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27 fevereiro, 2021

Análise de risco

Desde 1995, a Sociedade de Atuários realiza regularmente uma competição de ficção especulativa.
Aqui está um trecho de "The Temple of Screens", de Nate Worrell, reconhecido em 2019 por descrever a "carreira atuarial mais inovadora do futuro":
"Desde que os seres humanos começaram a ter consciência do futuro, queríamos explorá-lo. Jogamos búzios, inspecionamos folhas de chá, seguramos as entranhas de animais em nossas mãos para tentarmos extrair algum conhecimento de nosso destino. Algumas de nossas histórias tentam nos mostrar que, como Édipo, não podemos mudar nosso destino. Em outras histórias, encontramos uma saída, temos o poder de escolha, pelo menos até certo ponto. Mas, em qualquer caso, conhecer nosso futuro muda a forma como agimos. Agora que você viu seus possíveis futuros, eles estão contaminados. Se você voltasse, todos eles mudariam, refletindo que você tinha algum conhecimento. O algoritmo realocaria um novo conjunto de pesos para suas tendências, aumentando alguns comportamentos e diminuindo outros."
Uma onda de raiva passa por mim e eu me levanto e começo a andar.
- Então, de que adianta isso?
"Para ajudá-lo a abraçar o que é possível, para chegar a um acordo com isso. Você veio aqui porque temia um certo futuro, que esperava evitar de alguma forma. Não podemos lutar ou fugir do futuro, seja ele qual for. Mas podemos encontrar serenidade em qualquer um de nossos futuros, se assim o desejarmos."
MetaFilter tem uma página sobre as competições anteriores.

http://www.futilitycloset.com/2020/09/13/risk-analysis

08 julho, 2019

O trabalho dos astrônomos da ilha voadora de Laputa

Ilustração: J.J. Grandville
Um livro de ficção antigo - "Viagens de Gulliver", a lendária sátira de Jonathan Swift - apresenta uma surpreendente referência às luas de Marte. Apesar de bastante breve, nada mais do que meio parágrafo, é surpreendente que aquele livro de Swift tenha sido publicado em 1726 - mais de 150 anos da descoberta das duas luas pelo astrônomo Asaph Hall!
Na parte III de sua longa sátira, Swift coloca seu herói, Gulliver, na ilha flutuante de Laputa onde astrônomos estão trabalhando duro para mapear o firmamento. Sobre os astrônomos e sobre seu trabalho, Gulliver afirma:
Eles catalogaram dez mil estrelas fixas (...) Da mesma forma, eles descobriram duas estrelas menores, ou "satélites", que giram ao redor de Marte, das quais a mais interna está distante do centro do planeta exatamente três vezes seu diâmetro, e a mais externa, cinco. A primeira completa uma volta em dez horas, enquanto a segunda, em vinte e uma horas e meia.
A maior parte dos teóricos acredita que Swift "tomou emprestadas" as informações sobre os satélites de Marte dos cálculos realizados por Johannes Kepler, o descobridor das leis do movimento dos planetas, no século XVI, que também recebe os créditos, com frequência, por ter descoberto as luas de Marte. De qualquer forma, Kepler meramente especulou que o Planeta Vermelho teria duas luas, tendo como base para isso a crença de que Vênus não teria nenhum satélite natural e a Terra tinha uma, então, Marte deveria ter  duas. Havia uma ideia de que cada planeta consecutivo possuiria uma lua adicional. Essa crença ganhou força quando as quatro maiores luas de Júpiter foram descobertas. Mercúrio ainda era desconhecido e o (hipoteticamente) quinto planeta em ruínas, no qual o cinturão de asteroides está localizado, teria três luas, segundo este sistema de raciocínio. Hoje sabemos que essa "lei" planetária não faz sentido, mas Kepler poderia não ter esse conhecimento.
Isso, no entanto, cria um paradoxo: se Kepler não tinha informações específicas relacionadas às duas luas de Marte, como então Swift chegou aos cálculos apresentados em "Viagens de Gulliver"? Para reafirmar, ele comentou sobre a lua interna viajar ao redor do planeta em dez horas e a lua externa em 21 horas e meia. O tempo de órbita verdadeiro para cada lua é: Fobos, sete horas e quarenta e nove minutos; Deimos, trinta horas e dezoito minutos.
Em um artigo na Persuit, a publicação da Sociedade de Investigação do Inexplicado, o ex-diretor Robert J. Durant escrever: "No quesito exatidão, Swift deixa algo a desejar, mas seus números são, de qualquer forma, bastante aproximados. Qualquer um da mesma época na história [daquela era da astronomia] dificilmente conseguiria apontar falhas em Swift".
É possível que exista um registro antigo, em algum lugar, documentando a órbita e a posição de cada lua de Marte. Sobre tudo o que está fora de nossos tempos, nosso conhecimento em história é terrivelmente incompleto; o que sabemos de nosso próprio passado distante são hipóteses criadas a partir de uma estrutura de crenças cuidadosamente cultivada. Podemos ter subido e caído, repetidamente, com cada civilização redescobrindo o conhecimento do passado. O sistema solar pode ter sido mapeado e explorado, e até mesmo colonizado, em eras anteriores. Evidências disso, se existiram, provavelmente seriam encontradas  em Marte, ou mesmo em um de seus pequenos satélites.

