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29 agosto, 2026

Animais durante um eclipse

Em 2017, um biólogo do Riverbanks Zoo, em Colúmbia, na Carolina do Sul, observou animais se comportando de maneira estranha durante um eclipse solar total. 
Babuínos se aglomeraram; girafas puseram-se a galopar, uma colônia de flamingos circulou ao redor dos filhotes; um dragão-de-komodo "correu erraticamente" em seu recinto; um casal de tartarugas-das-galápagos inexplicavelmente começou a acasalar, e outras observações peculiares foram descritas no artigo resultante, publicado em 2020. As reações dos animais foram notáveis, mas os pesquisadores não conseguiram determinar se eram genuínas ou uma resposta aos humanos ao redor.
O que disse um especialista:
"Não pensamos nisso, mas os animais do zoológico percebem o que está acontecendo com os humanos, assim como os humanos percebem o que está acontecendo com os animais", afirmou Adam Hartstone-Rose, biólogo da Universidade Estadual da Carolina do Norte e coautor do artigo de 2020.

29 fevereiro, 2024

O eclipse que salvou a vida de Cristóvão Colombo

Muitos historiadores concordam que Cristóvão Colombo, o primeiro navegador europeu a chegar à América, era um homem extremamente inteligente.
Embora tenhamos poucas certezas sobre a sua vida, é consenso que sua inteligência e agilidade o ajudaram em diversas ocasiões, tanto para conseguir o que procurava como para driblar as dificuldades.
Uma dessas ocasiões ocorreu em 1504, quando Colombo ficou preso na Jamaica durante sua quarta e última viagem ao continente americano.
Ele e cem homens acabaram encalhados no norte da Jamaica.
Enquanto esperavam ajuda, Colombo conseguiu trocar alguns de seus pertences por comida com os nativos. Com o passar do tempo, a relação com os indígenas começou a se deteriorar, e estes se opuseram a levar comida para ele.
Então, para conseguir o que queria dos nativos da ilha, ele se voltou para seus amplos conhecimentos astronômicos. Colombo elaborou um plano tão brilhante quanto perverso: assustar os aborígines com um eclipse que ocorreria em 29 de fevereiro de 1504, o dia extra daquele ano bissexto.


Estas duas páginas do almanaque Regiomontano descrevem os eclipses do Sol e da Lua. No canto inferior direito está descrito o eclipse lunar de 29 de fevereiro de 1504 usado por Cristóvão Colombo.

O navegador sabia por seus estudos que não seria um eclipse qualquer, mas um eclipse lunar que mancharia o satélite natural da Terra de vermelho como o sangue. E ele poderia apresentá-lo como um castigo divino do qual os nativos não podiam escapar.
Colombo foi um gênio do engano. E essa foi uma ideia salvadora.
Esse episódio é narrado com detalhes no livro "O Memorial dos Livros Naufragados", do historiador inglês Edward Wilson-Lee.

Extraído de: O eclipse que salvou a vida de Cristóvão Colombo em viagem à América, por Analía Llorente, BBC News

