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13 maio, 2026

Um erro grave (corrigido)

Em 1816, os EUA começaram a construir um forte no Lago Champlain para se defender contra a invasão britânica - apenas para descobrir depois que ele estava realmente em terras canadenses. A construção parou, e o local foi apelidado de "Fort Blunder". O erro não foi corrigido até 1842, quando um tratado ajustou a fronteira e o local tornou-se oficialmente parte dos EUA. Dois anos depois, o forte foi reconstruído como Forte Montgomery.
 

06 fevereiro, 2025

Jenny Invertido

É um selo de vinte e quatro centavos de dólar do sistema postal dos EUA. Emitido em 1918, leva a imagem do Curtiss JN-4, um avião de dois lugares, da família dos biplanos, originariamente produzido como avião de treinamento militar.
O raro selo, conhecido como "Inverted Jenny", foi resultado do erro de um operador de prensa, que imprimiu a figura do avião (em azul) de cabeça para baixo com relação à moldura (em vermelho). Há quem diga que ele fez o contrário, o que dá no mesmo.


O lote produzido com a inversão foi rejeitado e recolhido, com exceção de uma folha com 100 selos que foi vendida em uma agência de Washington. 
E os selos com esse erro ficaram valiosos por sua raridade. Em 2018, um deles chegou a ser vendido em leilão por R$ 8 milhões (incluindo uma taxa de compra de R$1 milhão).
Leia mais: 
 http://www.filateliaananias.com.br/wp-content/uploads/2021/05/REINALDO-JACOB-Jenny-Invertido-Prova_JACOB.pdf

31 março, 2023

Eli, Eli, lama azavtani?

E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lama azavtani?
Isto é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
(Mateus 27:46)

Aldrovando não murmurou palavra. De olhos muito abertos, no rosto uma estranha marca de dor – dor gramatical inda não descrita nos livros de patologia – permaneceu imóvel uns momentos.
Depois empalideceu. Levou as mãos ao abdômen e estorceu-se nas garras de repentina e violentíssima ânsia.
Ergueu os olhos para Frei Luiz de Souza e murmurou:
– Luiz! Luiz! Lama azavtani?!
E morreu.
De que não sabemos – nem importa ao caso. O que importa é proclamarmos aos quatro ventos que com Aldrovando morreu o primeiro santo da gramática, o mártir número um da Colocação dos Pronomes.
Paz à sua alma.
(trecho final de "O colocador de pronomes", conto de Monteiro Lobato)

Em vídeo dedicado à expressão Eli, Eli, lama azavtani?, o professor de hebraico Renato Santos esclarece que escrevê-la de qualquer outra forma constitui um erro de transliteração.

24 outubro, 2021

A ciência funcionando como deve funcionar (1)

Até onde sabemos, não há nada que possa viajar mais rápido que a velocidade da luz. Mas, por um breve momento, acreditou-se que sim. Em 2011, foi anunciada uma descoberta que ameaçou anular tudo o que sabemos sobre a velocidade da luz, a Teoria da Relatividade e toda a física moderna.
Na Suíça, físicos europeus conduziam um experimento chamado Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus (Opera, na sigla em inglês), para estudar o fenômeno da oscilação de neutrinos.
Diferentemente das partículas de luz, os neutrinos são partículas que possuem uma pequena quantidade de massa. Por isso, segundo a Teoria da Relatividade Especial de Einstein, deveriam viajar a uma velocidade menor que a da luz.
No entanto, naquele ano, o projeto chamou a atenção de toda a comunidade internacional quando anunciou a detecção de neutrinos se movimentando em uma velocidade superior à da luz.
"Os pesquisadores que realizaram esse experimento com neutrinos na Suíça e na Itália publicaram os resultados, e todos ficaram muito emocionados: aquilo ia revolucionar a Física", relembra Jim Al-Khalili.
"Mas eles conseguiram aquele resultado por causa de um cabo frouxo de um relógio digital em um computador num laboratório italiano. Quando alguém percebeu e o conectou corretamente, tudo voltou à normalidade e ficou comprovado que os neutrinos estavam viajando a uma velocidade mais baixa que a da luz."