UFOs: o último grande segredo / Curt Sutherly. São Paulo, Universo dos Livros, 2009. p.85-87

10 abril, 2019

O oráculo das horas

Pedimos para que ele retirasse tudo que estivesse na extremidade dessa corrente, que nos pareceu ser um globo, metade prata, e a outra metade de um metal transparente; do lado transparente nós vimos certas figuras estranhas desenhadas de modo circular, e embora pudéssemos tocá-las, até que percebemos que os nossos dedos foram retidos por uma substância transparente. Ele pôs este mecanismo em nossos ouvidos, que fazia um ruído contínuo, como o de um moinho d’água: e pensamos que fosse de algum animal desconhecido, ou a divindade por ele adorada; mas nós tendemos mais para esta última opinião, porque ele nos garantiu, (se nós o entendemos direito, pois ele se expressava muito imperfeitamente) que ele raramente fazia alguma coisa sem consultá-lo.

- Viagens de Gulliver, Jonathan Swift

Por volta de 1504, Peter Henlein, na cidade de Nuremberg, fabricou o primeiro relógio de bolso. Era de ferro, com pelo de porco e utilizava-se do princípio da "mola espiral" com corda para quarenta horas.
Foi, em muitos países, principalmente na Europa, o ponto de partida para o surgimento da indústria relojoeira e de outros inventos.

17 fevereiro, 2019

Viagem à Lua

"Le Voyage dans la Lune" (no Brasil, "Viagem à Lua") é um filme francês do ano de 1902. Foi baseado em dois romances populares de seu tempo: "Da Terra à Lua", de Julio Verne, e "Os Primeiros Homens na Lua", de H. G. Wells.
O filme teve roteiro e direção de Georges Méliès, com assistência de seu irmão Gaston Méliès. Foi extremamente popular em sua época e o mais conhecido das centenas de produções de Méliès. É considerado o primeiro filme de ficção científica e o primeiro a tratar de seres alienígenas, usando recursos inovadores de animação e efeitos especiais, incluindo a famosa cena da nave pousando no olho da "Homem da Lua".
Méliès tinha a intenção de lançar seu filme nos Estados Unidos com a ideia de lucrar com isso. Entretanto, técnicos dos filmes de Thomas Edison secretamente fizeram cópias e as distribuíram por todo o país.
"Le Voyage dans la Lune" (nos EUA, "A trip to the Moon") foi escolhido um dos cem melhores filmes do século XX no ranking de "The Village Voice", ocupando a posição de número 84. É o filme mais velho presente na lista do livro "1001 Filmes para Ver antes de Morrer", de Steven Jay Schneider. Hoje, possui domínio público, pois seus direitos autorais já expiraram.
Sinopse
A história começa com uma reunião de cientistas em que o professor Barbenfouillis (interpretado por Georges Méliès) tenta convencer seus colegas a participar de uma viagem para explorar a Lua. Depois de especificar o plano e formar o grupo que realizará a expedição, os detalhes da viagem são finalizados e os cientistas embarcam num foguete espacial que é disparado por um canhão. A nave pousa no olho do "Homem da Lua" (uma imagem famosa) e os cientistas começam a explorar o ambiente lunar. Eles não demoram a encontrar os habitantes da Lua, os selenitas, que os capturam e os trazem diante de seu rei. Depois de descobrir a maneira pela qual os selenitas podem ser derrotados (eles viram fumaça com o simples toque de um guarda-chuva), os cientistas conseguem escapar e retornar à Terra. Aqui, depois de cair no mar e ser resgatado, eles são recebidos em Paris como heróis.


14 agosto, 2018

Histórias Incríveis

1
Amazing Stories foi a primeira revista dedicada exclusivamente à ficção científica. Antes desta publicação, as histórias de ficção científica fizeram aparições regulares em outras revistas, incluindo algumas publicadas por Gernsback, mas Amazing ajudou a definir e lançar um novo gênero de ficção pulp. A primeira edição apareceu em 10 de março de 1926, com a data de capa em abril de 1926.
Ver capa da 1ª edição, ao lado.
2
Amazing Stories foi também a antológica série de fantasia, horror e ficção científica criada pelo diretor e produtor Steven Spielberg para a televisão, que foi ao ar pela NBC de 1985 a 1987 nos EUA (no Brasil, no começo dos anos 90). Era uma série inusitada desenvolvida no formato de "Além da Imaginação" (The Twilight Zone), com histórias, do tipo que são contadas ao redor de uma fogueira ou lidas à noite para as crianças. Contos voltados para a fantasia, mas que também exploravam os gêneros humor, suspense, drama e terror, e teve a participação de muitos atores famosos.
1º episódio: "O Trem". A história fantástica de um velhinho que insiste que um trem irá atravessar a casa recém comprada pela família, mas o único que acredita nele é seu netinho.

