"The Impossible Dream (The Quest)" é uma canção popular composta por Mitch Leigh, com letra escrita por Joe Darion. É a melodia mais conhecida do musical da Broadway, de 1965, "Man of La Mancha" (O Homem de La Mancha), e também é apresentada no filme de 1972, de mesmo nome estrelado por Peter O'Toole (vídeo 1).
De acordo com o compositor Mitch Lee, em "Soul Music - The Impossible Dream", o letrista original seria WH Auden. Mas houve desentendimentos com Wasserman, o autor da peça para a televisão, e a canção acabou sendo letrada por Joe Darion (com sua última gota de coragem / para alcançar as estrelas inalcançáveis).
A canção completa é cantada pela primeira vez por Dom Quixote, enquanto ele fica de vigília à sua armadura, em resposta à pergunta de Dulcinéia sobre o que ele quer dizer com "seguir a busca". Ela é reprisada parcialmente mais três vezes - a última por prisioneiros em uma masmorra, enquanto Miguel de Cervantes e seu criado sobem a escada da prisão em forma de ponte levadiça para enfrentar o julgamento pela Inquisição Espanhola.
De Elvis Presley a Frank Sinatra, foram muitos os intérpretes nos EUA que gravaram esta canção. No Brasil, Chico Buarque e Ruy Guerra escreveram a versão em português de "Sonho Impossível" (e o mundo vai ver uma flor / brotar no impossível chão), que foi gravada por Maria Bethânia em 1974, em seu álbum "Cena Muda" (vídeo 2).
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21 maio, 2025
29 março, 2023
Assim é (se lhe parece)
Mesmo tendo sido escrita em 1917, a peça "Così è (se vi pare)" , de Luigi Pirandello, é mais atual do que nunca, pois revela uma das características marcantes das pessoas: a mania pela curiosidade da vida do outro, a fofoca e a bisbilhotice.
A trama central de "Assim é (se lhe parece)", o título da peça no Brasil, gira em torno da chegada de uma família numa província do interior da Sicília, no sul da Itália, após sobreviver a um terremoto. O que provoca a curiosidade da população local é o fato de que eles moram em locais diferentes, o núcleo familiar em uma residência e a sogra em outra. Genro e sogra têm versões opostas para este fato, o que deixa os cidadãos ainda mais curiosos para saber a verdade; eles não se cansam para elucidar o porquê de uma única família não morar sobre o mesmo teto.
Além de morarem em casas separadas, a senhora Frola visita a filha diariamente, mas apenas à distância. Ela diz que em razão da possessividade do genro, mãe e filha não podem ter contatos íntimos. Já o genro diz que a sogra tem problemas psiquiátricos, pois não admite que sua filha morreu há anos e, por isso, ele pede que sua segunda esposa se passe pela filha da Sra. Frola.
A trama central de "Assim é (se lhe parece)", o título da peça no Brasil, gira em torno da chegada de uma família numa província do interior da Sicília, no sul da Itália, após sobreviver a um terremoto. O que provoca a curiosidade da população local é o fato de que eles moram em locais diferentes, o núcleo familiar em uma residência e a sogra em outra. Genro e sogra têm versões opostas para este fato, o que deixa os cidadãos ainda mais curiosos para saber a verdade; eles não se cansam para elucidar o porquê de uma única família não morar sobre o mesmo teto.
Além de morarem em casas separadas, a senhora Frola visita a filha diariamente, mas apenas à distância. Ela diz que em razão da possessividade do genro, mãe e filha não podem ter contatos íntimos. Já o genro diz que a sogra tem problemas psiquiátricos, pois não admite que sua filha morreu há anos e, por isso, ele pede que sua segunda esposa se passe pela filha da Sra. Frola.
Essas versões distintas do fato é que aguça a curiosidade dos moradores locais, que promovem um verdadeiro tribunal informal para se chegar à verdade.
05 dezembro, 2018
A remontagem de "Roda Viva"
Em 1967, Chico Buarque fazia sua primeira incursão no teatro. Sua peça, "Roda Viva", estreou no Rio de Janeiro, em encenação dirigida por Zé Celso Martinez e estrelada por nomes como Marieta Severo, Heleno Prestes e Antônio Pedro.
O trabalho foi, antes de tudo, um marco na linguagem do teatro brasileiro. Por fazer, por exemplo, um retorno ao coro grego, incorporando-o diretamente na trama do personagem Benedito Silva, músico de sucesso inventado e fabricado pela mídia.