Toda a Física moderna foi questionada, portanto, por causa de um cabo de fibra óptica solto, que fez com que a passagem do tempo fosse registrada de maneira incorreta.
Mas isso foi justamente uma amostra da ciência funcionando como deve funcionar.
"A ciência é cometer erros e aprender com eles. É preciso ter provas muito fortes para derrubar um século de Física, mas isso não significa dizer que nunca acontecerá", afirma Al-Khalili.
"Desde que Einstein formulou sua teoria tentamos provar que ela está errada e não conseguimos, mas nunca devemos deixar de tentar."


[continua]

17 outubro, 2018

Macacos trabalhando

YouTube está fora do ar em todo o mundo; possível instabilidade de serviço
Usuários do YouTube estão com dificuldades para acessar a plataforma de vídeo durante a noite desta terça-feira (16). Ainda não há informações sobre os motivos da instabilidade, porém, tanto o aplicativo quanto a versão desktop estão inacessíveis — apenas com poucos elementos da página sendo exibidos.
Até o momento, é possível notar relatos de usuários em diversas localizações do mundo pelo Twitter:
— O YouTube caiu e ralou o joelho.
— Me fez lembrar da famosa frase "só se dá valor quando se perde".
— Antes o YouTube que o Xvideos, que alívio!
— O ano é 2050, faz 32 que o Youtube caiu e nunca mais voltou! O Cyber Ciborgue Overlord Bolsonaro Supremo reina a Terra, conquistando o mundo através das correntes do Whatsapp.
Mas a instabilidade não se refere apenas ao Brasil. YouTube já comentou que investiga o problema: "A team of highly trained monkeys has been dispatched" (Uma equipe de macacos altamente treinados foi enviada). Isto, em seu "500 Internal Server Error", equivale a dizer que o problema foi colocado nas mãos de seus agentes mais capazes.


A inserção dos macacos na mensagem de erro é uma tentativa de o YouTube fazer humor com o problema. É um "500 Error" genuíno.
O "500 Internal Server Error" é um código de status HTTP que significa que não pode ser mais específico sobre qual é o problema exato. No entanto, que é um erro relacionado ao servidor lá isso é, sendo um problema no próprio YouTube.

P.S. Às 23h40 de ontem, a situação do site normalizou. E o leitor pode conferir essa volta à normalidade assistindo ao "Olho Cósmico" (vídeo da postagem anterior do blog EM).

16 junho, 2016

Se fosse no Brasil...

A inauguração de um aeroporto em Santa Helena, ilha mais conhecida por ter sido local de exílio e morte de Napoleão Bonaparte. foi adiada por tempo indeterminado.
A ilha, que fica no Oceano Atlântico Sul, entre a África e a América do Sul, é um território ultramarino britânico com população de 4 mil.
No voo teste, feito no novo aeroporto, o piloto teve sérias dificuldades para pousar. O excesso de ventos na região prejudica os pousos e decolagens dos aviões.
Assista a este vídeo BBC.
O projeto e a construção deste aeroporto custaram 285 milhões de libras (cerca de R$ 1,4 bilhão).

14/10/2017 - Atualizando ...
Uma companhia aérea sul-africana começou a fazer voos regulares para Santa Helena, partindo de Joanesburgo, a 3,7 mil quilômetros de distância.
O que tornou isto possível: o Embraer 190.
Uma vitória da aviação brasileira.
Assista ao vídeo Taming the Winds (Domando os Ventos).

04 junho, 2016

O dia do embarque

Ao retratar esta cena do embarque dos animais na Arca o desenhista cometeu um erro de muitos côvados. Felizmente, para a sobrevivência de uma das espécies retratadas, as coisas não se passaram exatamente assim.



A CONVOCAÇÃO

14 fevereiro, 2016

A fera de Macabu e a Teoria do Domínio do Fato

por Joaquim Dantas
A última sentença de morte oficial do Brasil foi dada
ao fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro,em 1855. Ele 