29 maio, 2023

Um eclipse especial do Sol

(Bom para 29 de maio de 2023.)
Há 104 anos ocorreu um evento notável: um eclipse total do Sol. Este eclipse foi especial de muitas maneiras. Em primeiro lugar, com pouco menos de 7 minutos de duração, foi o mais longo eclipse em mais de 500 anos. Em segundo lugar, foi usado pelos astrônomos para explorar a então nova teoria da relatividade geral — com resultados bem sucedidos e inovadores.
Einstein publicou sua teoria geral da relatividade em 1915. O eclipse solar total de 1919 ofereceu a oportunidade perfeita para testá-lo experimentalmente, explorando se — e como — a enorme gravidade do Sol curva e distorce a radiação emitida por estrelas mais distantes, tal como previsto pela teoria de Einstein. Por breves momentos durante o eclipse, a Lua bloquearia a luz solar no céu, tornando visíveis algumas das estrelas que se situam próximo da linha de visão do Sol, normalmente não visíveis durante o dia. Ao medir as posições dessas estrelas durante o eclipse e comparando-as às suas posições durante a noite, quando o Sol não está no campo de visão, seria possível determinar se a sua luz se curva ao passar perto do Sol.
Três astrônomos — Arthur Eddington, Frank Watson Dyson e Andrew Crommelin — desempenharam papéis importantes neste experimento de 1919. Eddington e Crommelin viajaram para locais onde o eclipse seria total — Eddington para a Ilha de Príncipe e Crommelin para a cidade brasileira de Sobral — enquanto Dyson coordenava a tentativa a partir de Inglaterra.
Eddington e Crommelin obtiveram imagens do eclipse usando a tecnologia da época: placas fotográficas feitas de vidro. Infelizmente, as placas originais da expedição de 1919 (uma das quais foi reproduzida no artigo científico original de Dyson) foram perdidas. No entanto, cópias de uma das placas foram feitas e enviadas aos observatórios em todo o mundo para que os cientistas pudessem ver com os seus próprios olhos as evidências que apoiavam a relatividade. Uma cópia da placa de Sobral foi enviada ao Landessternwarte Heidelberg-Königstuhl, que recentemente a digitalizou como parte do projeto HDAP (Heidelberg Digitized Astronomical Plates) [1].
A imagem mostrada aqui é, sem dúvida, a de maior resolução que existe do eclipse de 1919 e é o resultado da aplicação de técnicas modernas de processamento de imagens — incluindo restauração de imagem, redução de ruído e remoção de artefatos (veja a versão sem anotações neste link). A imagem revela detalhes surpreendentes na coroa solar, uma proeminência gigante emergindo da parte superior direita do Sol e estrelas na constelação do Touro, que foram usadas para confirmar as previsões da relatividade geral [2].


Notas
[1] O HDAP foi financiado pela Fundação Klaus Tschira através da bolsa nº. 00.071.2005. Para fins históricos, mostramos aqui também a digitalização original de alta resolução obtida antes da restauração digital.
[2] O artigo original de Dyson conclui com o gráfico de mudança de paradigma na página 332, que mostra os deslocamentos das estrelas durante o eclipse em função das suas distâncias ao centro do disco solar. O gráfico mostra uma relação clara (linha contínua) — as estrelas mais próximas do disco solar são mais defletidas do que as que se encontram mais distantes e por aproximadamente a quantidade prevista pela relatividade geral (duas vezes a prevista pela teoria newtoniana, a qual está representada por uma linha pontilhada).
Crédito:
ESO/Landessternwarte Heidelberg-Königstuhl/F. W. Dyson, A. S. Eddington, & C. Davidson
https://www.eso.org/public/brazil/images/potw1926a/?lang

11 janeiro, 2020

Um eclipse visto do Espaço

A sombra da Lua na Terra fotografada pela equipe da estação espacial russa Mir, na eclipse solar de 11 de agosto de 1999.

Imagem: Mir 27 Crew / CNES
Na Terra
Aqueles que estavam no caminho da sombra (umbra) viram um eclipse total. No caminho da penumbra, um eclipse parcial.
Esta sombra se moveu pela Terra a quase 2.000 km por hora.

Na Wiki
Umbra, penumbra e antumbra

07 outubro, 2019

Eclipses solares totais

Eis a notável coincidência que nos permite ver eclipses solares totais: o diâmetro da Lua é 400 vezes menor do que o diâmetro do Sol, mas a Lua também está 400 vezes mais perto de nós.


