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20 maio, 2019

Ora direis, ouvir abelhas

Nós enfrentamos uma crise global. O declínio significativo da população de abelhas e de outros polinizadores ameaça a segurança alimentar, a biodiversidade e os ecossistemas, com consequências drásticas para a raça humana e o planeta. Os declínios são consequências de atividades humanas: agricultura intensiva, destruição e fragmentação de habitats naturais, uso disseminado de pesticidas, poluição causada por resíduos, declínio de práticas baseadas em conhecimentos indígenas e locais, mudança climática e o crescimento global crescente da população.

As abelhas são uma espécie-chave e a polinização é um processo-chave em ecossistemas terrestres naturais e manejados por humanos. As abelhas polinizam a maioria das plantas, fornecendo-nos a comida que comemos e o ar limpo que respiramos. A polinização também tem um impacto positivo sobre o meio ambiente em geral, ajudando a manter a biodiversidade e os ecossistemas vibrantes dos quais depende a agricultura. Sem polinização, inúmeras espécies interconectadas e os processos que funcionam dentro de um ecossistema entrariam em colapso.

Mais de 80 por cento das culturas alimentares requerem polinização. Precisamos aprender mais sobre polinizadores, serviços de polinização de plantas e interações entre agroecossistemas e manejos de polinização, para entender como conservá-los e manejá-los para manter a biodiversidade, garantir a saúde do ecossistema e melhorar os meios de subsistência humanos. Ao identificar os polinizadores, monitorar seus declínios e entender as interações planta / polinizador, ajudamos a expandir a base de nossos conhecimentos.


Apicultores brasileiros encontram meio bilhão de abelhas mortas em três meses.
Casos foram detectados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Análises laboratoriais identificaram agrotóxicos em cerca de 80% dos enxames mortos no RS.

Reportagem da Agência Pública

Dia Mundial das Abelhas
O 20 de maio foi escolhido pela ONU para a data por ser o dia do nascimento de Anton Janša, esloveno nascido no século XVIII que foi pioneiro na criação e uso de técnicas modernas de apicultura.


21 fevereiro, 2019

Asas da vida

A polinização é o ato da transferência de células reprodutivas masculina através dos grãos de pólen que estão localizados nas anteras de uma flor para o receptor feminino de outra flor da mesma espécie, ou para o seu próprio estigma. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas que é através deste processo que o gameta masculino pode alcançar o gameta feminino e fecundá-lo.
A transferência de pólen pode ser através de fatores bióticos, ou seja, com o auxílio de seres vivos, ou abióticos através de fatores ambientais.
A polinização é fundamental para a produção de alimentos. Estima-se que aproximadamente 73% das espécies cultivadas no mundo sejam polinizadas por alguma espécie de abelha, 19% por moscas, 6,5% por morcegos, 5% por vespas, 5% por besouros, 4% por pássaros e 4% por borboletas e mariposas. [Mr. Natural]
A ameaça aos polinizadores essenciais que produzem uma grande parte dos alimentos que ingerimos é também uma ameaça à humanidade. A sedutora dança de amor entre flores e polinizadores sustenta o tecido da vida e é o evento místico fundamental em que os mundos animal e vegetal se cruzam e fazem o mundo prosseguir.
Arquivo
Morcego e flor
Aula de Floricultura
O segredo que os figos escondem
A ameaça de extinção das abelhas
Água com açúcar
A beleza da polinização