foi enforcado em Macaé, no Rio de Janeiro.
[...] Caso semelhante à Teoria do Domínio de Fato, aconteceu há dois séculos e ficou conhecido como "a fera de Macabu", que até hoje é considerado o mais trágico erro judiciário da História do Brasil, ao contar o drama pessoal de Manoel da Motta Coqueiro, o homem inocente cuja condenação à morte acabou com a pena de morte no Brasil.
Meados do século XIX: o norte da província do Rio de Janeiro se esmera em criar uma atmosfera digna da Corte para receber o imperador Pedro II. A aristocracia rural tem completo controle político da região em torno de Campos dos Goytacazes, estratégica por ser, ao mesmo tempo, potência agrícola e porto ilegal de escravos; nela, conquistar um pedaço de terra e fazê-lo prosperar é uma tarefa épica. Quando o imperador Pedro II visita a região, em 1847, o fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro e sua mulher Úrsula das Virgens Cabral são convidados para as cerimônias em sua homenagem e o conhecem.
Cinco anos depois um crime brutal abala Macabu e revolta as cidades vizinhas. Uma família de oito colonos é assassinada em uma das cinco propriedades de Coqueiro e Úrsula das Virgens. Todos os indícios apontam para o fazendeiro; as autoridades policiais locais, seus adversários políticos, imediatamente o acusam do crime.
Era um momento de grandes decisões nacionais: o Brasil acabara com o tráfico de escravos, aprovara a primeira lei empresarial do país e promulgara a primeira lei de terras, extinguindo o sistema de sesmarias.
A imprensa acompanha as investigações com estardalhaço e empresta a Coqueiro um apelido incriminador - é a Fera de Macabu. A principal testemunha contra o fazendeiro é escrava Balbina, a líder espiritual dos escravos na senzala da Fazenda Bananal, sob cujo catre foram encontradas as roupas ensanguentadas dos mortos. Em vez de acusada, Balbina é promovida a principal testemunha de acusação, a despeito de a lei proibir que escravos deponham contra seu senhor.
Vítima de uma conspiração armada por seus adversários, Coqueiro é julgado duas vezes de forma parcial e condenado à morte. Logo a condenação é ratificada pelos tribunais superiores, e D. Pedro II nega-lhe a graça imperial. Pela primeira vez no Brasil um homem rico e com destacada posição social vai subir à forca.
No dia 6 de março de 1855 Coqueiro é enforcado em Macaé. Na véspera do enforcamento recebe em sua cela um padre, a quem confessa sua inocência e revela o nome do verdadeiro mandante do crime de Macabu, que ele conhecia, mas prometera nunca revelar de público.
No patíbulo, Coqueiro jura inocência e roga uma maldição sobre a cidade que o enforcava: viveria cem anos de atraso. A maldição se cumprirá com rigorosa precisão.
Pouco tempo depois do enforcamento descobre-se que o fazendeiro tinha sido a inocente vítima de um terrível erro judiciário. Abalado, o imperador Pedro II, um humanista em formação, começa a responder favoravelmente a todas as petições de graça que lhe são encaminhadas, primeiro apenas aos homens livres, depois aos alforriados e, por último, aos escravos.
Não revelarei aqui quem foi o verdadeiro autor do crime para aguçar a curiosidade dos que desejarem ler o livro "A Fera de Macabu", do jornalista Carlos Marchi, que utiliza ferramentas de repórter para reconstituir todo o teatro do drama. Rastreia vestígios da vida de Coqueiro em documentos primários, obtidos nos arquivos oficiais e nas paróquias e cartórios do norte fluminense. [...]

14 junho, 2015

Erro crasso

segundo Câmara Cascudo
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os Partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".

Ambrose E. Burnside, outro militar com queda para o erro crasso!

12 dezembro, 2014

Um erro comum

Legendas traduzidas por PGCS

Embora a cultura popular tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é assim nomeada no romance de Mary Shelley. É referida como "criatura", "monstro", "demônio", "desgraçado" por seu criador. Após o lançamento do filme "Frankenstein", em 1933, o público passou a chamar de Frankenstein a criatura. Isso foi adotado mais tarde em outros filmes e histórias em quadrinhos.
Na célebre polêmica musical entre Noel Rosa e Wilson Batista, para ressaltar o defeito facial do "Poeta da Vila", o sambista Wilson Batista apelou para estes versos:
"Boa impressão nunca se tem
Quando se encontra um certo alguém
Que até parece um Frankenstein." (Frankenstein da Vila, 1936)

