30 junho, 2007

Gelo inflamável?


Explicação - O gelo se derrete e reage com carbureto de cálcio (colocado no fundo do pirex), produzindo hidróxido de cálcio (Ca(OH)2) e gás acetileno (C2H2). Ao acender um fósforo, o gás acetileno causa pequenas explosões, o que faz o gelo continuar se derretendo até que acabe o carbureto de cálcio.
CaC2 + 2H20 = Ca(OH)2 + C2H2

Se fogo fosse água

Esta fotografia faria sentido. Mas teríamos que repensar o Universo.
.

O autor é Mohamad Badri, de 22 anos, um iraniano de Qazvin.

Fonte: If fire was water

29 junho, 2007

Um paladino da internet

Gilberto Gil lança a sua mais nova canção: Banda Larga Cordel. Através de um vídeo caseiro feito pelo cineasta Andrucha (do filme Eu, Tu, Eles), o qual já pode ser visto no YouTube.
E bote caseiro nisso. Andrucha usou a câmera de um telefone celular. Gil está... onde? Na cozinha de casa, descontraído, tocando violão e cantando. Aparecem ainda a mulher Flora (organizando os cabelos de Gil), um neto e alguns amigos. Ao fim da audição, perguntado sobre o tempo subtraído pelo cargo público ao ofício de compositor, o nosso ministro da Cultura faz esta revelação:
“Tira tempo mas dá substância.”
Nesta canção, o Brasil moderno (banda larga) se encontra com o Brasil antigo (cordel). A música tem um “suíngue” das músicas cantadas por Jackson do Pandeiro, de quem Gil é um seguidor declarado. E a letra tem “sacadas” interessantes, como rimar “www” com “sábio” e fundir “dábliu” com “diabo” para criar um neologismo: “diabliu”. Contribuições ao “internetês” de um artista que defende, há tempos, a democratização da internet.

Para ver o clipe caseiro no YouTube, aqui.

Para acessar a Radio do Moreno na qual pode ouvir a versão pronta e acabada da música, aqui.

28 junho, 2007

Sobre rodas

Esta casa em Massachusetts, EUA, está sendo conduzida a um novo endereço.


Uma vaga de estacionamento que era antes ocupada por um Dodge Dart, ano 1960.

Assim se passaram dez anos...

Brasília, 20 de abril de 1997:
Cinco jovens da classe média alta queimaram e mataram o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos.
Explicação – Pensaram “que era um mendigo”.
Os jovens estão soltos desde 2004.
Rio de Janeiro, 23 de junho de 2007:
Cinco jovens da classe média alta agrediram cruelmente a empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto (e roubaram-na).
Explicação – Pensaram que “era uma prostituta”.
???

27 junho, 2007

Busca e... apreensão

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- Estamos realmente no lugar certo do cemitério?
- Sim, esta é a ala dos eletricistas caseiros.

Ecos da ECO-92

Maristane Macedo me recomendou este vídeo, disponível no YouTube. É o discurso da menina canadense Sevem Suzuki, então com 12 anos, no plenário da ECO 92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que foi realizada no Rio de Janeiro.
Para assistir ao vídeo (legendado em português), clique abaixo.

br.youtube.com

Trecho:
“Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os peixes das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos e vocês não podem recuperar as florestas que, um dia existiram, onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então, por favor, parem de destruir."
Um puxão de orelhas ministrado pela garota que, 15 anos após, ainda faz arder muitas orelhas.

26 junho, 2007

Uma vocação incontrolável

Prezado leitor:

Seu filho passa intermináveis horas ao computador contemplando esta cena?


Certamente o senhor tem em casa um futuro controlador de vôo.

Deu no DOU

O Diário Oficial da União de ontem publicou a concessão da minha aposentadoria no Ministério da Saúde.


Pode ainda não significar um adeus à medicina. A depender das propostas que apareçam no mercado de trabalho.
No pior dos mundos, complementarei os proventos com os ganhos(?) nos anúncios do Google AdSense.

