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05 maio, 2026

Luz e chaves

Pedestre que passava por um local à noite. E notou um homem que rastejava sob um poste de luz, aparentemente procurando algo.

Transeunte: "Você perdeu alguma coisa?"

Homem de joelhos: "Sim, deixei cair minhas chaves."

Transeunte: "Por aqui?"

Homem de joelhos: "Não, ali perto da porta da frente da minha casa."

Transeunte, oça a cabeça e diz: "Então, por que você está procurando por aqui?"

Homem de joelhos: "Porque a luz aqui é melhor."

15 janeiro, 2025

Como identificar aquela luz no céu

Explicação (pela NASA). O que é aquela luz no céu? A resposta a uma das perguntas mais comuns da humanidade pode surgir de algumas observações rápidas. Por exemplo: está se movendo ou piscando? Neste caso, e se você mora perto de uma cidade, a resposta normalmente é um avião, já que os aviões aqui são numerosos e poucas estrelas e satélites são brilhantes o suficiente para serem vistos sobre o brilho das luzes artificiais da cidade. Caso contrário, e se viver longe de uma cidade, essa luz brilhante é provavelmente um planeta como Vênus ou Marte - o primeiro dos quais é obrigado a aparecer perto do horizonte pouco antes do amanhecer ou depois do anoitecer. Às vezes, o baixo movimento aparente de um avião distante próximo ao horizonte torna difícil diferenciá-lo de um planeta brilhante, mas mesmo isso geralmente pode ser discernido pelo movimento do avião durante alguns minutos. Ainda não tem certeza? O gráfico apresentado abaixo fornece uma avaliação, às vezes bem-humorada, mas quase sempre precisa. E os entusiastas dedicados do céu provavelmente notarão – e serão encorajados a fornecer – correções educadas.

https://apod.nasa.gov/apod/ap240609.html

Exemplificação (pelo Blog EM). É realmente grande? NÃO. Move-se? SIM. Tão rapidamente que você quase deixa de vê-la? NÂO. Alguma coisa está piscando? NÃO. Algum astronauta está acenando para você? SIM. É a ISS, a Estação Espacial Internacional.

03 fevereiro, 2024

ÁGUA, LUZ E NET


Respondo perguntando:
O corpo humano tem de 60 a 70 por cento de água, produz alguma eletricidade (120 Watts/dia) e está sempre sem sinal de internet.
De qual então mais precisamos?

- Oi gata, qual é o seu nome?
- Luzinete.
- Vixi!!! Deixa quieto!
- Oxi, porquê? Não gostou do meu nome?
- Não é isso. É que você me faz lembrar de duas contas atrasadas.
@FlaRobSal

26 janeiro, 2023

Fótons e táquions

"A luz pensa que viaja mais rápido do que qualquer coisa, mas está errada. Não importa o quão rápido a luz viaje, ela descobre que a escuridão sempre chegou primeiro, e está esperando por ela."
Do livro "Reaper Man ("O Senhor da Foice"), do escritor britânico Terry Pratchett (1948 - 2015). A pedido dele, o disco rígido que continha as suas obras não terminadas foi destruído por um rolo compressor chamado "Lord Jericho".

Alguns anos atrás, um grupo de físicos postulou que as chamadas partículas táquions (*) viajavam acima da velocidade da luz. Felizmente, sua existência como partículas reais é considerada altamente improvável. Se existissem, teriam uma massa imaginária e o tecido do espaço-tempo ficaria distorcido — levando a violações de causalidade (e possivelmente uma dor de cabeça para Deus).
(*) Un taquión es toda aquella partícula hipotética capaz de moverse a velocidades superlumínicas. A los taquiones se les atribuyen propiedades inexplicables al día de hoy. (Wikipedia)

Tudo indica, até agora, que não foi observado nenhum objeto que possa viajar mais rápido do que a velocidade da luz. Isso em si não diz absolutamente nada sobre Deus. Apenas reforça o conhecimento de que a luz viaja muito rápido.

http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-56444617
http://blogdopg.blogspot.com/2013/07/um-taquion-entra-no-bar.html
http://blogdopg.blogspot.com/2021/10/a-ciencia-funcionando-como-deve.html
http://blogdopg.blogspot.com/2022/05/a-ciencia-funcionando-como-deve.html

24 outubro, 2021

A ciência funcionando como deve funcionar (1)

