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12 abril, 2025

Barão Vermelho

Manfred von Richthofen (1892 – 1918), piloto de caça alemão na I Guerra Mundial, ainda hoje considerado o "ás dos ases".
Richthofen era um Freiherr (literalmente "Senhor Livre"), um título de nobreza frequentemente traduzido como "Barão". Esse título não era um nome nem um direito hereditário, visto que todos os membros masculinos da família o usavam, mesmo enquanto seu pai ainda estava vivo.
Esse título combinado ao fato de que ele tinha seus aviões pintados de vermelho, levaram Richthofen a ser chamado de "Barão Vermelho" (Red Baron, em inglês), tanto dentro quanto fora da Alemanha.
Com 80 aviões derrubados em seu currículo, ele pode não sido o campeão em números absolutos. Na outra grande Guerra Mundial, seu compatriota Erich Hartmann abateria incríveis 352 adversários. Mas o Barão Vermelho fez isso antes, quando era novidade pilotar um avião de caça, coisa que se aprendia praticando.
Um irmão mais novo de Manfred, Lothar von Richthofen, creditado com 40 vitórias, foi outro ás de caça da Primeira Guerra Mundial. Para orgulho do alto comando alemão, que apreciava o valor da propaganda de dois Richthofens lutando juntos para derrotar o inimigo no ar.
Biplanos e triplanos (como o avião do Barão Vermelho) eram populares durante a Primeira Guerra Mundial porque a força e a manobrabilidade de suas pequenas asas compensavam o aumento de arrasto. Mas, durante a Segunda Guerra Mundial, os aviões em geral até mesmo os caças se tornaram monoplanos.


Desenvolvido por um dos mais importantes projetistas da Primeira Guerra Mundial, o alemão Reinhold Platz, o triplano do Barão Vermelho recebeu pela primeira vez a pintura em vermelho brilhante, no final de janeiro de 1917, com o qual ele obteve seu apelido e reputação.
Em 21 de abril de 1918, pouco antes de completar 26 anos, foi atacado por trás pelo piloto canadense Roy Brown, enquanto perseguia sua vítima de número 81. Ao mesmo tempo, artilheiros australianos dispararam do solo suas metralhadoras contra ele. E Richthofen foi atingido por um tiro letal. 
Curiosidade
O desenho animado "Corrida Maluca" dos estúdios Hanna Barbera, criou um personagem que, no caso como as histórias se passam em corridas de carros, um piloto vivencia o aviador possuindo o mesmo apelido e um carro parecido com o avião de Richthofen.

04 julho, 2023

Trincheiras

– Quem estará nas trincheiras a teu lado?
– E isso importa?
– Mais do que a própria guerra.
(Ernest Hemingway)

Há uma história antiga, dizem que originada na Primeira Guerra Mundial, de que três soldados não deviam acender seus cigarros no mesmo fósforo (e os fósforos, ainda mais secos, eram artigo raro naquelas trincheiras úmidas e lamacentas) porque o terceiro a fazê-lo morreria. É que no primeiro o inimigo se alertava; no segundo, mirava e, no último, atirava.

"O odor fétido nos penetra garganta adentro ao chegarmos a nossa nova trincheira, a direita dos Éparges. Chove torrencialmente e nos protegemos com o que tem de lonas e tendas de campanha afiançadas nos muros da trincheira. Ao amanhecer do dia seguinte constatamos estarrecidos que nossas trincheiras estavam feitas sobre um montão de cadáveres e que as lonas que nossos predecessores haviam colocado estavam para ocultar da vista os corpos e restos humanos que ali haviam." (Memórias do veterano Raymond Naegelen, que lutou na região de Champagne)

O ciclista vencedor do Tour de France de 1909, François Faber (foto), estava em uma trincheira na Primeira Guerra Mundial quando soube que sua esposa havia dado à luz uma filha. Não se contendo de alegria, ele irrompeu em aplausos, e um franco-atirador alemão o acertou.

"Em tempo de guerra todo buraco é trincheira." (anônimo)

31 agosto, 2022

O bigodinho de Hitler

Ele adotou o bigodinho porque, durante a 1.ª Guerra Mundial, o bigode completo impediu uma boa vedação em sua máscara de gás, o que quase lhe custou a vida. Depois disso, ele passou a apará-lo para caber sob a máscara. CARECE DE FONTES

Segundo Weber, o cabo Hitler da vida real foi pouco mais do que um mensageiro de retaguarda durante o conflito. Algo como um ajudante de ordens – ou, como o biógrafo preferia chamá-lo, o "garoto do chá".

Em 1938, Adolf Hitler foi eleito a Personalidade do Ano da revista Time. Não foi escolhido pelas coias boas que fez, mas pelas coisas ruins que ele estava a fazer.