29 maio, 2019

Centenário do Eclipse de Sobral

"O mundo moderno começou em 29 de maio de 1919, quando fotografias de um eclipse solar, tiradas na Ilha do Príncipe, na África Ocidental, e em Sobral, no Brasil, confirmaram a veracidade da nova teoria do universo." (Paul Johnson, historiador inglês, autor do livro "Modern Times: The World from the Twenties to the Nineties").
A cidade entrou para o cenário mundial como palco da descoberta mais importante da Física: a Teoria da Relatividade. Um marco que se estendeu para todas as áreas do conhecimento. O absolutismo de Newton deu lugar ao relativismo de Einstein.
Anunciada em 1905, a Teoria da Relatividade de Albert Einstein afirmava que a massa dos corpos deforma o espaço próximo a eles, de modo que um raio luminoso é desviado pela deformação. Esta "curvatura da luz" só poderia ser observada através de um eclipse total do Sol, ou seja, quando a lua fica entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra em parte da Terra. Com o eclipse, a luz ofuscante do Sol desaparece e se pode ver o brilho das estrelas próximas.
Para confirmar a "curvatura da luz", e consequentemente, comprovar a Teoria da Relatividade, algumas expedições científicas foram organizadas. Seguindo as previsões de eclipses, os cientistas rumaram para locais específicos. Mas suas tentativas foram frustadas. Uma expedição alemã de 1914, por exemplo, foi impedida por questões políticas. O mau tempo atrapalhou outra, de origem argentina, criada em 1916.
Para o dia 29 de maio de 1919, houve a previsão de um novo eclipse. Os estudiosos realizaram uma busca por locais que oferecessem as melhores condições geográficas para se observar o fenômeno. A cidade de Sobral, no Ceará, e a Ilha do Príncipe, na costa ocidental da África, eram os lugares ideais. Duas expedições foram enviadas. Aquela destinada à Sobral era composta por cientistas norte-americanos, brasileiros e ingleses do Observatório de Greenwich.
As experiências na Ilha do Príncipe não foram muito bem sucedidas. Houve uma tempestade. Nuvens ficaram à frente dos astros. As de Sobral, no entanto, puderam ser consideradas um sucesso.
O método de observação era simples. No momento em que a Lua cobriu o Sol, várias chapas fotográficas, de câmeras acopladas a telescópios, foram tiradas em sucessão, para registrar a posição das estrelas que estivessem visualmente próximas da coroa solar. Depois, estas fotos foram comparadas a chapas parecidas, tiradas três meses depois, durante a noite. A conclusão foi a de que Einstein estava certo. A luz faz realmente uma curvatura.
O dia que virou noite
Sobral viveu em 29 de maio de 1919 um de seus mais peculiares dias. No início daquela manhã, a população foi às ruas. Os sobralenses misturaram-se a vizinhos de outras localidades para conferir o anunciado fenômeno que tomaria conta dos céus. Para uns, o "fim do mundo". Para outros, "um milagre". Os mais esclarecidos sabiam que se tratava de um eclipse total do Sol.
Os sobralenses espantaram-se com os visitantes estrangeiros, que utilizavam toda a sua parafernália de equipamentos, instalados em plena praça, na frente da Igreja do Patrocínio. Os cientistas estavam extremamente ansiosos pois o dia amanhecera nublado. Mas as nuvens, que pareciam tentar esconder o eclipse, logo se afastaram.
No ápice do fenômeno, às oito horas e 56 segundos, o dia escureceu. Confusos, os galos cantaram como se fosse noite. Nos rostos da população, a estampa do medo. Ouvia-se a cacofonia de vozes assustadas, murmurando preces tão desesperadas que nem sempre podiam ser compreendidas. As orações misturavam-se ao estalar de pernas na correria em direção à proteção da Igreja.
No entanto, as faces dos cientistas expressavam sorrisos admirados e satisfeitos. A visão da coroa solar, por si só, já os deslumbrava. E as estrelas, sempre ofuscadas pelo Sol, puderam ser vistas e fotografadas. O eclipse durou cinco minutos e 28 segundos. O dia clareou. Os galos se calaram. A Teoria da Relatividade estava comprovada. Existia uma nova teoria do Universo.
Há um século, portanto.
http://www.fisica.net/relatividade/o-eclipse-de-1919.php
http://centenarioeclipse.sobral.ce.gov.br
Em 1999, em comemoração aos 80 anos do fenômeno que ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade, a Prefeitura Municipal de Sobral criou o Museu do Eclipse (foto). Situado no local em que a expedição científica realizou suas observações astronômicas, sua arquitetura arrojada, com projeto do sobralense Antenor Coelho, tem a forma de duas meias luas. Elas ficam parcialmente no subsolo, não agredindo o projeto urbanístico da praça. Em sua exposição permanente, o Museu exibe painéis com mapas e fotos de Sobral (na época do eclipse), dos integrantes da expedição e dos instrumentos por eles utilizados. Uma luneta que pertenceu a Henrique Morize, o astrônomo que chefiou a comitiva brasileira de 1919 em Sobral e diretor do Observatório Nacional na época, também está no museu, além de jornais de novembro do mesmo ano, com os resultados das observações do eclipse em que se comprovou a teoria de Einstein.