25 maio, 2017

Datas de validade nos alimentos não significam quase nada

A vida dos alimentos nas prateleiras parece que é um caso bem regulado, concreto, mas não é. Difere por região e tipo de alimento. No final, esses prazos não significam quase nada, o que leva a um desperdício de alimentos e a um pressuposto de segurança.
Para a maioria dos alimentos embalados, estas datas são geralmente deixadas ao critério do produtor de alimentos. Eles geralmente trabalham com empresas de terceiros, como The National Food Lab, que realizam testes para ver quanto tempo os alimentos levam para estragarem. Estas empresas deixam os alimentos em uma prateleira por dias, semanas, meses e criam um sistema de classificação para descrever a sua qualidade ao longo do tempo. Por vezes, é apenas um teste de gosto. Outras vezes, é sobre a aparência da comida, o que não tem nada a ver com o gosto ou o valor nutricional. Em qualquer caso, o teste não é particularmente científico ou indicativo da real segurança do alimento, e tudo isso é altamente subjetivo.
É impossível descobrir a data exata em que um alimento estragará
Nós gostamos de pensar que há uma data quantificável que vai nos dizer quando um alimento não serve mais, porém há muitas variáveis ​​para algo tão simples. Esse é o verdadeiro problema com datas de validade dos alimentos.
Quanto tempo a comida fica em um caminhão sendo transportada ou à espera de ser descarregada em um supermercado, quanto tempo ela fica exposta em gôndolas ou prateleiras do supermercado, quanto tempo ela fica no carrinho de compras, no carro e na despensa até ir para o freezer ou a geladeira. Etc.
Alimentos "vencidos" não é certo que vão deixá-lo doente. Significa apenas que a comida pode não ter o gosto tão bom. O que geralmente faz com que você fique doente são as bactérias patogênicas, como a Salmonella ou a E. coli, que podem viver em seu alimento antes de comprá-lo, ou mesmo persistirem depois de cozinhá-lo, se você não cozinhar o alimento corretamente. Não há nenhum rótulo ou linha do tempo que garante a sua comida estar livre das bactérias que podem deixá-lo doente. O crescimento bacteriano depende do tempo, da temperatura e do manuseio adequado dos alimentos – isso tudo é mais importante do que a data impressa. É também por isso que a comida tende a durar mais tempo no congelador da geladeira e no freezer. Não que eles matem todas as bactérias, mas porque podem atrasar ou impedir o crescimento bacteriano.
O que fazer para não depender das datas de validade
Então, se as datas são arbitrárias, o que se pode fazer? Bem, o teste do olfato ainda é a sua melhor opção. Se o alimenta cheira mal, ele vai ter gosto ruim. Seus olhos também podem dizer muito. Se a comida parece estragada, provavelmente o é. Da mesma forma, certas carnes, como o frango, tendem a obter uma textura viscosa e uma cor monótona quando estragam. Nós todos temos uma capacidade inata para dizer quando uma comida está podre ou estragada. Confie em seus sentidos.
Finalmente, a sua melhor aposta é a de armazenar os alimentos adequadamente para que eles realmente durem o tempo estimado. Certifique-se de que segue as regras básicas para descongelá-los. Mantenha os sentidos afiados para os sinais de deterioração e prepare seus alimentos corretamente para evitar a contaminação.
O fato é que as datas de validade, independentemente da linguagem que elas usam, pouco significam. Se valem um olhar quando você está no supermercado, porém elas são inúteis além desse ponto, e certamente não valem a confiança que a maioria de nós deposita nelas. Nós podemos fazer muito melhor com os nossos olhos e narizes.

Expiration Dates on Your Food Mean Nothing, por Thorin Klosowski. In: lifehacker

A propósito: o que se passa com o sal de Kalahari?

25/05/2017 - Fernando Gurgel disse...
Um dia, Praia das Castanheiras, em Guarapari-ES, um amigo de um amigo chegou na barraca onde estávamos, trazendo uma bolsa térmica cheia de cervejas. Daquelas puro malte, que todos apreciavam. Foi logo falando:
- Manos, seguinte, na hora de sair foi que vi e não deu tempo de comprar outras. A "cerva" que trouxe acho ótima, mas vence hoje. Eu vou tomar, quem quiser acompanhar pode ficar à vontade.
Todos tomamos, mas sob uma acalorada discussão. Todos queriam saber uma definição exata da hora em que a cerveja poderia ser considerada "vencida" e imprópria para o consumo:
- Venceu hoje, é? A partir de que horas? Meio-dia? Ainda são onze e quarenta e cinco, vamos tomar rápido. kkkkkkkkkk
- Pois é. E depois do "vencimento" quando fica imprópria para o consumo?
E o papo rendeu muuuito.

04 janeiro, 2017

Alimentos com sentimentos

Seth Rogen mostra aos nova-iorquinos que a comida pode ter sentimentos. Ele espalhou em sua mercearia alimentos que dialogam com os fregueses.