Até onde sabemos, não há nada que possa viajar mais rápido que a velocidade da luz. Mas, por um breve momento, acreditou-se que sim. Em 2011, foi anunciada uma descoberta que ameaçou anular tudo o que sabemos sobre a velocidade da luz, a Teoria da Relatividade e toda a física moderna.
Na Suíça, físicos europeus conduziam um experimento chamado Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus (Opera, na sigla em inglês), para estudar o fenômeno da oscilação de neutrinos.
Diferentemente das partículas de luz, os neutrinos são partículas que possuem uma pequena quantidade de massa. Por isso, segundo a Teoria da Relatividade Especial de Einstein, deveriam viajar a uma velocidade menor que a da luz.
No entanto, naquele ano, o projeto chamou a atenção de toda a comunidade internacional quando anunciou a detecção de neutrinos se movimentando em uma velocidade superior à da luz.
"Os pesquisadores que realizaram esse experimento com neutrinos na Suíça e na Itália publicaram os resultados, e todos ficaram muito emocionados: aquilo ia revolucionar a Física", relembra Jim Al-Khalili.
"Mas eles conseguiram aquele resultado por causa de um cabo frouxo de um relógio digital em um computador num laboratório italiano. Quando alguém percebeu e o conectou corretamente, tudo voltou à normalidade e ficou comprovado que os neutrinos estavam viajando a uma velocidade mais baixa que a da luz."


Toda a Física moderna foi questionada, portanto, por causa de um cabo de fibra óptica solto, que fez com que a passagem do tempo fosse registrada de maneira incorreta.
Mas isso foi justamente uma amostra da ciência funcionando como deve funcionar.
"A ciência é cometer erros e aprender com eles. É preciso ter provas muito fortes para derrubar um século de Física, mas isso não significa dizer que nunca acontecerá", afirma Al-Khalili.
"Desde que Einstein formulou sua teoria tentamos provar que ela está errada e não conseguimos, mas nunca devemos deixar de tentar."


[continua]

06 agosto, 2018

Por que o céu noturno é escuro?

O que Karen B. Kwitter, professora de Astronomia no Williams College, em Williamstown, Massachusetts, tem a dizer:
Nós vemos as estrelas no firmamento, então porque a sua luz combinada não faz o nosso céu noturno e o espaço circundante, pela mesma razão, se apresentarem brilhantes? O físico alemão Heinrich Wilhelm Olbers colocou o mesmo quebra-cabeça dessa maneira, em 1823: se o universo é de tamanho infinito, e as estrelas (ou galáxias) estão distribuídas ao longo deste universo infinito, então estamos certos de ver uma estrela em qualquer direção que observemos. Como resultado, o céu noturno deveria ser claro. Por que não é?
Na verdade, a resposta é muito mais profunda do que parece. Houve muitas tentativas de explicar este quebra-cabeça, apelidado ao longo dos anos de Paradoxo de Olbers. Uma versão implicava a existência de poeira entre as estrelas e, talvez, entre as galáxias. A ideia era que o pó bloquearia a luz de objetos distantes, resultando disso o céu escuro. Na realidade, no entanto, caso a luz incidisse no pó, ela acabaria por aquecê-lo de modo que este brilhasse tão fortemente quanto às suas fontes originais.
Outra resposta proposta para o paradoxo sustentava que o tremendo deslocamento das galáxias distantes - com o alongamento do comprimento de onda da luz que elas emitem devido à expansão do universo - deslocaria a luz do alcance visível para o infravermelho invisível. Mas se essa explicação fosse verdadeira, uma luz ultravioleta de comprimento de onda mais curta também seria deslocada para o alcance visível - o que não acontece.
A melhor resolução para Paradoxo de Olbers no momento tem duas partes. Em primeiro lugar, mesmo que o nosso universo seja infinitamente grande, não é infinitamente antigo. Este ponto é crítico porque a luz viaja na velocidade finita (embora muito rápida!) de cerca de 300.000 quilômetros por segundo. Podemos ver algo apenas depois que houve tempo para a luz emitida nos alcançar. Em nossa experiência diária, o atraso no tempo é minúsculo: mesmo sentado na varanda de uma sala de concertos, você verá o maestro levantar a batuta a menos de um milionésimo de segundo depois que ele realmente o fez.
Quando as distâncias aumentam, o mesmo acontece com o tempo atrasado. Por exemplo, os astronautas na Lua experimentam um atraso de 1,5 segundo em suas comunicações com o controle da missão, devido ao tempo que demora nos sinais de rádio (que são uma forma de luz) para viajar de ida e volta entre a Terra e a Lua. A maioria dos astrônomos concorda que o universo tem entre 10 e 15 bilhões de anos. E isso significa que a distância máxima a partir da qual podemos receber luz está entre 10 a 15 bilhões de anos-luz de distância. Então, mesmo que haja galáxias mais distantes, a luz deles ainda não terá tido tempo para nos alcançar.
A segunda parte da resposta reside no fato de que estrelas e galáxias não duram para sempre. Eventualmente, elas extinguem. Veremos esse efeito mais cedo nas galáxias próximas, graças ao menor tempo para a viagem da luz. A soma desses efeitos é que em nenhum momento estão cumpridas todas as condições para a criação de um céu brilhante. Nunca podemos ver a luz de estrelas ou galáxias de todas as distâncias ao mesmo tempo; ou porque a luz dos objetos mais distantes ainda não nos alcançou ou, então, porque tanto tempo teria passado que os objetos mais próximos estariam consumidos e escuros.