24 dezembro, 2021

A Trégua de Natal de 1914

Uma história animadora no meio da humanidade em guerra
Em dezembro de 1914, uma série de cessar-fogo não oficial e popular tomou conta da Frente Ocidental no calor da Primeira Guerra Mundial. No Natal, soldados de cerca de 100 mil soldados britânicos e alemães começaram a trocar saudações e cantar músicas nas trincheiras, alguns até se aproximaram de seus oponentes carregando presentes.
O acontecimento tornou-se uma das demonstrações mais emocionantes da humanidade na história dos conflitos humanos e foi apelidado de Trégua de Natal.


Descrição da Trégua de Natal de 1914 pelo artista AC Michael, originalmente publicada no Illustrated London News em 9 de janeiro de 1915, com a legenda "Soldados britânicos e alemães trocando capacetes: uma trégua de Natal entre trincheiras opostas."

Sobre soldados russos e alemães unindo armas para caçar lobos furiosos
A "Trégua do Lobo" foi apenas isso: uma história.

18 setembro, 2021

O piloto Bernert

Fritz Otto Bernert foi um piloto alemão que combateu e se tornou conhecido durante a I Guerra Mundial.
Nascido em Ratibor, na Alta Silésia, em 6 de março de 1893, ele estava servindo no 173º Regimento de Infantaria, quando a guerra eclodiu em agosto de 1914. Tendo recebido lesões em combate, em novembro e dezembro de 1914 – esta última uma ferida de baioneta que cortou um nervo do braço esquerdo, tornando-o funcionalmente inútil – Bernert foi dispensado do serviço na infantaria, após um período de hospitalização.
Destemido, ele pediu remoção para a Força Aérea, onde graduou-se seis meses após como observador aéreo – para realizar missões de reconhecimento. No verão de 1915, disfarçando a extensão do comprometimento funcional do braço esquerdo, ele recebeu treinamento para se tornar um piloto de combate.
No ano seguinte, Bernert iniciava uma carreira de às da aviação militar com 27 vitórias aéreas. Sua maior façanha se deu em 24 de abril de 1917, quando, no exíguo tempo de 30 minutos, ele abateu cinco aeronaves britânicas.
Em agosto de 1917, como resultado de outra lesão adquirida em combate, que o manteve internado por três meses, sua carreira aérea foi dada como terminada.
Ele morreu em sua cidade natal, a 18 de outubro de 1918, vitimado pela pandemia de gripe espanhola que varreu o mundo.

Fontes
http://www.firstworldwar.com/bio/bernert.htm
http://www.theaerodrome.com/aces/germany/bernert.php
http://www.frontflieger.de/3berot0t.html

19 maio, 2020

Tributo ao cavalo


Esta foto, tirada por oficiais do Auxiliary Remount Dept No. 326 (Departamento de Remontagem Auxiliar No. 326) em Camp Cody, Novo México, em 1915, mostra 650 soldados em pé numa formação que se assemelha perfeitamente a uma cabeça de cavalo, pescoço e uma tira nasal (banda  que circunda o nariz e a mandíbula).
A foto presta homenagem aos 8 milhões de cavalos que morreram (*) durante a Primeira Guerra Mundial. Eles foram usados ​​para ajudar a levar comida, água, munição e suprimentos médicos para os homens na frente de batalha.

Incredible tribute to the 8 MILLION hero horses killed in First World War, EXPRESS

(*) Morreram lutando numa guerra que não era deles. N. do E.

Leitura complementar
Freio na boca do cavalo serve para quê?, Portal Veganismo

30 março, 2020

A "Trégua do Lobo"

Uma história sobre soldados russos e alemães unindo armas para caçar lobos furiosos foi apenas isso: uma história.
Em abril de 2019, os autores do videogame "Tannenberg", um jogo de tiro ambientado na I Guerra Mundial e descrevendo eventos em torno da Batalha de Tannenberg (1914), introduziram um evento no jogo chamado "Wolf Truce" - basicamente um modo do jogo em que o jogador luta contra lobos.
Os desenvolvedores do jogo basearam o modo em um evento aparentemente real, supostamente relatado pelo "The New York Times", em 29 de julho de 1917.
Um recorte de jornal relatando o evento naquela época foi fornecido:
"No decurso da campanha do inverno passado, os lobos acumularam-se em um número tão grande, no setor de Kovno-Wilna-Minsk, que se tornaram uma verdadeira praga para as forças de combate russas e alemãs. Tão insolentes eram esses animais, em seus ataques a grupos de soldados, que se tornaram uma ameaça séria até mesmo para os homens que combatiam nas trincheiras.
Veneno, fogo de espingarda, granadas de mão e até metralhadoras foram utilizados sucessivamente na tentativa de erradicar o incômodo. Mas tudo em vão. Os lobos - em nenhum lugar tão grandes e poderosos como na Rússia - estavam desesperados com a fome e ignoravam o perigo. Bandos novos apareceriam no lugar daqueles que eram mortos pelas tropas russas e alemãs.
Como último recurso, os dois adversários, com o consentimento de seus comandantes, entraram em negociações para um armistício e uniram forças para superar a praga do lobo. Por um curto período, houve paz. E a tarefa de vencer o inimigo comum foi empreendida. Os lobos foram progressivamente cercados, várias centenas deles foram mortos e os restantes fugiram em todas as direções. É relatado que os soldados não foram mais molestados."
Essa "informação" chegou aos jornais da época e, posteriormente, até a algumas publicações históricas. No entanto, poucas pessoas verificaram as fontes do "The New York Times". A primeira foi o jornal "Bridgeport Evening Farmer", em 15 de fevereiro de 1917. "Hopkinsville Kentuckian" também publicou a "notícia" (usando quase as mesmas palavras), em 22 de fevereiro, seguida pelo "Daily Empire", do Alasca, em 16 de março.
Não há registros oficiais sobre a "Trégua do Lobo".


