vai sempre vender abano
que é uma sem cabula
que todo artista fula
se conhece pelo pano."

02 abril, 2015

O topo da montanha mais alta da Inglaterra foi arrancado

O artista equatoriano Oscar Santillan, 34, removeu o topo da montanha mais alta da Inglaterra para colocá-lo sobre um pedestal de uma exposição em Londres.
Acusado de vandalismo, Oscar defendeu-se:
"O que fiz foi um pequeno gesto sugestivo que reflete sobre a maneira pela qual os seres humanos têm imposto suas categorias culturais sobre a natureza."
Uma explicação que enfureceu os amantes da natureza e os agentes de turismo locais. Como Ian Stephens, diretor do Cumbria Turismo, por exemplo, que exigiu que o artista devolvesse o topo à montanha.
Scafell Pike agora está ligeiramente menor, mas ainda é a maior montanha da Inglaterra. O pedaço subtraído a ela tem uma polegada de altura.
The Telegraph

– Na próxima mostra, Oscar, ponha um copo com a água do Tâmisa nesse pedestal. Que ninguém vai fazer tempestade nele, isso eu garanto.

04 novembro, 2014

A "Expomorte" do Crato

(Há vídeos relacionados no YouTube)

O jovem taxista Roberto Brito coleciona fotos e "santinhos" de gente que já morreu. Anualmente, ele realiza na Praça Cristo Rei, no Crato, uma exposição do seu acervo fotográfico.
A "Expomorte", como é chamada, a qual é muito prestigiada pelas pessoas da região. Após reverem as imagens dos entes queridos, elas são unânimes em elogiar a iniciativa do curador da exposição.
No último domingo (2), aconteceu a 12ª edição dessa mostra.

Comentário
Um amigo, e conterrâneo do Ciarazim, conta uma história sobre um boteco em sua cidade que tinha uma galeria dos melhores clientes - bebuns, claro - que resolveram abandonar o vício ao serem enterrados.
Os sobreviventes tinham uma verdadeira reverência pelos amigos que se foram. Até que, com o envelhecimento dos meiotas, a galeria foi aumentando assustadoramente, enquanto que os reverenciadores só diminuíam.
Solução: acabaram com a galeria.
Fernando Gurgel

11 junho, 2014

Réplica de uma orelha decepada

Artista alemão cria uma réplica da orelha decepada de Van Gogh
Parece que o mundo da arte está sendo tomado por aqueles que seguem os passos do Dr. Frankenstein. (*) Porque você não precisa mais pintar como Van Gogh, tudo o que você precisa é saber reproduzir a orelha que ele cortou.
Um artista alemão, Diemut Strebe, criou uma réplica da orelha decepada de Van Gogh, usando o DNA de um descendente do pintor holandês, e agora a reprodução da lendária peça anatômica está em exposição no Centro de Arte e Mídia em Karlsruhe, Alemanha.
Duas perguntas imediatamente me vêm à mente:
1) Isso é arte?
2) Não seria o caso de o artista dar uma chance à orelha de Malco?

(*) Sobre um equívoco comum:

03 março, 2014

Fracasse Melhor

O objetivo da exposição Fail Better (Fracasse Melhor) é abrir um debate público sobre a falha, particularmente o papel instrutivo do fracasso e de como ele se relaciona com as diferentes áreas da atividade humana.
Ao invés de simplesmente celebrar a falha, o que pode ocasionar um grande custo humano, ambiental e econômico, os responsáveis por esta exposição no Trinity College, em Dublin, desejam principalmente abrir um debate sobre o papel da falha em estimular a criatividade na aprendizagem, ciência, engenharia e design.
Fórceps (exemplo selecionado por Robert Winston)

03 janeiro, 2014

Senhas em exposição


Desculpe,
mas a sua senha deve conter
letras maíúsculas e minúsculas,
números,
um haiku,
um gang sign,
um hieroglifo
e o sangue de uma virgem. ►

É sério. Deu no VICE Motherboard:
Sua senha LinkedIn está em exposição em um museu na Alemanha
por Brian Merchant
Exatamente na obra "Esqueceu sua senha?", de Aram Bartholl, cujos oito volumes impressos listam todas as 4,7 milhões de senhas do LinkedIn que foram furtadas em 2012.
Qualquer usuário do LinkedIn que visite a exposição pode consultar a obra e rever nela a sua inesquecível senha.
Estão ordenadas alfabeticamente.