25 junho, 2007

Soluções tecnológicas - 2

O bem informado site Obvious (link ao lado) mostra este interessante conjunto de jardim. Uma criação da designer Jane Hamley Wells, feita basicamente em aço e ripas de madeira, a qual apresenta mesa e bancos internamente. Outros componentes do conjunto são: a cobertura, as venezianas e a base giratória; existentes para oferecer ao usuário, em seus drinques no jardim, as condições para adaptá-lo às mudanças do dia.


O sol começou a incomodar? Estica a perna e com o pé apoiado no chão dá uma orientação melhor ao conjunto. Encontrando, pára; pois não se trata de um brinquedo de playground.

She, Jane: www.janehamleywells.com

Hiatos

É o nome da atual exposição do artista plástico Rian Fontenele.
Usando várias técnicas de trabalho, Rian cria uma pintura que dialoga com a literatura, em que frases de escritores célebres “ilustram” os quadros.
Recomenda-se a visita.

24 junho, 2007

Etiqueta na sala



Nenhuma.
Lembra Ética e isso dói.

Etiqueta à mesa

É dispensável quando não há mesa.
Por isso, fiquemos apenas com a aula de Gastronomia:
1 – verde
2 – cru
3 – com as palhas...


..................mas é só o “mio”.

23 junho, 2007

No espeto

Demorei a publicar a matéria abaixo. Enfim saiu.
Não quero ser o último a fazê-lo na internet.
Engraçada? Um tanto.
Vale pela contradição.

Descrição de um churrasco

Por uma mulher
O churrasco é a única coisa que um homem sabe cozinhar.
Quando um homem se propõe a realizar um, a cadeia de acontecimentos é a seguinte:
- A mulher vai ao supermercado comprar o que é necessário.
- A mulher prepara salada, arroz, farofa, vinagrete e sobremesa.
- A mulher tempera a carne e a coloca numa bandeja com os talheres, enquanto o homem está deitado próximo à churrasqueira, bebendo uma cerveja.
- O homem coloca a carne no fogo.
- A mulher vai para dentro de casa para preparar a mesa e verificar o cozimento dos legumes.
- A mulher diz ao marido que a carne está queimando.
- O homem tira a carne do fogo.
- A mulher arruma os pratos na mesa.
- Após a refeição, a mulher traz a sobremesa e lava a louça.
- O homem pergunta à mulher se ela apreciou não ter que cozinhar e, diante do ar aborrecido da mulher, conclui que elas nunca estão satisfeitas.
Por um homem (usando o direito de resposta)
- Nenhum "churrasqueiro", em sã consciência, iria pedir à mulher para fazer as compras para um churrasco, pois ela iria trazer cerveja Kaiser, um monte de bifes, asas de frango e uma peça de picanha de 4,8kg que o açougueiro disse ser "ótima", pois não conseguiu empurrar para nenhum homem.
- Salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa, ela prepara só para as mulheres comerem. Homem só come carne e toma cerveja.
- Bandeja com talheres? Só se for para elas. Homem que é homem come com as mãos.
- Colocar a carne no fogo? Tá louca? A carne tem que ir para a grelha ou para um espeto que, a propósito, tem que ser virado a toda hora.
- Legumes? Como eu já disse, só as mulheres comem isso num churrasco.
- Carne queimando? O homem só deixa a carne queimar quando a mulherada reclama: "não gosto de carne sangrando"; "isto está muito cru!”; "tá viva". Após a décima vez que você oferece o mesmo pedaço, que estava ao ponto uma hora antes, elas acabam comendo a carne tão macia quanto o espeto e tão suculenta quanto um pedaço de carvão.
- Pratos? Só se for para elas mesmas!
- Sobremesa? Só se for mais uma Skol!
- Lavar louça? Só usei meus dedos! (E limpei na bermuda), bermuda essa, que a mulher é que vai lavar!
Realmente, as mulheres nunca vão entender o que é um churrasco.
Fonte: Web

