Mostrando postagens com marcador James Bond. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador James Bond. Mostrar todas as postagens

02 junho, 2022

Sem tempo para morrer

No time to die: An in-depth analysis of James Bond's exposure to infectious agents
doi.org/10.1016/j.tmaid.2021.102175
Considere onde James Bond, agente 007, esteve. Sua ocupação como agente secreto do MI6 o leva a locais exóticos em todo o mundo, muitas vezes em um piscar de olhos. Nós, plebeus, sabemos que as viagens internacionais exigem um planejamento extenso, muitas vezes incluindo exames de saúde e vacinas para obter vistos e dicas para evitar doenças. Bond não tem tempo para nada disso.
Artigo científico na revista Travel Medicine and Infectious Disease analisa em profundidade os perigos que Bond enfrenta ao viajar pelo mundo, matar pessoas e levar mulheres para a cama. As evidências são recolhidas a partir de 25 filmes produzidos pela Eon de 1962 a 2021, nos quais Bond vai a 47 países identificáveis em 86 viagens. Eles consideram segurança alimentar, saúde sexual, doenças transmitidas pelo ar, doenças transmitidas por artrópodes e doenças tropicais. De sua introdução:
Descobrimos uma atividade sexual acima da média, muitas vezes sem tempo suficiente para um diálogo na história sexual, com uma mortalidade notavelmente alta entre os parceiros sexuais de Bond (27,1; intervalo de confiança de 95% 16,4–40,3). Dado o quão inoportuno um ataque de diarreia seria no meio de uma ação para salvar o mundo, é impressionante que Bond seja visto lavando as mãos apenas em duas ocasiões, apesar das inúmeras exposições a patógenos de origem alimentar. Nossa hipótese é que sua coragem imprudente, às vezes provocando propositadamente situações de risco de vida, pode até ser uma consequência da toxoplasmose (*). A abordagem de Bond em relação às doenças transmitidas por vetores e às doenças tropicais negligenciadas é errática, às vezes seguindo os conselhos de viagem ao pé da letra, mas, na maioria das vezes, permanecendo do lado da completa ignorância. Dado o tempo limitado que Bond recebe para se preparar para as missões, pedimos urgentemente ao seu empregador MI6 que leve a sério a sua responsabilidade. Vive-se apenas uma vez.
(*) Em camundongos, a toxoplasmose foi associada à perda de medo de gatos [20]; uma manipulação inteligente pelo parasita para aumentar a probabilidade de transmissão por ingestão . Embora especulativa, a toxoplasmose pode explicar a coragem muitas vezes temerária de Bond em face do perigo que ameaça a vida.

Os três autores do artigo "perderam suas horas noturnas examinando os filmes", que totalizaram 3113 minutos por autor. Você pode ler o artigo completo em ScienceDirect.

Poderá também gostar de ver:

02 maio, 2018

Um comentário de Bond: seco como um Martini

No filme "007, Nunca mais outra vez", de 1983, James Bond é chamado por seu superior para um puxão de orelhas.
— Você tem hábitos desleixados e um modo de vida desregrado.
— O que devo entender por isso, Sir? — questiona o agente secreto.
— Estou falando dos muitos presentinhos a que se dá ao direito. Eles destroem seu corpo e sua mente. Você come carne vermelha demais, pão branco demais e bebe Dry Martini em demasia.
Bond deixa alguns segundos conspirarem na atmosfera. Só então engatilha o comentário, seco como um Martini:
— Prometo abrir mão do pão branco, Sir.
Há mais de 54 anos, em maio de 1964, morria Ian Fleming, o criador do personagem 007, retratado por ele em 12 romances e duas coletâneas de contos. James Bond foi escrito à sua imagem e semelhança. Tal como OO7, Fleming era britânico, boa pinta, galante, mulherengo, irônico e até trabalhara como agente secreto da M1-5 — a CIA inglesa.
Da mesma maneira que o espião da literatura pop, o escritor também tinha um fraco por destilados. Mas, ao contrário de 007, o seu preferido não era o Dry Martini — ou suas derivações. Fleming, assim como a Rainha-Mãe, apreciava o gin puro. Sem uma gota sequer do vermute Nolly Prat.
Em Goldeneye, a casa na Jamaica onde escreveu toda a sua obra, chegava a enxugar uma garrafa ao dia. Entremeava um gole e outro com 70 cigarros, diante da máquina de escrever Imperial. Seu médico recomendou trocar o gin pelo bourbon e pegar mais leve. Todavia, a saúde de Fleming já estava em frangalhos. O Caranguejo de Ferro, sua metáfora para a morte, apanhou-o aos 56 anos. Infarto do miocárdio.

