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07 outubro, 2025

Tom e Donald

O presidente Donald Trump comemorou a notícia de que um grupo de ex-alunos de West Point cancelou uma cerimônia de premiação em homenagem a Tom Hanks. O ator deveria ter recebido o Prêmio Sylvanus Thayer de 2025, em 25 de setembro, mas a associação de ex-alunos da Academia Militar dos EUA cancelou a cerimônia.
"Movimento importante!", disse Trump em uma publicação em sua rede social. "Não precisamos de vencedores destrutivos e desinformados recebendo nossos queridos prêmios americanos!!! Espero que o Oscar e outras premiações falsas revisem seus padrões e práticas em nome da imparcialidade e da justiça."
COMENTÁRIO. Compreensível que Trump tenha agido assim. Tom Hanks foi em busca do soldado Ryan contra a sanha nazista. Foi o produtor de "Band of Brothers" que mostrou a saga da Cia Easy do treinamento até a ocupação do Ninho da Aguia, refúgio do Führer. E muitos outros filmes sobre a luta contra os nazistas. Vai que Hanks tivesse levemente pensado em caçar o nazista laranjão.
PS. Em 2004, durante uma visita à Casa Branca , Hanks soube que o Corpo de Imprensa não tinha cafeteira e, logo depois, doou uma máquina de café expresso . Ele doou novas máquinas novamente em 2010 e 2017. Sua doação de 2017 foi acompanhada por uma nota que dizia: "Ao Corpo de Imprensa da Casa Branca, continuem a boa luta pela Verdade, Justiça e o Modo de Vida Americano. Especialmente pela parte da Verdade."

03 agosto, 2022

"Obrigado, muito obrigado"

Se não puder retribuir o bem, pelo menos agradeça. Normalmente, o mal-agradecido se dá mal.

04 novembro, 2020

Com uma pequena ajuda de vocês

Há 57 anos (04/11/1963), os Beatles se apresentaram no The Royal Variety Show, no The Prince Of Wales Theatre.
Naquela noite, John Lennon fez sua famosa observação:
"For our last number, I'd like to ask your help. Would the people in the cheaper seats clap your hands. And the rest of you, if you'll just rattle your jewelry....." (Para nosso último número, eu gostaria de pedir a ajuda de vocês. As pessoas nos assentos mais baratos batam palmas. O resto apenas sacode suas jóias...").



Esse era John Lennon! Who else would have the courage to make fun of the Queen? (Quem mais teria a coragem de tirar esse sarro da Rainha?).

15 maio, 2020

A despedida - António Correia de Oliveira

Há quase 50 anos, numa aula de Português, tive um dos primeiros sucessos como comunicador. Um dia, a professora (figura muito alta, austera, antipática, e sempre sarcástica, a quem chamávamos, entre nós, "o escadote") informou-nos de que, na aula seguinte, teríamos de falar para toda a turma durante um a dois minutos sobre um tema à nossa escolha, coisa rara para a época, uma vez que quem falava sempre era o professor.Embora tivesse medo da senhora, escolhi, como estratégia de sobrevivência, um poema do manual ("A despedida", de António Correia de Oliveira) e, depois de um treino intensivo diante do espelho do guarda-fatos, memorizei-o.
No dia da provação, enchi os pulmões e recitei o texto (uma declaração de amor), tendo como destinatário secreto a Maria Alfredo, uma colega de turma com sardas lindas por quem estava perdido de amores. E correu bem, não fizesse o amor milagres! A professora saiu-se com algo do tipo: "Quem havia de dizer! Uma mosca morta que fez alguma coisa de jeito!" Descontei a metáfora da "mosca morta" e fui-me sentar satisfeito.
Perdi "A despedida" de vista e, nos últimos 20 anos, fiz várias tentativas para a reencontrar, sobretudo na internet, pois mantive na memória a maior parte do texto.
Ontem, lembrei-me de voltar às pesquisas e, com surpresa, encontrei-o no Instagram de vistosa atriz brasileira (Isis Valverde, na imagem acima apresentada), que não conhecia. A jovem transcreve o poema da minha infância/juventude, mas não identifica o autor, o que levou os leitores a atribuir-lhe a autoria...
Seja como for, o importante é que posso partilhar um das mais bonitos e simples poemas de amor que conheço.
Prof. António Pereira, Brejos de Azeitão, PT
Blog Língua Portuguesa

A Despedida

Três modos de despedida
Tem o meu bem para mim:
«Até logo», «até à vista»
Ou «adeus» – É sempre assim.