09 janeiro, 2019

Galileu explica seu novo método de observar o Sol

Em 1612, na segunda carta a Marc Welser, Galileu explicou seu novo método de observar o Sol:
O método é este: direcione o telescópio para o Sol como se fosse observá-lo. Tendo focado e estabilizado, exponha uma folha de papel branca e plana a cerca de 30 cm da lente côncava; sobre ela se projetará uma imagem circular do disco solar com todas as manchas, exatamente com a mesma simetria como estão no Sol. Quanto mais o papel for movido para longe do tubo, maior será a imagem e melhores serão os pontos representados. Assim, eles serão vistos sem causar danos ao olho, mesmo o menor deles - que, quando observado através do telescópio, dificilmente pode ser percebido, e ainda assim com fadiga e lesão para os olhos.”
Anteriormente, ele havia observado o Sol apenas diretamente — ao nascer e ao se pôr.
(http://pballew.blogspot.com/2018/08/on-this-day-in-math-august-12.html#links)
Istoria e dimostrazioni intorno alle macchie solari - seconda lettera
Galileu e as cartas sobre as manchas solares:a experiência telescópica contra a inalterabilidade celeste, Marcelo Moschetti

Há uma pintura interessante no Rijksmuseum, um museu nacional holandês dedicado às artes e à história em Amsterdã, mostrando as várias formas pelas quais as pessoas viram um eclipse solar em 1642. À esquerda, um homem aponta para uma bacia com água. Dois homens veem o eclipse com um espelho. Outros olham para o sol através de um pedaço de vidro.
(http://pballew.blogspot.com/2018/08/on-this-day-in-math-august-12.html#links)