RUSSIA BEYOND

28 dezembro, 2019

A moeda em forma de capacete

Para comemorar o Centenário do Armistício da 1.ª Guerra, a Royal Canadian Mint emitiu uma forma incomum de moeda para honrar cada soldado caído nos campos de batalha.


Cunhada na forma de um capacete WWI Brodie, apresenta a superfície mais profundamente curva do que qualquer outra moeda côncava ou convexa que já se fabricou antes.
O projeto é tão único que a Casa da Moeda manteve sua técnica de cunhagem como um bem guardado segredo.

www.changechecker.org

22 julho, 2019

Um epitáfio de notas musicais

Morto em 26/10/1917, na Primeira Guerra Mundial,  o segundo-tenente Hugh Gordon Langton foi  sepultado no Cemitério Britânico Poelcapelle, na Bélgica.
Em sua lápide inscreveram uma frase de música. O que estas notas representam tem sido um mistério há mais de um século. "Elas não fazem parte de uma música que alguém foi capaz de discernir, e muitos tentaram", escreve Sarah Wearne em Epitaphs of the Great War: Passchendaele. "Em particular, eles não são da música After the Ball, como alguns sugeriram."


Langton é a única vítima homenageada com uma frase musical no sepulcro - a Commonwealth War Graves Commission (CWGC) mantém mais de um milhão de sepulturas e memoriais em todo o mundo, e apenas este tem notas musicais como um epitáfio.
Se você conseguir identificar a música, entre em contato com a CWGC.

https://www.futilitycloset.com/2019/02/09/a-memorial-puzzle/ c/ VÍDEO

O uso do hífen em "segundo-tenente"
- - - Em substantivos compostos nos quais o primeiro elemento é numeral. Exemplos: primeira-dama, primeiro-ministro, segundo-tenente, quinta-feira etc.

06 setembro, 2016

O primeiro e o último

Por coincidência, o primeiro e o último soldados britânicos mortos em combate durante a Primeira Guerra Mundial têm os restos mortais em covas que se defrontam.
O primeiro, o soldado John Parr, foi baleado durante uma patrulha de reconhecimento na Bélgica, em 21 de agosto de 1914, 17 dias após a Grã-Bretanha declarar guerra. E o último, George Edwin Ellison foi morto em uma patrulha nos arredores de Mons, em 11 de novembro de 1918, 90 minutos antes do armistício entrar em vigor.
Ambos estão enterrados no Cemitério Militar St. Symphorien, ao sudeste de Mons, que foi perdida para os alemães no início da guerra e recuperada no final.

21 outubro, 2014

Um olhar para o passado


O quarto de um militar francês é mantido inalterado até hoje – 96 anos depois de sua morte na Primeira Guerra Mundial
De sua casa, na aldeia de Bélâbre, França, Hubert Rochereau obedientemente marchou para a guerra. Ele serviu como segundo tenente no 15º Regimento e, em 26 de abril de 1918, Rochereau morreu devido aos ferimentos sofridos numa batalha contra os alemães em Loker, Bélgica. Por sua coragem, a França lhe concedeu postumamente a Cruz de Guerra e a Legião de Honra.
Os pais de Rochereau ficaram inconsoláveis. Eles mantiveram em sua casa o quarto do filho morto da maneira que este o deixou ao partir para a guerra. Quando eles se mudaram em 1935, foi estipulado no contrato de venda que o quarto deveria permanecer como estava por, pelo menos, 500 anos.
Essa exigência era legalmente duvidosa, mas os novos proprietários respeitaram os desejos do casal enlutado. Como ainda faz o atual proprietário desde que herdou a casa de seus avós.
Neatorama

Pedaço de canção
"A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu." ~ Chico Buarque