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14 abril, 2025

A estratégia com que os ricos evitam os impostos

Utilizando-se da estratégia "Comprar, pedir emprestado e morrer" é como os ricos evitam os impostos, segundo Andrew Lokenauth:
Passo 1: Comprar ativos e mantê-los (para evitar os impostos sobre as mais-valias da venda).
Passo 2: Pedir dinheiro emprestado aos bancos para as despesas de subsistência, utilizando os ativos como garantia, as taxas de juros baixas (enquanto os ativos se valorizam).
Passo 3: Os juros pagos sobre o dinheiro emprestado são deduzidos nos impostos.
Passo 4: Esperar e repetir. Os ganhos a longo prazo dos ativos compensam o custo a curto prazo do empréstimo de dinheiro.
Passo 5: Passar os ativos para os filhos, isentos de impostos (com uma base de valorização) e repetir.
*@FluentInFinance, Mastodon

09 julho, 2021

Genghis Khan: "Coloque as mulheres no comando."

Em "The Secret History of the Mongol Queens" (Crown Publishers, 2010), o historiador Jack Weatherford argumenta que foram suas filhas, e não seus filhos, que fizeram do império de Genghis um sucesso. E quando os filhos arruinaram o império, foi uma mulher que recriou a Mongólia no final do século 15.
Temujin, o jovem que se tornou Genghis Khan, cresceu em um clã sem importância em um povo sem importância. Outras nações pastoris floresceram nas estepes do século 12 ao norte da China. Eles invadiram e negociaram com a China e lutaram para controlar a Rota da Seda. Os mongóis, até então, eram players secundários.
Criado por sua mãe, Temujin aprendeu a espiritualidade mongol - um equilíbrio entre masculino e feminino, Mãe Terra e Pai Céu. Ao tempo em que os senhores mongóis mais poderosos tinham pouco respeito pelos aspectos femininos do mundo.
Na época em que Temujin se tornou o Grande Khan dos mongóis em 1206, ele estava na casa dos 40 anos, com uma grande família que incluía "quatro filhos auto-indulgentes que provaram ser bons na bebida, medíocres nas lutas e pobres em tudo o mais".
Mas ele também tinha sete ou oito filhas, cujos nomes e vidas são muito menos conhecidos.  (Weatherford teve que "remontar" suas histórias de várias fontes). Eram jovens claramente notáveis.
O casamento como missão militar
Genghis Khan adotou uma política de casamentos estratégicos. Ele casava uma filha com o rei de uma nação aliada. As outras esposas do rei eram dispensadas. Em seguida, ele designava seu novo genro para o serviço militar nas guerras mongóis, enquanto a filha assumia o governo do reino. A maioria dos genros morreu em combate.
Dessa forma, Genghis Khan construiu um escudo em torno das terras natais mongóis, enquanto se expandia para além delas. Em suas instruções matrimoniais para sua filha Alaqai, "Ele não deixou dúvidas de que esta era uma importante missão militar. Ela não estava lá apenas para administrar, mas para governar - iniciando assim a expansão dos mongóis de uma nação tribal para um império global".
Na época da morte de Genghis Khan, suas filhas governavam desde o Mar Amarelo até o Cáspio. Provavelmente nunca antes, ou desde então, as mulheres tiveram tanto poder sobre uma região tão vasta.
Os filhos começaram a reduzir esse poder assim que o velho morreu. Cada um havia recebido um território de herança, e a maneira mais fácil de expandi-lo era tirar o de suas irmãs.
Conforme as filhas envelheciam e morriam, os filhos (e netos) tomaram seus reinos. Até que... uma nova geração de mulheres entrou em cena: as noras de Genghis Khan, que assumiram o poder enquanto seus maridos bebiam até morrer.

Extraído de: Genghis Khan, Feminist, THETYEE

14 junho, 2015

Erro crasso

segundo Câmara Cascudo
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os Partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".

Ambrose E. Burnside, outro militar com queda para o erro crasso!