«Adeus» é lindo, mas triste;
«Adeus» … A Deus entregamos
Nossos destinos: partimos,
Mal sabendo se voltamos.

«Até logo» é já mais doce;
Tem distância e ausência, é certo;
Mas não é nem ano e dia,
Nem tão-pouco algum deserto.

Vale mais «até à vista»,
Do que «até logo» ou «adeus»;
«À vista» lembra voltando,
Meus olhos fitos nos teus.

Três modos de despedida
Tem, assim, o meu Amor;
Antes não tivesse tantos!
Nem um só… Fora melhor.

António Correia de Oliveira (1879-1960):
Com extensa obra publicada, tornou-se um dos poetas do Estado Novo, com elevado número de textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do ensino primário e secundário.
Foi nomeado para o Prêmio Nobel da Literatura, pela primeira vez em 1933, tendo sido nomeado num total de quinze vezes em nove anos.

+ Despedidas

15 fevereiro, 2020

É Tudo Verdade


A próxima vez que você for assistir a um filme da série "Guerra nas Estrelas" (Star Wars) tenha em mente que o diálogo que você está ouvindo foi todo gravado por um cara que usava um calção rosa.
(comentário sem vírgulas e com muitos "que")

Se procura:
• It's All True - É um filme estadunidense não finalizado, de 1942, dirigido por Orson Welles. "It's All True" (É Tudo Verdade) foi considerado um filme perdido, até que, em 1985, os negativos de "Four Men on a Raft" foram descobertos num depósito da Paramount e cuidadosamente recuperados graças à colaboração de instituições de diversos países. A produção inacabada foi o tema de um documentário de 1993, "É tudo verdade – Um filme inacabado de Orson Welles".
• O É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários (em inglês: It's All True – International Documentary Film Festival) - É um festival de cinema documentário brasileiro. É considerado o maior evento do gênero na América Latina. Criado pelo crítico Amir Labaki, teve sua primeira edição em 1996. Desde então, tem sido realizado anual e simultaneamente nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro, além de algumas mostras itinerantes em outras cidades brasileiras.

20 janeiro, 2019

ENEM 2019

Do Globo:
Após a divulgação do resultado do Enem, muitos estudantes comemoram as notas obtidas, enquanto outros lamentam e ficam na apreensão pela chegada do Sisu, sistema para se candidatar às vagas no ensino superior. Uma minoria, no entanto, tem algo a mais para exaltar. Segundo o Inep, autarquia responsável pelo Enem, dos 4,1 milhões de candidatos, somente 55 tiraram mil pontos na redação.

🎯Não é a televisão que ensina a escrever, claro.
Vá à Itália da RAI, à Inglaterra da BBC ou a qualquer país minimamente civilizado e veja quantos canais existem.
(A televisão) não impediu a Itália da magnífica RAI eleger a extrema-direita separatista, nem a Alemanha da ZDF estar às portas de entregar o poder à AfD neo-nazista...
Mas a televisão ajuda a estupidificar.
Comentário de Paulo Henrique Amorim




Pela "enemésima" vez: toda TV tem seu botão de pânico, a tecla de desligar. Além da tomada, claro.