Why is the night sky dark?, Scientific American

A poluição luminosa, blog EM

30 junho, 2017

Mais luz!

para Luciano Hortencio

Em sua obra Teoria das Cores, Goethe dizia que a soma de todas as cores era o cinza – e não a luz branca como Newton propunha. Para Goethe, todas as cores produziam o cinza ao serem misturadas.
A tragédia de Goethe é que ele não diferenciava a "mistura aditiva" (somatória da luz colorida do arco-íris, em que se obtém a luz branca – que propôs Newton) da "mistura subtrativa" (somatória das matérias corantes, em que teremos o cinza/preto). Goethe não queria acreditar que elas obedeciam a leis diferentes das que eram seguidas pelas cores que estavam em sua caixa de aquarela (mistura subtrativa). Mas, acredite, ele não foi o único a pensar assim.
Suas últimas palavras antes de morrer foram: "Mais luz!" – seu grande e eterno problema.
Carol T. Moré (adaptado)

http://followthecolours.com.br/gotas-de-cor/cinza-50-curiosidades-interessantissimas-que-voce-nao-sabia-sobre-cor/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_cores

"Lich, mehr Licht!" (Luz, mais luz)
(últimas palavras atribuídas a Goethe)

"Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás."

https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/vida-nao-cifrada.html
https://www.youtube.com/watch?v=6sLDf3ZpJEw (Luciano Hortencio)

22 maio, 2017

Por que a chama não produz sombra?



Você já se perguntou por que a chama de uma vela ou de um fósforo não produz uma sombra?
Bem, a explicação é simples. Basicamente, uma sombra é criada quando a luz é bloqueada, e uma chama, como a que acontece durante a queima de um fósforo, é uma reação química gasosa ocasionada por um processo de combustão.
Assim, uma chama não é sólida o suficiente (a menos que contenha muita fuligem de carbono) para bloquear a passagem da luz ambiente de modo a lançar uma sombra.

29 abril, 2017

Tua sombra

É a confirmação de que a luz foi capaz de viajar uns 150 milhões de quilômetros, não se chocando absolutamente com nada, apenas para não tocar no solo do nosso planeta - por uma questão de poucos centímetros!
(para pensar sobre as maravilhas do Universo)

Regras para as sombras

13 agosto, 2015

O mistério da bioluminescência do vaga-lume

por Jason Bittel, National Geographic
Pense no abdome do vaga-lume como uma caixa preta da bioluminescência. Há cerca de 60 anos, os cientistas sabem os ingredientes básicos que entram nessa caixa - coisas como oxigênio, cálcio, magnésio e uma substância química natural chamada luciferina. E eles também sabem o que sai da caixa - fótons, ou luz, sob as formas de lampejos amarelos, verdes, laranjas e até mesmo azuis, aqueles que você vê piscando em seu quintal nas noites de verão.
Mas, até recentemente, as reações químicas reais que produzem a luz do vaga-lume estavam envoltas em mistério. Especificamente, dois dos ingredientes acima mencionados, o oxigênio e a luciferina, não são suscetíveis de reagir entre si do modo que seria necessário para produzir luz.
Agora, o mistério foi resolvido.
Os experimentos de Branchini mostram que o oxigênio envolvido no brilho do vaga-lume é o ânion superóxido, uma forma de oxigênio molecular que contém um elétron extra. Isto é o que dá ao oxigênio a propriedade de reagir com a luciferina.
Ele acrescenta que esses ânions superóxidos poderiam explicar a bioluminescência em toda a natureza, do plâncton aos peixes de profundidade.