28 novembro, 2018

Quando astrônomos acompanham um eclipse a bordo de um Concorde

Na década de 1970, um pequeno grupo de astrônomos usou o primeiro protótipo do Concorde para acompanhar um eclipse total através do Saara.
Um eclipse solar, em 1973, deu às pessoas em uma faixa da Indonésia e do Pacífico Sul a chance de ver um generoso eclipse total de 4 minutos e 9 segundos: a visão imponente da lua cobrindo completamente o sol, transformando o dia em noite e oferecendo um raro vislumbre da coroa solar.
Mas, naquele ano, um pequeno grupo de astrônomos tinha uma arma secreta para ver o eclipse por um tempo ainda mais longo: um protótipo do Concorde capaz de seguir o eclipse com o dobro da velocidade do som.
O futuro avião de passageiros - desenvolvido em parceria entre os governos francês e britânico - voou pela primeira vez em 1969 e estava chegando ao fim de seu bem-sucedido programa de testes. Ele havia mostrado que o transporte supersônico de passageiros era possível e também provado ser mais fácil de manusear no ar e no solo do que havia sido teorizado.
Enquanto os engenheiros de aviação franceses e britânicos preparavam o Concorde para voos de passageiros, o mundo da astronomia se preparava para seu próprio marco: assistir ao mais longo eclipse solar total de sua vida, em 30 de junho de 1973. O eclipse prometia uma visão luxuosa em certo lugar do planeta, durando um máximo de 7 minutos e 4 segundos, quando a lua passasse sobre o deserto do Saara. Seria apenas 28 segundos a menos do maior eclipse possível na Terra. Nos séculos anteriores, houve apenas um eclipse maior que este, e não haveria mais um eclipse solar total até junho de 2150.
O plano parecia enganosamente simples. Em sua velocidade máxima, o Concorde desceria do norte e interceptaria a sombra da lua sobre o noroeste da África. Viajando quase na mesma velocidade, o Concorde essencialmente competiria com o eclipse solar através da superfície do planeta, dando aos astrônomos uma oportunidade sem precedentes para estudar os vários fenômenos possibilitados por um eclipse.
Ao todo, os pesquisadores observaram a totalidade do eclipse pelo tempo recorde de 74 minutos.
Em um único voo, o Concorde deu aos astrônomos mais tempo de observação do que todas as expedições anteriores do século passado - gerando três artigos na Nature e uma riqueza de novos dados.
"Todos os cinco experimentos foram bem-sucedidos, mas nenhum deles revolucionou nossa compreensão da coroa solar", diz de uma maneira honesta Pierre Léna, o idealizador da missão, sobre o impacto imediato do voo. "Todos eles desempenharam seu papel na progressão normal do conhecimento científico, mas não houve resultados extraordinários, tem que ser dito."


https://motherboard.vice.com/en_us/article/8q8qwk/the-concorde-and-the-longest-solar-eclipse

O Concorde azul

25 abril, 2018

Adivinhe quem vem para o eclipse

Em 1836, estava previsto um eclipse lunar total que Gauss prometeu mostrá-lo, através do telescópio de seu observatório, ao amigo Ribbentrop, um professor de direito licenciado.
Embora estivesse caindo um toró naquela noite, o excêntrico e desligado amigo apareceu.
Gauss explicou que a observação do eclipse tinha-se tornado impossível, mas Ribbentrop respondeu: "Não, eu trouxe o meu guarda-chuva."


Outro venerado como um professor de mente distraída foi Norbert Wiener (1894 - 1964). Uma anedota, quase certamente exagerada, relata o seguinte:
Wiener se mudou para um novo endereço, e sua esposa, sabendo dos seus esquecimentos, escreveu uma nota com o novo endereço e colocou-a no bolso do casaco do marido. Durante o dia, atingido por uma musa matemática, ele tirou o pedaço de papel e rascunhou equações na parte de trás. Depois, percebendo que sua ideia estava errada, ele jogou o pedaço de papel fora. À noite, voltou para a sua antiga casa como de hábito e, chegando à casa vazia, lembrou-se de que tinha se mudado, mas não sabia para onde. Quando ele já estava para sair, uma moça entrou na casa, e ele se dirigiu a ela: "Minha jovem, eu sou o famoso matemático Norbert Wiener. Você sabe onde moro?". E a moça respondeu: "Sim, pai".

31 janeiro, 2018

A Superlua Azul de Sangue

Uma raridade que aconteceu pela última vez há 152 anos!


A Lua Azul é só um nome e não gera um efeito visível.
A Superlua se refere à Lua cheia no ponto mais próximo em sua órbita ao redor da Terra. Essa proximidade faz com que a Lua aparente ter um tamanho maior e ser mais brilhante. Quando a Lua está de 10 a 15% maior, a mudança é considerável e visível a olho nu.
E o eclipse é o resultado do alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua.  Os observadores do eclipse veem uma grande Lua de cor avermelhada, chamada de "Lua de Sangue". Isso, explicam os especialistas, se deve ao efeito da atmosfera terrestre. O Brasil não esteve na parte da Terra em que este eclipse foi visto.
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P.S. Deus, imaginei que éramos Júpiter com seus 67 satélites naturais. No Twitter, 99,99% das postagens falavam de luas.