03 julho, 2015

Universos paralelos

Em ficção científica e fantasia, o universo paralelo é uma realidade autocontida em separado, coexistindo com a nossa própria realidade.
Essa realidade em separado pode variar em tamanho de uma pequena região geográfica até um novo e completo universo, ou vários universos formando um multiverso.
Ao lado, insiro esta misteriosa e enigmática xilogravura (Universum: Urbi et Orbi) que representa imaginativamente o conceito fantástico e surreal sobre os universos paralelos. A comunicação entre eles se dá através de portais ou gateways que, por magia ou tecnologia, criam passagens instantâneas para os protagonistas das histórias.
Abaixo, acrescento uma atualização científica do conceito de universos paralelos:


Os universos paralelos realmente existem?

Leia no Preblog: O BRASIL ALTER.
É uma crônica sobre as consequências de faltar o Brasil das alternativas que foram descartadas – por razões históricas ou não.

30 outubro, 2013

O boato da Guerra dos Mundos

Há exatos 75 anos uma histeria coletiva tomou conta dos Estados Unidos. Quando o jovem Orson Welles (foto) fez uma transmissão pela CBS de uma adaptação radiofônica da "Guerra dos Mundos", a obra de ficção científica de H. G. Wells que descreve uma invasão da Terra pelos marcianos. Apesar de ter sido anunciado (quatro vezes) de que a transmissão era apenas uma dramatização, os ouvintes preferiram acreditar que estava a ocorrer uma invasão alienígena.


Há quem suspeite de que essa histeria em massa não aconteceu. As reportagens da época, portanto, não teriam passado de um exagero dos jornais. Ou, até mesmo, de esperteza deles. Em disputa acirrada com as rádios pela preferência da população norte-americana, os jornais teriam aproveitado a situação para criticar a falta de seriedade das rádios. E assim pôr as coisas nos devidos lugares.

16 agosto, 2013

Regras da ficção policial

Em 1928, o teólogo e escritor Ronald Knox codificou as 10 regras da ficção policial:
O criminoso deve ser mencionado na primeira parte da história, mas não deve ser alguém cujos pensamentos foram permitidos ao leitor saber.
Todos as intervenções sobrenaturais são descartadas por uma questão de coerência.
Não é permitido mais de um aposento com passagem secreta.
Não podem ser utilizados venenos desconhecidos, nem aparelhos que vão necessitar de uma longa explicação científica no final.
Nenhum chinês deve figurar na história.
O acaso não deve ajudar o detetive nem este deve ter sempre uma intuição inexplicável para o que é certo.
O próprio detetive não deve cometer o crime.
O detetive é obrigado a declarar quaisquer pistas que ele descubra.
O amigo estúpido do detetive, o Watson, não deve esconder do leitor todos os pensamentos que passam por sua mente; sua inteligência deve ser pequena, mas só ligeiramente inferior à do leitor médio.
Irmãos gêmeos e sósias não devem aparecer, a menos que a história tenha sido devidamente preparada para eles.
Greg Ross, Futility Closet

07 julho, 2013

O Dispositivo

Eu suspeito que este curta tenha sido feito com um orçamento próximo do zero. Contudo, "O Dispositivo" (The Device), dirigido pelo cinegrafista franco-brasileiro Claude Lee Sadik, é um curta de ficção científica interessante.
Um jovem, um tanto nerd, descobre um dispositivo que instantaneamente o transporta para vários lugares. Então, ele começa a fazer planos para visitar uma série de lugares aonde nunca foi, porém...
Há sempre um "porém" com esse tipo de história.



Sadik, que já viajou por muitos países, um dia deve ter desejado possuir, ou não, um dispositivo desses.

09 abril, 2013

O Pai da Contagem Regressiva

10-9-8-7-6-5-4-3-2-1 ... Decolar!
Todos nós já vimos a contagem regressiva clássica: nos  filmes sobre astronautas, nos documentários da TV sobre astronautas, nos desenhos animados sobre astronautas etc.
Curiosamente, o criador da contagem regressiva não trabalhou na NASA, tampouco em Cabo Kennedy. Na verdade, foi um diretor de cinema. E seu nome era Fritz Lang.
No final da década de 1920, Lang dirigiu um dos primeiros filmes de ficção científica. Com o título de Frau in Mond (A Mulher na Lua, de 1929), um dos destaques do filme era o lançamento de um foguete (que parecia estranhamente com aqueles que mais tarde seriam lançados do Cabo Canaveral).
Ocorreu a Lang que o suspense poderia ser ser maior caso saísse do convencional. Então, ao invés do esperado "um-dois-três" na contagem para o lançamento do foguete, Lang usou exatamente o inverso em seu filme (vídeo).