Vaga-lume ou vagalume?
"Vaga-lume", antes, era escrito assim e também sem hífen: "vagalume". As duas possibilidades estavam autorizadas pela 4ª edição do Vocabulário Ortográfico. Nesta atual 5ª edição, somente a forma hifenizada é permitida. O verbo "vagalumear" continua escrito assim.

06 abril, 2015

A luz do mundo

Pensamento 24h
"A luz do mundo vem principalmente de duas fontes: o sol e a lâmpada do aluno." – Christian Nestell Bovee, "Intuições e Resumos de Pensamento", 1862

22 agosto, 2013

Quanto pesam as sombras?


O assunto desta nota é um dos mais interessantes: origina-se do trabalho de Vsauce que, entre outras coisas, descreveu a relação das forças exercidas pela luz em objetos do cotidiano.
Os fótons que formam a luz têm um pouco de energia e, ao colidirem com outras partículas subatômicas, podem exercer uma pressão muito leve em objetos de qualquer tamanho.
Mas... reúna milhões e milhões de fótons em uma escala macroscópica que coisas diferentes vão acontecer.
Esta é a razão por que as caudas dos cometas apontam para longe do Sol. E por que uma sonda enviada para Marte sofre um desvio de até 100 km, dependendo da extensão do percurso em que a sonda é afetada pela luz do sol.
Se algo interrompe a luz, uma sombra é formada, como sabemos. E o objeto passa a pesar menos do que se estivesse sob a luz.
Em outras palavras: nós somos - infinitesimalmente - mais pesados quando estamos sob a luz.
Apesar de ser muito pequena, essa força da luz pode ser medida. Estima-se que uma cidade como Chicago, em dia de sol, pese mais de 140 quilos do que em um dia nublado.

VÍDEO (em inglês)

25 outubro, 2012

Viver de luz

O grande pneumologista Mario Rigatto afirmava que "os seres vivos são máquinas biológicas acionadas por energia solar até elas veiculadas pelo processo respiratório".
Em "Brejo da Cruz", Chico Buarque cantou:
"A novidade
Que tem no Brejo da Cruz
É a criançada
Se alimentar de luz.
Alucinados,
Meninos ficando azuis
E desencarnando
Lá no Brejo da Cruz."
Rigatto e Chico têm o respaldo da ciência e da poesia.
Nós, seres humanos, ao contrário dos vegetais que captam diretamente a luz solar pela fotossíntese, necessitamos de cumprir certas formalidades burocráticas como respirar (o que os vegetais também fazem) e comer.
A australiana Jasmuheen, nascida Ellen Greve de Fome e vencedora do Prêmio Ig Nobel de Literatura em 2000, acha que comer não é preciso. Em seu livro "Viver de Luz", ela explica (ou tenta explicar) como é que consegue dispensar o ato de alimentar-se. Agora, numa série de vídeos postados no YouTube, ela volta a defender seu ponto de vista.
Jasmuheen não está só. Os respiratorianos também acham que apenas respirar já é o suficiente. PGCS


Em tempo
Em janeiro de 2011, na cidade de Wolfhalden, na Suíça, uma mulher morreu de fome depois de embarcar em uma dieta espiritual que exigia que ela parasse de comer e beber para viver diretamente da luz solar.
O jornal Tages-Anzeiger, que deu essa notícia, acrescentou que já houve casos semelhantes de morte por auto-inanição na Alemanha, Grã-Bretanha e Austrália.

12 abril, 2011

O brilho temporário



A luz viaja mais rápido do que o som.
Isso explica por que algumas pessoas só brilham enquanto não começam a falar.

15 abril, 2010

Uma luz sobre um reflexo

Algumas pessoas (até 24 por cento em uma pesquisa) tendem a espirrar quando expostas a uma luz forte. Um novo nome para este reflexo é, em inglês, Autosomal Cholinergic Helio-Ophtalmologic Outburst syndrome, o qual origina o acrônimo ACHOO, que é também a onomatopeia em inglês para Atchim.
Pesquisadores compararam os eletroencefalogramas das pessoas que espirravam como resposta à luz (foto-espirradores) com os daquelas que não espirravam. E descobriram que os portadores da síndrome ACHOO apresentavam uma maior atividade no lobo occipital, a área do cérebro em que são processadas as informações visuais, além de uma coativação (ainda não bem explicada) em outras regiões do cérebro.

Fontes