Unplugging

02 maio, 2018

Um comentário de Bond: seco como um Martini

No filme "007, Nunca mais outra vez", de 1983, James Bond é chamado por seu superior para um puxão de orelhas.
— Você tem hábitos desleixados e um modo de vida desregrado.
— O que devo entender por isso, Sir? — questiona o agente secreto.
— Estou falando dos muitos presentinhos a que se dá ao direito. Eles destroem seu corpo e sua mente. Você come carne vermelha demais, pão branco demais e bebe Dry Martini em demasia.
Bond deixa alguns segundos conspirarem na atmosfera. Só então engatilha o comentário, seco como um Martini:
— Prometo abrir mão do pão branco, Sir.
Há mais de 54 anos, em maio de 1964, morria Ian Fleming, o criador do personagem 007, retratado por ele em 12 romances e duas coletâneas de contos. James Bond foi escrito à sua imagem e semelhança. Tal como OO7, Fleming era britânico, boa pinta, galante, mulherengo, irônico e até trabalhara como agente secreto da M1-5 — a CIA inglesa.
Da mesma maneira que o espião da literatura pop, o escritor também tinha um fraco por destilados. Mas, ao contrário de 007, o seu preferido não era o Dry Martini — ou suas derivações. Fleming, assim como a Rainha-Mãe, apreciava o gin puro. Sem uma gota sequer do vermute Nolly Prat.
Em Goldeneye, a casa na Jamaica onde escreveu toda a sua obra, chegava a enxugar uma garrafa ao dia. Entremeava um gole e outro com 70 cigarros, diante da máquina de escrever Imperial. Seu médico recomendou trocar o gin pelo bourbon e pegar mais leve. Todavia, a saúde de Fleming já estava em frangalhos. O Caranguejo de Ferro, sua metáfora para a morte, apanhou-o aos 56 anos. Infarto do miocárdio.

Extraído de: O espião que tomava todas, de Walterson Sardenberg Sº. Portal Gosto.
(publicado em 15/08/2014; acessado em 30/04/2018)
Relacionados: O homem do fígado de ouro e O espião que fumava (quase sempre)
(links internos)

17 junho, 2017

Dois trilhões de galáxias

Uma equipe internacional de astrônomos liderados por Christopher Conselice, professor de astrofísica na Universidade de Nottingham, estima que o universo contém, pelo menos, 2 trilhões de galáxias, dez vezes mais do que se pensava anteriormente.
Na década de 1990, as imagens captadas pelo telescópio espacial Hubble levaram os astrônomos a calcular que o número de galáxias contido no universo observável (aquele cuja luz teve tempo para chegar até nós) era de cerca de 200 bilhões. O novo estudo estima que a quantidade é pelo menos 10 vezes maior, e coloca o número em 2 trilhões de galáxias.
Uma comentário inevitável para a ocasião:
- O universo é muito, muito grande. Muito maior do que qualquer um jamais imaginou. Se só somos nós, quanto espaço desperdiçado! Dra. Arroway (Jodie Foster), Contact, 1996

07 outubro, 2015

Um comentário recente sobre a postagem "A Dança do Sabre"



Data da postagem: 06/04/2009
Data do comentário: 06/10/2015
[a seguir]
Excelente postagem...
Lembro-me bem dessa melodia selvagem que embalava o início das tardes nas ondas da AM. Nessa época, ainda não imaginava que seria um entusiasta da dita música erudita. Khachaturian foi, um tanto quanto, exagerado em sua colocação de popularidade de sua "Dança do Sabre". "O Balé Gayane", no seu todo, é uma obra de excelente qualidade e inventividade. Sem contar com seu Concerto para Piano, as três sinfonias e as suítes dos balés "Spartacus" e "Masquerade". A música, sem dúvidas, é de uma popularidade ímpar, porém não acho que ela ofuscou tanto assim as suas outras obras. Paul Dukas. Este sim, parece ter composto apenas "O Aprendiz de Feiticeiro".
P.S.: A propósito, "A Dança do Sabre" é o meu toque de celular. ;)
marcelohpo

27 setembro, 2015

A ascensão dos robôs

É uma visão pessimista demais sobre a ascensão dos robôs, Estou ansioso para ver a forma totalmente imprevista que a humanidade encontrará para desfrutar das benefícios que a robótica trará. Certamente, haverá alguns erros horríveis ao longo do caminho, mas a humanidade já se adaptou a tantas mudanças antes.
Agora, se pudéssemos parar de destruir o meio ambiente ... Sim, eu posso ser pessimista também.
Comentário de Dimitrios Diamantaras a "Rise of the Robots", artigo de Barbara Ehrenreich publicado no The NY Times.