A repressão que sofreu em apresentações posteriores, em São Paulo e Porto Alegre, fez do espetáculo um marco na resistência à ditadura militar.
Agora, meio século depois, dirigida pelo mesmo Zé Celso e com a montagem atualizada para alguns aspectos, a peça "Roda Viva" encontra-se em cartaz no Sesc Pompeia, de onde seguirá para uma temporada de apresentações no Teatro Oficina (www.teatroficina.com.br).
O trabalho foi, antes de tudo, um marco na linguagem do teatro brasileiro. Por fazer, por exemplo, um retorno ao coro grego, incorporando-o diretamente na trama do personagem Benedito Silva, músico de sucesso inventado e fabricado pela mídia.
A repressão que sofreu em apresentações posteriores, em São Paulo e Porto Alegre, fez do espetáculo um marco na resistência à ditadura militar.
CHICO BUARQUE NO ENSAIO DE RODA VIVA (1967). ACERVO TEATRO OFICINA
Agora, meio século depois, dirigida pelo mesmo Zé Celso e com a montagem atualizada para alguns aspectos, a peça "Roda Viva" encontra-se em cartaz no Sesc Pompeia, de onde seguirá para uma temporada de apresentações no Teatro Oficina (www.teatroficina.com.br).
04 novembro, 2018
Voltando à vaca fria
Voltar à vaca fria, é uma expressão usada para retornar ao assunto principal em uma conversa, discurso ou discussão, que foi interrompida por divagações em temas periféricos. Como a vaca entrou nessa, é outra história.
De acordo com o professor Ari Riboldi, esta expressão é a tradução de outra expressão muito usada na França,"revenons à nos moutons", ou seja, "voltemos a nossos carneiros". Esta frase fazia parte da peça teatral "La Farce de Maître Pathelin" (A Farsa do Advogado Pathelin), sobre um roubo de carneiros.
Esta peça, considerada a primeira comédia da literatura francesa, é do fim da Idade Média, precisamente do ano de 1460. Porém, não se tem conhecimento do seu autor.
Mas, voltemos a nossos carneiros. Em determinada cena da peça, o advogado do ladrão faz longas divagações fora da questão principal e o juiz chama a sua atenção com a frase "voltemos aos nossos carneiros", fazendo-o retomar o assunto.
Tantas fez Pierre Pathelin que orientou um cliente a fingir-se de carneiro, só respondendo "bééééé" no tribunal. Mas, findo o julgamento, ao tentar receber seus honorários, o ex-réu lhe respondeu: bééééé, bééééé... E não houve meio de arrancar-lhe um níquel.
Mas, voltemos à vaca fria neste DBF (Dicionário Brasileiro de Frases). Na tradução para o português da expressão, esta acabou transformando os carneiros em uma vaca. Essa distorção, segundo R. Magalhães Júnior, possivelmente se deva ao fato de que era costume, em Portugal, iniciarem-se as refeições com a vianda fria, um prato frio feito com carne de gado.
Referências
Voltando à vaca fria, cientificamente falando. http://blogdopg.blogspot.com.br/2018/05/voltando-vaca-fria.html
https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/qual-origem-da-expressao-voltar-a-vaca-fria,6d18d8aec67ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-expressao-voltar-a-vaca-fria/21314
Esta peça, considerada a primeira comédia da literatura francesa, é do fim da Idade Média, precisamente do ano de 1460. Porém, não se tem conhecimento do seu autor.
Mas, voltemos a nossos carneiros. Em determinada cena da peça, o advogado do ladrão faz longas divagações fora da questão principal e o juiz chama a sua atenção com a frase "voltemos aos nossos carneiros", fazendo-o retomar o assunto.
Tantas fez Pierre Pathelin que orientou um cliente a fingir-se de carneiro, só respondendo "bééééé" no tribunal. Mas, findo o julgamento, ao tentar receber seus honorários, o ex-réu lhe respondeu: bééééé, bééééé... E não houve meio de arrancar-lhe um níquel.
Mas, voltemos à vaca fria neste DBF (Dicionário Brasileiro de Frases). Na tradução para o português da expressão, esta acabou transformando os carneiros em uma vaca. Essa distorção, segundo R. Magalhães Júnior, possivelmente se deva ao fato de que era costume, em Portugal, iniciarem-se as refeições com a vianda fria, um prato frio feito com carne de gado.