22 junho, 2007

Embarcou: tem de remar

Sobre o quadro Poeta, de Leon Girardet:


É uma cena romântica: um rio (ou será um lago?), um barco, um poeta e três raparigas em flor. O poeta faz um recital dos últimos poemas que escreveu. Cada uma das moças deve se imaginar a própria musa inspiradora de um, vários, muitos desses poemas... Até de todos, se uma delas for bisavó da Luana Piovani.
A propósito, não é uma cena contemporânea. O figurino das pessoas mostra que não pertencem ao nosso tempo. O bardo mantém uma distância respeitosa das três raparigas, que se acotovelam num dos cantos da embarcação. A qual, por sua vez, está quase encalhada no capim aquático.
Mas... há remos no barco à espera de braços dispostos. Não se faça de rogado, meu poeta. Está a terminar a leitura do livro em suas mãos, agora é empunhar os remos. E levar o barco, as moças, a si próprio para novas paisagens. Onde o enlevo, o encanto, o arrebatamento, tudo é feito sem palavras.
Sim, faça isto. Para não ser depois recomendado à Sociedade dos Poetas Mortos nas Calças.

21 junho, 2007

Vias energéticas

A principal característica da vida animal é a movimentação física, a qual necessita de um suprimento contínuo de energia para acontecer. Proveniente do metabolismo dos alimentos ingeridos, essa energia de natureza química se encontra armazenada na célula sob a forma de determinados substratos. Como a adenosina trifosfato, a ATP, cuja molécula apresenta ligações de fosfato de alta energia. Para ser utilizada pela célula nos primeiros segundos de uma atividade física, e como via exclusiva por pouco tempo, já que é estocada em quantidades limitadas. E como a fosfocreatina, a substância responsável pelo fornecimento de energia à célula logo após a sua exaustão em ATP.
Portanto, durante os primeiros 30 segundos de uma atividade física, constituem a ATP e a fosfocreatina as principais vias de energia para a célula. Exigindo-se desta, porém, que a ATP consumida seja continuamente regenerada, o que se dá pela refosforilação da adenosina difosfato.
Após esse período, outras vias energéticas se tornam mais importantes: a glicólise anaeróbia e o metabolismo oxidativo. A glicólise anaeróbia, que prescinde da utilização de oxigênio, é o processo dominante nos primeiros 3 minutos. Com a desvantagem, porém, de acumular um ácido forte (lático) a ser tamponado pela célula. E, no tempo seguinte da atividade física, assume esse papel dominante o metabolismo oxidativo, o qual depende do aporte de oxigênio na célula (a cargo da respiração e da circulação).
Como processo de renovação da adenosina trifosfato, o metabolismo oxidativo supera largamente a glicólise anaeróbia. Por unidade de glicose consumida, são produzidas 36 moléculas de ATP no metabolismo anaeróbio contra 2 moléculas de ATP na glicólise anaeróbia (PGCS).

20 junho, 2007

Em tempos de guerra

O mundo precisa de pás...
para enterrar os seus mortos.


Frase que li na exposição Arte Postal, que se encontra no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em Fortaleza.
É de Yuri Bruschi.

19 junho, 2007

Dia Nacional do Cinema

No Brasil, o primeiro registro de imagens em movimento aconteceu em 19 de junho de 1898. Quando o italiano Alfonso Segreto, retornando de uma viagem à Europa, a bordo do paquete Brésil, filmou a entrada da Baía da Guanabara. Para essa filmagem, que recebeu o nome de Fortaleza e Navios de Guerra na Baía da Guanabara, o cinegrafista usou uma câmera Lumière que adquirira em Paris.
Por esse acontecimento, hoje é o Dia Nacional do Cinema.


Leia mais: www.cinemabrasil.org.br.

18 junho, 2007

A beldade e o ascensorista

Airton Soares, do Li por Aí, me enviou uma trova deveras interessante:

“Sorridente a bela artista
Ao entrar no elevador
Disse para o ascensorista:
Vamos pro quarto, senhor!”