26 janeiro, 2018

Por que não há um eclipse mensal?

Arraste o mouse com o botão direito clicado sobre o texto
Você não deve olhar diretamente para um texto sobre eclipse por causa dos danos que podem ser causados pelo alinhamento indevido do plano orbital solar/ lunar com os seus ossos orbitais.


Notas do editor
Os corpos celestes não estão na escala.
Pode conter ciência falsa.
O diagrama é do divertido  xkcd.

22 agosto, 2017

O eclipse solar de 2017 em Fortaleza

Os primeiros sinais do fenômeno de ontem puderam ser vistos em Fortaleza a partir das 16h20. O ápice do eclipse ocorreu às 17h13, o momento em que o disco solar foi encoberto em 40,5% pela Lua. E o término do fenômeno se deu por volta das 17h35.
Dentre as capitais brasileiras, Fortaleza foi a que apresentou o segundo maior eclipse parcial.
Nos Estados Unidos, onde a badalação alcançou proporções astronômicas, o eclipse foi total (v. figura) em vasta região do país.


No Brasil:
Um eclipse solar total só poderá ser aqui apreciado em 12 de agosto de 2045, nos Estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Até lá, teremos de nos contentar com eclipses parciais e anulares.

21 agosto, 2017

Quando o eclipse começar

Um eclipse solar ocorre quando a Lua se interpõe entre o Sol e nós, lançando sua sombra sobre a superfície da Terra. Se é um eclipse total, o Sol fica totalmente obscurecido pela Lua, que, por uma coincidência cósmica, encontra-se ao ser vista da Terra com o tamanho aparente ao do Sol. Nos lugares em que está a acontecer um eclipse total, a visão que se tem do Sol então se reduz a um anel de luz ao redor da Lua; em outros lugares, a partir dos quais um eclipse parcial do Sol é visível, tem-se a impressão de que o Sol tomou uma "mordida".
Mas, ao contrário de um eclipse lunar, que pode ser observado sem proteção ocular, é importante tomar precauções quando se observa um eclipse solar. Assim como não se deve ver o sol diretamente em qualquer dia, não devemos fazê-lo também durante um eclipse, e menos ainda através de binóculos, câmera ou telescópio. Você tem que usar filtros de qualidade e com o fator de proteção necessário sob pena de sofrer danos permanentes nos olhos - com risco inclusive de perda da visão. E eu não estou exagerando. Radiografias, óculos de soldador NÃO são proteções adequadas, como também não o são, provavelmente, aqueles óculos de eclipse que você guardou no fundo de uma gaveta por um não sei quantos anos, devido à probabilidade do filtro haver-se degradado.
Se você não sabe muito bem como acompanhar um eclipse solar, tente estar presente num dos locais em que isso acontece de forma segura. Planetários, observatórios, centros de ciência e associações de astrônomos sempre organizam algo para o evento.
Caso contrário, haverá também transmissões ao vivo pela Internet, como a da Sky-Live.tv. Além disso, milhões e milhões de fotos e vídeos vão estar disponíveis na Internet, em tempo real, quando o eclipse começar.

Extraído de: http://www.microsiervos.com/archivo/ciencia/eclipse-sol-21-agosto-2017.html

Internet e a eclipse da Super Lua de setembro de 2015
segundo @Oatmel
Para quem quiser ver o eclipse de hoje nas capitais brasileiras:


•Os poetas não se dão, dizem, mas eu já morei com um espécime.
•De paredes-meias, graças a Deus.
•Ele era alvar, refinado como o açúcar e praticava a vivissecção.
•Ensinou-me a fazer albas para o anoitecer.
•Porém, era um derruído e sua casa também ruiu.
•Daquele cone de sombra restou o meu gosto pelos eclipses.