Extraído de: O espião que tomava todas, de Walterson Sardenberg Sº. Portal Gosto.
(publicado em 15/08/2014; acessado em 30/04/2018)
Relacionados: O homem do fígado de ouro e O espião que fumava (quase sempre)
(links internos)

18 junho, 2017

O espião que fumava (quase sempre)

Qual dos seguintes atores não fumou no papel de 007?
(  ) Sean Connery
(  ) George Lazenby
(  ) Roger Moore
(  ) Timothy Dalton
(  ) Pierce Brosnan
(  ) Daniel Craig


Na tela, James Bond não corresponde ao hábito de 60/dia dos romances, mas ele fuma em onze dos vinte e três filmes de 007. Sean Connery, que assumiu o papel de Bond para os primeiros cinco filmes, é apresentado em "Dr. No" com um cigarro entre os lábios. Roger Moore, como entusiasta de charutos e querendo diferenciar o personagem, fumou exclusivamente charutos ao longo de seus sete filmes. George Lazenby e Timothy Dalton não eram fumantes pesados, mas ambos fumaram cigarros ocasionais como Bond nos três filmes que estrelaram. Pierce Brosnan foi o primeiro ator a reivindicar um Bond sem fumaça, mas acabou se curvando e soprando um charuto no filme "Die Another Day". Daniel Craig foi o único a se recusar a acender um cigarro como Bond. Craig é um fumante pesado da câmera, mas ele vê Bond fumando como um problema logístico. Em uma entrevista, ele afirmou:
"Eu não desejo que [Bond] fume. Ian Fleming criou um Bond que fumava 60 cigarros por dia. Eu não posso fumar e, em seguida, correr duas milhas e meia numa estrada. Isso simplesmente não faz sentido."
Extraído de: The Spy Who Loved Smoking, GEIST

Ver também: O homem do fígado de ouro

13 agosto, 2016

O personagem M

M é um personagem fictício da série James Bond, de Ian Fleming. É o chefe do Serviço Secreto de Inteligência, também conhecido como MI6. Para criar este personagem, Fleming baseou-se em várias pessoas que comandaram seções da Inteligência britânica.
Nos 12 romances em que o personagem M aparece, segundo Kingsley Amis, em seu "James Bond Dossier" (1965), ele é descrito por Fleming como:
  • abrupto, com raiva (3 vezes)
  • brutal, frio (7 vezes)
  • lacônico, seco (5 vezes)
  • gelado (2 vezes)
  • áspero (7 vezes)
  • rígido (3 vezes)
  • impaciente (7 vezes)
  • irritável (2 vezes)
  • temperamental, grave, agudo (2 vezes)
  • curto (4 vezes)
  • azedo (2 vezes)

Amis calcula que isso dá um índice de irascibilidade um pouco menos de 4,6 por livro.
O romancista baseou o caráter de M principalmente no estilo do contra-almirante John Godfrey (foto), que era superior de Fleming na Divisão de Inteligência Naval, durante a Segunda Guerra Mundial.
Após a morte de Fleming, Godfrey reclamou:
"Ele me transformou em um personagem desagradável, M."

Fontes
Boss Issues, Futility Closet
M (James Bond), Wikipedia

03 abril, 2016

Viva e deixe morrer

Jacarta - A agência antidrogas da Indonésia propôs a construção de uma prisão em uma ilha guardada por crocodilos para manter os presos no corredor da morte.
Essa proposta é o projeto de estimação do chefe da agência, Budi Waseso, que planeja visitar várias partes do arquipélago em busca de répteis ferozes para vigiar a cadeia.
"Vamos colocar tantos crocodilos quanto pudermos lá. Vou procurar o tipo mais feroz de crocodilo", declarou Waseso para o site local de notícias Tempo.
Para ele, os crocodilos são mais eficientes para evitar as fugas dos traficantes de drogas porque  não podem ser subornados - ao contrário dos guardas humanos.

O chefe deve estar apostando que os presos carecem das competências de Roger Moore, notadamente em "Live and Let Die". Mostradas na cena dos crocodilos em que James Bond escapa de uma ilha usando os répteis como trampolins.