É que o tal ascensorista, AS:
Tinha rezado 1/3 para encontrar 1/2 de levá-la a 1/4.
E, nesse sobe e desce que é a vida, ele está sendo atendido.
Um abraço. PG

Um haicai


Esperar Godot
que não vem? Oh, eu prefiro
esperar Godiva.

17 junho, 2007

Números com apelidos

São em grande parte uma contribuição do loto ou jogo do víspora. Um jogo em que cada participante dispõe de um ou mais cartões, com fileiras de números que vão sendo marcados, à medida que as pedras numeradas correspondentes vão sendo tiradas de um saco. O jogador que, em primeiro lugar, conseguir marcar todos os números do seu cartão “bate” (ganha) o jogo.
Para o divertimento acontecer uma pessoa fica responsável por “cantar” as pedras. Isto é, por realizar o sorteio. A qual vai anunciando aos participantes os números das pedras tiradas, numa linguagem por vezes curiosa. Com alguns números – seja para quebrar a monotonia do sorteio, seja para dar mais clareza aos números “cantados” – sendo chamados por apelidos. Expressões que o “cantador” sabe serem do conhecimento dos jogadores, tais como:
1 – ronco do porco
7 – conta do mentiroso
8 – violão sem braço
18 – dos outros
22 – dois patinhos na lagoa
33 – idade de Cristo
44 – quá, quá, quá
45 – meio do caminho
81 – o gordo e o magro
90 – não venta
Até o número 25, o que comanda o sorteio pode apelar também para o jogo do bicho. Pelo menos, para seus números mais conhecidos: o 5 (cachorro), o 24 (veado) e o 25 (vaca).
Como o víspora tem 90 números, daí em diante valerá a criatividade do “cantador”.

16 junho, 2007

Esperando o elevador

No andar térreo do edifício do Ministério da Saúde em Fortaleza existe um quadro de avisos. Com o nome de “esperando o elevador”, por ficar bem próximo das portas que dão acesso ao chamado “meio de transporte vertical” do edifício. Nesse quadro de avisos, entre alguns papéis burocráticos, estava afixada esta interessante descrição do bambu chinês (abaixo).
Pelo que tem de aplicável ao caráter humano, merece ser lida e refletida. É um grande ensinamento sobre as virtudes da paciência e da persistência.


Mas eu não precisei exercê-las naquele momento, o elevador chegou logo. Isto para falar a verdade (que é outra virtude).

Parafraseando Ruy

De tanto ver triunfarem as nulidades...
botei um ZERO à esquerda.

15 junho, 2007

Bar NB

Encontro-me com alguém num elevador. É uma mulher, aí pelos 50 anos de idade, que abre um sorriso largo em minha direção, como a demonstrar que me conhece. Conhecemo-nos. É Natércia Benevides, que cantava na noite de Fortaleza nos anos 70 e 80. Não nos víamos há muito, muito tempo.
Já no saguão do edifício, lembro-me de lhe perguntar sobre Iara, outra cantora da época. Boa notícia. Natércia me assegura que a cantora negra está viva, aparentando gozar saúde. E até me dá as coordenadas do local em que Iara pode ser encontrada. Ficou esse lapso de informação quando escrevi sobre o Nick Bar (arquivo de maio, dia 13).
O encontro casual com Natércia trouxe-me à lembrança que esta cantora também já teve uma casa noturna no Mucuripe. Funcionou na sobreloja do edifício Marinho de Andrade, na avenida Beira-Mar (hoje avenida Presidente Kennedy). Com um nome de duplo sentido: NB. Que tanto podia significar Natércia Benevides quanto Nosso Botequim.
Além de proprietária, Natércia era a principal atração dessa casa noturna. Com a sua afinada voz, cujo timbre lembrava a de Gal Costa (de quem Natércia inclusive adotava uma parte do repertório), e a sua radiante presença em cena. Outros nomes também subiam ao pequeno palco do bar NB. Como a cantora Ana Fonteles (que gravou disco solo) e o violonista Lima que a acompanhava, o Borrão e o Cláudio Costa, este último um exímio violonista. Portanto, um time de instrumentistas para lá de encorajador ao boêmio que, depois de algumas libações, também desejasse soltar a voz.
Foram momentos bem agradáveis os que eu passei no NB. Um bar que a mó do tempo, impiedosamente, fez desaparecer de nossa cidade.