18 novembro, 2014

Os raios de Vênus

Durante o verão e o outono de 1896, o astrônomo Percival Lowell passou o seu tempo dedicado a estudar o planeta Vênus. Um dia, no final do outono, descobriu uma estranha mancha com raios finos na superfície do planeta, uma descoberta surpreendente que, curiosamente, só ele via.
Aglomeração de relâmpagos em Vênus?...
Como era de esperar, foi criticado pelos resultados. Em 1902, ainda que parcialmente, ele recuou, falando de um problema óptico, mas logo voltou a escrever com intolerante confiança a respeito de sua observação de Vênus.
Ele começou a especular sobre a ascensão de um funil de ar estagnado quente, criando um vazio parcial em que correntes de ar frio dariam lugar a um sistema de raios... Esse era o espírito de Percy.
Absolutamente ninguém podia ver o sistema de raios em atividade na superfície do planeta Vênus.
Tudo isso produziu uma notável falta de credibilidade que, supostamente, repercutiu em seus novos estudos, dessa vez sobre o planeta Marte. Anteriormente, fora ele que descrevera os canais marcianos, logo convertidos em uma suposição da existência de vida inteligente em Marte.
Mas... Por que só Percival Lowell podia ver raios em Vênus?... Seriam eles o produto da imaginação de um astrônomo?
O problema foi solucionado mais de cem anos depois, em 2003, em um artigo de William Sheehan e Thomas Dobbins, THE SPOKES OF VENUS: AN ILLUSION EXPLAINED (Os raios de Vênus: uma ilusão explicada). O artigo sustenta que Lowell tivesse deixado de forma intempestiva o telescópio e que, ao fazê-lo, o telescópio tivesse acidentalmente virado em uma espécie de oftalmoscópio, um instrumento utilizado para o exame dos olhos.
Em outras palavras, o que Percival Lowell observara na superfície de Vênus tinha sido a própria retina, sendo os raios os vasos sanguíneos da dita-cuja.

Percival Lowell y los rayos de Venus, El Baúl de Josete

21 fevereiro, 2014

Wi-Fe


A man received message from his neighbor:
"Sorry sir, I am using your wife... day and night... when you are not present at home.... I confess because now I feel very much guilty... Hope you will accept my sincere apologies".
And the man shot his wife.
A few minutes later he received another message :
"Sorry sir, spelling mistake ... wi fi. Not wife".
by Nelson Cunha

HOMENS X MULHERES. Uma comparação tecnológica

31 outubro, 2013

Por que devo errar?

Porque é a melhor forma de aprender.
Para ver a atuação do corretor ortográfico.
Porque é humano.
Para ver se a patuleia plateia está atenta ao que digo.
Porque posso botar a culpa nos outros.
Para aumentar o número de comentários no blog.
???

Bônus
Competição de comentários

13 outubro, 2013

Vaticano errou



Devido a um erro de grafia no nome "Jesus" – a letra "L" foi cunhada no lugar da "J" – o Vaticano teve que iniciar um recall das medalhas comemorativas do primeiro ano de pontificado do papa Francisco.
As medalhas com o referido equívoco estavam em circulação desde o dia 8.

Quem lucrou com a gafe

25 outubro, 2012

O Caso Dreyfus

O Caso Dreyfus foi um escândalo político que dividiu a França por muitos anos, durante o final do século XIX. Centrava-se na condenação por alta traição de Alfred Dreyfus, um oficial de artilharia do exército francês, de origem judaica. O acusado sofreu um processo fraudulento conduzido a portas fechadas. Dreyfus era, em verdade, inocente: a condenação baseava-se em documentos falsos. Quando os oficiais de alta-patente franceses se aperceberam disto, tentaram ocultar o erro judicial. A farsa foi acobertada por uma onda de nacionalismo e xenofobia que invadiu a Europa no final do século XIX.
Em 1894, Madame Bastian, empregada da limpeza na embaixada alemã em Paris descobriu uma carta suspeita no cesto do lixo do adido militar alemão, o tenente-coronel Schwarzkoppen. Madame Bastian entregou os papéis aos serviços secretos franceses, que logo concluíram que existia um traidor entre os oficiais franceses, que fazia espionagem para os alemães. Quando o caso se tornou conhecido, a carta passou a ser conhecida como "le bordereau" .
Alfred Dreyfus era o único oficial judeu entre os que poderiam ter escrito a carta. Por isto, foi considerado o principal suspeito e levado a julgamento. O memorandum foi usado como instrumento de acusação contra Alfred Dreyfus.
Dreyfus foi condenado à prisão perpétua na Ilha do Diabo, na costa da Guiana Francesa.
Em novembro de 1897, seu irmão Mathieu Dreyfus, descobre que Charles Esterhazy é o verdadeiro culpado. Em 1898, as evidências da inocência de Dreyfus possibilitaram um segundo julgamento. A permanência da sentença anterior provocou a indignação de Émile Zola. O escritor expôs o escândalo ao público geral no jornal literário L'Aurore numa famosa carta aberta ao Presidente da República Félix Faure, intitulada J'accuse! (Eu acuso!) em 13 de Janeiro de 1898. Uma reprimenda endereçada à França: "Como poderias querer a verdade e a justiça, quando enxovalham a tal ponto todas as tuas virtudes lendárias?". Nas palavras da historiadora Barbara W. Tuchman, o caso Dreyfus foi "uma das grandes comoções da história".
Outro literato bastante conhecido na época, Anatole France, defendeu abertamente Dreyfus e os judeus. Em seu livro O Anel de Ametista são descritos os manifestos populares, a perseguição daqueles que discordavam da sentença, os bastidores do jornal L´Aurore etc. Já reconhecia o caso como "grande erro" e criticava a confiança cega que os franceses tinham em instituições como o exército e o clero.
Uma revisão do processo de Dreyfus em 1906 mostrou que Charles-Ferdinand Walsin Esterhazy, outro major do exército francês, fora o verdadeiro autor das cartas e que agia como espião dos alemães.
Dreyfus foi restabelecido parcialmente no exército. Seus cinco anos de aprisionamento não foram considerados para a reconstituição da sua carreira. Esta decisão tirou-lhe qualquer esperança de uma carreira digna dos seus sucessos anteriores à sua detenção de 1894. Por conseguinte foi forçado a uma dolorosa demissão em junho de 1907. Dreyfus nunca pediu nenhuma compensação ao estado francês pela injustiça militar, nem pelo grande trauma sofrido e nem pelos danos financeiros. Morreu a 12 de julho de 1935.