– Isso é que é brincadeira. Todos riem, ninguém se machuca.
– O que você quer dizer com "ninguém se machuca"? Eles comem o melão, os pães, as salsichas... Ah, a humanidade!

14 agosto, 2014

Maduros assim

Veio daqui
Caitlin Levin e Henry Hargreaves dedicam-se a criar mapas com alimentos que sejam emblemáticos de países e estados. Olhando o mapa que fizeram para a América do Sul, tive a impressão inicial de que eles escolheram tomates para representar o Brasil.
Seria uma alusão aos sobressaltos que, em tempos recentes, o fruto andou causando no orçamento doméstico dos brasileiros? (Ver: Churrasco de rico)
(O tomate in natura, sim, sem que o fato comprometa os preços do extrato de tomate e do ketchup, não é estranho?)
Mas, os autores do trabalho dizem que são limões (Ver: Limões, limonada etc.), e esclarecem:
"Quem faz uma caipirinha brasileira sem um punhado de limões?"
Acho que eles devem ter guardado esses limões por muito, muito tempo. Pois maduros, assim.

Poderá também gostar de ver:
Visceralmente vegetal, Bandeiras nacionais recriadas com alimentos e The "Eatles"

11 janeiro, 2014

The "Eatles"

Paul Baker foi encomendado pelo Beefeater Grill para recriar uma famosa foto usando os alimentos de uma refeição inglesa.
Então, depois de um hard day's night (na verdade quatro dias), Paul veio com esta versão para a foto da capa de "Abbey Road": uma obra intitulada "Let It Bean".

"Foi um desafio encontrar a melhor maneira de representar Paul McCartney. Eu queria interpretar suas preferências vegetarianas e, depois de experimentar algumas coisas, decidi por cogumelos."
Já Ringo Starr foi feito de bacon.

Slideshows
ABBEY ROAD - 1
ABBEY ROAD - 2

02 outubro, 2013

Por que a China comprou 5% da Ucrânia?

Uma notícia surpreendeu a todos. Há alguns dias, a China fechou a compra de 5 por cento da Ucrânia com finalidade agrícola. A necessidade de contar com solo suficiente para produzir alimentos para a população chinesa, obrigando a China a tanto, mostra-nos também uma perspectiva bem real da crise alimentar que se aproxima.
Ainda que essa notícia pareça anedótica, o certo é que por trás dela se oculta um problema que irá se agravar nos próximos anos. O aumento progressivo da população mundial, que alcançará os 9,1 bilhões de habitantes em 2050, segundo estimativas da FAO, é um desafio político e socioeconômico que teremos de enfrentar.


E o exemplo da compra de terras na Ucrânia por parte da China não é novo. Também a União Europeia procura terras cultiváveis fora de suas fronteiras. Consta inclusive que a União já cultiva 35 milhões de hectares fora do continente europeu.

Ler o artigo completo no ALT1040 (em espanhol)
Na terra como no mar

02 setembro, 2013

Bandeiras nacionais recriadas com alimentos

Para promover o Festival Internacional de Alimentos de Sydney, o maior festival de alimentos da Austrália, que teve quase um milhão de participantes no ano passado, chefs de todo o mundo recriaram 17 bandeiras nacionais utilizando alimentos comuns a cada nação.
Manjericão, massas e tomates reproduziram as faixas na bandeira da Itália, enquanto cachorros-quentes, ketchup e mostarda foram utilizados para a dos EUA, azeitonas e queijo feta para a da Grécia, e caril com arroz para a da Índia e a da Indonésia.
Mais interessante do que as bandeiras listradas, de reprodução mais simples, foram as soluções encontradas para recriar os símbolos das bandeiras mais complexas. Como o uso da torta de carne com recortes para a da Austrália, das carambolas como estrelas nas bandeiras da China e do Vietnã e de um raminho de erva como a árvore de cedro na bandeira do Líbano. E o sashimi de atum como o círculo vermelho na bandeira do Japão foi simples, mas ficou perfeito.
Você deve estar curioso para saber como foi feita a bandeira do Brasil.


O nosso pavilhão foi feito com folhas de bananeira, rodelas de limão, abacaxi e maracujá.