Ilustração: óleo sobre tela (sem título) de Di Cavalcanti, 1959
Fundo musical: Canta Brasil, de Alcyr Pires Vermelho e David Nasser, na voz de Gal Costa. Aqui.

14 junho, 2007

13 junho, 2007

Poluição atmosférica urbana

A degradação do ar pela poluição influi, de forma negativa, na qualidade de vida dos habitantes das cidades. Em ocasiões, quando principalmente se associa a condições climáticas críticas, pode inclusive assumir aspectos dramáticos. Por aumentar o adoecimento e a mortalidade relacionadas com enfermidades cardiorrespiratórias, naqueles que estão expostos à poluição atmosférica urbana.
Eis os exemplos mais conhecidos:
Em dezembro de 1930, no Vale do Meuse, uma região da Bélgica, onde havia uma grande concentração de indústrias que utilizavam fornos de carvão e gasogênio, em um período de cinco dias sob condições climáticas desfavoráveis para a dispersão dos poluentes atmosféricos, aconteceu um grande aumento de doenças e mortes por patologias respiratórias. Estas últimas se situaram num patamar dez vezes maior em relação ao dos anos anteriores.
Em janeiro de 1931, em Manchester, Inglaterra, durante nove dias de condições climáticas desfavoráveis, morreram 592 pessoas. Um número também muito superior ao da média histórica da cidade.
Em 1948, em Donora, EUA, uma pequena cidade com grande número de siderúrgicas e fábricas de produtos químicos, uma inversão térmica que produziu uma alta concentração de poluentes sobre a cidade, ocasionou sintomas de doenças cardiorrespiratórias na metade da população local. Registraram-se também 20 mortes, durante os seis dias em que aconteceu esse fenômeno de inversão térmica.
Em dezembro de 1952, em Londres, Inglaterra, ocorreu o mais grave episódio de efeitos nocivos da poluição aérea. A queima de grande quantidade de carvão nos lares londrinos, para enfrentar uma onda de frio de cinco dias, associada a uma inversão térmica, produziu localmente uma densa névoa de material particulado e enxofre. E isso ocasionou um aumento de quatro mil mortes, com relação à média de óbitos em períodos semelhantes, sendo a maioria delas em portadores de bronquite crônica, enfisema pulmonar e doença cardíaca.


12 junho, 2007

Ariano e os computadores

Ariano Suassuna, em que pese a sua genialidade como escritor, não se relaciona bem com a tecnologia. Para trabalhar não usa a máquina de escrever, é à mão mesmo. Computador, então, nem pensar. Em entrevista recente no programa do Jô Soares, o escritor de “Auto da Compadecida” dá a explicação para o problema: “Os computadores não gostam de mim...”
E fornece uma prova disso:


Como parte da comemoração dos 80 anos de Ariano Suassuna, a Globo preparou a microssérie “A Pedra do Reino”, baseada na obra de mesmo nome criada pelo dramaturgo nordestino. Com cinco capítulos, e trazendo a proposta de um novo formato para a teledramaturgia, “A Pedra do Reino”, que narra a saga do herói sertanejo Quaderna, faz a estréia hoje à noite na televisão.