Portanto, a contagem regressiva ocorreu pela primeira vez há mais de 80 anos. Em um filme de ficção científica! E logo ciência trataria de imitar a arte na contagem inversa, tal como a conhecemos, a ponto de torná-la um procedimento operacional padrão em todos os lançamentos de foguetes.

29 junho, 2012

Error 451

Um novo status para a censura na rede em homenagem a Bradbury
Tim Bray, da Google, apresentou uma proposta oficial para introduzir uma nova mensagem de erro na internet que indique a restrição de accesso a um sítio por razões legais.
Error 451, é um código HTTP em tributo a Ray Bradbury e inspirado em sua obra-prima “Fahrenheit 451", cujo enredo se desenvolve no futuro onde todos os livros são proibidos.
A existência de um código de HTTP para a censura é necessária em um mundo onde a censura técnica acontece com uma frequência cada vez maior, por causa da ignorância generalizada de governos e de fracos sistemas de justiça, que, muitas vezes, sucumbem à pressão de monopólios intelectuais.
Geraldine Juarez, ALT1040



Ray Douglas Bradbury foi um escritor de ficção científica, nascido nos EUA e de ascendência sueca. Morreu recentemente (6 de junho de 2012), aos 91 anos, de causas não divulgadas. É conhecido principalmente por suas obras "The Martian Chronicles" (Crônicas Marcianas), de 1950, e "Fahrenheit 451", de 1953.
«Há coisas piores do que queimar livros, uma delas é não os ler.»
Ray Bradbury foi homenageado neste blog com a publicação de uma coletânea de frases que falam de seu profundo amor ao conhecimento.

30 novembro, 2007

Minha luta com Popó

Não sei onde andava com o meu juízo quando resolvi desafiar o grande pugilista baiano para uma luta. Detentor de um cartel inigualável, Popó era (ainda é) um nome respeitadíssimo no mundo do boxe. Uma fortaleza humana com punhos que a tornavam inexpugnável. E, para dificultar as coisas, com um abdome protegido com cinturões de ouro.
Quanto a mim, algumas baratas nocauteadas em meu apartamento (com o chinelo) eram em que se resumia o meu currículo de lutador. E, aí já fora do currículo oficial, algumas “pernas pra que vos quero” de penosa recordação. Porém, por haver feito o tal desafio, resolvi não retroceder mais. As boas idéias não morrem nunca, a menos que estejam em cérebros de gladiadores.
Antes do encontro, numa tentativa de intimidá-lo (os lutadores sempre fazem isso!), deixei escapar algumas informações a meu respeito: idade (59) e os dados antropométricos (160 cm de altura, 70 kg de peso, 150 cm de envergadura). No entanto, astuciosamente, fiz sigilo de algumas morbidades pessoais, como a artrose nos dedos. Um aperto de mãos, antes da luta, poderia já acabar com ela. A luta, claro, já que essa artrose nunca teve jeito.
Acho que não funcionou esse ensaio de intimidação. Pois soube que Popó riu muito, muitíssimo ao receber dos segundos essas informações. E, a seguir, deu férias ao sparring e foi espairecer na Ilha de Comandatuba. Não sem antes comentar para o seu saco de pancadas como já vislumbrava a luta. “Não vai dar tempo para esse cara dizer soteropolitano”.
Devolvi-lhe a gentileza através de uma correspondência. Nela deixando claro que uma lutazinha qualquer não me afetaria nas propriedades silábicas. Eu diria, no calor da futura refrega, palavras até bem maiores. Após essa jactância toda, por via das dúvidas, interrompi o preparo físico para passar mais horas com o Aurélio e o Houaiss.
No íntimo, sabia que teríamos um enfrentamento rápido. Algo do tipo round único com perspectiva de acabar em morte súbita. Popó viria com os seus jabs, uppercuts e hooks. Era assim que ele demolia os adversários. Isso quando não incluía em seu repertório de pugilato alguns humilhantes cascudos. E todo um YouTube com vídeos do Popó passou a freqüentar a minha mente.
Por isso, eu decidi montar uma estratégia bem diferente. Não deixaria o Popó ter o controle da situação. Não deixaria o Popó chegar perto de mim. Pensando bem, não deixaria nenhum soteropolitano (pelo trauma psíquico que esta palavra já me causava) aproximar-se de minha frágil aura. E, o tempo todo, eu buscaria uma luta de resultados.
Pois foi exatamente o que eu fiz, quando levei essa luta para o Googlefight.