Enquanto muitos sonhos são simplesmente estranhos, outros mostram a capacidade da mente para resolver problemas enquanto dormimos profundamente. Isso levou a sonhos que mudaram o mundo, proporcionando a descoberta do que os cientistas estavam exatamente precisando para solucionar um dado problema.
A Teoria da Relatividade de Einstein veio a ele em um sonho (lúcido) com vacas. Ele sonhou que estava andando por uma fazenda, quando deu de cara com algumas vacas perto de uma cerca elétrica. Ele então viu as vacas pularem ao mesmo tempo em que a cerca lhes deu um choque elétrico. Mas um fazendeiro, que estava parado do outro lado do campo, viu-as pularem uma a uma, como uma "ola" - uma onda mexicana. Einstein percebeu então que suas opiniões sobre o mesmo evento eram diferentes. Isso levou à Teoria da Relatividade, a ideia de que os eventos parecem diferentes dependendo de onde você está, por causa do tempo que a luz leva para atingir seus olhos.
Ler também: http://blogdopg.blogspot.com/2018/10/dos-sonhos.html
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16 novembro, 2022
21 novembro, 2019
Uma calculadora dos anos 60
A "cowcalculator" (algo a ser traduzido como "vacalculadora) foi uma invenção curiosa da qual você não pode encontrar muita informação na internet e que consiste em uma espécie de computador analógico primitivo para calcular coisas sobre as vacas leiteiras.Esta engenhoca provavelmente foi muito útil em seus dias para os fazendeiros do sul dos Estados Unidos, que é onde ela parece ter sido vendida. Sua operação era tão peculiar e rara quanto se pode imaginar para uma máquina daquela época. Um tipo de computador que só servia para uma coisa e que, sem dúvida, tinha muitas limitações.
Para começar, a "vacalculadora" era uma máquina analógica eletrônica, no tamanho pasta. Nos mostradores, os dados eram marcados manualmente como o preço da forragem, o ritmo de alimentação, a porcentagem de nutrientes na comida etc. Tudo dentro de um alcance limitado e sem a possibilidade de alterar as "fórmulas".
Talvez o mais interessante seja que alguns dos cálculos e estatísticas não pudessem ser feitos pela "vacalculadora". Eles eram enviados em papel pelos correios para o departamento da empresa fabricante que, após analisá-los, retornava as respostas pelos correios. Não é que fosse um método muito rápido, mas lembre-se de que ela tinha o charme de ser "uma máquina do futuro".
Fonte: Microsiervos
22 agosto, 2018
Uma empresa de laticínios na Antártida
O almirante Richard E. Byrd adorava leite e sentia falta do "precioso líquido branco" durante suas expedições à Antártida. Então, ele inventou um esquema para levar vacas leiteiras para o Polo Sul. O leite, porém, não foi a única razão. Byrd supôs que uma expedição científica comum renderia poucas manchetes, especialmente depois que os postos avançados foram estabelecidos na Antártida. Enviar vacas para lá, sim, é que daria ao resto do mundo o que falar. E ele estava certo.
E assim - por todas essas razões, e talvez mais - no outono de 1933, a equipe da expedição embarcou um trio de vacas no SS Jacob Ruppert. Todas eram da mesma raça (graças a um acordo que Byrd tinha feito com o American Guernsey Cattle Club), e uma delas estava grávida. O carpinteiro da tripulação, Edward Cox, assumiu as responsabilidades de cuidar das vacas. E outros patrocinadores forneceram alguns acessórios necessários: 10 toneladas de alimentos, vários equipamentos agrícolas e uma máquina de ordenha.
As vacas fizeram a viagem de três meses ao lado de seus companheiros humanos. Havia esperança de que a vaca grávida desse à luz dentro do Círculo Antártico, conferindo a seu bezerro "uma reivindicação única de imortalidade", como Byrd colocou em suas memórias da expedição. Em vez disso, o parto aconteceu acerca de 400 quilômetros ao norte. Ainda assim, isso se mostrou mais arrepiante do que o frio congelante: "Quase como se fosse nascer um ser humano, a tripulação esperou com grande expectativa por um evento que era tão comum na natureza desde o início do mundo", lembrou Byrd com ironia. Eles nomearam o filhote de Iceberg - apenas justo, dado que os pequenos icebergs são chamados de calves (plural de calf, bezerro) - e o anúncio do seu nascimento deu no New York Times.
Portanto, foram três vacas e um bezerro que chegaram à Antártida em janeiro de 1934. O ano deles no gelo não lhes mostrou muito da natureza, mas eles foram bastante mimados pelos homens ao redor. E retornaram como heróis, mas esse experimento jamais foi repetido.
Leia mais sobre a empresa de laticínios mais austral do mundo no Atlas Obscura.