11 junho, 2007

Clássico e pop

O quadro Mona Lisa, criado pelo genial Leonardo da Vinci no início do século XVI, é considerado o mais famoso trabalho na história das artes visuais. No Museu Louvre, em Paris, onde se encontra, a figura de La Gioconda tem emocionado - com seu sorriso enigmático – as multidões de visitantes. E, como obra de referência, tem influenciado os artistas do mundo inteiro em muitos trabalhos. No século XX, ganhou Mona Lisa a condição de um ícone pop. E foi reproduzida, em escala industrial, e pulverizada em inúmeros trabalhos artísticos.
Em 1919, o dadaísta Marcel Duchamp pintou uma paródia de La Gioconda, com bigode e cavanhaque.
O surrealista Salvador Dali fez um auto-retrato, fundindo a sua imagem com a de Mona Lisa.
Na década de 60, Andy Warhol a colocou em suas famosas serigrafias.
O colombiano Fernando Botero, conhecido por pintar figuras rotundas, fez uma “versão gorda” de Mona Lisa.
Ahmet Kurt a interpretou de vários modos e estilos, criando uma galeria de quadros. Clique aqui.
Etc.

......Leonardo da Vinci se transformando em Mona Lisa

Veja também: Mona Lisa Images for a Modern World. Aqui.

10 junho, 2007

Medicina com rodízio - 4

ENTRADA PROIBIDA
Esta eu ouvi Belchior contar, há muito tempo, aliás. Fui contemporâneo de Antônio Carlos Belchior (na foto) na Faculdade de Medicina da UFC, antes que a música o "desencaminhasse" das lides acadêmicas. Como, em tempos mais remotos, aconteceu a Noel Rosa, um "monstro sagrado" da música popular brasileira.
Faziam os alunos da Medicina um semicírculo em torno do professor da disciplina de Proctologia. Interessados, todos eles, naquela aula prática, em acompanhar da melhor forma possível a lição do mestre. E, também, em ver os detalhes da lesão que ele, com a ajuda da mão enluvada e lubrificada, estava a lhes apontar... no ânus de um paciente.
Num dado momento, em seu afã de descrever a patologia, o mestre empregou uma expressão, digamos, ambígua: "na entrada". No jargão proctológico, esta expressão fazia sentido. Mas não para o paciente que, despido e em posição de prece maometana, tomou por uma desfeita o que ouvirar. A ponto de retrucar peremptoriamente:
- Alto lá, esse negócio aí nunca foi entrada. É só saída.
E, na sequência, levantar-se, vestir-se e sair.

09 junho, 2007

Um brinde do blog

A quem ler a outra postagem de hoje.
Consiste de um slideshow de esculturas feitas em melancias e cascas de ovos.
O artista trabalhou com laser.

Clique aqui.

Melancia no pescoço

Dois caras, nos últimos tempos, disputam acirradamente o troféu.
O francês Alain Robert, de profissão incerta, conhecido pelo epíteto de Homem Aranha, que vive a escalar as fachadas dos maiores edifícios do mundo. E a mobilizar a imprensa e o aparato policial das cidades que ele escolhe para dar função.
O norte-americano Spencer Tunick, fotógrafo profissional, que se especializou em clicar ao ar livre os sem-roupas das grandes metrópoles. E que, adepto inconfesso do “façam o que eu não faço”, ainda não foi visto publicamente sem elas.

08 junho, 2007

Agora vai

Outrora o país do futebol, o Brasil caminha a passos largos para ser líder em outra área. No videoclip.
É só visitar o YouTube e outros portais do gênero para conferir o fenômeno. Estão totalmente invadidos pelos trabalhos de legiões de atores e produtores de vídeos, tudo sob a nossa auriverde bandeira tupiniquim.
A estréia é que não muda. É com o I will survive, um sucesso da Glória Gaynor.
Em sua antológica versão para o português: Ah, Wilson vai.

07 junho, 2007

Jantar no Dallas

Ontem, pelas novas idades da filha (Natália, 17) e de mim próprio (Paulo, 59).
Por haver sido en petit comité, a filha articula para amanhã um segundo jantar em desagravo ao primeiro. No mesmo restaurante, porém com a presença de 40 amiguinhos.

.................Natália, Matheus (neto) e eu

Mais fotos no Flickr.