22 novembro, 2014

Uma situação de quase naufrágio

Uma jovem na Malásia consegue evitar que o bote afunde, usando apenas os próprios pés.



O comentário irônico de um internauta:
A canoa encher-se de água foi um ato de Deus. Ele estava muito descontente com a jovem deste vídeo, por não ter sido ainda prometida a um velho barbudo. Deus agora está mais irritado porque a menina contrariou um ato divino. Se ela não for a seguir apedrejada até a morte, Deus envia em breve um furacão.

15 setembro, 2014

Vamos mumificar

"Assim, continuamos tostados pelo calor.
Podia sentir a água evaporar-se da minha pele e meus pensamentos estavam sempre voltando aos soldados que morreram no jipe. Aquele maldito vento os havia sugado até a morte, enquanto estavam lá sentados. Lentamente, comecei a encontrar maneiras de me ajustar. Não estava com tanta sede quanto pensava, nem tão próximo da morte quanto temia. Estava em missão desagradável, num território inóspito, que me mataria se eu lhe desse oportunidade, mas havia muitas maneiras de sobreviver.
"É melhor pormos os turbantes", sugeriu Nazrullah. Quando assim o fizemos, tirou um cantil com água do rio, não para beber,e dele derramou a água diretamente sobre os turbantes até que estes ficaram pingando pelos nossos pescoços abaixo. Então, prosseguimos." 
(extraído do livro "Caravanas", de James Michener)
Pensei que os personagens haviam chegado à Brasília hoje, dia 15 de setembro, temperatura de mais de 30° e umidade abaixo de 20%, mas estavam no deserto. Tudo a ver.
Fernando Gurgel

05 agosto, 2014

O pequeno carro azul

Veja o pequeno carro azul no vídeo (duração: 4:03). Sair desse estacionamento deveria ser uma simples questão de dar uma ré e depois ir em frente, girando o volante para a esquerda. Mas, de alguma dolorosa forma, o/a motorista consegue fazer manobras que colocam o veículo em posições progressivamente mais difíceis de sair do estacionamento. O veículo é pequeno, e imagine como ele/ela deve se sair no tráfego da grande cidade.



Meu comentário no YouTube:
Quero esta pessoa para ser manobrista em meu restaurante!

Slideshow ESTACIONAMENTOS

29 abril, 2013

A produção musical e o direito autoral

por Carlos Henrique Machado Freitas
Comentário ao post "Música, o pecado original da internet"
Antes de ler este post (*) eu tinha acabado de colocar no meu FB o seguinte:" A musica brasileira tem três histórias, a contada pelos marketeiros da indústria fonográfica, a contada pelos bairristas, e a verdadeira, a cantada pelo povo brasileiro."
Pois é na música, entre o criador e a criatura do mercado, que o "direito autoral" se agigantou, não pela lógica do direito, mas pela falta absoluta de regulação. Na verdade, o "direito autoral" e, sobretudo as táticas de guerra do Ecad, com sua cada vez mais beligerante atuação nos espaços públicos e a tentativa de controle na internet, é resultado de uma situação que pegou todos de surpresa com a mutação revolucionária com que as novas tecnologias de produção e de fusão da música nos brindaram.
A ordem imaterial que surge agora pela infinidade de relações que une as pessoas pela música está sendo interpretada pelos xerifes do Ecad com aquela forma aleatória em que vale a sua constituição. Jamais admitirão a participação do povo na produção da história de nossa música e nessa nova história nascida com a internet.
Na verdade não existem condições objetivas para se pensar a história da produção musical baseada no mercado depois da chegada da internet. E a cada geração que encontrar disponível a música empírica que tem se tornado um vulcão de criatividade, novas ideias, novas ações e novas relações de liberdade estarão disponíveis para que não pensemos mais na música como condição material. Isto é irreversível. E é esta a condição de um mundo mais humano que, junto com a mutação tecnológica, acontece também a mutação filosófica, mais divisível, flexível, adaptável às condições humanas. E quanto mais a utilização da internet for democratizada, mais a criação musical sobretudo estará a serviço dos homens. Ou seja, o domínio da história da música mudou de mãos rapidamente, está de volta as mãos dos homens e não mais da empresas.
E hoje a história da música está muito mais presente no novo sentido da existência de cada pessoa, de cada criador do que a possibilidade de fazer do "direito autoral" um novo descobrimento de um tesouro pronto a ser explorado pela velha mentalidade extrativista. Trocando em miúdos, ninguém segura os novos ventos.