06 setembro, 2013

Médicos Sem Fronteiras

É uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas.
A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60 em Biafra, na Nigéria. Enquanto a equipe médica socorria vítimas em uma brutal guerra civil, o grupo percebeu as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos que faziam com que muitos se calassem frente aos fatos observados.
MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, trazendo à luz realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, a organização MSF recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Hoje, mais de 34 mil profissionais, de diferentes áreas e nacionalidades, compõem a organização. Espalhados por mais de 70 países, eles atuam em contextos que envolvem desastres naturais e humanos, conflitos, epidemias, desnutrição e exclusão do acesso à saúde.
Atualmente, Médicos Sem Fronteiras é a maior organização médico-humanitária não governamental do mundo. Sua atuação é fundamentada nos princípios de independência, imparcialidade e neutralidade.
Site oficial: www.msf.org.br

Médicos sem Fronteiras no Brasil
MSF está presente no Brasil desde 1991. Dedica-se à vigilância epidemiológica e ao diagnóstico da doença de Chagas, assim como ao acesso universal ao tratamento de AIDS e à formação de pessoal nas áreas de especialidades da organização.
No Rio de Janeiro, em 2003, MSF implantou um Centro de Saúde na comunidade de Marcílio Dias, no Complexo da Maré. Em 2007, criou, também no Rio, uma Unidade de Emergência no Complexo de Favelas do Alemão, uma das áreas mais violentas do Brasil, conhecida como a "Faixa de Gaza" do Rio, e habitada por cerca de 150 mil pessoas. E, em 2008, realizou treinamento de profissionais em estados da Amazônia para o diagnóstico da doença de Chagas.
Há uma significativa participação de brasileiros na organização. Somente em 2008, 40 profissionais da saúde juntaram-se às equipes internacionais de MSF.
Exposição
A exposição interativa Campo de Refugiados no Coração da Cidade mostra a realidade de pessoas que fogem da violência extrema. Nela, estão reproduzidas as principais instalações por meio das quais organizações humanitárias, como Médicos Sem Fronteiras, prestam assistência às pessoas refugiadas. Conheça como estão organizadas essas instalações e o que cada espaço oferece aos habitantes desses acampamentos.
Data: 6 a 15 de setembro
Horário de visitação: das 10 às 17 horas
Local: Parque do Ibirapuera (Arena de Eventos, acesso pelos portões 3 ou 10)
Entrada gratuita

03 agosto, 2013

Heróis ocultos

Uma exposição de objetos do cotidiano
O lápis. O Band-Aid. O clipe. A fita adesiva. O velcro. A bucha para parafuso. O guarda-chuva. A embalagem Tetra Pak. A liga. O prendedor de roupas. O saca-rolhas. A lâmpada. A caneta esferográfica. O Post-it. Os fósforos. A lata. O Lego. O saquinho de chá. A quartinha. O esfregão. O leque. Etc.
Fabricados por milhões de pessoas em todo o mundo, são objetos do cotidiano que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que são indispensáveis a nossa vida diária. Às vezes, são o resultado de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, genial. Outras vezes, são o resultado do sucesso de estratégias criativas e de negócios. E, por vezes também, são produtos que, concebidos para determinados fins, acabam se destacando em aplicações diferentes.
A exposição Heróis Ocultos, que se encontra no Domus, em La Coruña, até 31 de Agosto de 2013, discute a invenção, a produção, a evolução e a influência de cada um desses 27 itens, em seus contextos tecnológico, artístico e histórico-social.

27 INVENTOS GENIALES

06 fevereiro, 2012

O estande da baleia

Em 1831, o esqueleto de uma baleia de 29 metros foi exibido em um pavilhão de Charing Cross como parte de uma turnê que já havia estado em Ostend e Paris. Os visitantes subiam um lance de degraus até um palco montado dentro da caixa torácica do cetáceo, onde podiam sentar a uma mesa e escrever gracejos em seu livro de visitas.


Inner Views, Futility Closet

Visitar também: O estande do centauro.

29 maio, 2011

A dança sem cadeiras

Ao me fazer a sugestão para assistir a este vídeo, o 4° do concerto da cerimônia de encerramento da Shangai World Expo, o colega Nelson Cunha, de João Monlevade - MG, me fez também um desafio:

EXPLICAR COMO AS INSTRUMENTISTAS ESTÃO SENTADAS.


Inicialmente, pensei que elas estivessem sentadas numa espécie de escadaria cenográfica. Um ledo ivo engano causado por meu antigo problema com a visão de profundidade, concluí a seguir. Ao ver, por novos ângulos mostrados no vídeo, que essa escadaria se encontrava em um plano bem posterior. Daí em diante, esqueci a música, o jogo de cores e as acrobacias, e concentrei-me apenas em observar os derrières das instrumentistas, o que, aliás, não foi um mau negócio.
Não encontrei nenhuma explicação, Nelson.
Aqui na terrinha, um colunista social diz que colocar cadeiras no ambiente é motivo suficiente para acabar qualquer festa. Pode ser que os organizadores da festa de encerramento temessem um desfecho desse tipo.

28 abril, 2010

Em busca do tempo perdido


Por um momento, eu pensei que seria a cena de reabertura de um aeroporto europeu, assim que as decolagens voltaram a ser autorizadas. Após a constatação de que as cinzas lançadas na atmosfera por recentes explosões do vulcão Eylafjallajoekull, na Islândia, não mais representavam uma ameaça para a navegação aérea na Europa.
Mas se trata de uma montagem fotográfica feita por Ho-Yeol Ryu para a exposição Migrations.