Na Blogosfera – 11

A postagem Madeinusa, de 04/06, repercutiu nos blogs amigos Coió Online, de Nivaldo Ribeiro, e Li por Aí, de Airton Soares.
A propósito do vento da Praça do Ferreira, aliado em priscas eras da rapaziada contempladora de Fortaleza, e que foi assunto da nota Se..., de 03/06, Airton Soares me enviou um primor de trova. Feita por Quintino Cunha, estando ele na referida praça, para uma mulher furiosa com o vento que lhe levantava a saia.
E faço questão de publicá-la:

“Você esbraveja o vento
por levantar sua saia.
Pior é o meu pensamento
que é doido que ela caia!”


O leitor encontrará nos arquivos desta bitácora, em 27/03, mais informação sobre Quintino Cunha.

http://www.colonline.blogspot.com/
airton.soares.zip.net

06 junho, 2007

La Linea

Devo à leitura que faço no Obvious (ver Links ao lado) a redescoberta deste desenhista: Osvaldo Cavandoli.
Italiano de Maderno, Cavandoli nasceu em 1920. Entre 1936 e 1940, foi desenhista técnico da Alfa Romeo. Aos 23 anos, passou a criar desenhos de animação, inicialmente trabalhando nos estúdios de Nino Pagot e, depois, produzindo de forma independente. Em 1969, criou o personagem que o tornaria famoso no mundo: La Linea.
Feito inicialmente para o mundo da publicidade, pelo sucesso que obteve na televisão, La Linea virou uma série autônoma de curtas. E várias destas podem atualmente ser vistas no YouTube.
É La Linea um personagem de desenho animado que se forma a partir de uma linha de base (daí o seu nome). E que se irrita com as dificuldades que, a todo instante, surgem em seu caminho. Reclamando delas com veemência, num linguajar a todos incompreensível. Exceto para quem com ele contracena - Cavandoli , cuja mão em seguida aparece para ajudá-lo a superar os problemas.
Osvaldo Cavandoli, que faleceu em 2003, foi realmente um mestre do desenho de animação.

05 junho, 2007

Um câncer ocupacional


Foi Sir Percival Pott, um notável clínico londrino do século XVIII, quem primeiro estabeleceu a associação entre a ocupação de limpador de chaminés e o câncer de pele do escroto. Em Londres, assim como em outras cidades, o ofício de limpador de chaminés era exercido preferencialmente por rapazes e adolescentes de constituição esbelta, os quais trabalhavam apenas com a “roupa de baixo” (calções da época), onde se acumulavam resíduos da combustão da lenha. Depois de alguns anos dessa prática, era comum o aparecimento do câncer do saco escrotal, região que ficava em contato mais direto com aqueles resíduos. Pela primeira vez se assinalou um risco profissional por exposição a um agente cancerígeno, graças à Percival Pott, por sua observação de transcendência ao associar o câncer de escroto com a profissão de limpador de chaminés.

Trecho extraído de Breve Histórico do Câncer Ocupacional, um dos 33 capítulos do recém-lançado livro Observatório Médico: Crônicas e Ensaios do Cotidiano, de autoria de Marcelo Gurgel, médico do Instituto do Câncer do Ceará (ICC) e professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Serviço: marcelo@uece.br

04 junho, 2007

Madeinusa

Virou nome de gente aqui no Brasil.
Depois que uma empregada doméstica registrou com esse nome uma filha recém-nascida.
Onde ela encontrou a inspiração para o nome? Ora, na etiqueta de uma roupa que um dia estava a lavar.

Para ver até onde vai a “criatividade” de muitos pais no Brasil, acesse jus.uol.com.br/legal/nomes.

Inflação de letras

Após transformados para algarismos romanos, os maiores números em quantidade de letras (sem os traços multiplicadores) passam a ser:
- sem repetição de letras: 1666, que se escreve MDCLXVI;
- com repetição de letras: 3888, que se escreve MMMDCCCLXXXVIII (com quinze letras).
Corrijam-me se eu estiver errado.


Imagem: upf.tche.br/~pasqualotti

03 junho, 2007

É o dia da mudança

Vão-se as gavetas

mas ficam os armários.