O "domínio do fato" e as"tênues provas" acabam de criar um Caso Dreyfus brasileiro. Será assim que a história vai se referir a este descalabro jurídico.

REPORTAGEM  MOSTRA QUE A VIGA MESTRA DA TESE DO STF É FALSA, Raimundo Pereira, Correio do Brasil

29 junho, 2012

Error 451

Um novo status para a censura na rede em homenagem a Bradbury
Tim Bray, da Google, apresentou uma proposta oficial para introduzir uma nova mensagem de erro na internet que indique a restrição de accesso a um sítio por razões legais.
Error 451, é um código HTTP em tributo a Ray Bradbury e inspirado em sua obra-prima “Fahrenheit 451", cujo enredo se desenvolve no futuro onde todos os livros são proibidos.
A existência de um código de HTTP para a censura é necessária em um mundo onde a censura técnica acontece com uma frequência cada vez maior, por causa da ignorância generalizada de governos e de fracos sistemas de justiça, que, muitas vezes, sucumbem à pressão de monopólios intelectuais.
Geraldine Juarez, ALT1040



Ray Douglas Bradbury foi um escritor de ficção científica, nascido nos EUA e de ascendência sueca. Morreu recentemente (6 de junho de 2012), aos 91 anos, de causas não divulgadas. É conhecido principalmente por suas obras "The Martian Chronicles" (Crônicas Marcianas), de 1950, e "Fahrenheit 451", de 1953.
«Há coisas piores do que queimar livros, uma delas é não os ler.»
Ray Bradbury foi homenageado neste blog com a publicação de uma coletânea de frases que falam de seu profundo amor ao conhecimento.

11 junho, 2012

Um recorde desfeito

"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimentos."
Carl Sagan
Resumo
Nove meses atrás, a equipe do Laboratório Nacional Gran Sasso, na Itália, deixou meio mundo estarrecido ao afirmar que os neutrinos poderiam viajar mais rápido que a velocidade da luz, uma afirmação que entrava em conflito com a Teoria da Relatividade de Einstein. Contudo, antes de enunciar qualquer hipótese, o método científico exigia que se tornasse a repetir a experiência e foi aí que começaram a surgir novas dúvidas. A partir de fevereiro, quando começou-se a perceber que a medição feita pelo equipe do Gran Sasso poderia estar incorreta, devido a um cabo solto em um dos aparelhos de medição. Agora, na 25 ª Conferência Internacional sobre Física de Neutrinos e Astrofísica, realizada em Kyoto, o diretor de Pesquisa do CERN, Sergio Bertolucci, acaba de anunciar que a experiência no Gran Sasso, de nove meses atrás, estava de fato errônea e que, portanto, os neutrinos não viajam mais rápido que a velocidade da luz.
JJ Velasco, ALT1040