04 abril, 2015

O homem do fígado de ouro

James Bond estava realmente bêbado o tempo todo
Três conceituados médicos do Reino Unido assumiram a nobre tarefa de catalogar todas as ingestões alcoólicas de James Bond nos 14 romances de Ian Fleming, dando uma base científica para o que todos nós já sabíamos: Bond é um bêbado incorrigível.
Os resultados dos levantamentos feitos, publicados em uma "edição festiva" do British Medical Journal (347/bmj.f7255), mostraram que o seu consumo médio foi de 97 unidades por semana. Quanto ao consumo máximo diário, foi de 49,8 unidades, no terceiro dia de "From Russia With Love".


Também pudera
Os copiosos consumos alcoólicos de Bond diminuíam sensivelmente em suas hospitalizações e passagens por prisões distantes, quando ele se contentava com cinco martinis por dia.
N. do E.
Você entregaria a esse homem a missão de desarmar uma bomba nuclear?
Poderá também gostar de ver
Com licença para mudar, Bond no bondinho, slideshow Bonds, 50 anos de James Bond, Tudo junto e misturado e James Bond com o passar do tempo

22 dezembro, 2014

Elba pode ser o próximo 007

O ator britânico Idris Elba (foto) poderá ser o James Bond do filme de número 25 da série.
Esta revelação saiu do vazamento de uma troca de e-mails entre dois executivos da Sony Pictures.
O que, evidentemente, seria uma mudança drástica para o personagem criado por Ian Fleming. Nunca antes um ator não caucasiano representou James Bond em seus filmes (e fala-se inclusive que Fleming era algo racista).
Um 007 negro seria uma ideia arriscada para um público purista?
Na minha opinião, não. Basta lembrar o drama que, há alguns anos, se seguiu à escolha de Daniel Craig para interpretar James Bond. Craig, mais baixo que seus antecessores e considerado, por alguns, como muito "duro" e deselegante para o papel, começou sob críticas. Mas o 007 Daniel Craig deu um facelift na série, culminando com sua atuação em "Skyfall", em que fez a série praticamente retornar ao espírito de suas origens.
Depois de quatro filmes com Craig (contando aqui com o "Spectre" a ser lançado dentro de dois anos), é normal que comecem a falar sobre um novo Bond. E, se essa escolha for confirmada, Idris Elba, que é um ator muito experiente, deverá se firmar no novo papel.

Slideshow BONDs

10 novembro, 2013

Tudo junto e misturado

Conhece?

É a combinação das fotos de seis atores: Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig, que interpretaram James Bond no cinema.
(David Niven também interpretou Bond em "Casino Royale", em 1967, mas muitos consideram este filme como "não oficial".)
Veja as etapas da combinação. Aqui

25 outubro, 2010

Testando uma tinta invisível

O MI6, serviço secreto de inteligência do governo britânico, testou durante a Primeira Guerra Mundial o uso de esperma humano como tinta invisível para enviar mensagens sensíveis durante o conflito.
De acordo com o historiador inglês Keith Jeffery, que teve acesso aos arquivos do serviço secreto para escrever o livro "MI6: The History of the Secret Intelligence Service 1909-1949", um relato existente no diário de um funcionário da agência indicou que essas experiências de fato aconteceram.
Em junho de 1915, Walter Kirke, representante da inteligência militar britânica na França, escreveu que o primeiro chefe do MI6, Mansfield Cumming, estava fazendo pesquisas sobre tinta invisível na Universidade de Londres. Em outubro, ele anotou que havia ouvido dele que "a melhor tinta invisível é o esperma".
Ainda segundo o relato de Kirke, o esperma não reagia aos principais métodos de detecção de tinta invisível utilizados à época. E apresentava a vantagem de ser um material facilmente disponível para os agentes do serviço secreto.
O MI6 é o mesmo órgão que depois ganhou fama por conta de um personagem fictício, James Bond, o agente 007.

26 maio, 2009

Com licença para mudar

O britânico David Fearn mudou oficialmente seu nome para:
James Dr No From Russia with Love Goldfinger Thunderball You Only Live Twice On Her Majesty's Secret Service Diamonds Are Forever Live and Let Die The Man with the Golden Gun The Spy Who Loved Me Moonraker For Your Eyes Only Octopussy A View to a Kill The Living Daylights Licence to Kill Golden Eye Tomorrow Never Dies The World Is Not Enough Die Another Day Casino Royale Bond

Com 69 palavras - que citam os títulos de 21 filmes - é atualmente o nome mais longo no registro de pessoas do Reino Unido.
Adivinhem de quem ele é fã?