Referências
Voltando à vaca fria, cientificamente falando. http://blogdopg.blogspot.com.br/2018/05/voltando-vaca-fria.html
https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/qual-origem-da-expressao-voltar-a-vaca-fria,6d18d8aec67ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-expressao-voltar-a-vaca-fria/21314
21 agosto, 2018
Direitos autorais perpétuos
Em 1929, James Barrie doou todas as receitas com Peter Pan para o Great Ormond Street Hospital for Children, em Londres. Depois que Barrie morreu em 1937, os direitos autorais se tornaram uma importante fonte de receita para o hospital. Normalmente, no Reino Unido, um direito de autor dura até 50 anos após a morte do autor, então Peter Pan entrou no domínio público, no final de 1987.
Mas, em 1988, o governo acrescentou uma alteração especial à lei que rege a propriedade intelectual:
"As disposições do Anexo 6 têm o efeito de conferir aos curadores, em benefício do Hospital for Sick Children, o Great Ormond Street Hospital, de Londres, os royalties da exibição, publicação comercial, transmissão ou inclusão em programa a cabo da peça Peter Pan, de Sir James Matthew Barrie, ou de qualquer adaptação deste trabalho, não obstante o direito de autor da obra ter expirado em 31 de dezembro de 1987."
Assim, de um modo exclusivo, o menino que não queria crescer tem direitos autorais que nunca expirarão - de acordo com a lei do Reino Unido, e que se prolongarão perpetuamente a partir de 1988.
Jonathan Balley traz todos os detalhes em PT - Plagiarism Today.
Mas, em 1988, o governo acrescentou uma alteração especial à lei que rege a propriedade intelectual:
"As disposições do Anexo 6 têm o efeito de conferir aos curadores, em benefício do Hospital for Sick Children, o Great Ormond Street Hospital, de Londres, os royalties da exibição, publicação comercial, transmissão ou inclusão em programa a cabo da peça Peter Pan, de Sir James Matthew Barrie, ou de qualquer adaptação deste trabalho, não obstante o direito de autor da obra ter expirado em 31 de dezembro de 1987."
Assim, de um modo exclusivo, o menino que não queria crescer tem direitos autorais que nunca expirarão - de acordo com a lei do Reino Unido, e que se prolongarão perpetuamente a partir de 1988.
Jonathan Balley traz todos os detalhes em PT - Plagiarism Today.
23 maio, 2013
02 abril, 2012
A Paixão de Cristo encenada no Ceará
Dizem que esta história aconteceu numa pequena cidade nos confins do Ceará.O dono de um circo, em passagem por essa cidade, sabendo quão religiosa era sua comunidade, resolveu encenar a Paixão de Cristo na Sexta-Feira Santa.
O elenco foi escolhido dentre os moradores locais e, no papel pincipal - de Jesus Cristo -, colocaram o cara mais "gato" da cidade.
Os ensaios iam de vento em popa, quando, às vésperas do evento, o dono do circo soube que "Jesus" estava de caso com sua mulher.
Ficou furioso, mas percebeu que não podia fazer escândalo (pois iria por a perder o trabalho e o investimento que fizera para montar a peça).
Pensou, pensou, pensou…
Na véspera do espetáculo, comunicou ao elenco que iria participar… fazendo o papel de um centurião!
- Mas como? – reclamaram todos – Você não ensaiou!
- Não é preciso ensaiar, porque centurião não fala!
(Mesmo sem gostar, o elenco teve que aceitar, afinal, o cara era o dono do espetáculo.)
Chegou o grande dia. E a cidade em peso compareceu.
No momento mais solene, a plateia entrou em profundo silêncio…
Jesus carregando a cruz… e o "centurião" a dar-lhe chicotadas.
De verdade.
- Pô, cara, ta machucando! - reclamou "Jesus", em voz baixa.
- É para dar mais realismo à cena, devolveu o "centurião".
E tome mais chicotada… Lept, lept, lept, o chicote comendo solto no lombo do infeliz.
Até que "Jesus" que já reclamara bastante, enfureceu-se de vez, largou a cruz no chão, puxou uma peixeira e partiu para cima do "centurião":
- Vem, desgraçado! Vem cá que eu vou te ensinar a não bater num indefeso!
O "centurião" a correr, e "Jesus" com a peixeira correndo atrás. E a plateia, em delírio, gritando:
- É isso aí! Fura ele, Jesus! Fura ele que aqui é Ceara …não é Jerusalém, não!”
Fontes: Sosvip, diHITT, Sr. buXada...
14 junho, 2007
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