(*) De comentário ao post "Música, o pecado original da internet" (publicado em EntreMentes, a 21/04/13, e republicado no Portal Luis Nassif Online, com 9 comentários) a post propriamente dito do Portal, com 10 comentários.

12 março, 2013

O poder dos quietos

A Valquíria,
Suspeitei da republicação de Dez mitos sobre os introvertidos no LNOL (pela grande quantidade de exibições, 244, até o momento, conforme contagem no blog que mantenho no Portal), mas não o havia visto.
Obrigado pelo aviso.
Honra-me ser um introvertido (introversão não é timidez, como você sabe) e declaro que me vi perfeitamente retratado na postagem.
Alguns leitores (extrovertidos, provavelmente) chiaram; porém, entendo que os dons creditados aos introvertidos (no item 10) não são apenas dos contemplativos.
A fonte primária do texto é a obra citada no final do artigo. Traduzi-o, porém, de uma fonte secundária na internet e, quanto a esta, não localizo agora a referência.
Um abraço.

A Dani,
Grato pela lembrança deste vídeo:


26 janeiro, 2013

Très chic


Eis o verdadeiro “colar Elizabetano”:



Na verdade, esse colar de tecido “armado” era considerado muito chique à época e a corte imitava Elizabeth.
Observe a relação psicológica entre quem usava o colar e um pavão com as penas “enfronhadas”.

Winston Graça

01 abril, 2011

A teoria da involução

por Fernando Gurgel Filho

Sem entender lhufas de biologia, apenas com o que a Professora Edelgunda conseguiu nos enfiar nas moleiras moles, podemos concluir que não há nenhum dilema nisso, apenas um fato evolucionista comprovado.
Entretanto, para não levantar bandeiras para criacionistas ou evolucionistas, foi levantada uma nova teoria: a involucionista, cuja transcrição detalhamos abaixo:
No princípio (ab ovo), os seres eram tão evoluídos que não dependiam do casamento para nada. Era a total liberdade sem libertinagem, o que não tinha lá muita graça, mas isto é outra história.
Todos produziam todos e se multiplicavam sem qualquer interferência de qualquer outro ser, ou seja, os seres se fragmentavam, esporulavam, bipartiam, ovulavam. Tudo na mais completa e feliz solidão.
Aí surgiram os religiosos e resolveram acabar com aquela liberdade toda. Nascer, crescer, reproduzir e morrer sem depender de ninguém? E onde ficaria o matrimônio e o arrependimento cristão dentro de um sistema desses?
Além do mais, porque a galinha poderia ficar sozinha com os créditos de reproduzir toda a sua espécie?
Insatisfeitos, os machões alfas - com três ou mais "a" - resolveram fazer uma repartição mais justa: as fêmeas ficariam com o ovo e os machos com o prazer.
E assim, para que o novo mundo fosse estabelecido, chamaram os seres que não se adaptaram ao novo sistema, e que continuam independentes do matrimônio, como seres inferiores. E estes dizem que o universo, se deixado nas mãos dos mais fortes, tendem à involução.

MAKTUB.