15 dezembro, 2014

A estratégia de Kutuzov

Em 1812, o célebre militar russo Marechal Kutuzov (1745-1813), durante a invasão napoleônica se utilizou dessa estratégia. Fazendo suas tropas recuarem para o interior do território russo, de modo a atrair Napoleão, que esticava cada vez mais a sua linha de suprimentos vinda do leste do Grão-Ducado da Polônia e do Grão-Ducado de Varsóvia (território então aliado do Império Napoleônico), ao mesmo tempo em que devastavam tudo o que não podiam levar. Ateavam fogo nas casas de madeira, deixando o exército napoleônico sem abrigos. Matavam os animais, deixando os invasores sem alimentos. E, com as linhas de abastecimento cada vez mais esticadas, podiam ser atacados pelas guerrilhas russas.
Napoleão ia se distanciando de seu ponto de partida e enfrentando progressivas dificuldades. Kutuzov simplesmente recuava cada vez mais – sem oferecer combate a Napoleão, e Napoleão, com esperanças de que, uma hora ou outra, os russos travassem alguma batalha, ao menos para defender Moscou que tinha grande valor histórico e político por ser a capital da Rússia.
Napoleão, porém, foi imprudente e não percebeu que a ideia de Kutuzov era sacrificar tudo, inclusive Moscou, para que Napoleão adentrasse o mais possível em território russo, até que chegasse o inverno. E Napoleão não estava preparado para o inverno.
Quando chegou o inverno, Napoleão estava muito distante de seu ponto de partida e teve que recuar em péssimas condições. Ele não tinha onde abrigar seu exército, nem como alimentá-lo.
Com o exército francês enfraquecido, houve o momento perfeito para que os russos atacassem. A retirada se torna extremamente catastrófica, e com o exército russo sempre atacando à retaguarda, ocorrem muitas baixas, soldados se dispersam, se entregam. O exército napoleônico literalmente se arrastou de volta para a Polônia, em meio a nevascas e sob ataques dos russos, os quais, finalmente, conseguem expulsar o exército de Napoleão da Russia. WIKIPÉDIA
N. do E.
Kutuzov cutucava o dragão com vara longa.

15 outubro, 2013

Esqueçam Sun Tzu

O MELHOR ATAQUE É A DEFESA

Sun Tzu é o autor do tratado militar 孫子兵法 (A Arte da Guerra), que foi escrito (li no idioma original) durante o século IV a.C. Este tratado é composto por treze capítulos, onde em cada capítulo é abordado um aspecto da estratégia de guerra, de modo a compor um panorama de todos os eventos e estratégias que devem ser abordados em um combate racional. Acredita-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Gengis Khan, Napoleão, Zhuge Liang, Cao Cao, Takeda Shingen, Vo Nguyen Giap, Mao Tse Tung e, last but not the least, o general Ambrose E. Burnside.

05 julho, 2013

11 maio, 2013

A estratégia para um jardim

Um senhor vivia sozinho em Cabrobó.
Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.
Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem, então, escreveu a seguinte carta ao filho:
Querido filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para o plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois está na prisão.
Com amor, seu pai.
Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:
Pelo amor de Deus, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos.
Como as correspondências eram monitoradas na prisão, na manhã do dia seguinte, policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar qualquer corpo.
Confuso, o velho escreveu outra carta para o filho, contando o que acontecera.
Esta foi a resposta:
Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento.
Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que, por vezes, parecem impossíveis.

Fonte: Internet (enviado para publicação por Denise Macedo)

"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional".

11 março, 2013

Porcos em chamas

Elefantes já foram tanques de guerra. Suas peles duras e blindadas a flechas e seu tamanho gigante faziam deles instrumentos perfeitos para penetrar nas linhas inimigas. Em 331 aC, Alexandre, o Grande, andava tão nervoso com os paquidermes do exército persa que fez um sacrifício aos deuses na noite que precedeu uma batalha. A reputação do poder dos elefantes só aumentou quando, em 218 aC, Aníbal partiu para atacar Roma com uma armada de ferozes elefantes. A "elefantaria" parecia invencível. Se os elefantes foram os primeiros tanques do mundo, os porcos em chamas foram os primeiros mísseis anti-tanque do mundo. Banhados em alcatrão e ateados fogo, os suínos eram soltos para causar estragos ao inimigo. De acordo com o historiador romano Plínio, o Velho, a arma funcionava porque os "elefantes se assustam com os guinchos dos porcos". E há outros relatos de como os porcos flamejantes foram brilhantes. Em 266 aC, a cidade grega de Megara rechaçou os macedônios, sob o comando de Antígono, utilizando porcos em chamas após mergulhados em resina. Os elefantes de Antígono fugiram aterrorizados diante da "brigada bacon". A maioria das batalhas, no entanto, destacou os graves inconvenientes de tais churrascos táticos. Como o tempo de vida dos porcos flamejantes é muito curto, o seu alcance era inferior a 400 metros. Isso significava que o inimigo praticamente tinha que estar em cima para que os porcos pudessem fazer efeito. Os mísseis suínos também não tinham um bom sistema de orientação, o que lamentavelmente os deixava imprecisos. Apesar de dirigidos para as linhas inimigas, muitas vezes correndo ao bel-prazer (sic), eles provocavam incêndios no próprio lado.

19 abril, 2010

Um militar trapalhão

Os especialistas em estratégia militar coincidem em destacar Ambrose E. Burnside (no centro da fotografia) como um dos piores militares da História.
Abraham Lincoln certa vez comentou sobre ele:
"Só Burnside é capaz de transformar uma vitória certa em uma derrota espetacular."
Durante a Guerra da Secessão nos Estados Unidos, entre outros vexames, o despreparo do general Burnside foi a causa de muitas baixas entre seus comandados. Como aconteceu na Batalha de Antietam, por exemplo, em que ele se empenhou para tomar uma ponte "estratégica". E só depois foi descobrir que o rio sob a ponte conquistada tinha apenas poucos centímetros de profundidade.

Pois é. Há sempre um incompetente para estragar a guerra.