E assim - por todas essas razões, e talvez mais - no outono de 1933, a equipe da expedição embarcou um trio de vacas no SS Jacob Ruppert. Todas eram da mesma raça (graças a um acordo que Byrd tinha feito com o American Guernsey Cattle Club), e uma delas estava grávida. O carpinteiro da tripulação, Edward Cox, assumiu as responsabilidades de cuidar das vacas. E outros patrocinadores forneceram alguns acessórios necessários: 10 toneladas de alimentos, vários equipamentos agrícolas e uma máquina de ordenha.
As vacas fizeram a viagem de três meses ao lado de seus companheiros humanos. Havia esperança de que a vaca grávida desse à luz dentro do Círculo Antártico, conferindo a seu bezerro "uma reivindicação única de imortalidade", como Byrd colocou em suas memórias da expedição. Em vez disso, o parto aconteceu acerca de 400 quilômetros ao norte. Ainda assim, isso se mostrou mais arrepiante do que o frio congelante: "Quase como se fosse nascer um ser humano, a tripulação esperou com grande expectativa por um evento que era tão comum na natureza desde o início do mundo", lembrou Byrd com ironia. Eles nomearam o filhote de Iceberg - apenas justo, dado que os pequenos icebergs são chamados de calves (plural de calf, bezerro) - e o anúncio do seu nascimento deu no New York Times.
Portanto, foram três vacas e um bezerro que chegaram à Antártida em janeiro de 1934. O ano deles no gelo não lhes mostrou muito da natureza, mas eles foram bastante mimados pelos homens ao redor. E retornaram como heróis, mas esse experimento jamais foi repetido.
Leia mais sobre a empresa de laticínios mais austral do mundo no Atlas Obscura.
04 agosto, 2018
A entrevista do fazendeiro
Entrevistador: Quanto leite estas vacas produzem?
Fazendeiro: Qual delas? A preta ou a marrom?
E: A marrom.
F: Dez litros por dia.
E: E a preta?
F: Dez litros por dia.
E: O que elas comem?
F: Qual delas? A preta ou a marrom?
E: A preta.
F: Ela come grama.
E: E a outra?
F: Grama.
E: Então, por que você pergunta qual é a vaca, se a resposta é a mesma para as duas?
F: É porque a preta é minha.
E: E a marrom?
F: Também é minha.
(http://bitsandpieces.us/2018/03/farmers-can-be-difficult/)
Fazendeiro: Qual delas? A preta ou a marrom?
E: A marrom.
F: Dez litros por dia.
E: E a preta?
F: Dez litros por dia.
E: O que elas comem?
F: Qual delas? A preta ou a marrom?
E: A preta.
F: Ela come grama.
E: E a outra?
F: Grama.
E: Então, por que você pergunta qual é a vaca, se a resposta é a mesma para as duas?
F: É porque a preta é minha.
E: E a marrom?
F: Também é minha.
(http://bitsandpieces.us/2018/03/farmers-can-be-difficult/)
14 fevereiro, 2018
As vacas sentem inveja?
Inveja, esse desejo irrefreável de possuir o que é de outrem. Mas é preciso saber se a moça aí tem cacife para ganhar a parada.
21 dezembro, 2015
Bovinos e suínos. O abate em debate
1
O professor Ben Bradley, chefe do Departamento de Filosofia da Syracuse University, Syracuse, NY, formula esta pergunta:
Um trabalho com o qual o bom professor Bradley não concorda:
"As conclusões de Velleman não se justificam. E, penso eu, são falsas também."
Adicionando:
"Pode-se perguntar onde Velleman foi buscar suas informações sobre as vacas."
A ilusão da livre escolha
2
Para o lado dos porcos a situação não está muito melhor. Um estudo recente poderá motivar que o rótulo da carne embalada traga a informação da temperatura retal do porco antes do abate.
O estudo em si mesmo não preconiza a adoção dessa norma como indicador de qualidade da carne, mas nunca se sabe...
Pre-slaughter rectal temperature as an indicator of pork meat quality, L. Vermeulen, V. Van de Perre, L. Permentier, S. De Bie, and R. Geers, Meat Science, vol. 105, July 2015, pp. 53–56.
Suínos. O odor dos machos
O professor Ben Bradley, chefe do Departamento de Filosofia da Syracuse University, Syracuse, NY, formula esta pergunta:
A morte é ruim para a vaca?
Ele toca especificamente em um trabalho do professor David Velleman, da New York University, que diz que as vacas não reconhecem a sua existência ao longo do tempo, que elas apenas cuidam do que acontece no momento presente e que, por isso, a morte não pode ser ruim para elas.Um trabalho com o qual o bom professor Bradley não concorda:
"As conclusões de Velleman não se justificam. E, penso eu, são falsas também."
Adicionando:
"Pode-se perguntar onde Velleman foi buscar suas informações sobre as vacas."
A ilusão da livre escolha
2
Para o lado dos porcos a situação não está muito melhor. Um estudo recente poderá motivar que o rótulo da carne embalada traga a informação da temperatura retal do porco antes do abate.