20 junho, 2013

O consumo de alimentos cozidos como fator de desenvolvimento do cérebro humano

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 40, dedicou-se nos últimos anos a entender como o cérebro humano se tornou o que é. Seu trabalho a levou a ser a primeira brasileira convidada a falar no TED Global, famoso evento anual de conferências de curta duração que reúne convidados de várias áreas do conhecimento. Em suas pesquisas sobre como o cérebro humano chegou ao número incrivelmente alto de 86 bilhões de neurônios, a neurocientista brasileira revela a explicação: o consumo de alimentos cozidos.


Trecho  de uma entrevista que Suzana Herculano-Houzel concedeu a Fernando Tadeu Moraes, da Folha:
"Entre os primatas, temos o maior cérebro sem sermos os maiores. Grandes primatas com dieta de comida crua não têm energia para sustentar um corpo enorme e um cérebro grande.
Como o tamanho do cérebro acompanha, em geral, o tamanho do corpo, primatas maiores do que nós, como gorilas e orangotangos, deveriam ter o cérebro maior. No entanto, temos o cérebro três vezes maior que o dos gorilas embora os gorilas sejam duas a três vezes maiores do que nós.
Descobrimos uma explicação metabólica para isso. Quando calculamos a quantidade de energia que um primata obtém com a sua dieta de comida crua, vimos que eles não contam com energia suficiente para sustentar um corpo enorme e um cérebro grande - com muitos neurônios.
Deveríamos obedecer à mesma regra, mas nossos ancestrais conseguiram burlar essa limitação. Esse jeito foi a invenção da cozinha, que tornou os alimentos mais fáceis de serem mastigados e digeridos e que permitiu obter mais calorias em menos tempo."
Via 
Obrigado ao engenheiro Carlos José Holanda Gurgel pela remessa de uma cópia desta entrevista.

03 março, 2013

SUÍNOS. O odor do macho

Quando suínos machos entram na puberdade começam a produzir duas substâncias naturais que podem causar um odor desagradável na carne. Este odor é tecnicamente conhecido como "odor do macho".
Não cria nenhum problema de segurança alimentar, mas precisa ser controlado para garantir a experiência de comer uma carne de porco de boa qualidade.
Estas substâncias são androstenona e escatol. Elas podem se acumular no tecido adiposo dos suínos machos, sendo liberadas quando a carne de porco é cozida - o que faz com que a carne apresente um odor desagradável.


Soluções para controlar o odor
  • Castração
  • Abate antecipado (pré-puberdade)
  • Controle genético
  • Ajustes na dieta
  • Controle imunológico
High Quality Pork, Pfizer

N. do E.
Para algumas espécies animais, o odor da androstenona pode ser um sinal social de dominação e ter um forte impacto sobre os padrões de comportamento da espécie. É o ingrediente ativo de um produto comercial feito pela DuPont, vendido a criadores de porcos com a finalidade de testar porcas para o sincronismo de inseminação artificial.
(nota não publicitária)

21 fevereiro, 2013

Água na boca

Apesar de amplamente percebida, não há um mecanismo fisiológico claro para a sensação conhecida como "água na boca'", dizem os pesquisadores Yovaan Ilangakoon e Guy Carpenter, nas páginas do Journal of Texture Studies (volume 42, número 3, páginas 212-216, junho de 2011).
A equipe, com base na Unidade de Pesquisa Salivar do Kings College London Dental Institute, realizou um conjunto de estudos experimentais em que cinco participantes não só manusearam e mastigaram alimentos como também olharam para fotos de pizza, cachorro-quente, curry, morangos, bolo, limão, carne assada, doces, frango assado e outras iguarias. Enquanto isso, eles tiveram as produções de saliva cuidadosamente recolhidas e quantificadas.
Os resultados desses estudos mostraram que, "ao contrário dos animais, e dos cães de Pavlov em particular, os seres humanos não são capazes de salivar apenas pensando em alimentos", o que pode parecer contra-intuitivo e até mesmo desanimador para gourmets, chefs e profissionais das agências de publicidade. (PGCS)

Museu Pavlov, Rússia.
Um dos cães usados por Pavlov em suas experiências.
Note-se que o recipiente utilizado para o armazenamento de saliva
está cirurgicamente implantado no maxilar do animal. WIKIPÉDIA

Bônus
Avalie-se se você é capaz, ou não, de salivar ao ver comestíveis e bebíveis, assistando a este vídeo que mostra a preparação de uma caipirinha brasileira:


Pensamento
"Se tem uma coisa que me dá água na boca, essa coisa é o copo." (Glauco)
Imagem: Salve o Bule

14 setembro, 2011

ALIMENTOS. O semelhante cura o semelhante?