Se...


.
Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá. Então, que dizer de Marilyn Monroe?
A beldade já esteve em Fortaleza, sim, na Praça do Ferreira. Nem que tenha sido só no dia desta cena.

02 junho, 2007

Imagens x Palavras

Em sua lidíssima Antena Paranóica, Nonato Albuquerque publicou um cartoon interessante. Obtido via internet, é desses desenhos que a gente baba de inveja por não ter sido o autor. O que, em meu caso pessoal, não tem solução, já que não sou um cartunista.
Vou tentar traduzir as imagens que vi em palavras:
1) O Sr. Martelo chega a sua (dele) casa.
2) Observa algo que não gosta na sua (dele) esposa.
3) Vai à procura do Sr. Chave de Fenda para tomar satisfação.
4) Quando o encontra, trava uma violenta luta “ferramental” com ele.
Agora, a pergunta:
Que viu o Sr. Martelo em sua (dele) esposa que o levou a ficar furioso?


É isso. Por não ser um desenhista, veja só o palavreado que um escritor tem de utilizar para passar a mensagem. Dizem que a proporção é de mil palavras para uma imagem. E, com o subterfúgio de uma resposta a ser conferida, ainda tenta induzir o leitor a colocar o seu (dele) monitor de cabeça para baixo.

01 junho, 2007

Uma homenagem no Hospital de Messejana

Por conta de minha aposentadoria no Ministério da Saúde, a se verificar no presente mês, recebi uma afetuosa homenagem de colegas e funcionários do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes. A homenagem, organizada pelo Dr. Antero Gomes Neto (diretor geral) e pelo Dr. Juvêncio Câmara (chefe da Pneumologia), consistiu de uma festa, no estilo surpresa (para este homenageado!), a qual aconteceu na manhã do dia 29 de maio.


.........................Juvêncio, Antero e eu

Inicialmente, encarregado de apresentar um histórico da minha vida profissional o meu irmão Marcelo Gurgel (fundador e coordenador do Curso de Medicina da UECE), o fez com muita graça e fidelidade aos fatos. Em seguida, usaram da palavra os organizadores da homenagem, Dr. Antero e Dr. Juvêncio, os companheiros Dr. Dumas Gomes (anterior Chefe da Pneumologia) e Dr. Ricardo Reis. Acrescente-se que todos estes oradores foram muito generosos comigo.
Das mãos da Dra. Inês Gurgel, chefe do setor da Função Pulmonar, recebi um ramalhete de flores. Que foi redirecionado para dona Elda, minha mãe, cujo apego com as flores não admite concorrência.
Em meu discurso de agradecimento, destaquei a importância que teve em minha vida profissional o Hospital de Messejana. Onde ingressei em 1977, por concurso público, e porfiei por longos anos em diversos cargos e funções. Dos 36 anos na profissão médica, 30 deles foram exercidos nesta modelar instituição.
Além de um irmão e da mãe deste homenageado, cujas presenças já foram citadas, estiveram no evento a minha esposa Elba e a nossa filha Natália. E lembrar que elas foram cúmplices no processo de ocultação da festa-surpresa!
Completando as homenagens, a jornalista Stella Magalhães distribuiu exemplares do último número do Boletim Informativo do hospital, no qual inseriu uma nota em meu respeito.
Depois, no hall dos auditórios, foi servido aos presentes um coffee break, bem administrado em todos os seus detalhes pela eterna Irmezinda e pela secretária Elany. Nesse hall, é onde se encontra a Galeria dos Presidentes do Centro de Estudos, da qual eu fotograficamente faço parte por haver recém ocupado o cargo, no período de 2003 a 2006.
Quanto aos registros fotográficos da solenidade, foram feitos pela dedicada bibliotecária Dra. Francimary. E podem ser apreciados no álbum que mantenho no Flickr.
Agradeço muito, muitíssimo a todos.

Luz, câmera... correção

Para esta cena que merece ser refilmada.


Depois que o “policial” aprender para que serve o gatilho.