O estudo em si mesmo não preconiza a adoção dessa norma como indicador de qualidade da carne, mas nunca se sabe...
Pre-slaughter rectal temperature as an indicator of pork meat quality, L. Vermeulen, V. Van de Perre, L. Permentier, S. De Bie, and R. Geers, Meat Science, vol. 105, July 2015, pp. 53–56.
Suínos. O odor dos machos
04 abril, 2014
Riscos e aproveitamento do gás metano das vacas
Gás metano expelido por vacas sofre explosão
Um acidente com gás metano aconteceu em 24 de março, num celeiro do vilarejo de Rasdorf, na região central da Alemanha. Além de ferir um dos animais, a explosão danificou o teto do celeiro.
O metano, com origem nos flatos e arrotos expelidos por cerca de 90 vacas, acumulou-se em grande quantidade no celeiro. E um foco de energia elétrica estática, segundo a polícia local, provocou a explosão do gás.
Cada vaca é capaz de produzir 500 litros de gás metano por dia. O impacto ambiental da pecuária é alto, já que o metano é nocivo ao meio ambiente.
Além disso, as vacas expelem a amônia que pode acidificar o solo e a água.
Cientistas criam um dispositivo que coleta o gás metano
Esta é a última arma na luta contra o aquecimento global. É de fabricação argentina: um dispositivo preso ao dorso de um touro que evita o escapamento de metano quando o animal arrota.
O gás é coletado diretamente do estômago do touro, através de um pequeno tubo, e em seguida é comprimido em um botijão. Todo dia o animal gera combustível suficiente para fazer um carro andar por um quilômetro.
De acordo com a ONU, 18 por cento das emissões de gases causadores do efeito estufa provêm de animais criados em fazendas.
Um acidente com gás metano aconteceu em 24 de março, num celeiro do vilarejo de Rasdorf, na região central da Alemanha. Além de ferir um dos animais, a explosão danificou o teto do celeiro.
O metano, com origem nos flatos e arrotos expelidos por cerca de 90 vacas, acumulou-se em grande quantidade no celeiro. E um foco de energia elétrica estática, segundo a polícia local, provocou a explosão do gás.
Cada vaca é capaz de produzir 500 litros de gás metano por dia. O impacto ambiental da pecuária é alto, já que o metano é nocivo ao meio ambiente.
Além disso, as vacas expelem a amônia que pode acidificar o solo e a água.
Cientistas criam um dispositivo que coleta o gás metano
Esta é a última arma na luta contra o aquecimento global. É de fabricação argentina: um dispositivo preso ao dorso de um touro que evita o escapamento de metano quando o animal arrota.
O gás é coletado diretamente do estômago do touro, através de um pequeno tubo, e em seguida é comprimido em um botijão. Todo dia o animal gera combustível suficiente para fazer um carro andar por um quilômetro.
De acordo com a ONU, 18 por cento das emissões de gases causadores do efeito estufa provêm de animais criados em fazendas.
12 maio, 2011
Orégano. A nova esperança
Uma pitada de orégano faz mais do que deixar uma pizza deliciosa. Ela pode também reduzir a quantidade de metano eliminada pelas vacas em seus arrotos, segundo demonstra um novo estudo.
Os cientistas vêm tentando há anos diminuir o metano produzido pelo gado. Este gás, que as vacas somente nos EUA eliminam em torno de 5,5 milhões de toneladas por ano, é 20 vezes mais potente do que o dióxido de carbono como causa de efeito estufa. Assim é que vacinas, antibióticos e suplementos dietéticos como o alho e o ácido fumárico (encontrado em líquens e musgos) já tem sido experimentados.
Uma nova esperança de reduzir essas emissões de metano pelas vacas surgiu agora: o orégano comum.
Ler o artigo completo em Oregano Moves Cows Toward Climate Neutral, National Geographic's Green Guide.
Os cientistas vêm tentando há anos diminuir o metano produzido pelo gado. Este gás, que as vacas somente nos EUA eliminam em torno de 5,5 milhões de toneladas por ano, é 20 vezes mais potente do que o dióxido de carbono como causa de efeito estufa. Assim é que vacinas, antibióticos e suplementos dietéticos como o alho e o ácido fumárico (encontrado em líquens e musgos) já tem sido experimentados.
Uma nova esperança de reduzir essas emissões de metano pelas vacas surgiu agora: o orégano comum.
Ler o artigo completo em Oregano Moves Cows Toward Climate Neutral, National Geographic's Green Guide.
22 abril, 2009
Aquecimento global - 6
Por causa da grande quantidade de gases que as vacas expelem, elas tem sido acusadas de agravarem o problema do aquecimento global.
O velho Bob McCarty prefere ver essa questão com mais leveza. Aproveitando-se desse fenômeno (produção intestinal de CO2 pelas vacas) para, através de seu website, comercializar camisas, sacolas e outros objetos.
O apelo que ele utiliza é...

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