Bem, encontramos dez alimentos que espelham as partes do corpo a que fornecem nutrientes como, por exemplo, a noz, a qual é realmente muito parecida com o cérebro. Coincidência? Talvez.
Embora esses alimentos possam ser saudáveis para o corpo todo, a lista a seguir é um lembrete divertido do que comer para beneficiar áreas específicas.

22 agosto, 2009

Lanches divertidos

O britânico Mark Northeast resolveu criar esculturas com comidas para convencer um filho de 4 anos a provar alimentos que ele se recusava a comer.
Como esta simpática "lagarta" (imagem) cujo corpo é formado por pequenos sanduíches. Elazinha, ao ser comida, faz com que a criança vá se familiarizando com os sabores do tomate e do pepino, vegetais colocados como cabeça e patas da "lagarta", respectivamente.

Bem, não há dúvida que Mark vem fazendo upgrades para o bom e velho "aviãozinho".

25 fevereiro, 2009

Você é o que você come

É uma frase para destacar a influência que a alimentação exerce sobre a qualidade de vida de uma pessoa. Não significa que um determinado tipo de alimento possa promover modificações morfológicas numa pessoa, tão profundas a ponto de ela ser confundida com o alimento que ingere. Como aquelas que a gente vê em imagens postadas no Worth1000. 
Mas que essas imagens ficaram interessantes, ficaram. E foi, por isso, que eu fiz uma seleção delas para este slideshow.

Exceção
A medicina registra uma entidade nosológica chamada carotenodermia. Na qual a pele assume uma cor amarelada, sendo essa coloração mais intensa nas palmas das mãos e plantas do pé. E que não se apresenta nas escleróticas (branco dos olhos) como acontece na icterícia, uma síndrome que é causada por diversas doenças (a hepatite, por exemplo). 
No caso da carotenodermia, esta é uma situação inteiramente benigna para o portador. O que a ocasiona é a ingestão, em geral em quantidades aumentadas, de alimentos que são ricos em caroteno. Um pigmento que confere a cor amarela a certos alimentos, tais como cenoura, mamão, manga, abóbora etc.

07 agosto, 2008

Entomofagia

Esta palavra significa: alimentar-se de insetos.
Há evidências de que o homem primitivo, antes de dominar as técnicas agrícolas, recorria a esse expediente para complementar a sua alimentação. Como ainda hoje faz o seu "primo" chimpanzé.
Na atualidade, mais de 1.200 espécies de insetos fazem parte do cardápio da humanidade. Principalmente dos povos e tribos que habitam algumas regiões da Ásia, Africa e América Latina.
O Brasil não está fora do hábito da entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, no Ceará, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa e que são capturadas) para fritá-las, misturá-las com farinha de mandioca e... comê-las.


Também acontece a ingestão de insetos de forma não intencional. Porque eles podem estar presentes, sem serem vistos a olho nu, em muitos dos alimentos que ingerimos. Acrescentando desse modo, com seus pequeninos corpos, proteínas e calorias às que já existem nos alimentos onde estão.
Infelizmente, alguns insetos ao serem ingeridos podem veicular doenças. Como o Mal de Chagas que pode ser transmitida pela ingestão do açaí, caso este alimento tenha sido triturado junto com o "barbeiro" infectado por T. cruzi.
Com a preocupação de evitar a transmissão de doenças, o Food and Drug Administration (EUA) elaborou uma lista de níveis máximos de insetos permitidos nos alimentos. Assim é que ficamos sabendo que, em cem gramas de chocolate, por exemplo, até 60 insetos (ou fragmentos deles) podem estar presentes e ser ingeridos sem que isso represente problema para a saúde humana.

No Vida e Arte onde obtive a imagem acima, do blogueiro Luciano Rocha, há uma seqüência de fotografias das tanajuras (hormigas culonas, na Colômbia) além de uma receita à base delas.