Extraído de: A poesia é necessária, por Paulo Gurgel

A aula sobre eclipse | Eclipses: solar x lunar | Eclipses: no Brasil, da Terra e em Marte

14 junho, 2017

Falhanços militares

Por falhanço entende-se um confronto armado onde um dos oponentes sofre uma derrota marcante, desproporcional ou inesperada que pode ou não ter tido consequências no rumo da história. As razões para o falhanço militar são diversas e podem incluir mau planejamento, incompetência de tropas e/ou comandantes, condições atmosféricas, problemas técnicos e/ou capacidades excepcionais do inimigo.
Um dos falhanços da Era Moderna foi a Batalha de Isandlwana (África do Sul, 1879), na qual o exército zulu, formado por cerca de 20 mil homens, enfrentou dois batalhões da infantaria britânica.
Os zulus estavam equipados principalmente com lanças de ferro azagaia e escudos tradicionais, mas também tinham um número significativo de espingardas e rifles antigos, embora eles não tivessem sido formalmente treinados para utilizar este tipo de armamento.
Já as tropas coloniais estavam armadas com o estado da arte: rifles Martini-Henry e uma artilharia de montanha composta por dois canhões de 76 mm implantados como canhões de campanha, bem como uma bateria de foguetes.
Apesar da grande desvantagem tecnológica, os zulus (numericamente superiores) acabaram por derrotar os mal conduzidos britânicos.
O dia da lua morta
Em zulu, "Isandlwana" significa "o dia da lua morta". É que, por volta das 14h30, ocorreu localmente um eclipse solar anular (em que a Lua é visualmente pequena para encobrir o Sol), embora isso não tivesse influência sobre o resultado final da batalha.
(Josué, que não estava por lá, certamente teria procurado tirar vantagem do eclipse.)

Ver também: Um militar trapalhão

25 junho, 2015

Eclipses: do Sol, da Lua e da Terra

Perdi esta aula na escola. Tempos depois, aprenderia o seu conteúdo.
Hoje volto para revisar os conceitos:
  • Uma eclipse do Sol acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol.
  • Uma eclipse da Lua acontece quando a Terra passa entre o Sol e a Lua.
  • Uma eclipse da Terra acontece quando o Sol passa entre a Terra e a Lua. Vai haver o diabo.

07 julho, 2013

ECLIPSES. Solar X Lunar

No eclipse solar, a Lua projeta a sua sombra sobre a Terra. No eclipse lunar, a Terra lança sua sombra sobre a Lua.
Os eclipses solares são mais comuns do que eclipses lunares, mas tendem a dar a impressão oposta. Por quê?
Ball Juggling, Futility Closet

Resposta
Porque, a sombra da Lua sendo menor que a da Terra, um eclipse solar total só é visível a partir de uma latitude relativamente estreita na superfície da Terra, enquanto um eclipse lunar é visível de qualquer local no lado noturno do planeta. Pela mesma razão, um eclipse solar total dura apenas alguns minutos, em qualquer local, enquanto um eclipse lunar dura várias horas.

Poderá também gostar de...
Eclipse, Lua cris, A aula sobre eclipse e Pedidos de casamento

27 julho, 2012

Pedidos de casamento

As situações em que é impossível responder não:
Uma, quando feito com criatividade - durante um eclipse, por exemplo.


Outra, quando feito com criatividade e ALGO +.

06 novembro, 2008

A aula sobre eclipse

Perdi esta aula na escola. Atormenta-me a lembrança de que eu estaria eclipsado, no exato dia.
Tempos depois, aprenderia o seu conteúdo:

"Uma eclipse do Sol ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol.

Uma eclipse da Lua acontece quando a Terra passa entre o Sol e a Lua.

Uma eclipse da Terra se dá quando você põe as mãos bem na frente dos olhos."